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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

DESAFIOS ENVOLVIDOS NO GERENCIAMENTO DE REDE DE BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO E SUA INSERÇÃO NO
PLANO DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL (PDI)
Silvana Aparecida Fagundes
Vânia Aparecida Marques Favato

RESUMO
Este trabalho tem como objetivo proceder a uma investigação e identificar os requisitos
necessários para o gerenciamento sistêmico de uma rede de bibliotecas, com ênfase em
Biblioteca Universitária no contexto contemporâneo. Trata-se de uma pesquisa de caráter
exploratório, abordagem qualitativa com análise de documentos internos. Quanto aos
procedimentos técnicos, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental.
Apresenta resultados de gestão da rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista
(UNESP) atualmente vigente, bem como as diretrizes até então utilizadas para que a
Biblioteca possa atender aos objetivos maiores da Universidade: ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-Chave: Biblioteca Universitária. Bibliotecas em rede. Gestão Organizacional.

ABSTRACT
This paper aims to search and identify the necessary requirements to the systemic
management of a Library Network, focusing the University Library in contemporary context.
This is an exploratory research, qualitative approach with analysis of internal documents. The
used technical procedures were the bibliographic research and the documentary research. It
presents results from Universidade Estadual Paulista Library Network's management
currently in effect, as well as the chosen guidelines so that the Library could comply with the
University's main goals: teaching, research and extension services to the community.
Keywords: University Library. Libraries Network. Organizational Management.

1 INTRODUÇÃO
As bibliotecas universitárias são instituições sociais, cujos pilares sustentam as
atividades fins da Universidade, o ensino, a pesquisa e extensão. Para tanto deve-se empenhar
para alcançar seus objetivos e cumprir metas organizacionais e sociais, provendo a
comunidade de recursos informacionais seletivos, diversificados e organizados.
Com a globalização e sob o novo enfoque da ordem econômica mundial, o cenário
atual da educação e demais segmentos sociais, culturais e humanos nos quais se incluem, as
Bibliotecas Universitárias tendem a ocupar lugar secundário e, muitas vezes, excluídas em

951

�relação ao quesito de prioridade. Sendo assim, para que a Biblioteca Universitária possa
atingir os objetivos e cumprir as metas estabelecidas diante das novas diretrizes, há
necessidade de uma visão gerencial proativa por parte dos gestores de Bibliotecas.
Considerando que a Biblioteca Universitária é parte integrante de uma Universidade,
ela deve estar inserida no Plano de Desenvolvimento Institucional da organização à qual
pertence, visando equacionar o gerenciamento sistêmico da organização, incluindo:
planejamento financeiro, atividades específicas relativas à formação e desenvolvimento de
coleção, tratamento técnico de documentos e de recursos de informação, inclusão de novas
tecnologias e metodologias no ambiente organizacional, a fim de simplificar as rotinas de
trabalho, propiciar o acesso à informação e fomentar ações para usos dos recursos
informacionais, investimento no aprimoramento profissional e no desenvolvimento de
atividades cooperativas.
No âmbito do gerenciamento de biblioteca universitária e das diretrizes de políticas de
desenvolvimentos institucionais no contexto nacional e internacional, surgem alguns
questionamentos que necessitam de respostas, demandando estudos sobre o tema: Como
promover a cultura da virtualização das atividades dos bibliotecários? Quais canais de
comunicação podem ser utilizados na comunicação entre Biblioteca e comunidade
acadêmica? Considerando restrições orçamentárias, explosão informacional e mudança nos
modelos de negócios propostos pelos editores científicos, quais são as modalidades de
aquisição mais adequadas? Como proporcionar a acessibilidade? Como promover o acesso
livre como uma nova forma de comunicação acadêmica? Como desenvolver estudos de
comportamentos de usuários neste contexto virtual? Como proporcionar o desenvolvimento
dos recursos humanos das bibliotecas nesse novo cenário?
As respostas a estes questionamentos direcionarão a atividade de gerenciamento da
biblioteca universitária e fortalecerão sua relação com ensino, pesquisa e extensão.
O objetivo desta investigação é identificar os requisitos necessários para gerenciar
uma rede de bibliotecas universitárias no contexto contemporâneo, assegurando a importância
da biblioteca, na política de desenvolvimento institucional da instituição à qual está vinculada.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Biblioteca Universitária (BU) é uma organização sem fins lucrativos que tem como
função na Universidade, oferecer suporte às atividades de ensino, pesquisa e extensão. E,
nesse sentido, sofre as influências do meio no qual está inserida, tanto do ambiente interno
como externo.

