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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A EMPATIA NO SERVIÇO DE REFERÊNCIA: CONTRIBUIÇÕES DA LEITURA
LITERÁRIA PARA O APERFEIÇOAMENTO DO BIBLIOTECÁRIO

Adriana da Silva Ornellas
Patrícia Vargas Alencar

RESUMO
Este artigo discute a empatia como fator que otimiza a interação entre o bibliotecário e o
usuário no Serviço de referência. Para tanto, verifica, a partir de dados coletados com
bibliotecários de referência, em que medida as habilidades sociais atuam no comportamento
do bibliotecário. Aponta a leitura literária como principal agente que auxilia no
comportamento empático tendo em vista que a leitura literária conta com particularidades que
garantem o acesso a realidades não vivenciadas e promove um aprimoramento na percepção
de mundo. Sua principal contribuição é trazer à cena a empatia, provocada pela leitura
literária, como elemento que auxilia no aperfeiçoamento do serviço prestado pelo
Bibliotecário de referência.
Palavras-Chave: Bibliotecário de referência; Habilidades sociais; Empatia; Práticas de
leitura; Leitura literária.
ABSTRACT
This article discusses empathy as a factor that enhances the interaction between the patron and
the librarian in the Reference Service. For this purpose, checks, from data collected with
reference librarians, the extent to which social work skills in the behavior of the librarian.
Points to literary reading as the main agent that aids in empathic behavior in view that literary
reading has peculiarities that guarantee access to non experienced realities and promotes an
improvement in the perception of the world. Its main contribution is to shed light empathy,
caused by literary reading, as an element that helps in improving the service provided by the
Reference Librarian.
Keywords: Reference librarian; Social skills; Empathy; Reading practices; Literary reading.

1 INTRODUÇÃO
O bibliotecário se destaca por, entre outras funções, disponibilizar informação
organizada tecnicamente visando atuar como um colaborador na construção do conhecimento
dentro da sociedade e é no Serviço de referência que o bibliotecário tem a oportunidade de
atender a demanda do usuário. Nessa oportunidade, apresentamos um estudo cujo objetivo
principal é discutir em que medida a leitura literária favorece o comportamento empático do

1891

�bibliotecário de modo a aprimorar as habilidades sociais e comportamentais do bibliotecário
de referência e, consequentemente, otimizar a relação com o usuário.
Nossa pesquisa considerou a participação de 222 Bibliotecários de referência que
responderam espontaneamente um questionário on line cujas questões versaram sobre suas
práticas leitoras e informações sobre comportamento empático. Os resultados mostram que a
leitura literária é desencadeadora da empatia no Serviço de referência uma vez que, ao que
tudo indica, permite que o bibliotecário crie uma base para enxergar de forma mais
compreensiva o usuário e assim, aperfeiçoar as interações das quais participa.
Grogan (2001, p. 2) salienta que “tão importante quanto o componente bibliográfico
do SR é o elemento humano, sua natureza de intrínseca reciprocidade, comumente face-a-face
(...)”. A partir dessa premissa, esta pesquisa traz evidências de que refletir sobre o outro é
fundamental para o Bibliotecário de referência durante seu encontro com o usuário para
entendê-lo de acordo com suas próprias perspectivas de modo a evitar uma interação negativa
que comprometa o Serviço de referência como um todo. Portanto a empatia, desencadeada
pela leitura literária, atua de modo relevante na interação bibliotecário-usuário e deve ser
considerada como uma habilidade a ser levada em conta no Serviço de referência - daí a
relevância deste trabalho.

2 A IMPORTÂNCIA DA LEITURA LITERÁRIA
Quando falamos em narrar, estamos nos referindo à capacidade humana de contar uma
história, ou seja, contar um acontecimento, passar um fato para outra pessoa, seja oralmente
ou através da escrita. Nessa necessidade de transmitir histórias de um para o outro, de uma
geração para a outra, está o cerne do surgimento da literatura.
Sobre a necessidade de alimentarmos nossas vidas através de histórias, Gottschall
(2012, p. xiv) fundamenta que:

Podemos não perceber, mas somos criaturas de um reino imaginativo
chamado Neverland. Neverland é nossa casa e, antes de morrer, passaremos
várias décadas lá. Se você ainda não percebeu isso, não se desespere:
histórias são para os humanos o que a água é para o peixe - toma conta de
tudo mas não podemos tocar. Enquanto nosso corpo está fixado em um lugar
particular no tempo-espaço, nossa mente está sempre livre para divagar nas
terras do faz-de-conta. (tradução nossa)219
219 “You might not realized it, but you are a creature o f an imaginative realm called Neverland. Neverland is
your home, and before you die, you will spend decades there. If you haven’t noticed this before, don’t despair:
story is for a human as water is for fish - all-encompassing and not quite palpable. While your body is always
fixed at a particular point in space-time, your mind is always free to ramble in lands of make-believe
(GOTTSCHALL, 2012, p. xiv)

