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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

PROPOSTA PARA O ESTABELECIMENTO DOS FUNDAMENTOS
ORGANIZACIONAIS DA BIBLIOTECA DA FACULDADE DE
BIBLIOTECONOMIA E COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO
GRANDE DO SUL (FABICO/UFRGS): RELATO DE EXPERIÊNCIA
Miriam Moema Loss

RESUMO
Apresenta uma proposta para o estabelecimento dos norteadores institucionais para a
Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (Fabico/UFRGS), através da declaração do negócio, visão, missão e da
declaração dos valores. Tem como base teórica o planejamento estratégico situacional.
Palavras-chave: Biblioteca universitária; Planejamento estratégico situacional.

ABSTRACT
Submission of a proposal for the establishment of institutional guidelines for the university
library, through the declaration of the business, vision, mission and values statement, based
on theoretical situational strategic planning.
Keywords: University library. Situational strategic planning.

1 INTRODUÇÃO
Os fundamentos organizacionais de uma instituição falam muito sobre ela. Dizem
respeito a sua direção, ao rumo que tomam na sociedade em que está inserida, sua
competência, suas aspirações, suas metas, suas origens e principalmente sobre suas
responsabilidades.
São elementos essenciais para o bom andamento das atividades dentro da organização,
norteiam as decisões, direcionam as ações, indicam uma direção, uma meta, um objetivo a ser
alcançado. É a lei maior da instituição e é por ela que todas as atividades devem ser
conduzidas.
Com base nessa ideia, tenta-se situar a Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Fabico/UFRGS), num contexto

1586

�organizacional, com a finalidade de propor os elementos que vão dizer sobre sua atuação,
aquilo que faz e se interessa em fazer (seu negócio), onde ela pretende chegar sem prazo
determinado (sua declaração de visão), os critérios que utiliza para a tomada de decisões (sua
declaração de valores) e o seu papel em relação aos diferentes públicos com quem se
relaciona (sua missão).
Inicialmente será apresentado um breve histórico do setor, seguindo-se da abordagem
teórica do planejamento estratégico e, em seguida, passa-se para a proposta dos norteadores
estratégicos

que poderão,

inicialmente,

identificar a Biblioteca

como um todo.

Posteriormente se fará uma análise do ambiente externo e interno, tentando levantar as
oportunidades e ameaças, os pontos fortes e pontos fracos identificados no ambiente, propon­
do ações para minimizar ou neutralizar as ameaças, aproveitar as oportunidades, intensificar
os pontos fortes e reduzir os pontos fracos.

2

UM

POUCO

DA

HISTÓRIA

DA

BIBLIOTECA

DA

FABICO

A Biblioteca do Curso de Biblioteconomia da UFRGS, denominada, na época, Escola
de Biblioteconomia e Documentação, iniciou seu funcionamento em 1959, junto à Faculdade
de Ciências Econômicas. A partir da reforma universitária de 1970, a Escola passou a
denomi-nar-se Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação abrigando os cursos de
Biblioteconomia e Jornalismo. Em 1972 passou a ocupar o espaço que hoje se encontra: o
quarto andar do pré-dio da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, integrando o
Sistema de Bibliotecas da UFRGS (SBUFRGS),

passando, desta forma , a ter novas

competências e responsabilidades perante a comunidade acadêmica.
Em 1987 sofreu uma ampliação no seu espaço físico, passando de uma área de 135m2
para 311,84m2.
Atualmente, em vias de ampliar novamente sua área física, ambiciona criar novos
setores para qualificar ainda mais seus serviços e seu acervo, além de oferecer aos seus
usuários uma melhor infraestrutura de pesquisa.
O acervo, composto basicamente de material impresso das áreas específicas dos cursos
de graduação (Arquivologia, Biblioteconomia, Museologia, Relações Públicas, Publicidade e
Propaganda e Jornalismo) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Informação,
se apresenta em boas condições de uso e armazenagem. Estão presentes no acervo, materiais
especiais como CDs, DVDs, microfilmes, microfichas, documentos eletrônicos.
O acervo de livros conta, atualmente, com cerca de 30 mil volumes e o de periódicos
com 518 títulos, em suas áreas específicas e afins.

