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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA EM UMA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA:
um estudo de caso

Gabriela Giacumuzzi
Eliane Lourdes da Silva Moro
Lizandra Brasil Estabel
RESUMO
0 estudo verifica como ocorre a acessibilidade arquitetônica e física e acessibilidade de
mobiliário e equipamentos em uma biblioteca de uma Universidade Pública Federal no Estado
do Rio Grande do Sul. Apresenta o conceito de biblioteca universitária e biblioteca acessível
para embasamento teórico. Desenvolve uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa
e utiliza uma lista de verificação chamada Instrumento de Avaliação das Condições de
Acessibilidade em Bibliotecas e observação para obter os dados necessários para a análise das
condições de acessibilidade presentes na biblioteca do estudo. Aponta os quesitos de
acessibilidade arquitetônica e física em seus ambientes que são atendidos ou não pela
biblioteca. Conclui que o respeito à legislação brasileira e o atendimento às diretrizes das
Normas Brasileiras Técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas são fundamentais
para que as bibliotecas sejam acessíveis para todas as pessoas.

Palavras-Chave: Acessibilidade; Biblioteca Universitária; Biblioteca Acessível.
ABSTRACT
The study notes how the architectural and physical accessibility and accessibility of furniture
and equipment in the library of the public university of Rio Grande do Sul. Introduces the
concept of university library and accessible library for theoretical basement. Develops an
exploratory qualitative research and uses a checklist called Instrument of Avaliation of
Conditions Accessibility in Libraries and observation to obtain the data necessary to analyze
the accessibility conditions present in the study library. Points which questions of
architectural and physical accessibility in their environments that are serviced by the library or
not. Concludes that compliance with Brazilian legislation and compliance with standards of
the Brazilian Technical Standards of Brazilian Association of Technical Standards are
fundamental to the libraries to be accessible to all people.
Keywords: Accessibility; University Library; Accessible Library.
1 INTRODUÇÃO
Este trabalho apresenta os resultados obtidos na pesquisa realizada em 2013 sobre a
acessibilidade arquitetônica e acessibilidade de mobiliário e equipamentos realizado em uma
Biblioteca Central de uma Universidade Federal no Estado do Rio Grande do Sul.

678

�O Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que
cerca de 23,9% da população brasileira, autodeclara-se pessoa com deficiência. Este dado
demonstra a necessidade das bibliotecas, inclusive as bibliotecas universitárias, tornarem-se
ambientes acessíveis proporcionando o acesso de todos.
Devido à inclusão das pessoas com deficiência na Educação, muitos deles têm
alcançado a Educação Superior e, consequentemente, transformam-se em usuários de
bibliotecas universitárias. Esta nova realidade torna necessário que os bibliotecários planejem
e propiciem os ambientes e os serviços das bibliotecas acessíveis. No entanto, para isso se faz
necessário que os bibliotecários conheçam como ocorre a acessibilidade e a inclusão das
pessoas com deficiência nas bibliotecas, dentre elas as bibliotecas universitárias.

2 BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS ACESSÍVEIS
As bibliotecas universitárias estão vinculadas às Instituições de Ensino Superior (IES),
local onde o conhecimento científico é vivenciado e construído constantemente. Sendo assim,
torna-se objetivo das bibliotecas universitárias fornecerem o suporte informacional para o
ensino, a pesquisa e a extensão para que a construção de conhecimento seja efetiva nas
universidades, pois como afirma Machado e Blattmann (2011, p. 10),

As universidades são responsáveis pela transmissão e construção do saber
teórico e científico e a formação de indivíduos críticos e reflexivos. As
pesquisas fazem parte da rotina no ambiente universitário, dominando a
produção de ideias, a criatividade, o conhecimento e as informações.
É na biblioteca universitária que docentes, discentes e pesquisadores terão acesso à
informação em diferentes suportes, além de contar com profissionais especializados para
serem mediadores entre a informação e suas necessidades informacionais. Giacumuzzi (2012,
p. 2) afirma que a biblioteca universitária,