1892

�Candido (2004, p. 177) já havia discutido sobre o importante papel ordenador das
histórias, sobretudo, as escritas - literárias - em ordenar o caos do mundo em nossa mente:
De fato, quando elaboram uma estrutura, o poeta ou o narrador nos propõem
um modelo de coerência, gerado pela força da palavra organizada. Se fosse
possível abstrair o sentido e pensar nas palavras como tijolos de uma
construção, eu diria que esses tijolos representam um modo de organizar a
matéria, e que enquanto organização eles exercem papel ordenador sobre a
nossa mente. Quer percebamos claramente ou não, o caráter de coisa
organizada da obra literária torna-se um fator que nos deixa mais capazes de
ordenar a nossa mente e sentimentos e, em consequência, mais capazes de
organizar a visão que temos do mundo.

Esse caminho nos dirige à literatura, ou seja, a escrita organizada de histórias, à
transposição para o papel da vida de personagens que de outro modo não teríamos a
oportunidade de conhecer e muito menos de ter contato com os pensamentos. É acerca desse
tipo de contato com a literatura que desejamos nos focar nessa pesquisa: o contato literário de
cunho humano, o encontro do leitor com as vidas criadas pelos escritores e o conhecimento
sobre a vida e sobre os indivíduos que essas histórias de papel nos oferecem.

3 A LEITURA LITERÁRIA E A EMPATIA
A leitura literária é uma aproximação do outro e do mundo externo, se configurando
como uma necessidade humana de ter contato com histórias e de um desenvolvimento
equilibrado do intelecto e das emoções. Entretanto, apesar de Gottschall (2012) ter nos
comunicado que Neverland é um lugar onde todos nós ocupamos, percebamos ou não,
Neverland não é biologicamente imprescindível para o ser humano, como o próprio autor
afirma (2012, p. 29):
Para que servem as histórias? Nada. O cérebro não é projetado para as
histórias, há falhas na sua concepção que o tornam vulnerável a elas.
Histórias, em toda a sua variedade e esplendor, são apenas acidentes de sorte
na construção improvisada da mente. Histórias podem nos educar, nos tornar
mais profundos e nos dar alegria. Histórias podem ser uma das coisas que
faz com que seja mais interessante ser um ser humano. Mas isso não
significa que elas tem um propósito biológico.220

Antonio Candido (2004) refletiu acerca da relação entre literatura e direitos humanos:
afirmamos que a leitura literária é um encontro com o outro e os direitos humanos são o*29
220 “What are stories for? Nothing. The brain is not designed for story; there are glitches in its design that make it
vulnerable to story. Stories, in all their variety and splendor, are just lucky accidents o f the mind's jury-rigged
construction. Story may educate us, deepen us, and give us joy. Story may be one o f the things that makes it
most worthwhile to be human. But that doesn't mean story has a biological purpose.” (GOTTSCHALL, 2012, p.
29)

1893

�reconhecimento “que aquilo que consideramos indispensável para nós é indispensável
também para o próximo” (CANDIDO, 2004, p. 172). Embora a leitura literária não seja uma
garantia de que os direitos humanos serão reconhecidos e postos em prática, ela tem
influência na formação dos sujeitos e pode ser um caminho de vislumbramento para o
(re)conhecimento desses direitos, pois a literatura
pode ser uma aquisição consciente de noções, emoções, sugestões,
inculcamentos, mas na maior parte se processa nas camadas do
subconsciente e do inconsciente, incorporando-se em profundidade como
enriquecimento difícil de avaliar. As produções literárias, de todos os tipos e
todos os níveis, satisfazem necessidades básicas do ser humano, sobretudo
através dessa incorporação que enriquece a nossa percepção e a nossa visão
do mundo. (CANDIDO, 2004, p. 172).

