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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A BIBLIOTECA DO INSTITUTO DE MICROBIOLOGIA PAULO DE GÓES/UFRJ
COMO ESPAÇO DA EXPOSIÇÃO “UM OLHAR MEMORIALISTA SOBRE A
CIÊNCIA”: UM RELATO SOBRE BENS CULTURAIS.
Ana Paula Atve Louzada
Ana Cristina Pinho Oliveira Roque
Andrea Caroli Pestana
RESUMO
Objetiva-se identificar a biblioteca do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como espaço de cultura organizacional com a
apresentação da exposição “um olhar memorialista sobre a ciência” que se refere às
comemorações do centenário do professor Paulo de Góes. A exposição fundamenta-se na
pesquisa documental e bibliográfica, desenvolvida a partir do levantamento de fontes orais,
impressas e fonográficas das memórias do professor do IMPG. A partir das informações
arroladas é realizado um trabalho de integração com artefatos, placas, quadros e fotografias do
IMPG e seu fundador. A atividade busca dar sentido à trajetória profissional de Paulo de Góes
e de sua relação com a construção do Instituto, do qual foi também diretor. Tomando essa
produção como patrimônio cultural, a exposição é estruturada nas seguintes estações: estantes
com certificados e diplomas; mesas de exposição com objetos tridimensionais, documentos
imagéticos e administrativos e totens com o resumo da vida e obra desse mestre. As duas
primeiras estruturas são temporárias, entretanto os totens em poliestireno são permanentes
com finalidade de tornar sempre presente as memórias de Paulo de Góes. A biblioteca da
unidade é escolhida como proposta de difusão dessa cultura material, pois é lugar de
memória, de preservação e de divulgação de uma produção científica da UFRJ. O relato
verifica que essa atividade cultural torna-se importante para operar mudanças intelectuais. O
resultado da exposição possibilita desdobramentos que visam à lembrança permanente e a
valorização do patrimônio cultural de um grupo social.
Palavras-Chave: Bibliotecas. Memória. Preservação. Patrimônio cultural. Cultura material.

ABSTRACT
Purpose is to identify the library of Instituto de Microbiologia Paulo Goes (IMPG), Federal
University of Rio de Janeiro ( UFRJ ) as space organizational culture with the presentation of
the exhibition "A memoirist look about science ," which refers to the celebration of the
centennial Paulo de Goes teacher . The exhibition is based on documentary and bibliographic
research, developed from a survey of oral, print and phonographic Memories teacher IMPG
sources. From the information enrolled is an accomplished work of integration with artifacts,
plaques, paintings and photographs of IMPG and the founder. The activity seeks to give
meaning to the professional career of Paulo Goes and its relation with the building of the
Institute, which was also a director. Taking this production as cultural heritage, the exhibition
is structured in the following stations: bookshelves with certificates and diplomas; Exposure

1770

�tables with three-dimensional objects, pictorial and administrative documents and totems with
the summary of the life and work of this master. The first two structures are temporary, but
the totems of polystyrene are permanent with purpose of making ever-present memories of
Paul Goes. The library unit is chosen as proposed dissemination of this material culture, for
there the place of memory, preservation and dissemination of UFRJ'S scientific production.
The report notes that this cultural activity becomes important to operate intellectual changes.
The result of exposure allows developments aimed at permanent remembrance and
appreciation of the cultural heritage of a social group.
Keywords: Libraries. Memory. Preservation. Cultural heritage. Material culture

