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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A ATUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO COMO GESTOR DE AMBIENTES VIRTUAIS
DE INFORMAÇÃO
Carlos Alberto Ferreira
Vanessa Mafra Xavier Salgado

RESUMO
Aborda o perfil do bibliotecário como gestor de ambientes virtuais de informação. Adota a
pesquisa bibliográfica como fonte de informação e estudo. Analisa o surgimento das teorias
da Administração e sua importância no trabalho do gestor. Esclarece o perfil do
administrador, determinando suas funções e habilidades necessárias para o bom
desenvolvimento de uma organização. Aponta o conceito de uma biblioteca e o surgimento de
variados ambientes de informação. Apresenta a diferença entre bibliotecas digitais e virtuais.
Realiza um comparativo entre ambientes tradicionais e virtuais de informação. Contextualiza
os princípios da Administração no processo de gestão de bibliotecas. Avalia a atuação do
gestor na era tecnológica e as mudanças na rotina profissional. Identifica alguns componentes
relevantes na criação de bibliotecas digitais e virtuais. Destaca os desafios enfrentados pelos
gestores no cenário virtual. Conclui com ênfase na relevância das teorias administrativas na
prática da gestão de bibliotecas e analisa a importância do bibliotecário como gestor de
ambientes virtuais, destacando suas habilidades, responsabilidades e atitudes necessárias para
o sucesso da profissão.
Palavras-chave: Bibliotecário. Gestão de ambientes virtuais. Gestão de bibliotecas digitais.
Gestão de bibliotecas virtuais.
ABSTRACT
Discusses the profile of librarian as Manager of virtual information environments. Adopts the
bibliographical research as a source of information and study. Examines the emergence of the
theories of governance and its importance in the work of the Manager. Clarifies the
Administrator profile, determining their functions and skills necessary for the proper
development of an organization. Points out the concept of a library and the emergence of
varied information environments. Presents the difference between digital and virtual libraries.
Performs a comparison between traditional and virtual information environments.
Contextualizes the principles of Administration in case management of libraries. Evaluates
the performance of the Manager in the technological age and changes in professional routine.
Discusses the information worker as Manager of virtual information environments and
identifies some relevant components in the creation of digital and virtual libraries. Highlights
the challenges faced by managers in the virtual scenario. Concludes with emphasis on
relevance of administrative theories in practice of managing libraries and analyzes the
importance of librarian as Manager of virtual environments, highlighting your skills,
responsibilities and attitudes necessary for the success of the profession.
Keywords: Librarian. Management of virtual environments. Management of digital libraries.
Management of virtual libraries.

1747

�1 INTRODUÇÃO
A pesquisa apresenta a atuação do bibliotecário como gestor de ambientes virtuais de
informação. É importante que o profissional esteja sempre atento aos avanços tecnológicos,
que proporcionam mudanças na rotina de atividades do bibliotecário.
A partir de um contexto administrativo, é possível avaliar as Teorias da Administração
e perceber como ocorre o processo de gestão nas organizações. A ideia sobre o perfil do
administrador e suas funções permite entender a importância deste profissional para o sucesso
de um planejamento organizacional.
Em um segundo momento, analisamos o conceito de uma biblioteca e sua evolução
com o crescimento informacional. Os ambientes de estudos e pesquisas adquirem novas
ferramentas de armazenamento e acesso aos documentos, formando novas definições e
nomenclaturas para a antiga biblioteca tradicional, como as bibliotecas digitais e virtuais. Ao
saber identificar e compreender os novos ambientes, é possível avaliar as particularidades de
um gestor responsável por estes modelos de informação.
Posteriormente, abordamos o processo de gestão especificamente em bibliotecas, as
quais são reconhecidas e tratadas como organizações; e entendemos que essa atividade é
relevante em qualquer área do conhecimento. O estudo apresenta as tarefas do bibliotecário
gestor, fazendo uma contextualização com a Teoria Clássica e as funções gerenciais de
Mintzberg (2010), comprovando a grande importância da Teoria Geral da Administração na
gerência de bibliotecas.
Em um último momento, é discutida a chegada da tecnologia nas organizações e o seu
impacto no trabalho da gestão. Com os novos ambientes informacionais, em uma era
globalizada, compreendemos o papel dos gestores neste cenário virtual como um todo, ou
seja, suas responsabilidades, mudanças e desafios, tanto em bibliotecas digitais como virtuais.
É preciso que o bibliotecário esteja sempre atualizado e capacitado para as novas exigências
do mercado, sendo flexível para adequar-se às transformações tecnológicas. Atualmente, a
tendência dos acessos remotos está em constante evolução, sendo essencial a preparação dos
profissionais para uma gestão cada vez mais eficaz.

2.DIALOGANDO COM A ADMINISTRAÇÃO
A administração deve ser vista como uma área de suma importância no mercado, pois
através dela, é possível estabelecer critérios para que as tarefas de uma empresa sejam
executadas de forma ideal, proporcionando o alcance do objetivo final. A partir dessa ideia
inicial, entendemos que o ato de administrar, segundo Chiavenato (2006), tem como atividade

1748

�básica “fazer as coisas através das pessoas”, ou seja, gerar resultados por meio do trabalho de
uma equipe.
Como ponto de partida, a compreensão do estudo da Teoria Geral da Administração
torna-se relevante. De acordo com Chiavenato (2006), a teoria representa o “campo do
conhecimento humano que se ocupa do estudo da Administração em geral”, independente do
tipo de organização. O foco do estudo é ensinar o profissional a pensar e solucionar
problemas complexos, e não apenas formar um executor de tarefas. A partir desse conceito,
conseguiremos assimilar todo o processo adiante.
O estudo da Administração sofreu uma grande evolução, o que mostra as diversas
teorias publicadas na literatura.

A Teoria Geral da Administração começou com o que chamaremos de
"ênfase nas tarefas" (atividades executadas pelos operários em uma fábrica),
com a Administração Científica de Taylor. A seguir, a reocupação básica
passou para a "ênfase na estrutura" com a Teoria Clássica de Fayol e com a
Teoria da Burocracia de Weber, seguindo-se mais tarde a Teoria
Estruturalista da Administração. A reação humanística surgiu com a "ênfase
nas pessoas", através da Teoria das Relações Humanas, mais tarde
desenvolvida pela Teoria Comportamental e pela Teoria do desenvolvimento
Organizacional. A "ênfase no ambiente" surgiu com a Teoria dos Sistemas,
sendo completada pela Teoria da Contingência. Esta, posteriormente,
desenvolveu a "ênfase na tecnologia". Cada uma dessas cinco variáveis tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia - provocou a seu tempo
uma diferente teoria administrativa, marcando um gradativo passo no
desenvolvimento da TGA (CHIAVENATO, 1996, p. 76).