Simplificando: ao lermos sobre as mais variadas situações somos levados a encarar
sentimentos a partir do olhar de uma outra pessoa e, ao pensarmos como se estivéssemos fora
de nosso corpo e fôssemos essa outra pessoa - um personagem -, podemos passar a ter a
capacidade de identificar como o outro pensa e se sente e, assim, nos tornarmos mais
humanos. Portanto, durante a leitura literária lemos sobre a consciência, a personalidade e as
atitudes do outro, isso auxilia no desenvolvimento de nossas habilidades na vida real. Essa
atitude de nos colocarmos no lugar do outro e refletirmos a partir de suas perspectivas é um
comportamento empático.
Para tratar sobre as práticas de leitura literária do Bibliotecário de referência,
apresentamos um recorte da pesquisa realizada com 222 bibliotecários através de
questionário on line que buscou coletar dados acerca do perfil profissional desses
bibliotecários, suas práticas leitoras e informações sobre comportamento empático.
O gráfico 1 abaixo mostra o resultado total sobre a frequência de leitura dos gêneros:

Gráfico 1 - Frequência geral de leitura dos Bibliotecários de referência

1894

�Segundo o gráfico 1, a primeira consideração que devemos fazer é que TODOS os
Bibliotecários de referência que responderam ao questionário leem em maior ou menor
proporção em algum momento, pois não houve nenhum bibliotecário que tenha respondido
que Nunca lê para todos os gêneros literários apresentados, ou seja, mesmo um Bibliotecário
de referência que respondeu nunca ler romance, respondeu que lê com alguma frequência
outro tipo de gênero literário. Portanto, todos os Bibliotecários de referência que responderam
ao questionário são leitores com algum nível de frequência de leitura literária.
Demonstrando o quanto esse tipo de leitura é importante, um dos BRs comentou como
se sente em relação às leituras literárias:
A literatura narrativa é de extrema importância para o desenvolvimento do
sujeito e proporciona uma visão ampla do mundo e de si mesmo. É na
experiência com os enredos e com as personagens que refletimos sobre nós
mesmos e podemos crescer como pessoa, como ser existente no mundo!
Creio que é fundamental que cursos de Biblioteconomia/Ciência da
Informação reflitam e pensem a formação dos profissionais além da técnica.
Afinal, entre o pensar e o fazer biblioteconômico, há muitos sentidos que são
da ordem da hermenêuticas. (ORNELLAS, 2014)

Vemos na opinão desse Bibliotecário de referência, o espelho de toda nossa discussão
acerca da necessidade da leitura literária como base para o desenvolvimento do sujeito e
ampliação de sua percepção sobre o mundo e sobre o outro. E mostra o entendimento de que o
ensino biblioteconômico deve perpassar pela leitura literária pois sem ela, qualquer ensino
acontecerá pela metade, visto que esse tipo de leitura perpassa o desenvolvimento dos sujeitos
como seres sociais e humanos.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A empatia foi apontada como elemento essencial já que trata-se de uma habilidade
social que busca um deslocamento reflexivo sobre o outro a partir de suas próprias
perspectivas. Nosso trabalho sugere que o profissional bibliotecário não deve priorizar
somente o desenvolvimento das habilidades técnicas que norteiam o seu fazer, mas, também,
as habilidades sociais e humanas que influenciam o desenvolvimento de sua relação com o
usuário.
A empatia é uma habilidade natural do ser humano que pode diminuir enquanto somos
socializados e influenciados culturalmente, mas que também pode ser desenvolvida. Neste
sentido, a leitura literária se mostrou uma das atividades mais pertinentes para tal
aperfeiçoamento pois possui características que simulam a realidade e colocam o leitor em
situações que o fazem refletir a partir da perspectiva do outro. A leitura literária nos permite,

1895

�através da narração de acontecimentos e dos sentimentos dos personagens, ter conhecimento
sobre o outro. A chamada experiência literária engrandece nossa percepção do mundo, sendo,
portanto, uma atividade de prática e desenvolvimento da empatia.
Nossa pesquisa mostra a importância do estudo do aprimoramento das habilidades dos
Bibliotecários de referência porque são eles que estão recebendo os usuários nas bibliotecas e
estão construindo a imagem dos bibliotecários, das bibliotecas e da Biblioteconomia. Este
trabalho se justifica na medida em que sublinha a empatia como fator de forte atuação na
qualidade do Serviço de referência e sua principal contribuição é evidenciar a leitura literária
como desencadeadora desta habilidade - a empatia - tão essencial para a otimização da
interação bibliotecário-usuário.

5 REFERÊNCIAS
CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In :______. Vários escritos. São Paulo; Rio de
Janeiro: Duas Cidades; Ouro sobre azul, 2004. p. 169-191.
GOTTSCHALL, Jonathan. The storytelling animal: how stories make us human. Boston:
Houghton Mifflin, 2012.
GROGAN, Denis. A prática do serviço de referência. Brasília: Briquet de Lemos, 2001.
ORNELLAS, Adriana. O bibliotecário de referência e a necessidade de uma atuação
empática na contemporaneidade: uma análise sobre a influência da leitura literária. 2014.
Dissertação-(Mestrado Profissional em Biblioteconomia). Universidade Federal do Estado do
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2014. 131 p.

1896

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