[...] tem como função disponibilizar o acesso à informação para a
comunidade acadêmica e servidores da universidade. E contribuir para a
pesquisa e extensão acadêmica. O acervo é especializado e voltado para
atender as necessidades informacionais dos discentes e docentes dos cursos
de graduação ou pós-graduação que são oferecidos pelas universidades e
faculdades, além de quando solicitada atender o público externo se sua
política permitir.
A biblioteca universitária além de ser um local de disseminação da informação, deve
ser um local de fomento do conhecimento, e para que isso ocorra, deve ser um lugar aberto

679

�para receber a todos e acolher as diferenças. De acordo com Ferreira e Cianconip (2011, p.
154),
Por ser a biblioteca universitária um espaço de interação, ensino,
aprendizagem, acesso e troca de informação deve ser destinado a atender a
todas as pessoas, independente das condições ou limitações que elas possam
apresentar, como forma de inclusão social.
Para que a inclusão social ocorra nas bibliotecas universitárias, é necessário que elas
se transformem em bibliotecas acessíveis. A acessibilidade em bibliotecas beneficia a todos
que fazem uso dela, e garante que aqueles que antes não poderiam ter acesso ao espaço físico
ou à informação, tenham este acesso garantido promovendo a inclusão social. Uma biblioteca
acessível,
[...] é um espaço que permite a presença e proveito de todos, e está preparada
para acolher a maior variedade de público possível para as suas atividades,
com instalações adequadas às diferentes necessidades e em conformidade
com as diferenças físicas, antropométricas e sensoriais da população.
(FERRÉS, 2008, p. 36).
Além da acessibilidade arquitetônica e física nos espaços da biblioteca, o bibliotecário
também deve ser um profissional acessível e promotor da inclusão social, conforme é
apontado no Código de Ética da IFLA para Bibliotecários e Outros Profissionais da
Informação (2012) que diz,

Para promover a inclusão e erradicar a discriminação, os bibliotecários e
outros profissionais da informação asseguram que o direito de acesso à
informação não pode ser negado e que serviços equitativos são fornecidos
para qualquer pessoa de qualquer idade, nacionalidade, crença política,
condição física ou mental, gênero, descendência, educação, renda, condição
imigratória ou de asilo, situação matrimonial, origem, raça, religião e
orientação sexual. (IFLA, 2012, p. 3).
Sendo assim, a inclusão social é promovida na biblioteca, dentre outros aspectos, por
meio da acessibilidade arquitetônica, pois uma biblioteca acessível permite que todos possam
entrar na biblioteca e circular em seus ambientes com autonomia e segurança.

3 METODOLOGIA
A metodologia adotada para o desenvolvimento deste trabalho foi uma pesquisa
exploratória com abordagem qualitativa. De acordo com Gil (2010, p. 27), pesquisas
exploratórias:

680

�[...] são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo
aproximativo, acerca de determinado fato. Este tipo de pesquisa é realizado
especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil
sobre ele formular hipóteses precisas e operacionalizáveis.
O estudo averiguou como ocorre a acessibilidade arquitetônica em uma biblioteca
universitária, no que se refere ao atendimento à legislação brasileira sobre acessibilidade
arquitetônica e acessibilidade no mobiliário e equipamentos.
A coleta de dados foi feita por meio de dois instrumentos: a observação simples e um
instrumento de avaliação de acessibilidade em bibliotecas, o checklist, elaborado por Nicoletti
(2010). Devido à abordagem do estudo, utilizaram-se somente duas partes do documento,
referentes à Acessibilidade Arquitetônica e Acessibilidade de Mobiliário e Equipamentos do
Instrumento de Avaliação das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas.

4 ACESSIBILIDADE NA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA
A biblioteca universitária estudada está localizada no andar térreo de um prédio da
Universidade, localizada no Bairro Farroupilha em Porto Alegre, e próxima ao centro da
cidade.
A biblioteca atende a comunidade acadêmica da Universidade composta por discentes
e docentes de cursos de graduação e programas de pós-graduação, além de pesquisadores e
extensionistas da comunidade universitária. Também é a Biblioteca Central da universidade,
com função de orientar as demais bibliotecas que fazem parte do sistema de bibliotecas.

