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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

GESTÃO DO CONHECIMENTO EM BIBLIOTECAS NO BRASIL: um mapeamento
temático com base na literatura técnico-científica

Gardenia de Castro
Marília Damiani Costa

RESUMO
Gestão do conhecimento (GC) e sua aplicação em bibliotecas têm sido objeto de estudo, tanto
na comunidade internacional como no Brasil, aproximadamente desde 2000. Este trabalho
visa apresentar um mapeamento temático sobre gestão do conhecimento em bibliotecas no
Brasil, a partir das iniciativas registradas na literatura técnico-científica. Trata-se de uma
pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, compreendendo o período de 2000 a 2013.
Foram identificados 60 trabalhos, agrupados nas seguintes categorias: aspectos gerais sobre
GC em bibliotecas; bibliotecas como organização e gestora do conhecimento; práticas de GC
em bibliotecas; propostas de GC em bibliotecas; aprendizagem organizacional em bibliotecas;
mapeamento de competências/conhecimentos. O mapeamento temático dos trabalhos
analisados mostra as abordagens sobre GC em bibliotecas no Brasil.
Palavras-Chave: Gestão do conhecimento - Bibliotecas; Gestão do conhecimento em
bibliotecas - mapeamento - Brasil.

ABSTRACT
Knowledge management (KM) application at libraries has been studied, in Brazil and in the
international community, approximately since 2000. This paper presents a mapping about
knowledge management in Brazilian libraries, based on the initiatives found on the scientific
literature. This is a bibliographic research, qualitative, covering the period from 2000 to 2013.
60 papers have been identified and grouped in the follow categories: KM in libraries - general
aspects; libraries as a knowledge organizer and manager; KM in libraries - practices; KM in
libraries - proposals; organizational learning at libraries; competency/knowledge mapping.
The analyses realized present the approaches about KM in libraries in Brazil.
Keywords: Knowledge management- library; Knowledge management in libraries - mapping
- Brazil.

1 INTRODUÇÃO
A Gestão do Conhecimento é um tema que tem despertado interesse tanto no campo
acadêmico quanto no organizacional, pois transformar o conhecimento individual em

1157

�conhecimento organizacional, inserindo-o em produtos e serviços, tem sido um dos grandes
desafios para a competitividade. É um conceito, em evolução, que surgiu no final da década
de 1980. Para a Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento (SBGC), GC é “processo
sistemático, integrado e transdisciplinar que promove atividades para criação, identificação,
organização, compartilhamento, utilização e proteção de conhecimentos estratégicos,
gerando valor para as partes interessadas ”. (SBGC, 2013).
A partir de 2000, o tema começou a ser debatido para aplicações em bibliotecas, tendo
como ponto central o gerenciamento dos recursos humanos, dinamizando o fluxo de
conhecimentos entre os profissionais que atuam na unidade de informação, reforçando
competências e habilidades para melhoria dos serviços, apoiado por investimentos em
tecnologias da informação. (SHANHONG, 2000; TOWNLEY, 2001; DUDZIAK; VILLELA;
GABRIEL, 2002; CLARKE, 2004).
Um mapeamento preliminar da literatura sobre GC em bibliotecas foi realizado por
Costa e Castro (2004), constatando-se que, sobre este tema, há registros em diversos países,
como: China, Estados Unidos e Brasil, desde 2000. Complementando este levantamento
bibliográfico, sobre o Brasil, Costa, Castro e Rostirolla (2007) identificaram 19 trabalhos
produzidos no período de 2000 a 2006. Desde então, vem crescendo o interesse sobre gestão
do conhecimento em bibliotecas, repercutindo em discussões em eventos, em pesquisas em
cursos de pós-graduação e relatos de práticas em publicações periódicas da área de
biblioteconomia e ciência da informação.
Visando contribuir para a consolidação e a inserção de GC na gestão das unidades de
informação em nosso País, se estabeleceu como objetivo principal deste trabalho, elaborar um
mapeamento temático sobre gestão do conhecimento em bibliotecas no Brasil, a partir das
iniciativas registradas na literatura técnico-científica.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Gestão do conhecimento em bibliotecas também é um conceito em evolução. Na
concepção de Shanhong (2000), GC em bibliotecas envolve: a) gestão da novidade do
conhecimento, gestão da inovação teórica do conhecimento, enriquecendo e expandindo os
campos de investigação teóricos e práticos da biblioteconomia e da ciência da informação;
gestão da inovação técnica, envolvendo a evolução, de bibliotecas convencionais para
bibliotecas eletrônicas ou digitais, construindo melhorias técnicas; gestão da inovação
organizacional, melhorando os departamentos funcionais e os procedimentos operativos das
bibliotecas; b) gestão da difusão do conhecimento, promovendo a criação dos próprios

