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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

O BIBLIOTECÁRIO FRENTE AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NA GESTÃO
DO CONHECIMENTO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Iraselma Costa Reis
Djalda Maracira Castelo Branco Muniz

RESUMO
Aborda as tecnologias na gestão do bibliotecário de Bibliotecas Universitárias. Apresenta
tecnologias dos sistemas de informação, seu surgimento e prática de gestão na área
biblioteconômica. Descreve alguns dos serviços que foram incorporados às bibliotecas com o
uso das TIC’s, assim como as melhorias nos serviços prestados da unidade de informação.
Analisa o perfil do bibliotecário gestor, que ganhou mais espaço mediante o uso dessas
tecnologias. Objetiva identificar como os sistemas de informação podem auxiliar o
Bibliotecário durante a sua gestão, destacando as ferramentas mais utilizadas em uma
organização. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico, como principal meio
de estudo a análise de obras relacionadas ao tema proposto, com base na pesquisa qualitativa
com abordagem exploratória dos textos. As mudanças que as tecnologias ocasionaram em
bibliotecas. Conclui que o Bibliotecário gestor deve ter um perfil voltado tanto para o
planejamento da instituição o desenvolvimento e/ou aprimoramento de novos produtos e/ou
serviços da unidade de informação.

Palavras-Chave: Biblioteca universitária; Bibliotecário gestor; Sistema de informação;
Gestão do conhecimento; Uso das TC’s na gestão.
ABSTRACT
Addresses technologies in managing librarian of University Libraries . Displays information
technologies and systems , their emergence and practice o f management in the library science
field. Describes some of the services that were incorporated into the libraries with the use of
ICTs , as well as improvements in services unit of information. Manager profile analyzes the
librarian , gained through the use of space technology. Aims to identify how information
systems can aid the Librarian during his administration , highlighting the most used tools in
an organization . The methodology used was the literature review as the primary means of
study analysis of works related to the theme, based on qualitative research with an exploratory
approach to the texts . The changes that caused the technologies in libraries . Concluded that
the Librarian must have a manager facing the institution's planning the development and / or
improvement of new products and / or unit of information services both profile.

Keywords: University library; Librarian
management; Use of CT in the management

manager;

Information

system;

Knowledge

1375

�1 IN TRO D U ÇÃ O
O Bibliotecário na atualidade lida com diversos sistemas de informação tecnológica,
neste trabalho lidamos com questões exponenciais na área de gestão de bibliotecas
universitárias e ação do bibliotecário na gestão dos sistemas de informação em bibliotecas
universitárias, buscando entender através do conhecimento sobre gestão, o comportamento
dos bibliotecários gestores no contexto desses sistemas.
Serão observadas as interações homem-máquina, bem como as barreiras de uso em
Sistemas de Informação de bibliotecas. Perpassamos brevemente pelo histórico dos sistemas
de informação mais utilizados, as redes, o gerenciamento eletrônico de documentos, a gestão
dos documentos, gestão do conhecimento, memória organizacional e o bibliotecário gestor de
sistemas de informação. Traçamos uma tessitura de cada um desses e a importância do gestor
bibliotecário bem preparado para executar a gestão com qualidade dentro da unidade de
informação.
Para que ocorra o progresso da biblioteca universitária, as soluções que foram
desenvolvidas em tecnologias da informação causaram profundas modificações nas unidades
de informação fazendo surgir novos ofícios para o Bibliotecário, que trazem reflexos nas
estruturas organizacionais e planos de sua carreira. A estrutura do ensino superior na área,
contextualizada neste ambiente de mudanças, dificilmente acompanha na mesma velocidade.
Assim, as demandas de pessoal qualificado que vão surgindo a todo o momento forçam as
organizações a buscarem em seus quadros, indivíduos que possuam um conjunto de
competências mínimas requeridas e ao mesmo tempo buscam a qualificação de seus recursos
humanos com novas habilidades no sentido da realização eficiente de tarefas.
Diante do cenário exposto, a pesquisa objetiva identificar como os sistemas de
informação podem auxiliar o Bibliotecário durante a sua gestão, destacando as ferramentas
mais utilizadas em uma organização. Para realização do trabalho utilizou-se o levantamento
bibliográfico, como principal meio de estudo a análise de obras relacionadas ao tema
proposto, com base em uma pesquisa qualitativa com abordagem exploratória. Assim, a
pesquisa nos proporciona além de conhecimento, uma análise sobre as diversas ferramentas
que podem ser empregadas em uma biblioteca universitária, pelo bibliotecário gestor.

