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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A GESTÃO DOS SERVIÇOS INFORMACIONAIS NO SISTEMA DE BIBLIOTECAS
DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS: ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS
COM DEFICIÊNCIA FÍSICA, VISUAL E AUDITIVA
Rita de Cássia Barbosa Pereira
Eunice Maria Nazarethe Nonato

RESUMO
O propósito deste estudo é analisar a gestão dos serviços informacionais no Sistema de
Bibliotecas (Sibi) da Universidade Federal de Goiás (UFG), com enfoque na acessibilidade
para usuários com deficiência física, visual e auditiva. O referencial teórico é fundamentado
na educação inclusiva abordando a política nacional de educação inclusiva e a acessibilidade,
também está baseado na biblioteca universitária que é o principal órgão de apoio ao ensino,
pesquisa e extensão em Instituição de Ensino Superior (IES) e através de diversos autores
aborda a gestão e o uso das funções administrativas como: planejamento, organização, direção
e controle pelos gestores. A pesquisa é descritiva realizada através de estudo de caso com
abordagem qualiquantitativa, possuindo como instrumentos de coleta de dados questionários
para os usuários com deficiência física, visual e auditiva, e para os gestores e uma entrevista
semi-estruturada com a diretora substituta do Sibi. Quanto ao problema da pesquisa, no que
diz respeito aos resultados alcançados através dos gestores, a gestão atende alguns requisitos
de acessibilidade, no entanto, apontam-se problemas como: a falta de dotação orçamentária,
falta de um plano para a acessibilidade, o que inviabiliza o uso das funções administrativas de
forma interligadas pelos gestores, o que reflete na dificuldade de planejar, organizar,
direcionar e controlar, como na capacitação dos servidores, nos problemas identificados no
treinamento para o uso das bibliotecas, na falta de aquisição das tecnologias assistivas e a
sinalização insuficiente. O cumprimento da legislação que garante às pessoas com deficiência
condições de acesso a educação superior, exige dos bibliotecários gestores proatividade na
elaboração de um plano para a acessibilidade, tendo como suporte os preceitos legais que
asseguram o acesso e permanência das pessoas com deficiência no ensino superior.
Palavras-chave: Biblioteca universitária; Gestão; Acessibilidade; Pessoa com deficiência
física, visual e auditiva.
ABSTRACT
The purpose of this study is to analyze the management of information services in the Library
System (Sibi) of the Federal University of Goiás (UFG), with emphasis on accessibility for
users with physical, visual and hearing disabilities. The theoretical framework is based on
inclusive education addressing the national policy of inclusive education and accessibility, is
also based in the University Library which is the main body support to teaching, research and
extension in Higher Education Institution (HEI), and through various authors discusses the
management and the use of administrative functions such as: planning, organization, direction
and control performed by managers. The research is descriptive accomplished through case
study and contains a qualitative and quantitative approach, possessing instruments for data

613

�collection questionnaires for users with physical, visual and hearing disabilities, and for
managers and a semi-structured interview with the substitute Director of Sibi. Regarding the
problem of research, as regards the results achieved through the managers, the management
meets some accessibility requirements, however, pointed out problems such as: the lack of
budgetary allocation, lack of a plan for accessibility, what makes the use of administrative
functions so interconnected by managers, which reflects on the difficulty to plan, organize,
direct, and control in the training of servers, on the problems identified in the training for the
use of the library, in the absence of acquisition of assistive technologies and insufficient
signaling. For both, the enforcement of legislation that ensures people with disabilities access
to higher education, librarian requires proactive managers in the preparation of a plan for
accessibility, supported by the legal precepts ensure access and retention of people with
disabilities in higher education.
Key words: University library; Management; Accessibility; Person with physical, visual and
hearing disabilities.
1 INTRODUÇÃO
A educação inclusiva é compreendida como uma questão de direitos humanos, que
determina que as pessoas com deficiência devem fazer parte das escolas, as quais devem
modificar seu funcionamento para incluir todos os alunos, como Karagiannis, Stainback e
Stainback (1999) ressaltam que para conseguir realizar o ensino inclusivo, os professores e
técnico-administrativos, bem como os recursos, devem aliar-se em um espaço unificado e
consistente, pois as pessoas com deficiência necessitam de instruções, de instrumentos, de
técnicas e de equipamentos especializados, onde os apoios para alunos e professores devem
ser integrados e associados a uma reestruturação das escolas e das classes.
No desenvolvimento organizacional envolvendo as funções da administração, a gestão
dos serviços da biblioteca universitária é compreendida como fator fundamental que
determina os rumos e as ações institucionais, na qual o planejamento precede todas as demais
funções e estabelece os objetivos para o esforço do grupo. Desta forma, espera-se que os
bibliotecários gestores conheçam bem as funções administrativas que lhes são inerentes, e
considera-se

que

a

acessibilidade

é uma

condição

essencial

para

que

todos,

independentemente das suas condições físicas ou sensoriais tenham acesso ao uso dos
espaços, dos equipamentos e dos meios de comunicações de maneira autônoma e
independente.
A biblioteca universitária conforme Souza e Manoel (2008) é a unidade de informação
que define seu foco a partir da universidade ou do estabelecimento de ensino superior a que
está ligada, suas coleções são especializadas e voltadas para as disciplinas científicas e
técnicas dos cursos oferecidos. A biblioteca deve ser vista como um dos espaços integrados

