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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

O BIBLIOTECÁRIO ATUANTE EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS NO
SÉCULO XXI: A NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO AO MODERNO
PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO (MIP).
Jorge Santa Anna
Maria Aparecida de Mesquita Calmon
Gleice Pereira
RESUMO
A diversidade na oferta de serviços e produtos constitui uma das características mais
marcantes das bibliotecas universitárias (BU). Essa diversidade se amplia constantemente,
sobretudo com a crescente utilização das novas tecnologias e o acúmulo de informações
geradas, o que fez desencadear a necessidade de ampliação das competências e características
dos profissionais que atuam nessas unidades de informação. A fim de acompanhar essas
mudanças, os bibliotecários precisam adquirir novas competências, adequando-se ao perfil de
um profissional inovador, categorizado como Moderno Profissional da Informação (MIP).
Assim sendo, este estudo objetiva apresentar as características e competências dos
bibliotecários atuantes em BU, relacionando-as ao perfil do MIP. Para tanto, o artigo discute,
com base na literatura, o contexto no qual se situam as BUs, bem como as principais
atividades prestadas, e as competências necessárias para que os bibliotecários sejam
considerados MIP. Por fim, foi realizado um estudo em uma BU, aplicando questionário a 15
bibliotecários com vistas a investigar suas competências. Após análise e comparação entre as
competências desses sujeitos com as do MIP, conclui-se que as competências do MIP são
praticadas pelos bibliotecários que atuam em BU, sendo necessário, a priori., o investimento
na formação continuada. Essa formação é praticada pelos profissionais de diferentes formas,
sendo também viabilizada pela unidade de informação, cabendo ao próprio profissional
divulgar essa necessidade e desejo constante de aprimoramento, com vistas a consolidar a
melhoria contínua dos serviços prestados nessas unidades de informação.
PALAVRAS-CHAVE: Bibliotecas Universitárias. Novas tecnologias. Explosão da
informação. Moderno profissional da informação. Competências profissionais.

ABSTRACT
The diversity in the provision of services and products is one of the most striking features of
the university libraries ( BU ) . This diversity expands constantly , especially with the
increasing use of new technologies and the accumulation of information generated , what did
trigger the need to expand the skills and characteristics of professionals working in these units
of information. To accompany these changes , librarians need to acquire new skills , adapting
to an innovative professional, categorized as Modern Information Professional ( MIP ) profile.
Therefore , this study aims to present the characteristics and skills of librarians active in BU ,
relating them to the MIP profile. To this end, the article discusses , based on the literature , the

1354

�context in which are located the BUs as well as the main activities provided , and the skills
necessary for librarians to be considered MIP . Finally , a study was conducted in a BU A
questionnaire was administered to 15 librarians in order to investigate their skills . After
analyzing and comparing the knowledge of these subjects with the MIP , it is concluded that
the MIP skills are practiced by librarians who work at BU , being necessary a priori
investment in continuing education . This training is practiced by professionals in different
ways , and also made possible by the information unit , health professionals should promote
itself this need and desire for constant improvement , with a view to consolidating the
continuous improvement of services in these units of information .
KEYWORDS: University Libraries. New Technologies. Information explosion. Modern
professional information. Professional skills.

1 INTRODUÇÃO
As unidades de informação, semelhantemente às demais organizações existentes na
sociedade contemporânea, estão inseridas em um contexto dinâmico e diversificado, devendo
reformular regularmente seus paradigmas, tendo em vista adequarem-se às novas
necessidades demandadas pelos usuários que usufruem dos serviços e produtos por elas
oferecidos.
As bibliotecas universitárias (BUs) inserem-se nesse contexto com maior intensidade.
Isso devido à diversidade de produtos e serviços que devem ser oferecidos à comunidade
servida, a universidade, devendo viabilizar subsídios que sustentem a tríade dessas
instituições acadêmicas: ofertar atividades de pesquisa, de ensino e de extensão.
As atividades biblioteconômicas realizadas nessas modalidades de bibliotecas não
devem restringir, tão somente, a fazeres técnicos, mas devem convergir a um somatório de
serviços, que tendam a satisfazer integralmente as propostas da universidade, oferecendo
suporte “[...] ao ensino, à pesquisa e à extensão, de forma que os serviços de informação da
Biblioteca atendam a todos os usuários, sem distinção” (BEM et al., 2013, p. 76, grifo nosso).
A dinâmica que envolve as BUs exige sua interação com outras unidades de
informação de forma sistêmica, tornando-as um organismo integrado, objetivando satisfazer
exigentes demandas. Desse modo, o paradigma emergente é o da socialização, devendo a BU
se reinventar a cada dia, a fim de se manter com o espaço privilegiado para a produção e
disseminação do conhecimento (CARVALHO, 2011).
A fim de alcançar esses propósitos, a BU utiliza das novas tecnologias da informação
e comunicação (TICs) a fim de se tornarem atreladas a outras unidades, rompendo-se as
limitações de tempo e de espaço. Com a adesão das novas tecnologias, as bibliotecas
caminham para a virtualização, onde seus produtos e serviços são disponibilizados em

