<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6613" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6613?output=omeka-xml" accessDate="2026-04-20T04:00:55-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5675">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/62/6613/SNBU2014_099.pdf</src>
      <authentication>1d1f44dd042cb5e43b5efae4344cc375</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="74527">
                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

O CENTRO DE RECURSOS PARA A APRENDIZAGEM E INVESTIGAÇÃO
(CRAI): UM NOVO MODELO DE BIBLIOTECA UNIVERSITARIA

Rebeka Lopes Savickas
Flávia Deus Silva
Valéria Martin Valls
Paula Watanabe Martins
RESUMO
Aborda as mudanças promovidas nas bibliotecas universitárias, apresentando de forma ampla
as principais características específicas a este tipo de biblioteca, desde seu surgimento na
Idade Média às transformações que passou no decorrer dos anos, como os avanços de seus
procedimentos, profissionais e usuários, chegando às novas necessidades destes, relacionadas
principalmente a realidade das tecnologias da informação e comunicação tornando o
consulente mais independente e exigente quanto aos serviços e recursos oferecidos pelas
unidades de informação, além das transformações do bibliotecário para atender a essas
demandas. A equipe bibliotecária além de ter que se manter constantemente atualizada,
cultiva também a capacitação de seu usuário de modo que seja ativo e autônomo de forma
assertiva, analisa o Centro de Recursos para Aprendizagem e Investigação (CRAI) dentro da
biblioteca universitária (BU), que propõe um modelo que une os integrantes da Instituição de
Ensino Superior (IES) e que auxilia no processo de ensino aprendizagem, nas pesquisas
produzidas na academia além de oferecer um espaço que proporcione experimentações e
preparo para o mercado de trabalho, refletindo sobre o seu panorama teórico. O CRAI surgiu
em meio a grandes mudanças econômicas e sociais, sendo parte integrante da reforma
educacional na Europa.
Palavras-Chave: Biblioteca universitária. Centro de Recursos para Aprendizagem e
Investigação (CRAI). Perfil do bibliotecário. Biblioteconomia. Ensino-aprendizagem. Espaçolaboratório. Biblioteca-laboratório.

ABSTRACT
Addresses the changes promoted in university libraries , has broadly the main features
specific to this type of library, since its emergence in the Middle Ages, the changes that
passed over the years, the advances of its procedures, professionals and users, arriving at
these new needs, primarily related to the reality of information technology and
communications consultant making more independent and demanding about the services and
resources offered by the units of information, in addition to the transformations of the
librarian to meet these demands, the staff librarian besides having to be constantly updated
should also cultivate the skills of its user mode is active and self- assertively , analyzes the
Resource Centre for Learning and Research (CRAI) within the university library (BU), we

1393

�propose a model that links the members of the higher education institution and it assists the
learning process , the research produced in academia as well as offering a space that provides
trials and preparation for the labor market , reflecting on their theoretical background. The
CRAI emerged amid great economic and social changes , being an integral part of education
reform in Europe.
Keywords: University library. Resource Centre for Learning and Research (CRAI). Librarian
profile. Librarianship. Teaching and learning. Laboratory-room. Library-lab.

1 INTRODUÇÃO
Este trabalho apresenta o Centro de Recursos para Aprendizagem e Investigação
(CRAI) como nova demanda da Biblioteca Universitária (BU), pois com as mudanças
constantes da sociedade, tanto as bibliotecas como os bibliotecários tem cada vez mais
necessidade de se renovar para atender as exigências informacionais de seus usuários assim
como do mercado de trabalho, uma vez que este tipo de biblioteca tem por objetivo dar
suporte informacional aos discentes e docentes das Instituições de Ensino Superior (IES). O
CRAI vem colaborar para o enfrentamento das mudanças sofridas pelas BUs ao longo dos
anos, ele é proposto como uma filosofia dentro das IES, transformando e unificando todos os
serviços que se destinam à pesquisa cientifica e aprendizagem, que por vezes se encontram
separados dentro das IES. Se concretizou em vários países europeus, mas ganhou notoriedade
na Espanha por seu modelo inovador e valor agregado as IES em que estão inseridos.
Analisar as BUs, seu papel, a abrangência de sua atuação e a importância na prática do
processo de aprendizagem no Ensino Superior, é de suma importância para entender como o
bibliotecário contribui para a formação dos profissionais no país, quais são suas
possibilidades de atuação, como ela acontece, quais são os pontos fortes e os que precisam ser
melhorados. A aplicação do CRAI na Europa é importante senão para entender o contexto, a
evolução e aonde se quer chegar enquanto profissional da informação, para elucidar que este
profissional está em constante mudança e precisa não somente acompanhar as mudanças da
sociedade, mas entender o seu papel social e por consequência as necessidades de uma
formação que crie profissionais críticos e mais bem preparados.

2 Revisão de Literatura
O trabalho foi desenvolvido por meio de levantamento bibliográfico sobre o CRAI e a
BU, onde foi feita uma análise da literatura, e acredita-se terem sido abordados os principais
autores da área, tais como Angela Maria Belloni Cuenca, Cláudio Marcondes Castro Filho,