614

�de ensino, de aprendizagem em todas as órbitas da educação. O discurso e a ação inclusiva
devem permear seus espaços e serviços.
Quanto à gestão da biblioteca universitária, Maciel e Mendonça (2000) afirmam que
as funções gerenciais em uma biblioteca são aquelas de cunho administrativo e responsáveis
pela ativação de todas as funções meio ou fim e pelo direcionamento e ajuste às metas e
objetivos do sistema. A complexidade dos sistemas de informação e todas as mudanças e
modernidades a que os bibliotecários gestores estão sujeitos hoje em dia, exigem que estes
conheçam bem as funções administrativas que lhes são inerentes, uma vez que um
administrador encontra-se a todo o momento, planejando, organizando, dirigindo,
coordenando e avaliando, num processo ininterrupto, constituído por atividades interligadas,
justapostas e contínuas, não obedecendo a nenhuma ordem hierárquica.
O propósito deste estudo é analisar a gestão dos serviços informacionais no Sistema de
Bibliotecas (Sibi) da Universidade Federal de Goiás (UFG), com enfoque na acessibilidade
para os usuários com deficiência física, visual e auditiva.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A Educação Inclusiva
A educação inclusiva fornece subsídios para discussão e sustentação da pesquisa,
como uma questão de direitos humanos, onde as pessoas com deficiência devem fazer parte
das escolas, as quais devem modificar seu funcionamento para incluir todos os alunos, como
Karagiannis, Stainback e Stainback (1999, p. 21) explicam: “Em sentido mais amplo, o ensino
inclusivo é a prática da inclusão de todos - independentemente de seu talento, deficiência,
origem sócio-econômica ou origem cultural - em escolas e salas de aulas provedoras, onde
todas as necessidades dos alunos são satisfeitas”, culminando em uma escola de qualidade.
Buscou-se respaldo na legislação sobre a educação no Brasil e que contém requisitos
para a inclusão das pessoas com deficiência. O Plano Nacional de Educação (PNE)
2011/2020, PL n° 8.035/2010, assegura através da meta 12: “Elevar a taxa bruta de matrícula
na educação superior para cinquenta por cento e a taxa líquida para trinta e três por cento da
população de dezoito a vinte e quatro anos, assegurando a qualidade da oferta” (BRASIL,
2011, p. 39). Para tanto, contempla a acessibilidade no ensino superior através da estratégia
12.10 que garante assegurar condições de acessibilidade nas instituições de educação superior,
na forma da legislação.
Um dos conceitos fundamentais da pesquisa é o de acessibilidade, que conforme
Brasil (2010, p. 164) é a: “[...] possibilidade e condição de alcance para utilização, com

615

�segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações,
dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência
ou com mobilidade reduzida”. Assim, a Portaria do Ministério da Educação (MEC) n°. 3.284
de 7 de novembro de 2003 determina que sejam incluídos nos instrumentos destinados a
avaliar as condições de oferta de cursos superiores, para fins de autorização e reconhecimento
e de credenciamento de instituições de ensino superior, bem como para renovação, conforme
as normas em vigor, requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades
especiais (BRASIL, 2003).
As tecnologias

assistivas

são recursos

e serviços

que visam facilitar o

desenvolvimento de atividades da vida diária por pessoas com deficiência, aumentam
capacidades funcionais e, dessa forma promovem a autonomia e independência de quem as
utiliza (MELO; COSTA; SOARES, 2008). Elas auxiliam na locomoção, no acesso à
informação e na comunicação, no controle do ambiente e em diversas atividades do cotidiano
como o estudo, o trabalho e o lazer. Desta forma, o livro: Acessibilidade: discurso e prática no
cotidiano das bibliotecas é utilizado para análise dos resultados dos questionários aplicados
aos usuários com deficiência física, visual e auditiva.

2.2 Biblioteca Universitária
As bibliotecas universitárias não são organizações autônomas, mas sim organizações
dependentes de uma organização maior - a universidade, portanto sujeitas a receberem
influências externas e internas do ambiente que as cercam. Neste contexto, torna-se
importante aos gerentes, conhecer as tendências administrativas contemporâneas, como
também as teorias administrativas que as fundamentam, para que possam ser adaptadas e
aplicadas às bibliotecas universitárias, pois, apesar de serem organizações sem fins lucrativos,
as transformações ambientais lhes conferem características semelhantes às das empresas
privadas (MACIEL; MENDONÇA, 2000).
Miranda (1978) identifica, dentre outros problemas na estrutura administrativa da
biblioteca universitária, o fato da mesma não possuir orçamento próprio e definido. No
mesmo sentido, Carvalho (1981) afirma que a maioria das bibliotecas universitárias
brasileiras não são unidades orçamentárias e as verbas são destinadas sem que haja um
planejamento das suas reais necessidades. Ainda nesse sentido, Walter, Eirão e Reis (2010)
ressaltam que é a partir da definição da dotação orçamentária para determinado período que as
unidades de informação podem se organizar e elaborar seus planos de trabalho.

