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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A CATALOGAÇÃO E SUAS NECESSIDADES DE ADAPTAÇÕES

Sheila Guimarães Martins

RESUMO
Inscreve-se no escopo deste artigo revisar a literatura concernente à história da catalogação
desde seus primórdios até os dias atuais. Busca-se, com isso, identificar a sua necessidade de
adaptação à realidade sociocultural ao longo da história, mostrando como a explosão
informacional no mundo atual exige uma catalogação mais flexível e dinâmica, uma vez que o
volume de conhecimento produzido e seu registro em meio digital tornou-se uma forma de
democratização da informação de modo que o acesso é mais facilitado, comparado ao que era
praticado nos primórdios da história dos registros do conhecimento. Para isso, em primeiro
momento, estudar-se-á o início da catalogação e suas origens, perpassando relatos históricos a
respeito da necessidade de padronização. Por fim, será abordada a contextualização dos
catálogos à realidade atual.

Palavras-Chave: História da Catalogação; Recuperação da Informação; Organização da
informação.

ABSTRACT
Falls within the scope of this article to review the literature concerning the history of
cataloging from its beginnings to the present day. The aim is, therefore, identify their need to
adapt to the sociocultural reality throughout history, showing how the information explosion
in today's world requires a more flexible and dynamic cataloging, since the volume of
information produced and its registration in the midst digital has become a form of
democratization of information so that access is easier compared to what was practiced in the
early history of the records of knowledge. For this first time study will be the beginning of
cataloging and its origins, passing historical accounts about the need for standardization.
Finally,the context will be addressed catalogs to the current reality.

Keywords: History of Cataloguing; Information Retrieval; Organization of information.

1 INTRODUÇÃO
O catalogo é uma ferramenta de organização, na qual são descritas informações sobre
o suporte informacional e seu conteúdo para que o mesmo seja posteriormente recuperado, se
constituindo assim um instrumento de recuperação da informação. Daí a sua importância para

1852

�a história, pois contribui para que os conhecimentos gerados não se percam. Por isso, torna-se
necessário conhecer a sua história e suas necessidades de adaptação ao contexto sociocultural
do mundo atual, pois com o advento da internet e “ [...] a difusão de seu uso ampliou a
necessidade de acessar, de forma rápida e precisa, informações armazenadas em banco de
dados gigantescos” (BRANSKI, 2004, p. 71). Consequentemente, foi necessário que os
catálogos como instrumento de recuperação se renovassem para atender a nova demanda.
A necessidade de aprimoramento dos catálogos já era vista em 1890 pelo bibliotecário
Panizzi, que ao dar início a reforma do catálogo do Museu Britânico, afirma que “ [...] o
objetivo principal de um catálogo de biblioteca é ajudar os consulentes a achar os livros que
desejam no menor tempo possível” (BATTLES, 2003, p. 64).
O catálogo sempre fez parte da história da sociedade, uma vez que esse instrumento de
recuperação da informação foi desenvolvido na biblioteca, a qual, por sua vez, segundo
Thompson citado por Ferraz (1991), se inter-relaciona com a sociedade, sendo essa história
ilustrada fisicamente no desenvolvimento dos prédios das bibliotecas.
No início, as bibliotecas eram abrigadas em palácios e templos; depois, nos
mosteiros e catedrais. Logo após, refletiam o orgulho e aspirações nacionais,
tornando-se monumentais e grandiosas. Agora, com o advento da
democracia, o prédio da biblioteca está se tornando uma espécie de palácio
do povo (THOMPSON apud FERRAZ, 1991, p. 94).
Como a biblioteca precisou adaptar-se ao contexto sociocultural, deixando de ser um
ambiente para os catedráticos e para se tornar um lugar de livre acesso ao conhecimento, não
seria diferente com os catálogos que são voltados ao atendimento às demandas dos usuários
das bibliotecas.
Com o intuito de conhecer e entender as mudanças ocorridas no que tange a
organização e recuperação da informação por meio dos catálogos, foi realizada uma revisão
bibliográfica buscando o conhecimento de alguns autores da área de ciência da informação.

