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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ACESSIBILIDADE FÍSICA EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UM ESTUDO
DE CASO EM TRÊS BIBLIOTECAS DA UFRGS
Maria do Rocio Fontoura Teixeira
Aline Sanders Silva
Eliane L. Silva Moro

RESUMO
A acessibilidade física é fundamental para garantir a inclusão social de pessoas com
deficiência. É necessário proporcionar condições igualitárias de acesso aos espaços
universitários para que todos possam usufruir de seus direitos. Este trabalho apresenta um
estudo de caso realizado em três bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul UFRGS - com os objetivos de verificar as condições de acessibilidade física a pessoas com
deficiência física no acesso aos prédios públicos das bibliotecas universitárias, identificar as
possíveis barreiras internas e externas enfrentadas por cadeirantes, bem como averiguar se as
bibliotecas seguem os padrões de acessibilidade em suas edificações, espaços e mobiliário.
No referencial teórico foram abordados assuntos fundamentais para o estudo como
deficiência, acessibilidade, desenho universal, bibliotecas universitárias e inclusão social. O
estudo configura-se como um estudo de caso, de caráter exploratório, com abordagem
qualitativa. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados o Checklist de Avaliação
das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas e entrevistas semiestruturadas com os
bibliotecários-chefe das três bibliotecas selecionadas. Nas considerações finais destacou-se a
importância da acessibilidade para a inclusão de deficientes físicos, bem como se sugeriram
melhorias na infraestrutura dos prédios públicos das bibliotecas universitárias que visem à
adequação aos padrões de acessibilidade.
Palavras-Chave: Acessibilidade física; Biblioteca Universitária.

ABSTRACT
Physical accessibility is critical to ensure the social inclusion of people with disabilities. It is
necessary to provide equal conditions of access to university spaces for everyone to enjoy
their rights. This paper is a case study conducted in three libraries located in the UFRGS. This
study aims to determine the conditions of accessibility to people with disabilities to access
university libraries located in public buildings, identify potential internal and external barriers
faced by wheelchair users, as well as determine if the libraries follow accessibility standards
in their buildings spaces and furniture. In the theoretical framework are addressed
fundamental issues for the study as disability, accessibility, universal design, university
libraries and social inclusion. This study was based on a case study, in an exploratory manner,
utilizing a qualitative approach. Were used as instruments of data collection a Checklist for
Evaluating Libraries accessibility conditions and semi-structured interviews with chief

724

�librarians of the three selected libraries. In the final considerations it is highlighted the
importance of accessibility for the inclusion of disabled people. It is also suggested
improvements in the infrastructure of the aforementioned libraries aimed at adapt them to the
accessibility standards.
Keywords: Physical accessibility; University libraries.

1 INTRODUÇÃO
O acesso à informação é um direito de todos. A Federação Internacional de
Associações de Bibliotecários e Instituições (IFLA) declara que “a liberdade de acesso à
informação, independente de meios e fronteiras, é uma das responsabilidades primordiais da
biblioteca e dos profissionais da informação”. (IFLA, 2002, p.3).
O acesso universal e igualitário da informação é essencial para o bem estar social,
educacional, cultural, democrático e econômico dos indivíduos, comunidades e organizações.
O bibliotecário como profissional da informação deve proporcionar a todos, com suas
diferenças e limitações, o direito ao acesso e ao uso da informação, ou seja, que todos
possuam condições igualitárias de acesso às bibliotecas e possam acessá-la de forma
autônoma e independente.
A Portaria N° 3.284 (BRASIL, 2003) do Ministério da Educação (MEC), de 7 de
novembro de 2003, garante o direito ao acesso à educação em todos os níveis a pessoas com
deficiência, em instituições públicas ou privadas, sendo assegurado o atendimento das
necessidades do aluno até a conclusão do curso. O art. 1° da Portaria N° 3.284 do MEC,
determina que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de
cursos superiores, para fins de autorização e reconhecimento e de credenciamento de
instituições de ensino superior, bem como para renovação, conforme as normas em vigor,
requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais.
O acesso ao ensino superior é assegurado a todos, sem distinção. No entanto, na
prática, pode-se observar que existem muitas barreiras que impedem a continuidade dos
alunos no ensino superior, dentre elas a falta de acessibilidade. Pupo e Vicentini (1998, p.3)
afirmam que muitos alunos “iniciam uma atividade de pesquisa na universidade e são
barrados pela inexistência de uma infraestrutura adequada”. Dessa forma, para que a
acessibilidade seja assegurada, é preciso remover toda e qualquer barreira que impeça a plena
utilização por pessoas com deficiência, sejam elas barreiras arquitetônicas ou atitudinais.
O acesso à informação deve ser garantido a todos, por isso a conscientização dos
bibliotecários quanto ao papel social de sua profissão é primordial. Promover a integração e