1355

�ambiente digital, mas sem desconsiderarem a oferta de produtos, também, em ambiente físico,
adequando-se a um ambiente cada dia mais misto ou híbrido.
O estudo de Cunha (2010, p. 1) proclama com excelência a situação da BU diante da
oferta híbrida de seus produtos e serviços. Segundo esse autor, a biblioteca se encontra na
atualidade, em um momento de encruzilhada, disponibilizando suas atividades tanto em
ambiente digital quanto impresso, por conseguinte, esse contexto plural pode representar
inúmeros desafios para os profissionais que não estão habilitados a atuar em meio a essa
diversidade. A BU está permeada por “[...] desafios complexos que exigem muita atenção por
parte dos gestores das bibliotecas para poderem atravessar uma verdadeira encruzilhada [...]”,
fato esse que exige a adequação profissional, por meio da aquisição de novas competências.
No que se refere ao perfil dos profissionais que atuam nesses ambientes híbridos,
inúmeros estudos surgem a respeito da postura do profissional bibliotecário, com o intento de
demonstrar quais as competências e habilidades necessárias para que o bibliotecário gerencie
com efetividade as unidades e serviços de informação. Analisando a literatura sobre o
assunto, identifica-se que um dos estudos mais abrangentes a respeito das competências do
profissional da informação160 diz respeito às pesquisas realizadas sobre o Moderno
Profissional da Informação (MIP).
A gênese dessa terminologia permeia a década de 90, a partir dos estudos financiados
pela extinta Federação Internacional de Bibliotecários (FID), no ano de 1992, sendo
aperfeiçoada, logo em seguida, com as pesquisas de Ponjuan Dante (1993). Diversos outros
estudos foram realizados ao longo das décadas seguintes que discutiam as novas
competências, atribuições e habilidades do MIP, incluindo-se, especificamente nesses
estudos, o profissional bibliotecário. Citam-se alguns estudos brasileiros: Smit (2000),
Valentim (2000), Marchiori (1996), Tarapanoff (1997), Guimarães (1997), dentre outros.
O ponto inicial dessas discussões é evidenciado a partir do IV Encontro de Diretores
das Escolas de Biblioteconomia e Ciência da Informação do Mercosul, realizado no ano de
2000, em Montevidéu, momento em que foram determinadas as seguintes competências para
que os bibliotecários atingissem o status de MIP: competências de comunicação e expressão,
técnico científica, gerenciais, sociais e políticas.
Percorridos mais de 20 anos após a formulação das competências do MIP e diante do
momento de encruzilhada e da diversidade de atividades prestadas pela BU, permeada por um
160 Diz respeito aos profissionais que lidam com a informação, incluindo-se os profissionais que formam as “três
Marias”, quais sejam: os bibliotecários, museólogos e arquivistas (SMIT, 2000). Contudo, segundo a CBO (apud
MILANO; DAVOC, 2009), os bibliotecários são considerados profissionais da informação por excelência.
Assim, no contexto desta pesquisa, consideraram-se como profissionais da informação, apenas os bibliotecários.

1356

�contexto em ebulição, este estudo objetiva apresentar as características dos bibliotecários
atuantes em BU relacionando-as ao perfil do MIP. Para tanto, o estudo será sustentado pelos
seguintes objetivos de natureza específica: discutir, com base na literatura, o contexto no qual
se situam as BUs; apresentar as principais atividades prestadas pelas BUs e demonstrar as
competências necessárias para que os bibliotecários atuantes nessas bibliotecas sejam
considerados MIP.
Além do estudo teórico, recorreu-se à pesquisa de Santa Anna, Pereira e Calmon
(2013), quando concluíram haver a necessidade do bibliotecário se tornar MIP em meio às
transformações, tendo que se adaptar para não ser marginalizado, o que exige uma postura
pró-ativa, criativa e ousada, ampliando suas competências. A referida pesquisa recomendou,
após análise bibliográfica, a aplicação do estudo em uma unidade híbrida, visando investigar
essas inquietudes no âmbito real.
Sendo assim, elaborou-se esta pesquisa, aplicando, metodologicamente, um
questionário a 15 bibliotecários atuantes em uma BU, com vistas a investigar suas
competências. O questionário foi construído com perguntas fechadas, tendo como base para
sua construção, as quatro competências do MIP propostas no encontro realizado em nível de
Mercosul. Após a coleta, os dados foram interpretados à luz dessas competências, refletindo
comparativamente, o perfil dos bibliotecários investigados com o perfil do MIP.