Ao analisarmos as primeiras teorias deste estudo, chegamos a Frederick Winslow
Taylor e Henry Fayol, sendo o primeiro um engenheiro americano e o segundo um
engenheiro europeu. Taylor defende os princípios da administração focados no operário,
enquanto Fayol acredita na eficiência das organizações para atingir os resultados esperados.
A administração Científica de Taylor, segundo Chiavenato (2006), determina os
seguintes princípios: planejamento, preparo, controle e execução. O planejamento consiste na
substituição do uso de critérios próprios pela execução de procedimentos científicos; o
preparo utiliza o planejamento como base e trabalha na seleção e capacitação dos
trabalhadores de acordo com seus perfis, preparando-os para produzirem mais e com melhor
qualidade; o controle é colocado em prática no decorrer das atividades, momento em que a
gerência verifica se tudo está acontecendo de acordo com o planejamento definido,
cooperando sempre com os trabalhadores; e, por último, definimos a execução como a
distribuição das atribuições entre os trabalhadores, para que haja ordem durante a produção.

1749

�Para Fayol, em sua Teoria Clássica, os elementos da administração são divididos da
seguinte forma: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar. A previsão consiste na
visualização do futuro e a construção de um plano de ação; a organização considera o lado
material e social da empresa; o comando representa a direção e a orientação das pessoas; a
coordenação busca unir e harmonizar todas as produções coletivas; e, por fim, encontramos o
controle, que pretende verificar se tudo está funcionando de acordo com as regras
estabelecidas.
Percebemos que o desenvolvimento do estudo da Administração identifica variados
pontos de vista e enfoques, como demonstra as teorias de Taylor e Fayol, além de tantas
outras mencionadas anteriormente. Entretanto, todos são válidos atualmente. De acordo com o
tipo de organização e as situações enfrentadas pelo administrador, este deverá ser capaz de
compreender qual direcionamento é necessário seguir em cada processo.
As organizações desempenham atividades com ou sem fins lucrativos e, em geral,
possuem uma característica básica, conforme ensina Schermerhorn (2007): uma organização é
um conjunto de pessoas que trabalham em busca de um objetivo comum. Ainda segundo o
autor, todas as organizações apresentam o mesmo propósito amplo: transformar recursos em
serviços para o cliente, ou seja, utilizar tecnologia, informação e outros materiais para
produzir e fornecer bens ou serviços aos consumidores. Realizando o trabalho de forma
satisfatória, com um feedback positivo do cliente, a organização justifica sua existência no
mercado.
Considerando ainda as atuações dentro de uma organização, Chiavenato (2006) aborda
o conjunto dessas ações de forma sistêmica, ou seja, denomina sistema como “um todo
organizado ou complexo; um conjunto ou combinação de coisas ou partes, formando um todo
complexo ou unitário”. Em outras palavras, as organizações são tratadas como sistemas, pois
a união de seções, setores ou departamentos, se coordenadas adequadamente, pode garantir
bons resultados e gerar lucros.
Quanto à natureza, Chiavenato (2006) cita dois tipos de sistemas: fechados, quando a
organização atua sem a influência de fatores externos, ou seja, é visualizada de forma
individual, com todas as atividades ocorrendo em um único ambiente; e abertos, quando há
intercâmbio com o ambiente, por meio da entrada de recursos e saída de serviços, produzindo
feedback do cliente.
A figura abaixo mostra o ciclo de um sistema aberto, como é denominado na literatura,
onde há uma interação de ambientes que atuam em um processo contínuo.

1750

�Figura 1 - A Organização como um sistema aberto
O a m b ie n te
P ro p o rc io n a

A o rg a n iz a çã o tra n sfo r m a

Entrada de
Recursos:

P essoas
D inheiro
T ecn ologia
M ateriais

4

/
/

P rocessos de
Transformação:

\

Trabalho
converte
R ecursos em
resultados

\

O a m b ie n te
co n so m e

Saídas de
Recursos:

\

/
/

Produtos
ou
S erviços

R etro a ç à o do clien te

_

_______

1

FONTE: Gestão e Qualidade, 2012.

Sendo assim, analisando os trabalhos de Taylor e Fayol, entendemos que, em suas
abordagens, as organizações são consideradas como sistemas fechados, onde as tarefas são
planejadas, particionadas e executadas com foco último no resultado final.

2.1 PERFIL E FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR
O administrador possui diversas responsabilidades que obedecem a dinâmica de cada
ambiente. Toda organização apresenta seus recursos e metas particulares, trabalhando com um
profissional capacitado para aquele tipo de operação. “O administrador soluciona problemas,
dimensiona recursos, planeja sua aplicação, desenvolve estratégias, efetua diagnósticos de
ações etc., exclusivos daquela organização” (CHIAVENATO, 2006).
O trabalho não é simples e exige mais do que um conhecimento teórico sobre o
assunto. Ainda nas palavras de Chiavenato (2006), encontramos três habilidades que são
necessárias para o administrador e que possibilitam o desenvolvimento eficaz da organização:
técnica, humana e conceitual. A primeira consiste em um conhecimento técnico da área, além
de experiência; a segunda caracteriza a capacidade de trabalhar com pessoas e compreendêlas no seu modo de agir, praticando liderança; e por último, temos o entendimento do conceito
da empresa, compreendendo suas dificuldades e ajustando as pessoas de acordo com o perfil
da organização. Tais habilidades variam em função do nível administrativo em que o
profissional se insere, seja como supervisor ou no mais alto nível hierárquico, exigindo maior
ou menor enfoque na atuação das mesmas.

1751

�As funções administrativas, exercidas dentro de uma organização, devem ser divididas
adequadamente, de acordo com as competências de cada indivíduo. Segundo Chiavenato
(2006), a eficiência só estará presente se houver ordem nas tarefas do ambiente. Portanto, o
autor afirma que toda organização formal necessita de uma hierarquia ou princípio escalar. A
alta direção corresponde ao nível institucional da organização, onde a liderança atua
desenvolvendo as estratégias necessárias para atingir o objetivo da empresa; a gerência
encontra-se no nível intermediário, administrando todo o trabalho planejado pela direção; e a
supervisão representa o nível operacional, ou seja, a execução das atividades. Abaixo,
podemos compreender a relação entre os níveis hierárquicos e as habilidades adequadas para
cada profissional.
Figura 2 - Os níveis hierárquicos na administração

Fonte Adaptado de Souza (2013).