616

�De modo geral, os serviços prestados pela biblioteca universitária são: serviço de
circulação (acervo geral): condução de pesquisas; serviço de seleção e aquisição de
informação; serviço de tratamento da informação (registro, verificação, catalogação,
classificação e triagem do material informacional); serviço de referência (normalização,
comutação e levantamento bibliográfico); serviço de periódicos (revistas técnicas, científicas
e informacionais; jornais e relatórios); serviço de coleções especiais (obras raras, teses,
dissertações, audiovisuais, material cartográfico) (SILVA; SCHONS; RADOS, 2006).
Nesta pesquisa foram destacados os serviços de referência e de circulação, tendo um
referencial em Maciel e Mendonça (2000) que discorrem sobre o serviço de referência na
biblioteca que compreende todas as atividades voltadas, direta ou indiretamente à prestação de
serviços aos usuários, inclui a divulgação, orientação e auxílio ao usuário, onde a divulgação
compreende todas as atividades relacionadas à produção de instrumentos de divulgação da
própria biblioteca e dos serviços e produtos oferecidos a sua clientela; os instrumentos podem
ser especialmente programados para divulgação de dados gerais sobre a biblioteca, tais como
os folders, cartazes, anúncios em geral, também podem oferecer informações especializadas
sobre o conteúdo de coleções recebidas, informes bibliográficos etc. E atividades de
orientação e auxilio ao usuário que compreende as atividades exercidas junto ao usuário
visando facilitar o acesso às coleções e a facilidade na utilização dos demais recursos que a
biblioteca ofereça como os catálogos, bases de dados, acesso à Internet etc.
Já o serviço de circulação é responsável pelo controle da movimentação das coleções
dentro (consultas) e fora da biblioteca (empréstimos domiciliares, circulação restrita ou
dirigida, empréstimo entre bibliotecas etc.), também é responsável pelas atividades de
inscrição de usuários, expedição de avisos aos usuários em atraso e a aplicação de
penalidades. Para tanto, este setor deve ser muito bem planejado, com ênfase especial a sua
localização física, pois concentra fluxos de pessoal, materiais e usuários, portanto costuma ser
o local mais congestionado da biblioteca (MACIEL; MENDONÇA, 2000).

2.2.1 Gestão de Bibliotecas Universitárias
A administração da biblioteca universitária tornou-se um dos pontos-chave para a
qualidade da educação e para a obtenção de um bom desempenho e sucesso, tanto da própria
biblioteca, como da IES na qual se encontra inserida. Com isso, se espera dos bibliotecários
administradores não apenas conhecimento na área de biblioteconomia e habilidades
gerenciais, mas também conhecimentos aprofundados na área de administração, ou seja,

617

�domínio dos processos, das funções administrativas e financeiras, das teorias, dos
instrumentos e tecnologias de gestão, entre outros (DZIEKANIAK, 2008).
Maciel e Mendonça (2000) afirmam que as funções gerenciais em uma biblioteca são
aquelas de cunho administrativo e responsáveis pela ativação de todas as funções meio ou fim
e pelo direcionamento e ajuste às metas e objetivos do sistema. Desta forma, a complexidade
dos sistemas de informação e todas as mudanças e modernidades a que estão sujeitos hoje em
dia, exigem que os bibliotecários gestores conheçam bem as funções administrativas que lhes
são inerentes.
O processo gerencial tem como atribuição definir funções administrativas a serem
utilizadas na biblioteca universitária, o que as compõem, como são realizadas, a forma como
são integradas e os tipos de planos que serão utilizados. Este modelo de processo gerencial é
constituído pelas funções de planejamento, direção e controle. Todas as funções
administrativas - planejar, dirigir e controlar - precisam ser orientadas uniformemente pelo
estilo gerencial adotado pelo bibliotecário administrador, para que haja coerência no processo
gerencial (DZIEKANIAK, 2008).
O Subsistema Gerencial e o Subsistema de Organização de Dziekaniak (2008), que
contém a função organização auxiliam o bibliotecário administrador a organizar a biblioteca
universitária alcançando melhores resultados, contribuindo para a sustentação do objetivo:
avaliar a gestão dos serviços informacionais no Sibi/UFG, através das funções
administrativas: planejamento, organização, direção e controle, considerando a acessibilidade
aos usuários com deficiência física, visual e auditiva. Os questionários para os gestores são
elaborados com base neste referencial.
A função planejamento dá subsídios para a sustentação do objetivo da pesquisa.
Assim, conforme Maximiano (2009, p. 12): “[...] O processo de planejamento é a ferramenta
para administrar as relações com o futuro. As decisões que procuram de alguma forma,
influenciar o futuro, ou que serão colocadas em prática no futuro, são decisões de
planejamento”. Deste modo, Dziekaniak (2008) apresenta as fases do planejamento:
É na primeira fase do seu processo, a definição dos resultados, que o bibliotecário
administrador e os supervisores de cada serviço ou setor passam a criar o futuro da biblioteca,
ou seja, para fixar os resultados a serem atingidos, o bibliotecário administrador e os
supervisores devem basear-se nos parâmetros de resultados, e estes resultados precisam ser
passíveis de execução, medição e avaliação (DZIEKANIAK, 2008).
A segunda fase se refere à avaliação das condições. Esta avaliação não só proporciona
ao bibliotecário administrador e aos supervisores um conhecimento dos pontos fracos da sua