725

�inclusão de Pessoas com Necessidades Especiais (PNEs), através do acesso à informação, é
fundamental para que elas possam ter as mesmas oportunidades que qualquer outro indivíduo,
exercendo seus direitos e sua cidadania.
A fim de se conhecer as condições de acessibilidade física a pessoas com deficiência
física, como cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida em bibliotecas universitárias,
foram selecionadas três bibliotecas localizadas no Campus Central da Universidade Federal
do Rio Grande do Sul (UFRGS), frequentadas por alunos dos mais diversos cursos de
graduação e pós-graduação, bem como por pesquisadores, professores e pela comunidade em
geral. Foi desenvolvido um estudo de caso, com aplicação de um Checklist de Avaliação das
Condições de Acessibilidade em Bibliotecas (NICOLETTI, 2010) e a realização de
entrevistas semiestruturadas com os bibliotecários-chefe de cada Unidade.
Este trabalho apresenta os resultados levantados a partir das entrevistas, incluindo nas
considerações finais os dados do Checklist. Visando aprofundar o conhecimento sobre o tema
do estudo aborda-se, a seguir, alguns conceitos de extrema importância , como a deficiência,
as leis sobre acessibilidade, a acessibilidade em prédios públicos, os programas desenvolvidos
pelo Governo Federal para promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência à
Educação Superior, Bibliotecas Universitárias e a importância do bibliotecário e da biblioteca
na inclusão de PNEs.
Como problema de pesquisa partiu-se da seguinte questão: quais são as condições de
acessibilidade física que as bibliotecas selecionadas da Universidade Federal do Rio Grande
do SUL (UFRGS) oferecem às pessoas com deficiência física?
O estudo apresentou como objetivo geral verificar as condições de acessibilidade
física a pessoas com deficiência física no acesso as prédios públicos das bibliotecas
universitárias selecionadas da UFRGS e, como objetivos específicos, identificar as possíveis
barreiras arquitetônicas internas e externas enfrentadas pelos cadeirantes e por pessoas com
mobilidade reduzida no acesso às bibliotecas selecionadas do Campus Central da UFRGS;
averiguar se as bibliotecas seguem os padrões de acessibilidade em suas edificações,
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos; avaliar, através dos instrumentos de pesquisa, as
condições de acesso de pessoas com deficiência física aos espaços das bibliotecas
universitárias selecionadas para o estudo e sugerir revisão e adequação, se necessários, às
normas de acessibilidade para prédios públicos.

726

�2 REVISÃO DE LITERATURA
2. 1 Deficiência
Segundo a norma de Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos
urbanos o termo deficiência pode ser entendido “como redução, limitação ou inexistência das
condições de percepção das características do ambiente ou de mobilidade e de utilização de
edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos,em caráter temporário ou
permanente”.(NBR 9050, 2004, p.3).
De acordo com a definição da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, que hoje integra a Constituição Federal de 1988, pessoas com deficiência são:
aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou
sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação
plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas. (Decreto N°
6.949/09, art.1°). O termo deficiência deve ser distinguido do termo incapacidade, visto que
são diferentes. O termo deficiência significa uma limitação física, sensorial ou mental, que
não se confunde com incapacidade, uma vez que a incapacidade para determinada tarefa
como andar, ver, ouvir é consequência da deficiência, não implicando incapacidade para
outras tarefas.
Existem diversos tipos de deficiência entre as quais estão as deficiências física,
auditiva, visual, mental ou intelectual, ou múltipla. Deficiência física está explicitada nos
termos do Decreto N° 5.296/04, art. 5°, §1°, I, “a”, c/c Decreto N° 3.298/99, art. 4°, I).
Deficiência auditiva pode ser entendida como sendo a perda bilateral, parcial ou total, de 41
decibéis (Db) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e
3.000Hz (Decreto N° 5.296/04, art. 5°, §1°, I, “b”, c/c Decreto N° 5.298/99, art. 4°, II).
Deficiência visual, segundo o Decreto N° 3.298/99 e o Decreto N° 5.296/04, conceitua-se
como: a) Cegueira - na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com
a melhor correção óptica; b) Baixa Visão - significa acuidade visual entre 0, 3 e 0,05 no
melhor olho, com a melhor correção óptica. São aquelas que, mesmo usando óculos comuns,
lentes de contato, ou implantes de lentes intraoculares, não conseguem ter uma visão nítida.
As pessoas com baixa visão podem ter sensibilidade ao contraste, percepção das cores e
intolerância à luminosidade, dependendo da patologia causadora da perda visual; c) Os casos
nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que
60°; d) Ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. Deficiência mental, de
acordo com o Decreto N° 3.298/99, alterado pelo Decreto n° 5.296/04, conceitua-se como:
funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos 18

727

�anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como
comunicação;

cuidado

pessoal;

habilidades

sociais;utilização

dos

recursos

da

comunidade;saúde e segurança;habilidades acadêmicas;lazer; trabalho. (Decreto N° 5.296/04,
art. 5°, §1°, I, “d”; e Decreto N° 3.298/99, art. 4°, I). A deficiência múltipla é conceituada
como associação de duas ou mais deficiências, conforme o Decreto N° 3.298/99.
Segundo dados do censo populacional de 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil existem cerca de 24,6 milhões de pessoas com
alguma deficiência, o que significa 14,5% da população. Sendo que desse total, 48% de
pessoas com deficiência visual, 23% com deficiência motora, 17% com deficiência auditiva,
8% com deficiência intelectual e 4% com deficiência física. Ainda de acordo com o Censo de
2000 (BRASIL, 2000), os brasileiros que possuem alguma deficiência podem ser distribuídos
em seis tipos. Em 2010, foi realizado novo Censo Demográfico, revelando que 23,9% da
população possui algum tipo de deficiência, o que significa, aproximadamente, 45,6 milhões
de pessoas. Dentre esse total, a maior parte possui deficiência visual em diferentes graus de
severidade, em torno de 7% dos brasileiros possui deficiência motora em algum grau, o que
equivale a aproximadamente, 13,2 milhões de brasileiros, ficando em segundo lugar nos
relatos da população. Já a deficiência auditiva apareceu em terceiro lugar acometendo cerca
de 5,1% da população. Por último a deficiência mental ou intelectual foi declarada por 2,6
milhões de brasileiros, aproximadamente.
A deficiência física é também denominada de deficiência mecânica ou motora.
Deficiência motora pode ser entendida como qualquer déficit ou anomalia que tenha como
consequência a dificuldade ou a impossibilidade de mexer, controlar ou coordenar algum tipo
de movimento motor. A incapacitante pode ser transitória ou permanente, congênita ou
adquirida em virtude de acidente ou doença.
Entre as pessoas com deficiência física encontram-se as pessoas usuárias de cadeiras
de rodas, popularmente chamadas de cadeirantes, que são pessoas que possuem alguma
dificuldade de locomoção, necessitando do auxílio de cadeiras de rodas para seu
deslocamento. Existem pessoas que enfrentam problemas com o ambiente, mas que não
possuem deficiência, por exemplo, pessoas com mobilidade reduzida que enfrentam
problemas no acesso e na utilização de ambientes construídos. Dessa forma, essa expressão
inclui tanto pessoas com deficiência como também idosos, obesos, gestantes, pessoas
carregando pacotes, empurrando carrinhos de bebê, carrinhos de compras, bem como pessoas
que estão com alguma lesão temporária. (CAMBIAGHI, 2007).