1 INTRODUÇÃO
Intimamente ligado à noção de aprendizagem, a memória não é apenas fator
relacionado à armazenagem de dados e informações, mas também a métodos mnemônicos,
desenvolvidos com objetivos pedagógicos. A memória-hábito é caracterizada pelo exercício
de repetição e atenção até a fixação da aprendizagem com objetivos de transformá-la em
hábito, enquanto a memória do tipo imagem-lembrança nos traz à consciência momentos
únicos, pessoais e singulares da vida dos indivíduos por meio de caráter evocativo.
Em todas as sociedades, os indivíduos detêm uma grande quantidade de informações
no seu patrimônio genético, portanto, antes de ser falada ou escrita, existe uma linguagem
armazenada sob a forma de informações em nossa memória. A partir de um comportamento
narrativo, um ato mnemônico fundamental, se dá uma função social, ou seja, a comunicação a
outrem de uma informação, na ausência do acontecimento ou do objeto que constitua o seu
motivo. Isto significa dizer que a memória pode ultrapassar os limites físicos do nosso corpo
para ser entreposta em diferentes formatos ou lugares, graças à utilização de imagens ou
linguagens faladas ou escritas.
A memória pode ser alvo de manipulação instigada pelo jogo do poder das classes
sociais. Assim vemos os “esquecimentos” e os “silêncios”, em determinados momentos
históricos, que são reveladores de um maquinismo político, portanto é importante, durante o
estudo da memória histórica, considerar as diferenças sociais entre as sociedades da memória
oral e as memórias escritas, quanto ao momento crucial de transição da oralidade à escrita. Os
meios sociais e comunidades de experiências podem ser documentados a partir de variadas
lembranças que possibilitam a construção de uma história. O documento aplica-se à memória
coletiva da história em sua forma científica. O material constante da memória é formado pelos
documentos, resultados de ação cultural mnemônica topográfica, monumental e simbólica que
podem ser escritos, ilustrados, transmitidos por som, imagem, ou em qualquer outro formato.

1771

�Os fenômenos da memória não são mais do que os resultados de sistemas dinâmicos de
organização e existem na medida em que a organização os mantém ou reconstitui.
Memórias vividas no interior necessitam de suportes exteriores, daí a necessidade de
criar lugares que mantenham vivas as memórias. Bibliotecas, museus, santuários,
monumentos, tratados, processos, medalhas e placas são testemunhos das diferentes épocas.
Apresenta-se o espaço de modo a vivenciar um sentimento, uma lembrança. Os
lugares de lembranças podem ser materiais quando topográficos, monumentais e simbólicos.
Os lugares de história são aqueles onde se procuram criadores e denominadores de uma
memória coletiva. E o espaço é a condição sine qua non da memória e um referencial na
história.
Enquanto o tempo de memória é indefinido e simples, sem datas e/ou cronologia
precária, o tempo histórico define-se a partir de cronologia específica, que determinam datas
simbólicas, de acontecimentos e de biografias. A busca em registrar a memória sob o ponto de
vista social pode ser entendida como um esforço de recuperação do passado pela memória
individual ou coletiva.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) nas diferentes iniciativas de
preservação da memória de suas unidades acadêmicas culminou na década de 2000 com
publicações sobre acervos que se encontravam em diversos locais da Universidade
necessitando de processo de catalogação e recuperação. Foi o caso da recuperação de livros,
documentos e quadros da Faculdade de Medicina que suscitou em seu corpo docente o desejo
de implantação do Museu da Medicina, no entanto devido a seu alto custo, ocorre a natural
orientação para o modo virtual. Desse modo os temas memória e preservação foram
colocados em pauta no Conselho Universitário da UFRJ (CONSUNI). Como resultado
observou-se pequenas iniciativas em suas diferentes Unidades, como por exemplo: a
revitalização do Museu Dom João da Escola de Belas Artes/UFRJ que se integra, a partir de
2006, às bibliotecas de Belas Artes, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e a do Instituto
de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional. Funciona no 7° andar do prédio da Reitoria; o
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) no bloco G do Centro de Ciências em
Saúde/UFRJ onde funciona, há cerca de 10 anos, o Espaço Memorial Carlos Chagas Filho
(EMCCF), um lugar que abriga o acervo de objetos e equipamentos antigos do professor
Chagas Filho; e a Biblioteca Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ que em
meados de 2004 incorpora ao seu acervo, a coleção com cerca de 10 mil volumes de livros e
documentos em diversos suportes do historiador Afonso Carlos Marques dos Santos,
professor titular da cadeira de teoria e metodologia da história do Instituto de Filosofia e