1158

�recursos e documentos das bibliotecas e elevando a qualidade do pessoal da biblioteca; c)
gestão da aplicação do conhecimento, provendo serviços que facilitem as pessoas a adquirir
conhecimento e a exercer as funções máximas da informação e do conhecimento; d) gestão
de recursos humanos, investindo na formação de pessoas de talento e altamente qualificadas
para revitalizar o ambiente da biblioteca.
Townley (2001) reforça que a gestão do conhecimento em bibliotecas tem por objetivo
promover a troca de conhecimento entre as pessoas da biblioteca, reforçar a consciência e as
habilidades de inovação, elevar o entusiasmo das pessoas e possibilitar a aprendizagem,
transformando a biblioteca em uma organização de aprendizagem. Clarke (2004) e Aswath;
Gupta (2009) acreditam que a meta da GC em bibliotecas é fazer pleno uso dos
conhecimentos existentes na organização, para aumentar a produtividade e eficiência
operacional.
Para Jantz (2001) a gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias busca
facilitar o gerenciamento, usar o conhecimento, envolver a organização e prover o acesso a
recursos intangíveis que ajudam os bibliotecários e administradores a desempenhar suas
funções de forma mais eficiente e efetivamente.
Para Stoffle (apud McMANUS; LOUGHRIDGE, 2002), gestão do conhecimento é
vista como um projeto baseado nos meios de organizar e tornar disponível informação e
conhecimento para os usuários da biblioteca universitária, ao invés de ser uma tentativa de
mudar a cultura organizacional ou corporativa. Com isso, não é apenas desejável, mas vital
que a comunidade acadêmica veja a biblioteca como uma publicadora, uma criadora de
conhecimento.
Dudziak, Villela e Gabriel (2002, p. 9-10), elencam uma série de benefícios sobre uso
da gestão do conhecimento em bibliotecas universitárias, incentivando à gestão destas
unidades no Brasil, tais como:
•
•

•
•
•

construção de uma base documentada que ampara os processos
decisórios dentro da biblioteca;
melhoria da comunicação e interconectividade entre todos os setores da
Biblioteca, de modo que as informações e o conhecimento possam fluir,
de forma independente do desejo das pessoas, havendo também a
redução dos obstáculos inerentes à separação geográfica;
disponibilização integrada de dados, informações e conhecimentos
importantes ao ambiente e funcionamento internos, e ao core business
da biblioteca (que é a busca constante pela satisfação de seus clientes);
racionalização de tarefas como conseqüência da padronização de
procedimentos e conhecimento de normas;
maior eficiência dos setores, independentemente da rotatividade de
pessoas e/ou a eventual falta de algum membro da equipe;

1159

�•

•

compartilhamento de experiências entre todos os membros das equipes
bibliotecárias, em que conhecer o outro fortalece as relações
interpessoais, fomenta e qualifica o diálogo, havendo a valorização do
trabalho de todos;
facilidade de compartilhamento de conhecimentos e troca de
experiências entre as bibliotecas (benchmarking), o que leva a um maior
aprendizado. (DUDZIAK; VILLELA; GABRIEL, 2002, p. 7-8).

Di Domenico, De Bona e Fernández (2003) ressaltam que: um dos objetivos da gestão
do conhecimento em bibliotecas é promover a mudança de conhecimento entre o pessoal da
unidade de informação. Reforçando a consciência e habilidades da inovação. Eleva-se o
entusiasmo do pessoal e a possibilidade de aprender, enquanto que o conhecimento seja
melhor aplicado às atividades, reconstruindo sempre, fazendo uma organização de
aprendizagem contínua. (DI DOMENICO; DE BONA; FERNÁNDEZ, 2003, p. 14, tradução
nossa).
Di Domenico, De Bona e Fernández (2003) acrescentam que as bibliotecas possuem
duas grandes vantagens para iniciarem a gerenciar seus sistemas baseados no conhecimento
próprio. As funções convencionais de reunir, processar, difundir, armazenar e usar a
informação, demonstram um alto treinamento no uso da informação. Isto é uma qualidade que
nenhum outro tipo de organização possui. Outra das forças mais notáveis das bibliotecas é o
grau de compromisso e de treinamento em serviço dos seus recursos humanos. (DI
DOMENICO; DE BONA; FERNÁNDEZ, 2003 p. 13, tradução nossa).
Castro (2005) enfatiza que a gestão do conhecimento pode beneficiar as bibliotecas
universitárias na identificação, aquisição, desenvolvimento, compartilhamento e uso do
conhecimento e propõe um diagnóstico para gestão do conhecimento em bibliotecas
universitárias. O citado diagnóstico contém requisitos que possibilitam a identificação de
iniciativas e práticas de gestão do conhecimento nas bibliotecas universitárias, tendo como
elementos a gestão estratégica da biblioteca, os processos de gestão do conhecimento e os
suportes organizacionais, conforme figura 1.