Portanto, percebemos que quanto mais próximo do topo, maior a complexidade do
cargo e suas habilidades. A partir desta estrutura hierárquica, ao avaliarmos o nível gerencial,
fica claro que há uma concentração de características e responsabilidades presentes neste
administrador, ou seja, além de colocar em prática os objetivos institucionais, é necessário
que este profissional garanta a eficiência dos serviços e possua um bom relacionamento
interpessoal para lidar com os trabalhadores, gerando harmonia, incentivo e produtividade.
As atividades exercidas pelo gestor são de extrema importância para que a
organização mantenha um bom funcionamento. O profissional precisa atuar de forma
estratégica, seguindo um conjunto de ações abordadas na literatura pesquisada.
Primeiramente, as funções básicas apresentadas por Fayol (1949 apud Chiavenato
1996) eram: planejar, organizar, controlar, coordenar e comandar no ambiente organizacional.
Mais tarde, cerca de 80 anos depois, Mintzberg (2010) cita um jornal de Montreal que
descrevia a administração como: planejamento, organização, direção e controle. Segundo
Schermerhorn (2007), o processo novamente resume-se em: planejar, organizar, liderar e

1752

�controlar. Aponta ainda que todos os gerentes, independente do nível, cargo ou tipo aos quais
se inserem, são responsáveis por todas as funções. A execução das atividades deste processo
pode ser realizada em ordem aleatória, não necessitando de uma atuação em etapas, pois na
verdade todas são colocadas em prática a todo instante, em várias oportunidades.

Figura 3 - As funções gerenciais

Fote: Adaptado de Schermerhorn (2007).

O que se pretende dizer é que, apesar das atribuições já identificadas na literatura, a
prática de gerir vai além do que mostra a teoria. A prática é bem mais complexa, pois a rotina
de um gestor não permite intervalos ou descansos. O ritmo acelerado dos gerentes é citado por
Mintzberg (2010), que justifica essa característica apontando que “todos os gerentes são
responsáveis pelo sucesso da unidade, mas não existem marcos tangíveis em que podem dizer
‘agora meu trabalho está encerrado’”. O autor ainda relata a resposta de um gerente que
obteve acesso aos seus escritos, que disse: “Você me faz me sentir tão bem! Eu achava que
todos os outros gerentes estavam planejando, organizando, coordenando e controlando,
enquanto eu estava sempre sendo interrompido, pulando de um problema para o outro e
tentando segurar o caos”.
Portanto, para Mintzberg (2010), “o resultado é que a gestão é um trabalho que nos
absorve permanentemente: o gestor nunca está livre para se esquecer do trabalho, nunca tem o
prazer de saber, ainda que temporariamente, que não há nada por fazer”. A pressão e o esforço
diário são frequentes e indicam a complexidade da atuação de um gestor, que assume o papel
de manter a qualidade da organização, assegurando a satisfação de seus clientes.

1753

�Em ambientes virtuais como unidades de informação é cada vez mais latente a visão
da gestão por parte dos bibliotecários, visto que as bibliotecas são partes chamadas
fundamentais das organizações devendo assim auxiliar no negócio final.

3. A GESTÃO EM BIBLIOTECAS
As atividades relacionadas à gestão não estão presentes somente na área da
administração. Muito embora a prática de gerir esteja ligada ao campo administrativo na
literatura, a tendência dos diversos profissionais da atualidade tem sido buscar maior
capacitação, além das organizações terem aumentado suas necessidades quanto a
participações mais decisórias em seus setores.
O ato de gerir nas diversas áreas do conhecimento é identificado por Drucker (2011.
P.128), apontando que
muitos administradores são gestores - mas não todos. Em contrapartida,
muitos não administradores estão também se tornando gestores na sociedade
moderna, porque a organização do conhecimento, tal como aprendemos
nesses poucos últimos anos, necessita tanto de “administradores” como de
“colaboradores profissionais individuais” em posição de responsabilidade,
de autoridade e de decisão.

Dentre os mais variados campos da ciência, destacamos a área da biblioteconomia
como participante ativa no desenvolvimento das atuações gerenciais atualmente. Essa prática
justifica-se devido às constantes inovações tecnológicas e às exigências do mercado por uma
prestação de serviços com maior qualidade, atendendo às necessidades dos usuários.
Ao considerarmos a biblioteca como um ambiente que apresenta departamentos ou
setores variados e que, para desenvolver, necessita da aplicação de funções gerenciais para o
alcance de objetivos definidos, compreendemos que esta unidade de informação pode ser
visualizada como uma organização. Dessa forma, Maciel e Mendonça (2006. P.86) mostram
que
seja qual for a categoria e a realidade em que se enquadre, a biblioteca deve
ser vista como uma organização, como uma empresa, a maioria das vezes,
com fins não - lucrativos, com resultados programados e avaliados
constantemente. [...] Um modo de facilitar o seu gerenciamento e
acrescentar qualidade aos seus produtos e serviços, evidenciando o seu papel
social junto às comunidades envolvidas.

Na concepção de Mendonça (2005), a biblioteca tradicional representa uma
organização que atua como um sistema aberto, pois está

1754

�inserida no meio ambiente que a cerca, influenciando-o e, ao mesmo tempo,
sendo influenciada por ele, composta de funções e atividades relacionadas
com a formação, desenvolvimento e organização de coleções (funções meio)
e com a disseminação e recuperação da informação (funções fim),
produzindo produtos e serviços que satisfaçam às necessidades
informacionais de seus usuários.

Entretanto, entendemos que, independente do ambiente da biblioteca, seja ela
tradicional, digital ou virtual, a presença de um gestor torna-se essencial para o cumprimento
das metas de sua instituição mantenedora. Ainda que a finalidade dessa unidade
informacional não seja lucrativa, o fato é que o papel de um gerente é colaborar para que a
organização atinja seus principais objetivos, gerando satisfação dos clientes e garantindo o
sucesso no mercado. Há quem acredite que o trabalho de um gestor é direcionado apenas para
alcançar um retorno financeiro, porém a realidade atual nos mostra a verdadeira posição de
um gerente, que se preocupa com sua equipe e, juntos, buscam um feedback positivo de seu
público-alvo.
Sendo assim, entendemos que qualquer que seja a organização, o empenho do gestor é
fundamental, tanto para ajudar a realizar a missão proposta pela empresa, quanto para manter
o padrão de qualidade dos produtos e serviços. Dessa forma, para que o desenvolvimento de
uma organização atenda às exigências necessárias e prossiga com um bom desempenho, o
gestor precisa conhecer o funcionamento do próprio ambiente e acompanhar as evoluções
presentes no mercado. “O reconhecimento de problemas, sua localização e seu possível
equacionamento só podem ser realizados a partir da perspectiva do observador dentro da
estrutura onde eles ocorrem” (MACIEL; MENDONÇA, 2006).
Diante da importância deste profissional nas organizações, avaliamos que, no contexto
biblioteconômico, o gestor deverá compreender o propósito da unidade em que trabalha,
acompanhando os objetivos da instituição e utilizando as ferramentas gerenciais vistas no
capítulo anterior.
Para melhor compreendermos o papel do bibliotecário como gestor, encontramos nas
palavras de Cunha e Cavalcanti (2008, p.65), a definição de diretor da biblioteca, que
significa uma
pessoa responsável pela supervisão das operações de uma biblioteca, rede ou
sistema de bibliotecas. Dependendo do tamanho da biblioteca e da estrutura
organizacional à qual está vinculado, o diretor pode receber diversas
denominações, p.ex.: administrador da biblioteca, chefe da biblioteca,
gerente da biblioteca, supervisor da biblioteca.