1587

�Nessa coleção, estão presentes obras históricas valiosas principalmente das áreas de
Biblioteconomia e de Comunicação que já não são de uso corrente nos cursos de graduação e
pós-graduação. Esse material foi inicialmente identificado e contabilizado para compor uma
coleção específica para pesquisas históricas das áreas.
A Biblioteca investe na área de conservação do acervo corrente e das obras de caráter
histórico, quando estas são passíveis de pequenas intervenções.

3 O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL
O planejamento em unidades de informação, como salienta Maria Cristina Almeida,
normalmente realiza-se nos níveis operacional (o que fazer e como fazer) e intermediário
(planejamento tático), mas não significa dizer que não possa ser estratégico, levando em
consideração os problemas e limitações e as vantagens ou forças propulsoras do ambiente e da
instituição (ALMEIDA, 2005).
Desta forma, reorganizar as ações, discutir os problemas, levantar as possibilidades de
mudanças, prever novas ações visando um futuro determinado, pode ser uma oportunidade de
melhorar substancialmente os serviços prestados pelas bibliotecas. Não se limitar a somente
executar funções

repetitivamente

sem

estabelecer

objetivos,

metas,

deixando

os

acontecimentos atropelarem as ações, levando a uma direção desconhecida e incerta.
O planejamento, visto estrategicamente, não é outra coisa senão a ciência e a arte de
construir maior governabilidade aos nossos destinos, enquanto pessoas, organizações ou
países. O planejamento estratégico exige constante revisão de objetivos, reavaliação constante
em função das mudanças no ambiente da organização. É a possibilidade das organizações se
adaptarem às constantes mudanças, propiciando seu desenvolvimento integrado ao contexto
no qual atuam. (MACIEL ; MENDONÇA, 2000).
O Planejamento Estratégico Situacional (PES), proposto pelo economista chileno
Carlos Matus, Ministro da Economia do Governo Allende (1973), é a versão do planejamento
estratégico para instituições públicas,

[...] com princípios e visões filosóficas sobre a produção social, com a
liberdade humana e o papel dos governos, governante e governados. A
análise de problemas, a identificação de cenários, a visualização de outros
atores sociais, a ênfase na análise estratégica são elementos fundamentais e
diferenciadores do PES em relação a outros métodos de planejamento.
(TONI, 2004)

1588

�As questões relativas às relações de poder entre atores sociais são a base dominante
da proposta, na qual o poder pode ser compartilhado, pois todas as etapas do planejamento
são realizadas com a participação de todos os trabalhadores do setor, denominados de atores.
O planejamento é situacional porque indica como cada ator explica a realidade, a partir
do seu posto de observação: cada um vê e explica a realidade de forma diferente, atuando de
forma diferente sobre ela. O ator, inserido na situação, explica a realidade sobre o seu ponto
de vista.
A proposta é de que haja um engajamento global focado nos objetivos da
organização, na sua missão, visão e nos seus valores expressos.
Na metodologia de aplicação do PES, se apresentam quatro momentos distintos:
a) Momento Explicativo: momento em que o ator planeja, identifica e
seleciona os problemas estratégicos, montando os fluxos de explicação
dos mesmos com suas respectivas cadeias causais, selecionando aquelas
que julga fundamentais - chamadas de Nós Críticos, como centros
práticos de ação, constrói a Árvore de Resultados a partir de uma
Situação-Objetivo definida pelo grupo. Como os demais atores possuem
capacidades diferenciadas de planejamento, a explicação da realidade
implica em diferentes graus de governabilidade sobre o sistema social.
Substitui o antigo diagnóstico;
b) Momento Operacional ou Normativo: ações ou projetos concretos são
propostos sobre cada Nó Crítico - as chamadas Operações do Plano,
definindo para cada operação os recursos necessários, os produtos
esperados e os resultados previstos, construindo cenários possíveis nos
quais o plano será executado, analisando a trajetória do conjunto das
operações em cada cenário e - a partir disto - tentar diminuir a
vulnerabilidade do Plano;
c) Momento Estratégico: análise dos atores sociais envolvidos no plano,
seus interesses, motivações e poder em cada uma das operações
previstas e cenários imaginados, definir a melhor estratégia possível
para cada trajetória traçada, estabelecendo um programa direcional para
o plano, construindo assim a viabilidade estratégica para atingir a
Situação-Objetivo;
d) Momento Tático-Operacional: debate sobre as formas organizativas,
a cultura organizacional e o modus operandi da organização de modo a

1589

�garantir a execução do plano. Neste momento devem ser encaminhados
os seguintes temas: funcionamento da agenda da direção, sistema de
prestação de contas, participação dos envolvidos, gerenciamento do
cotidiano, sala de situações e análise sistemática da conjuntura.