2 SISTEM AS DE IN FO RM A ÇÃ O
Nos dias atuais, os sistemas de informação estão se tornando cada vez mais
importantes nos processos estratégicos das organizações. “A revolução proporcionada pela

1376

�tecnologia da informação contribuiu para uma completa reformulação do modo de agir e de
gerir as organizações” (SCHUSTER; SILVA FILHO, 2013, p. 15).
A tecnologia tornou-se parte de um plano de ação instrumental, reduzindo as
incertezas a respeito das relações causa-efeito na tentativa de se obter um resultado desejado.
A velocidade e a abrangência na coleta de dados e informações, seu gerenciamento e
disseminação auxiliam e melhoram a eficiência das técnicas administrativas, principalmente
na gestão do conhecimento.
O desenvolvimento de computadores e software (TI) influenciou nas organizações
administrativas, atingindo-as desde a atuação em departamentos para toda a empresa, até a
corporação, deixando claro que a TI está presente em todos os processos de produção,
administrativos, financeiros e estratégicos. Esta influencia contribuiu para o desenvolvimento
de novos mecanismos tecnológicos para gerenciar estes setores.
Estes sistemas devem proporcionar as melhores práticas e técnicas de gestão e
permitir que estas técnicas possam ser incluídas e postas em práticas sem maiores
dificuldades.

2.1 O uso das tecnologias para o gerenciamento do conhecimento
Uma das tecnologias empregadas na gestão do conhecimento é a Enterprise

Resource Planning (Sistemas Integrados de Gestão-ERP) devido a sua capacidade de integrar
o sistema de quase toda a organização. De acordo com Shcuster e Silva Filho (2013, p.45)

Os sistemas integrados de ERP devem possuir uma arquitetura básica do tipo
cliente-servidor, possuir processamento distribuído dos dados, bancos de
dados relacionais, orientação e objetos, entre outros. Especialmente para as
empresas, cuja a atividade é extremamente dinâmica, a flexibilidade é
característica fundamental.
A flexibilidade nos sistemas é importante para se acompanhar as mudanças externas
exigidas pelo mercado. Ao falar sobre as características do ERP, Breternitz (1999, p. 14)
destaca a atualização das tecnologias, sua flexibilidade com as mudanças, seus módulos
adaptados a cada setor, arquitetura e amplitude, abertura para o mundo exterior, práticas de
negócios e capacidade de simulação.
Além da ERP, existem muitas outras tecnologias voltadas para o gerenciamento do
conhecimento, algumas delas já estão embutidas nas soluções ERP existentes hoje no
mercado, são elas:
I.

Redes: Intranet, Internet, Groupware, Repositórios, SCM e EDI, Workflow

1377

�II. Gerenciamento eletrônico de documentos (GED): Gerenciamento de documentos,
Imagens de documentos, Imagens integradas a sistemas de processamento de dados,
OCR.
2.1.1

Redes
A implementação de uma gestão do conhecimento deve ser composta de

computadores em uma rede flexível que permita uma adaptação para outro sistema de
informação, que deve comportar uma intranet, correio eletrônico, internet e banco de dados.
A Intranet permite o compartilhamento de informações dinâmicas e interligadas,
tornando o ambiente de trabalho ideal. Davenport e Prusak (1998) consideram as tecnologias
na web muito amigáveis, pois lidam facilmente com representação do conhecimento. Este tipo
de rede é considerado como uma maneira mais fácil de iniciar a gestão do conhecimento.
Permite também, a sistematização do conhecimento explicito proveniente dos
diversos departamentos da organização. Segundo Benett (1997) os custos para sustentar uma
intranet, envolve a conversão dos documentos existentes para o formato HTML, sob
coordenação de vários provedores de conteúdo, na indexação periódica dos dados para a
utilização de recursos de pesquisa e a manutenção dos softwares envolvidos. Apresenta como
benefícios o estabelecimento de metas e desempenho a serem atingidas, gerando novas
receitas e redução de custos.
Já na Internet, faz-se necessário o uso de um portal, que integre diferentes fontes de
conhecimento. Um portal apresenta opções de busca em uma biblioteca de conteúdo
classificado e agregando comunidades com interesse comum, oferecendo personalização do
conteúdo, de acordo com a solicitação do usuário.

Groupware é uma ferramenta voltada para o trabalho em equipe, que permite
gerenciar trabalhos interdependentes, visando aumentar a cooperação e a comunicação do
trabalho em grupo.