1772

�Ciências Sociais. Essas unidades cumprem o importante papel de preservar suas memórias
institucionais, possibilitando a pesquisa referente à história e a especialidade de cada
Instituição.
Seguindo esse percurso, o Instituto Professor Paulo de Góes fez o movimento de
reunir o seu material de memória que se encontrava depositado em seus vários departamentos
e nas Instituições parceiras como Fiocruz e Museu da Imagem e do Som.
Impulsionado pelas comemorações do centenário de Paulo de Góes, uma equipe
multidisciplinar iniciou o trabalho de captação de material que pudesse contar a história do
Instituto, bem como de seu mentor Paulo de Góes. O caminho percorrido por Paulo de Góes,
médico e renomado microbiologista é importante registro da história educacional e de
produção científica do Rio de Janeiro, caracterizando-se como importante patrimônio
documental a ser lembrado, preservado e divulgado.
A trajetória profissional do Professor Paulo de Góes até a fundação do Instituto de
Microbiologia, que hoje leva o nome do Professor, nos permite entender o estabelecimento da
Microbiologia no Estado do Rio de Janeiro. Góes vivenciou o confronto entre diferentes
modelos do fazer microbiológico, empenhou-se na formação de novos quadros profissionais,
lutou pelas cátedras, pela criação de laboratórios, reformulou currículos e criou cursos.
O fundador do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes da Universidade
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), faria 100 (cem) anos se vivo estivesse. Episódios
comemorativos ocorreram dentro do Instituto de Microbiologia, com o objetivo de exaltar a
memória de um dos expoentes das Ciências da Saúde na Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ). Interessa-nos apresentar as ações relacionadas à exposição “Um olhar
memorialista sobre a Ciência”, bem como avaliar os resultados do evento que culminou as
comemorações em homenagem ao Professor e fundador do Instituto de Microbiologia.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Para Halbwachs (1990) a memória é um fenômeno coletivo e social submetido a
flutuações, transformações e mudanças constantes, mas com pontos imutáveis, que
impossibilitam mudanças na história coletiva. Para o autor os elementos constituídos de
memória são os acontecimentos vividos pessoalmente ou pelo grupo ao qual a pessoa se sente
pertencer, os personagens, em que se aplica a ideia de pessoas encontradas diretamente ou
indiretamente em um espaço-tempo e finalmente os lugares, os lugares de memória
relacionados a uma lembrança que pode ser pessoal ou não ter até mesmo um apoio no tempo
cronológico. Esses critérios colaboram para a construção da memória, seja consciente ou

1773

�inconscientemente. A memória é base para a história, pois onde existe uma história, há muitas
memórias.
Para melhor percepção relativa aos conceitos de memória e história, citamos Nora
(1993) que indica que a história é o resgate do passado de modo incompleto e problemático
daquilo que não existe mais, que demanda análise crítica, enquanto a memória é fenômeno
atual, age no que foi vivido e eterniza o presente. A história representa fatos distantes a partir
do passado por operação intelectual, mas se utiliza das referências culturais coletivas. História
e memória são assim elementos inseparáveis, pois a história se constrói por meio dos
paralelos da memória.
A memória coletiva de um grupo identifica-se no quadro espacial, não há gênero de
atividade coletiva que não tenha relação com o lugar e o lugar recebe a marca de cada grupo
que passou por aquele espaço. As ações dos grupos estão marcadas no espaço do Instituto
Professor Paulo de Góes de alguma forma: em uma construção, em monumentos, por escrito,
em uma rotina e até nas práticas de laboratório. Através do meio que nos cerca é possível
recuperar o passado, o espaço que ocupamos nos permite reconstruir algumas lembranças e a
maioria do grupo evoca lembranças dentro desse quadro espacial.
De acordo com Gonçalves (1988, p.266):
Objetos de vários tipos são apropriados e visualmente dispostos em museus e
em instituições culturais com a função de representar determinadas
categorias culturais: os primitivos, o passado da humanidade, o passado
nacional. etc. Os chamados patrimônios culturais podem ser interpretados
como coleções de objetos móveis e imóveis. Através dos quais é definida a
identidade de pessoas e de coletividade como a nação, o grupo étnico etc.