1160

�Figura 1 - Elementos básicos para a gestão do conhecimento em BU

Fonte: Catro (2005, p. 100)

Já Rostirolla (2006), analisa o processo de referência de uma biblioteca universitária,
na perspectiva da gestão do conhecimento, e propõe uma sistematização do conhecimento
sobre este tipo de processo, apresentado na figura 2.

Figura 2 - Proposta de sistematização do conhecimento sobre o processo de referência
de uma BU

Fonte: Rotirolla (2006, p. 155)

1161

�Mas para que as bibliotecas se beneficiem da gestão do conhecimento, Costa, Castro e
Rostirolla (2007, p. 524) alertam que: “é necessário, o reconhecimento da importância do
conhecimento de seu pessoal e a criação de ambiente propício à valorização do
conhecimento”.
Para García de las Bayonas (2007) a gestão do conhecimento eficiente nas bibliotecas
universitárias deve aproveitar todos os conhecimentos (tácitos e explícitos, individuais e
organizacionais, internos e externos às bibliotecas), através das seguintes ações:
9. estabelecer uma cultura corporativa de compartilhamento do
conhecimento;
10. melhoria do controle da produção científica da universidade,
tanto das teses e dissertações como dos arquivos abertos;
11. criação de repositórios ou bases de dados de conhecimento;
12. máxima explicitação do conhecimento tácito, por meio de
intranets corporativas, manuais e ferramentas para compartilhar o
conhecimento entre os funcionários da biblioteca;
13. maior proteção da imagem corporativa, do trabalho em
colaboração em nível institucional da universidade, a nível local,
nacional e internacional;
14. desenvolvimento

das

competências

dos

funcionários

da

biblioteca, por meio de processos seletivos eficientes e formação
de acordo com as competências necessárias para o desempenho
das funções.

Embora a maioria dos bibliotecários afirme estar consciente da importância da gestão
do conhecimento em bibliotecas, Roknuzzaman e Umemoto (2009) ressaltam que, na prática,
existem muitos obstáculos na aplicação de GC nesses ambientes, tais como:

a) relutância dos bibliotecários em adotar práticas de GC: muitos
bibliotecários relutam em adotar práticas de GC, devido à sua
mentalidade tradicional;
b) falta de compreensão dos conceitos de CG: vários bibliotecários
não possuem muita percepção do que é gestão do conhecimento,
e quais os benefícios que a aplicação da GC pode trazer à
biblioteca;

1162

�c) falta de recursos: tanto financeiros quanto humanos;
d) falta de uma cultura de captura e compartilhamento do
conhecimento: os bibliotecários são ativos e eficientes na
aquisição da informação impressa ou digital, mas não estão
familiarizados com o compartilhamento de conhecimentos
tácitos, incorporados na experiência, talento e intuição dos
funcionários da biblioteca;
e) falta de colaboração e parceria entre bibliotecas: um projeto de
GC bem sucedido requer uma forte parceria de colaboração com
outras bibliotecas. A maioria das bibliotecas mantêm programas
de colaboração e intercâmbio de materiais, não de práticas de
gestão doconhecimento.

Para muitos bibliotecários, a gestão do conhecimento não é um fenômeno novo, já que
a organização e o compartilhamento do conhecimento sempre foram os principais focos dos
bibliotecários (SARRAFZADEH; MARTIN; HAZERI, 2010). O novo é utilizar o
conhecimento de forma a construir uma vantagem competitiva para a biblioteca.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de uma pesquisa bibliográfica utilizando uma abordagem de cunho
qualitativo, compreendendo trabalhos publicados na literatura técnico-científica no Brasil, a
fim de analisar as conexões existentes entre gestão do conhecimento e bibliotecas a partir de
publicações na área da Ciência da Informação.
Os dados foram coletados por meio de levantamento bibliográfico de trabalhos
publicados em forma de artigos científicos, trabalhos em eventos, teses, dissertações e
monografias de conclusão de curso de graduação, no período de 2000 a 2013. Para este
levantamento foram definidas e utilizadas como fontes de informação para a pesquisa: a)
Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTD); b) Anais dos eventos: Encontro
Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), Seminário Nacional de
Bibliotecas