Este tipo de recurso é especialmente eficiente, quando aplicado em
comunidades de prática, isto é, em comunidades ou grupos de pessoas que,
dentro da organização, compartilham de experiências e de temas de comum
interesse. (TARAPANOFF, 2006, p.129).
Assim, o Groupware tem como objetivo promover o trabalho em conjunto através da
comunicação,

colaboração

e

coordenação

entre

os

envolvidos,

caracterizando

o

compartilhamento do conhecimento tácito. Nesta ferramenta a informação e os dados do

1378

�documento, são distribuídos a partir de um repositório central para todos os usuários do
sistema, independentemente do grau de interesse de cada um em relação ao material recebido.
Os repositórios de conhecimento são considerados aplicações simples para a
propagação do conhecimento. Davenport e Prusak (1998), classificam os repositórios em três
tipos básicos: o de conhecimento externo - que contém dados sobre os concorrentes; o de
conhecimento interno estruturado - envolvendo relatórios, memorandos, artigos; e o de
conhecimento interno informal - grupos de discussão onde os participantes registram suas
experiências e reagem sobre a opinião de outros.
A definição de Supply Chain Manegement (SCM) ou gerenciamento de cadeia de
suprimentos resume-se a um sistema que interliga diversas empresas parceiras com o objetivo
de criar uma rede eficaz, que atenda os clientes de maneira mais rápida possível. Breternitz
(1999, p.88) define o SCM como:

tecnologia da Informação para dar automaticamente inteligência (no sentido
de informação) a uma rede de fornecedores, fabricantes, distribuidores,
atacadistas, varejistas e a outros parceiros de negócios com o objetivo de
permitir que cada um deles opere com as informações mais utilizadas a
respeito das operações dos demais, de forma a que se possa movimentar
produtos e serviços de sua origem até o consumidor no menor tempo e custo
possível.
Observa-se que o papel do SCM consiste em dar suporte aos processos envolvidos
tanto na aquisição da matéria-prima como na entrega do produto final ao cliente, permitindo
ainda que este obtenha informações das transações de outras empresas.
O Electronic Data Interchage (EDI), ou, intercambio eletrônico de dados, auxilia na
eliminação dos volumes de informações impressas nas empresas, como os relatórios, por
exemplo.

Stair (1998) afirma que com o EDI, os computadores dos clientes, fabricantes e

fornecedores, podem ser conectados, possibilitando a transferência, de maneira segura, de
dados entre estes, com um mínimo de influência humana.

O EDI tem permitido a modificação na forma de organização das empresas
com respeito aos diferentes processos produtivos, obtendo melhorias na
produtividade e na eficiência dos agentes empresariais, podendo também
diminuir os custos de produção de uma simples operação, por coordenar
atividades de produção entre empresas distintas. (PORTO; BRAZ;
PLONSKI, 2000, p. 2).
Outro fator positivo do EDI é a redução de tempo e mão de obra, já que permite um
intercambio de dados e, por conseguinte a minimização de custos devido à atualização

1379

�constante, permitindo na visão de Pereira (2002) planejar e prever com maior precisão. O fato
de ser um protocolo de comunicação normatizado por órgãos competentes torna-o
independente de plataforma específica, o que permite que empresas com diferentes
plataformas de hardware ou software podem utilizar o EDI sem precisar ajustar suas
tecnologias.

Workflow é considerado um instrumento de grande avanço em TI, por constituir-se
em um conjunto de ferramentas que possibilita uma compreensão e automação de atividades e
tarefas baseadas em informação.

O workflow possibilita reais soluções de problemas relacionados com processos,
mostrando e acompanhando, constantemente, todas as suas etapas até a sua concretização. De
acordo com Schuster e Silva Filho (2013) documentos como atas, pedidos, recados, e-mails e
outros podem ser despachados a diversos destinatários através do ambiente workflow. As
informações importantes a uma determinada pessoa ou grupo são enviadas através do

workflow, podendo estar no mesmo local ou não. O workflow, devido a sua natureza de fluxo
de processos, necessita de uma codificação mais formal.
O Business inteligence (BI) também é um conjunto de ferramentas, porém voltado
para a manipulação e investigação de uma massa de dados na busca de informações
importantes que devem fornecer uma visão completa do negocio. Tem como vantagens o
cruzamento de dados, visualização das informações em vários cenários e análise dos
principais indicadores de desempenho empresarial.

2.1.2 Gerenciamento eletrônico de documentos - GED
Nas últimas décadas foram geradas um grande numero de informações, mais do que
em qualquer outras décadas e informação, para muitas organizações, significa registro em
papel. A utilização do GED nas empresas tem se tornado uma necessidade, tanto para a
redução de espaço e tempo - armazenar e ter acesso - como para tornar admissível a aplicação
de gerenciamento do conhecimento.
Para Machado (2002), o GED consiste no somatório de todas as tecnologias e
produtos que visam gerenciar informações e conhecimentos de forma eletrônica. Destaca
ainda que o papel do GED não é somente arquivar em um meio eletrônico os documentos,
mas também tratar as informações que mantem e lhe são fornecidas.
O gerenciamento de documentos prioriza os dados cadastrais e históricos dos
documentos, que são informações do tipo: nome do autor, data de criação, números e datas de
revisões, número dos documentos, série, escala, entre outros tipos de informações relevantes