4.1 ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA
A acessibilidade arquitetônica consiste na eliminação das barreiras arquitetônicas dos
ambientes, que são “Qualquer elemento natural, instalado ou edificado que impeça a
aproximação, transferência ou circulação no espaço, mobiliário ou equipamento urbano.”
(ABNT, 2004, p. 2).
Na análise deste Estudo os tópicos observados abordaram os quesitos que fazem parte
dos

aspectos

da

acessibilidade

arquitetônica,

mais

especificamente

o

entorno

e

estacionamento da biblioteca, a entrada, os espaços internos, pisos, capachos, forrações,
carpetes e tapetes, desníveis, degraus, escadas fixas, rampas e corrimãos, corredores e
sanitários.

681

�4.1.1 Entorno e Estacionamento da Biblioteca
Para chegar até a biblioteca, o usuário percorre um trajeto de sua casa até a biblioteca.
E quando pensamos na acessibilidade do entorno, devemos considerar o local que a biblioteca
está localizada e seus arredores, levando em consideração o trajeto que o usuário percorre
para chegar até a biblioteca.
A Biblioteca Central (BC) está localizada em Porto Alegre -RS, onde o transporte
coletivo público possui ônibus adaptados nas linhas, contudo o tempo de espera é superior ao
tempo das linhas comuns. No entorno da BC há pontos de embarque/desembarque de
passageiros, e dos pontos até a entrada da biblioteca não há barreiras arquitetônicas que
impossibilitem os usuários de chegar até a biblioteca.
A calçada no entorno do Câmpus está em boas condições, ou seja, sem buracos e em
bom estado de conservação, além de possuir piso tátil. Dentro do Câmpus também há
sinalização tátil em alguns locais, mas até chegar à biblioteca o usuário com deficiência visual
não terá acesso ao piso tátil em todo o trajeto.
O prédio onde a BC está localizada possui duas entradas, e na entrada principal há um
degrau que impossibilita a entrada de pessoas com deficiência física ou com mobilidade
reduzida. A segunda entrada, que é alternativa, não está numa rota que excede em seis vezes a
trajetória da entrada principal, fato que seria considerado inacessível. Nesta segunda entrada
há uma rampa para o acesso de pessoas com deficiência física ou com mobilidade reduzida.
O estacionamento é exclusivo para pessoas com vínculo com a Universidade e possui
cerca de 400 vagas. Destas vagas cerca de doze são reservadas para pessoas com deficiência e
vinte e quatro para idosos. Todas as vagas estão sinalizadas e em rotas acessíveis. A vaga de
estacionamento em rota acessível deve estar perto da porta de entrada dos prédios, o que
acontece no Câmpus.

4.1.2 Entrada da Biblioteca
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da Norma Técnica
Brasileira (NBR) 9050/2004 que trata de acessibilidade arquitetônica especifica alguns
obstáculos existentes nas portas de entrada que podem impossibilitar o acesso de pessoas com
deficiência física ou com mobilidade reduzida, e indica que os lugares que possuem tais
obstáculos devem oferecer entrada alternativa para estas pessoas. Alguns destes obstáculos
são: degraus, escadas, portas giratórias, dispositivos de acionamento manual e catracas.
A BC não possui nenhum desses obstáculos. A entrada é por meio de uma porta de
vidro que é acessível para a entrada de todos, pois seu vão é maior que 0,80m, sua altura

682

�superior a 2,10m e sua área livre de aproximação está de acordo com o orientado pela NBR
9050/2004, ou seja, 1,20m no sentido da entrada e 1,50m no sentido de saída de área livre.
A NBR 9050/2004 também orienta que as portas devem ter um revestimento opaco na
parte inferior da porta numa altura de até 0,40m e resistente a impactos que podem ser
causados com acessórios de mobilidade. A BC não possui esse revestimento, mas possui uma
barra metálica na parte inferior da porta que não atinge a altura de 0,40m do piso como pode
ser verificada na Figura 1.

Figura 1 - Porta de Entrada da biblioteca

Fonte: GICUMUZZI, 2013.

A NBR 9050/2004 aponta que a opção mais acessível de maçaneta é a do tipo
alavanca, como pode ser observado na Figura 1, a porta da BC não possui maçaneta deste
tipo. Entretanto, a maçaneta está instalada numa altura acessível entre 0,90m e 1,10m de
altura do piso.
As portas de vidro devem estar indicadas como elemento arquitetônico por meio de
uma faixa em toda sua largura e devem ser sinalizadas por piso tátil, desta forma, não se torna
inacessível para pessoas com deficiência visual. Estes quesitos não são atendidos pela BC, e
apesar do batente da porta e os cartazes fixados pode ocorrer que a porta passe despercebida

683

�por pessoas com baixa visão. Sendo assim, a BC atende a maioria dos quesitos referente à
entrada da biblioteca.