2 ORGANIZAÇAO DA INFORMAÇÃO
Ao longo da história da humanidade se desenvolveram várias formas de registro do
conhecimento, utilizando os mais diversos tipos de suportes que foram evoluindo como a
argila, a madeira, as pedras, o papiro, o pergaminho, o papel e até os atuais suportes
eletrônicos, computadores, e-books, hipertextos e diversos formatos de documentos digitais,
como blog’s, revistas eletrônicas etc.

1853

�[...] Desde os antigos filósofos, a busca por estabelecer ou chegar a uma
concepção de mundo, uma leitura própria do mundo, da vida, das coisas, ou
mesmo, do sentido da natureza, do homem e das coisas, implicava em por
meio do conhecimento organizar e sistematizar percepções da realidade. A
Organização do conhecimento desde Aristóteles experimentou sucessivas
formas de ordenação e classificação; estas influenciadas pelo contexto
(tempo e forma). Assim tanto a evolução do conhecimento, dos artefatos e
engenhocas humanas produziram valores e especificidades de uso/aplicação
até chegarmos ao recorte informação. (GOMES; CAMPOS; GUIMARÃES;
2010, p. 2).
A necessidade de organização desses registros já era sentida desde a antiguidade, com
o então advento da imprensa de Gutenberg em meados do século XV, que dava início à
explosão bibliográfica com a possibilidade de reprodução em série do conhecimento
registrado, com isso a invenção da imprensa possibilitou um maior acesso à informação
podendo

democratizar

o

conhecimento

registrado.

Desde

então,

aumentou-se

exponencialmente o volume de publicações. Neste contexto, surge a necessidade de uma
forma de controlar e recuperar esses registros.
A respeito da organização dos novos formatos de registros do conhecimento
Dziekaniak (2010) ressalta que

[...] Tradicionalmente, no âmbito das bibliotecas, a disponibilização da
informação ocorre através de representações, denominadas desde a década
de 1990 de metadados, novo rótulo dado pelos profissionais da tecnologia da
informação (e rapidamente incorporado pela Biblioteconomia), para campos
representativos da descrição de uma obra, principalmente acerca do seu
título, autor(es), local de publicação, editora, data de publicação, assunto(s)
de que trata a obra e o seu resumo. (DZIEKANIAK, 2010, p. 46)

3 EVOLUÇÃO DOS CATÁLOGOS
Juntamente às primeiras bibliotecas surgiram os catálogos, que se constituíam como
simples relações ou inventários dos acervos, como foi o caso das bibliotecas da Mesopotâmia
e Alexandria.
A catalogação é utilizada desde os primórdios da humanidade, como instrumento de
recuperação da informação, e a necessidade de organização já era valorizada nas bibliotecas
da Mesopotâmia no século VII a.C. Segundo Battles (2003), no governo de Assurbanipal II,
foi organizada uma biblioteca na antiga cidade de Nínive, que abrigava 25 mil placas de
argila.

