<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6588" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6588?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-07T16:57:57-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5650">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/62/6588/SNBU2014_074.pdf</src>
      <authentication>25612bf3d56a43832f518474547ad543</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="74303">
                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

FINANCIAMENTO COM RECURSOS EXTERNOS: ELEMENTOS PARA UMA
DISCUSSÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS FEDERAIS

Adilson dos Ramos

RESUMO
Propõe elementos que possam suscitar uma discussão sobre a situação do SIB na política de
financiamento com recursos externos da UFPE. Estudo qualitativo, documental e
exploratório. Utiliza a análise de conteúdo como método e técnica de coleta de dados.
Constata que as bibliotecas da UFPE se beneficiam muito pouco da política de recursos
externos praticada na UFPE. Sugere elementos de natureza paradigmática e institucional para
subsidiar discussões no SIB/UFPE sobre o tema.

Palavras-chave: Recursos externos1;
Bibliotecas Universitárias Paradigmas 3; Escassez de Recursos Públicos 4; Educação Superior 5

financiamento 2;

ABSTRACT
Proposes elements that may raise a discussion on the situation in the SIB financing policy
with external resources UFPE. Qualitative, exploratory study and documental. Uses content
analysis as a method and technique of data collection. Notes that the libraries of UFPE
benefiting little from external resources policy practiced at university. Suggests elements of
paradigmatic and institutional nature for discussions on the SIB / UFPE on the topic.
Keywords: External Resources 1; University Libraries - funding 2; Paradigms 3; Shortage of
Public Resources 4; Higher Education 5
1 INTRODUÇÃO
A política de financiamento com recursos externos em bibliotecas universitárias é
tratada a partir de uma abordagem paradigmática, enquanto fenômeno em ascensão nas
universidades federais como resposta à escassez de recursos, resultante do corte de verbas do
Fundo Público Federal (FPF).
Propomo-nos a responder a seguinte questão: Que elementos podem ser considerados
numa discussão sobre o uso de recursos externos por parte das bibliotecas da UFPE?
Verificamos que o Sistema de Bibliotecas da UFPE (SIB/UFPE) não participa
intensamente da política de recursos externos da Universidade, demonstrando-se dependente
das fontes de recursos convencionais oriundos do FPF.

999

�O estudo oportuniza a UFPE permite ao SIB/UFPE refletir sobre o tipo de biblioteca a
construir-se num ambiente em constantes mudanças, em contraponto a uma política de
financiamento existente na UFPE, e de pouca utilização pelas bibliotecas.
Como consequência, possibilita enriquecer a literatura com um tema pouco abordado
na Biblioteconomia, na perspectiva de gerar novas produções intelectuais sobre o assunto, na
medida em que é estendido a outros tipos de bibliotecas.
Nosso objetivo é trazer elementos que possam suscitar uma discussão sobre a situação
do SIB na política de financiamento com recursos externos da UFPE.
O estudo é parte de uma pesquisa de Mestrado ainda em fase de conclusão, sobre o
tema: Políticas de Recursos Externos em Bibliotecas Universitárias.
Como parte dos objetivos específicos da pesquisa de Mestrado, propomo-nos:
•

Refletir sobre fatores que justifiquem a busca por recursos externos em bibliotecas
universitárias federais;

•

averiguar o processo de adesão do SIB

e da UFPE frente ao novo paradigma de

financiamento com recursos externos.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A ascensão de um novo paradigma no contexto de financiamentos das bibliotecas
universitárias federais
Para Kuhn (2011), paradigmas são realizações científicas aceitas universalmente, por
apontar problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes de uma ciência.
Ainda, segundo Kuhn (2011), a ciência normal se desenha no contexto de atividades
altamente determinada por paradigmas que conduzem as pesquisas sem a necessidade de
regras.
Para Kuhn (2011), as regras derivam de paradigmas, e não o contrário; “na ótica de
Kuhn, um paradigma é uma construção que põe fim às polêmicas existentes entre os
praticantes de uma ciência a respeito de determinados fundamentos” (RODRIGUES, 2010,
p.3). “Um paradigma, pra mim, significaria a totalidade de pensamentos, percepções e valores
que formam uma determinada visão da realidade, uma visão que é a base do modo como uma
sociedade se organiza.” (CAPRA, 1995, p. 16)
Com base em Capra (1995), consideramos o paradigma enquanto elemento da
sociedade, na forma como ela se organiza e funciona em processos constantes de
mutabilidade nas esferas políticas, culturais, sociais e econômicas.