1394

�Maria Isabel Dominguez Aroca, Marta Valentim, Oswaldo Almeida Junior, Vânia Martins
Bueno de Oliveira Funaro, Waldomiro Vergueiro, entre outros.
No primeiro momento são expostas as particularidades da biblioteca universitária
(BU), seu surgimento na Idade Média, o local da hierarquia que se encontrava quando as
universidades eram partes da Igreja, até se tornarem instituições privadas e independentes e as
consequentes mudanças na gestão e nos objetivos das bibliotecas que lá se encontravam,
decorrendo esse estudo até os dias modernos, as tecnologias, mudanças na prestação de
serviço, no usuário frequentador da unidade de informação e consequente mudanças que o
modelo universitário sofreu, até chegar ao CRAI, onde é apresentado o contexto, os motivos e
os principais resultados desse modelo.
A pesquisa bibliográfica abrangeu o período de 19 de junho de 1999 até o novembro
de 2013. A escolha desta data específica ocorreu devido à Declaração de Bolonha (1999), a
qual propõe uma reforma nas políticas relacionadas ao ensino superior. Tais mudanças
reorganizam os processos de ensino e aprendizagem e levam à criação de ferramentas,
mecanismos, procedimentos e espaços como o CRAI.
A documentação bibliográfica levantada foi retirada de fontes nacionais e
internacionais tais como teses, monografias, artigos e anais de congressos. Além da utilização
de ferramentas de busca como o Google acadêmico, base de dados como Biblioteca Digital de
Teses e Dissertações da USP e sistema PERGAMUN da Biblioteca da Faculdade de
Biblioteconomia e Ciência da Informação, da Fundação Escola de Sociologia e Política de
São Paulo foram consultados. Os periódicos utilizados foram: Revista Interamericana de
Bibliotecología, Revista digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Bibliotecas
Universitárias: pesquisa, experiências e perspectivas, Revista de Educación a Distancia,
Educación y Biblioteca, Sociologias e Revista Brasileira de Educação. Dentre os muitos
termos de pesquisa utilizados na busca, os principais foram: biblioteca universitária, Tratado
de Bolonha e CRAI.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
As BUs surgiram na Idade Média (Morigi e Souto, 2005), pouco antes do
Renascimento. No início elas estavam ligadas às ordens religiosas, porém já começavam a
ampliar o conteúdo temático além da religiosidade. Estas bibliotecas são as que mais se
aproximavam do modelo atual de biblioteca como espaço de acesso e disseminação
democrática de informação, o aumento do número de estudantes universitários levou ao
crescimento também da produção intelectual, no entanto, os livros ainda eram manuscritos

1395

�dificultando a reprodução destes para o estudo. Com a decadência da Idade Média surge o
Renascimento difundindo na Europa a imprensa de Gutenberg o volume de obras lidas
aumenta proporcionalmente à produção de livros e consequentemente o campo para novos
estudos. Este ciclo leva a um estreitamento da relação entre a universidade, a biblioteca e os
seus leitores.
Apesar de as BUs da época possuírem acervos precários e métodos de organização não
muito elaborados trouxeram grandes mudanças na forma de se tratar a informação, dentro das
universidades. As bibliotecas competiam com as salas de conferências, pelo menos em alguns
lugares, a Universidade de Louvain ainda declarava em 1639 que uma biblioteca era
desnecessária, pois os professores seriam bibliotecas ambulantes, no entanto em Leiden, a
biblioteca abria duas vezes por semana e os professores emprestavam ás vezes suas chaves
aos estudantes (BURKE, 2003). Ainda conforme Burke (2003) fora das universidades
algumas bibliotecas públicas ou privadas, além de lugares de leitura, se tornaram locais de
troca de informações e ideias, a exigência de silêncio teria sido impossível nessa época, como
a livraria e o café, ela encoraja a combinação de comunicação oral e escrita. Não surpreende,
pois que a reforma das bibliotecas tivesse lugar na reforma do ensino baconiana planejada na
Inglaterra em meados no século XVII.
O quadro I apresenta os principais modelos de administração universitária utilizados na
Europa e as transformações que sofreram no decorrer no tempo e expõe um breve recorte de
três grandes fases do ensino superior:
Conforme Hortale e Mora (2004), a Universidade Antiga se mantém sob a proteção
dos principais poderes onde se encontram a Igreja e os reis, no entanto tem caráter
independente e é formada por uma comunidade de estudantes e docentes. Sustentam-se por
meio de pagamento dos estudantes e recursos advindos das suas propriedades, sendo dessa
forma autônomas administradas pelos próprios membros de sua comunidade. E assim
permanecem até final do século XVIII. Com a Revolução Francesa, o Iluminismo, as
academias científicas e a Enciclopédia, surgem também novos modelos de universidades,
caracterizando-se como Universidades Modernas, com diferentes organizações e respostas.
Mas que tinha em comum o desafio de atender a demanda de formação dos profissionais que
a nova era industrial exigia, além do surgimento do Estado-Nação que leva alguns países a
repensar a gestão e autonomia de suas instituições de ensino superior. (HORTALE; MORA,
2004)

1396

�FASES DO ENSINO SUPERIOR NA EUROPA (I)

Universidade
Antiga ou
Medieval

•

C o n stitu íd a p o r estu d an tes e d o c e n te s que, e m b o ra sob a p ro te ç ã o d a ig reja, d e reis o u das
c id ad es on d e se esta b e le c era , e ra d e c a rá te r in d ep en d en te;

•

S eus re c u rso s fin a n c e iro s p ro c e d ia m d as p ro p rie d a d e s q ue d etin h am o u do p ag am en to
dos estu d an tes;
E ram p e q u e n a s, de n a tu re z a p riv a d a e a d m in istra d a d e fo rm a au tô n o m a p e lo s p ró p rio s
m em b ro s d a co m u n id a d e u n iv ersitária;
P e rsiste até o fin a l do sécu lo X V III sem alteraçõ es.

•
•

Universidade
Moderna

•

O rig in a d a a p a rtir d a R e v o lu ç ã o F ran cesa, do Ilu m in ism o , das acad em ias c ien tíficas e d a
E n ciclo p éd ia;

•
•

O E sta d o -N a ç ã o levam as u n iv e rsid a d e s, an tes p riv ad as às m ão s do E stad o ;
O b je tiv a a fo rm a ç ã o de p ro fissio n a is e x ig id a p e la e ra industrial.

•

S urge a p a rtir d as n o v as n e c e ssid a d e s ex ig id as p elo m ercad o ;

•

Universidade
Universal

R e n o v a a e d u cação su p e rio r e u ro p é ia p o r m eio d e tra ta d o s e d e claraçõ es en tre p a íse s do
c o n tin e n te co m o a de S o rb o n n e e p o ste rio rm e n te a d e B o lo n h a;
• O b je tiv a asse g u ra r a atrativ id ad e e a ap licab ilid ad e d a e d u cação su p e rio r p a ra
d e se n v o lv im e n to d a so cied ad e;
• É m a rc a d a p e la am p liação :
o de seus u su á rio s (p assag em d e u m a e d u cação su p e rio r d e elite p a ra u m a ed u cação
su p e rio r u n iv e rsa liz a d a);
o de suas ações (p a ra re sp o n d e r às n e c e ssid a d e s d e u m a so cied ad e g lo b alizad a);
o de seus o b jetiv o s (a serv iço d e u m a n o v a so cied ad e - a do co n h ecim en to ).