1380

�ao tipo de projeto/documento. Estes dados são bastante dinâmicos e os documentos podem ser
variados, já que o que se está gerenciando são apenas as propriedades (MACHADO, 2002).
A técnica de imagens de documentos está voltada para o arquivamento das imagens
de documentos estatísticos, que já foram concluídos. O documento que após ser digitalizado e
indexado, é armazenado em mídias digitais de acordo com a sua classificação, podendo assim,
ser rapidamente localizados e visualizados.
Outra técnica adotada por algumas organizações é a de Imagem Integradas a
Sistemas de processamento de Dados, que permitem integrar os sistemas de informação visual
às imagens respectivamente relacionadas às informações. Em uma empresa esta técnica é
utilizada na parte de recursos humanos.
O Reconhecimento Ótico de Caracteres, ou Optical Character Recognition (OCR),
permite a conversão de textos impressos ou datilografados, para caracteres digitais, que
podem ser arquivados na forma de dados simples, como se tivessem sidos digitados. Esta
tecnologia contribui muito para o processo de digitalização de documentos ainda não digitais,
facilitando diversos outros processos relativos aos GED.
Os mapas de conhecimento, segundo Pereira (2002) são bancos de dados online de
funcionários portadores do conhecimento, que permite o acesso a todos os usuários para
pesquisa, localização e comparação de fontes potenciais do conhecimento. Tem como
objetivo indicar pessoas, a serem consultadas, quando o usuário tiver algum tipo de dúvida e
não souber a quem recorrer. É também utilizado como instrumento de avaliação do acervo de
conhecimento, podendo identificar os pontos fortes e fracos a serem explorados ou
preenchidos.

3 GESTÃO DO CONHECIMENTO
O conhecimento é uma das variáveis fundamentais para explicar o sucesso das
organizações. E a gestão contribui para ampliar o conhecimento coletivo, levando a
organização ao sucesso. Para Tarapanoff (2006, p. 26) a gestão do conhecimento “trabalha
sistematicamente a informação e o conhecimento visando ao aumento da capacidade de
resposta da empresa ao meio ambiente com inovação e competência, desenvolvendo a eficácia
e o conhecimento corporativo” . Todo esse processo é baseado na experiência dos indivíduos,
que irão transmiti-la à organização as quais pertencem.
Davenport e Prusak (1998, p.20) afirmam que o “conhecimento é uma fonte
sustentável de vantagem competitiva e que o [...] potencial de novas ideias surgidas do

1381

�estoque do conhecimento de qualquer empresa é praticamente infinito” . O diferencial entre as
organizações é o conhecimento, que as conduz a dissemina-lo e produzir inovações.
A gestão do conhecimento contribui para disseminação do conhecimento que está
implícito nas práticas individuais e coletivas dos funcionários da organização. Fundamentado
nesta afirmação, Oliveira Junior (2001, p. 144) descreve que a gestão do conhecimento
consiste no “ [...] processo de identificar, desenvolver, disseminar e atualizar o conhecimento
estrategicamente relevante para a empresa, seja a partir de esforços internos à organização,
seja a partir de processos que extrapolam suas fronteiras” .
A concorrência obrigou as organizações a reverem suas práticas de gestão do
conhecimento, principalmente pela necessidade da adoção de posturas diferenciadas para
enfrentar as mudanças ocorridas nos meios internos e externos envolvendo as organizações.
Por isso a adoção da gestão do conhecimento veio auxiliar a administração do conhecimento
em ambientes organizacionais, tendo como objetivo básico criar, compartilhar e disseminar o
conhecimento para melhor enfrentar as forças que o ambiente exerce sobre o sistema da
empresa.
Nonaka e Takeuchi (1997) classificam esse conhecimento em dois tipos: explicito e
tácito. O conhecimento explicito é aquele que pode ser interpretado por palavras, podendo ser
utilizado oralmente ou escrito. Este conhecimento pode ser transmitido e armazenado sem
dificuldades, sendo facilmente decodificado.
Já o conhecimento tácito é um conhecimento pessoal que se associa à experiência
individual. É de difícil interpretação para a linguagem formal, sendo composto por fatores
intangíveis que norteiam a mente, correspondendo ao conhecimento baseado na experiência
pessoal.
A gestão eficaz do conhecimento é um grande desafio. Nesse contexto, a gestão do
conhecimento é tida como a nova dimensão na definição dos sistemas de informação
empresarial. Rocha e Costa (2003, p. 343) definem esses sistemas de gestão do conhecimento
como um “ ...processo completo de descoberta, aquisição, criação, disseminação, utilização,
filtragem, compartilhamento, aprendizado, manutenção reutilização e renovação de todo o
conhecimento tácito e explicito existente nas organizações” .
Este processo torna-se importante para o sucesso de uma gestão do conhecimento,
estimulando a propagação do conhecimento, que Tarapanoff (2006, p. 277) acredita contribuir
para “ [...] o desenvolvimento de uma memória organizacional, para guardar, representar e
compartilhar o conhecimento organizacional.”