2 - DESAFIOS DA BU E A NECESSIDADE DE ADEQUAÇÃO DO BIBLIOTECÁRIO
AO MIP: O QUE DISPÕE A LITERATURA
As mudanças surgidas no contexto da sociedade atual definem a formação de novas
tendências a serem seguidas pelos indivíduos de uma nação. Essas inovações refletem no
posicionamento das organizações, na tentativa de satisfazer as necessidades de seus públicos.
No âmbito das unidades de informação, essa necessidade de adequação também tem sido uma
realidade inquestionável.
Diferentemente do passado, as bibliotecas migraram de um paradigma voltado
exclusivamente para o acervo, preocupando-se com a custódia documental, para uma nova
preocupação, direcionada aos usuários da informação. Assim, as bibliotecas foram se
desenvolvendo ao longo dos tempos, “[...] desfalecendo-se na atualidade como um espaço em
prol de satisfazer as necessidades e exigências demandadas por seus usuários, migrando-se do
paradigma da posse/guarda para o acesso [...]” (SANTA ANNA, 2013, p. 5).

1357

�As BUs inserem-se nessa mesma trajetória evolutiva, adquirindo “[...] múltiplas
funções e uma série de procedimentos, produtos e serviços que foram desenvolvidos ao longo
de décadas [...]” (CUNHA, 2010, p. 3). Todavia, segundo o mesmo autor, mesmo sofrendo
alterações em sua estrutura e na forma de gerenciar e disponibilizar a informação, seu
propósito vem sendo o mesmo, qual seja: “[...] proporcionar acesso ao conhecimento. Esse
acesso ao conhecimento é que irá permitir que o estudante, o professor e o pesquisador
possam realizar suas aprendizagens ao longo da vida”.
Além de viabilizar o acesso informacional, as BUs realizam uma série de serviços,
cujos objetivos, de modo geral, se direcionam à prestação de serviços a todos os personagens
existentes na universidade, como os docentes, discentes, pesquisadores e técnicoadministrativos, oferecendo material informacional de acordo com as demandas dos
conteúdos programáticos ou em projetos acadêmicos dos cursos ministrados pela universidade
na qual encontram-se inseridas (MIRANDA, 2007).
No entanto, é importante destacar que os serviços biblioteconômicos realizados nas
BUs somente serão ofertados com qualidade, à medida que a unidade informacional
estabelecer, além das técnicas de organização e disponibilização da informação, a gestão e o
planejamento de suas atividades, buscando a melhoria contínua dos processos de trabalho. A
esse respeito discursa Lubisco (2008, p. 19, grifos nosso) que “[...] a biblioteca universitária
deve dispor de um instrumento que não só revele com fidedignidade seus status dentro da
instituição (avaliação diagnóstica), mas que subsidie suas atividades de planejamento e
gestão (avaliação corretiva)”.
A chegada de um novo milênio, sustentado pelo avanço tecnológico proporcionou às
universidades e suas bibliotecas ampliarem a oferta de produtos e serviços em diferentes
formatos e ambientes, podendo disponibilizar seus recursos, também, no ambiente web.
Assim,
O contexto que se apresenta é propício para mudar a natureza do
empreendimento acadêmico. No caso da biblioteca universitária, é
necessário examinar as enormes possibilidades do futuro e entender que o
desafio mais crítico será remover os obstáculos que a impedem de responder
às necessidades de uma clientela em mudança, transformar os processos e
estruturas administrativas que caducaram e questionar as premissas
existentes (CUNHA, 2000, p. 88).

Nesse enfoque, faz-se necessário que as BUs rompam as velhas concepções
adequando seus processos de trabalho conforme as exigências dos usuários, oferecendo
produtos e serviços de natureza mista/diversificada, de modo que o acesso seja ampliado,

1358

�disponibilizado em diferentes formatos, podendo o usuário escolher uma opção que melhor
lhe atenda ao solicitar um serviço de informação.
A oferta de produtos e serviços biblioteconômicos em ambiente digital não
proporciona a extinção do espaço físico da biblioteca e os serviços presenciais oferecidos,
cabendo à unidade prestar serviços de informação em diferentes formatos. Ao adquirir essa
característica mista, essas unidades são consagradas com o que a literatura comumente
denomina de Bibliotecas Híbridas. O que caracteriza esse novo espaço de trabalho é sua
amplitude, de modo que são agregados “[...] diferentes tecnologias, diferentes fontes,
refletindo o estado que hoje não é completamente digital, nem completamente impresso,
utilizando tecnologias disponíveis para unir, em uma só biblioteca, o melhor dos dois mundos
(o impresso e o digital)" (GARCEZ; RADOS, 2002, p. 47).
No entendimento de Tammaro e Saralleri (2008), nas bibliotecas híbridas projetam-se
diferentes tecnologias, utilizando-se de sistemas integrados a fim de facilitar as atividades
realizadas ao utilizar suportes variados, tanto em forma eletrônica quanto impressa. Ainda
proferem os autores que a biblioteca híbrida se utiliza tanto de fontes informacionais
eletrônicas quanto em papel. O foco do conceito de bibliotecas híbridas está nos serviços, que
se adaptam ao novo contexto digital num esforço de transformação e reorganização da
biblioteca tradicional.
Diante das pressões advindas da sociedade externa, do acúmulo informacional e do
avanço das TICs, não resta dúvida de que as BUs entram em um ciclo de constantes
inovações, tornando-se ambientes híbridos. Parafraseando Cunha (2010), espera-se que a
biblioteca universitária do futuro, e paralelamente o profissional que a sustenta, não será
extinto, mas deverá sofrer alterações, com base nas novas necessidades demandadas no
contexto da universidade; trata-se de adequar-se para não marginalizar-se, pois os
profissionais poderão atuar em um ambiente diferente do tradicional, um espaço amplo,
mutante e diversificado.
Santa Anna, Gerlin e Siqueira (2013) concordam com esse pensamento e destacam
que no iniciar do século XXI, a biblioteca universitária e os produtos e serviços por ela
gerados vêm sendo influenciados pelas novas tecnologias, o que condiciona ao surgimento de
novos perfis de demanda, levando, consequentemente, ao aparecimento de novos produtos e
serviços e despertando práticas profissionais diferenciadas e inovadoras.
Essas práticas profissionais não podem se limitar apenas às atividades técnicas
desenvolvidas por um profissional. Para se concretizarem, conforme os desafios da BU
híbrida, é necessário que o profissional da informação adquira novas e contínuas