Mais

do que resolver problemas, o Planejamento Estratégico Situacional,
promove um intercâmbio de problemas, fazendo com que problemas
mais complexos e de menor governabilidade cedam lugar a outros
menos complexos e de maior governabilidade.

O PES é um método que pressupõe constante adaptação a cada situação concreta onde
é aplicado. Entretanto, os principais momentos tendem a utilizar instrumentos metodológicos
parecidos.

4 UMA PROPOSTA INICIAL DE PRINCÍPIOS NORTEADORES
A definição dos princípios norteadores de uma organização deve ser realizada em
conjunto com o grupo de trabalhadores, com a finalidade de saber, de cada um, como veem o
setor no qual trabalham, no sentido de obter reflexões efetivamente válidas acerca das suas
impressões sobre a sua organização. São questões do tipo como projetam a imagem da
organização para daqui a dez anos, como ela estaria no futuro, como gostaria de ver essa
mesma organização no futuro. Essas questões, levadas dessa forma, podem trazer grandes
resultados no sentido de unificar a ideia do propósito da organização entre os que nela
executam suas atividades, em todos os níveis hierárquicos.
O negócio, a visão, a missão e os valores são os principais norteadores estratégicos
que vão direcionar a instituição. Sobre esse conjunto de elementos serão adotados os con­
ceitos apresentados por Roger Born, em sua obra Construindo o planejamento estratégico.
O negócio determina o escopo da atuação da organização: aquilo que ela faz e se inte­
ressa em fazer com a finalidade de possuir um foco. Deve gerar concentração de esforços.
(BORN, 2007).
A visão dá conta de onde a organização quer chegar. Supera a perspectiva temporal,
não estabelecendo prazos, limites, constitui-se em algo a ser perseguido por todos que a
compõem. Ela orienta, organiza e desafia. (BORN, 2007).
Valores: são normas que determinam o sistema de priorização nas tomadas de decisão.
Determinam uma unidade de conduta que vai formar a cultura organizacional. São as normas

1590

�de conduta que a organização considera mais importantes no relacionamento com os públicos
interno e externo. Formarão a ética empresarial. (BORN, 2007).
A missão representa seu papel em relação aos diferentes públicos com quem se
relaciona. Parte da necessidade de realizar algo, de determinada forma, para alguém, como
caminho único para se chegar onde se deseja. Deve expressar com detalhes o papel da
organização em relação a cada um dos vários públicos com os quais realiza trocas. (BORN,
2007, p. 53).
Assim, por se constituir em uma metodologia participativa, envolvendo todas as
pessoas que compõem a equipe de trabalho, apresenta-se uma proposta inicial do que poderia
ser o começo de um debate com o restante da equipe, sobre os princípios norteadores da
Biblioteca da Fabico / UFRGS.

4.1 O Negócio
A Biblioteca da Fabico constitui-se numa biblioteca setorial especializada nas áreas de
Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia e Comunicação, voltada especificamente para a
comunidade universitária,

principalmente

alunos

da graduação

e pós-graduação

e

professores, no sentido de oferecer acesso ao acervo bibliográfico e digital dessas áreas.
Pretende satisfazer a necessidade de informação do seu usuário, nas áreas específicas
do seu acervo.Também disponibiliza seu acervo para o público em geral, interessado na
informação oferecida.
A única biblioteca de Porto Alegre a dispor de acervo na área de Biblioteconomia e
Arquivologia, define assim o seu negócio:
Acesso à informação especializada nas áreas de Biblioteconomia, Arquivologia,
Museologia e Comunicação.