1755

�Ainda nas palavras de Cunha e Cavalcanti (2008), o conceito de administração
bibliotecária esclarece outros pontos, complementando que trata-se de um
conjunto de tarefas relacionadas com a supervisão das atividades e funções
inerentes a uma biblioteca. Também podem incluir a motivação dos recursos
humanos, obtenção de recursos financeiros e avaliação dos resultados
visando o aprimoramento dos produtos e serviços informacionais.

Portanto, compreendemos a ideia de Motta (1998 apud Maciel e Mendonça, 2006), ao
declarar que “a capacidade gerencial é mais rara, exige habilidades mais complexas:
capacidade analítica, de julgamento, de decisão e liderança e de enfrentar riscos e incertezas”.
Diante disso, fica claro que, para realizar um gerenciamento eficaz, mantendo a qualidade dos
serviços prestados ao público, o trabalho do bibliotecário gestor requer conhecimento,
competência, habilidades e desafios nos ambientes informacionais atuais, os quais serão
abordados nos próximos tópicos.

3.1 O PERFIL DO GESTOR DE BIBLIOTECAS NO CONTEXTO DA TEORIA
CLÁSSICA
A atuação do gestor de bibliotecas em nada difere do gestor administrativo,
mencionada anteriormente. Considerando a Teoria Clássica de Fayol, recordamos os
elementos do processo de gestão, denominados: planejamento, organização, direção e
controle. Para Maciel e Mendonça (2006), as tarefas descritas nas etapas do processo de
gestão estão claramente relacionadas ao perfil do bibliotecário responsável por uma unidade
de informação, conforme veremos a seguir.
Ao recapitularmos as características das etapas gerenciais, temos como primeiro passo
o planejamento, onde o foco é estabelecer elementos para alcançar um objetivo comum, ou
seja, não utilizar a improvisação e preparar, com cautela, as ações futuras para obter
resultados satisfatórios. Nas unidades de informação, é preciso conhecer o ambiente que será
trabalhado, tanto externamente, estudando a missão da instituição mantenedora comparada às
demais organizações do ramo, como internamente, conhecendo a rotina da unidade e seus
recursos, caso a biblioteca já exista. Esta fase, portanto, representa a realização de um
diagnóstico local, que visa o reconhecimento do ambiente de informação e planejamento de
ações para a construção ou aprimoramento da unidade.
Em seguida, as atividades da organização baseiam-se na utilização de critérios para a
construção de uma estrutura organizacional, ou seja, consiste na definição das funções que
serão exercidas, determinando a divisão hierárquica da equipe, além de selecionar os

1756

�componentes necessários para que a dinâmica organizacional se torne possível. Visualizando
esta etapa em uma unidade de informação, temos como funções o ato de selecionar e adquirir
obras, processá-las tecnicamente e disseminá-las no setor de referência. Estas atividades
podem ser configuradas hierarquicamente, de acordo com o perfil da instituição, sendo mais
ou menos particionadas em setores. Os componentes são todos os itens indispensáveis para o
bom andamento da produção, como coleções, equipamentos, mobiliário, dentre outros.
Em outro momento, abordamos a direção como o acompanhamento das tarefas
determinadas na fase da organização. A prática é contínua e observa a execução das ações
desejadas. No ambiente informacional, esta atuação é identificada pelo gerenciamento
aplicado pelo bibliotecário gestor, que coordena todo o processo, garantindo o resultado
esperado. O profissional é responsável pelas tomadas de decisão, documentando suas ações,
em busca de uma equipe organizada e preparada para futuras gestões. Além disso, faz parte
de sua rotina lidar com o meio externo, como editoras, livrarias, provedores de acesso à
internet, que fornecem os recursos essenciais para a eficácia dos serviços.
Outro grande passo indispensável para manter a qualidade de uma organização é o
controle, onde apontamos a existência de uma avaliação do desempenho, tanto da equipe,
como da escolha das ações executadas. Esta etapa realiza a verificação de todo o processo,
analisando os erros e reajustando os pontos considerados desfavoráveis para alcançar a meta
programada. Diante disso, o gerente de uma biblioteca avalia se os resultados atendem às
necessidades e exigências planejadas inicialmente. Vale ressaltar que as correções podem ser
implementadas não somente na forma com que as tarefas são executadas, mas sim na proposta
de novas ideias e objetivos, ou seja, alterar os planos e as estratégias como um todo.
A revisão crítica dos resultados é uma tarefa nada simples, de forma que Ferreira
(1983 apud Maciel e Mendonça, 2006) explica que “avaliar não é ficar assistindo de camarote
como a ação se desenvolve. O que na verdade tem que ser feito é interferir nela, mudá-la,
sempre que comece a se mostrar furada, arriscando a não levar aos objetivos que se pretende
atingir”. As autoras citam ainda que os formulários estatísticos e os relatórios são exemplo de
documentos que são grandes instrumentos de coleta de dados e verificação contínua dos
serviços.
Dessa forma, analisamos que, as tarefas exercidas por um gestor de bibliotecas segue a
mesma linha apresentada na Teoria Clássica da Administração. O trabalho em equipe e a
busca por resultados possuem foco em um objetivo comum, acreditando na eficiência das
organizações e obedecendo a um conjunto de elementos interligados e indispensáveis para o
sucesso de qualquer tipo de organização.