1359

�competências, comungadas a partir da soma de novos conhecimentos, experiências,
habilidades e atribuições. Essa conjugação de características profissionais viabiliza a
formação do Moderno Profissional da Informação (MIP). Essa nova categorização
profissional somente acontece se o bibliotecário buscar “[...] um intenso processo de educação
continuada” (CASTRO, 2000, p.9).
Assim, para ser um MIP, o bibliotecário atuante em BU deve sofrer uma metamorfose,
transformando-se em um agente de mudanças, gerenciando todas as fases do ciclo
informacional, tendo em vista, atender com excelência e máxima qualidade, os usuários da
informação. Faz-se necessário a fusão de competências, atuando ele em diferentes ramos de
mercado, com múltiplas tecnologias e em múltiplos contextos, intervindo na realidade de
forma técnica, humanista, estratégica e inovadora (SILVEIRA, 2008).
Conforme dispõe os estudos de Valentim (2000, p. 8), para o terceiro milênio, o
bibliotecário deverá ser

[...] mais observador, empreendedor, atuante, flexível, dinâmico, ousado,
integrador, proativo e principalmente mais voltado para o futuro. A
formação, portanto, deve estar voltada para a obtenção de um profissional
que atenda essas características (VALENTIM, 2000, p. 8),

sendo necessário para isso, adquirir diferentes competências, a ponto de conseguir realizar
com efetividade os fazeres biblioteconômicos típicos das atuais BUs. As principais
competências de um MIP são resumidas em quatro tipologias:
1 - competências de comunicação: diz respeito à interação que o profissional deve ter com
seus usuários, com outras instituições e com as diversas tecnologias, facilitando o intercâmbio
e compartilhamento de informações; logo, facilita a comunicação e o acesso informacionais
(VALENTIM, 2000);
2 - competências técnico-científicas: as competências técnico-científicas se referem ao
trabalho realizado pelo bibliotecário em meio aos diversificados itens informacionais
existentes no acervo. Aqui lhe cabem as funções, em sentido lato, de tratamento da
informação (SANTA ANNA; PEREIRA; CAMPOS, 2013);
3 - competências gerenciais: refere-se àquelas voltadas para a gestão, abrangendo,
holisticamente, as ações de “[...] Formular, dirigir, administrar, organizar e coordenar
unidades, sistemas, projetos e serviços de informação [...]” (VALENTIM, 2000, p. 20);
4 - competências sociais e políticas: voltadas para as questões do ambiente externo, cabendo
ao profissional, segundo Valentim (2000, p. 21), fomentar uma atitude “[...] aberta e interativa

1360

�com os diversos atores sociais (políticos, empresários, educadores, trabalhadores e
profissionais de outras áreas, instituições e cidadãos em geral) que configuram o atual ciclo
informacional [...]”.
Após análises das reflexões propostas pela literatura a respeito das mudanças ocorridas
nas BUs e a necessidade de aperfeiçoamento do bibliotecário atingindo um patamar de MIP,
face aos novos desafios propostos nesses espaços de socialização, repleto pela diversidade de
produtos e serviços, o próximo passo é investigar as competências do MIP em um contexto
real, especificamente, os bibliotecários atuantes em unidade de informação de modalidade
universitária.

3 ANÁLISE DO PERFIL DOS BIBLIOTECÁRIOS ATUANTES EM BU: ESTUDO
EM CAMPO
O estudo in loco foi realizado em uma BU, tendo como sujeitos da pesquisa, 15
bibliotecários atuantes nesse espaço. A técnica de pesquisa utilizada para coleta de dados foi o
questionário, contendo 17 questões fechadas, elaboradas com a finalidade de identificar os
seguintes aspectos: o perfil da amostra estudada, as competências dos respondentes face às
competências atribuídas ao MIP e as competências dos profissionais analisados na ambiência
da unidade onde exercem as atividades bibliotecárias, a BU.
No que se refere aos aspectos relacionados ao perfil da amostra, perguntou-se o tempo
de atuação dos profissionais em BUs. Os dados coletados demonstram que, 12 bibliotecários
(80% da amostra) atuam em BU há 5 anos ou mais; 2 respondentes (13,33%) atuam há 1 ano
e apenas 1 profissional respondeu que trabalha nesses tipos de bibliotecas há 2 anos (Gráfico
1).
Gráfico 1 - Quanto tempo você atua em biblioteca universitária?