4.2 A Visão
A proposta de visão para a Biblioteca, amparada na sua situação particular, atender
também ao Curso de Biblioteconomia, pode ser assim formulada:

A Biblioteca da Fabico quer se constituir em uma biblioteca universitária modelo,
amparada nas mais avançadas técnicas para o atendimento ao usuário, no uso das
novas tecnologias para os serviços de disseminação da informação e das mais
modernas técnicas utilizadas na conservação e armazenamento do acervo
bibliográfico e digital.

1591

�4.3 A Declaração de Valores
Os valores que alicerçam o relacionamento da equipe da Biblioteca da Fabico com
seus usuários, colegas de trabalho, fornecedores e público em geral e os princípios que
norteiam o trabalho, são:

Agir com integridade e responsabilidade;
Atender as pessoas com respeito, agilidade e cordialidade;
Estimular a parceria e a cooperação com outras unidades de informação das áreas;
Valorizar habilidades individuais;
Melhorar e inovar continuamente;
Trabalhar em equipe e com transparência;
Facilitar o acesso ao acervo, oferecendo auxílio individualizado ao usuário.

4.4 A Missão
4.5
A missão da Biblioteca da Fabico, em relação aos seus diferentes públicos,
pode ser definida da seguinte maneira:

Oferecer à comunidade universitária a bibliografia completa dos programas de
ensino das disciplinas ministradas nos cursos de graduação e pós-graduação,
possibilitando o desenvolvimento pleno das atividades de ensino, pesquisa e
extensão na Unidade. Atuar como depositária da produção bibliográfica gerada por
professores,

funcionários

técnico-administrativos

e

alunos

da

Unidade.

Preservar a memória das áreas das Ciências da Informação e da Comunicação,
presente no acervo da Biblioteca, oferecendo um panorama das várias fases da
história dessas áreas para pesquisadores e para as futuras gerações de
profissionais, sendo reconhecida como referência para estudantes e pesquisadores
que buscam conhecer a história das áreas das Ciências da Informação e da
Comunicação.

5 ANÁLISE DO AMBIENTE EXTERNO
Conhecer o ambiente onde a Biblioteca atua é essencial para a compreensão dos
cenários em que ela está inserida, possibilitando a melhor utilização das oportunidades e a
neutralização das ameaças. (BARBALHO ; BERAQUET, 1995).

1592

�Na análise do ambiente externo, pode-se determinar ou vislumbrar oportunidades que
auxiliarão no desenvolvimento da Biblioteca e as ameaças que poderão impedir o crescimento
ou a manutenção dos serviços prestados.
Desta forma, podemos listar as seguintes oportunidades, que favorecem e interagem
positivamente com a Biblioteca:
a) carência, na cidade, de material de pesquisa nas áreas de Biblioteconomia e
Arquivologia;
b) política de atualização e ampliação periódica do acervo dos cursos de
graduação através de investimentos do Ministério de Educação;
c) oferecimento periódico de cursos de capacitação e qualificação para o corpo
técnico-administrativo, pela Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas;
d) localização física do prédio que abriga a Biblioteca, em área de fácil acesso;
e) estar na programação de ampliação do espaço físico da Faculdade;
f) estar na previsão de ampliação do quadro de pessoal, podendo receber mais um
profissional bibliotecário para compor a equipe;
g) contar com uma sala específica para os trabalhos de conservação preventiva e
pequenos reparos no acervo bibliográfico;
h) contar com o apoio da Direção da Unidade;
i) ampliação do atendimento na comutação bibliográfica com o uso do meio
eletrônico.

As ameaças que de alguma forma, poderão impedir o crescimento ou a manutenção
dos serviços prestados pela Biblioteca, são:
a) mudança na administração da Unidade;
b) novos investimentos em áreas de tecnologia por parte do Ministério da
Educação em

detrimento da manutenção da atualização de acervos

impressos;
c) ausência de orçamento suficiente para dar continuidade aos serviços.

6 ANÁLISE DO AMBIENTE INTERNO
O ambiente interno é analisado com base num exame minucioso do desempenho da
Biblioteca no que ela faz de melhor (pontos fortes) e nas dificuldades que reconhecidamente
apresenta

na

realização

das

tarefas

(pontos

fracos).

