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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A BIBLIOTECA VAI À SBPC209: uma experiência com projeto de extensão

Luiza Maria Pereira de Oliveira
Lílian Lima de Siqueira Melo
Sandra Maria Neri Santiago

RESUMO
O texto relata a experiência do minicurso intitulado “Normalização de artigos científicos
segundo a NBR 6.022/2003”, realizado na 65a Reunião Anual da SBPC, no período de 21 a
26 de julho de 2013, no campus da UFPE, em Recife, PE, e que traçou como objetivo auxiliar
alunos e professores da graduação, pós-graduação e pesquisadores em geral na elaboração e
apresentação de artigos científicos de acordo com as normas da ABNT. O universo da
pesquisa foi composto por 60 participantes do minicurso. A amostra, aleatória, corresponde a
65% desse universo. O instrumento escolhido para a coleta de dados foi o questionário. Para
analisar os dados, utilizou-se uma abordagem quali-quantitativa. Os resultados demonstram
que atividades de extensão, como minicurso, possuem boa receptividade, e, sobretudo,
contribuem para a organização e disseminação do conhecimento produzido nas instituições.
Palavras-Chave: Biblioteca universitária. Projeto de extensão - Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência (SBPC). Normalização. Artigo científico.
ABSTRACT
This report describes the experience of the short course entitled "Standardization of scientific
articles according to NBR 6.022/2003" held on 65th Annual Meeting of the SBPC, from 21 to
26 July 2013, on the campus UFPe, Recife, PE, and traced intended to assist students and
teachers of undergraduate, postgraduate and researchers generally in the preparation and
presentation of scientific articles according to the ABNT. The research sample consisted of 60
participants in the short course. A random sample, representing 65% of this universe. The
chosen instrument for data collection was the questionnaire. To analyze the data, we used a
qualitative and quantitative approach. The results demonstrate that the extension activities,
such as short course, have good reception, and above all contribute to the organization and
dissemination of knowledge produced in the institutions.
Keywords: University library. Extension project - Brazilian Society for the Advancement of
Science (SBPC). Standardization. Scientific article.

1 INTRODUÇÃO
209 Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

1830

�No mundo atual o conhecimento é considerado um bem valioso para o
desenvolvimento da sociedade. Nas universidades, ele é produzido constantemente e ao final
desse processo deve ser compartilhado para acesso de futuras gerações de pesquisadores.
A biblioteca é o principal organizador e difusor do conhecimento gerado nas
universidades; que devem priorizar a qualidade, empreendendo esforços para que os autores
produzam o conhecimento de forma a facilitar a sua organização e difusão.
Diversos são os meios utilizados para disseminação de novos conhecimentos, dentre
eles o artigo científico que, através de sua publicação em periódicos especializados, se destaca
pela rapidez com que é divulgado por meio dos recursos tecnológicos.
Em publicações científicas, o artigo é submetido ao processo de avaliação pelos pares,
que além do conteúdo, também é analisado a forma de apresentação; permitindo o aceite pela
comunidade científica. A estrutura do artigo deve seguir as normas editoriais dos periódicos,
onde cada editor adota uma norma de acordo com as tendências da área de atuação ou de
acordo com o país de publicação. Em diversos casos no Brasil, as normas da Associação
Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), são indicadas para constituir os elementos dos
artigos. Destarte, antes de enviar o artigo, o autor deve consultar as normas para publicação,
impressas normalmente no final do periódico, especificamente no item intitulado “instruções
para o(s) autor(es)”, para que assim, possa ser realizado a normalização do artigo.
Com a crescente necessidade de pesquisadores, professores e estudantes de
divulgarem suas pesquisas e o grande avanço que a pesquisa científica vem conquistando no
país, torna-se imprescindível que a biblioteca planeje atividades de extensão para contribuir
com os indivíduos que desejam ingressar no campo da produção e divulgação científica
universitária.

Diante

desse

contexto,

surgiu a proposta

do

minicurso intitulado

“Normalização de artigos científicos segundo a NBR 6.022/2003” para ser realizado na 65a
Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) no período de 21
a 26 de julho de 2013 no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em
Recife, PE, com o objetivo de auxiliar alunos e professores da graduação, pós-graduação e
pesquisadores em geral na elaboração e apresentação de artigos científicos de acordo com as
normas da ABNT.
A Reunião Anual da SBPC é um importante fórum para a difusão dos avanços da
ciência nas diversas áreas do conhecimento e um fórum de debates de políticas públicas para a
ciência e tecnologia. É realizada desde 1948, com a participação de representantes de
sociedades científicas, autoridades e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia.