Fonte: Hortale e Mora (2004)
No quadro II são apresentadas as principais tendências do modelo de Universidade
Moderna utilizados na Europa:
TENDÊNCIAS DA UNIVERSIDADE MODERNA NA EUROPA (II)
.................................

França
modelo
napoleônico

Alemanha
modelo
humboldtiano

Objetivo
fo rm a r p ro fissio n a is dos
quais n e c e ssita v a o estad o
b u ro crático .

fo rm a r p e sso a s co m am plos
c o n h ecim en to s,
n ão
n e c e ssa ria m en te
re la c io n a d o s
co m
as
d em an d as d a so cied ad e ou
do m ercad o de trabalho.

Administração

Consequências

•

p ú b lica;

•

p ro fe sso re s
estad o ;

•

in stitu içõ es a serv iço do e stad o
m ais do q ue d a so cied ad e.

•
•

p ú b licas,
p ro fe sso re s
fu n c io n á rio s
do
estad o , co m o co n h ecim en to
cien tífico co m o m e ta c en tral d a
u n iv e rsid a d e ;

•

fu n c io n á rio s

do

a id e ia que su ste n ta esse m o d elo
é d e u m a so c ie d a d e co m p esso as
fo rm a d a s c ie n tific a m en te em
seu s a sp ecto s so ciais, cu ltu rais e
eco n ô m ico s.

ex p o rtad o a o u tro s p aíses
do su l d a E u ro p a tam b ém
tev e
ê x ito
p a ra
a
c o n so lid a ç ã o das estru tu ras
do e stad o liberal.

as u n iv e rsid a d e s alem ãs
aju d aram sen siv elm en te a
tra n sfo rm a r o p a ís em u m a
p o tê n c ia
c ie n tífic a
e
eco n ô m ica.

1397

�Inglaterra
modelo anglosaxônico

fo rm a ç ã o de in d iv íd u o s,
c o n sid e ra n d o -se
que
p e sso a s
b em
fo rm ad as,
seriam cap azes de aten d er
às n e c e ssid a d e s das n o v as
em p resas o u do p ró p rio
estado.

•

p riv a d a , re g u la d a p o r E statu to s

o b tev e êx ito n o s p a íse s em
q ue fo i ap licad o ,
resiste
m e lh o r ao p a ssa r do tem p o
e p a re c e m e lh o r ad ap tad o
ao co n tex to atual.

Fonte: Mora (2006)

O nascimento do Estado-Nação significa uma profunda mudança nas universidades,
em todos os países da Europa continental, as universidades, antes privadas, passam às mãos
do Estado e são obrigadas a enfrentar outro desafio: o da formação de profissionais que a
nova era industrial exigia (HORTALE; MORA, 2004). A transformação da Europa em um
continente coerente e competitivo se iniciou na década de 1950 e as frentes relacionadas à
educação superior se mostraram latentes desde o início, surgindo assim uma política para a
exploração de reservas de capacitação, e esperando das instituições de ensino superior
contribuições referentes à qualificação de um número cada vez maior de jovens (ERICHSEN,
2007).
No final dos anos de 1990 essa estrutura da educação superior europeia já provocava
uma série de problemas, grandes valores prezados pela Europa como o respeito e valorização
da diversidade cultural que abarca, gera falta de comparabilidade dos sistemas universitários
entre os Estados-membros, que dificultam a mobilidade de estudantes e graduados. A
subordinação ao Estado leva a uma administração de baixa transparência nas universidades,
além de prejudicar sua integração com empresas e a sociedade em geral, engessando e
mantendo-a isolada do ambiente externo. Sua organização, de caráter público, com docentes
com contratos de trabalho permanentes e auto administração induzem a rigidez estrutural,
impedindo seu desenvolvimento em um contexto competitivo. Existe um desajuste entre a
oferta educativa, ainda ligada à sociedade industrial e a demanda da sociedade moderna, a do
conhecimento. O seu tradicional caráter acadêmico de formação corresponde essencialmente a
uma universidade de elite, tornando-a pouco atrativa e adequada à multidão de jovens que
atualmente nela ingressam (HORTALE; MORA, 2004).
As universidades públicas modernas, por meio de legislação e financiamento estatal,
acordos e tratados, se tornaram cada vez mais dependentes. A Declaração de Sorbonne
(1998), seguida pela Declaração de Bolonha (1999) propuseram drásticas mudanças no
modelo do ensino superior europeu, na qual vinte e nove estados da Europa assumem o
estabelecimento de um Espaço Europeu de Educação Superior coerente, compatível,

1398

�competitivo e atrativo para estudantes europeus e de países terceiros (LIMA; AZEVEDO;
CATAN, 2008).
Esse “Espaço” se determina a cumprir seis objetivos principais:
1.
Adopção de um sistema com graus académicos de fácil equivalência,
também através da implementação, do Suplemento ao Diploma, para
promover a empregabilidade dos cidadãos europeus e a competitividade do
Sistema Europeu do Ensino Superior.
2.
Adopção de um sistema baseado essencialmente em duas fases
principais, a pré-licenciatura e a pós-licenciatura. O acesso à segunda fase
deverá requerer a finalização com sucesso dos estudos da primeira, com a
duração mínima de 3 anos. O grau atribuído após terminado a primeira fase
deverá também ser considerado como sendo um nível de habilitações
apropriado para ingressar no mercado de trabalho Europeu. A segunda fase
deverá conduzir ao grau de mestre e/ou doutor, como em muitos países
Europeus.
3.
Criação de um sistema de créditos - tal como no sistema ECTS como uma forma adequada de incentivar a mobilidade de estudantes da
forma mais livre possível. Os créditos poderão também ser obtidos em
contextos de ensino não-superior, incluindo aprendizagem feita ao longo da
vida, contando que sejam reconhecidos pelas Universidades participantes.
4.
Incentivo à mobilidade por etapas no exercício útil que é a livre
circulação, com particular atenção:
• aos estudantes, o acesso a oportunidades de estudo e de estágio e o acesso
aos serviços relacionados;
• aos professores, investigadores e pessoal administrativo, o reconhecimento
e valorização dos períodos dispendidos em acções Europeias de
investigação, lectivas e de formação, sem prejudicar os seus direitos
estatutários.
5.
Incentivo à cooperação Europeia na garantia da qualidade com o
intuito de desenvolver critérios e metodologias comparáveis;
6.
Promoção das necessárias dimensões a nível Europeu no campo do
ensino superior, nomeadamente no que diz respeito ao desenvolvimento
curricular; cooperação inter-institucional, projectos de circulação de pessoas
e programas integrados de estudo, de estágio e de investigação
(DECLARAÇÃO DE BOLONHA, 1998).
Essa proposta trabalha com um conjunto complexo e interligado de processos e
relações, na qual a educação superior se coloca como objeto central para a competitividade
nacional e regional na economia global.
A BU no Brasil, assim como na Europa, surge a partir dos acervos das bibliotecas de
ordens religiosas, como as bibliotecas dos jesuítas que apoiavam as atividades de ensino em
seu acervo, entre o final do Século XIX e início do XX, a quantidade de BUs aumenta com o
crescimento das escolas de nível superior (SOUSA, 2009). De acordo com Carvalho (2004) e
Sousa (2009) na década de 70 se iniciam as discussões acerca da atuação da BU, por meio de
iniciativas como seminários, criação de comissões e associações. A BU inserida no contexto
acadêmico é vista como um dos pilares de apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