Fonte: dados da pesquisa

Com o objetivo de analisar a atuação dos profissionais em outros ambientes que não
apenas a BU, a segunda pergunta indaga se eles, antes de atuar em BU, exerceram atividades
em outras unidades ou espaços de informação. Para 6 pessoas (40%) já atuaram em outras
modalidades de bibliotecas. Já para 5 respondestes (33,33%), atuaram em outros ambientes de

1361

�informação e outras áreas da Biblioteconomia. Ao contrário, para 4 indivíduos (26,66%),
sempre exerceram a profissão em BU (Gráfico 2).

Gráfico 2 - Antes de atuar em BU, você atuou em outras unidades de informação?

Fonte: dados da pesquisa

O questinário investiga o motivo que levou os bibliotecários a atuarem em BU. Os
dados tabulados expressam que, 5 pessoas (33,33%) foram atuar em BU por considerar os
serviços dessa modalidade mais abrangentes; de igual percentual, na visão de 5 pessoas
(33,33%), o motivo foi devido à interação que essa unidade possui com a academia; já 2
sujeitos (13,33%) consideram que é devido à interação que essa unidade possui com a
comunidade em geral; por fim, 3 respondentes (20%) consideram a aprovação em concurso
como principal motivo (Gráfico 3).

Gráfico 3 - O que te motivou a atuar em BU?

Fonte: dados da pesquisa

Visando conhecer a formação acadêmica e qualificação profissional do bibliotecário
atuante na unidade analisada, a maioria, 13 sujeitos (86,66%) possuem curso superior de
Biblioteconomia e especialização; 1 bibliotecário (6,66%) possui apenas o curso de
Graduação em Biblioteconomia, e também 1 profissional (6,66%) possui curso superior de
Biblioteconomia e cursos extras de capacitação (gráfico 4).

1362

�Gráfico 4 - Qual a sua formação acadêmica?
100

8 6 ,6 6 %

80
60
40
20

0 , 0 0 70
0

0

■

.

H

0

I

Curso sup. Bibliot. Curso. sup. Biblio.
/especializ.

Curso sup.
Bibli./mestrado

Curso sup.
Curso sup. Bibl. E
Bibl./Mest. Doutr.
cursos extras

Fonte: dados da pesquisa

Após análise do perfil da amostra, o questionário investigou as competências
pessoais/individuais dos profissionais. Foi perguntado, em um primeiro momento, se mesmo
estando vinculado a uma unidade de informação específica (BU), o profissional possui
capacidade de trabalhar em outras unidades e centros de informação, bem como em outros
ramos de atuação bibliotecária (Gráfico 5).

Quadro 5 - Mesmo estando vinculado a uma unidade de informação específica (BU), você
possui capacidade de trabalhar em outras unidades e centros de informação, bem como em
outros ramos de atuação bibliotecária?

Fonte: dados da pesquisa

Conforme informações expressas no gráfico acima, constata-se com louvor a
ampliação das capacidades de atuação dos profissionais, não estando engessados apenas à
BU, mas possuindo competências necessárias para exercer a profissão em outras unidades de
informação e em outros ambientes de informação. Todos os respondentes (100%)
consideram-se capacitados para exercer atividades em outras ambiências.
Tendo em vista as capacidades profissionais elencadas na questão anterior, a pergunta
seguinte analisa quais atividades específicas, desconsiderando-se o contexto da BU, o

1363

�profissional está preparado a exercer. Ou seja, essa pergunta pretende investigar se os
profissionais possuem as competências do MIP (Gráfico 6).

Gráfico 6 - Das atividades abaixo descritas, desconsiderando-se o contexto da BU, marque a
que você considera capacitado a realizar:

processar doc.,
formular, dirigir,
favorecer a
elaborar produtos
se lecionar,
administare
integração,
infor., planejar,
orgaizar unidades e formação e
executar estudos
registrar,
armazenar,
sist. E projetos
interação cult., usuários e sistemas
recuperar e
inform.
política e
informac.
difundir inform.
tecnológica, com
amplo des. Social.

todas

Fonte: dados da pesquisa

Conforme ilustrado no gráfico, no entendimento de 5 respondentes (33,33%) estão
preparados a processar documentos, selecionar, registrar, armazenar, recuperar e difundir
informação. Na visão de 1 pessoa (6,66%), suas competências permeiam as atividade de
formular, dirigir, administrar e organizar unidades, sistemas e projetos informacionais. Já 2
pessoas (13,33%) são competentes a favorecer a integração, formação e interação cultural,
política e tecnológica, com amplo desenvolvimento social. Para 1 pessoa (6,66%), estão
preparados a elaborar produtos informacionais, planejar, executar estudos de usuários e
sistemas de informação. Por fim, a grande maioria, 6 pessoas (40%) disseram possuir todas as
competências descritas, ou seja, dos 15 sujeitos analisados, apenas 6 possuem as cinco
competências que categorizam o bibliotecário como MIP.
É importante investigar se os profissionais, mesmo não possuindo as competências do
MIP, reconhece a necessidade de adequação das competências profissionais face aos desafios
dos novos tempos. Ao serem indagados sobre quais competências o profissional considera
como necessárias ao fazer bibliotecário, de forma gloriosa, 14 pessoas (93,33%) consideram

1364

�todas elas como necessárias; porém, 1 indivíduo (6,66%) considera os fazeres técnicocientíficos (Gráfico 7).