1757

�3.2 AS FUNÇÕES GERENCIAIS DE MINTZBERG NOS AMBIENTES DE
INFORMAÇÃO
A abordagem de Mintzberg (1977 apud Maciel e Mendonça 2006), questiona a
atuação do gestor somente nas tarefas relacionadas a planejamento, organização, direção e
controle. Segundo o autor, as atribuições vão além, fazendo com que o gestor se envolva em
assuntos variados durante o dia, resolvendo problemas, frequentando reuniões, atendendo
telefonemas, negociando e estreitando as relações interpessoais.
No contexto das bibliotecas, o ritmo de trabalho também é intenso. Diante disso, fica
clara a necessidade de apresentar as atribuições de um gestor que acompanha a rotina atual do
mercado e vivencia a dinâmica acelerada de uma organização. De acordo com Mintzberg
(1977 apud Maciel e Mendonça 2006), as funções gerenciais são divididas em três categorias:
funções interpessoais, funções informacionais e funções decisórias. Em cada uma delas, o
gerente exerce papéis diferenciados, que serão discutidos adiante e inseridos na rotina dos
bibliotecários gestores.
Nas funções interpessoais, o gerente assume os papéis de representante da
organização; líder e realizador de contatos. Estas funções retratam a posição que o gestor
ocupa, sendo uma pessoa que se comunica interna e externamente, em nome da organização.
Contudo, tais atribuições são identificadas em um bibliotecário gestor quando ele recepciona
visitantes e participa de eventos oficiais na posição de representante da organização; quando
treina sua equipe e incentiva as pessoas no exercício da liderança; e quando estabelece
relações de comunicação internas e externas, adquirindo informações válidas para o
crescimento institucional, na realização de contatos.
Nas funções informacionais, o gestor assume os papéis de monitor; disseminador e
porta-voz. O gerente de bibliotecas é considerado monitor quando capta informações
relevantes acerca de cursos, novas publicações e eventos interessantes para sua equipe; é um
disseminador quando repassa estas informações aos seus funcionários; e é um porta-voz
quando fala em nome da organização.
Por fim, chegamos aos papéis trabalhados nas funções decisórias, identificados como
empreendedor; conciliador; alocador de recursos e negociador. O bibliotecário gestor ocupa a
posição de um empreendedor quando apresenta novas ideias que contribuirão para o
desenvolvimento institucional; é visto como conciliador no momento em que busca aliviar
tensões, principalmente quando recebe reclamações de usuários; é considerado um alocador
de recursos quando determina quem serão os responsáveis pelo recebimento de determinados

1758

�recursos nos variados setores; e atua como negociador quando interage com pessoas em busca
de melhorias, seja com usuários, fornecedores, funcionários ou superiores.
Sendo assim, compreendemos que o gerente de bibliotecas, assim como qualquer
outro gerente organizacional atua de forma dinâmica, e não apenas seguindo a teoria clássica
de Fayol. Além desta visão, o gestor das unidades de informação realiza uma série de
responsabilidades apresentadas por Mintzberg, que podem ser colocadas em prática
separadamente ou ao mesmo tempo. Dessa forma, o autor consegue apontar a realidade do
gerente e seus inúmeros contratempos durante a execução de seus planos de ação.

4 O GESTOR E O MEIO TECNOLÓGICO
A era tecnológica trouxe consigo inúmeras mudanças no cotidiano das organizações,
já que os novos recursos da informática permitiram que as atividades passassem a ser
realizadas de forma rápida, com maior interação entre as pessoas, aumentando a escala de
produção e a competitividade no mercado. Toda essa transformação também gera maiores
responsabilidades e desafios, não só para a gerência, como também para toda a equipe, que
deve colaborar para manter a qualidade dos serviços. O assunto é destacado por Chiavenato
(1999), quando relata que “na era da informação, as organizações requerem agilidade,
mobilidade, inovação e mudanças necessárias para enfrentar as novas ameaças e
oportunidades em um ambiente de intensa mudança e turbulência”.
Vale ressaltar que, embora o cenário tecnológico torne mais rápido o desenvolvimento
das ações, é necessário que o gestor seja cauteloso na execução das tarefas, evitando que
sejam realizadas de forma automática e acelerada. É preciso que o gerente sempre reflita
sobre suas decisões, fazendo as coisas certas.

Gerentes mais bem informados, capazes de se comunicar mais rapidamente,
podem desenvolver empresas mais rápidas e competitivas, desde que possam
lidar com as mudanças. Alguns podem conseguir aceitá-las bem; outros
podem ser levados a agir com mais rapidez e menos reflexão, conformandose mais e pensando menos. Infelizmente, temo que a segunda categoria
esteja crescendo (MINTZBERG, 2010, p.44).

O avanço do uso de computadores trouxe uma grande facilidade de comunicação e
resolução de problemas, porém o conhecimento do gestor permanece insubstituível por
qualquer meio eletrônico.

1759

�O computador é uma máquina lógica, e nisso consiste sua força - mas
também sua limitação. Os acontecimentos importantes do exterior não
podem ser relatados de modo que um computador (ou qualquer outro
sistema lógico) possa vir a utilizar. O homem, porém, embora não seja
particularmente lógico, é perceptivo - e essa é sua força (DRUCKER, 2011,
p.132).

Nesse contexto, avaliamos o bibliotecário gestor como um profissional que também
enfrenta as mudanças geradas pelo avanço da tecnologia. As bibliotecas ganham novos
formatos e, com isso, o bibliotecário passa a conviver com outros cenários e desafios.
Considerando que as bibliotecas digitais e virtuais estão cada vez mais ocupando um
espaço relevante na área de estudos e pesquisas, onde a internet ganha destaque como
intermediária entre a informação e os usuários, analisamos que o profissional da informação é
fundamental em todo o processo de disponibilização destes materiais para consulta. De nada
adiantariam os recursos eletrônicos sem o trabalho minucioso dos bibliotecários na construção
desse ambiente.
Quanto ao aspecto da participação humana no processo, acredita-se que
continuará a existir, pois, mesmo em serviços oferecidos virtualmente, o
bibliotecário se faz presente, seja quando disponibiliza informações úteis a
seus usuários, seja quando aponta as melhores fontes ou quando apresenta a
resposta certa às questões apresentadas, fruto de seu conhecimento técnico
especializado, aliado à sua habilidade de lidar com as ferramentas advindas
das novas tecnologias e, principalmente, de sua experiência adquirida no
desempenho profissional (MENDONÇA, 2005, p.73).

Sendo assim, para que a informação disponível no meio virtual esteja sempre
organizada e, principalmente, que atenda adequadamente às necessidades dos usuários, o
bibliotecário precisa gerir satisfatoriamente esse ambiente, exercendo atividades importantes
que veremos a seguir.