1831

�A programação científica é, geralmente, composta por conferências, simpósios, mesasredondas, encontros, sessões especiais, minicursos e sessões de pôsteres. Acontecem também,
durante a Reunião Anual, eventos paralelos, como a SBPC Jovem (programação voltada para
estudantes do ensino básico), a ExpoT&amp;C (mostra de ciência e tecnologia) e a SBPC Cultural
(apresentação de atividades artísticas regionais e discussões sobre temas relacionados à
cultura).
A cada ano, a Reunião Anual da SBPC é realizada em um estado brasileiro, sempre
em universidade pública. O evento reúne cientistas, professores e estudantes de todos os
níveis, profissionais liberais e visitantes.

2 O PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NOS PROJETOS DE EXTENSÃO
As universidades tem como pressuposto trabalhar em benefício da sociedade,
principalmente porque visam formar e capacitar pessoas, incentivar a produção, o registro do
conhecimento e a apoiar o desenvolvimento de pesquisas e as atividades de extensão,
fortalecendo o país como um todo.
O artigo 207 da Constituição Brasileira dispõe que as universidades tem autonomia
didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e deverão obedecer ao
princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão (BRASIL, 1988).
Segundo Garrafa (1989, p. 109), “extensão é conceituada como um processo educativo
cultural e cientifico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a
relação transformadora entre universidade e sociedade”. Portanto, o meio social é o objeto da
extensão e o principal beneficiado, exercendo assim uma ferramenta articuladora do ensino e
da pesquisa, considerados assim os três pilares da universidade pública brasileira.
As atividades de extensão advêm de uma metodologia diferenciada, envolve em prol de
um mesmo objetivo discente, docente e comunidade, promove a reflexão sobre as práticas e
experiências vivenciadas contribuindo para uma nova forma de concretização do processo de
ensino-aprendizagem. Além de possibilitar o processo dialético entre teoria e prática, a
extensão é um trabalho interdisciplinar favorecendo a visão integrada do social.
As bibliotecas universitárias devem apoiar as atividades de ensino, pesquisa e extensão
das universidades, pois elas têm papel preponderante no desenvolvimento da sociedade como
mediadoras no processo de geração e produção do conhecimento.
De acordo com Costa et al. (2008), as bibliotecas universitárias são como um espaço
de cidadania, construído por meio de experiências de extensão planejadas para e com os
grupos e sujeitos sem vínculos formais com a Academia, mas que moram no entorno e por

1832

�vezes possuem acesso precário à informação, sobretudo em função das condições
socioeconômicas que marcam a vida cotidiana de parte significativa da população brasileira.
Portanto, a biblioteca é um órgão de extrema importância no contexto universitário,
estando posicionada como agente positivo das mudanças sociais necessárias. Nesse cenário o
bibliotecário tem um papel determinante. Segundo Dudziak (2007, p. 96):

O bibliotecário assume para si, além do papel de educador, renovação de sua
própria competência informacional, adotando e disseminando práticas
transformadoras na comunidade: pratica o aprender a aprender, difunde e
populariza a ciência, explica as implicações da tecnologia, discute a
realidade social e política, alerta para a responsabilidade social e ambiental.