4.1.3 Espaços Internos da Biblioteca
Dentro da biblioteca, a acessibilidade arquitetônica também é importante para que o
usuário possa circular nos ambientes da biblioteca, e consiga se orientar dentro destes
ambientes. Por isso, becos e áreas sem uso devem ser evitados, inclusive em corredores de
estantes, tais quesitos são atendidos pela BC.
A iluminação e cores utilizadas da biblioteca, também são fatores que interferem na
acessibilidade. A BC possui um único comando que liga toda a iluminação da biblioteca,
entre os ambientes não há desníveis de iluminação que poderiam causar a desorientação de
pessoas com baixa visão.
As cores utilizadas são claras, não havendo contraste com cores. Dessa forma, alguns
elementos arquitetônicos podem não ser identificados por pessoas com baixa visão. A BC
atende parcialmente os quesitos referentes às cores da biblioteca, devido à predominância de
cores claras com pouco contraste entre si.
A BC possui rota acessível em todos os ambientes da biblioteca, e possui área de livre
circulação, aonde é possível circular duas pessoas e cadeirantes fazerem manobras com a
cadeira em 180° em quase todos os ambientes. Em alguns locais há espaços mais estreitos,
mas é possível a circulação de um cadeirante em todos os espaços. O mobiliário da BC
também está distribuído de forma que não atrapalhe a locomoção das pessoas.
A BC não possui bebedouro ou telefone público suspenso, mas possui um armário
guarda-volumes que não é totalmente acessível aos usuários. O guarda-volumes é feito de
duas fileiras de pequenos armários, e a fileira mais próxima do chão não está numa altura
acessível, para isso, todos os armários deveriam estar numa altura entre 0,40m e 1,20m do
piso.
Dessa forma, a BC atende parcialmente os quesitos de acessibilidade dos espaços
internos da biblioteca.

4.1.4 Pisos, Capachos, Forrações, Carpetes e Tapetes
A acessibilidade no piso da biblioteca depende que forme uma superfície regular,
firme, estável, sem trepidações e enrugamentos, e antiderrapante. Estes quesitos são atendidos
pela BC, pois seu piso possui tais características.

684

�A estabilidade no piso contribui para que o usuário se sinta seguro ao caminhar, e a
regularidade impede que haja desníveis que podem atrapalhar a locomoção de pessoas que
utilizam acessórios de mobilidades, tais como cadeira de rodas, muletas, andadores, entre
outros.
A BC não possui forrações e carpetes em seus ambientes, e só possui um capacho na
entrada da biblioteca. Entretanto, este capacho compromete a circulação dos usuários, pois se
encontra em rota acessível na entrada, e sua altura excede o mínimo permitido pela ABNT
que é 5mm.

4.1.5 Desníveis, Degraus, Escadas Fixas, Rampas e Corrimãos
Os desníveis devem ser evitados para não comprometer a acessibilidade arquitetônica
dos ambientes. Na referida Biblioteca os desníveis são evitados nos ambientes por isso estes
quesitos não foram analisados, bem como rampas, pois a biblioteca não possui nenhuma.
Entretanto, foram analisados os quesitos de escadas fixas e corrimãos na única escada
existente dentro da biblioteca. A escada da BC leve ao segundo piso, local de serviço com
entrada restrita aos funcionários. Esta escada não atende aos quesitos orientados pela NBR
9050/2004 pois sua largura e as dimensões de seus degraus são inferiores às medidas
indicadas na Norma além de não possuir sinalização.
A NBR 9050/2004 indica que os espelhos dos degraus devem medir entre 0,16m e
0,18m, os pisos entre 0,28m e 0,32m, e a largura da escada deve ser superior à 1,20m. Este
problema de acessibilidade na escada, afeta os funcionários da biblioteca já que não há
nenhuma rota acessível associada à escada.
Os corrimãos da escada da BC são quadrados, mas apresentam boa empunhadura e
estão firmemente fixados à parede e são feitos de material rígido. A NBR 9050/2004 dá
preferência aos corrimãos redondos, mas apesar disso os corrimãos são acessíveis, pois
também estão afastados da parede numa distância de 4,0cm e estão fixados numa altura entre
0,70m e 0,92m do piso.
A BC não atende aos quesitos de acessibilidade em sua escada por não possuir
prolongamento nos corrimãos no início e no fim da escada, e pelo fato da escada não possuir
as medidas mínimas para ser considerada acessível. No entanto atende aos quesitos nos
ambientes que não possuem nenhum tipo de desnível.