Universitárias

(SNBU),

Congresso

Brasileiro

de

Biblioteconomia

e

Documentação (CBBD); c) Base de dados Referencial de Artigos de Periódicos em Ciência
da Informação (BRAPCI). Os descritores utilizados foram: “gestão do conhecimento em
bibliotecas”, “gestão do conhecimento” e “bibliotecas”. Ao todo, foram identificados e

1163

�analisados 60 trabalhos. A pesquisa em anais dos eventos foi limitada pela indisponibilidade
dos artigos em base virtual.
A partir das informações obtidas por meio da coleta de dados, procurou-se realizar a
análise de conteúdo. Sendo assim, utilizou-se as ideias propostas por Bardin (2004), que se
organizam em tempos cronológicos distintos: a) pré-análise, que se caracteriza por
sistematização de ideias iniciais, traçando um plano de análise. É o momento em que ocorre a
escolha das informações a serem analisadas, formulação de hipóteses e de objetivos e
elaboração de indicadores que indiquem a interpretação final. Seu principal objetivo é a
organização; b) exploração do material, que após a conclusão da pré-análise, torna-se somente
a administração das decisões tomadas; c) tratamento dos resultados obtidos e interpretação,
momento este em que os dados até então obtidos são tratados de maneira a serem
significativos e válidos.
Os dados foram agrupados nas seguintes categorias: aspectos gerais sobre GC em
bibliotecas; bibliotecas como organização e gestora do conhecimento; práticas de GC em
bibliotecas; propostas de GC em bibliotecas; aprendizagem organizacional em bibliotecas;
mapeamento de competências/conhecimentos. Sendo os resultados apresentados de forma
objetiva por um mapeamento temático da literatura sobre Gestão do Conhecimento em
Bibliotecas no Brasil.

4 RESULTADOS PARCIAIS
Nesta pesquisa, que abrange o período de 2000 a 2013 foram identificados 60
trabalhos, agrupados nas seis categorias apresentadas na tabela 1.

Tabela 1 - Categorias sobre GC em Bibliotecas
CATEGORIAS

NÚMERO DE TRABALHOS

Práticas de GC em Bibliotecas

17

Propostas de GC em Bibliotecas

12

Biblioteca como organização e gestora
conhecimento

do

10

Mapeamento de competências/conhecimentos

9

Aspectos gerais sobre GC em bibliotecas

8

Aprendizagem organizacional em bibliotecas

4

TOTAL

60

Fonte: Elaborada pelas autoras

1164

�Somados, os trabalhos sobre práticas e propostas de GC em bibliotecas representam
quase a metade do total das categorias (n=29), demostrando que há um longo caminho a
percorrer até a formulação e implantação de programas de GC em bibliotecas.
Alguns trabalhos abordam as bibliotecas como organizações do conhecimento e
gestoras do conhecimento científico, ressaltando a importância das bibliotecas nos processos e
programas de GC.
Trabalhos sobre mapeamento de competências e de conhecimentos representam o
quarto conjunto, aqui denominado como categoria. Eles assinalam a preocupação em registrar
e compartilhar conhecimentos específicos para capacitação do pessoal que atua em
bibliotecas.
Agrupando estes trabalhos pelo tipo de documento, pode-se constatar que os
apresentados em eventos constituem o maior conjunto (n=28), seguido dos trabalhos de
autoria individual (n=18), incluindo: duas teses, 11 dissertações e cinco monografias de
conclusão de cursos de graduação. Entre os trabalhos havia ainda um relatório de pesquisa,
um projeto institucional e12 artigos de periódicos.
Desta produção técnico-científica, apenas 20% está disponível em periódicos,
registrados na Tabela 2.

Tabela 2 - Periódicos que publicaram artigos sobre GC em Bibliotecas
PERIÓDICOS

QUALIS

NÚMERO DE ARTIGOS

Ciência da Informação

B1

2

Perspectivas em Ciência da Informação

A1

2

Biblos

B1

2

Revista ACB

B2

2

Rev. Bras. Biblioteconomia e Documentação

B1

2

CRB-8 Digital

B5

1

Cadernos BAD

--

1

TOTAL

12

Fonte: Elaborada pelas autoras

A maior parte destes artigos, registrados na tabela 2, foram pulicados em periódicos
com Qualis B (B1, B2 e B5). Apenas dois artigos foram publicados em periódico com Qualis
A1. Periódicos são importantes canais de comunicação científica que precisam ser utilizados,

1165

�mais intensamente, para divulgação e consolidação desta temática (GC em bibliotecas) no
âmbito da Biblioteconomia e Ciência da Informação.
Dentre os eventos, o SNBU e ENANCIB são os que mais se destacaram na
apresentação e discussão do tema GC em Bibliotecas, registrando 11 e 9 trabalhos,
respectivamente. No CBBD, neste período, foram apresentados 4 trabalhos. Também foram
apresentados 4 trabalhos sobre GC em bibliotecas, em eventos relacionados às áreas de
administração e gestão do conhecimento, realizados no país.
A partir deste levantamento foi elaborado um mapa temático sobre Gestão do
Conhecimento em Bibliotecas no Brasil, cujo resultado preliminar está disponível na figura 3.