1000

�Capra (1995) nos leva a considerar o paradigma nos processos que definem o
funcionamento das organizações, com tendências a reconfigurações constantes e sucessivas a
fim de responder aos desafios impostos pelos contextos ambientais.
Capra (1982) percebe uma crise em todas as dimensões sociais, tornando-as passíveis
de intervenção conforme imposições do paradigma em ascensão.

[...] é uma crise complexa, multidimensional, cujas facetas afetam todos os
aspectos de nossa vida - a saúde e o modo de vida, a qualidade do meio
ambiente e das relações sociais, da economia, tecnologia e política. É uma
crise de dimensões intelectuais, morais e espirituais; uma crise de escala e
premência sem precedentes em toda a história da humanidade [...]. (CAPRA,
1982, p. 19).
Capra (1982) ainda sugere substituir a noção de estruturas sociais estáticas pela
percepção de sociedade com padrões dinâmicos de mudança, na perspectiva de uma crise
transformadora.
A concepção de Capra (1982) nos faz pensar na crise de paradigmas como necessária
para que as organizações acompanhem as tendências contemporâneas e, assim, tentem
corresponder às exigências da sociedade.

2.2 A mercantilização do Ensino superior e a redução das verbas nas universidades
Abordar as bibliotecas universitárias federais e a relação dessas instituições com a
ascensão de um paradigma de financiamento em elevação, requer a compreensão de possíveis
instabilidades e crises nas estruturas tradicionais de financiamentos em que se pauta o
sustento das universidades.
Quando nos referimos em estruturas tradicionais de financiamento, queremos dizer
que as verbas aplicadas nas atividades das universidades federais, e oriundas das
contribuições, taxas e impostos passam por processos de cortes e de escassez.
Segundo Amaral (2003) esses recursos formam o FPF e se dirigem à vertente social e
à econômica. A primeira, associada aos trabalhadores, e a segunda ao mundo dos capitalistas.
As despesas cobertas com verbas do FPF são classificadas em financeiras e nãofinanceiras, descontadas as despesas relacionadas à manutenção da burocracia federal, como
explica Amaral (2003).
As despesas financeiras se referem aos juros e encargos da dívida interna e também da
externa. As despesas não-financeiras se referem aos pagamentos de pessoal e encargos
sociais, além de custeio e capital, como informa Amaral (2003).

1001

�Amaral (2003) ainda destaca a redução dos repasses das verbas do FPF para os gastos
com a vertente social, devido ao Governo direcionar maior parte dos recursos para
pagamentos de despesas financeiras.
O pagamento de despesas financeiras, e a consequente redução do repasse das verbas
do FPF nos remetem ao Plano Bresser em 1987. Plano voltado à renegociação da dívida
externa, para encerrar o estado de moratória do Brasil junto aos credores, e também à redução
da remessa de recursos da economia para o exterior, conforme Gianetti (1993?).
Ao analisar o processo de renegociação da dívida externa, Marcantonio (1990) se
refere à necessidade do Brasil de adquirir moeda estrangeira, e para isso, corta gastos,
expandindo, assim, a dívida pública interna com o intuito de financiar-se.
O que, na opinião de Marcantonio (1990) é suficiente para compor um quadro
recessivo, desequilibrando as finanças públicas a ponto de dificultar a realização de uma
política monetária ativa.
França e Calderón (2013) analisam a influência do Banco Mundial (BM) na educação
superior do Brasil sob uma ótica ideológica, no sentido da educação enquanto instrumento de
segurança nacional e de combate ao comunismo, desde a Guerra Fria.
O Banco se transformou numa agência com grande capacidade de
financiamento aos países do Terceiro Mundo e, dentro da lógica de uma
doutrina de segurança disfarçada, os empréstimos a serem eventualmente
concedidos passaram a ser determinados a partir de algumas
condicionalidades, com impacto direto sobre a educação em geral e a
educação superior em particular. (FRANÇA; CALDERÓN, 2013, p. 104).
Entre as condicionalidades, destacamos o que Leher (1999 apud FRANÇA;
CALDERÓN, 2013) aponta:
[...] desinvestimento público na educação superior, sob o argumento de que
caberia ao Estado investir na educação fundamental e no ensino técnico,
vistos como os verdadeiros antídotos contra a pobreza em países emergentes.
[...] o Banco orientou os países emergentes a adotarem maior flexibilidade e
diferenciação entre as Instituições de Ensino Superior, estimulando o
surgimento de instituições com financiamento privado, sem compromisso
com a pesquisa, vocacionadas para o ensino de massas. Ao fazê-lo, o Banco
recomendou também que o Estado restringisse as formas de financiamento à
educação superior e criasse instrumentos permitindo a exploração dessa
atividade às instituições privadas. (LEHER, 1999 apud FRANÇA;
CALDERÓN, 2013, p. 104).
Amaral (2003) é enfático ao reforçar a influência externa por parte do BM nas
políticas de financiamento da educação superior nos países em desenvolvimento, pois para o