952

�Diante deste cenário, Maciel e Mendonça (2000, p. 2) enfatizam:
Torna-se importante aos gerentes, conhecer as tendências administrativas
contemporâneas, como também as teorias administrativas que as
fundamentam, para que possam ser adaptadas e aplicadas às bibliotecas
universitárias, pois, apesar de serem organizações sem fins lucrativos, as
turbulências ambientais lhes confere algumas características semelhantes às
das empresas privadas.
Maciel e Mendonça acrescentam ainda que (2000, p. 2, grifo do autor):
Num cenário em que a incerteza é uma constante, provocada pela
instabilidade econômica, política e social, surgiu a Teoria Contingencial que
herdou da Teoria dos Sistemas a ênfase dada à ambiência, como fator
importante e propulsor das mudanças na estrutura e funcionamento das
organizações. Flexibilidade e adaptação tornam-se palavras chave do
contingencialismo e, ao mesmo tempo em que mostra uma reação ao
ambiente, sugere uma adaptação a esse ambiente.
Segundo os especialistas da área, há críticas quanto ao contingencialismo, pois "é
considerado negativo tanto os antigos excessos de estrutura quanto a pouca estrutura".
(MACIEL; MENDONÇA, 2000, p. 3).
Na literatura constata-se que não existe um modelo ideal para se estruturar uma
organização. Porém, existem indícios que sinalizam a necessidade de considerar formas
alternativas de estruturas, visando proporcionar às organizações a adaptação às constantes
mudanças do ambiente interno e externo.
De acordo com Maciel e Mendonça (2000, p. 2):
para conviver com este cenário em que a incerteza é uma constante, as
organizações em geral, e as bibliotecas universitárias em particular,
resguardadas suas peculiaridades, precisam se adequar à situação vigente,
principalmente aquelas organizações calcadas em propostas que apresentam
uma rigidez estrutural, capaz de provocar um choque com uma realidade que
não as permitam mais atender aos propósitos para os quais foram criadas.
Outra alternativa possível seria a estrutura de organização holográfica como um
modelo ideal para um cenário de mudanças.
Segundo Moscovicci (1988, p. 108) "[...] a abordagem holística preconiza o modelo
holográfico como o caminho apropriado da transformação organizacional para a realidade
emergente da mudança do século XX para o século XXI."
Na opinião de Maciel e Mendonça (2000, p. 2) a estrutura ideal de organização é:

953

�projetada em equipes de trabalho, com menos hierarquia em sua estrutura,
responsabilidade compartilhada, com redundância funcional e
predominância de um sistema intensivo de comunicação, podendo contribuir
para se conseguir a flexibilização necessária à organizações contemporâneas.
Mesmo sendo a BU uma organização dependente da instituição à qual pertence, no
caso a Universidade, ela não pode estar condicionada a variáveis ambientais, precisando
buscar "regularidade estrutural para enfrentar todas essas incertezas e que seja, ao mesmo
tempo, simples e flexível." (MACIEL; MENDONÇA, 2000, p.2)
Diante do quadro que se estabelece, a BU enfrenta mudanças diante dos desafios
contemporâneos, o bibliotecário precisa conhecer as funções administrativas envolvidas neste
ambiente e a posição ocupada pela biblioteca no plano da Organização.
Levando em conta todos esses aspectos relacionados à gestão, a Unesp estabeleceu
um Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) aprovado pelos órgãos colegiados em
março de 2009.
Desde 2010, a Unesp possui um "novo modelo de gestão dos recursos públicos,
fundamentado em plano estratégico de desenvolvimento." (UNESP INFORMA, 2010, p. 1)
O PDI, aprovado em 2009, teve seu início no ano seguinte com 15 programas,
contemplando as seguintes dimensões: ensino de graduação, ensino de pós-graduação,
pesquisa, extensão e cultura, planejamento, finanças e infraestrutura e gestão e avaliação
acadêmico-administrativa:
Programa 1 - Gestão de Recursos Humanos;
Programa 2 - Gestão e Desenvolvimento;
Programa 3 - Saúde e Higiene Ocupacional e Perícia Médica;
Programa 4 - Incentivo e Consolidação da Pesquisa;
Programa 5 - Infraestrutura da Pesquisa;
Programa 6 - Avaliação do Ensino de Graduação;
Programa 7 - Ampliação e Diversificação do Acesso à Universidade;
Programa 8 - Aperfeiçoamento do Ensino de Graduação na Unesp;
Programa 9 - Integração da Extensão Universitária com o Ensino e a Pesquisa;
Programa 10 - Atendimento às Demandas Sociais;
Programa 11 - Inserção do Corpo Docente na Pós-graduação;
Programa 12 - Avaliação da Pós-graduação;
Programa 13 - Excelência no Ensino de Pós-graduação;
Programa 14 - Preservação da Memória Social;

954

�Programa 15 - Internacionalização da Unesp.
A Rede de Bibliotecas da UNESP, por meio da Coordenadoria Geral de Bibliotecas CGB, foi inserida no Plano de Desenvolvimento Institucional no ano de 2011, com a rubrica
Programa 17 - Apoio e Desenvolvimento da Rede de Bibliotecas. Este programa é composto
por duas ações: Ação 1: Estabelecer políticas de desenvolvimento de coleções de obras raras
para a Rede de Bibliotecas da UNESP e Ação 2: Ampliar e modernizar a infraestrutura das
bibliotecas e dos arquivos nas Unidades Universitárias.
A inserção da Rede de Bibliotecas da Unesp no Plano de Desenvolvimento
Institucional tem proporcionado à Coordenadoria equacionar o gerenciamento sistêmico de
todas as bibliotecas da Rede e estabelecer planejamento financeiro, visando refletir sobre o
futuro das bibliotecas, enquanto instituições não autônomas e dependentes das políticas
institucionais.
É relevante mencionar que, no momento atual, o Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI) da Unesp tem 25 programas, sendo que o Programa 17 constitui o terceiro
maior orçamento do PDI, conforme demostrado no gráfico abaixo:

Gráfico 1: PDI - Distribuição 2014
PDI Distribuição 2014

20 ,00 %
18,00% --------------------------------------------------------16,00% 14,00% -

12. 00 %
10 . 00 %
8 .00 %

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Q _ Q _ Q _ Q _ Q _ C L C L C L C L C L C L C L C L C L C L C L

Fonte: o Autor.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
Os procedimentos metodológicos utilizados, quanto aos objetivos, é de caráter
exploratório, abordagem qualitativa com análise de documentos internos; quanto aos
procedimentos técnicos foram utilizados a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. O