1399

�Sendo assim, Neves (2006) afirma não bastar a disponibilização de livros e periódicos, bases
de dados e equipamentos de última geração, é necessário que tais recursos sejam adequados a
favor de seus usuários.
Por ser um “espaço privilegiado para a promoção de programas de capacitação no uso
e exploração de recursos informacionais, prática esta que exige esforços de cooperação entre
bibliotecários, docentes e administradores da instituição” (GRANDI; FERRARI, 2000, p.7), a
BU consequentemente usa a tecnologia a seu favor na capacitação dos colaboradores e
usuários e na prestação e melhoria dos seus serviços. Como afirma Castro Filho (2008a, p. 94)
saber diagnosticar, analisar, escolher e gerenciar quais são as atividades prioritárias numa BU
requer a utilização de métodos e técnicas mais adequadas para satisfazer o usuário, é
necessário que ela esteja envolvida no desenvolvimento institucional, com espaço geográfico
e cultural precioso, que proporciona à sua comunidade o acesso ao novo.
Deste modo, Cuenca (2008) reforça que apesar de o usuário possuir autonomia em
suas pesquisas, ele não dispensa a orientação da equipe bibliotecária, estes se sentem mais
seguros quando a busca é realizada pelo bibliotecário, demonstrando que mesmo capacitados,
os usuários têm dificuldade para conseguirem informação atualizada rápida e assertivamente.
É pertinente observar que o aprendizado do aluno ocorre por meio do colaborador da
biblioteca após o processo de aprendizado individual nas salas de aula da instituição. Por isso,
é necessário que o ambiente da biblioteca seja acolhedor e confortável, favorecendo o
processo de aprendizagem. De acordo com Martinez (2004), o espaço tem de dispor de
serviços gerais, como também serviços adaptados, personalizados segundo as necessidades
dos usuários disponíveis a todo momento. As necessidades dos usuários perante os serviços
prestados precisam ser priorizadas pelo bibliotecário neste contexto. Belluzzo e Macedo
(1990, p. 91) afirmam que é “importante considerar a motivação dos usuários, devendo ser
usados os meios mais apropriados para captar o seu interesse e a sua atenção”.
Para Serra Y Cena (2004 apud Dominguez Aroca, 2005, p. 5), os serviços e produtos
bibliotecários sofrem um processo de transformação criador de um novo cenário que “situa
em primeiro plano novo modelo de aprendizagem centrado no conceito ‘aprender a aprender’
ao longo da vida, que implica em um novo paradigma para o bibliotecário e docente”.
Para Vanti (1999), a biblioteca, como uma organização sem fins lucrativos, porém
com objetivos bem definidos como a prestação de serviços de informação e o atendimento ao
usuário, não poderia deixar de estar atenta às novas formas de gerenciamento e filosofias
organizacionais.

1400

�Nesse novo cenário, o bibliotecário está se renovando para atender a esta demanda
informacional, o que vem contribuir na evolução e renovação das organizações atuais, as
bibliotecas que no passado eram vistas como depósito do saber que tinha como seu guardião,
o bibliotecário, não o profissional da informação se conhece nos dias atuais, mas era o
profissional que guardava e cuidava dos livros para que nenhum “mal” o acometesse.
Este perfil de bibliotecário modificou-se ao longo dos anos, juntamente com as
mudanças sofridas pela sociedade, como o surgimento das tecnologias (automação), da
sociedade industrial e a sociedade da informação, para Castro (2000, p. 4):
Dentre as várias transformações, a da INFORMAÇÃO é a que maior
impacto causou no século XX, na medida em que não obedece a
fronteira geográficas, linguísticas, culturais, políticas, educacionais
etc. Enfim, a revolução da informação tem se mostrado, em
comparação às outras, a mais globalizada, isto é, não tem espaço
determinado de origem.
O termo MIP (Modern Information Professional) surge da pesquisa feita pela
Federação Internacional de Informação e Documentação (FID) em 1991, que tinha como
objetivo identificar o “perfil moderno” dos profissionais da informação, para tanto criou o
Grupo de Interesse Específico sobre Papéis, Carreiras e Desenvolvimento do Moderno
Profissional da Informação (SIG FID/MIP), que realizou uma pesquisa mundial entre os
profissionais da área (ARRUDA; MARTELETO; SOUZA, 2000).
Para Mason (1990, apud RUBI; EUCLIDES; SANTOS, 2006, p. 81) o moderno
profissional da informação é aquele [...] “que leva a informação certa, da fonte certa, pelo
modo certo, ao cliente certo, no momento certo e a um custo justificado pelo seu uso”. As
competências e características destacadas pelos autores para o MIP são todas muito
importantes para o desenvolvimento do bibliotecário, o advento da tecnologia é um dos
pontos chave desse profissional na atualidade, como podemos ver na fala de Valentim (1995,
p. 17):
A informação, portanto, como objeto de trabalho e estudo do
bibliotecário, tem sido afetado pelas tecnologias de
informação, modificando seu formato, seu suporte, seu
processamento e disseminação, influindo na forma de
mediação entre o bibliotecário e o usuário/cliente.
Portanto, este perfil de MIP nos mostra que o bibliotecário para se tornar um
profissional que atenda as necessidades do mercado de trabalho e por consequência do
usuário precisa estar atento as mudanças sociais e econômicas da sociedade em que está