1593

�Na análise minuciosa do desempenho da Biblioteca, podemos enumerar os pontos
fortes do trabalho nas seguintes áreas:

Acervo:
a) obras impressas em bom estado de conservação;
b) obras em quantidade suficiente de exemplares para o atendimento aos cursos
de graduação;
c) qualidade reconhecida do acervo;
d) conservação preventiva, restauração e acondicionamento do acervo corrente e
histórico;
e) ser a única Biblioteca em Porto Alegre, e a primeira em volume de acervo do
Estado, da área de Biblioteconomia e Arquivologia;
f) possuir um ótimo acervo na área de Comunicação, sendo procurado por alunos
e professores de outras instituições de ensino da área;
g) maior acervo na área de Biblioteconomia do Estado do Rio Grande do Sul;
h) única Biblioteca que reúne acervo das áreas de Arquivologia, Biblioteconomia
e Museologia no Estado do Rio Grande do Sul.

Infraestrutura/Instalações físicas:
Orientação solar do ambiente é muito boa, muitas vezes não necessitando da luz
artificial.
Recursos humanos:
a) entrosamento da equipe;
b) bom relacionamento com a Direção;
c) proximidade com o poder decisório da Unidade;
d) capacitação às funções realizadas;
e) oportunidades e motivação para a educação continuada;
f) bom relacionamento com a Chefia do Sistema de Bibliotecas da
Universidade.

Serviços prestados:
a) divulgação dos serviços prestados aos usuários reais e potenciais;
b) agilidade e rapidez no atendimento à comutação bibliográfica.

1594

�Os pontos fracos, reconhecidamente identificados pela equipe, podem ser assim
estabelecidos nas áreas a seguir:
Atendimento aos usuários:
a) setor de referência não estruturado ou inexistente;
b) baixa frequência de usuários na Biblioteca após a implantação do serviço de
renovação via web.
Recursos humanos:
a) quantidade inadequada de bibliotecários e auxiliares, para o porte da
Biblioteca;
b) carência de pessoal técnico-administrativo para a equipe da Biblioteca, que
atue no turno da noite.

Infraestrutura/instalações físicas:
a) mobiliário para estudo inadequado para os usuários;
b) mobiliário para trabalho inadequado para os funcionários;
c) acesso a portadores de deficiência nos corredores entre as estantes;
d) climatização do ambiente;
e) inexistência de cabines de estudo para trabalhos em grupo;
f) falta de local adequado para atender às consultas ao acervo histórico;
g) inexistência de equipamentos de proteção individual para proporcionar uma
consulta segura ao acervo histórico;
h) sinalização do ambiente interno e externo.

Acesso ao Acervo:

a) difícil acesso aos documentos históricos;
b) inexistência de equipamento para o acesso à coleção de microfilmes.
Comunicação:
a) página na web pouco atrativa e interativa;
b) inexistência de um canal de comunicação eficiente com o usuário;
c) carência de notícias atualizadas sobre a Biblioteca na página da web;
d) ausência de políticas formalizadas para as diversas rotinas da Biblioteca.

Na análise geral do ambiente interno, pode-se inferir diretamente sobre os pontos

1595

�fracos, que possam ser minimizados e que não envolvam grandes mudanças muito menos
investimento de recursos.
Desta forma, alguns pontos fracos, podem ser minimizados de imediato.
Atendimento aos usuários: estruturar um serviço de referência baseado nas apresen­
tações / instruções no uso das bases de dados e da Biblioteca como um todo, oferecendo esse
serviço ao Programa de Pós-Graduação e aos dois Departamentos, para que os professores
comuniquem

aos

seus

alunos.