955

�universo deste trabalho contempla a Rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista
(UNESP).
É relevante mencionar que nesta investigação estamos buscando identificar os
requisitos necessários para gerenciar uma rede de bibliotecas universitárias no contexto
contemporâneo, assegurando a importância da biblioteca, no plano de desenvolvimento
institucional.
Ressaltamos que a pesquisa em questão está em fase de desenvolvimento. Por ora, está
sendo analisada a Rede de Bibliotecas da Unesp, identificando os produtos e serviços
oferecidos à comunidade acadêmica.
E também, estão sendo contatadas outras instituições, com o objetivo de solicitar
informações sobre os produtos e serviços oferecidos e valor da dotação orçamentária que
possuem, bem como efetuar um levantamento referente à existência de políticas que garantam
recursos financeiros no orçamento institucional.
Além do contato mantido com outras instituições, tem sido realizada a coleta de
experiências dos profissionais da área de bibliotecas e também uma revisão de literatura,
buscando respostas aos seguintes questionamentos: Quais as orientações para gerenciar rede
de bibliotecas universitárias no contexto contemporâneo? Como se dá a comunicação com os
usuários? Quais os perfis dos bibliotecários neste novo cenário? O que se espera das
bibliotecas no futuro?
Desta forma, será possível identificar requisitos envolvidos no gerenciamento de uma
rede de bibliotecas universitárias no contexto contemporâneo.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
A Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) possui um
Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) no qual a Rede de Bibliotecas está inserida por
meio da Coordenadoria Geral de Bibliotecas.
No momento estamos realizando a análise de como está estruturada a Rede de
Bibliotecas da Unesp e para onde estamos indo.
Conforme mencionamos, a pesquisa está em fase de desenvolvimento e apresentamos
a seguir os resultados parciais obtidos até o momento sobre a Universidade e sua Rede de
Bibliotecas.

956

�Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
A UNESP - Universidade Estadual Paulista foi criada em 1976, a partir da
incorporação dos Institutos Isolados de Ensino Superior do Estado de São Paulo, então
unidades universitárias situadas em diferentes pontos do interior paulista. Essas unidades de
ensino superior foram criadas, em sua maior parte, em fins dos anos 50 e inícios de 60.
A UNESP é uma instituição pública e juntamente com a USP - Universidade de São
Paulo e a UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, integram o sistema estadual
paulista de ensino superior. Uma das características da UNESP é ser uma universidade
multicampus, o que a diferencia das demais Universidades Brasileiras. É constituída por 34
faculdades em 24 cidades, sendo 22 no interior, uma na capital do Estado de São Paulo e uma
no litoral paulista em São Vicente.
Atualmente oferece 122 opções de cursos de graduação em 68 profissões de nível
superior com mais de 36 mil alunos. Em relação à pós-graduação são 123 programas sendo
115 programas de mestrados acadêmicos, 7 mestrados profissionais e 96 doutorados
acadêmicos com mais de 10 mil alunos e também mais 6,5 mil alunos dos cursos lato sensu
promovidos pelo Nead - Núcleo de Ensino a Distância.
Fazem parte do quadro de servidores mais de 3,5 mil professores que garantem sólida
formação aos 5,6 mil novos profissionais a cada ano, e 7 mil funcionários colaboram
decisivamente para que as atividades sejam desenvolvidas da melhor forma possível. A
infraestrutura da Universidade compreende 1.900 laboratórios e 34 bibliotecas, com 1,3
milhões de livros, além de museus, hortos, fazendas experimentais, fundações e também
hospitais e clínicas.

Rede de Bibliotecas da Unesp
A Rede de Bibliotecas da UNESP é constituída por 34 bibliotecas, distribuídas por 24
cidades do estado de São Paulo e está tecnicamente subordinada à Coordenadoria Geral de
Bibliotecas, que tem como missão propiciar uma efetiva interação entre a Rede de
Bibliotecas, o meio acadêmico e Instituições congêneres nacionais e internacionais, através de
ações conjuntas, facilitando a comunicação entre os vários segmentos da Universidade,
visando à democratização da informação em benefício da sociedade.
Sua história remonta à criação da UNESP em 1976 e junto com a Universidade, cria-se
também a Biblioteca Central, cujos objetivos iniciais eram servir de apoio aos programas de
ensino e pesquisa da Universidade, oferecer colaboração técnico-científica às Unidades por