728

�Segundo a NBR 9050 de 2004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
pessoa com mobilidade reduzida é aquela que, temporária ou permanentemente, tem limitada
sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. Entende-se por pessoa com
mobilidade reduzida, pessoa com deficiência, idosa, obesa, gestante, entre outros. (NBR
9050/2004, p.4). Pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida encontram diversos
obstáculos que dificultam ou mesmo impedem sua locomoção e seu acesso a espaços urbanos.
Esses entraves ao deslocamento constituem-se em barreiras físicas (arquitetônicas), que são as
mais comuns encontradas nas edificações. Alguns exemplos de barreiras físicas
(arquitetônicas) encontradas nas edificações são: escadas como único acesso a locais com
grandes desníveis ou com dois ou mais pavimentos, inexistência de rampas de acesso, rampas
com inclinação muito acima das recomendadas, portas e circulações estreitas que não
permitem passagens e manobras; inexistência de banheiros acessíveis; balcões de atendimento
com altura inadequada - muito altos para o acesso de pessoas com baixa estatura ou
utilizando cadeira de rodas, pavimentação inadequada (deslizante, irregular ou danificada)
que causam trepidação e perigo para usuário de cadeira de rodas.

2.2 Acessibilidade
De acordo com o Art.8° do Decreto Federal N°5.296 (BRASIL, 2004), acessibilidade
pode ser entendida como condição para utilização com segurança e autonomia, total ou
assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de
transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa
portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.
Segundo a ABNT (2004, p.2), acessibilidade é a “possibilidade e condição de alcance,
percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações,
espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos”. Um espaço acessível é aquele que
permite o acesso de qualquer indivíduo, de forma segura e autônoma.
Conforme Sarraf (2012, p. 62), a acessibilidade é uma forma de concepção de
ambientes que considera o uso de todos os indivíduos independente de suas limitações físicas
e sensoriais, desenvolvida a partir dos conceitos de Inclusão Social. Os benefícios da
acessibilidade possibilitam a melhoria da qualidade de vida da população com e sem
deficiência, proporcionando liberdade de escolhas e abertura de horizontes pessoais,
profissionais e acadêmicos.
De acordo com a NBR 9050/2004 promover acessibilidade significa remover barreiras
arquitetônicas, urbanísticas ou ambientais que impeçam a aproximação, transferência ou

729

�circulação. Ainda segundo a Norma, espaço acessível é aquele que pode ser percebido e
utilizado por qualquer pessoa, inclusive por aquelas com mobilidade reduzida.
Os espaços projetados para atender a maior diversidade de pessoas, com suas
diferentes características são aqueles construídos sob os moldes do Desenho Universal, que
tem por objetivo promover à inclusão. Um espaço que sofre adaptações para proporcionar a
integração é diferente de um espaço acessível, enquanto o primeiro foi construído sem levar
em conta às necessidades da diversidade humana; o último é pensado para proporcionar o
acesso de todo indivíduo, com suas diferentes características.
Conforme o Decreto-lei N° 5296, de 02 de dezembro de 2004, Desenho Universal
significa a concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente
todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma
autônoma, segura e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a
acessibilidade. Os sete princípios do Desenho Universal são: uso equitativo, flexibilidade no
uso, simples e intuitivo, informação perceptível, tolerância ao erro, baixo esforço físico,
tamanho e espaço para aproximação e uso.
Uma biblioteca construída sob os moldes do Desenho Universal é uma biblioteca
verdadeiramente acessível, ela não exclui ninguém, mas inclui a maior gama de usuários
possíveis, levando em conta suas diferenças antropométricas e sensoriais. Uma biblioteca
acessível não é aquela que permite o acesso somente de deficientes, mas sim um espaço
pensado e projetado para atender a todos, independentemente de qualquer característica que
possuam. No desenho universal não são criados produtos e serviços somente para deficientes,
o que seria uma forma de discriminação, mas sim, são desenvolvidos produtos e serviços para
a coletividade, de forma mais abrangente possível.

Ainda, em bibliotecas, é comum a

adaptação do edifício cuja construção já foi finalizada, a chamada pós-ocupação. Segundo
Ferrés (2008) a pós-ocupação causa limitações para transformar e identificar a instalação
como acessível. A acessibilidade liga-se intimamente a configuração original do prédio onde
a biblioteca está localizada.