1382

�3.1 Memória Organizacional
Muita das vezes as organizações lembram suas políticas e seus métodos. As pessoas,
ao serem confrontadas com alguma questão ou problema que precisam ser solucionados,
recorrem à sua memória, buscando não só o conhecimento explícito, mas também o tácito. A
experiência individual utiliza a memória da empresa e acrescenta-lhe valor, criando novo
conhecimento. O sistema de gestão do conhecimento captura esse novo conhecimento e o
aprimora, tornando-o disponível.
Neste sentido Tarapanoff (2006, p. 277), acredita na memória organizacional, como
um método para auxiliar no ambiente organizacional.

Da perspectiva da organização, um método de gerenciar seus recursos
intelectuais é buscar aumentar a memória organizacional. Intuitivamente,
sabe-se que uma organização, que é composta de pessoas, deveria reter
conhecimento de seus esforços passados e condições ambientais.
Muitas organizações tem a informação que necessitam, porém não sabem que as têm.
Na maioria das vezes elas têm conhecimento sobre a informação, mas não conseguem achá-la.
O que os gestores necessitam é entender como e onde a informação deve estar armazenada
para usá-la dentro de sua organização.
Schuster e Silva Filho (2013) informam que a memória organizacional envolvem:
a) A identificação do conhecimento, que consiste em levantar os objetivos e processos
referentes à gestão do conhecimento para um planejamento estratégico;
b) Aquisição do conhecimento, convertendo o conhecimento tácito em explicito,
adquirindo o conhecimento à organização;
c) Construção

do

conhecimento,

sustentando

às

atividades

de

pesquisa

e

desenvolvimento;
d) Disseminação do conhecimento, divulgando o conhecimento adequado, para as
pessoas que assim requisitam;
e) Utilização do conhecimento, fornecendo conhecimento relevante de forma autêntica e
de acordo com o perfil do usuário;
f) Manutenção do conhecimento com visão para o desenvolvimento da memoria
organizacional, rejeitando o conhecimento irrelevante à organização;
g) Valoração do conhecimento que consiste na avaliação do uso do conhecimento.

1383

�Essas características customizam o ambiente da empresa de acordo com os negócios
desta, para um sistema de gestão do conhecimento, compreendendo os seus conhecimentos
coletados ao longo do tempo. Assim, a informação coletada deve ser útil e corresponder às
necessidades importantes da organização, facilitando a recuperação do conhecimento que
agregue valores aos seus objetivos estratégicos.
O usuário, centro das ações e iniciativas do bibliotecário, pode utilizar o suporte
tradicional ou digital da biblioteca universitária para resolver sua busca informacional de
pesquisa ou problema cotidiano. Porém de nada adiantará os sistemas de informação e suas
tecnologias que a biblioteca disponibilize, se o principal favorecido, o usuário, não souber ou
não quiser interagir com a informação disponibilizada em meios eletrônicos, criando-se
assim, as chamadas barreiras de usabilidade de sistemas de informação em bibliotecas.

4 O BIBLIOTECÁRIO GESTOR E OS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
As atividades nas unidades de informação para o Bibliotecário sempre exigiu a
prática da administração, uma vez que a gestão envolve a elaboração de projetos e a junção de
habilidades que vão desde o saber de lidar com pessoas a solução de problemas. O
bibliotecário passou a ser um profissional proativo, que não tem medo de ousar, o que refletiu
consideravelmente para que se tornasse um bom líder com criatividade, passando a cunhar um
ambiente propício a ampliação das Unidades de Informação. Além, de que, passou a utilizar a
tecnologia como um instrumento de ação para minimizar as dúvidas a respeito das relações
entre o gestor e a comunidade acadêmica.
O usuário, centro das ações e iniciativas do bibliotecário, pôde utilizar o suporte
tanto tradicional ou digital da biblioteca universitária para resolver sua busca informacional
de pesquisa ou problema cotidiano.
As consequências do desenvolvimento tecnológico causado nas bibliotecas, com a
introdução das tecnologias da informação foram às novas maneiras de interação entre seus
profissionais e seus usuários (RAMOS, 2003). Na atualidade as bibliotecas são reconhecidas
como espaços informativos, para conhecer, discutir, criar e recriar. O acervo é planetário e
acessível no intangível formato eletrônico, rapidamente repensado à velocidade da tecnologia.
Milanesi (1983) acredita que quanto mais uma biblioteca propicia uma multiplicidade de
informações para satisfazer a necessidade informacional do seu usuário, mais ela estará
chegando ao seu objetivo.
As novas tecnologias implementadas em bibliotecas, poderoso instrumento de
comunicação que diminui as distâncias, fizeram com que as mesmas rompessem com o