1854

�[...] Ao que parece, a biblioteca era altamente organizada. As placas
componentes de uma mesma obra eram reunidas num único bloco, no qual
se punha um rótulo identificador do conteúdo. Havia também um catálogo
registrando os títulos das obras e o número de placas de que cada uma era
composta. Outros arquivos e bibliotecas espalhados pela Mesopotâmia
exibiam níveis igualmente elevados de organização. Havia repositórios em
que as placas eram guardadas em cestas numeradas, com os títulos gravados
nas bordas da argila para facilitar a identificação (BATTLES, 2003, p. 31).
A primeira iniciativa de um catálogo metódico, digna de registro foi em Alexandria,
onde o bibliotecário Calímaco, escreveu sumários, ou Pinakes, uma bibliografia crítica de 120
volumes, que catalogava toda a vasta coleção da literatura grega guardada na biblioteca em
ordem alfabética. Com esse catálogo a biblioteca de Alexandria definiu uma nova concepção
a respeito do valor do conhecimento
O objetivo era reunir tudo o que estivesse disponível, desde manuscritos da
Ilíada, ou de Os trabalhos e os dias, de Hesíodo, até as mais obscuras
listagens de comentários falaciosos às obras de Homero, além de obras
incorretamente atribuídas a Homero, obras que denunciavam essas falsas
atribuições e refutações dessas denúncias. Ao patrocinar esse objetivo, os
ptolomeus confirmavam a intuição essencialmente alexandrina de que o
conhecimento é um bem, uma mercadoria, uma forma de capital a ser
adquirido e entesourado (BATTLES, 2003, p. 36)
À medida que houve a evolução dos registros do conhecimento, também surgiu à
necessidade dos catálogos se aprimorarem, e se adaptarem a necessidade de cada contexto
histórico.
Segundo Ferraz (1991) na Idade Média houve pouco desenvolvimento na área da
catalogação, a não ser tentativas de listas inventariais. A respeito desse período, Battles
(2003) observa que a produção de catálogos consumiam recursos preciosos

Num tempo em que superfícies escritas eram valiosos artigos produzidos a
duras penas, não era de se esperar que alguém fosse gastar energias na
produção de um instrumento periférico. Tipicamente, o catálogo limitava-se
a listar apenas os volumes encadernados da biblioteca, cada um deles
podendo conter duas, três e até mesmo oito obras individuais (BATTLES,
2003, p. 77).
Com o advento da Renascença, culminaram mudanças nas bibliotecas, como a
expansão da biblioteca de Sorbonne, em Paris, com o rápido crescimento dos códices de
forma qualitativa e quantitativa, o que exigiu uma melhor forma de organização e acesso a
esse material, surgindo, em 1290, a elaboração do primeiro catálogo geral de Sorbonne.

1855

�Diferentemente das bibliotecas da Idade Média que se preocupavam com a ordem
racional, onde imperava a mentalidade de que “o Universo é um todo harmonioso” cujas
partes estão inter-relacionadas, na biblioteca de Sorbonne houve a preocupação em elaborar a
ordem alfabética como instrumento de organização uma vez que os números de livros na
faculdade aumentavam de forma expressiva.
Vale ressaltar que, ao longo da história surgiram necessidades distintas de desenvolver
catálogos que pudessem servir de forma mais efetiva a recuperação do material informacional.

[...] no século XV, a ordem racional do conhecimento e a ordem arbitrária do
alfabeto estavam imobilizadas numa trégua instável. Por volta do século
XVIII, porém, o crescimento contínuo das coleções tornou os velhos
catálogos inutilizáveis. O novo tipo traria consigo o triunfo da arbitrariedade,
com um catálogo inteiramente alfabético, despido da ficção racional de uma
divisão por assuntos (BATTLES, 2003, p. 84).
Diante do aumento da produção do conhecimento, os métodos de recuperação da
informação já não eram tão eficientes, surgindo assim novas ferramentas que pudessem
atender às demandas, a respeito dessa realidade Manguel (2006) observa

Seja em Alexandria, Bagdá ou Roma, essa massa de palavras em expansão
acaba por exigir sistemas de classificação que lhe abram espaço para
crescimento, fronteiras móveis que a salvem das limitações do alfabeto ou da
inutilidade sob o peso excessivo dos itens numa mesma categoria
(MANGUEL, 2006, p. 56).
Depois da revolução da imprensa, acontecimentos históricos como a Reforma
Protestante, a Revolução Francesa, e a expansão das universidades, a partir dos séculos XIX e
XX, culminaram em um vertiginoso crescimento de produção científica, exigindo assim um
novo molde de organização da informação, pois as listas inventariais já não eram suficientes
para a recuperação desse material informacional.
Segundo Martinho (2010) a origem pragmática dos estudos de catalogação é vista a
partir dos trabalhos de Panizzi, Jewett e Cutter.
Quando a catalogação toma uma posição de importância na sociedade científica
surgem estudos voltados para essa área. Barbosa (1978) comenta que por volta de 1839
acontecia um movimento conhecido como a Batalha das Regas, no qual acontecia o
desenvolvimento das discussões sobre a padronização de diretrizes para a formulação de um
catálogo.