Assim, a biblioteca, tendo o bibliotecário como articulador desse processo, facilita a
percepção/aquisição de conhecimento capaz de propiciar mudanças significativas no
indivíduo e na sociedade. Saindo do seu ambiente físico convencional e utilizando novos
veículos na promoção do conhecimento, o bibliotecário favorece novas oportunidades de
intercambiar informação (DUDZIAK, 2007).
Um dos paradigmas da educação é adquirir habilidade para aprender, saber obter,
utilizar e gerar nova informação; neste contexto a biblioteca torna-se extremamente
importante, pois pode contribuir para a democratização do saber, ou seja, facilitar e aumentar
o acesso e, mais ainda, contribuir para que a informação recebida transforme-se em
conhecimento, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos (MACHADO, 2009).
As instituições de ensino superior e bibliotecas universitárias, entre outras, contribuem
de forma significativa, no aprender a conhecer, e no aumento dos saberes, tanto nos projetos
acadêmicos quanto nos de extensão favorecendo o despertar da curiosidade intelectual dos
indivíduos, estimulando o sentido crítico e permitindo compreender a realidade, mediante a
aquisição da capacidade de discernir.
Na visão de Dziekaniak (2008), a biblioteca universitária deve assumir e desempenhar
o papel de ator principal no processo educacional, por ser um importante instrumento que a
universidade dispõe para exercer sua função social e de cidadania e oferecer uma formação
global. A evolução do ensino, da pesquisa e da extensão nas universidades brasileiras tem
contribuído para o desenvolvimento do país em todos os níveis (tecnológico, social,
econômico, cultural e ambiental) e, sendo assim, cresce a exigência para o desenvolvimento e
aperfeiçoamento.
A biblioteca universitária pode trabalhar como produtora de conhecimento, atuando
nos projetos de extensão, de modo a atingir concretamente toda a comunidade que a rodeia,

1833

�construindo laços sociais que garantam o fenômeno da transformação da informação em
conhecimento.
Observa-se que as melhores bibliotecas universitárias destacam-se pela excelência de
seus serviços prestados tanto à comunidade acadêmica como à sociedade, reafirmando a sua
função social. Miranda (1980) destaca que biblioteca e universidade são fenômenos
indissociáveis, vasos comunicantes, causa e efeito. A biblioteca não pode ser melhor que a
universidade que a patrocina. A universidade, consequentemente, não é melhor do que o
sistema bibliotecário em que se alicerça. Sendo assim, tanto as bibliotecas como as
universidades são pontos de convergência de ideias e distribuição dos saberes, onde todas as
formas de conhecimento podem dialogar, desenvolvendo as peculiaridades de cada região
onde estiverem estabelecidas.

3 NORMALIZAÇÃO DE ARTIGOS CIENTÍFICOS
Conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003, p. 2), o artigo científico
é “parte de uma publicação com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos,
técnicas, processos e resultados nas diversas áreas do conhecimento”, e, sobretudo de
possibilitar a difusão desses mesmos resultados de maneira eficiente e eficaz.
Para Oliveira (2007), o artigo científico constitui o meio mais ágil para se apresentar
os resultados das pesquisas e causar novas discussões. É também uma ferramenta de
divulgação de estudos acadêmicos, seja de graduação, ou pós-graduação.
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (2014b), a normalização é uma
“atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições
destinadas à utilização comum e repetitiva, com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem,
em um dado contexto”. A produção científica é considerada um elemento essencial para que a
universidade atinja índices de qualidade, competência e credibilidade perante o meio
científico. Essa qualidade depende tanto do trabalho intelectual dos cientistas como da forma
de apresentação, ou seja, normalização, que irá facilitar a disseminação do conhecimento e a
recuperação das obras devidamente referenciadas.
As autoras Curty e Bocatto (2005, p. 95, grifo nosso), destacam que:
A normalização de documentos visa à padronização e simplificação no
processo de elaboração de qualquer trabalho científico. Facilita também o
processo de comunicação e intercâmbio dentro da comunidade científica,
possibilitando o processo de transferência de informação. Sendo assim, a
normalização não tem o propósito de cercear a criatividade e a liberdade
dos autores, mas, sim, o de facilitar aos diferentes leitores das diversas
culturas o acesso às suas ideias e concepções científicas .