1002

�BM, as matrículas nas universidades devem ser efetuadas com pouco ou nenhum aumento do
gasto público. Segundo Amaral (2003), o BM ainda orienta:

Na realidade, se pode deduzir que o ensino superior não deve ter a
preferência em utilizar os recursos fiscais adicionais disponíveis para
o setor educacional em muitos países em desenvolvimento. Este
princípio se aplica em particular aos países que não conseguiram
acesso, eqüidade e qualidade adequados nos níveis primário e
secundário. Além disso, a realidade fiscal na maioria dos países em
desenvolvimento indica que os melhoramentos na qualidade e o
aumento das matrículas no ensino superior deve dar-se com pouco
ou nenhum aumento do gasto público . (BIRD, 1995 apud
AMARAL, 2003, p. 89, grifo do autor).
Segundo Amaral (2003), o BM ainda exige como condição para conceder apoio:

Aos países que buscam seus empréstimos [o Banco] impõe que a educação
se ajuste a uma nova realidade de restrições orçamentárias, torne-se mais
eficiente, produtiva e útil ao mercado, particularmente estreite seus laços
com a indústria e assuma a racionalidade do modelo gerencial. (DIAS
SOBRINHO, 2002, apud AMARAL, 2003, p. 91).
Amaral (2003) conclui que foi dada prioridade aos gastos financeiros da União entre
os anos de 1989 a 2002 em detrimento do social, principalmente em 1998, devido ao acordo
firmado entre o Brasil e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Amaral (2003) traz outro fator relacionado a uma política de governo que beneficia
diretamente os detentores dos fatores de produção econômica.

[...] os banqueiros, os grandes proprietários rurais e os grandes capitalistas
possuem incentivos fiscais que, praticamente, os isentam do pagamento, por
exemplo do imposto de renda. A legislação que permite esse privilégio traz
como consequência uma redução nos recursos do Fundo Público [...].
(AMARAL, 2003, p. 60).
Segundo Silveira (2009), no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) a política
neoliberal é consolidada sob as orientações do Consenso de Washington, caracterizado como:
[...] conjunto de medidas de ajuste macroeconômico formulado por
economistas de instituições financeiras como FMI e o Banco Mundial,
elaborado em 1989. Entre as regras [...]: disciplina fiscal, redução dos gastos
públicos, reforma tributária, juros de mercado, câmbio de mercado, abertura
comercial, investimento estrangeiro direto, com eliminação de restrições,
privatização das estatais, desregulamentação e desburocratização, direito à
propriedade intelectual. (POLÍTICA &amp; ECONOMIA, 2011).

1003

�A partir de então o monopólio privado se fortalece com a transferência de riqueza
proveniente de privatizações, desindustrialização e desnacionalização da economia brasileira,
segundo Silveira (2009), levando à adoção do Estado mínimo, e voltado à educação primária,
à saúde e à infraestrutura necessária ao desenvolvimento econômico.
No Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado (PDRAE), elaborado em 1995
pelo Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado, tendo como Ministro Luiz
Carlos Bresser Pereira, no Governo de FHC, o Estado se distingue em quatro setores:
estratégico, atividades exclusivas, serviços não exclusivos, e produção de bens e serviços para
o mercado.
As universidades federais se incluem entre os serviços não exclusivos por ser um
setor, onde o poder público não atua unicamente. As atividades são distribuídas entre as
esferas privadas e não-estatais, sendo que essas esferas não possuem poder de Estado, como
indicado no PDRAE:

[O Estado] está presente porque os serviços envolvem direitos humanos
fundamentais, como os da educação e da saúde, ou porque possuem
“economias externas” relevantes, na medida que produzem ganhos que não
podem ser apropriados por esses serviços através do mercado. As economias
produzidas imediatamente se espalham para o resto da sociedade, não
podendo ser transformadas em lucros. São exemplos deste setor: as
universidades, os hospitais, os centros de pesquisa e os museus. (PLANO
DIRETOR DA REFORMA DO APARELHO DO ESTADO, 1995, p. 42).
Lampert (2006) nos traz dados de 2002, para mostrar como esse projeto de
mercantilização da educação superior vem contribuindo para o desmonte das universidades
públicas brasileiras:

Apenas 13% dos brasileiros na faixa de 18 a 24 anos têm acesso, hoje, ao
ensino superior. Cerca de 1 milhão de jovens são excluídos anualmente dos
bancos da universidade. Pressionado pela redução das fontes de
financiamento, inexistência de planos de carreira adequados, redução do
quadro de professores e servidores técnico-administrativos, falta de política
de incentivo à Ciência e Tecnologia, e tendo que responder à necessidade de
assegurar crescentes níveis de excelência, a universidade pública brasileira
pede socorro. (ARRAES, 2002 apud LAMPERT, 2006, p. 5).
Lampert (2006) aponta alguns tópicos como sugestão para mudar o quadro
problemático das universidades brasileiras: orçamentos mais flexíveis, políticas públicas mais
adequadas, investimentos em hospitais universitários, nas bibliotecas e em equipamentos de
C&amp;T, e mais:

1004

�[...] é indispensável que as universidades busquem recursos complementares
dos diferentes órgãos de fomento à pesquisa sem, contudo, perderem sua
referência e missão social. A maioria dos órgãos de fomento à pesquisa,
afetados pela política neoliberal, que privilegia o setor financeiro em
detrimento do social, está sendo afetada pelos cortes de verba. (LAMPERT,
2006, p. 8)

2.3 O SIB/UFPE e a UFPE diante do corte de verbas do Governo Federal
A mudança de paradigmas, inicialmente, inclui também mudanças de posturas e de
visões políticas por parte dos governantes e dos gestores, a partir do reconhecimento de
problemas estruturais nas bibliotecas e a consideração desses problemas nas políticas públicas
e programas de governo.
O

paradigma vigente, representado pelas políticas convencionais de financiamentos,

necessita de análise profunda quanto a sua eficácia, como proposto na idade da recorrência,
conforme Carrilo (1981 apud GONZÁLEZ, 2005).
O motivo é o fato das bibliotecas vivenciarem profundas transições, e os governantes e
gestores precisam perceber as mudanças em curso para tomarem consciência do estado de
anomalia em que as bibliotecas da UFPE se encontram.
Um fator positivo nesse processo de consciência são as indicações de ações para
solucionar problemas diversos nas bibliotecas universitárias federais, a exemplo do Plano de
Desenvolvimento Institucional da UFPE (PDI):

□

[...] melhorar a infra-estrutura tecnológica das bibliotecas

□

ampliar as instalações físicas das bibliotecas do campus,
em especial da biblioteca Central, provendo-as de equipamentos
e mobiliário adequado;

□

Atualizar e ampliar o acervo das bibliotecas do sistema;

□

Ampliar horário de atendimento;

□

Melhorar as condições de segurança interna (PLANO DE

DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL DA UFPE, 2010, p. 67).

A redução do repasse de verbas é motivo de alerta para a UFPE, tanto que no Plano...
(2003) a redução é citada: “Esse financiamento oriundo de recursos do Tesouro Nacional tem
sido integral para as despesas de pessoal e parcial para o custeio e capital, sobretudo, das
atividades de pesquisa e extensão.” (PLANO ESTRATÉGICO DA UFPE, 2003, p.20).

1005

�Atualmente, as bibliotecas são passíveis à alocação de recursos externos, e as da UFPE
não fogem à regra, se considerarmos o fato do Plano Estratégico da UFPE (PE/UFPE)
reconhecer essas fontes de recursos como estratégicas.