2.3 Acessibilidade em Prédios Públicos
A acessibilidade física e a espacial estão interligadas. Acessibilidade física pode ser
entendida como possibilidade e condição da pessoa com deficiência ter acesso seguro e com
autonomia aos espaços, transporte e meios de comunicação. De acordo com Bins Ely et al
(2001) a acessibilidade espacial é a possibilidade de compreensão da função, da organização e
das relações espaciais que o ambiente estabelece, e a participação das atividades que ali

730

�ocorrem, fazendo uso dos equipamentos disponíveis com segurança e autonomia. Possui
ligação ao conceito de cidadania e participação, uma vez que para exercer seus direitos como
cidadão, é preciso que o espaço esteja adequado para utilização por diferentes pessoas, com
ou sem deficiência, de forma autônoma e independente.
A fim de se assegurar que as necessidades das pessoas com deficiência física ou
mobilidade reduzida sejam atendidas, torna-se necessário o planejamento dos espaços
urbanos, seguindo os princípios do Desenho Universal, proporcionando o livre acesso às
edificações, principalmente, as de uso público. A norma NBR9050/2004, bem como as Leis
Federais N° 10.098/2000 e seu Decreto Regulamentador N° 5.296/2004, tornam obrigatório o
atendimento das adequações em edificações públicas e de uso coletivo, edifícios comerciais e
de serviços, bem como nas vias e transportes coletivos.
A Lei Federal N° 10.098/ 2000 - Promoção de Acessibilidade aos Portadores de
Deficiência, em seu 4° capítulo - Acessibilidade nos Edifícios Públicos ou de Uso Coletivo,
nos Artigos de N°11 e N°12, apresenta requisitos para a construção, ampliação ou reforma de
edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo, assim como para os locais de
espetáculos, conferências, aulas e outros de natureza similar. Além das leis federais
mencionadas, a NBR9050/2004 Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos, elaborada no Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT/CB-40) e pela
Comissão de Edificações e Meio (CE-40:001.01), também serve de parâmetro para
construção (ou reforma) de espaços acessíveis. Com o intuito de identificar se existe
acessibilidade na edificação, mobiliário, espaço ou equipamento urbano, faz-se necessário a
utilização do Símbolo Internacional de Acesso (SIA). Este símbolo consiste em um
pictograma branco sobre um fundo azul, ou também, pode ser representado em preto e branco,
sempre representado para o alto do para o lado direito.
A falta de acessibilidade atinge também os prédios das Instituições de Ensino (IES).
De acordo com dados do censo da Educação, 45,7% dos cursos realizados em Instituições
Federais não apresenta condições e infraestrutura adequada para atendimento de Pessoas com
Necessidades Especiais (PNEs). Sem as condições de acesso, essas pessoas ficam
impossibilitadas de frequentar a Universidade, exercer seus direitos, causando prejuízos em
diversos setores de suas vidas, tanto pessoal como profissionalmente. Dessa forma, o Governo
Federal visando incluir os deficientes na sociedade, elaborou programas para garantia de
acessibilidade em diversos âmbitos como saúde, educação, moradia.

731

�2.4 Programas do Governo Federal para a Acessibilidade nas IFES
O governo federal lançou o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência Viver sem Limite, através do Decreto N° 7.612, em 17 de novembro de 2011. Esse Plano
demonstra a preocupação com a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, para que a
deficiência não seja impedimento para o exercício da cidadania, da realização de projetos e
sonhos. O Plano Viver Sem Limites destaca o compromisso do Brasil com as prerrogativas da
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, que foi ratificado pelo
Brasil com equivalência de emenda constitucional. O Plano Viver sem Limite está organizado
em 4 eixos: Acesso à Educação, Inclusão Social, Saúde e Acessibilidade.
O tema Acessibilidade é abordado tanto em políticas públicas desenvolvidas para
escolas como para Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Um exemplo de programa
que visa a Acessibilidade na educação é o INCLUIR - Programa de Acessibilidade na
Educação Superior. O INCLUIR apoia projetos de criação e/ou reestruturação de Núcleos de
Acessibilidade das IFES, que são os responsáveis pelo desenvolvimento de ações
institucionais que tenham como meta acabar com os diferentes tipos de barreiras
(arquitetônicas, atitudinais, pedagógicas e comunicacionais) que impedem ou dificultam o
acesso de estudantes com deficiência aos espaços universitários, além do apoio e atendimento
aos acadêmicos nas Universidades.
A Universidade abrange o Ensino, a Pesquisa e a Extensão e a Biblioteca
Universitária, através dos serviços prestados sob a gestão do profissional bibliotecário, deve
atender aos padrões de acessibilidade para o atendimento dos usuários (pesquisadores,
professores e acadêmicos além da comunidade universitária).

2.5

A

BIBLIOTECA

UNIVERSITÁRIA,

O

BIBLIOTECÁRIO

E

A

ACESSIBILIDADE
A biblioteca universitária deve ser um local de inclusão, voltada a todas as pessoas, de
modo democrático, a fim de que possa cumprir sua missão que é a de prover à informação a
toda comunidade acadêmica, facilitando o desenvolvimento de conhecimento no meio
acadêmico e contribuindo com a sociedade como um todo. Os deficientes possuem direito à
informação, educação continuada e à cultura. Por isso, os serviços em bibliotecas devem ser
adequados aos diferentes usuários que a biblioteca atende com o intuito que haja democracia
no acesso e uso da informação.
O acesso à informação é um direito de todos, sem distinção de qualquer espécie. As
bibliotecas universitárias devem adquirir, preservar e disponibilizar uma ampla gama de