1834

�Na visão de Melo et al. (2012), a importância da normalização está diretamente ligada
aos princípios básicos que se relacionam com a produção e disseminação do conhecimento,
como: garantir a veracidade e segurança das informações, facilitar a circulação de
informações e diversas fontes informacionais e evitar a duplicidade de fontes. Corroborando
com os autores anteriormente citados, Santiago (2014) aponta que a normalização de
documentos técnicos científicos, no caso específico os artigos científicos, se constituí em uma
atividade que reúne condições e características apropriadas para que a comunicação no meio
científico ocorra de maneira eficiente.
Segundo o Centro Universitário UNIFEO (2014), a ausência da normalização, no
campo da documentação científica, tem como consequência a inércia, por oposição ao
desenvolvimento científico, pois, sem normas não há tramitação, disseminação ou
recuperação possível de novos conhecimentos pesquisados e produzidos pela comunidade
acadêmica.
Diversos organismos atuam na normalização da área de documentação científica, seja
nacional ou internacional. No Brasil, destaca-se a ABNT, entidade privada, sem fins
lucrativos, que estabelece normas para a produção nos setores científico, técnico, comercial,
agrícola, e industrial do país. Fundada em 1940, a instituição é responsável pela elaboração da
normalização de produtos, entre os quais, os documentos técnico-científicos. Representante
oficial no Brasil das entidades internacionais de normalização: International Organization for
Standardization (ISO) e International Elecrotechnical Commission (IEC) e das entidades de
normalização regionais: Comissão Panamericana de Normas Técnicas (COPANT) e a
Associação Mercosul de Normalização (AMN). Do mesmo modo, representa o Brasil nas
entidades internacionais de normalização técnica (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
NORMAS TÉCNICAS, 20014a).

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A partir de um e-mail da direção da Biblioteca Central (BC) convocando os
bibliotecários da unidade para apresentarem sugestões de atividades direcionadas à SBPC, foi
elaborada uma proposta em formulário específico do evento para a realização do minicurso
“Normalização de artigos científicos segundo a NBR 6022/2003”.
A proposta foi apresentada via e-mail à Comissão de Programação Científica do
evento, que após avaliação, obteve resultado positivo, porém, com sugestões de alterações no
conteúdo, especificamente no módulo que tratou dos exercícios práticos, orientado para ser

1835

�apenas arquivos em formato eletrônico devido à falta de recursos financeiros para a confecção
de material de apoio.
Após serem realizadas as alterações, deu-se início a fase de concretização do
planejamento da metodologia assim como da elaboração do material a ser utilizado.
O minicurso foi realizado no prédio da central de aulas da UFPE nos dias 23, 24, 25 e
26/07/13, no horário das 08h00 às 10h00, totalizando uma carga horária de 8h/aula.
O público-alvo foi constituído por alunos dos cursos de graduação e pós-graduação,
professores e pesquisadores de diferentes Instituições de Ensino Superior (IES), perfazendo
um total de 60 inscritos no minicurso.
O processo de divulgação e inscrição foi de responsabilidade do evento, ou seja,
realizado por meio do site http://www.sbpcnet.org.br/recife/home/.
O conteúdo abordado foi distribuído em 4(quatro) módulos alternados. São eles:
1° módulo: NBR 6.022/2003 (Artigo em publicação periódica científica impressa Apresentação);
2° módulo: NBR 6.023/2002 (Referências - Elaboração);
3° módulo: NBR 10.520/2002 (Citações em documentos - Apresentação) e;
4° módulo: exercícios práticos (arquivos eletrônicos).
O conteúdo foi definido por saber que a norma NBR 6.022/2003 possui referências
normativas, ou seja, está relacionada com as demais contendo disposições que, ao serem
citadas, constituem prescrições para a norma que trata da apresentação de artigos científicos.
Quanto à metodologia, adotou-se a aula expositiva-dialogada, utilização de recursos
audiovisuais/multimídia e slides com conceitos. Á medida que o conteúdo era ministrado os
participantes apresentavam as respectivas dúvidas.
Quanto à avaliação do minicurso, foi realizada na conclusão do quarto módulo, tendo
como instrumento de coleta de dados o questionário, contendo 9 (nove) perguntas fechadas e
2 (duas) abertas. O questionário pode ser definido como uma série ordenada de perguntas que
devem ser respondidas por escrito pelo informante. Segundo Barros e Lehfeld (2010, p. 109),
“o questionário permite ao pesquisador abranger um maior número de pessoas e de
informações em espaço de tempo mais curto do que outras técnicas de pesquisa” e de perceber
que “o pesquisado tem tempo suficiente para refletir sobre as questões e respondê-las mais
adequadamente”.
Os dados foram analisados por meio de uma abordagem que inclui os métodos
quantitativo e qualitativo. O quantitativo objetiva destacar dados quantificáveis, que podem
ser demonstrados através de tabelas e gráficos; e o qualitativo, com base em Minayo (2009),

1836

�pela possibilidade que o método permite de analisar atitudes como: pensamentos, ações,
opiniões e informações livres dos pesquisados.
Após coletar os dados, iniciou-se a pré-análise codificando os questionários
respondidos pelos participantes do 4° módulo do minicurso. Os mesmos receberam o código
(P) acrescido de uma numeração sequencial que abrangeu de 1 a 39. Essa codificação foi
realizada com o objetivo de observar a existência de algumas diferenças de comportamento
entre os pesquisados.