[...] Cada vez mais, o financiamento das despesas de custeio e de capital mais
específicas dessas atividades tem sido feito com recursos captados de fonte
governamental (federal, estadual e municipal) e privada. A maior parte do
financiamento da pesquisa, anteriormente os recursos obtidos das agências de
fomento do governo federal, apóia-se atualmente nos Fundos Setoriais.
(PLANO ESTRATÉGICO DA UFPE, 2003, p.20).
O

Plano... (2003) sugere a utilização de outras fontes de recursos para investir nas

atividades da UFPE, o que abre espaço para o SIB inserir-se mais intensamente nessa política:

1. Aumentar a participação da UFPE no modelo nacional de
financiamento das IFES;
2. Desenvolver e implementar políticas de captação de recursos públicos
e privados para o ensino, a pesquisa e a extensão (através por
exemplo, de parcerias com a sociedade);
3. Reestruturar a política de geração de receita própria da instituição;
4. Otimizar a alocação de recursos orçamentários globais (pessoal,
custeio e capital), segundo as prioridades institucionais;
5. Propor a atualização do modelo de financiamento para maior
autonomia no seu planejamento e gestão. (PLANO ESTRATÉGICO
DA UFPE, 2003, p. 20)
Para tanto é necessário aos gestores, bibliotecários e participantes do SIB ampliarem
seus níveis de conscientização política, e que acompanhem com persistência os informes
político-administrativos do Governo Federal para o fortalecimento das ações e o
enfrentamento da necessidade de alocação de recursos.
A ideia é o incentivo ao SIB/UFPE a tomar iniciativas de enfrentamento à redução das
verbas do FPF, e permitir a ascensão do novo paradigma de financiamento no contexto das
bibliotecas.
Os dados de 2004 a 2013 mostram como o SIB está em passos lentos em relação à
UFPE quanto à adesão ao novo paradigma de financiamento, como mostramos nas tabelas a
seguir:

1006

�Tabela 1 - comparativo de uso dos recursos do Fundo Setorial CT-INFRA FINEP
(UFPE X SIB/UFPE)
Período de seleção dos projetos

Quantitativo

contemplados com os recursos

projetos da UFPE

2004

1

2005

2

2006

6

2007

7

2008

8

2009

6

2010

10

2011

5

2012

1

2013

2

Total

48

de Quantitativo de projetos do SIB/UFPE

1

—

1

CT-INFRA.
Disponível
Fonte:
FINEP
Fundo
Setorial
&lt;www.finep.gov.br/editais/encerrados.asp? codigoF onte =2&gt;. Acesso em: 07 abr. 2014

em:

Tabela 2 - comparativo de uso dos recursos do Programa Preservação de Acervos do
BNDES (UFPE X SIB/UFPE)
Período de seleção dos projetos

Quantitativo

de Quantitativo de projetos do SIB/UFPE

contemplados com os recursos

projetos da UFPE

2004
2005
2006
2007
1

2008
2009
2010
2011
2012
2013
Total

—

—

0

1

Fonte: BNDES - Fundo Programa Preservação de Acervos. Disponível em:
&lt;www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Areas_de_Atuacao/Cultura/Acervos/Chama
da Publica 2010/editais anteriores.html&gt;. Acesso em: 09 mar. 2014

1007

�3 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1 Método
Estudo de natureza exploratória, pois se baseia no conceito de pesquisa exploratória
de Gil (2002) ao referir-se à reelaboração dos dados em outras investigações, com base nos
objetos da pesquisa atual, e por dar margem a novas investigações sobre o tema em questão, e
assim, possibilitar a construção de hipóteses.
A pesquisa também assume caráter documental porque as fontes de coletas de dados
são documentos impressos e virtuais, constituindo-se como fontes primárias, conforme
classificadas por Marconi e Lakatos (2010).
Utilizamos a análise de conteúdo, descrito por Vergara (2011) como o método que se
refere: “ao estudo de textos, documentos e verbalizações orais [...] utiliza tanto procedimentos
sistemáticos e ditos objetivos de descrição dos conteúdos, quanto inferências, deduções
lógicas [...]’’ (VERGARA, 2011, p. 5).

3.2 População
Listas de projetos de universidades e bibliotecas universitárias federais contemplados
com recursos dos fundos setoriais CT-INFRA da Finep; e do Programa de Preservação de
Acervos do BNDES.
Classificamos as amostras como não-probabilistas, com base em Laville e Dione
(1999) pelo fato dessas amostras permitirem ao pesquisador selecionar casos típicos da
população-alvo.
[...] É o caso da amostra típica, em que, a partir das necessidades de
seu estudo, o pesquisador seleciona casos julgados exemplares ou
típicos da população-alvo ou de uma parte desta [...]. (LAVILLE;
DIONE, 1999, p. 170).