732

�materiais, a fim de abranger a pluralidade e diversidade humana. É preciso que haja a
preocupação em oferecer materiais acessíveis a todos, sem distinção alguma, ou seja, a
acessibilidade deve fazer parte dos sistemas de informação, objetivando que todos usufruam
de direitos igualitários no acesso e uso da informação, independentemente de suas
características.
O bibliotecário como mediador entre a informação e o usuário possui papel essencial
na promoção da Acessibilidade em Bibliotecas. Não basta possuir a técnica da profissão, é
preciso ir mais além, desenvolvendo ações que visem à inclusão social de pessoas com
deficiência nas bibliotecas. Para isso, é fundamental que o bibliotecário perceba a necessidade
de atualização constante, visando atender da melhor forma possível as necessidades de PNEs,
buscando capacitação em cursos, eliminando as barreiras físicas e atitudinais na unidade em
que atua.
Uma biblioteca para ser considerada acessível precisa ser livre de barreiras de
qualquer tipo, que impeçam seu acesso. O conceito de biblioteca acessível inclui a questão da
acessibilidade física e virtual, bem como o oferecimento de serviço de referência adequado a
orientar os usuários no uso da informação. (GONZALEZ, 2002). Biblioteca acessível difere
de biblioteca adaptável. Enquanto a primeira apenas realiza adaptação de ambientes como
banheiros, rampas, entre outros, seguindo os preceitos do desenho adaptável, a biblioteca
acessível permite o acesso a todos, sem distinção, seguindo os preceitos do desenho universal.
A NBR9050/2004 determina que as bibliotecas e centros de leitura sigam parâmetros técnicos
com intuito de tornar esses locais acessíveis. Os locais de pesquisa, fichários, salas para
estudo e leitura, bem como os terminais de consulta, balcões de atendimento e áreas de
convivência devem ser acessíveis, pelo menos 5%, com no mínimo uma das mesas acessível.
Também, a norma recomenda que, além disso, pelo menos outros 10% sejam adaptáveis para
tornarem-se acessíveis.
Outro ponto abordado pela norma, diz respeito à distância entre estantes, que deve ser
de, no mínimo, 0,90m de largura, a fim de que pessoas usuárias de cadeiras de rodas
(cadeirantes) ou que façam uso de outros recursos de mobilidade como muletas e andadores,
possam deslocar-se na biblioteca e acessar seu acervo. Deve ser disponibilizado um espaço
nos corredores entre as estantes, a cada 15 metros, que permita ao cadeirante realizar
manobras de rotação, sendo recomendado que o espaço permita a rotação de 180°, ou seja,
que haja um espaço de 1,50m por 1,20, no mínimo. (NBR 9050/2004). A altura dos fichários
deve atender às faixas de alcance manual e parâmetros visuais. A norma recomenda também

733

�que sejam disponibilizados recursos audiovisuais e publicações em Braille, para tender
pessoas com deficiência visual e baixa visão.
Em relação aos terminais de consulta por meio de computadores, bem como terminais
de acesso à internet, estes devem possibilitar a utilização a pessoas em cadeiras de rodas e a
pessoas com mobilidade reduzida. A NBR 9050/2004 também recomenda que 10% dos
terminais, pelo menos, sejam adaptáveis à acessibilidade. Então, seguir as normas de
acessibilidade é proporcionar a todos indivíduos oportunidades de crescimento por meio da
educação. Dessa forma, o papel da biblioteca universitária e do bibliotecário são fundamentais
na inclusão de pessoas com deficiência. Remover barreiras internas e externas é proporcionar
que todos os cidadãos possam desfrutar com igualdade de seus direitos.

3 METODOLOGIA
Para a realização deste estudo foi utilizada a metodologia qualitativa caracterizando-se
a pesquisa como exploratória, num estudo de caso. Para realização do estudo foram utilizados
como instrumentos de coleta de dados o Checklist de Avaliação das Condições de
Acessibilidade em Bibliotecas (NICOLETTI, 2010) e entrevistas semiestruturadas com os
bibliotecários-chefe das três bibliotecas selecionadas, a fim de que o tema fosse aprofundado.
A obtenção dos dados ocorreu através da aplicação do Checklist Avaliação das
Condições de Acessibilidade, bem como através das entrevistas semiestruturadas aos
bibliotecários-chefe de cada uma das três bibliotecas pesquisadas. Após a obtenção dos dados
na etapa anterior, tornou-se possível realizar a análise dos mesmos tendo como base a
literatura da área como as leis e normas específicas, realizando-se, dessa forma a comparação
entre a teoria e a prática observada nas bibliotecas.
A acessibilidade arquitetônica avaliou os aspectos relacionados ao entorno da
biblioteca (transporte público, calçadas) e a seu interior (espaços internos). Enquanto a
acessibilidade a mobiliários e equipamentos avaliou itens como o balcão de atendimento, as
mesas e estantes. Também foi realizada a análise do conteúdo das respostas dos
bibliotecários-chefe das bibliotecas sobre as questões referentes à acessibilidade, verificandose a compreensão que possuem acerca do tema, as medidas adotadas pelos mesmos para
promoção da acessibilidade e da acessibilidade na Unidade de Informação que atuam.

4 RESULTADOS
Com o objetivo de verificar o a compreensão dos bibliotecários sobre questões
relativas à Acessibilidade em bibliotecas e na Unidade em que atuam, algumas questões

734

�fundamentais foram elaboradas e aplicadas aos bibliotecários-chefe das três bibliotecas
selecionadas. Foi estruturada uma entrevista contendo dez questões, divididas em três
abordagens distintas: acessibilidade de forma geral, acessibilidade na biblioteca em questão e,
por fim, formação e capacitação do bibliotecário para atendimento de pessoas com
deficiência. Os sujeitos foram nomeados como Sujeito A, Sujeito B e Sujeito C.
Perguntados sobre o que entendiam por acessibilidade, constatou-se que os sujeitos
entendem o significado da acessibilidade. O Sujeito A mencionou tanto a acessibilidade física
e arquitetônica, quando mencionou ’’adequação dos espaços’’como, também, acessibilidade a
serviços. Os Sujeitos A e B mencionaram “recursos’’ em suas respostas. Para o Sujeito B, a
acessibilidade é proporcionar condições de acesso a determinados recursos (construções
prediais e recursos informacionais, ou seja, acessibilidade física/arquitetônica e acessibilidade
comunicacional). Para o Sujeito C, a acessibilidade seria uma forma de criação de recursos
que possibilitaria o acesso de pessoas com limitações físicas ao maior número de recursos que
já são disponibilizados aos demais cidadãos. O conceito de acessibilidade foi abordado pelos
três Sujeitos do estudo. A compreensão sobre a acessibilidade por parte dos bibliotecários e
de toda a sociedade é fundamental para que ocorra a inclusão social de pessoas com
deficiência.
A segunda questão perguntava sobre a importância da acessibilidade em uma
biblioteca universitária. A função primordial da Biblioteca Universitária, que é a de suporte
informacional informação a toda comunidade acadêmica, foi mencionada nas respostas dos
Sujeitos. Tanto o Sujeito A como o Sujeito C mencionaram que a importância da
acessibilidade é o fornecimento de acesso à informação/ recursos informacionais a todos. O
Sujeito B falou do fornecimento de acesso a toda comunidade acadêmica. A BU deve
propiciar que todos os indivíduos tenham acesso a informação, sejam eles deficientes ou não,
promovendo a equiparação de oportunidades.
A próxima questão perguntava sobre a percepção da relação entre a biblioteca
universitária, a acessibilidade e a inclusão social para pessoas com deficiência física. Nas
respostas dos Sujeitos fica clara a importância da acessibilidade na biblioteca universitária
como meio para promoção da inclusão social, através da possibilidade de acesso à informação
a todos os indivíduos, tornando o espaço universitário um local democrático. A acessibilidade
deve abranger os espaços, os serviços informacionais e cabe aos profissionais que trabalham
nas bibliotecas, possibilitar o alcance e utilização da BU a qualquer pessoa, respeitando suas
peculiaridades.