1401

�inserido. Na opinião de Valentim (1995, p. 4) “[...] o profissional da informação precisa estar
em sintonia com esta realidade e se readequar para enfrentar as mudanças cada vez maiores”.
E para Almeida Júnior (2002, p. 133):
O que o mercado procura atualmente é um profissional que
tenha conhecimentos e competências específicos, mas que os
integre em concepções mais gerais, com aplicações que
ultrapassem o restrito espaço determinado.
Relacionado a esse novo modelo profissional, Funaro e Castro Filho (2003, p. 6)
reforçam que é importante entender as características que compõem a formação dos
profissionais para realizar adequadamente seu trabalho, os autores recomendam que “os
projetos acadêmicos acentuem a adoção de uma perspectiva humanística na formulação dos
conteúdos, conferindo-lhes um sentido social e cultural que ultrapasse os aspectos utilitários
mais imediatos [...]”.
Isto posto, pode-se afirmar que a mudança do perfil do bibliotecário ocorre, assim
como em outras áreas devido as mudanças na sociedade, as novas demandas informacionais e
do mercado de trabalho. Estas mudanças são percebidas inicialmente no meio acadêmico, pois
é nas IES que o futuro profissional da informação ganha familiaridade com as futuras
ferramentas de trabalho, como as tecnologias, e não somente na teoria.

4 Resultados Parciais/Finais
Devido às reformas ocorridas na Europa nos campos políticos, sociais, econômicos e
educacionais, mudou-se a maneira de pensar a universidade e seu objetivo na sociedade. Uma
vez que são revistos conceitos, modelos e práticas no ensino superior se faz necessário
repensar as ferramentas e sistemas que sustentam esse espaço. Essas novas necessidades
contribuem para o uso de novas tecnologias, que na perspectiva da Ciência da Informação,
fornecem procedimentos de organização e tratamento das informações primordiais para
qualificar

o

acesso

dos

usuários

aos

estoques

informacionais

disponibilizados,

consequentemente propiciando a mediação enquanto espaço de aprendizagem, garantindo a
apropriação da informação e transformação em conhecimento pelo indivíduo. É neste cenário
que surge a contribuição da biblioteca como espaço de aprendizagem no ensino superior
(SOUSA, 2009), o CRAI neste contexto se torna o precursor de um novo modelo para a IES.
O CRAI consiste em uma proposta de um novo modelo para a BU, este modelo
mantém a base da biblioteca tradicional com o diferencial da tecnologia, agregando todos os

1402

�processos que envolvem a produção da informação dentro da universidade, além de uma
proposta de mudança do espaço físico, o CRAI se propõe a ser um agregador de valor,
tornando-se uma filosofia na prática pedagógica dentro da IES e não uma biblioteca
melhorada. Para Area Moreira (2005 apud Castro Filho, 2008b, p. 5) “O CRAI tem o objetivo
de auxiliar os professores e estudantes a facilitar as atividades de aprendizagem, de formação,
de gestão e de resolução de problemas, seja técnico, metodológico e de conhecimento ao
acesso e uso da informação”.
O CRAI define-se por ser inovador na forma de estruturar e reorganizar o espaço já
existente nas IES, fazendo com que o trabalho dos profissionais atuantes nestas instituições
seja desenvolvido com uma qualidade melhor e mais rápido. O quadro III apresenta critérios
para que o CRAI e a BU possam coexistir.

RECURSOS

DO

CRAI

X

OPORTUNIDADES

NA

BIBLIOTECA

UNIVERSITÁRIA (III)
Recursos exigidos para a aplicação
modelo proposto pelo CRAI:

do

• tecnologias de informação;
• tecnologias de comunicação, criando
serviços que dão suporte ao ensino e à
pesquisa;
• seleção e organização dos conteúdos
disciplinados;
• processos de interação e comunicação que
favoreçam a criação de comunidades
críticas na aprendizagem.

Oportunidades para a universidade e biblioteca:

• utilizar as tecnologia nos processos da produção
da informação;
• adotar uma filosofia na prática pedagógica,
agregando valor na instituição de ensino
superior (IES);
• apoiar o desenvolvimento do trabalho dos
profissionais atuantes nestas instituições;
• estruturar e reorganizar os espaços já existente
nas IES;
• proporcionar recursos para o ensino,
aprendizagem e pesquisa dos docentes e
discentes;
• preparar os estudantes para a entrada no
mercado de trabalho bem mais preparado e
capacitado.

Fonte: Domíngues Aroca (2009)

Cada vez mais presente na vida das pessoas, a tecnologia vem sendo utilizada em
diferentes áreas para facilitar e otimizar as tarefas do dia-a-dia. No âmbito universitário, cujo
ensino tem na qualidade uma exigência primordial, as instituições se reformularam e
pensaram em um novo conceito educacional. Por meio de estudos e avanços nas áreas de
comunicação e informática, elas propuseram um novo mecanismo de suporte informacional: o
CRAI.