1856

�Anthony Panizzi, bibliotecário do Museu Britânico, um dos precursores das regras
catalográficas, elaborou junto com seus colaboradores um conjunto com 91 regras de
catalogação denominado Rules fo r the compilation o f the catalog, que teve sua aprovação em
1841. Esse conjunto de regras deu início a uma série de discussões entre bibliotecários
ingleses, influenciando as regras posteriores. Barbosa (1978) destaca que as principais
características desse conjunto de regras são: a valorização da página de rosto, com a escolha
do cabeçalho de entrada de um autor e a introdução do conceito de autoria coletiva. Embora
criticado, a ideologia de Panizzi era facilitar o acesso ao conhecimento por parte dos usuários,

[...] seu trabalho era inspirado por um impulso democrático, como ele deixa
claro nesse relatório. ‘Eu quero que o estudante pobre tenha os mesmos
recursos que o homem rico deste reino para satisfazer sua vontade de
aprender, desenvolver atividades racionais, consultar autoridades nos
diversos assuntos e aprofundar-se nas investigações mais intricadas. Acho
que o governo tem a obrigação de dar a esse estudante a assistência mais
generosa e desprendida possível.’ Para Panizzi, o humilde catálogo da
biblioteca deveria ser muito mais que uma listagem e poderia ser até mais
que um simples guia para o conhecimento. Ele o via como um instrumento
para a transformação da sociedade. (BATTLES, 2003, p. 133)
Logo após a revolucionária batalha das regras, em 1853, Chargles C. Jewett publicou
para a Smithsonian Institution dos Estados Unidos um código contendo 33 regras, com base
nas regras de Panizzi, enfatizando as obras de autoria coletiva e autores que usavam
pseudônimos. Com uma visão mais ampla, Jewett esboçava uma catalogação cooperativa e
dizia “ [...] que um livro deveria ser catalogado uma única vez, a fim de que o tempo
despendido por uma biblioteca na catalogação de uma obra não tornasse a onerar não só essa
mesma biblioteca, com também a qualquer outra” (CUNHA, 1979, p. 8).
Segundo Cunha (1979), Jewett viu seu sonho se realizar com a união da Biblioteca do
Congresso dos EUA (Library o f Congress) e a Comissão de Catalogação Cooperativa da
Associação Americana de Bibliotecários (ALA).
Em 1876 a Rules a printed dictionary catalog, foi publicado o segundo código de
catalogação norte-americano sob a autoria de Charles Ammi Cutter. De acordo com Piedade
(1983), tal obra ainda é referência para estudiosos de catalogação,
[...] Cutter idealiza as regras para um catálogo dicionário, preconizando
assim a sistematização de regras para o estabelecimento de entrada de
cabeçalhos, obra que se tornou num clássico da catalogação e da área de
representação. Os princípios estabelecidos por Cutter nortearam
grandemente a construção de outros instrumentos da representação e ainda
hoje após mais de um século muitos desses princípios continuam atuais
(MARTINHO, 2010, p. 27).

1857

�Com vistas à economia de tempo, surge a catalogação cooperativa, com o objetivo de
que o “trabalho” fosse feito uma única vez, já que o progresso socioeconômico exigia uma
dinâmica cada vez mais rápida e precisa. Para atender esta precisão torna-se necessária a
padronização dos registros bibliográficos, possibilitando que as informações contidas em
diferentes catálogos possam ser compartilhadas da mesma forma, permitindo a troca de ideias
e experiências entre os bibliotecários.