4.1 O BIBLIOTECÁRIO NA GESTÃO DE AMBIENTES VIRTUAIS DE
INFORMAÇÃO
De acordo com o que abordamos sobre bibliotecas digitais e virtuais, compreendemos
que ambas são consideradas ambientes virtuais de informação, que disponibilizam
documentos digitais e livre acesso ao conteúdo. Diante disso, a gestão desses ambientes tornase equivalente, de modo que, os cuidados necessários para a criação de um banco de dados
digital são igualmente importantes e fundamentais na construção dos dois tipos de unidades
de informação.

1760

�O profissional da informação vem contribuindo cada vez mais com a organização do
conhecimento, já que a inovação tecnológica, ao passo que exige uma constante atualização
de sua rotina de trabalho, proporciona um avanço gradativo da técnica utilizada nos serviços
prestados. Com o desenvolvimento dos ambientes virtuais, o bibliotecário precisa aprimorar
suas habilidades técnicas, tanto no serviço de atendimento ao usuário quanto no
processamento técnico das informações disponíveis na rede.
A atuação deste profissional em um novo espaço é abordada por Mendonça (2005),
que ressalta a importância do aprendizado destas novas ferramentas tecnológicas, destacando
que
o surgimento da biblioteca virtual proporcionou uma transformação no
modus operandi das bibliotecas, principalmente no tocante ao atendimento
ao público, e o bibliotecário, intermediário entre o usuário e a informação,
precisa dominar as técnicas bibliográficas juntamente com as novas
tecnologias, para bem desempenhar seu papel neste novo cenário.

Ao analisar a gestão dos ambientes virtuais, percebemos novamente a presença das
etapas do processo de gestão definidas pela Teoria Clássica. A cada passo percorrido pelo
bibliotecário no desenvolvimento destas unidades de informação on-line, descobrimos a
importância da teoria administrativa na evolução deste profissional.
A gestão de ambientes digitais e virtuais acontece desde a construção destes espaços.
Neste momento, podemos identificar a fase que desenvolve o “planejamento” no processo de
gestão, ou seja, que estuda quais objetivos deverão ser alcançados na criação de uma
biblioteca on-line, conforme vimos anteriormente.
No caso das bibliotecas digitais, Cunha (1999) acredita que “não existe uma estratégia
única a ser empregada na implementação de uma biblioteca digital. As estratégias, tal como as
bibliotecas, nascem num determinado tempo e, obviamente, sofrem influências da cultura e
das situações econômico-financeiras”.
Em outra abordagem, Vicentini (2005) aponta alguns componentes importantes que
devem ser avaliados na criação de um ambiente de informação on-line: conteúdo, recursos
humanos, padronização, tecnologia, garantia de direito autoral e preservação do documento
digital.
O conteúdo de uma biblioteca é um item que merece atenção, principalmente quando
falamos de um ambiente on-line. A análise da informação que será disponibilizada deve ser
feita com foco no usuário, mas não somente naquele que frequenta a instituição, no caso das
bibliotecas digitais que também possuem espaços físicos, mas naquele usuário que acessa a
rede, de uma forma geral.

1761

�Assim como nas bibliotecas tradicionais, os ambientes virtuais também precisam de
qualidade nos recursos humanos. Quando Vicentini (2005) cita este componente, fica clara a
importância de contar com uma equipe capacitada e treinada para atuar neste formato.
Quanto à padronização, o bibliotecário deve optar por um formato de catalogação de
publicações, como MARC, por exemplo, além dos arquivos digitalizados, que podem ser
carregados em “.doc, .ps ou .pdf’; a fim de apresentar um ambiente organizado e bem
estruturado. O formato mais comum é o .pdf e a padronização favorece o gerenciamento da
coleção, porém o gestor não deve recusar o recebimento de materiais em outros formatos,
cabendo apenas orientar os autores sobre o modelo mais adequado ou assumindo a
responsabilidade de converter a obra para o formato desejado; sempre garantindo a igualdade
deste em relação ao documento original impresso.
A definição da tecnologia utilizada engloba a escolha de hardware, software (livre ou
proprietário), flexibilidade e facilidade de gerenciamento, protocolos de comunicação para
importar e exportar dados, dentre outros. Nesta análise, é importante verificar o quão rápido e
prático será o software utilizado, já que o “livre” pode ser manuseado sem necessidade de
autorização, além de ser adquirido e atualizado gratuitamente, enquanto que o “proprietário”
depende de alterações efetuadas somente pelo dono do programa. O software deve, portanto,
possibilitar a liberdade de gerenciamento, delimitando o que pode ser modificado e por qual
colaborador. Aqui, começamos a perceber a fase que desenvolve a “organização”, ou seja,
quando o gestor define critérios para a construção de uma estrutura organizacional, atribuindo
funções e responsabilidades para cada membro da equipe.
A questão dos direitos autorais é bem discutida nesse contexto. Vicentini (2005) indica
que os direitos sobre um documento digital são do autor, podendo este proibir a publicação da
obra. Para que haja facilidade no controle das autorizações, o autor apresenta um exemplo de
formulário contendo as seguintes opções fornecidas ao autor: 1 - autorizo a publicação do
documento digital; 2 - autorizo a publicação do documento digital após dois anos da
assinatura desta autorização; 3 - consulte-me após dois anos da data de assinatura desta
autorização para publicação do documento digital. Entretanto, o bibliotecário deve
conscientizar os autores sobre a importância da divulgação de suas obras digitais, refletindo
que, a disseminação gratuita de sua publicação via web, auxilia os usuários na busca pela
informação e no desenvolvimento de futuros trabalhos científicos.
Por último, analisamos a preservação do documento digital como um item que resume
toda a construção de um ambiente virtual, sendo ele o principal fator responsável pela criação
de um acervo on-line. A produção de livros na forma impressa, além de crescer a passos