Gráfico 7 - Com as constantes inovações da sociedade moderna, qual das competências
descritas, você considera necessária ao trabalho do bibliotecário moderno
100
80
60
40
20
0

93,33 %

0

6,66 %

Comp. Comunicaç ão Competências
e expressão
técnico-científica

0

0

Competências
gerenciais

Competências
sociais e políticas

Todas

Fonte: dados da pesquisa

Não resta dúvida de que para adquirir todas as cinco competências do MIP é
necessário que o profissional valorize a formação continuada. Quando investigados a respeito
dessa formação, os resultados também são louváveis, pois, todos os respondentes (100%)
consideram como importante, o investimento na formação continuada (gráfico 8).

Gráfico 8 - Você considera importante a formação continuada do profissional?

Fonte: dados da pesquisa

Visando coletar dados a respeito do investimento na formação continuada, indagou-se
de que forma o profissional mantém atualizada sua formação. De acordo com 3 sujeitos
(20%) investem na pós-graduação; também, na visão de outros 3 sujeitos (20%), eles
participam de minicursos de aperfeiçoamento quanto à prática bibliotecária. Já para 9
entrevistados (60%), utilizam das três assertivas propostas na questão, ou seja, a formação
continuada é consolidada por meio de cursos de pós-graduação, participação em minicursos

1365

�de aperfeiçoamento quanto à prática bibliotecária, e realização de cursos extras de
aperfeiçoamento em geral, como idiomas, oratória, etc. (Gráfico 9).

Gráfico 9 - Em caso positivo da questão anterior, como você gerencia a sua formação
continuada?
on
/in

______________________________________ O/-/vo/_______
U 70
Z U 70

Z U 75
u

n
Curso de Pósgraduação

Minicursos aperfeiçoa.
Bibliotecário

Cursos extras de
aperfeiço. Em geral
(idiomas, oratória)

Todas acima

Fonte: dados da pesquisa

No que se refere ao uso das novas tecnologias, 2 profissionais (13,33%) consideram
necessária a realização de cursos para aperfeiçoamento, porém não participa; ao contrário,
para a maioria, 13 participantes (86,66%), acham necessária a realização de cursos para
aperfeiçoamento e os realizam com frequência (Gráfico 10).

Gráfico 10 - Quanto ao uso das novas tecnologias,

Fonte: dados da pesquisa

A última parte do questionário abarcou as competências dos profissionais no
comparativo com o MIP, semelhante aos aspectos anteriores, no entanto, a análise se voltou
para a atuação do profissional na ambiência da BU. Quando perguntados se existe um setor
específico onde o profissional atua, todos os participantes disseram que atuam em um setor
específico (Gráfico 11).

1366

�Gráfico 11 - Existe um setor específico onde você atua?

Fonte: dados da pesquisa

A maioria dos profissionais atuam no setor de processamento técnico (3
bibliotecários), direção (1), periódico (1) e 2 exercem atividades nos setores de referência e
circulação.
Tendo em vista, verificar o contexto da BU e a flexibilidade do profissional em
exercer todas as competências a ele atribuídas visando consolidar todas as suas capacidades,
perguntou-se a respeito da atuação em outros setores (Gráfico 12).

Gráfico 12 - Em caso afirmativo da questão anterior, mesmo atuando em um setor específico
você

Fonte: dados da pesquisa

Conforme consta no gráfico acima, percebe-se que todos os profissionais entrevistados
(100%) possuem capacidade, podem atuar e atuam em outros setores, desenvolvendo outras
atividades, o que caracteriza a BU como um espaço flexível, permeado por trabalho em
equipe, colaboração, reciprocidade e integração.