735

�A questão seguinte indagava se os sujeitos conheciam a norma NBR9050/2004 Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos e, se a biblioteca
em que você atua aplica a NBR9050/2004. Foi possível identificar que os Sujeitos tinham
conhecimento sobre a existência da respectiva norma, entretanto dois deles (B e C)
reconheceram que as unidades em que atuam não aplicam a norma integralmente, uma vez
que existem alguns espaços, mobiliários. O Sujeito B, mencionou o fato do prédio e da sua
biblioteca não seguirem a NBR9050 de forma plena, apesar de existir alguns espaços
adaptados para permitir a circulação de cadeirantes e comentou sobre a existência de um
projeto que tem como objetivo a ampliação e adequação dos espaços do prédio às normas de
acessibilidade, bem como aplicação de um plano de incêndio adequado ao prédio. O Sujeito C
comentou o fato de sua biblioteca ter sido reformada em junho de 2012, com projeto
elaborado visando seguir a norma de acessibilidade NBR9050/2004. No entanto, existiam
problemas relativos a espaço físico, que não possibilitou a construção de uma rampa ou
elevador para permitir o acesso de pessoas com deficiência física ao mezanino da biblioteca.
Dessa forma, o Sujeito C acredita que houve uma grande adequação aos padrões estabelecidos
para acessibilidade no térreo, uma vez que os espaços para livre circulação de cadeirantes e
pessoas com dificuldades de locomoção foram adaptados.
A quinta questão investigava se a biblioteca era acessível às pessoas com deficiência
física como, por exemplo, cadeirantes e às pessoas com mobilidade reduzida como idosos,
gestantes e obesos. O Sujeito A não especificou o porquê de considerar a biblioteca acessível,
respondendo superficialmente a questão. O Sujeito C comentou sobre o avanço que houve no
atendimento das necessidades dos usuários da sua biblioteca, com a reforma ocorrida em
junho de 2012, que tornou acessível à circulação entre estantes, a consulta ao catálogo e a
utilização da área de leitura. No entanto, o Sujeito C não comentou a questão referente à falta
de acessibilidade ao mezanino da biblioteca, detendo-se somente nos aspectos positivos
proporcionados pela reforma. O único dos três Sujeitos do estudo que considerou a biblioteca
não acessível a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida foi o Sujeito B. Em sua
resposta, citou o fato do prédio ser antigo, não possuindo grande parte dos recursos de
acessibilidade necessários. Também, relatou a falta de espaço nos corredores e entre as
estantes da biblioteca, que constituem impedimento ao acesso de cadeirantes. Já em relação ao
acesso de pessoas com mobilidade reduzida, o Sujeito C acredita que, embora o acesso seja
possibilitado, existe desconforto na utilização dos ambientes por essas pessoas.
A próxima questão indagava se a biblioteca era utilizada por pessoas com deficiência
física, como cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida e com que frequência. Os

736

�Sujeitos A e C afirmaram que não tem deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida
entre seus usuários. O Sujeito B relatou que raramente a biblioteca é frequentada por
deficientes físicos ou por pessoas com mobilidade reduzida, de forma que não foi possível
responder com exatidão.
O bibliotecário pode e deve tomar medidas que visem à acessibilidade aos ambientes.
Atualmente, existem programas do Governo Federal que incentivam a Acessibilidade em
todos os âmbitos, com programas específicos de promoção de acessibilidade em Instituições
Federais de Ensino Superior (IFES), como é o caso do Programa Incluir, que realiza ações
para acessibilidade e faz o acompanhamento de Pessoas com Necessidades Especiais (PNEs)
durante sua vida acadêmica, visando garantir que possam seguir seus estudos, com os
recursos de que necessitam.
A sétima questão perguntava quais as principais barreiras que cadeirantes e pessoas
com mobilidade reduzida enfrentam em relação ao acesso à biblioteca. Conscientizar-se dos
problemas que a biblioteca apresenta é fundamental para que sejam encontradas soluções para
os mesmos. Os três Sujeitos citaram as principais barreiras observadas. O Sujeito A somente
relatou a barreira arquitetônica existente no acesso ao prédio de sua biblioteca, não
especificando qual seria essa barreira (no caso, são escadas no acesso, sem rampas) e também
não revelou outras barreiras existentes no acesso interno à biblioteca. O Sujeito B citou três
barreiras encontradas no prédio e na biblioteca, especificamente, barreiras arquitetônicas
(elevadores antigos) e barreiras no mobiliário e equipamentos (espaço entre estantes e balcão
de atendimento). Já o Sujeito C comentou da falta de acessibilidade ao mezanino da
biblioteca. Dessa forma, existe a consciência por parte dos bibliotecários de que existem
barreiras que devem ser eliminadas para garantir que pessoas com deficiência possam usufruir
dos espaços com igualdade.
Quais as modificações você sugere para que a biblioteca torne-se acessível foi à
questão oito. Após a questão relativa aos problemas que a biblioteca apresenta no acesso a
pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, buscou-se verificar quais são as modificações
que os bibliotecários de cada biblioteca sugerem para que o espaço torne-se acessível a todos.
O Sujeito A afirmou que todas as modificações já haviam sido realizadas na sua biblioteca. O
Sujeito B afirmou que apenas com a mudança de local a biblioteca se tornaria acessível a
todos, que o que poderia ser feito, no momento, são ajustes e adaptações. Já o Sujeito C
especificou quais seriam as modificações necessárias para tornar a biblioteca acessível, como
um elevador que proporcionasse o acesso ao mezanino da biblioteca, além da adequação do
balcão de atendimento aos padrões de acessibilidade. Analisando-se as respostas dos Sujeitos,