1762

�largos, sofre o impacto do tempo após anos de existência e consultas. Sendo assim,
encontramos no meio virtual, uma possibilidade de preservar a memória da informação,
permitindo que os usuários acessem todo o conteúdo de maneira democrática, sem limites de
downloads, por tempo indeterminado.
De acordo com Vicentini (2005), é fundamental que, durante todo esse processo, o
bibliotecário gestor observe a flexibilidade e a capacitação de todos os funcionários, revisando
o fluxo das atividades desenvolvidas pela equipe. Ao analisarmos essa função do profissional,
conseguimos identificar a fase que desenvolve a “direção”, onde o gestor acompanha a
execução das tarefas, coordenando todo o processo, a fim de garantir o resultado esperado.
Em um último momento, verificamos que, como todo planejamento de ações, sua
execução gera resultados que devem ser avaliados. O objetivo desta análise é comprovar se os
documentos permitem o acesso direto dos usuários, sem burocracias e com garantia de
download simultâneo, sem prejuízo na performance do sistema. Em meio a essas observações,
notamos que esta fase representa o que chamamos de “controle” no processo de gestão, onde
é possível averiguar o desempenho das ações e se estas atendem às necessidades dos usuários.
Vicentini (2005) ainda reforça que, para manter o bom desenvolvimento das atividades, o
gestor aplica conceitos de qualidade, a fim de minimizar possíveis erros.
Ainda que todas as medidas sejam tomadas de maneira adequada, seguindo as
orientações apresentadas, o bibliotecário também deve refletir e trabalhar o conceito do
serviço de referência oferecido neste modelo de informação. “Fornecer um serviço de
referência automatizado aos utilizadores da biblioteca e modernizar o serviço tradicional é um
assunto complexo que os bibliotecários têm de enfrentar” (FERREIRA apud MENDONÇA,
2005).
Ao abordar este assunto, Mendonça (2005) aponta que muitas bibliotecas oferecem um
serviço de referência através de formulários disponíveis na web, links na homepage e e-mails.
Acredita-se que, em breve, serão adotados novos meios de comunicação entre bibliotecários e
usuários, como chats e mensagens instantâneas, que permitem um diálogo em tempo real.
Diante da necessidade de oferecer um serviço de referência que atenda os usuários de
maneira eficiente, fica claro que o planejamento de um ambiente virtual também deve
apresentar uma estrutura satisfatória quanto à comunicação e interação entre profissionais e
clientes.

1763

�É importante que o serviço de referência digital seja planejado, visando à
sua estruturação ideal, compatível com o interesse dos usuários e a
disponibilidade do sistema, com previsão de uma forma de avaliação
periódica, visando a proporcionar um serviço de qualidade (MENDONÇA,
2005, p.81).

Conforme o exposto, compreendemos que o gestor precisa estar atento a detalhes que
fazem a diferença na construção dos ambientes virtuais e no bom desenvolvimento dos
serviços prestados. Acima de tudo, enfatizamos que a função do bibliotecário como gestor de
ambientes virtuais é disponibilizar a informação de forma livre, podendo ser copiada sem
custos, armazenada e estruturada de forma organizada, com uma interface simples e amigável,
caracterizando o grande objetivo da internet, que é incentivar a usabilidade.

4.2 OS DESAFIOS DO GESTOR NO CENÁRIO VIRTUAL
Ao compreendermos o trabalho de um gestor em ambientes virtuais, consideramos
como desafios enfrentados neste cenário, tudo aquilo que o bibliotecário deve modificar em
seu novo ritmo de trabalho, ou seja, todas as funções que precisam ser reajustadas para o bom
desempenho da gestão.

Dentre várias

atividades

que passam

por

significativas

transformações, indicamos algumas que merecem especial atenção dos profissionais da
informação.
Em primeiro lugar, Tennant (1995 apud Marchiori, 1997) ressalta que, em um cenário
virtual, o bibliotecário gestor precisa atuar de uma forma diferente, se comparado às
bibliotecas tradicionais. Agora, ele deve trabalhar sempre em parceria com profissionais da
área de telecomunicações e processamento de dados, tanto na construção dos ambientes,
como na constante atualização da tecnologia utilizada.
Um segundo desafio que merece ser apontado é a necessidade de um treinamento
contínuo dos profissionais gestores e de toda a sua equipe, buscando maior capacitação
técnica. Diferentemente do modelo tradicional, onde os funcionários mantinham uma rotina
linear de trabalho, nos ambientes virtuais torna-se essencial estar conectado às novidades que
a tecnologia fornece, aperfeiçoando o conhecimento e oferecendo serviços e produtos cada
vez mais avançados.
No contexto da atualização do conhecimento técnico, temos como exemplo a prática
da catalogação em softwares específicos, que seguem normas particulares quanto ao
tratamento da informação, exigindo treino e prática.

1764

�Para o profissional da informação, a convergência de mídias, oportunizada
pelo formato digital (bem como sua localização volátil), apresenta novos
desafios também ao exigir que sejam desenvolvidas novas formas de
descrever e indexar estes documentos dinâmicos, em múltiplos formatos e
em localizações remotas sobre as quais, muitas vezes, tem-se muito pouco
controle (LEVACOV, 2005, p.44).

Ao pensar em normas, o bibliotecário deve encarar um desafio sempre presente na
internet, que é a existência de diversos documentos em variados formatos. Nas palavras de
Levacov (1997), verificamos que o gestor precisa sempre buscar a padronização da
informação, incentivando o desenvolvimento de métodos e critérios para melhor manuseio e
para garantir formatos comuns que permitam atualizações.
Outro ponto relevante que o gestor deve ter em mente é a questão da preservação
digital. O que antes era feito na forma impressa, seguindo regras de conservação de
documentos em papel, agora consiste na preocupação da instabilidade do meio digital. Ao
mesmo tempo em que o ambiente virtual põe fim aos problemas do espaço físico, onde muitas
obras não suportavam as condições do tempo; também traz uma insegurança que precisa ser
questionada. Segundo Cunha (1999), na medida em que os sistemas passam por uma
modernização, consequentemente os suportes que armazenam as informações digitais também
são atualizados. Essas modificações geram muitas versões ou edições de um mesmo
documento, talvez mais intensamente do que no formato impresso, devido à facilidade que
temos em atualizar um texto digital. Além desse contínuo avanço tecnológico, os suportes
digitais possuem vida útil curta, devendo o bibliotecário estar sempre atento aos impasses de
um cenário virtual.
Por fim, destacamos mais um importante desafio na atuação do bibliotecário, que deve
permanecer na posição de orientador dos usuários, ajudando-os na adaptação dos novos
recursos oferecidos pelo sistema, seja na forma de tutoriais, seja auxiliando via web;
mantendo o relacionamento próximo e incentivando a utilização dos mecanismos disponíveis.
Sendo assim,

avaliamos que existem muitas novidades que precisam ser

compreendidas pelos bibliotecários gestores e observadas de forma empreendedora, visando
sempre a capacitação, o crescimento e a modernização da profissão.