Oferecer aos usuários um ambiente adequado para consulta às bases de dados e ao Ca­
tálogo online da Biblioteca, solicitando à Direção computadores novos e um espaço específi­
co para treinamentos e capacitação informacional.
Infraestrutura / instalações físicas: renovar e melhorar a sinalização do ambiente
interno da Biblioteca, utilizando os serviços do Grupo de Criação do curso de Publicidade e
Propaganda com os recursos disponíveis na Faculdade.
Acesso ao acervo: verificar junto ao Setor de Patrimônio da Universidade, a existên­
cia de algum equipamento leitor de microfilme que esteja em funcionamento e que possa ser
transferido para a Biblioteca.
Comunicação: a modernização da homepage da Biblioteca, mantendo-se na estrutura
atual, incluindo notícias, imagens do ambiente e da equipe, vídeos com visita virtual e orien­
tação no uso do acervo e no acesso às bases de dados e documentos como regimento, regula­
mento de empréstimo, normas e procedimentos com relação aos seus serviços e produtos, e os
manuais e rotinas de trabalho.
Essas ações independem de recursos e de projetos específicos para que se concretizem,
desta forma pode-se incrementar e minimizar alguns pontos fracos da Biblioteca

7 QUESTÕES ESTRATÉGICAS
Nessa etapa, o planejamento estratégico pretende reunir as análises realizadas e, em
conjunto com a missão e com os demais princípios norteadores, definir as questões que unirão
essas premissas no sentido de identificar o papel que a Biblioteca terá no futuro.
Diante disso, reunindo os pontos fortes como aliados e tentando transformar os pontos
fracos em fortes, levando em consideração as oportunidades e neutralizando as ameaças, póde-se elencar as seguintes questões:
a)

Como estruturar um setor de referência ágil, moderno e eficaz para que possa
divulgar melhor o acervo da Biblioteca e proporcionar maior frequência na sua
sede?

1596

�b) Como estruturar o setor histórico da Biblioteca a fim de que possa oferecer
acesso fácil ao acervo?
c)

Como melhorar o acesso ao acervo a portadores de deficiência?

d) Como ampliar o quadro de funcionários para atuar na Biblioteca no turno da
noite?
e) De que forma a Biblioteca poderá oferecer um canal de comunicação com o
usuário?
f)

Como implementar os manuais das rotinas da Biblioteca?

g) De que forma tornar o ambiente mais atrativo e com condições de conforto
adequadas ao público e aos funcionários?

8 PROPOSTAS ESTRATÉGICAS
Para minimizar os pontos fracos, fortalecendo os fortes, ultrapassando os obstáculos e
aproveitando as oportunidades, definir-se-á, a seguir, algumas alternativas de ações para cada
uma das questões propostas anteriormente.
No Planejamento Estratégico Situacional (PES), cada um desses problemas, formam o
que, no Momento Explicativo, Carlos Matus denominou nós críticos. São pontos de maior
sensibilidade para a mudança, que constituirão o alvo das ações para o enfrentamento do pro­
blema (MATUS apud TONY, 2004).
Para Carlos Matus, esse momento foi chamado de Momento Normativo, no qual serão
apresentadas as propostas de ações para cada nó crítico apontado, a saber:

Quadro 1 - Nós críticos e ações observadas na Biblioteca da Fabico
Nós críticos

Momento Normativo (Ações)

Atendimento aos usuários
a) setor de referência não estruturado /inexistente;
b) baixa frequência de usuários na Biblioteca após a
implantação do serviço de renovação via web.

1. Estabelecer uma linha de trabalho voltada mais
para o uso da coleção do que para o seu
processamento
técnico.
2. Propor um plantão de referência, de 5 horas
semanais, entre os bibliotecários existentes na
Biblioteca, atuando no turno de maior frequência de
usuários.

Recursos humanos
a) quantidade inadequada de bibliotecários e
auxiliares, para o porte da Biblioteca;
b) carência de pessoal técnico-administrativo para a
equipe da Biblioteca, que atue no turno da noite.

3. Justificar junto a Direção da Unidade e do
SBUFRGS da necessidade de um auxiliar
administrativo e de mais um bibliotecário, para atuar
nos turnos tarde e noite, utilizando também como
argumento, a criação de um novo curso de graduação
na Unidade.

Aproveitar
Infraestrutura / instalações físicas
a) mobiliário para estudo inadequado para os usuários; Biblioteca

a

ampliação

do
e

espaço

físico da
propor:

1597

�b) mobiliário para trabalho inadequado para os
funcionários;
c) acesso a portadores de deficiência nos corredores
entre as estantes;
d) climatização do ambiente;
e) inexistência de cabines de estudo para trabalhos em
grupo;
f) falta de local adequado para atender às consultas ao
acervo histórico;
g) sinalização do ambiente interno e externo.