957

�meio de redes de informação e prestar mediante convênios, assistências às instituições
públicas ou privadas.
Instalada inicialmente em Marília sua atuação sempre esteve direcionada para uma
política de atuação mais integrada entre as Bibliotecas. O primeiro modelo de gestão se deu
efetivamente em 1990, com a criação pela Reitoria da Universidade do item "Biblioteca" no
seu Plano de Desenvolvimento Institucional e constituição de uma comissão que tinha por
objetivos realizar estudos sobre a situação e oferecer subsídios para modificações na estrutura
e no funcionamento da Rede. A partir desses estudos, foi constituído em 1991 o "Projeto
Biblioteca" cujas ações se iniciaram a partir da transferência da CGB para São Paulo, junto à
Reitoria da UNESP.
Em novembro de 1992, foi realizado o I Encontro de Avaliação da Rede de Bibliotecas
da UNESP cujos resultados subsidiaram a elaboração do Pré-Projeto de Planejamento para
uma Gestão de Qualidade junto a Rede, em 1993. Posteriormente, veio a implantação formal
e institucionalizada do Plano de Gestão de Qualidade para a Rede de Bibliotecas da UNESP.
Em 1994, foi instituída uma nova estrutura administrativa para as Bibliotecas da
UNESP, constituída por uma Diretoria e duas seções: Seção Técnica de Aquisição e
Tratamento da Informação e Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação.
Nesse sentido, ao longo dos anos a Coordenadoria Geral de Bibliotecas, juntamente
com as Diretorias das Bibliotecas, desenvolve um plano de trabalho a fim de implementar
ações integradas para a Rede de Bibliotecas da UNESP, de modo a efetuar um trabalho
sistêmico e integrado para cumprir sua missão que é: disponibilizar a informação apoiando as
atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a melhoria de vida do cidadão.

Orçamento
Os recursos orçamentários destinados à Rede de Bibliotecas da UNESP para 2014 é de
R$ 5.200.000,00, que corresponde 12,68% do orçamento da Universidade, que serão
aplicados de acordo com metas inseridas no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da
UNESP, Programa 17- Apoio e desenvolvimento da Rede de Bibliotecas.

Ação

1-

Estabelecer

políticas

de

desenvolvimento

de

coleções

e

de obras raras para a Rede de Bibliotecas da UNESP - R$ 3.700.000,00
No programa 17 do PDI para atingir o objetivo da Ação 1 a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas, estabeleceu as seguintes metas:

958

�Meta 1 - Renovação de assinatura de 31 bases de dados, 4 bases de e-book e lferramenta de
apoio ao ensino; Assinatura de 1.259 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros; Assinatura
da Coleção de Normas ABNT,

ferramenta de apoio para classificação de material

bibliográfico e distribuição de verba para a aquisição de livro didático para as 33 bibliotecas
da Rede.
Meta 2 - Implantar a Política de Indexação para as 33 Bibliotecas da Rede Unesp.
Meta 3 - Promover a competência informacional de 100% dos bibliotecários e usuários da
UNESP para uso de recursos de informação.

Ação

2

-

Ampliar

e

modernizar

a

infraestrutura

das

bibliotecas

e

dos arquivos nas Unidades Universitárias - R$ 1.500.000,00
No programa 17 do PDI, para atingir o objetivo da Ação 2, a Coordenadoria Geral de
Bibliotecas da Unesp, estabeleceu as seguintes metas:
Meta 1 - Elaborar o planejamento estratégico para o desenvolvimento da Rede de Bibliotecas
Meta 2 - Manter 6 recursos tecnológicos
Meta 3 - Educação continuada
Meta 4 - Acessibilidade
Meta 5 - Sanitização
Meta 6 - Catalogação Tercerizada/Grupo de catalogação
Meta 7 - Repositório Institucional
A fim de desenvolver ações para dinamização e implementação de novos serviços foram
constituídos grupos de trabalhos compostos por bibliotecários da Rede UNESP, a saber:
Grupo de Estudo de Normas Técnicas Documentais
Grupo de Linguagem;
Grupo de Indexação;
Grupo de Catalogação;
Grupo de Competência Informacional;
Grupo de Acessibilidade.