618

�biblioteca universitária, como também fornece informações sobre suas oportunidades e
ameaças (DZIEKANIAK, 2008).
A terceira fase do processo de planejamento é onde será feita a formulação de
alternativas. Define a ação a ser tomada para alcançar os resultados pretendidos, por meio da
formulação de alternativas para que as oportunidades e pontos fortes sejam aproveitados e os
pontos fracos e ameaças sejam reduzidos ou eliminados (DZIEKANIAK, 2008).
Na quarta fase, sobre a avaliação e escolha, o bibliotecário administrador e os
supervisores escolherão, dentre as alternativas formuladas na terceira etapa, a que melhor
contribuir para o alcance dos resultados almejados.
A última fase é onde o plano é detalhado. Sendo o plano a consequência do
planejamento, torna-se importante definir os tipos específicos de planos a serem abordados
(por exemplo: objetivos; políticas; procedimentos; normas; regulamentos; programas;
projetos; orçamentos) e o limite de tempo de validade dessas decisões (planos temporários ou
planos permanentes). Estas definições auxiliam os colaboradores a entenderem os planos e
facilitam a tomada de decisão do bibliotecário administrador, uma vez que o mesmo poderá
escolher o plano adequado para cada tipo de decisão (DZIEKANIAK, 2008).
Almeida (2005) ressalta que as pressões das organizações para manter ou cortar custos
e, ampliar e melhorar a qualidade de serviços e programas tornou o planejamento
indispensável ao exercício da administração. Para tanto, explica que o planejamento é
constituído por um complexo de instrumentos, cada um com uma função específica que,
articulados, garantem a eficácia do processo.
Vale ressaltar que não existe uma delimitação de onde começa ou termina uma função
administrativa, ou seja, acontecem de forma inter-relacionadas.
A função administrativa organização, de acordo com Maximiano (2009) é o processo
de dispor os recursos em uma estrutura que facilite a realização dos objetivos e consiste no
ordenamento dos recursos, ou na divisão de um conjunto de recursos em partes coordenadas,
segundo algum critério ou princípio de classificação. O resultado desse processo chama-se
estrutura organizacional, que conforme Maciel e Mendonça (2000) é concebida como
agrupamento das atividades necessárias para realizar os objetivos e metas da empresa, ou seja,
o estabelecimento formal das funções necessárias ao alcance dos objetivos, sua reunião em
grupos de natureza similar para o estabelecimento das principais divisões administrativas, e a
posterior atribuição dessas divisões a um bibliotecário administrador, com a devida formação,
e a necessária autoridade funcional para o desempenho de tais atividades.
Dziekaniak (2008) reforça que:

619

�a organização envolve a distribuição da tarefa empresarial em unidades
organizacionais - diretorias, divisões, departamentos, setores, a definição dos papéis e
responsabilidades dessas unidades, seus níveis de autoridade e designação de pessoas
competentes para executar as funções alocadas a cada uma dessas unidades
organizacionais. [...] Desse modo o Subsistema de Organização auxilia o bibliotecário
administrador a organizar a biblioteca universitária internamente, alcançando melhores
resultados (DZIEKANIAK, 2008, p. 15).
A autora recomenda quatro componentes fundamentais para compor o Subsistema de
Organização, são eles: as funções, a estrutura organizacional, o nível de autoridade e as
pessoas responsáveis pelas funções.
Uma das características das funções é a natureza de seus objetivos: institucionais,
gerenciais e operacionais. As funções institucionais de uma biblioteca universitária são
destinadas a cuidar dos aspectos relacionados à filosofia da biblioteca (negócio, missão, visão
e princípios). Estas podem ser exercidas pelo diretor da biblioteca e bibliotecários que
exerçam algum tipo de supervisão. As funções gerenciais ficam encarregadas de realizar o
planejamento, ou seja, elaborar planos implantá-los, acompanhá-los e avaliá-los. As funções
operacionais executam todas as atividades que integram os processos de uma biblioteca
universitária e devem assegurar a eficiência, produtividade e qualidade. Estas funções são
exercidas por todo o pessoal da biblioteca (DZIEKANIAK, 2008).
Maciel e Mendonça (2000) concluem que a estrutura organizacional deveria ser
variável e fruto de uma adaptação constante às variações ambientais. Para que a biblioteca
apresente a simplicidade e flexibilidade exigidas às organizações modernas, ela deve
apresentar uma descentralização administrativa e possuir um sistema de informações
gerenciais, eficiente e acessível a todos da organização.
O organograma representa graficamente a estrutura organizacional e tem por objetivo
a divisão do trabalho, mediante o fracionamento da organização, em unidades de direção,
assessorias, conselhos, gerências, superintendências, departamentos, setores etc. Tal divisão
deixa implícito os procedimentos relativos à delegação de autoridade e responsabilidade
(DZIEKANIAK, 2008).
Portanto, é atribuição do bibliotecário administrador utilizar-se dos instrumentos do
Subsistema Organizacional, para que a distribuição das funções e a designação das pessoas
sejam feitas de maneira eficaz, eficiente, e integrada, para que sejam alcançados os melhores
resultados.
A função direção, conforme Maximiano (2009, p.13) faz parte do processo de
liderança que é: “[...] um processo complexo, que compreende diversas atividades de

620

�administração de pessoas, como coordenação, direção, motivação, comunicação e
participação no trabalho em grupo”.
Maciel e Mendonça (2000) conceituam direção como a função responsável pela
implementação dos planos e pelo acompanhamento de sua execução, que inclui, desde a
designação até a capacitação dos responsáveis pela execução das ações programadas,
responsabilizando-se, também, pela coordenação da execução, para que os resultados sejam
satisfatórios. Assim, é a função administrativa responsável pelo gerenciamento da
organização à medida que se executam os planos, programas e projetos, procurando convertêlos em resultados.
As autoras enfatizam a necessidade de três atributos a um gerente: a capacidade de
motivar, comunicar e liderar. O gerente, enquanto líder deve saber e conhecer a ambiência
para identificar demandas e a estrutura organizacional da instituição para facilitar a
implementação das ações, projetos etc.
A