4 PADRONIZAÇÃO DOS CATÁLOGOS
A padronização dos catálogos não se constitui especificamente em tornar todos os
catálogos únicos e iguais, mas sim criar mecanismos normativos para os registros
bibliográficos na elaboração dos mesmos, contemplando a descrição dos formatos físico e
temático do material informacional.
A Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação promovida pela

International Federation o f Library Associations and Institutions (IFLA), realizada em Paris
em 1961, segundo Cunha (1979), foi um divisor na história da catalogação, pois esta
formalizou as discussões sobre uniformização das descrições para registros catalográficos.
Com base na referida Conferência de Paris, foi publicado em 1967 o novo código
Catalogação como Anglo-American Cataloging Rules (AACR) em duas versões, uma norteamericana e outra britânica que
[...] obedecendo a um conjunto internacionalmente aceito de princípios,
lançou os alicerces que possibilitariam o intercâmbio de dados
bibliográficos. Foi o primeiro passo num processo de normalização.
(OLIVER, 2011, p. 8).
Ainda na década de 1960, em paralelo às discussões de normalização de regras
catalográficas, também já eram desenvolvidos estudos voltados para automação de registros
de catalogação, pela Library o f Congress (LC).
Os resultados do estudo permitiram excelentes respostas científicas. As
principais recomendações foram automação dos registros de catalogação,
compilação de uma listagem principal que permitira a criação de um
segundo registro que daria o resumo de qualquer obra, uma tabela de
conteúdo, permitindo ao usuário determinar a pertinência da obra para sua
pesquisa. A partir de 1990 todo o conteúdo da LC poderia ser introduzido no
computador. O estudo ignorou completamente o usuário neste contexto de
automação. Todavia o resultado principal do trabalho foi o estabelecimento
do padrão MARC, inicialmente como uma unidade a parte do processamento
técnico (OSBORN, 1991 apud MARTINHO, 2010, p. 51).

1858

�O formato MARC foi desenvolvido com o objetivo de adaptar as regras catalográficas
ao meio digital, se constituindo em um padrão para entrada e manipulação de informações
bibliográficas

em

computador,

permitindo

que

os catálogos

automatizados possam

compartilhar seus registros fazendo migração de dados, uma vez que tal formato padroniza o
conteúdo dos campos e suas posições, tendo como base as regras estabelecidas pela AACR.
Assim como as demais produções resultantes de estudos de catalogação o MARC teve
suas mudanças ao longo do tempo. “Em 1968, surge o MARC II, desenvolvido novamente
pela cooperação entre a British Library e a LC. Cerca de 20 formatos MARC diferentes foram
desenvolvidos ao longo dos anos 70” (MARTINHO, 2010, p. 51).
Em 1969 o comitê de catalogação da IFLA promoveu uma Reunião Internacional de
Especialistas em Catalogação, em Copenhague, onde surgiram discussões sobre a criação da
ISBD (Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada). Segundo Rius (2009) desde o
início, até os dias de atuais, a ISBD tem grande importância para à Comunidade Bibliotecária
Internacional, uma vez que se constitui em um instrumento essencial para a formulação e
comunicação normalizada de informação bibliográfica.
Em 1970, foi elaborado o primeiro esboço da SBD (Descrição Bibliográfica
Normalizada), em 1971, aconteceu a publicação preliminar da International Standard

Bibliographic Description (ISBD) com o acréscimo do “I” (International), ampliando para o
âmbito internacional, também neste mesmo ano foi acrescentado o “M” entre parênteses
evidenciando à descrição bibliográfica de monografias. No entanto, naquele contexto
histórico a descrição bibliográfica para monografias já não era o suficiente para contemplar a
descrição dos novos suportes informacionais, tais como periódicos e multimeios, gerando
questionamentos entre vários países sobre a funcionalidade da ISBD (M). Diante disto a IFLA
promoveu uma reunião intitulada como “Revision M eeting ’, em 1973.
De acordo com Cunha (1979), após aceita internacionalmente a ISBD (M) foi
estendida para outros tipos de materiais bibliográficos,

Foram estabelecidos Grupos de Trabalho constituídos de bibliotecários com
ampla experiência na catalogação de determinado tipo de material, para a
elaboração de ISDBs especializadas. Desse modo já foram editadas: a a
ISBD (S) para publicações seriadas, agora em edição “standard” publicada
em 1977, a ISDB (NBM) para “no book materials” = multimeios, lançada
em 1977, a ISBD (G) = geral, também publicada em 1977 com a finalidade
de servir de base para todas as ISDBs que vieram a ser elaboradas (CUNHA,
1979, p. 11).