4 RESULTADOS FINAIS
O processo de análise dos resultados da pesquisa se refere aos dados obtidos através
do questionário aplicado aos participantes do 4° módulo do minicurso, com participação
efetiva de 39 inscritos.
A amostra se caracterizou como aleatória, e foi constituída pelo número de
questionários devolvidos e respondidos, correspondendo a 65% do universo da pesquisa.
Inicialmente optou-se por conhecer a instituição a qual o participante pertencia, sendo
evidenciada na Tabela 1.

Tabela 1 - Instituição
ESPECIFICAÇÃO
Universidade Federal de Pernambuco
Instituto Federal de Educação,Ciência e Tecnologia de
Pernambuco
Universidade de Pernambuco
Centro Universitário CESMAC
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de
Tocantins

NÚMERO
13
7

PERCENTUAL (%)
32%
18%

2
2

5%
5%

2

5%

2

5%

Fonte: Dados da pesquisa, maio de 2014

1837

�Percebe-se na Tabela 1, que um número significativo de participantes pertencem à
Universidade Federal de Pernambuco (32%), enquanto que outros ao Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (18%).
No que se refere ao grau de instrução dos participantes, os dados são apresentados no
Gráfico 1.

Gráfico1 - Vínculo
■ G rad u ação

« P ó s -g ra d u a ç ã o

« P ro fe s s o r

« F u n c io n á rio

0%

Fonte: Dados da pesquisa, maio de 2014

Os dados do Gráfico 1 evidenciam que os pesquisados são em sua maioria da
graduação (79%) seguidos da pós-graduação (13%). A partir desses percentuais infere-se que
a necessidade em redigir artigos de acordo com as normas da ABNT surge já na graduação.
Perguntou-se aos pesquisados, se o minicurso proporcionou a apreensão de novos
conhecimentos quanto ao uso das normas da ABNT.

Gráfico 2 - Aquisição de novos conhecimentos
H SIM

U NAO

Fonte: Dados da pesquisa, maio de 2014

1838

�Os dados do Gráfico 2 revelam que 97% dos pesquisados adquiriram novos
conhecimentos quanto ao uso das normas da ABNT.
No que diz respeito ao nível de contribuição do minicurso para a normalização do
artigo científico é apontado no Gráfico 4.

Gráfico 3 - Nível de contribuição

Observando os dados do Gráfico 3, percebe-se que o nível de contribuição do
minicurso para a normalização do artigo científico dos pesquisados foi classificado como
ótimo (61%), seguido de bom (31%).
O gráfico seguinte explicita as expectativas dos pesquisados em relação ao conteúdo
abordado.
Gráfico 4 - Conteúdo abordado

Fonte: Dados da pesquisa, maio de 2014

1839

�Os dados do Gráfico 4 evidenciam que o conteúdo abordado atendeu em 100% as
expectativas dos pesquisados.
Dando continuidade, indagou-se a pertinência entre carga horária e conteúdo, cujos
resultados são evidenciados no gráfico 5.
Gráfico 5 - Carga horária

Através dos dados do Gráfico 5 observa-se que os pesquisados indicaram em 59% que
a carga horária foi adequada para o conteúdo abordado, seguido de 41% para negativa.
Perguntou-se também como os pesquisados classificavam a metodologia adotada.

Gráfico 6 - Metodologia

Os dados do Gráfico 6 revelam que os pesquisados classificaram a metodologia
adotada como ótima (72%), seguido de boa (23%).
A classificação do material de apoio, é apontado pelos pesquisados no Gráfico 7.

1840

�Gráfico 7 - Material de apoio

Através dos dados do Gráfico 7 observa-se que os pesquisados indicaram o material de
apoio como sendo bom (54%), seguido de ótimo (31%).
O gráfico a seguir apresenta como os pesquisados consideram o nível de infraestrutura
(organização, local, logística, acomodação, etc.) para a realização do minicurso.