Pierre Nora (1993) aponta que patrimônio considerado propriedade transmitida pelos
ancestrais pode ser o patrimônio cultural de um país com uma concepção de que nada pode
escapar ao registro, preservação e lembrança. Esse comportamento parece ser uma
emergência da memória, pois a dinâmica da contemporaneidade transita entre a aceleração da
comunicação e acesso a informações versus o esquecimento constante, dado este que ocorre
justamente pelo mesmo motivo: a aceleração de informações. O esquecimento é condição de
possibilidade da lembrança e outra face da memória.
Em relação ao conceito de patrimônio, podemos inferir que é espaço também de luta
pelos poderes simbólicos, lugar em que relações objetivas se estabelecem entre determinados
agentes da sociedade com significações entre o passado e o presente. A conservação, a
preservação e o rememorar são condições daquilo que se deseja para um grupo social

1774

�específico. Através da posse de seu patrimônio cultural ou cultura, o indivíduo coletivo define
sua identidade.
Pollack (1992) entende que a memória não é algo passado, é fenômeno que traz em si
o sentimento de continuidade e torna-se fator principal para o entendimento de sentimento de
identidade. Por identidade compreende-se a base e o essencial presente em todos os seres
humanos, aquilo que pode diferi-los entre si e torná-los únicos. A memória surge como
garantia de nossa identidade, e por consequência a identidade de uma sociedade.
No seu viés mnemônico o Instituto de Microbiologia constitui-se um espaço de
memória, tendo assumido a sua materialidade desde o Hospital dos Alienados, primeiro polo
dos estudos de microbiologia da UFRJ, datado de 1950 até o que se conhece hoje como
Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes. Analisados sob o ponto de vista
arquitetônico, funcional e demográfico, o primeiro guarda em seus espaços físicos: imagens,
monumentos e outros itens que fazem referência à figura de Paulo de Góes. O segundo possui
registros de construção: fotografias e imagens dos locais físicos nos quais funcionou o
Instituto de Microbiologia. O demográfico pelos grupos multiprofissionais que por lá
passaram e que ainda passam que, além da convivência com Paulo de Góes, são testemunhas
de fatos que ocorreram no espaço e de outras recordações que os lugares do Instituto lhes
trazem.
Nos fins do século XIX e início do século XX ocorreram grandes progressos na luta
contra doenças endêmicas, descobertas de micróbios, modos de transmissão, soros e vacinas.
Em nosso século, tais modificações representam para as Ciências Microbiológicas, progressos
biológicos e sociais, com desdobramentos nas áreas tecnológica, industrial e de alimentos.
Paulo de Góes torna-se responsável pela garantia da vitalidade profissional na área
microbiológica, graças a sua atuação direta na Universidade e no sentido mais amplo no
Estado, estendida a todo país.
A exposição “um olhar memorialista sobre a ciência” é um mergulho nos primórdios
do ensino da microbiologia, passando por diferentes instalações, até a atual localização no
prédio do Centro de Ciências em Saúde jogando um foco de luz sobre uma vida dedicada à
Ciência e à difusão do conhecimento em microbiologia na Universidade Federal do Rio de
Janeiro. Inserido neste contexto ao longo da elaboração das atividades referentes à exposição,
identifica-se também a biblioteca do Instituto como lugar de memória, pois é espaço
fundamental na preservação e armazenamento das fontes documentais necessárias à
construção histórica de um grupo social.
Silveira (2010, p.69) assim entende quando afirma que:

1775

�É o que acontece com as bibliotecas, especialmente com as públicas, cuja
função social está diretamente ligada à missão de preservar, organizar e
disseminar os elementos culturais e os saberes concebidos pela ação racional
dos homens. Enquanto “lugares de memória”, as bibliotecas tendem a
reafirmar os saberes e torná-los móveis, traduzíveis, permutáveis.