supervisão,

conforme

Maciel

e

Mendonça

(2000),

define-se

como

acompanhamento, a observação do desempenho do esforço de trabalho e a correção dos
eventuais desvios, aproximando-se da avaliação enquanto acompanhamento de tarefas.
Outro atributo essencial ao gerente é a coordenação, que consiste no desempenho de
atividades que promovem a interação dentro do sistema para otimização de seus resultados.
Enquanto coordenador, o gerente identifica e motiva as interações necessárias para a
eficiência da unidade de informação (MACIEL, MENDONÇA, 2000).
Dziekaniak (2008) subdivide a função administrativa direção, em quatro fases: 1)
designação dos responsáveis; 2) comunicação dos planos; 3) desenvolvimento da equipe; 4)
orientação e coordenação.
A função controle, conforme Maximiano (2009, p. 13) “[...] procura assegurar a
realização de objetivos. Controlar é a função que consiste em comparar as atividades
realizadas com as atividades planejadas, para possibilitar a realização dos objetivos”.
Para Maciel e Mendonça (2000) “controle é a função destinada a verificar se os
resultados planejados estão sendo alcançados através das operações executadas. Permite
adotar ações corretivas visando corrigir os desvios detectados durante o processo de
avaliação”.
Assim, as funções administrativas deram subsídios para a elaboração dos questionários
para gestores e a entrevista com a Diretora substituta do Sibi/UFG, dando suporte ao
desenvolvimento da pesquisa realizada.

621

�2.3 A Universidade Federal de Goiás e o Sistema de Bibliotecas
A Universidade Federal Goiás é uma Instituição Federal de Ensino Superior (IFES),
criada no dia 14 de dezembro de 1960 através da Lei n° 3.834-C, com a reunião de cinco
escolas superiores que existiam em Goiânia: a Faculdade de Direito, a Faculdade de Farmácia
e Odontologia, a Escola de Engenharia, o Conservatório de Música e a Faculdade de
Medicina. (UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, 2011).
Atualmente, a UFG possui 25 unidades acadêmicas que compreendem as faculdades,
escolas, institutos e centros de ensino em graduação e pós-graduação. Nelas também são
desenvolvidas ou coordenadas atividades de pesquisa e extensão. Todas se situam em
Goiânia, nos campus I e II da UFG. Possui também 3 campus no interior do Estado: Campus
Catalão, Campus Jataí e Campus da Cidade de Goiás (UNIVERSIDADE FEDERAL DE
GOIÁS, 2012).
Tem como missão gerar, sistematizar e socializar o conhecimento e o saber, formando
profissionais e indivíduos capazes de promover a transformação e o desenvolvimento da
sociedade.
Para o desenvolvimento dessa pesquisa é importante a apresentação de metas e ações,
que tem estreita relação com o tema, contidas no Plano de Desenvolvimento Institucional
(PDI) para o período 2011-2015, que foram elaboradas com base no projeto da UFG para
adesão ao Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI),
constantes do Programa de Gestão Estratégica (PGE), nos Relatórios de Gestão apresentados
ao Tribunal de Contas da União (TCU), nas propostas coletadas entre a comunidade
universitária e a sociedade goiana durante o processo eleitoral para o exercício do mandato do
atual Reitorado, iniciado em janeiro de 2010, e nas propostas encaminhadas pelas Unidades
Acadêmicas de Goiânia, Campus do Interior e Órgãos da universidade (UNIVERSIDADE
FEDERAL DE GOIÁS, 2010).
Apresenta-se a meta 23 e suas ações, do Eixo 1: Finalidades, Estrutura, Expansão,
Integração com a sociedade, Mobilidade e Interdisciplinaridade.
Meta 23 - Criar condições pedagógicas para os portadores de necessidades especiais
Ações:
•
Implantação da Gestão do Núcleo de Acessibilidade para viabilizar o acesso e
a permanência de estudantes.
•
Criação de uma comissão para acompanhamento dos estudantes bolsistas
assistidos pelos diversos programas de assistência estudantil.
•
Implantação da oferta da disciplina Libras para os cursos de graduação.
•
Criação de condições para permanência de estudantes contemplando suas
diversidades.

622

�•
Constituição de uma comissão para avaliação e implantação de condições de
acessibilidade nos Câmpus do Interior.
•
Realizar adequações de prédios das unidades acadêmicas de Goiânia e dos
Campus Catalão, Jataí e Goiás, para os portadores de necessidades especiais
(UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS, 2010, p. 103).
São ações que devem ser aplicadas ao ambiente das bibliotecas, embora não sejam
mencionadas. E a apresentação da gestão do Núcleo de Acessibilidade da UFG que tem como
objetivo propor e viabilizar uma educação superior inclusiva aos estudantes com deficiência
física, visual, auditiva e mental por meio da eliminação de barreiras atitudinais, físicas,
pedagógicas e de comunicação.
Apresenta-se também o Programa UFGInclui criado através da Resolução Consuni n°
29/2008. Este Programa é parte da política de inclusão e permanência da Pró- Reitoria de
Graduação (PROGRAD), onde podem participar do Programa estudantes oriundos de escolas
públicas, negros oriundos de escolas públicas, indígenas, quilombolas e estudantes surdos,
estes últimos exclusivo ao curso de Letras Libras.
É neste contexto da universidade que se insere a Biblioteca Central que foi criada em
24 de agosto de 1973 com a fusão de 13 bibliotecas departamentais que funcionavam em
unidades de ensino, passando a reunir os acervos no prédio da Faculdade de Direito. Por volta
do final da década de 80, um acordo da UFG com o Ministério da Educação possibilitou a
construção de um prédio específico para a biblioteca no Campus 2, que passou a ser a
Biblioteca Central. A mudança exigiu a divisão do acervo existente entre duas bibliotecas: BC
e Biblioteca Campus 1 (BSCAMI), Praça Universitária. Com a criação dos Campi no interior
do Estado, foram surgindo novas bibliotecas setoriais (UNIVERSIDADE FEDERAL DE
GOIÁS, 2011).
Atualmente, o Sibi/UFG é um órgão suplementar vinculado à Pró-Reitoria de PósGraduação (PRPG) composto por oito unidades, sendo a Biblioteca Central (BC) Biblioteca
Setorial do Campus I (BSCAMI), Biblioteca do Centro de Ensino e Pesquisa Aplicados à
Educação (BSCepae), Biblioteca Letras e Linguística (BSLL) Biblioteca Campus Catalão
(BSCAC), Biblioteca Campus Goiás (BSCGO), Biblioteca Campus Jataí (BSCAJ) - Unidade
Riachuelo e BSCAJ - Unidade Jatobá.
A missão do Sibi/UFG é atender, com qualidade, rapidez e eficiência, as necessidades
e expectativas do ensino, pesquisa e extensão na UFG, oferecendo serviços e produtos em
informação que acompanhem as transformações tecnológicas e sociais.
As unidades analisadas foram as bibliotecas universitárias do Campus II, isto é, a
Biblioteca Central e a Biblioteca Letras e Linguística. A Biblioteca Central foi escolhida por