1384

�modelo tradicional: o acervo físico. Para Cuenca e Tanaka (2003) a tecnologia da informação
tem seu maior produto na Internet, considerado um poderoso instrumento de comunicação.
Mas como deverá ocorrer a gestão da informação elaborado pelo bibliotecário? Cabe
ele tornar mais prático e fácil o caminho do usuário, ou seja, todas as vias possíveis de acesso
devem ser conhecidas, levando-o a entender o sistema de informação construído e minimizar
as barreiras de usabilidade.
Para Ramos (2003) as benesses trazidas pelas tecnologias de informação
proporcionam às bibliotecas: racionalidade no trabalho, o aumento de produção, melhor
controle e uma maior facilidade de armazenamento e disseminação da informação. A gestão
intervém tanto na direção como no controle e monitoramento da mesma, em seu meio; o
controle do desempenho conserva-se na direção desejada e planejada, possibilitando uma
tomada de decisão mais eficaz e rápida, tornando as bibliotecas mais flexíveis. Essas
transformações abalaram tanto a estrutura das bibliotecas, seus usuários, bem como, seus
bibliotecários.
Um dos objetivos específicos dos sistemas de informação é minimizar o tempo de
busca do usuário em sua pesquisa. Trazendo a discussão sob a ótica de Garcez e Rados (2002)
a formulação dessa estratégia de busca requer o conhecimento do assunto pesquisado, do
sistema e da bibliografia, portanto deve ser feita pelo usuário ou bibliotecário. A necessidade
de capacitação é bilateral, tanto o usuário, que precisa de auxílio na busca por informação,
quanto o bibliotecário, que necessita minimizar o tempo de busca e dá maior precisão possível
sobre a informação desejada pelo usuário, ambas as partes devem estar em sintonia
juntamente ao sistema de informação, para que haja a eficácia e eficiência de uso desse
sistema.
A pesquisa em sistema de informação busca a criatividade de quem a executa. O
primeiro passo é definir o que se procura, seguido de como procurar, selecionando o que
interessa e posteriormente combinar esses dados para se atingir o objetivo esperado. A busca
em um sistema que levará o usuário a um conjunto de conflitos e reforços de informações,
muito mais de reforços, onde abrirá um leque de oportunidades de dados para se atingir o
conhecimento.
As mudanças dos paradigmas da informação, segundo Fujita (2006, p.29) foram os
fatores determinantes para a inovação das gestões aplicadas nas Unidades de Informação:

1385

�[...] a diversidade de formatos exige tratamento temático e descritivo
compatíveis com consequente modificação de Normas, diretrizes, manuais e
metodologias; a coexistência do formato impresso e do formato eletrônico:
evolução semelhante à ocorrida com o documento manuscrito para o
documento impresso, em ritmo acelerado; acesso: evolução tecnológica da
comunicação de dados facilitou o acesso simultâneo de todos a todos os
registros; valor: a informação registrada, tratada e disseminada por meio do
aparato tecnológico de comunicações tem um valor mais alto.
O bibliotecário gestor deve ir além da aptidão de trabalhar nos processos de
organização, disseminação e gestão da informação. A sociedade percebe que a Informação em
si é uma ferramenta estratégica em variadas áreas e que pode interferir no desenvolvimento
econômico e social. Sob essa perspectiva esse profissional passa a apresentar novas
características o que exige novas competências, competências estas que pedem uma nova
dimensão no campo de trabalho abrangido pelo gestor.
[...] quanto as atividades tradicionais que eram atribuídas aos bibliotecários,
como mediador entre a informação e o usuário, devem ser agregadas às
experiências com as técnicas de gerenciamento e conhecimento de
tecnologias da informação, para que assim haja a assunção do papel de filtro
informacional ao agregar valor aos produtos e serviços de informação.
(MIRANDA, 2004, p. 119).
Assim, o bibliotecário monitora com mais precisão a Unidade de Informação,
identificando riscos e oportunidades que são apresentadas nas atividades desenvolvidas. Seria
o estudo dos fatores de acréscimo interno e externo aplicados a biblioteca universitária. O
objetivo principal de sua gestão é melhorar o desempenho organizacional implantado e
estudar quais decisões devem ser tomadas.
No enlace dessas mudanças os Bibliotecários começaram a repensar os serviços
apresentados nas unidades de informação, afinando e dirigindo suas visões estrategistas, para
a habilidade de identificar e solucionar os problemas apresentados. Destarte os gestores foram
provocados a desenvolver e potencializar capacidades individuais, onde aumentaram
gradativamente uma postura administrativa.
Lembrando a perspectiva de Le Coadic (1997, p. 112-113) onde ressalta que algumas
qualificações que devem ser aprimoradas nos Gestores da Informação, tais como:
[...]avaliar, planejar, vender e fazer funcionar redes locais de comunicação
de informação em instituições; administrar unidades de informação e
implantar programas de gerenciamento de informação para informatizá-las;
procurar, preparar, resumir e editar informações de natureza científica e
técnica; dirigir a redação de revistas científicas em empresas de editoração;
organizar (adquirir, registrar, recuperar) e distribuir informação em sua
forma original ou como produtos elaborados a partir dela[...]