As bibliotecas e os profissionais nela inseridos são para Milanesi (2002) os
responsáveis por se manter viva a memória da humanidade através da busca daquilo que foi
guardado e o de guardar o que foi registrado. Essa memória requer reunião, organização e
meios para disseminação, com vista a um amplo uso por parte de todos aqueles que
contribuem para sua formação. Junto a museus e arquivos, as bibliotecas são consideradas
lugares de memória da humanidade em que a perspectiva da memória é salvaguardar
materialmente a memória de um povo, de uma cidade ou de um país, a fim de preservar a
memória escrita, os pensamentos e as experiências.
As bibliotecas são sistemas formais de informações detentoras dos patrimônios
culturais que refletem a memória e a identidade dos integrantes da sociedade. Através do
processo mnemônico mantêm-se atuantes as vivências passadas, expressas por meio de
componentes de uma cultura material. Essa cultura possui significância pelo estabelecimento
de relações entre grupos e seus meios sociais: construções, documentos e artefatos. Esses
signos dão sentido às práticas culturais e informacionais.
A biblioteca do Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes é lugar de
memória e espaço para exposição “um olhar memorialista sobre a ciência”. Nesse contexto, a
biblioteca desenvolve a consciência para a importância da preservação de memória e se torna
espaço educativo para a divulgação de seus bens culturais.
A biblioteca, na atualidade, constitui-se de espaço para disseminação da informação,
para constituição dessa nova proposta cultural está implícito o seu papel de instituição
cultural. Como instituição cultural e educativa, a biblioteca deve possuir a vocação para a
sustentabilidade de projetos que ampliem o acesso ao conhecimento por meio de diferentes
formas de manifestação (CALVANTE, 2010).
Segundo Dudziak (2001, p.102):
A consonância entre as atividades desenvolvidas pela biblioteca e os
programas de ensino, pesquisa e extensão implementados pelas instituições
educacionais é o fator que determina o seu real sentido. Essa consonância é
alcançada por meio do entendimento das estruturas curriculares, bem como a
interação com a comunidade e integração ao modelo político-educacional
almejado pela instituição. A clareza com relação aos objetivos e às
atividades pertinentes à biblioteca, como serviço de informação que é, dentro
de sua comunidade, também fatores determinantes nessa integração.

1776

�Nesse caso, incluiu-se a uma biblioteca universitária dedicada a formação científica
pela difusão dos repositórios de memória da produção intelectual à memória coletiva das
experiências culturais históricas do Instituto de Microbiologia. A biblioteca do Instituto
propôs-se atender ao imperativo de sua comunidade quanto à inquietação com a preservação e
a difusão de uma memória institucional às futuras gerações da Universidade.
Ao se integrar às ações relativas às comemorações do centenário Professor Paulo de
Góes, a biblioteca do Instituto engaja-se em uma experiência educacional diferenciada e
torna-se agente ativo aos processos de ensino-aprendizagem, pesquisa e extensão. O trabalho
realizado para a exposição reflete o esforço da biblioteca em ser uma instituição cultural
capaz de provocar transformações no corpo institucional através da descoberta de ações que
levam ao nascimento do Instituto de Microbiologia e da força que o ensino dessa ciência
apresenta na contemporaneidade.
“Um olhar memorialista sobre a ciência” foi uma aposta que a equipe
multiprofissional elaborou com objetivo de promover maior interação dos usuários com a
memória do Instituto nos seus diversos formatos de representação funcional e simbólica,
confirmando o total alinhamento entre sua vocação oficial e a necessidade de responder a
demandas contemporâneas que dão novas dimensões a esse espaço. Buscou-se pesquisar,
dispor e despertar o interesse pelo patrimônio cultural do Instituto que pudesse promover ao
final, uma mudança intelectual. A memória aqui se enraíza e se dissemina no concreto, na
imagem, no objeto, no gesto e no espaço.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
“Um olhar memorialista sobre a ciência” contou com a coordenação de três
profissionais de nível superior do Instituto de Microbiologia: duas bibliotecárias e uma
historiadora. Também houve a participação de uma profissional de comunicação, lotada na
Coordenadoria de Relações Institucionais e Articulações com Sociedade - CRIAR/ Reitoria
da UFRJ. Para inicio dos trabalhos a equipe contatou a família para uma conversa inicial
referente a elementos biográficos pessoais de Paulo de Góes e colegas de profissão que na
convivência com o professor, colaboraram com informações que puderam agregar valor a
certificados, placas, diplomas, quadros, imagens, fotografias e outros artefatos.
Paralelo a essas ações, houve buscas documentais ao Fundo Paulo de Góes
salvaguardado na Instituição Fiocruz/RJ e nas próprias bibliotecas da UFRJ por meio dos
Anais do Instituto de Microbiologia, publicação idealizada por Paulo de Góes e originada por
volta dos anos 50 durante a fundação do referido Instituto. Outras informações foram