685

�4.1.6 Corredores e Sanitários
Corredores acessíveis são aqueles que possuem largura mínima de acordo com sua
extensão, e estão livres de obstáculos que possam prejudicar a mobilidade como jarros de
vegetação, expositores de livros, cadeiras avulsas, entre outros. As medidas de largura mínima
são orientadas pela NBR 9050/2004, conforme apresentado no Quadro 1.

Quadro 1 - Extensão do Corredor e sua Largura M ínima Correspondente

Extensão do Corredor

Largura Mínima do Corredor

Corredor até 4,0m

0,90m

Corredor até 10,0m

1,20m

Corredor superior a 10,0m

1,50m

Fonte: ABNT, 2004.

Os corredores da BC possuem largura mínima de acordo com a extensão do corredor,
sendo acessíveis neste quesito. Mas devido à arquitetura da biblioteca, há colunas dispostas ao
longo dos corredores conforme demonstrado na Figura 2.

Figura 2 - Colunas no Corredor da Biblioteca

Fonte: GICUMUZZI, 2013

Apesar da existência de colunas, a BC evita outros obstáculos que possam prejudicar a
mobilidade de seus usuários e funcionários. Quanto ao sanitário acessível, a BC não possui

686

�sanitários dentro da biblioteca, mas há sanitários acessíveis dentro do prédio, onde está
localizada.

4.2 ACESSIBILIDADE DE MOBILIÁRIO E EQUIPAMENTOS
A acessibilidade de mobiliário e equipamentos envolve os tópicos analisados do
balcão de atendimento, mesas ou superfícies para trabalho, leitura e/ou estudo, computadores/
terminais de consulta e, finalmente as estantes.

4.2.1 Balcão de Atendimento ao Usuário
A BC possui um balcão de atendimento logo na entrada da biblioteca, ou seja, o
balcão está localizado em rota acessível, pois não há nenhuma barreira física ou arquitetônica
impedindo o acesso ao mesmo.
O balcão para ser acessível deve atender alguns quesitos de acessibilidade, e nem
todos os quesitos são atendidos pela BC. O balcão é acessível quanto a sua cor, pois seu
revestimento é opaco, evitando reflexos que podem desorientar pessoas com baixa visão.
Outro quesito de acessibilidade atendido é referente à altura do balcão, pois está entre 0,73m e
0,90m de altura do piso, possibilitando que usuários em cadeira de rodas ou com nanismo
consigam interagir e manter contato visual com os atendentes no balcão.
Apesar de atender todos estes quesitos, o balcão não possui acessibilidade total para as
pessoas em cadeira de rodas, pois não permite a aproximação frontal com a cadeira.

4.2.2 Mesas ou Superfícies para Trabalho, Leitura e/ou Estudo
A BC possui mesas redondas e retangulares para grupos e individuais em seu espaço
para utilização dos usuários. As mesas estão distribuídas em rota acessível, o que torna
possível que mesmo usuários com acessórios de mobilidade, consigam ter acesso. Ao redor
das mesas há faixa livre de circulação possibilitando manobras com cadeira de rodas para o
acesso às mesas. Esta área deve medir no mínimo 0,90m. Além da faixa livre para circulação,
todas as mesas permitem a aproximação frontal dos usuários em cadeiras de rodas, pois suas
alturas inferiores são maiores que 0,73m do piso. Mesmo assim, a altura das mesas é
confortável para os usuários, sendo que todas estão entre 0,75m e 0,85m de altura do piso.
Outros quesitos referentes à acessibilidade das mesas na biblioteca, dizem respeito ao
seu revestimento que deve ser opaco para evitar reflexos e possuir cadeiras flexíveis ao
deslocamento. Ambos quesitos são atendidos pela BC, pois suas mesas são opacas e suas

687

�cadeiras não estão fixas no chão. Entretanto, as mesas retangulares não possuem ângulos
arredondados para evitar acidentes.