Equipe
Através de dois grupos especializados: GATE (Grupo de Apoio Técnico Especializado)
e GFDC (Grupo de Formação e Desenvolvimento de Coleções), a Coordenadoria Geral de

959

�Bibliotecas, implementa ações integradas para o desenvolvimento de toda a Rede de
Bibliotecas da UNESP.
A Rede de Bibliotecas é constituída por 137 bibliotecários, 166 assistentes de biblioteca
e 110.042 usuários. O organograma da Rede é constituído por uma Diretoria Técnica de
Serviço e duas Seções: Seção Técnica de Referência, Atendimento ao Usuário e
Documentação e Seção Técnica de Aquisição e Tratamento da Informação, exceto as
Unidades Experimentais de Rosana, Tupã, Dracena, Ourinhos, Sorocaba, Itapeva, São
Vicente e São João da Boa Vista que possui uma estrutura administrativa simplificada.

Tabela 1: Acervo Geral da Rede de Bibliotecas Unesp
Acervo

Consultas

Empréstimos

3.112.907

583.984

1.542.441

Fonte: UNESP. Anuário estatístico 2013. São Paulo: UNESP, 2013. Disponível em:
https://ape.unesp.br/anuario/.
Processo de Automação
O primeiro passo para a automação das Bibliotecas teve início em 1994, quando a
UNESP iniciou a interligação de suas Unidades através de uma rede computacional a partir da
Reitoria em São Paulo. No início do processo de automação, a maioria das bibliotecas tinha o
acervo representado em formato papel, mas algumas delas já haviam iniciado o processo de
automação, de forma individual, utilizando o software Microisis e outros sistemas domésticos.
Após realizar um levantamento dos softwares disponíveis no mercado e que já estavam
sendo utilizados pelas bibliotecas universitárias do país, a Universidade, em 1997, optou pelo
software ALEPH, sistema integrado, incluindo a USP - Universidade de São Paulo. O sistema
ALEPH foi adquirido com todos os seus módulos principais de maneira a atender a
informatização de todas as funções das bibliotecas.

Recursos Eletrônicos e Digitais da UNESP
ATHENA: Banco de Dados Bibliográficos que, através do software Aleph, reúne o acervo
das 34 Bibliotecas da Rede UNESP;
Base de dados referenciais, textuais e multimídias;
Bases de dados de e-books;
Periódicos on-line;

960

�Bibliotecas Digitais da UNESP:
C@atedra

- Banco de teses e Dissertações da UNESP é constituído por 16.324 itens

digitalizados sendo 5.496 teses e 10.828 dissertações.
C@pelo - Banco de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCCs
Biblioteca Digital da Unesp
Repositório Institucional

Ferramenta de ensino: Turnitin: software de prevenção de plágio.
Sotwares:
Radio-Frequency Identification (RFID)
Aleph 500 (Ex Libris)
Primo (Ex Libris), que na Unesp foi denominado de P@rthenon que nos possibilita agregar
diversas fontes abertas, como repositórios Dspace, revistas gerenciadas pelo SEER, entre
outras, bem como, fontes fechadas como o conteúdo de editores de acesso pago. Tudo isso é
possível a partir da configuração de protocolos de comunicação.