1403

�Nesse sentido, os CRAIs oferecem não apenas um novo padrão de acesso à
informação, mas também uma forma alternativa de aprendizado na biblioteca, a qual, segundo
Dominguez Aroca (2009, p. 5) se denomina “Centros de Recursos para Aprendizagem e
Investigação (Learning Resources Centre)” quando serve como espaço para integração de
serviços para estudantes e professores utilizando a informação e tecnologia para facilitar o
trabalho no ambiente acadêmico. As BUs, de modo geral, desempenham seu papel social ao
atender às necessidades de informação de seus usuários, buscando atuar como instrumentos
de comunicação entre a informação e seu destino (CASTRO FILHO; VERGUEIRO, 2006).
Dessa forma, a BU quando caracterizada como centros de recursos e apoiada no modelo
CRAI, deve oferecer, segundo Castro Filho (2008a, p. 127) “um serviço centrado sobre as
necessidades dos alunos, professores e pesquisadores da comunidade universitária”.
Ainda com relação à integração da biblioteca com a IES, Castro Filho; Vergueiro e
Silva (2011) reforçam que “colaboração” é uma palavra-chave para que se alcance resultados
positivos no processo de ensino-aprendizagem, uma vez que as duas tem entre seus principais
objetivos a formação do aluno e a educação continuada. Os autores ainda afirmam:
Docentes e bibliotecários precisam estar integrados para que
possam desenvolver projetos comuns. Essa colaboração
contribuirá para melhor utilização da informação. O modelo
Crai abre caminho para essa colaboração, cabendo aos
profissionais da informação se capacitar e adquirir as
habilidades necessárias para nele atuar de maneira mais
eficiente possível.
(CASTRO FILHO; VERGUEIRO;
SILVA, 2011, p. 75)
O CRAI objetiva “conseguir produtos e serviços de qualidade para uma grande
variedade de estudantes, professores e investigadores” (DOMINGUEZ AROCA, 2009, p. 7),
dentre outros objetivos citados no quadro IV, para dessa forma proporcionar aos usuários os
recursos e serviços necessários para o seu aprendizado e formação.
Os recursos adotados no CRAI devem ser adequados para o ensino, aprendizagem e
pesquisa dos docentes e discentes. Para se caracterizar com tais conceitos, os recursos são
pensados por diversos profissionais, como bibliotecário, docentes, coordenadores e
profissionais da área da tecnologia, com o propósito de disseminar e organizar a informação
para o usuário.

1404

�OBJETIVOS X PROFISSIONAIS (IV)
Os objetivos do CRAI:

•

proporcionar aos usuários os recursos e
serviços necessários para o seu
aprendizado e formação.
apoiar a gestão da instituição ;
auxiliar na resolução de problemas, seja
técnicos,
metodológicos
e
de
conhecimento ao acesso e uso da
informação;
dar suporte ao ensino e à pesquisa;
conseguir produtos e serviços de
qualidade.

•
•

•
•

Profissionais atuantes na
desenvolvimento do CRAI:

•
•
•
•

implantação

bibliotecários;
docentes;
coordenadores;
profissionais da área da tecnologia.

Fonte: Dominguez Aroca (2009)

De acordo com a definição de Castro Filho e Vergueiro (2007, p. 1), os CRAIs
“propõem um modelo de intersecção e interação utilizando as tecnologias de informação e
comunicação, criando serviços que dão suporte ao ensino e à pesquisa”. Para isso, os autores
afirmam que o modelo “inclui tanto seleção e organização dos conteúdos, como, também,
processos de interação e comunicação que favoreçam a criação de comunidades criticas na
aprendizagem”.
Entre os muitos serviços possíveis elencados por Martínez (2004, p. 100) e
Domínguez Aroca (2009, p. 5), pode-se citar (Quadro V):

POSSIBILIDADES NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (V)
Possíveis serviços oferecidos pelo CRAI:

•
•
•

apoio e orientação;
apresentações e debates;
busca de emprego que atende desde a elaboração de um currículo até a orientação
profissional;
• compra de livros;
• consulta, pesquisa e empréstimos de materiais em diversos formatos;
• criação e elaboração de materiais docentes e multimídia;
• estudo individual ou em grupo;
• informação ao estudante no aspecto administrativo e científico;
• laboratório de idiomas;
• leitura informal, estudo ou descanso;
• produção multimídia, CD ROM e web;
• recursos e desenho educacional;
• suporte à formação do professor;
• unidade de reprodução e fotocopias.________________________________________
Fonte: Adaptado Martínez (2004, p. 100) e Domínguez Aroca (2009, p. 5)

1405

e

�Segundo Castro (2000, p. 5), no conceito de educação se exige cada vez mais a
“qualidade, flexibilidade e acessibilidade no tempo e no espaço, por intermédio das
Tecnologias da Informação”. A comunidade da instituição, do aluno ao diretor acadêmico, é
beneficiada e tem o seu trabalho facilitado por meio do CRAI, o qual, na definição de Castro
Filho e Vergueiro (2007, p. 9), é “uma forma de democratizar o acesso à informação”.
Diante das necessidades e exigências para a aplicação do modelo CRAI em uma
universidade apresenta-se no próximo capítulo um exemplo de aplicação dessa filosofia
dentro da realidade brasileira, respeitando o contexto, necessidades e possibilidades
oferecidas pela IES em que se encontra.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Este trabalho apresentou uma revisão de literatura nacional e internacional sobre o
CRAI, com o objetivo de expor a relevância do tema para as BUs no Brasil, de forma que foi
possível avaliar criticamente sua proposta e como poderia ser ou não relevante para as BUs
brasileiras. Este modelo foi criado em uma época que a Europa estava vivendo uma
transformação em todos os setores, político, social, econômico e educacional devido
principalmente à mudança da sociedade industrial para a sociedade moderna, onde a
influência da globalização fez com que surgisse uma necessidade de aproximação dos países
europeus.
Na Europa a realidade educacional é completamente diferente da realidade brasileira,
de modo que não cabe comparações aqui, mas a necessidade da reforma educacional e por
consequência a criação do modelo CRAI, que surgiu para atender as necessidades dessa
sociedade vem colaborar para que repensemos a realidade educacional brasileira;
especificamente no contexto da Biblioteconomia, onde os bibliotecários tiveram que rever sua
atuação profissional e seu papel social com as mudanças e necessidades que a sociedade da
informação trouxe com advento da tecnologia. Com a tecnologia os profissionais da
informação, entre eles o bibliotecário, precisaram reconsiderar a forma de lidar com o
tratamento da informação, que no passado estava somente no suporte impresso e atualmente
está em diferentes suportes e precisam ser recuperados, tratados, organizados e disseminados
através da mediação entre o bibliotecário e o usuário.
Não podemos separar de forma alguma a formação do bibliotecário da sua práxis
biblioteconômica, pois estão diretamente interligadas, é na academia que se aprende a pensar
criticamente a formação profissional, as IES que oferecem curso com formação em Bacharel
em Biblioteconomia precisam reformular o ambiente e a formação de seus discentes, de forma

1406

�a alinhar a teoria dada em sala de aula a prática exigida pelo mercado de trabalho,
proporcionando dessa forma a seus discentes uma formação de acordo com a realidade da
sociedade em que estão inseridos.
A partir das pesquisas feitas concluímos que a decisão de adotar a filosofia CRAI em
uma BU é de grande beneficio para o apoio ao ensino aprendizado dos cursos ofertados e para
a instituição como um todo. Mas esta implantação precisa ser estudada e modelada de acordo
com a realidade da biblioteca e necessidades dos seus usuários.
Para a implantação da filosofia CRAI, é indispensável o engajamento dos profissionais
de diversas áreas objetivando o mesmo propósito: a disseminação e organização da
informação através de recursos e serviços pensados para o usuário, objetivando apoio
pedagógico e a evolução acadêmica e profissional deste. Tais serviços e recursos serão
prestados com o apoio da instituição, de modo a proporcionar um espaço adequado para este
fim.