737

�percebe-se que, muitas vezes, a falta de conhecimento sobre os padrões de acessibilidade,
torna os locais inacessíveis a deficientes físicos ou de difícil acesso a pessoas com mobilidade
reduzida.
A questão nove perguntava se existem recursos financeiros assegurados à biblioteca
para que a mesma possa atender as leis de acessibilidade. O Sujeito A respondeu que existem
recursos, mas não especificou quais seriam esses recursos e nem sua proveniência. O Sujeito
B diz desconhecer a existência de recursos destinados à acessibilidade. O Sujeito C disse que
os recursos obtidos para acessibilidade são obtidos em uma instância superior da
Universidade, a partir de apresentação de projetos das unidades, para posterior distribuição de
recursos para unidade. Dessa forma, recursos existem, no entanto, são escassos, e geralmente
utilizados para projetos para um orçamento reduzido, de forma que os recursos acabam sendo
utilizados para prioridade da biblioteca naquele momento.
Na última questão da entrevista, foi perguntado se os Sujeitos consideravam
importante a formação e capacitação do bibliotecário para atendimento de pessoas com
deficiência física nas bibliotecas, todos responderam afirmativamente. O Sujeito B lembrou
da necessidade da capacitação para atendimento de deficientes a todos profissionais que lidam
com o público, também comentou sobre a possibilidade de realização de cursos de
capacitação dentro da UFRGS. Comentou sobre a formação durante a graduação, que deve
oferecer pelo menos uma noção sobre o tema acessibilidade. O Sujeito C também afirmou que
considera relevante o envolvimento e atualização do bibliotecário sobre o tema acessibilidade,
uma vez que o bibliotecário possui a responsabilidade de contribuir como agente de
transformação junto às instituições.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com esse estudo foi possível identificar as condições de acessibilidade física que as
três bibliotecas universitárias do Sistema de Bibliotecas da UFRGS oferecem às pessoas com
deficiência física e mobilidade reduzida. Os deficientes físicos enfrentam diversas barreiras ao
acessarem as três bibliotecas localizadas na UFRGS, tanto barreiras externas como internas.
O primeiro obstáculo enfrentado por uma pessoa com deficiência física diz respeito ao
deslocamento até o Campus. Se utilizar o transporte coletivo ou o seletivo precisará aguardar
um tempo mais longo para “pegar” um ônibus acessível ou uma lotação acessível, uma vez
que esses possuem intervalos maiores de tempo entre viagens comparado aos ônibus não
acessíveis. Outro obstáculo externo a ser vencido são as vias com calçamentos irregulares,
que dificultam o deslocamento de cadeirantes.

738

�O deficiente físico que utiliza carro como meio de transporte se depara com um
obstáculo em relação ao estacionamento do Campus, o qual somente disponibiliza duas vagas
exclusivas para pessoas com deficiência física, o que obriga o cadeirante a realizar um
caminho mais longo para chegar aos demais prédios da Universidade.
Já em relação ao acesso aos prédios das bibliotecas, as pessoas com deficiência física
enfrentam barreiras arquitetônicas que impedem ou dificultam o acesso, como a escada de
acesso ao prédio da Reitoria, onde se localiza uma das bibliotecas analisadas. Essa barreira é o
fator responsável pela exclusão de cadeirantes, uma vez que não existem rampas de acesso ao
prédio. Embora haja uma entrada alternativa, ela permanece fechada, sendo aberta somente
em dias de evento na Universidade.
É preciso que essas barreiras arquitetônicas sejam eliminadas, permitindo que todos
utilizem os espaços universitários. A construção de uma rampa de acesso ao prédio é
fundamental, uma vez que a lei exige que prédios públicos sejam acessíveis. No prédio onde
se localiza outra das bibliotecas analisadas existe uma escada para acesso ao prédio, mas há
uma rampa. Entretanto, essa rampa não atende aos padrões de acessibilidade, dado que
apresenta largura inferior a recomendada pela norma de acessibilidade.
No interior dos prédios existem problemas como a falta de sanitários acessíveis
próximos às bibliotecas. No que tange o interior de cada biblioteca do estudo, todas
apresentaram entraves à acessibilidade, os quais deverão ser eliminados, tais como a falta de
espaçamento adequado à circulação de cadeirantes entre as estantes, bem como a altura
elevada das estantes, que impede a visualização dos livros das últimas prateleiras por
cadeirantes e pessoas com baixa estatura. Também apresenta um balcão que não segue às
normas de acessibilidade, não existindo módulo de referência que permita a aproximação de
cadeirantes, item essencial para acessibilidade, uma vez que o balcão de atendimento é o local
onde ocorre a interação usuário-bibliotecário.
Outra das bibliotecas possui problemas relativos à organização dos espaços. Na
entrada da biblioteca existem elementos que dificultam a circulação de cadeirantes, como
jarros de plantas e cones contendo avisos para os usuários, os quais não são necessários e
devem ser removidos visando à acessibilidade. Outro problema se refere às salas de estudo
que possuem mesas muito próximas umas das outras impedindo que cadeirantes possam
locomover-se entre elas. Já na parte do acesso ao acervo da biblioteca existe o problema do
espaçamento entre estantes, que é variável o que torna impossível a circulação de uma pessoa
em cadeira de rodas em alguns dos corredores, por não disponibilizar do espaçamento mínimo
necessário ao deslocamento, recomendados pela norma de acessibilidade. Também existe o