No nosso estudo, a população-alvo é representada pelo SIB/UFPE, e a população
estudada, as listas de projetos de universidades e bibliotecas universitárias federais
contemplados com recursos não-reembolsáveis.
As listas possuem elementos exemplares e de interesse do SIB/UFPE, como a
concretização do acesso aos recursos não reembolsáveis, e a natureza das instituições
beneficiadas (empresas públicas sem fins lucrativos).

1008

�3.3 Técnica, instrumentos e procedimentos de coleta de dados
Trabalhamos com a análise de conteúdo como técnica de coleta de dados por permitir,
segundo Richardson (1985), através de procedimentos sistemáticos e de descrição de
conteúdo, obter indicadores que possibilitam fazer inferências.
A “a análise de conteúdo é a aplicação de métodos científicos a uma evidência
documentária” (HOLSTI, 1969 apud RICHARDSON, 1985, p. 178).
A inferência é uma “operação pela qual se aceita uma proposição em virtude de sua
relação com outras proposições já aceitas como verdadeiras” . (RICHARDSON, 1985, p. 177).
Como procedimentos de coleta de dados, utilizamos a pesquisa bibliográfica,
conceituada por Vergara (2011) como “estudo sistematizado desenvolvido com base em
material publicado em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas, isto é, material acessível ao
público em geral” (VERGARA, 2011, p. 43).
Como instrumento de coleta de dados, de acordo com a natureza dos documentos
listados por Vergara (2011), utilizamos artigos e textos científicos publicados em periódicos
eletrônicos, livros, listas institucionais, leis, decretos e resoluções oficiais.

3.4 Procedimento de Análise dos dados
Propomo-nos a averiguar o processo de adesão do SIB em relação à UFPE frente novo
paradigma de financiamento com recursos externos. Para isso, organizamos os dados em duas
tabelas, distribuindo-os em seis categorias.
Na Tabela 1, distribuímos o quantitativo de projetos selecionados pela FINEP, e por
ano de incidência, em duas categorias. Na Tabela 2, repetimos a mesma situação para o
quantitativo de projetos selecionados pelo Programa de Preservação de Acervos do BNDES.
Tomamos como base o processo de categorização de Bardin (2010):
“ [...] é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto por
diferenciação e, seguidamente, por reagrupamento segundo o gênero (analogia), com os
critérios previamente definidos [...]” (BARDIN, 2010, p. 145)
Definimos como critérios para coleta dos dados:
1 As agências de fomento devem operar com financiamento com recursos não
reembolsáveis para projetos voltados ao desenvolvimento de infraestrutura em ciência,
tecnologia e inovação (C,T &amp;I);
2

Entre os projetos financiados, constar itens de autoria de universidades federais e de
bibliotecas universitárias federais;

1009

�3

Os projetos aprovados para recebimento dos recursos devem incidir entre o período de
2004 a 2013. A partir de 2004 porque é o ano em que se deu o primeiro edital de
chamadas do Programa Preservação de Acervos do BNDES, mesmo que em anos
anteriores,

o CT-INFRA

da FINEP já

operasse

com

essa modalidade

de

financiamento.
Quanto a 2013, por ser um ano que representa exercício fechado. A ideia é
compatibilizar as operações dos dois fundos setoriais no mesmo espaço de tempo.
Para fazer as inferências, obtivemos os seguintes indicadores:
1 Influência da redução de verbas na adesão da UFPE à política de recursos externos.
2

Influência da redução de verbas na adesão do SIB à política de recursos externos
praticada na UFPE;

4 RESULTADOS PARCIAIS
No Programa Preservação de Acervos do BNDES, a UFPE não utiliza os recursos do
Programa entre 2004 e 2013, como mostram os dados da TABELA 1. Nesse mesmo período
a instituição recorre ao Fundo Setorial CT-INFRA, com 48 projetos selecionados.
Em relação ao SIB/UFPE, a utilização dos recursos do CT-INFRA é quase que nula,
apresentando apenas um projeto durante o período em questão. Situação inversamente
proporcional ao comportamento da UFPE.
Quanto à utilização dos recursos do Programa de Preservação de Acervos do BNDES,
o SIB apresenta apenas uma incidência. Situação diferente da UFPE que, como visto, não
utilizou os recursos do Programa durante o período em questão.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS
Verificamos o uso de recursos externos pela UFPE, acontecendo por mais tempo, onde
podemos inferir que essa situação evidencia a influência da redução de verbas do FPF no
comportamento da universidade.
O mesmo não acontece com as bibliotecas, onde a evidência da influência da redução
dos recursos do FPF não é suficiente para o