1859

�Novamente o contexto histórico-socioeconômico teve grande influência para as
mudanças na representação da informação, com a preocupação em minimizar o tempo perdido
na elaboração de catálogos e também na recuperação dos materiais.
Em 1978, foi publicada a AACR2, com a incorporação das ISBDs, segundo Mey
(2003) “a partir de 1997 vem sofrendo mudanças em seu enfoque: o cerne da representação
desloca-se do item para o usuário, visando permitir-lhe as tarefas de encontrar, identificar,
selecionar e obter uma ‘entidade’ adequada a seus propósitos” (MEY, 2003, p. 1)
Com o intento de adaptar-se às necessidade informacionais dos usuários, de acordo
com Silveira (2007), foi realizado em 1990 o Seminário sobre Registros Bibliográficos em
Estolcomo,

sendo apresentadas,

em

1997, recomendações de um nível básico de

funcionalidade e requisitos básicos para a elaboração dos registros, resultando posteriormente
à publicação dos FRBR (Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos)
Em conjunto com os FRBR foi criado como extensão o modelo FRAD (Requisitos
Funcionais para Dados de Autoridades),
[...] e ambos constituem uma forma de compreender o universo
bibliográfico. Identificam as tarefas que os usuários devem empreender
durante o processo de descobrimento dos recursos e demonstram como
diferentes tipos de dados bibliográficos e de autoridade servem de suporte à
execução bem-sucedida dessas tarefas. Os modelos FRBR e FRAD
proporcionam uma base teórica e logicamente coerente para que sobre ela se
construa uma prática de descobrimento de recursos que seja melhor para o
usuário (OLIVER, 2011, p. 1).
Os FRBR tratam-se de modelos conceituais, cujos requisitos tiveram como base “ [...]
as tarefas genéricas realizadas pelos usuários: encontrar, identificar, selecionar e obter”
(SILVEIRA, 2007, p. 3), buscando o foco no usuário, o que difere das ISBDs, tem o acervo
como objeto principal.
Fazendo um comparativo entre FRBR e as ISDBs, Silveira (2007) ressalta que
As ISDBs surgiam para atender os novos tipos de suportes, a medida que
novos suportes surgiam eram desenvolvidas novas normas. Com os FRBR,
essa passividade em esperar surgir um novo suporte, para depois resolver os
problemas da descrição oriundo desse suporte, é substituído pela próatividade em resolver os problemas da descrição ainda existentes,
independente do suporte da informação. [...] (SILVEIRA, 2007, p. 11).
Segundo a IFLA (2013), uma nova fase para as ISBDs se deu após o estabelecimento
dos Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR), quando foi publicada em
2007 uma edição preliminar e, posteriormente em 2011, a publicação da International