4.2.3 Computadores/ Terminais de Consulta
A BC possui acessibilidade no mobiliário dos computadores e em seus equipamentos.
As mesas possibilitam a aproximação frontal de um usuário em cadeira de rodas, e seu
mobiliário é ajustável de maneira simples e com tolerância ao erro.
Os periféricos do computador podem ser substituídos por componentes adaptados e
são flexíveis para serem afastados ou aproximados ao usuário. Somente a tela e a torre dos
computadores são fixas. Os botões de liga/desliga e os dispositivos dos computadores estão
em altura acessível aos usuários entre 0,40m e 1,20m de altura do piso, permitindo o alcance
manual.
Dessa forma a BC atende os quesitos de acessibilidade de mobiliário e equipamento
referente aos computadores para consulta disponibilizados aos usuários.

4.2.4 Estantes
A NBR 9050/2004 orienta sobre a disposição das estantes nas bibliotecas, indicando
que as estantes devem estar afastadas numa largura mínima de 0,90m possibilitando que uma
pessoa em cadeira de rodas possa circular entre as estantes. Este quesito de acessibilidade é
parcialmente atendido pela BC.
As estantes da BC estão afastadas entre si numa distância de 0,90m, porém nas
extremidades das estantes há barras metálicas que diminuem a distância no início e final de
cada estante. Outro quesito atendido parcialmente pela BC é referente à altura da disposição
dos livros nas estantes. De acordo com a NBR 9050/2004, os livros devem estar distribuídos
na altura máxima de 1,20m para que assim fiquem ao alcance manual dos usuários. N a BC, as
estantes possuem livros dispostos numa altura superior à 1,20m do piso.
Apesar destes quesitos parcialmente atendidos, a BC atende os quesitos sobre os
corredores entre as estantes, pois a cada 15m de corredor é necessária uma área de circulação
que permita a manobra de cadeiras de rodas. Na BC há áreas de circulação entre os
corredores, permitindo que usuários em cadeira de rodas possam manobrar e circular com
autonomia na biblioteca.

688

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As bibliotecas universitárias para que possam contribuir efetivamente na transmissão e
construção de conhecimento nas universidades, precisam oferecer ambientes acessíveis para
seus usuários. E isso ocorre por meio da acessibilidade arquitetônica e acessibilidade de
mobiliário e equipamentos nas bibliotecas. A acessibilidade arquitetônica e de mobiliário e
equipamentos é uma exigência legal que as bibliotecas devem cumprir, e a NBR 9050/2004
serve como norteador das orientações de acessibilidade para que o ambiente seja acessível.
De acordo os dados analisados, é possível concluir que a BC da Universidade é uma
biblioteca acessível, pois atende a maioria dos quesitos de acessibilidade em seu ambiente
dessa forma contribuindo para que todos tenham acesso à biblioteca e, consequentemente,
acesso à informação e à inclusão social.

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690

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                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text> Acessibilidade arquitetônica em uma biblioteca universitária: um estudo de caso.</text>
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              <text>O estudo verifica como ocorre a acessibilidade arquitetônica e física e acessibilidade de mobiliário e equipamentos em uma biblioteca de uma Universidade Pública Federal no Estado do Rio Grande do Sul. Apresenta o conceito de biblioteca universitária e biblioteca acessível para embasamento teórico. Desenvolve uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa e utiliza uma lista de verificação chamada Instrumento de Avaliação das Condições de Acessibilidade em Bibliotecas e observação para obter os dados necessários para a análise das condições de acessibilidade presentes na biblioteca do estudo. Aponta os quesitos de acessibilidade arquitetônica e física em seus ambientes que são atendidos ou não pela biblioteca. Conclui que o respeito à legislação brasileira e o atendimento às diretrizes das Normas Brasileiras Técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas são fundamentais para que as bibliotecas sejam acessíveis para todas as pessoas.</text>
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