1386

�Essas qualificações adquiridas e potencializadas dentro da Biblioteca universitária
necessitam ser acompanhadas por algumas ferramentas disponíveis para administrar,
identificar, observar e analisar problemas, soluções, projetos e etc. Conforme a leitura de
Barbalho et al (2000) a administração, hoje é concebida com objetivo de proporcionar a
integração

de indivíduos

que

contribuem,

com

seus

esforços,

para

atingir ações

predeterminadas, o que reflete diretamente em várias áreas fora das Ciências Aplicadas. A
gestão eficaz de uma Unidade de Informação está intimamente ligada às filosofias
administrativas, que devem ser conhecidas e adaptadas à realidade de cada instituição, sendo
destacadas sobre três aspectos importantes relacionados à Gestão das Unidades de Informação

Teórico (um conjunto de saberes interdisciplinares das áreas de
administração, ciência da informação e tecnologia de informação); Prático
(um conjunto de métodos/metodologias, técnicas e ferramentas); e Processo
(um recurso estratégico de intervenções governamentais). (OLIVEIRA E
PEREIRA apud NEVES, SOUZA, OLIVEIRA, 2006)
Esses aspectos, além de serem estratégicos para a economia contemporânea,
permitem enxergar a Gestão da Informação como um modelo que fornece as condições
necessárias para gerir eficazmente a informação na organização, ou seja, a junção desses
aspectos permite a elaboração das ferramentas necessárias no contexto gerencial procurado
dentro das Unidades de Informação.
Além de todas as etapas de que se engendram no planejamento, é necessário que o
marketing seja uma ferramenta constante na unidade de informação. O marketing seria mais
uma estratégia para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido dentro da organização, seria a
parte do processo da Gestão que propõe a distribuição dos serviços/atividades estabelecidos.
O marketing em unidades de informação:

[...] pode ser entendido como uma filosofia de gestão administrativa na qual
todos os esforços convergem em promover, com a máxima eficiência
possível, a satisfação de quem precisa e de quem utiliza produtos e serviços
de informação. É o ato de intercâmbio de bens e satisfação de necessidades.
(OTTONI. 1995, p. 1).
A Library Associaton de Londres aponta alguns conhecimentos que são importante
para a formação dos bibliotecários para lidar com o desenvolvimento da Gestão das Unidades
de Informação, conforme Santos (1996, p. 9):

1387

�1.
Desenvolvimento de habilidades analíticas e gerenciais que possam
ser aplicadas na aquisição e organização de recursos e na promoção da
biblioteca e dos serviços de informação numa determinada organização.
Conteúdos sugeridos: modelos organizacionais, análise e solução de
problemas, comportamento e motivação humanos, administração financeira
e orçamentária, análise das necessidades de informação, profissionalismo e
códigos de conduta [ética], administração de recursos humanos, marketing e
promoção, planejamento e tomada de decisões.
2.
Compreensão das necessidades de informação da sociedade.
Conteúdos sugeridos: liberdade de informação e censura, multiculturalismo,
oportunidades iguais e práticas não-opressivas, economia da informação,
direitos autorais e propriedade intelectual, necessidades de informação para
grupos específicos, informação como bem de consumo e acesso à
informação em países em desenvolvimento.
3.
Conhecimento dos papéis, funções e valores da biblioteca e dos
serviços de informação. Conteúdos sugeridos: políticas nacionais e
internacionais de informação, legislação e seu impacto, recreação,
entretenimento e artes, literaturas especializadas e serviços cooperativos.
4.
Compreensão dos processos de produção, aquisição, organização e
disseminação da informação. Conteúdos sugeridos: controle bibliográfico e
fontes de informação, seleção, administração e preservação de materiais,
aplicação das tecnologias da informação, sistemas e serviços on-line,
indexação, classificação e catalogação, avaliação e reempacotamento da
informação, planejamento e construção de bases de dados, seleção de
sistemas e serviços informáticos, produção e editoração de livros, sistemas
de informação avançados, hipertexto etc.
5.
Competência para o desenvolvimento de habilidades práticas, por
meio de metodologias de pesquisa, comunicação, métodos estatísticos,
funções básicas de contabilidade, processadores de texto, criação de pacotes
multimídia, línguas estrangeiras.
Estes conhecimentos constituem-se como bases para o desenvolvimento profissional
dos bibliotecários para uma boa aplicação de novas ferramentas de gerência das UIs,
ferramentas essas que modificam a Unidade tanto estruturalmente como na organização das
políticas administrativas aplicadas.
O bibliotecário pode aplicar estes conhecimentos por meio dos Sistemas Integrados
de Gestão (Enterprise Resource Planning - ERP) que se constitui na união de várias
ferramentas, mas que de acordo com as exigências do gestor pode optar pelas que se adequem
às suas necessidades. Assim o bibliotecário poderá optar por soluções groupware, que permite
que todos os funcionários colaborem com a solução dos problemas por meio do
compartilhamento de conhecimento, e de workflow, possibilitando enviar vários documentos
ao mesmo tempo para outros setores da instituição ao qual a biblioteca universitária está
vinculada, ou até mesmo outra biblioteca que tenha um ambiente workflow. Esta ferramenta
completa a intranet com a integração de outros recursos tecnológicos, como uma versão
eletrônica atualizada do mapa de conhecimento, que permitirá a identificação do detentor de