SIB/UFPE aderir, significativamente, ao

paradigma de financiamento em elevação e co-existente com o paradigma vigente, este
representado pelos recursos do FPF, e que até o momento, financia as atividades e projetos
tanto da UFPE quanto do SIB/UFPE.
Constatamos que os recursos do FPF demonstram sinais de escassez e por isso,
desafiam as bibliotecas da UFPE a um posicionamento mais ativo na busca por outras fontes

1010

�de recursos, a fim de financiar suas atividades, manutenção e instalação de novas estruturas
para o desenvolvimento de pesquisas em C, T &amp;I.
Nosso estudo propõe uma discussão sobre o uso dos recursos externos no contexto do
SIB, e traz alguns elementos que podem subsidiar essa discussão na perspectiva de compor e
concretizar ações, a fim de orientar o processo de adesão do SIB/UFPE a esse paradigma
financiamento em ascensão na UFPE.
Com esse intuito, tomamos como referência a ideia de paradigma de Capra (1995)
quando ele traz o fenômeno paradigmático para os aspectos que compõem e organizam a
sociedade, incluindo visões e percepções dessa sociedade.
Com base em Capra (1995), trazemos os seguintes elementos como parte das
discussões que queremos propor:
a) Elementos paradigmáticos: as bibliotecas universitárias federais passam por mudanças
não apenas relacionadas a estruturas inerentes à transição do paradigma do acervo para
o da informação, mas também nas formas de financiamento para garantir esse
processo de transição. Portanto, um dos aspectos a abordar na discussão é o uso dos
recursos externos pelo SIB/UFPE e a necessidade de analisar a eficácia dos recursos
do FPF como única fonte de financiamento para as bibliotecas. Para isso, pautamo-nos
na proposição de Carrilo (1981 apud GONZÁLEZ, 2005) na medida em que ele
sugere analisar a eficácia de determinado paradigma vigente.
b) Elementos institucionais: trazer à discussão os instrumentos de gestão da UFPE que
indicam ações e orientam à busca por outras fontes de recursos para investir em
projetos na UFPE. Entre os instrumentos, destacamos o PE/UFPE e o PDI.
Instrumentos que asseguram iniciativas na direção do uso dos recursos externos por
parte do SIB/UFPE. Sugerimos também refletir sobre as razões que influenciaram as
bibliotecas da UFPE a pouco utilizar os recursos externos no período entre 2004 e
20013, conforme a TABELA 1, tendo em vista a UFPE usufruir desses recursos numa
frequência significativa, quando comparada ao uso dessas mesmas fontes de recursos
pelo SIB/UFPE.

6 REFERÊNCIAS

AMARAL, Nelson Cardoso. Financiamento da educação superior : Estado x Mercado. São
Paulo: Cortez, 2003.

1011

�CAPRA, Fritjof. Sabedoria incomum : conversas com pessoas notáveis. São Paulo: Cultrix,
1995.
____ , Fritjof. O Ponto de Mutação : A Ciência, a Sociedade e a Cultura emergente. São
Paulo: Cultrix, 1982.
BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo . 4. ed. Lisboa: Edições 70, 2010
BNDES. Resultados de editais anteriores. Rio de Janeiro: 201-. Disponível em:
&lt;http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Areas_de_Atuacao/Cultura/Acervos/
Chamada_Publica_2010/editais_anteriores.html&gt;. Acesso em: 09 mar. 2014
BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano Diretor da

Reforma do Aparelho do Estado . Brasília, DF, 1995.
Chamadas Públicas Encerradas/Resultados. Brasília, DF: FINEP, 201-.

FINEP.

Disponível em: &lt;http://www.finep.gov.br/editais/encerrados.asp?codigoFonte=2&gt;. Acesso
em: 07 abr. 2014.
FRANÇA, Carlos Marshal; CALDERÓN, Adolfo Ignacio. O Banco Mundial na educação

superior brasileira: de ilustre desconhecido nos anos 1980 a protagonista nos anos 1990,
Universidade e Sociedade, ano 12, n. 52, jul./2013, p. 102 - 115.
GIANNETTI, Roberto. A Moratória Brasileira e os antecedentes do Plano Brady .
[S.l:s.n.],

1993?.