1777

�coletadas com base em extenso levantamento documental, referenciado em fontes de
conteúdo histórico, jornalístico, científico e arquivo fonográfico nas Instituições: Museu da
Imagem e do Som, Biblioteca Nacional, nos acervos da Imprensa em geral e no livro “O
centenário do Professor Paulo de Góes *1913 +1982, lançado durante as comemorações. A
partir do levantamento e obtenção das fontes a equipe se propôs a planejar, criar, executar,
viabilizar e divulgar as ações relativas à exposição, culminância do centenário de Paulo de
Góes.
Os resultados desta investigação foram documentos, objetos imagéticos e fotográficos
categorizados no espaço da Biblioteca do Instituto nos seguintes formatos de apresentação:
1) Estantes - Duas disponibilizando os diplomas e os certificados pertencentes a Paulo
de Góes, referentes a cursos nas áreas de Medicina e Microbiologia na antiga Universidade do
Brasil e atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de placas de homenagem ao
diretor do Instituto.
2) Mesas expositivas -- Três mesas em madeira com tampos de vidro protetores,
emprestados pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas/UFRJ em que se dispuseram
objetos pertencentes à família relacionados ao fundador: livro com temática escravocrata de
autoria de seu avô paterno, fotografias de formatura em medicina e de catedrático em
farmácia e enfermagem, artefatos relacionados ao Instituto de Microbiologia: caneta, portatinteiro, agendas de compromissos anuais e documentos e fotografias relacionados a sua
condição de adido científico na Embaixada do Brasil em Washington, Estados Unidos.
3) Totens em poliestireno - Foram confeccionados três totens tridimensionais em
formato de prisma, com 1,80 X 0,90 cm. Os totens contêm imagens, fotografias e textos
subdivididos nas seguintes temáticas: Vida: biografia; Obra: Currículo; Origem: histórico e
atuação acadêmica do Instituto de Microbiologia. Os textos foram elaborados cuidadosamente
pela equipe e integrados às imagens no Programa Microsoft em formato Word.

O

departamento de Web designers da editora gráfica da Universidade converteu o material em
programa especifico para ser posteriormente plotado por uma gráfica contratada pela Direção
do Instituto.
Aberta a comunidade acadêmica, a exposição ocorreu na Biblioteca do Instituto de
Microbiologia, durante o horário de expediente: das 8 às 17 horas, no período de 8 a 11 de
outubro de 2013. A exposição reuniu um público de aproximadamente 130 pessoas.
As bibliotecárias e a historiadora se responsabilizaram pela divulgação da exposição
entre a comunidade acadêmica. Foram produzidos cartazes para serem aficionados nos murais

1778

�do Centro de Ciências em Saúde da Universidade, banners distribuídos no próprio Instituto e
na página principal do site do Instituto.
Como ponto de avaliação, a equipe apontou a necessidade de criação de um espaço de
memória, possibilitando as novas gerações conhecer e revisitar os marcos históricos do
Instituto, com desdobramento para implementação de espaço cultural na Biblioteca.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Até o momento foram realizadas duas exposições de “um olhar memorialista da
ciência”. A primeira aconteceu dentro da Biblioteca do Instituto devido à comemoração do
centenário e a segunda ocorreu na Biblioteca Central do Centro de Ciências da Saúde (CCS),
durante o fim do segundo semestre de 2013, como uma atividade de extensão relacionada à
temática saúde. A intenção é que a exposição percorra as Bibliotecas da Farmácia e
Enfermagem. Como propósito secundário pensou-se na elaboração de um circuito histórico
memorial da exposição em diferentes locais da Universidade.
A equipe do Banco de Imagens da UFRJ fotografou, filmou a exposição e entrevistou
o Diretor do Instituto Alexandre Rosado. No momento, a profissional de comunicação junto à
equipe do Banco de imagens elaboram o briefing e a edição das filmagens e fotografias que
resultarão em um vídeo do evento a ser disponibilizado no Portal do Instituto e no Banco de
Imagens da UFRJ.
Em comum acordo, Direção do Instituto e Biblioteca consideraram viável a
disponibilização de um espaço físico da biblioteca como local de preservação e representação
cultural dos marcos de memória relativos ao Instituto de Microbiologia/UFRJ. Pretende-se
ainda apresentar à comunidade do Instituto o espaço da biblioteca como local de referência
para o desenvolvimento de atividades culturais e porque não entretenimento, fatores
imprescindíveis para a sociedade em geral.
A Biblioteca do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes inovou em 2013, apostando
em atividades de cunho memorialista, o que comprova ser este um território de valorização do
conhecimento por meio de uma atividade diferenciada.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
A exposição “um olhar memorialista sobre a ciência” é evento comemorativo que se
firma na composição de fotos, documentos institucionais e objetos pessoais do acervo Paulo
de Góes. Procura-se através desse evento, resgatar a lembrança coletiva de uma memória que
se baseia em imagens, paisagens, pequena biografia e experiências vividas pelo eminente