1367

�Tentando identificar as cinco competências do MIP voltadas para o contexto
específico da BU, foram analisadas as atividades inerentes a cada uma das competências
(Gráfico 13):

Gráfico - 13 Das atividades abaixo descritas, marque a que você mais realiza tendo em vista
aquilo que a unidade de informação estabelece:

processar doc.,
formular, dirigir,
favorecer a
elaborar produtos
selecionar, registrar,
administar e
integração, formação infor., planejar,
armazenar,
organizar unidades e e interação cult.,
executar estudos
recuperar e difundir
sist. E projetos
política e
usuários e sistemas
inform.
inform.
tecnológica, com
informac.
amplo des. Social.

todas

Fonte: dados da pesquisa

Assim, tentando identificar as cinco competências do MIP voltadas para o contexto
específico da BU, os dados obtidos nos informam que: 7 respondentes (46,66%) processam
documentos, selecionam, registram, armazenam, recuperam e difundem informação; 2
pessoas (13,33%) formulam, dirigir, administram e organizam unidades, sistemas e projetos
informacionais; 1 (6,66%) favorece a integração, formação e interação cultural, política e
tecnológica, com amplo desenvolvimento social; 2 sujeitos (13,33%) elaboram produtos
informacionais, planejam e executam estudos de usuários e sistemas informacionais; por fim,
dos 15 bibliotecários, apenas 3 (20%) realizam todas essas competências na BU.
Na questão de número 14, pretendeu-se identificar as exigências da BU quanto à
adequação do bibliotecário ao MIP. Desse modo, ao ser indagado a respeito do que a unidade
recomenda no cotidiano do profissional, os dados confirmam que: para 1 profissional
(6,66%), para se realizar com efetividade o trabalho em BU, recomenda-se, principalmente a
aquisição de competência de comunicação e expressão; no entendimento de 6 pessoas (40%),
é preciso obter principalmente competência técnico-científicas; a grande maioria, 8 indivíduos
(53,33%), considera que um trabalho em BU requer a aquisição de todas as competências
listadas, quais são: comunicação, técnico-científica, gerenciais e sociais e políticas.

1368

�Gráfico 14 - Em seu trabalho cotidiano, a unidade de informação recomenda que você tenha

principalmente
comp.
Comunicaçãoe
expressão

principalmente
principalmente
competências
competências
técnico-científica
gerenciais

principalmente
competências
sociais e políticas

Todas

Fonte: dados da pesquisa

Quanto à formação continuada do profissional e o posicionamento da BU, obteve-se
os seguintes dados: 2 sujeitos (13,33%) destacaram que a BU incentiva a formação
continuada; de forma gloriosa, mais da metade da amostra, 12 pessoas (80%) consideram que
a BU recomenda a formação continuada. No entanto, de forma contraditória, 1 sujeito aferiu
que a unidade não se preocupa com a formação do profissional (Gráfico 15).

Gráfico 15 - No que diz respeito à sua formação continuada, a unidade
too

80%

80
60
40
13.33%

20

0

■

Incentiva formação continuada

6,66%
I

Recomenda a formação
continuada

Não se preocupa com a
formação continuada

Fonte: dados da pesquisa

Ainda enfatizando o papel da formação continuada e valorização por parte da BU, a
pergunta de número 16 indagou se há algum incentivo por parte da unidade aos profissionais
quanto à formação continuada. Os dados obtidos nos permite descrever que a unidade
incentiva essa formação, oferecendo melhores remunerações aos profissionais que se
qualificam. De acordo com 1 bibliotecário (6,66%), a BU não se preocupa com a formação
continuada; também, 1 pessoa (6,66%) considera que a formação continuada desperta
promoções; já para 13 respondentes (86,66%), a formação continuada proporciona ganhos
financeiros (gráfico 16).

1369

�Gráfico 16 - Há algum incentivo por parte da unidade aos profissionais quanto à formação
continuada?

Fonte: dados da pesquisa

No contexto da BU na contemporaneidade não resta dúvida de que as grandes
mudanças são fruto da inserção ao paradigma tecnológico. As novas tecnologias modificam
os serviços biblioteconômicos, sendo necessária a constante adequação do profissional, tendo
em vista ampliar seus fazeres, adequando-se às novas necessidades. Sendo assim, a última
pergunta investiga o que a BU faz no intento de permitir a adequação profissional aos novos
recursos utilizados (Gráfico 17):

Gráfico 17 - Quanto ao uso das novas tecnologias, a unidade de informação,

Oferece
constantemente cursos
de aperfeiçoamento

Não oferece nenhum Incentiva a realização de Recomenda a realização
curso nesse sentido
cursos particulares de de cursos particulares
aperfeiç.
de aperfeiç.

Fonte: dados da pesquisa

Conforme informa o gráfico anterior, na percepção de 3 respondentes (20%), a BU
oferece constantemente cursos de aperfeiçoamento; contraditoriamente, 1 indivíduo afere que
a unidade não oferece nenhum curso nesse sentido; já para 3 pessoas (20%), a unidade
incentiva os profissionais a realizarem cursos particulares de aperfeiçoamento; na visão da