Gráfico 8 - Infraestrutura

Fonte: Dados da pesquisa, maio de 2014

Os dados do Gráfico 8, revelam que os pesquisados consideram o nível de
infraestrutura como bom (61%), seguido de ótimo (26%).
O preparo pedagógico/regência de classe do facilitador em ministrar o conteúdo do
minicurso, são apresentados no Gráfico 9.

1841

�Gráfico 9 - Capacitação, habilidades e competências do facilitador
90 %

RUIM

REGULAR

BOM

ÓTIMO

Fonte: Dados da pesquisa, maio de 2014

Através dos dados do Gráfico 9, observa-se que o desempenho do bibliotecário
facilitador foi considerado ótimo por 90% dos pesquisados, seguido de bom (10%); o que
caracteriza que o mesmo está capacitado, possui habilidades e competências para ministrar o
minicurso. De acordo com a Special Libraries Association (1996), uma das competências do
bibliotecário é a “capacidade de desenvolver e administrar serviços de informação que
atendam as necessidades de grupos de usuários”.
Na última questão solicitou-se que os pesquisados apresentassem sugestões para a
melhoria do minicurso. As indicações foram apresentadas por 59% dos pesquisados, que são
pontuadas a seguir: aumento da carga horária, disponibilização do material de apoio
antecipadamente, mudança de horário, melhoria na adequação da iluminação da sala, oferta
do minicurso em outras instituições, melhoria no acesso físico ao local e criação de um canal
de comunicação com o facilitador.
Os depoimentos indicam boa receptividade ao minicurso, além de sugestão de aportes
logísticos e pedagógicos que otimizarão o referido evento. Outro aspecto a ser considerado, a
partir dos depoimentos, é que atividades desse gênero torna o usuário autossuficiente no uso
das normas da ABNT, evidenciando a importância de se ter, no leque de produtos ofertados
por bibliotecas universitárias, a capacitação dos usuários no uso das normas.
Após ser finalizada a análise dos resultados, apresentam-se as considerações a seguir.

1842

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A construção do conhecimento é uma obra coletiva e dinâmica. Sua apreensão pela
humanidade é constante e carece de instrumentos sempre atualizados e apropriados para sua
transmissão. Cabe então, a biblioteca universitária, buscar subsídios para melhorar cada vez
mais a metodologia empregada nesse processo, e assim, otimizar os resultados obtidos até
então, com vistas à contribuir para a normalização das comunicações científicas das
instituições, especificamente o artigo científico, pois o conhecimento nele contido,
considerado fonte de valor e riqueza da atual sociedade, deve ser compartilhado, disseminado
e recuperado de forma sistemática, tanto no ambiente acadêmico como fora dele.

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normas da ABNT como instrumento de lapidação textual. João Pessoa: Ed. da UFPB, 2007.
SANTIAGO, S. M. N. Como elaborar trabalhos acadêmicos de acordo com a NBR
14.724/2011. Recife, 2014. Slides.
SPECIAL LIBRARIES ASSOCIATION. Competências para os bibliotecários do século
21. [S. l.], 1996. Disponível em: &lt;http://bibliodata.ibict.br/geral/docs/padronizacao.pdf&gt;.
Acesso em: 20 fev. 2014.

1844

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                <text>Biblioteconomia&#13;
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Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O texto relata a experiência do minicurso intitulado ―Normalização de artigos científicos segundo a NBR 6.022/2003‖, realizado na 65ª Reunião Anual da SBPC, no período de 21 a 26 de julho de 2013, no campus da UFPE, em Recife, PE, e que traçou como objetivo auxiliar alunos e professores da graduação, pós-graduação e pesquisadores em geral na elaboração e apresentação de artigos científicos de acordo com as normas da ABNT. O universo da pesquisa foi composto por 60 participantes do minicurso. A amostra, aleatória, corresponde a 65% desse universo. O instrumento escolhido para a coleta de dados foi o questionário. Paraanalisar os dados, utilizou-se uma abordagem quali-quantitativa. Os resultados demonstram que atividades de extensão, como minicurso, possuem boa receptividade, e, sobretudo, contribuem para a organização e disseminação do conhecimento produzido nas instituições.</text>
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