623

�ser o órgão coordenador do Sibi/UFG e por ser o local de trabalho da pesquisadora. E a BSLL
foi escolhida pelo fato da Faculdade de Letras possuir o Curso de Letras Libras, ao qual os
alunos surdos tem acesso pelo vestibular através do Programa UFGinclui.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A abordagem utilizada nesta pesquisa foi a qualiquantitativa. Conforme (DENZIN;
LINCOLN, 2006) a pesquisa qualitativa implica uma ênfase sobre as qualidades das entidades
e sobre os processos e os significados que não são examinados ou medidos
experimentalmente em termos de quantidades, volume, intensidade ou frequência. Já os
estudos quantitativos enfatizam o ato de medir e de analisar as relações causais entre
variáveis, e não processos.
Quanto ao nível, foi uma pesquisa descritiva, que conforme GIL (1995) tem como
objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou
o estabelecimento de relações entre variáveis. Neste sentido, a pesquisa tem dois objetivos
que respondem a estas colocações: identificar como os usuários com deficiência física, visual
e auditiva avaliam os serviços oferecidos pelo Sibi e, avaliar a gestão dos serviços
informacionais do Sibi, através das funções administrativas: planejamento, organização,
direção e controle, considerando a acessibilidade para usuários com deficiência física, visual e
auditiva.
A pesquisa estruturou-se com base nos objetivos propostos, como um estudo de caso,
que focalizou especificamente o Sibi/UFG, pois para Gil (1995), em termos de coleta de
dados o estudo de caso é o mais completo, pois se vale tanto de dados de gente, quanto de
dados de papel.
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica nas seguintes fontes: livros, artigos de
periódicos, dissertações, teses e bases de dados nacionais. Uma pesquisa documental que,
conforme Gil (1995) segue os mesmos passos da pesquisa bibliográfica, porém da-se através
de documentos de primeira mão, tais como: documentos oficiais, contratos etc. ou de segunda
mão, como: relatórios de pesquisa, relatórios de empresas, etc. A pesquisa documental
baseou-se em documentos depositados no Núcleo de Acessibilidade da PROGRAD da UFG
onde foram analisados os documentos sobre os alunos dos cursos de graduação presenciais da
UFG que declararam ser pessoa com deficiência física, visual e auditiva no ato da inscrição
do vestibular de 2008 a 2012. Por fim, foram aplicados os questionários aos alunos com
deficiência física, visual e auditiva; aos gestores da BC, à Coordenadora da BSLL e uma
entrevista à Diretora substituta do Sibi/UFG.

624

�3.1 A Amostra e Universo da População
O universo deste estudo foram os bibliotecários gestores do Sistema de Bibliotecas da
UFG e os alunos com deficiência física, visual e auditiva dos cursos de graduação presenciais
da UFG. A amostra foi composta pelos bibliotecários gestores da Biblioteca Central (Seções
de atendimento ao público) e a Coordenadora da Biblioteca Setorial de Letras e Linguística,
bem como pelos alunos com deficiência física, visual e auditiva dos cursos de graduação
presenciais da UFG localizados no Campus II, sendo a amostra composta por 04 categorias:
06 bibliotecários gestores, 06 usuários com deficiência física, 04 usuários com deficiência
visual e 10 usuários com deficiência auditiva.

3.2 Coleta e Tratamento da Informação
Após a aplicação dos questionários, os dados foram coletados e tabulados, através do
software Excel, pois conforme Lakatos e Marconi (2006, p. 152) a tabulação é definida como
sendo a arrumação dos dados em tabelas, de maneira a permitir a verificação das relações que
eles guardam entre si, sendo uma parte do processo da técnica de análise estatística dos dados.
Para as perguntas combinadas fechadas e abertas foi realizada a discussão com os autores
citados no referencial teórico.
Após a entrevista semi-estruturada, esta foi transcrita conforme autorização da
entrevistada e realizada a discussão das opiniões de acordo com os autores citados no
referencial teórico.