1370

�maioria, 8 pessoas (53,33%) afirmam que a BU recomenda que os profissionais realizem
cursos particulares de aperfeiçoamento.
É importante frisar que as unidades de informação, independente da categoria a que se
inserem, diante da informatização dos serviços bibliotecários, devem incentivar os
profissionais da informação a realizarem cursos de capacitação a fim de tornarem-se
competentes a usar os recursos oferecidos pelo ambiente digital, pois, assim, inúmeras
possibilidades de tratamento, armazenamento e recuperação da informação serão construídas
tornando resolvidos inúmeros problemas acometidos pela acelerada explosão da informação.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir das reflexões propostas neste estudo, constata-se que os bibliotecários,
visando adequar-se às novas ambiências de trabalho, devem ampliar suas competências,
tornando-se envolvidos com questões que ultrapassem os tradicionais serviços técnicos
voltados para o tratamento de acervos bibliográficos.
O surgimento da sociedade da informação, aliado aos novos recursos tecnológicos,
transformaram as unidades de informação, sobretudo as BUs, devendo elas adequarem-se às
múltiplas necessidades e preferências dos usuários, em meio a um ambiente híbrido, o que irá
condicionar a necessidade de aperfeiçoamento dos usuários da informação e dos profissionais
que estão à frente dos serviços de informação.
No contexto da BU, os bibliotecários devem adquirir o status de MIP, utilizando-se de
diferenciadas competências a fim de tornarem-se preparados para atuar em meio a um
ambiente mutante e diversificado. Ao adquirir novas competências, esse profissional pode
atuar em vários setores, atendendo a diversidade e complexidade da BU.
A partir dessa contextualização, constata-se que o século XXI propicia o aparecimento
de um novo bibliotecário, centrado a fazeres técnicos e humanistas, atuando de forma próativa e interdisciplinar em atividades que requerem comunicabilidade, técnica, ciência, gestão
e engajamento social.
Analisando os dados coletados no estudo em uma BU, pode-se inferir, em linhas
gerais, que o trabalho desenvolvido nessa modalidade de biblioteca é árduo, condicionando o
bibliotecário a buscar formação continuada a fim de tornar-se capacitado a exercer atividades
inovadoras. Fica evidenciado que o bibliotecário deve adquirir competências específicas, tais
como: comunicação/expressão, técnica-científica, gerenciais e sociais e políticas, tornando-se
um profissional multifuncional, integrado, criativo e polivalente.

1371

�O estudo demonstra que a BU investigada reconhece a ampliação dos fazeres
biblioteconômicos, viabilizando esforços no sentido de motivar e favorecer a adequação do
bibliotecário ao status de MIP, sendo necessário para isso o engajamento com a formação
continuada do profissional.
Pelas análises realizadas, percebe-se que as competências exigidas para que o
bibliotecário seja MIP no contexto da BU somente se efetivam se houver, primeiramente,
interesse por parte do profissional e, aliado a esse fato, a própria BU incentivar os
profissionais a buscar novas formas de capacitação.
De modo geral, o estudo confirma que as competências do MIP são praticadas pelos
bibliotecários que atuam em BU, sendo necessário, a priori., o investimento na formação
continuada. Essa formação é praticada pelos profissionais de diferentes formas, sendo
também viabilizada pela unidade de informação, cabendo ao próprio profissional divulgar
essa necessidade e desejo constante de aprimoramento, com vistas a consolidar a melhoria
contínua dos serviços prestados nessas unidades de informação.
O estudo viabiliza a necessidade de realização de novas pesquisas, focada no usuário,
no intento de perceber seus anseios diante das novas características híbridas existentes na
ambiência atual da BU. Devido à análise delimitada deste estudo, voltada exclusivamente
para as competências do bibliotecário, faz-se pertinente, a realização de outros estudos que
demonstrem os esforços realizados pela BU para que a comunidade usuária adquira
competências necessárias a utilizar com efetividade os serviços e produtos oferecidos na
ambiência dessas unidades híbridas.

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              <text>Santa Anna, Jorge, Calmon, Maria Aparecida de Mesquita, Pereira, Gleice</text>
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              <text>A diversidade na oferta de serviços e produtos constitui uma das características mais marcantes das bibliotecas universitárias (BU). Essa diversidade se amplia constantemente, sobretudo com a crescente utilização das novas tecnologias e o acúmulo de informações geradas, o que fez desencadear a necessidade de ampliação das competências e características dos profissionais que atuam nessas unidades de informação. A fim de acompanhar essas mudanças, os bibliotecários precisam adquirir novas competências, adequando-se ao perfil de um profissional inovador, categorizado como Moderno Profissional da Informação (MIP). Assim sendo, este estudo objetiva apresentar as características e competências dos bibliotecários atuantes em BU,  elacionando-as ao perfil do MIP. Para tanto, o artigo discute, com base na literatura, o contexto no qual se situam as BUs, bem como as principais atividades prestadas, e as competências necessárias para que os bibliotecários sejam considerados MIP. Por fim, foi realizado um estudo em uma BU, aplicando questionário a 15 bibliotecários com vistas a investigar suas competências. Após análise e comparação entre as competências desses sujeitos com as do MIP, conclui-se que as competências do MIP são praticadas pelos bibliotecários que atuam em BU, sendo necessário, a priori, o investimento na formação continuada. Essa formação é praticada pelos profissionais de diferentes formas, sendo também viabilizada pela unidade de informação, cabendo ao próprio profissional divulgar essa necessidade e desejo constante de aprimoramento, com vistas a consolidar a melhoria contínua dos serviços prestados nessas unidades de informação.</text>
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