Disponível

em:

&lt;http://www.bresserpereira.org.br/Terceiros/Giannetti.MoratoriaBrasileira.pdf&gt;. Acesso em
01 maio 2014.
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa . 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.
GONZÁLEZ, F. ^Que es un paradigma? Análisis teórico, conceptual y psicolingüístico del
término. Investigación y Postgrado, Caracas, v. 20, n. 1, p. 1, abr. 2005. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.org.ve/scielo.php? script=sci_arttext&amp;pid=S1316-00872005000100002&gt;.
Acesso em: 03 dez. 2013.
KUHN, T. S. A estrutura das revoluções científicas. 11. ed. São Paulo: Perspectiva, 2011.
(Debates; 115).
LAMPERT, Ernani. O desmonte da universidade pública : a interface de uma ideologia,
Linhas: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de
Santa

Catarina

-

UDESC,

v.

7,

n.

2,

2006.

Disponível

em:

&lt;http://www.periodicos.udesc.br/index.php/linhas/article/view/1342/1151&gt;. Acesso em: 05
maio 2014.
LAVILLE, Christian; DIONNE, Jean. A construção do saber : Manual de metodologia da
pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artmed, 1999.

1012

�MARCANTONIO,

Renegociação

Roberto.

possibilidades.

[S.l:s.n.],

da

Dívida

1990.

Externa :

necessidades

Disponível

e
em:

&lt;https://www.google.com.br/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=6&amp;ved=0CEcQF
jAF&amp;url=http%3A%2F%2Frevistas.fee.tche.br%2Findex.php%2Findicadores%2Farticle%2F
download%2F346%2F580&amp;ei=uNhjUjSOa_NsQTQw4DgCg&amp;usg=AFQjCNG8w5D_Fwra
YPkdreeNCtzzvKbSgA&gt;. Acesso em: 02 maio. 2014.
MARCONI, Marina de Andrade.; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de Metodologia
Científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
PLANO de Desenvolvimento Institucional: PDI 2009/2013. Recife: UFPE, 2010. Aprovado
na reunião do Conselho Universitário do dia 16 dez. 2010.
PLANO Estratégico da UFPE: Visão, Missão, Valores, Objetivos e Tópicos Estratégicos.
Recife:

UFPE,

2003.

Disponível

em:

&lt;http://www.ufpe.br/proplan/images/Planejamento_Estrategico_Institucional-UFPE.pdf&gt;.
Acesso em: 03 fev. 2014.
POLÍTICA &amp; Economia. Os efeitos do consenso de Washington na economia brasileira.
[S.l:s.n.], 2011. Disponível em: &lt;http://www.politicaeconomia.com/2011/10/os-efeitos-doconsenso-de-washington-na.html&gt;. Acesso em: 02 maio 2014.
RICHARDSON,

Roberto Jarry. Pesquisa Social: Métodos e técnicas. São Paulo: Atlas,

1985.
RODRIGUES, Maria Eliane Fonseca. Os paradigmas das ciências e seus efeitos na

composição

dos

campos

científicos:

a

instituição

da

Ciência

da

Informação,

DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, v.11, n. 04, ago. 2010.
Disponível em: &lt;http://www.brapci.ufpr.br/documento.php?dd0=0000008968&amp;dd1=32aa7&gt;.
Acesso em 19 jan. 2014.
SILVEIRA, Maicon Cândido da. O neoliberalismo e a educação no Brasil de FHC, Revista

Senso

Comum ,

n.

1,

2009,

p.

50

-

66.

Disponível

&lt;http://www.xanta.milharal.org/pkp/ojs/sensocomum2/index.php/revista/article/view/9

em:
&gt;.

Acesso em: 02 maio 2014.
VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração . 13. ed.
São Paulo: Atlas, 2011.

1013

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="62">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71368">
                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71369">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71370">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71371">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71372">
                <text>UFMG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71374">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71375">
                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74295">
              <text>Financiamento com recursos externos: elementos para uma discussão em Bibliotecas Universitárias Federais.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74296">
              <text>Ramos, Adilson dos </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74297">
              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74298">
              <text>UFMG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74299">
              <text>2014</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74300">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74301">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="74302">
              <text>Propõe elementos que possam suscitar uma discussão sobre a situação do SIB na política de financiamento com recursos externos da UFPE. Estudo qualitativo, ocumental e exploratório. Utiliza a análise de conteúdo como método e técnica de coleta de dados. Constata que as bibliotecas da UFPE se beneficiam muito pouco da política de recursos externos praticada na UFPE. Sugere elementos de natureza paradigmática e institucional para subsidiar discussões no SIB/UFPE sobre o tema.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