4 RESULTADOS FINAIS
Acessibilidade no ambiente das bibliotecas deve ser pensada em todos os contextos,
como parte do planejamento, em todos os níveis da instituição. Deve contar com um plano
para possibilitar aos gestores fazerem o uso das funções administrativas para sua viabilização.
Este estudo analisou a gestão dos serviços informacionais no Sibi/UFG, com enfoque
na acessibilidade para os usuários com deficiência física, visual e auditiva. O objetivo geral e
os específicos para as três categorias de usuários e para os gestores foram alcançados. De
acordo com as análises realizadas pode-se concluir que:
Usuários com deficiência física: que usam a Biblioteca Central, não utilizam
tecnologia assistiva para auxílio às atividades diárias, inclusive cadeira de rodas, e não
utilizam outra biblioteca da UFG. Para estes usuários a acessibilidade arquitetônica é boa, no
entanto, a questão do elevador é crítica, destacando a falta de sinalização e a localização do
mesmo. A escada para quem chega pelo estacionamento para a entrada principal da BC,

625

�apresenta problema e a luminosidade é também um fator crítico, sendo apontada como ruim
por vários participantes.
Treinamento e Serviços para Usuários com Deficiência Física: A maioria dos
participantes fez o treinamento para uso da biblioteca, no entanto, poucos reservam e renovam
os materiais pelo site. Os serviços usados pelos usuários são: Biblioteca Digital de Teses e
Dissertações, Consulta Local, Empréstimo Domiciliar e Serviços on line (reserva e
renovação). Estas questões apontam que há baixo aproveitamento do treinamento pelos
usuários, portanto a necessidade de ações de treinamento pessoal do usuário e divulgação dos
serviços e produtos da biblioteca. Quando não encontram o material informacional poucos
pedem informações para que a necessidade seja atendida. Desta forma, os usuários saem
muitas vezes da biblioteca sem encontrar a informação que necessitam, e os gestores perdem
uma oportunidade de ter o feedback do usuário que é uma forma de ter acesso a informações a
respeito das suas necessidades informacionais e que devem ser levadas em consideração no
momento de planejamento de novos produtos e serviços ou na avaliação dos já existentes.
Usuários com Deficiência Visual: que usam a biblioteca tem baixa visão e não
frequentam outra biblioteca da UFG, sendo que a metade dos participantes é cega. Em relação
à estrutura física, os alunos com baixa visão responderam que a acessibilidade na entrada da
biblioteca é boa, quanto à mobilidade também consideram satisfatória, a acessibilidade aos
banheiros é boa, a luminosidade avaliaram como regular. Frequentam os Espaços para Estudo
em Grupo. Assim, os usuários com baixa visão avaliam que a acessibilidade arquitetônica é
boa, sendo uma questão crítica a luminosidade e a sinalização da biblioteca. Já para os
usuários cegos não há acessibilidade a começar pela sinalização tátil para a chegada à
biblioteca e no interior da mesma, além da inexistência de uma sala de apoio equipada com as
tecnologias assistivas necessárias ao uso pelo usuário cego.
Treinamento e Serviços para Usuários com Deficiência Visual: Quanto aos serviços,
todos os usuários com baixa visão fizeram o treinamento para o uso da biblioteca, no entanto,
nenhum renova ou reserva os materiais no site, e nenhum fez treinamento ou curso presencial
na biblioteca.

Utilizam a Consulta Local, Empréstimo Domiciliar, a Sala Didática de

Informática e Visitas Orientadas. Estas questões apontam a necessidade de ações de
treinamento e divulgação dos serviços e produtos da biblioteca pelo Serviço de Referência
que compreende todas as atividades voltadas, direta e indiretamente à prestação de serviços
aos usuários, incluindo a divulgação e o treinamento pessoal da clientela na utilização dos
acervos, catálogos, bases de dados e demais recursos que a biblioteca possua. Todos os

626

�usuários com baixa visão pedem informações quando não encontram os materiais
informacionais na biblioteca.
Usuários com Deficiência Auditiva: Os usuários surdos usam a Biblioteca Central e a
Biblioteca Letras e Linguística, sendo que 30% dos participantes utilizam as duas bibliotecas
e 70% somente a BSLL. Os usuários surdos avaliam como boa a acessibilidade na entrada da
biblioteca e nos banheiros da Faculdade de Letras, quanto à mobilidade metade dos
participantes acha regular conforme o ambiente interno, a luminosidade é boa, a sinalização
sugere atualização e adequação.
Treinamento e Serviços para Usuários com Deficiência Auditiva: Quanto aos serviços,
a maioria dos participantes fez o treinamento para uso da biblioteca no Portal do Aluno UFG,
no entanto, poucos reservam e renovam materiais no site, sendo que 30% dos participantes
acham que seria muito bom e 70% bom se o treinamento contasse com a presença de
intérprete/tradutor. Nenhum usuário surdo participou de treinamento ou curso presencial
oferecido pela biblioteca. Quanto aos serviços utilizados são: Consulta Local, Empréstimo
Domiciliar, Sala de Informática, Treinamento de Novos Usuários e Visitas Orientadas.
Quando não encontram os materiais informacionais, poucos usuários pedem informações para
que a necessidade seja atendida. Nenhum usuário consegue se comunicar em Libras, pois os
servidores não são capacitados. As questões apontam a necessidade de ações de treinamento
dos usuários surdos com a presença de intérprete/tradutor para que não haja ruído na
comunicação, e, consequentemente na aprendizagem do uso da biblioteca, fica evidente
também a necessidade de capacitação em Libras para os servidores.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O estudo apresentou uma limitação relacionada à coleta de dados devido a não
capacitação da pesquisadora em Libras, pois até para fazer o convite aos alunos surdos
necessitou de tradutor/intérprete, uma vez que poucos responderam aos e-mails.
Constatou-se que alguns requisitos de acessibilidade arquitetônica são atendidos,
permitindo o uso das bibliotecas por usuários com deficiência, no entanto, as questões de
sinalização, iluminação e comunicação deixam a desejar, culminando com o não uso das
bibliotecas por usuários cegos e, por usuários que necessitam de qualquer tecnologia para o
uso do computador. A comunicação em Libras com o usuário surdo não é possível devido a
não capacitação em Libras pelos servidores e o treinamento para o uso da biblioteca necessita
de adequações para o atendimento aos usuários com deficiência. Deste modo, há o
cumprimento parcial da legislação que garante o acesso à educação inclusiva no ensino