1388

�cada conhecimento, onde esse conhecimento se encontra na organização e onde podem ser
estabelecidas.
De acordo com Oliveira (2001), as organizações que adotam estas ferramentas,
conhecem melhor os pontos fortes, podem eliminar ou adequar seus pontos fracos, conhecer e
usufruir as oportunidades externas evitando as ameaças externas e ter um efetivo plano de
trabalho estabelecendo as premissas básicas, as expectativas e os caminhos almejados pela
empresa.
Uma analise da identificação das ferramentas apresentadas pela Unidade de
informação, segundo Cury (2002), nos leva a compreender que estas ferramentas são
dinâmicas e que tem como objetivo estudar soluções integradas para os problemas
administrativos, envolvendo, portanto, a responsabilidade básica de planejar as mudanças,
aperfeiçoando,

dinamizando,

potencializando

e

adequando

o

clima

e

a

estrutura

organizacionais, assim como os processos e métodos de trabalho.
Estas se configuram metodologias adequadas aos bibliotecários gestores inseridos no
contexto da biblioteca universitária gerindo os sistemas de informação, munidos a outras
capacidades desenvolvidas, possam tornar eficaz os meios de recuperação da informação para
a satisfação da busca do usuário e consequentemente o sucesso de sua instituição.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A tecnologia influência o trabalho intelectual e de pesquisa nas várias áreas do
conhecimento, modificando as relações econômicas, políticas, culturais entre os grupos
sociais. As alterações na sociedade contemporânea, tanto no cenário mundial, nacional ou
regional, acarretam mudanças nos perfis dos profissionais de diversas áreas. A tecnologia vem
proporcionando cada vez mais ferramentas para o desenvolvimento das organizações e tais
ferramentas exigem profissionais especializados, com a forma tanto estrutural como
organizacional do universo da instituição.
O homem criou a escrita e financiou uma guerra no processo de comunicação, novas
tecnologias de comunicação surgiram e as já existentes se aperfeiçoaram. Hoje não mais
importa onde a informação se encontra e sim a forma de aceso a essa informação.
Como foi observado ao longo do texto, enfatizou-se a importância da informação em
nossa sociedade, o ritmo acelerado da produção, bem como o acúmulo desordenado da
mesma. Com o advento da tecnologia da informação, que veio para racionalizar a enxurrada

1389

�de informações com a criação dos sistemas, desenvolveram-se novos métodos computacionais
de armazenamento, organização e disseminação dessa informação.
Portanto o bibliotecário deve buscar uma gestão participativa, que promova o diálogo
entre a equipe e a comunidade atendida, buscando sempre a inovação, proporcionando prazer
na realização do trabalho através da motivação, aplicando dinâmicas pela qualidade e
integração da equipe, estando sempre atento às mudanças no meio informacional.

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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              <text>Reis, Iraselma Costa, Muniz, Djalda Maracira Castelo Branco</text>
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              <text>Aborda as tecnologias na gestão do bibliotecário de Bibliotecas Universitárias. Apresenta tecnologias dos sistemas de informação, seu surgimento e prática de gestão na área biblioteconômica. Descreve alguns dos serviços que foram incorporados às bibliotecas com o uso das TIC‘s, assim como as melhorias nos serviços prestados da unidade de informação. Analisa o perfil do bibliotecário gestor, que ganhou mais espaço mediante o uso dessas tecnologias. Objetiva identificar como os sistemas de informação podem auxiliar o Bibliotecário durante a sua gestão, destacando as ferramentas mais utilizadas em uma organização. A metodologia utilizada foi o levantamento bibliográfico, como principal meio de estudo a análise de obras relacionadas ao tema proposto, com base na pesquisa qualitativa com abordagem exploratória dos textos. As mudanças que as tecnologias ocasionaram em bibliotecas. Conclui que o Bibliotecário gestor deve ter um perfil voltado tanto para o planejamento da instituição o desenvolvimento e/ou aprimoramento de novos produtos e/ou serviços da unidade de informação.</text>
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