4. a mudança do mobiliário para móveis ergonômicos
e mais confortáveis, tanto para o usuário, quanto
para os funcionários
5. a climatização do ambiente, através da execução
de um projeto de refrigeração moderno e de baixo
consumo
de
energia;
6. a redistribuição das estantes ampliando o espaço
entre elas, favorecendo o acesso a pessoas portadoras
de necessidades especiais, em decorrência da
separação do acervo considerado histórico do acervo
corrente.

Acesso ao Acervo
a) difícil acesso aos documentos históricos;
b) inexistência de equipamento para o acesso à coleção
de microfilmes.

Partindo da possibilidade de ampliação do espaço
físico
da
Biblioteca,
7. planejar a criação de um setor com o acervo
histórico, composto de ambiente de consulta e do
fornecimento
de equipamentos de proteção
individual para o usuário / pesquisador.

Comunicação
a) página na web pouco atrativa e interativa;
b) inexistência de um canal de comunicação eficiente
com o usuário;
c) carência de notícias atualizadas sobre a Biblioteca
na página da web;
d) ausência de políticas formalizadas para as diversas
rotinas da biblioteca.

8. Modernizar a homepage da Biblioteca, oferecendo
mais informações, incluindo vídeo, imagens e
documentos como regimento, regulamento de
empréstimo, manuais e políticas das rotinas de
trabalho.

Fonte: da autora

A viabilidade da execução dessas ações vai compor o Momento Estratégico, que se
constituirá numa análise minuciosa e criteriosa da motivação de cada ator no interesse pela
ação, identificando, através de uma matriz denominada por Carlos Matus de Matriz AtoresMotivações, na qual estão expressos os índices de motivação de cada ator em relação às ações
(MATUS, 1996).
A motivação de apoio, segundo Carlos Matus, “[...] sintetiza a convergência do inte­
resse e do valor [...]’’ podendo ser fraca ou forte (MATUS, 1996, p.106). Desta forma, podese atribuir os seguintes índices: motivação Alta (A), Média (M) ou Baixa (B). Quanto ao
interesse pelo sucesso da ação, ele pode ser contrário, simbolizado pelo sinal de menos (-),
favorável, pelo sinal de adição (+) ou neutro, simbolizado pelo zero (0), no qual a combina­
ção baixa motivação (B) e interesse negativo (-) indicam a intenção de oposição (MATUS,
1996).
Os atores envolvidos na execução das ações podem ser assim identificados: Direção
da Faculdade, Direção do SBUFRGS e a equipe de trabalho da Biblioteca formada por
funcionários e bolsistas. Os atores terão uma motivação diferenciada para cada tipo de ação.
Desta forma, pode-se apresentar a seguinte matriz:

1598

�Quadro 2 - Matriz atores / motivações da Biblioteca da Fabico
Atores / Ações
Direção da Faculdade

Ação 1, 2 Ação 3
A0
A+

Ação 4-6 Ação 7
A+
A+

Ação 8
M0

Direção do SBUFRGS
Funcionários

A+
A+

A+
A+

M0
A+

M+
A+

M0
M0

Bolsistas
Fonte: da autora

M0

M0

M+

M0

A+

O plano

será viabilizado

a partir das

ações

que poderão

ser implementadas

independentemente do início das obras de ampliação do espaço físico da Biblioteca. São
aquelas previstas inicialmente para minimizar os pontos fracos, citados na análise do
ambiente interno. Essas ações teriam sua viabilização imediata. As demais ações seriam
concretizadas, segundo o cronograma a seguir:

Quadro 3 - Cronograma de execução das ações
Ações / Prazo de execução

2. sem 1.
sem. 2. sem. 1. sem. 2. sem.
2014
2015
2015
2016
2016

1. Estabelecer uma linha de trabalho voltada mais para o
uso da coleção do que para o seu processamento técnico.
2. Propor um plantão de referência, de 5 horas semanais,
entre os bibliotecários existentes na Biblioteca, atuando
no turno de maior frequência de usuários.