739

�problema da altura elevada das estantes de livros que inviabiliza a retirada de materiais por
cadeirantes e pessoas com baixa estatura, visto que as estantes possuem altura superior à
recomendada para visualização e retirada de materiais.
Uma das bibliotecas foi reformada no ano de 2012, de forma que a maioria dos
padrões de acessibilidade foi seguida. No entanto, ainda existe um grande problema em um
dos ambientes da biblioteca: o mezanino. Esse espaço possui acesso somente por escadas, de
forma que cadeirantes não podem utilizá-lo. Com as entrevistas foi possível identificar que a
falta de acessibilidade a esse local ocorreu em virtude da inexistência de espaço físico para
construção de uma rampa ou elevador que proporcionasse o acesso ao mezanino. Nesta
mesma biblioteca existem, também, problemas relativos aos corredores entre estantes.
Embora a maior parte dos corredores possua espaçamento adequado para deslocamento de
cadeirantes entre estantes de livros, existe um corredor inacessível, localizado no fundo da
biblioteca, cujo espaço não permite o acesso de uma pessoa em cadeira de rodas, nem de
pessoas que façam uso de algum dispositivo de auxílio à mobilidade como bengalas, muletas
e andadores, um a vez que esse corredor possui apenas 0,71m de largura, quando o mínimo
recomendado é de 0,90m. A altura das estantes de livros também não é a ideal, visto que são
muito elevadas para cadeirantes e pessoas com baixa estatura retirarem livros, estando fora do
ângulo de visão e do alcance manual confortável.
Dessa forma, existem barreiras tanto físicas como dos mobiliários e equipamentos das
bibliotecas que deverão ser removidas a fim de que os espaços tornem-se acessíveis a todos.
O TCU, com o intuito de tornar acessíveis todas as edificações públicas, passou a
condicionar, a partir do ano de 2012, a aprovação das contas de órgãos públicos à adaptação
dos prédios públicos às normas da ABNT. Como forma de sanar as carências relativas à
acessibilidade, o TCU determinou que a Secretaria da Presidência da República
desenvolvesse um plano com abrangência nacional, dotando entidades públicas federais de
acessibilidade plena tanto em suas dependências como aos serviços por elas ofertados. Além
disso, serão definidas metas de acessibilidade a serem cumpridas, bem como será instituído o
Selo Nacional de Acessibilidade. Desse modo, o TCU vem tomando diversas medidas de
apoio à acessibilidade como a Campanha pela Acessibilidade Total, que prevê a efetiva
implementação das políticas públicas para a acessibilidade no Brasil. São grandes os avanços.
No entanto, apesar da legislação existente, tanto em âmbito federal como estadual e
municipal, ser abrangente, existe a necessidade de que a lei saia do papel para ser colocada
em prática. Para tanto, é necessário que haja uma maior conscientização por parte de toda a
sociedade em relação à importância da promoção da acessibilidade em todos os ambientes,

740

�eliminando-se barreiras urbanas, arquitetônicas e, principalmente, removendo barreiras
comportamentais, como preconceitos e sentimentos de inferiorização de deficientes.
O respeito à diversidade é fundamental para promoção da igualdade e da inclusão
social. A Biblioteca Universitária possui um papel muito importante nesse sentido, ela é
responsável por disponibilizar a informação, que, por sua vez, é grande responsável pelas
modificações no homem. A acessibilidade precisa deixar de ser exceção para tornar-se regra
definitivamente.

REFERÊNCIAS

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BIBLIOTECAS.

Manifesto

a internet, 2002. Disponível

da IFLA sobre

em:

&lt;http://www.ifla.org/files/assets/faife/publications/policy-documents/internet-manifestopt.pdf&gt;. Acesso em: 14 abr. 2013
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sobre requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências, para instruir
processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições.
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Seção

1.

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dezembro de 2000, que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e 10.098, de
19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da
acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras
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742

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              <text>A acessibilidade física é fundamental para garantir a inclusão social de pessoas com deficiência. É necessário proporcionar condições igualitárias de acesso aos espaços universitários para que todos possam usufruir de seus direitos. Este trabalho apresenta um estudo de caso realizado em três bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS – com os objetivos de verificar as condições de acessibilidade física a pessoas com deficiência física no acesso aos prédios públicos das bibliotecas universitárias, identificar as possíveis barreiras internas e externas enfrentadas por cadeirantes, bem como averiguar se as bibliotecas seguem os padrões de acessibilidade em suas edificações, espaços e mobiliário. No referencial teórico foram abordados assuntos fundamentais para o estudo como deficiência, acessibilidade, desenho universal, bibliotecas universitárias e inclusão social. O estudo configura-se como um estudo de caso, de caráter exploratório, com abordagem qualitativa. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados o Checklist de Avaliação das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas e entrevistas semiestruturadas com os bibliotecários-chefe das três bibliotecas selecionadas. Nas considerações finais destacou-se a importância da acessibilidade para a inclusão de deficientes físicos, bem como se sugeriram melhorias na infraestrutura dos prédios públicos das bibliotecas universitárias que visem à adequação aos padrões de acessibilidade.</text>
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