5 CONCLUSÃO
Compreender o conceito de gestão e sua aplicação na rotina dos profissionais da
informação nos faz perceber que as teorias do campo administrativo são muito importantes na
prática dos bibliotecários gestores, pois ampliam a visão do profissional quanto às

1765

�responsabilidades e competências exigidas pelas organizações. Além disso, visualizamos a
atuação do bibliotecário de forma mais completa e multidisciplinar, sendo fundamental a
utilização dos princípios da gestão para a eficácia da administração de bibliotecas.
Nesse contexto, consideramos que pesquisar e assimilar a gestão de bibliotecas digitais
e virtuais significa aprimorar o conhecimento dos gestores atuais, bem como preparar os
futuros profissionais para um cenário globalizado repleto de constantes avanços e desafios.
De acordo com a abordagem apresentada, observamos que o bibliotecário atua de
forma significativa como gestor da informação e coloca em prática todo o processo de gestão
abordado na Teoria Clássica; tanto em ambientes tradicionais como em redes virtuais. Além
disso, comprovamos que, no contexto virtual, a atuação dos bibliotecários gestores também
representa a visão abordada por Mintzberg, que retrata o gerenciamento como um trabalho
dinâmico, que vai além das funções básicas de Fayol.
Ainda no contexto administrativo, dentre as habilidades citadas por Chiavenato,
identificamos a atuação do bibliotecário gestor em um nível intermediário, onde as três
habilidades (técnica, humana e conceitual) estão presentes; entretanto, o gerente trabalhará a
habilidade humana com maior ênfase, relacionando-se tanto com a direção quanto com sua
equipe, sempre buscando um equilíbrio nas relações interpessoais.
Ao destacarmos a importância da habilidade humana na eficácia de uma gestão,
podemos considerar que é essencial uma boa comunicação entre as pessoas para que seja
possível conquistar bons resultados, os quais são fundamentais para obter um feedback
positivo dos usuários em relação aos serviços oferecidos. É a partir dessas respostas
satisfatórias que as organizações, no caso as bibliotecas, poderão justificar sua existência no
mercado, mantendo estável o ciclo que caracteriza um sistema aberto de uma organização,
conforme analisamos neste estudo.
Diante disso, constatamos que a gestão de bibliotecas, tanto tradicionais quanto
virtuais, engloba uma série de fatores trabalhados simultaneamente. O conjunto de funções,
habilidades e objetivos caracteriza a rotina de um gestor, que procura sempre utilizar a medida
certa de cada um desses ingredientes, mantendo a qualidade da produção no atendimento aos
seus usuários.
No entanto, vale ressaltar que, conforme a tecnologia vem avançando no mercado de
trabalho, todos os apontamentos citados nas teorias administrativas continuam sendo
colocados em prática, ou seja, nada se perde, apenas agregamos novas ferramentas à
construção do conhecimento.

1766

�A partir dessa visão de evolução do processo de gestão, é possível avaliar que o
profissional da informação continua exercendo atividades importantes nas bibliotecas digitais
e virtuais. Seu papel nas organizações não apresentou perdas, mas sim transformações que
caracterizam o crescimento e a valorização do seu trabalho como responsável pela
informação. Assim, no cenário virtual, a presença de um bibliotecário permanece
insubstituível, sendo fundamental a aplicação de seus conhecimentos, habilidades e atitudes
necessárias para a construção e manutenção de uma biblioteca de qualidade.
Nesse contexto, é notório que os computadores agregam valor ao trabalho do
bibliotecário, ao passo que contribuem para a construção do conhecimento na sociedade. O
desenvolvimento dos ambientes virtuais não enfraquece os ambientes tradicionais e o
gerenciamento de ambos, apenas acrescenta uma série de facilidades que auxiliam os usuários
nas pesquisas realizadas fora do espaço físico. Ao mencionar a transformação dos modelos de
pesquisa, Lévy (2011) reforça essa ideia de somatização do conhecimento, dizendo que “o
computador é, antes de tudo, um operador de potencialização da informação’’.
Evidenciamos que, neste momento de transformações na história das bibliotecas,
existem muitos obstáculos que, para alguns profissionais, podem parecer difíceis, mas são
importantes tanto para a evolução da biblioteconomia, como para a disseminação da
informação de forma simples e democrática. Muitos desafios são necessários, porém
entendemos que nenhum deles ameaça a atuação deste profissional, apenas enriquece o seu
papel nas organizações.
De acordo com a literatura consultada, a evolução da tecnologia traz novas adaptações
nos conceitos das unidades de informação e no foco do bibliotecário
gestor, que passa a investir no acesso à informação, diminuindo a ideia de possuir a
informação ou tê-la em mãos.
Sendo assim, comprovamos que o bibliotecário gestor de ambientes virtuais, através
de sua capacidade e experiência, é responsável pela construção e disponibilização da
informação de maneira estruturada e organizada. Contudo, o presente estudo sugere atenção
especial dos atuais e futuros bibliotecários na gestão destes ambientes, sendo necessário um
comprometimento com a organização de toda a informação disponibilizada em rede, de
maneira que preserve a padronização, a segurança e a satisfação dos usuários.
Portanto, para que o profissional da informação tenha êxito na gestão dos ambientes
virtuais, espera-se que o bibliotecário visualize os desafios dessa atuação de forma positiva,
sem receio ou dificuldades. É preciso que haja maior interesse no assunto e que o gestor

1767

�permaneça desenvolvendo este trabalho virtual, de maneira que a usabilidade seja constante e
o acesso à informação possa se tornar cada vez mais democrático.
Ainda que muitos usuários não conheçam o trabalho destes profissionais por trás das
telas dos computadores e suas responsabilidades quanto à organização virtual do
conhecimento, a satisfação do bibliotecário gestor está sempre presente no momento em que
os usuários alcançam as informações desejadas com sucesso, de forma rápida e prática,
garantindo a eficácia de todo o seu planejamento.

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              <text>A atuação do bibliotecário como gestor de ambientes virtuais de informação.</text>
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          <name>Creator</name>
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              <text>Ferreira, Carlos Alberto, Salgado, Vanessa Mafra Xavier</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2014</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Aborda o perfil do bibliotecário como gestor de ambientes virtuais de informação. Adota a pesquisa bibliográfica como fonte de informação e estudo. Analisa o surgimento das teorias da Administração e sua importância no trabalho do gestor. Esclarece o perfil do administrador, determinando suas funções e habilidades necessárias para o bom desenvolvimento de uma organização. Aponta o conceito de uma biblioteca e o surgimento de variados ambientes de informação. Apresenta a diferença entre bibliotecas digitais e virtuais. Realiza um comparativo entre ambientes tradicionais e virtuais de informação. Contextualiza os princípios da Administração no processo de gestão de bibliotecas. Avalia a atuação do gestor na era tecnológica e as mudanças na rotina profissional. Identifica alguns componentes relevantes na criação de bibliotecas digitais e virtuais. Destaca os desafios enfrentados pelos gestores no cenário virtual. Conclui com ênfase na relevância das teorias administrativas na prática da gestão de bibliotecas e analisa a importância do bibliotecário como gestor de ambientes virtuais, destacando suas habilidades, responsabilidades e atitudes necessárias para o sucesso da profissão. </text>
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