X

3. Justificar junto a Direção
da Faculdade e do
SBUFRGS da necessidade de um auxiliar admi­
nistrativo e de mais um bibliotecário, para atuar nos
turnos tarde e noite, utilizando também como argu-mento,
a criação de um novo curso de graduação na Faculdade.

X

4. Adquirir móveis ergonômicos e mais confortáveis,
tanto para o usuário quanto para os funcionários.

X

5. Solicitar um projeto de refrigeração moderno e de baixo
consumo de energia.

X

6. Redistribuir as estantes ampliando o espaço entre elas,
favorecendo o acesso a pessoas portadoras de
necessidades especiais, em decorrência da separação do
acervo considerado histórico do acervo corrente.

X

7. Planejar a criação de um setor com o acervo histórico,
composto de ambiente de consulta e do fornecimento de
equipamentos
de
proteção
individual
para
o
usuário/pesquisador.
8. Modernizar a homepage da Biblioteca.

X

X

Fonte: da autora

1599

�9 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Numa unidade de informação vinculada a uma instituição pública, o planejamento
nem sempre consegue ser efetivo. Na maioria das vezes não se consegue executar o que foi
previsto para um determinado período. Sendo assim, o planejamento para a nossa instituição,
que está vinculada a uma unidade de ensino, que por sua vez está vinculada a uma hierarquia
administrativa dispersa na qual as questões de poder tornam-se determinantes na execução de
determinado objetivo,

que dependem de políticas públicas gerais e estas, por sua vez, de

incentivos do governo para serem efetivamente estabelecidas, torna-se, na maioria das vezes,
incerto e por vezes inadequado. As instituições públicas estão na dependência da aprovação
de orçamentos, planos financeiros, verbas direcionadas para determinado setor da economia
do país, deixando muitas vezes as áreas da educação e da cultura de fora dos grandes
investimentos. No caso das bibliotecas universitárias, a Comissão Brasileira das Bibliotecas
Universitárias consegue, de alguma forma manter vigília sobre os investimentos na área,
propondo alternativas e ações diretamente ligadas a melhoria em geral das bibliotecas
universitárias.
Tendo claramente definidos os princípios norteadores, mesmo que de forma
embrionária, damos início a uma tentativa de aplicação do Planejamento Estratégico
Situacional em uma biblioteca.
A determinação do negócio da Biblioteca, sua visão, sua declaração de valores e
finalmente sua missão, orientam a equipe num rumo único facilitando a tomada de decisões e
direcionando as ações propostas.
Desta forma, essa proposta se constituiu somente num exercício para tentar, quem sabe
um dia, propor essa metodologia de trabalho para a equipe, pois como foi visto, a equipe
como um todo deve ter parte ativa e atuante na elaboração de um plano estratégico deste
porte.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Cristina Barbosa de. Planejamento de bibliotecas e serviços de
informação. 2.ed.rev.ampl. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2005.
BARBALHO, Célia Regina Simonetti ; BERAQUET, Vera Silva Marão.

Planejamento

estratégico para unidades de informação. São Paulo: POLIS/APB, 1995.
BORN, Roger. Construindo o planejamento estratégico. Porto Alegre: Sulina, 2007.
MACIEL, Alba Costa; MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha.

Bibliotecas como

organizações. Rio de Janeiro: Interciência, 2000.

1600

�MATUS, Carlos.

Estratégias políticas: chimpanzé, Maquiavel e Gandhi.

São Paulo:

Fundap, 1996.
TONI, Jakson de.
Acadêmico,

O que é planejamento estratégico situacional.

Maringá,

PR,

n.32,

jan.

2004.

Revista Espaço

Disponível

em:

&lt;http://www.espacoacademico.com.br/032/32ctoni.htm&gt;. Acesso em 21 maio 2014.

1601

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Proposta para o estabelecimento dos fundamentos organizacionais da Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FABICO/UFRGS): relato de experiência.</text>
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              <text>Apresenta uma proposta para o estabelecimento dos norteadores institucionais para a Biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Fabico/UFRGS), através da declaração do negócio, visão, missão e da declaração dos valores. Tem como base teórica o planejamento estratégico situacional.</text>
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