Figura 3 - Mapa temático sobre GC em Bibliotecas no Brasil 2000 - 2013

O mapa temático apresentado permite visualizar as diversas abordagens sobre gestão
do conhecimento em bibliotecas, registrados na literatura técnico-científica deste período, no
Brasil.
Estes trabalhos contemplam as abordagens conceituais sobre GC em bibliotecas,
apresentam propostas e modelos para sistematização do conhecimento específicos para
bibliotecas, práticas desenvolvidas em bibliotecas das regiões sul, sudeste e nordeste do
Brasil.

1166

�Alguns trabalhos ampliam o conceito de biblioteca como organização do
conhecimento para gestora do conhecimento científico, com propostas de modelos,
sistematização e ferramentas.
Registram-se trabalhos sobre mapeamento de competências de diferentes funções nas
bibliotecas, como de conhecimentos sobre outros colaboradores externos à biblioteca. Tais
mapeamentos estão voltados a subsidiar a capacitação dos que atuam nestas bibliotecas
visando à melhoria dos serviços prestados.
No entanto, a aprendizagem organizacional em bibliotecas ainda é pouco explorada,
neste contexto, embora seja de importância vital para a consolidação da GC em bibliotecas.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A literatura sobre gestão do conhecimento em bibliotecas no Brasil apontava que, no
início do período analisado, as propostas deveriam ser focalizadas em pesquisa efetiva e
desenvolvimento

de

conhecimento,

criação

de bases

de

conhecimento,

troca

e

compartilhamento entre os profissionais que atuam na biblioteca (incluindo seus usuários), e
capacitação profissional. Entre os trabalhos apresentados em eventos que foram analisados
neste estudo, os de Costa e Castro (2004) e Costa, Castro e Rostirolla (2007) constataram que
as iniciativas de abordagem de GC em bibliotecas no Brasil estavam contemplando, em parte,
estas expectativas.
Neste estudo foram destacadas propostas específicas de GC para registro, retenção e
compartilhamento de conhecimentos em bibliotecas, diagnósticos para GC e para Gestão
integrada de Gestão da Informação e Conhecimento (GIC), bem como práticas de GC em
bibliotecas das regiões sul, sudeste e nordeste do Brasil.
Importante salientar que as bibliotecas têm uma participação vital no processo de
inovação e consolidação de novos conhecimentos e gradativamente estão enfrentando as
questões ligadas à gestão do conhecimento nas organizações em que estão inseridas.
Sendo assim, as bibliotecas brasileiras devem estar preparadas em gerar, organizar,
mapear, utilizar, identificar, divulgar e compartilhar o conhecimento, visando subsidiar a
tomada de decisão, de forma a construir vantagem competitiva para as bibliotecas como
organizações gestoras do conhecimento.
O mapeamento temático realizado neste estudo sobre GC em bibliotecas no Brasil
2000 - 2013 pode ser atualizado em estudos futuros, tanto para verificar o desenvolvimento,
como para divulgar e analisar a produção técnico-científica sobre GC em bibliotecas no
Brasil.

1167

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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Gestão do conhecimento (GC) e sua aplicação em bibliotecas têm sido objeto de estudo, tanto na comunidade internacional como no Brasil, aproximadamente desde 2000. Este trabalho visa apresentar um mapeamento temático sobre gestão do conhecimento em bibliotecas no Brasil, a partir das iniciativas registradas na literatura técnico-científica. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de cunho qualitativo, compreendendo o período de 2000 a 2013. Foram identificados 60 trabalhos, agrupados nas seguintes categorias: aspectos gerais sobre GC em bibliotecas, bibliotecas como organização e gestora do conhecimento, práticas de GC em bibliotecas, propostas de GC em bibliotecas, aprendizagem organizacional em bibliotecas, mapeamento de competências/conhecimentos. O mapeamento temático dos trabalhos analisados mostra as abordagens sobre GC em bibliotecas no Brasil.</text>
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