1779

�cientista. Entende-se que estas recordações não podem ficar restritas às lembranças de amigos
e familiares do professor, mas devem se difundir e constituir propriedade permanente do
cotidiano de estudantes e profissionais da área.
Bibliotecas não se definem apenas como lugares onde se organizam e preservam
insumos físicos que retratam a memória de um segmento social, devem ser também espaços
de socialização e de práticas culturais. Instituições assim se transmutam em locais que buscam
o despertamento científico para que sua memória, caracterizada por patrimônios materiais,
adquiram força, legitimem-se e se propaguem na Sociedade. A divulgação das atividades
científicas de uma Instituição é também atividade de preservação de um grupo social.
Nestes termos, pretende-se evidenciar é que a biblioteca do Instituto de Microbiologia
Professor Paulo de Góes se configura como um lugar que mantém íntima relação com os
universos da memória e do patrimônio, e que, por esta razão, deve participar ativamente de
todas as etapas que garantem sua preservação, sua organização e sua socialização.
A Biblioteca do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, dentro do cenário
universitário cumpre diariamente o papel de suporte à infraestrutura bibliográfica e
documental a sua comunidade acadêmica, sendo indispensável no processo de pesquisa,
estudo e na produção de conhecimento. Sobretudo, no contexto das comemorações do
centenário funcionou também como um centro de armazenamento, classificação do saber
acumulado e principalmente de irradiação de informação em um formato mais criativo de
atuação. A exposição potencializou o espaço da biblioteca e ofereceu ao Instituto mais um
local de difusão cultural e entretenimento.

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Dissertação apresentada a Universidade Federal de Minas Gerais como requisito parcial para
obtenção do título de mestre em Ciência da Informação.

1781

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              <text>Objetiva-se identificar a biblioteca do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como espaço de cultura organizacional com a apresentação da exposição ―um olhar memorialista sobre a ciência‖ que se refere às comemorações do centenário do professor Paulo de Góes. A exposição fundamenta-se na pesquisa documental e bibliográfica, desenvolvida a partir do levantamento de fontes orais, impressas e fonográficas das memórias do professor do IMPG. A partir das informações arroladas é realizado um trabalho de integração com artefatos, placas, quadros e fotografias do IMPG e seu fundador. A atividade busca dar sentido à trajetória profissional de Paulo de Góes e de sua relação com a construção do Instituto, do qual foi também diretor. Tomando essa produção como patrimônio cultural, a exposição é estruturada nas seguintes estações: estantes com certificados e diplomas, mesas de exposição com objetos tridimensionais, documentos imagéticos e administrativos e totens com o resumo da vida e obra desse mestre. As duas primeiras estruturas são temporárias, entretanto os totens em poliestireno são permanentes com finalidade de tornar sempre presente as memórias de Paulo de Góes. A biblioteca da unidade é escolhida como proposta de difusão dessa cultura material, pois é lugar de memória, de preservação e de divulgação de uma produção científica da UFRJ. O relato verifica que essa atividade cultural torna-se importante para operar mudanças intelectuais. O resultado da exposição possibilita desdobramentos que visam à lembrança permanente e a valorização do patrimônio cultural de um grupo social.</text>
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