6 Referências
ALMEIDA JÚNIOR, O. F. Formação, formatação: profissionais da informação produzidos
em série. In: VALENTIM, M. L. P. (Org). Formação do profissional da informação. São
Paulo: Polis, 2002. p. 133-148.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA, Donaldo
Bello. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário em
questão. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 17, set./dez. 2000. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/issue/view/18/showToc&gt;. Acesso em: 20 jun.
2013.
BELLUZZO, Regina Célia Baptista; MACEDO, Neusa Dias de. Da educação de usuários ao
treinamento do bibliotecário. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v.
23, n.

1/4, p.

91,

1990. Disponível em: &lt; http://www.brapci.ufpr.br/documento.

php?dd0=0000002796&amp;dd1=f6f41&gt;. Acesso em: 20 out. 2013.
BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. p.
241.
CARVALHO, Isabel Cristina Louzada. As bibliotecas universitárias e seu desenvolvimento
no espaço mundo. In.: ___A socialização do conhecimento no espaço das bibliotecas
universitárias. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. p. 77-153
CASTRO, Cesar Augusto. Profissional da informação: perfis e atitudes desejadas.
Informação &amp; Sociedade: Estudos, Paraíba: Universidade Federal da Paraíba, v. 10, n. 1,

1407

�2000.

Disponível

em:

&lt;http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/346/268&gt;.

Acesso em: 12 maio 2013.
CASTRO FILHO, C. M. ; VERGUEIRO, W. As tecnologias da informação e comunicação
no novo espaço educacional: reflexão a partir da proposição dos Centros de Recursos para el
Aprendizaje y la Investigación (CRAIs). Revista digital de Biblioteconomia e Ciência da
Informação, Campinas, v.

5, n.

1, p.

1-12, jul/dez 2007. Disponível em:

&lt;

http://www.sbu.unicamp.br/seer/ois/index.php/rbci/article/view/368&gt;. Acesso em: 12 maio
2013.
CASTRO FILHO, C. M. O modelo europeu do Centro de Recursos para el Aprendizaje y
la Investigación (CRAI) e as bibliotecas universitárias brasileiras: convergências e
divergências. 2008. 238 f. Tese (Doutorado em Cultura e Informação) - Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008a. Disponível em:
&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-06112008-152405/&gt;. Acesso em: 12
maio 2013.
CASTRO FILHO, C. M. . O novo modelo de biblioteca universitária: centro de recursos para
el aprendizaje y la investigación (CRAI) serviços, características e organização. In: XV
Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias, 15., 2008b, São Paulo. Anais eletrônicos...
São
Paulo:
USP,
2008.
Disponível
em:
&lt;http://www.sbu.unicamp.br/snbu2008/anais/site/pdfs/2819.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2013.
CASTRO FILHO, C. M. ; VERGUEIRO, W. O Modelo Espanhol de Centros de Recursos
para el Aprendizaje y Investigación (CRAIs) como alternativa para atuação das bibliotecas
universitárias

brasileiras:

algumas

reflexões

provocativas.

In:

XIV

SEMINÁRIO

NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 14., Salvador, 2006. Anais...
Salvador, 2006.
CASTRO FILHO, C. M. ; VERGUEIRO, W. ; SILVA, Márcia Regina da . Gestão da
Informação em Bibliotecas Universitárias: novo cenário e novas competências. In: VALLS,
Valéria; VERGUEIRO, Waldomiro. (Org ). Tendências Contemporâneas na Gestão da
Informação. 1 ed. São Paulo: Sociologia e Política, 2011, p. 65-77.
CUENCA, Angela Maria Belloni; NORONHA, Daisy Pires; ALVAREZ, Maria do Carmo
Avamilano. Avaliação da capacitação de usuários para a recuperação da informação: o caso
de uma biblioteca acadêmica. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, v. 4,
n. 1, p. 46-58, 2008.
DECLARAÇÃO de Bolonha. Disponível em: &lt;http://www.ond.vlaanderen.be/hogeronderwijs
/bologna/links /language/1999Bologna_Declaration_Portuguese.pdf&gt;. Acesso em: 06 maio
2013.

1408

�DECLARAÇÃO

de

Sorbonne.

Disponível

em:

&lt;http://www.mctes.pt/docs/ficheiros/

Declaracao_da_Sorbonne.pdf 1998&gt;. Acesso em: 06 maio 2013.
DOMINGUEZ AROCA, Maria Isabel. La biblioteca universitaria ante el nuevo modelo de
aprendizaje: docentes y bibliotecarios, aprendamos juntos porque trabajamos juntos. Revista
de

Educación

a

Distancia, Murcia,

v.

4,

n.

4,

2009.