1860

�Standard Bibliographic Description (ISBD), Consolidated Edition, a qual reuni todas as
ISBDs especializadas.
Ao longo da história da catalogação, foram identificados vários padrões utilizados,
voltados para o atendimento à recuperação da informação e às necessidades dos usuários e,
com a evolução da tecnologia da informação, também novas metodologias de tratamento da
informação, a exemplo do Resource Description and Access (RDA).
O avanço das tecnologias propiciou às bibliotecas a conversão retrospectiva
de catálogos manuais em catálogos automatizados mediante cópia de
registros catalográficos em formato legível por computador elaborado por
outras bibliotecas e que a continuidade desse processo de cópia pode ser
garantida dentro de um contexto de cooperação entre bibliotecas que
disponibilizam gratuitamente seus registros desde que seja utilizado o
mesmo formato de metadados e de transferência de dados remota. (FUJITA;
BOCCATO; RUBI, 2010, p. 24).
Projetada para um ambiente digital, a RDA veio para atender as tecnologias atuais,
uma vez que os códigos e as regras de catalogação existentes voltadas para o impresso já não
atendiam a nova demanda, sendo mais flexível e adaptável às informações dos suportes
digitais.
A RDA, ao mesmo tempo que mantém uma forte relação com a AACR2, também se
difere da mesma, uma vez que se baseia em uma estrutura teórica que define a forma, a
estrutura e o conteúdo.
Apesar de ser uma inovação no campo da catalogação trazendo novos rumos e novos
paradigmas que partem do físico para o digital, acompanhando a dinâmica do mundo
informacional atual, de acordo com Oliver (2011) a RDA está harmonizada com dois modelos
conceituais: os FRBR e os FRAD, estes desenvolvidos na década de 1990.
Para melhor compreender a RDA recorremos a definição de Oliver (2011) que diz ser
sua finalidade
[...] servir de suporte à produção de dados robustos ou “bem-formados”,
dados que possam ser gerenciados com o emprego tanto das tecnologias
atuais quanto das estruturas de bases surgidas recentemente e das tecnologias
futuras. A RDA é uma norma de “conteúdo’. A RDA responde à pergunta:
“Qual o dado que devo registrar e como devo registrá-lo?”. Ela define os
elementos necessários à descrição e ao acesso, e oferece instrumentos sobre
como formular o dado a ser registrado em cada elemento (OLIVER, 2011, p.
2).
Assim como os FRBR e os FRAD, a RDA “trata-se de uma norma projetada para
focar a atenção no usuário e nas tarefas eu ele executa no processo de descobrimento de
recursos.” (OLIVER, 2011, p. 2).

1861

�Nota-se que em meio aos vários e estudos e questionamentos para melhor adaptação
aos recursos informacionais e à necessidade de recuperação dos mesmos, logo a RDA com
sua proposta de um escopo ampliado, busca atender a padronização da descrição dos dados e
ao mesmo tempo o apoio às tarefas do usuário durante a busca de informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A trajetória histórica da catalogação passa por várias fases, nas quais os catálogos são
aprimorados e adaptados às necessidades de cada contexto socioeconômico e cultural, uma
vez que a biblioteca deixa de ser privilégio para poucos para se tornar a difusora dos registros
do conhecimento e, posteriormente, com o avanço da tecnologia, assim como a informação
deixa o suporte físico para o suporte digital, a biblioteca juntamente com as regras
catalográficas também passam a habitar esse novo ambiente.
Através de revisão de bibliografia, foi visto que os catálogos sofreram mudanças, mas
ainda assim mantiveram seu objetivo de recuperação da informação, mesmo sendo as
adaptações algumas vezes radicais e revolucionárias, como a última, dos suportes físico e
digital, foi constatado que tiveram como base estudos desenvolvidos anteriormente.
Desta forma, pode-se concluir que os catálogos foram se moldando às necessidades,
com aprimoramentos e a mudança do paradigma do acervo para o foco no usuário.

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1863

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Inscreve-se no escopo deste artigo revisar a literatura concernente à história da catalogação desde seus primórdios até os dias atuais. Busca-se, com isso, identificar a sua necessidade de adaptação à realidade sociocultural ao longo da história, mostrando como a explosão informacional no mundo atual exige uma catalogação mais flexível e dinâmica, uma vez que o volume de conhecimento produzido e seu registro em meio digital tornou-se uma forma de democratização da informação de modo que o acesso é mais facilitado, comparado ao que era praticado nos primórdios da história dos registros do conhecimento. Para isso, em primeiro momento, estudar-se-á o início da catalogação e suas origens, perpassando relatos históricos a respeito da necessidade de padronização. Por fim, será abordada a contextualização dos catálogos à realidade atual. </text>
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