Produtos e serviços
□ EEB - Empréstimo entre Bibliotecas - Constitui-se do empréstimos entre as Bibliotecas
da Rede UNESP e as Bibliotecas da USP e UNICAMP;
□ COMUT - Obtenção de artigos de periódicos nas Bibliotecas Brasileiras;
□ Empréstimo domiciliar - Empréstimos de obras do acervo;
□ Empréstimo Unificado - Possibilita empréstimos nas demais Bibliotecas aos usuários
cadastrados no Banco de Usuários da Rede de Bibliotecas da UNESP;
□ Autoatendimento;
□ Empréstimos de Note-books - Possibilita aos alunos que não têm computador realizarem
trabalhos durante sua permanência na Biblioteca;
□ Ficha catalográfica;
□ Orientação na elaboração de trabalhos acadêmicos e uso das normas ABNT;
□ Treinamentos do uso de Bases de dados e Periódicos Eletrônicos;
□ Cadastro Biométrico;
□ Acessibilidade.

961

�5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
Por meio dessas considerações, destaca-se que o gerenciamento de uma rede de
bibliotecas universitárias deve estar atrelado à política institucional à qual as bibliotecas
pertencem.
Sendo assim, é relevante investigar os requisitos envolvidos na atividade de gerenciar
bibliotecas em rede no contexto contemporâneo, assegurando aos profissionais da informação
mecanismos de decisão que lhes proporcionem confiança na gestão de uma biblioteca que é
tradicional e híbrida e está em constante mudança, diferenciando-se muito da tradicional
tarefa de administração de bibliotecas.
Considera-se, portanto, que há a necessidade de investigação sobre esta nova realidade
de gerenciamento de bibliotecas universitárias em rede no século XXI, promovendo
discussões, envolvendo todos os profissionais bibliotecários e a comunidade acadêmica,
representada pela Universidade, tendo em vista sua política institucional.

6 REFERÊNCIAS
MACIEL, A. C.; MENDONÇA, M. A. R. A função gerencial na biblioteca universitária. In:
SEMINÁRIO

NACIONAL

DE

BIBLIOTECAS

UNIVERSITÁRIAS,

11.,

2000,

Florianópolis, Santa Catarina. Anais eletrônicos... Florianópolis, Santa Catarina: UFSC,
2000. Disponível em: &lt;snbu.bvs.br/snbu2000/parallel.html&gt;. Acesso em: 06 maio. 2014.
MOSCOVICCI, F. Renascença organizacional. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e
Científicos, 1988. p.105-109.
UNIVERIDADE ESTADUAL PAULISTA "Júlio de Mesquita Filho". UNESP INFORMA.
São Paulo: Universidade Estadual Paulista, v. 1, p. 1, 2010.
UNIVERIDADE ESTADUAL PAULISTA "Júlio de Mesquita Filho". Anuário estatístico
2013. São Paulo: UNESP, 2013. Disponível em: https://ape.unesp.br/anuario/. Acesso em: 06
maio. 2014.
UNIVERIDADE ESTADUAL PAULISTA

"Júlio

de Mesquita Filho".

Plano

de

Desenvolvimento Institucional. Disponível em: &lt; http://ape.unesp.br/pdi&gt;. Acesso em: 06
maio. 2014.

962

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Desafios envolvidos no gerenciamento de Rede de Bibliotecas Universitárias no contexto contemporâneo e sua inserção no Plano de Desenvolvimento Institucioal (PDI).</text>
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              <text>Este trabalho tem como objetivo proceder a uma investigação e identificar os requisitos necessários para o gerenciamento sistêmico de uma rede de bibliotecas, com ênfase em Biblioteca Universitária no contexto contemporâneo. Trata-se de uma pesquisa de caráter exploratório, abordagem qualitativa com análise de documentos internos. Quanto aos procedimentos técnicos, foram utilizadas a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental. Apresenta resultados de gestão da rede de Bibliotecas da Universidade Estadual Paulista (UNESP) atualmente vigente, bem como as diretrizes até então utilizadas para que a Biblioteca possa atender aos objetivos maiores da Universidade: ensino, pesquisa e extensão.</text>
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