Disponível

em:

&lt;http://www.um.es/ead/red/M4/&gt;. Acesso em: 10 jul. 2013.
ERICHSEN, Hans-Uwe. Tendências europeias na graduação e na garantia da qualidade.
Sociologias, Porto Alegre, n. 17, jun. 2007. Disponível em &lt;http://www.scielo.br
/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1517-45222007000100003&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso
em: 08 maio 2013.
FID. Results of FIDs survey of the modern information Professional. Disponível em:
&lt;http://fid.conicyt.cl:8000/mip.htm&gt;. Acesso em: 20 set. 2013.
FUNARO, V. M. B. O. ; CASTRO FILHO, C. M. . Comparação entre duas escolas de
biblioteconomia no Brasil e na Espanha: aspectos curriculares. In: V ENCONTRO
NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 2003, Belo Horizonte.
Anais eletrônicos... Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais, 2003. Disponível
em: &lt;http://www.ancib.org.br/media/dissertacao/ENAN109.pdf&gt;. Acesso em: 2 nov. 2013.
GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre, Ed. Artes Médicas, 2000.
GRANDI, Márcia Elisa Garcia de; FERRARI, Adriana Cybele. Desenvolvimento de equipes
e capacitação de usuários: a biblioteca universitária como espaço de aprendizagem. In:
SEMINÁRIO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS,

11.,

2000,

Florianópolis. p.7 .Anais eletrônicos... Florianópolis: Universidade Federal de Santa
Catarina, 2000. Disponível em: &lt;http://snbu.bvs.br/snbu2000/docs/pt/doc/t134.doc&gt;. Acesso
em: 15 nov. 2010.
GUIMARÃES, José Augusto Chaves. Moderno profissional da informação: a formação, o
mercado e o exercício profissional no Brasil. CBF: informa, Brasília, v. 3, n. 2, p. 6-7, abr.
1998.
HORTALE, Virginia Alonso; MORA, José-Ginés. Tendências das reformas da educação
superior na Europa no contexto do processo de Bolonha. Educação e Sociedade, Campinas,
v.
25,
n.
88,
out.
2004.
Não
paginado.
Disponível
em:
&lt;http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_
arttext&amp;pid=S010173302004000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&gt;. Acesso em: 16 maio 2013.
LIMA, Licínio C.; AZEVEDO, Mário Luiz Neves; CATANI, Afrânio Mendes. O Processo de
Bolonha, a avaliação da educação superior e algumas considerações sobre a Universidade
Nova. Campinas; Sorocaba, SP, Avaliação, v. 13, n. 1, p. 7-36, mar. 2008.

1409

�MARTINEZ, Didac. El centro de recursos para el aprendizaje e investigación: um novo
modelo de biblioteca para el siglo XXI. Educación y Biblioteca, ano 16, n. 144, p. 98-108,
nov./dic. 2004. Disponível em: &lt; http://gredos.usal.es/ispui/handle/10366/119110&gt;. Acesso
em: 20 jul. 2013.
MORA, José-Ginés. O processo de modernização das universidades européias: o desafio do
conhecimento e da globalização. In: AUDY, Jorge Luis Nicolas; MAROSINI, Marília Costa
(Orgt.). Inovação e Empreendedorismo na Universidade. Porto Alegre: Edipucrs, 2006.
cap.
4,
p.
116-152.
Disponível
em:
&lt;
http://www.pucrs.br/edipucrs/inovacaoeempreendedorismo.pdf&gt;. Acesso em: 13 ago. 2013.
MORIGI, Valdir José; SOUTO, Luzane, Ruscher. Entre passado e o presente: as visões de
biblioteca no mundo contemporâneo. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina,
Florianópolis, v. 10, n. 2, p. 189-206, dez. 2005.
MÜELLER, Suzana Pinheiro Machado. Perfil do bibliotecário, serviços e responsabilidades
na área de informação e formação profissional. Revista de Biblioteconomia de Brasília,
Brasília, v.17, n.1, p.63-70, jan./jun. 1989.
NEVES, Dulce Amélia. Ciência da informação e cognição humana: uma abordagem do
processamento da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 1, p. 39-44,
jan./abr. 2006.
RESOLUCIÓN DE Tokyo. FID News Bulletin, The Hague, v. 44, n.12, p.316-317, dec. 1994.
SANTOS, Jussara Pereira. O moderno profissional da informação: o bibliotecário e seu perfil
face aos novos tempos. Informação&amp;Informação, Londrina, v. 1, n. 1, p. 5-13, jan./jun.
2006.
SOUSA, Margarida Maria de. A biblioteca universitária como ambiente de aprendizagem
no ensino superior. 2009. 90 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) - Escola
de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em:
&lt;http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-20102009-153956/pt-br.php&gt;.
Acesso em: 12 ago. 2013.
VALENTIM,

M.

L.

P.

Assumindo

um

novo

paradigma

na

biblioteconomia.

Informação&amp;Informação, Londrina, p.2-6, jul./dez. 1995.
VANTI, Nádia. Ambiente de qualidade em biblioteca universitária: aplicação do 5S e de um
estilo participativo de administração. Perspectivas em Ciência da Informação, v. 4, n. 2,
1999. Disponível em: &lt; http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/570&gt;.
Acesso em: 10 ago. 2013.

1410

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="62">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71368">
                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71369">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71370">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71371">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71372">
                <text>UFMG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71374">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71375">
                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74519">
              <text>Centro de Recursos para a Aprendizagem e Investigação (CRAI): um novo modelo de biblioteca universitária.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74520">
              <text>Savickas, Rebeka Lope, Silva, Flávia Deu, Valls, Valéria Martin, Martins, Paula Watanabe</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74521">
              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74522">
              <text>UFMG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74523">
              <text>2014</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74524">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74525">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74526">
              <text>Aborda as mudanças promovidas nas bibliotecas universitárias, apresentando de forma ampla as principais características específicas a este tipo de biblioteca, desde seu surgimento na Idade Média às transformações que passou no decorrer dos anos, como os avanços de seus procedimentos, profissionais e usuários, chegando às novas necessidades destes, relacionadas principalmente a realidade das tecnologias da informação e comunicação tornando o consulente mais independente e exigente quanto aos serviços e recursos oferecidos pelas unidades de informação, além das transformações do bibliotecário para atender a essas demandas. A equipe bibliotecária além de ter que se manter constantemente atualizada, cultiva também a capacitação de seu usuário de modo que seja ativo e autônomo de forma assertiva, analisa o Centro de Recursos para Aprendizagem e Investigação (CRAI) dentro da biblioteca universitária (BU), que propõe um modelo que une os integrantes da Instituição de Ensino Superior (IES) e que auxilia no processo de ensino aprendizagem, nas pesquisas produzidas na academia além de oferecer um espaço que proporcione experimentações e preparo para o mercado de trabalho, refletindo sobre o seu panorama teórico. O CRAI surgiu em meio a grandes mudanças econômicas e sociais, sendo parte integrante da reforma educacional na Europa. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