627

�superior para estes usuários que continuam sem ter acesso às condições mínimas de
acessibilidade nas bibliotecas do Sibi, pois se houvesse um plano para a acessibilidade com os
gestores fazendo o uso das funções administrativas, é certo que os preceitos legais seriam os
primeiros a serem considerados.
Em relação aos objetivos específicos relacionados à pesquisa com os bibliotecários
gestores estes foram alcançados e apresentam-se algumas sugestões. Os gestores do Sibi
participam da construção do PDI da Universidade, onde há espaço para apresentar suas
necessidades de infraestrutura física, de equipamentos etc. Mas não conta com uma dotação
orçamentária, que é primordial para o desenvolvimento dos planos, no momento do
planejamento dos mesmos. Cabe ao bibliotecário gestor, no uso da função direção, e enquanto
líder conhecer a ambiência para identificar demandas e a estrutura organizacional da
instituição, na qual está inserida para facilitar a implementação das ações e, projetos.
A pesquisa permitiu entender a necessidade de providências pelos gestores do Sibi na
obtenção de recursos financeiros para o desenvolvimento de projetos para acessibilidade aos
serviços e produtos das bibliotecas pelos usuários com deficiência física, visual e auditiva.
Uma providência importante seria a argumentação junto às instâncias da UFG: a PRPG e a
PROAD, sobre a importância de uma biblioteca acessível a todos. Além disso, é importante
também discutir e buscar o apoio do Núcleo de Acessibilidade, no intuito de obter um
percentual do orçamento institucional para serviços e produtos acessíveis a todos, e atentar
sempre às possibilidades abertas por órgãos governamentais federais e estaduais, na liberação
de verbas de apoio a projetos específicos para pessoas com deficiência.
Quanto ao atendimento nos serviços aos usuários com deficiência física, visual e
auditiva, verificou-se a necessidade de um plano que contemple a acessibilidade e que seja
desenvolvido pelos gestores das Seções de Referência das bibliotecas do Sibi, responsáveis
pelas atividades de orientação e auxílio ao usuário, com o intuito de facilitar o acesso às
coleções e demais recursos que as bibliotecas oferecem.
No entanto, no que diz respeito aos resultados alcançados através dos gestores,
verificou-se que a gestão atende alguns requisitos de acessibilidade, mas apontam-se
problemas como: a falta de dotação orçamentária, falta de um plano para a acessibilidade, o
que inviabiliza o uso das funções administrativas de forma interligadas pelos gestores, e
reflete na dificuldade de organizar, direcionar e controlar, bem como na capacitação dos
servidores, nos problemas identificados no treinamento para o uso das bibliotecas, na falta de
aquisição das tecnologias assistivas e a sinalização insuficiente. Para tanto, o cumprimento da
legislação que garante às pessoas com deficiência condições de acesso a educação superior,

628

�exige dos bibliotecários gestores proatividade na elaboração de um plano para a
acessibilidade, tendo como suporte os preceitos legais que asseguram o acesso e permanência
das pessoas com deficiência no ensino superior.
Acredita-se que os resultados da pesquisa contribuem para a gestão da biblioteca
universitária na identificação de problemas relacionados à ausência de planos, os quais
dificultam a gestão da acessibilidade nos serviços oferecidos aos usuários com deficiência. A
maior contribuição se dá através do uso das funções administrativas: planejamento,
organização, direção e controle. Assim, pode oferecer subsídios aos gestores para a adequação
dos serviços através de planos, com enfoque na acessibilidade como principal fator que
contribui com o direito de ingresso, permanência e utilização de todos os espaços e serviços
por pessoa com deficiência, possibilitando a educação inclusiva no ensino superior.

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              <text>O propósito deste estudo é analisar a gestão dos serviços informacionais no Sistema de Bibliotecas (Sibi) da Universidade Federal de Goiás (UFG), com enfoque na acessibilidade para usuários com deficiência física, visual e auditiva. O referencial teórico é fundamentado na educação inclusiva abordando a política nacional de educação inclusiva e a acessibilidade, também está baseado na biblioteca universitária que é o principal órgão de apoio ao ensino, pesquisa e extensão em Instituição de Ensino Superior (IES) e através de diversos autores aborda a gestão e o uso das funções administrativas como: planejamento, organização, direção e controle pelos gestores. A pesquisa é descritiva realizada através de estudo de caso com abordagem qualiquantitativa, possuindo como instrumentos de coleta de dados questionários para os usuários com deficiência física, visual e auditiva, e para os gestores e uma entrevista semi-estruturada com a diretora substituta do Sibi. Quanto ao problema da pesquisa, no que diz respeito aos resultados alcançados através dos gestores, a gestão atende alguns requisitos de acessibilidade, no entanto, apontam-se problemas como: a falta de dotação orçamentária, falta de um plano para a acessibilidade, o que inviabiliza o uso das funções administrativas de forma interligadas pelos gestores, o que reflete na dificuldade de planejar, organizar, direcionar e controlar, como na capacitação dos servidores, nos problemas identificados no treinamento para o uso das bibliotecas, na falta de aquisição das tecnologias assistivas e a sinalização insuficiente. O cumprimento da legislação que garante às pessoas com deficiência condições de acesso a educação superior, exige dos bibliotecários gestores proatividade na elaboração de um plano para a acessibilidade, tendo como suporte os preceitos legais que asseguram o acesso e permanência das pessoas com deficiência no ensino superior.
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