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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA E A COMUNIDADE EXTERNA: Acessibilidade à
Bibliografia indicada para o Vestibular da UNICAMP

Magali Aparecida de Oliveira Arnais
Daniela Feijó Simões
Deise Tallarico Pupo
Maria Helena Segnorelli
Fernanda Landin Kruth

RESUMO
O presente relato visa apresentar a proposta desenvolvida pelo Laboratório de Acessibilidade
(LAB) da Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) da Universidade Estadual de Campinas
(UNICAMP) com a comunidade externa objetivando integrar e conscientizar alunos do
ensino médio da rede pública de ensino de Campinas, através do programa “Ciências &amp; Artes
nas Férias”, para a desmistificação da questão das deficiências e valorização da diversidade
humana, nos espaços da biblioteca universitária. Os alunos do ensino médio tiveram a
oportunidade de conhecer as dependências da BCCL, seu acervo e breve capacitação para a
pesquisa escolar, antes mesmo de adentrarem os espaços dedicados ao apoio especializado,
serviços e produtos do LAB. A metodologia utilizada focou no uso de tecnologias para o
processo de adaptação da bibliografia indicada pelo vestibular da UNICAMP em formato
digital acessível para disponibilizar aos usuários e candidatos com deficiência visual. Os
participantes do projeto manifestaram grande interesse no aprendizado e na produção dos
materiais; como produto final, cada aluno produziu um livro com partes de textos em
formatos acessíveis; um vídeo com audiodescrição e um banner com o resumo, métodos,
discussão e conclusão a serem apresentados aos seus pares, nas instituições de origem.
Palavras-Chave: Biblioteca Acessível; Acessibilidade; Deficiência visual - Tecnologias
Assistivas
ABSTRACT
This report aims to present a proposal developed by the Accessibility Laboratory of the
“Cesar Lattes” Central Library (BCCL), State University of Campinas (UNICAMP) with the
external community aiming to integrate and educate high school students from public schools
in Campinas , through the " Arts &amp; Sciences Program in Vacation”, to demystify the
disability issue and appreciation of human diversity. The high school students had the
opportunity to meet the dependencies of BCCL , its collection and brief training for school
research, even before venturing into the spaces dedicated to specialized support , services and
products of LAB . The methodology focused on use of technologies for adaptation of the
literature indicated the vestibular UNICAMP in digital accessible format to users and to
provide candidates with visual impairment. Project participants expressed great interest in
learning and production of materials; as final product, each student produced a book with

542

�parts of texts in accessible formats, a video with audio description and banner with abstract ,
methods , discussion and conclusion to be presented to their peers , the home institutions.
Keywords: Accessible Library; Accessibility; Visual Impairment - Assistive Technologies

1 INTRODUÇÃO
O Laboratório de Acessibilidade55 da Universidade Estadual de Campinas integra a
Biblioteca Central Cesar Lattes, que é o órgão responsável pela política informacional da
Universidade. No intuito de ampliar sua missão para novas fronteiras, a BCCL aceitou o
desafio de apoiar um projeto de acessibilidade em sua biblioteca, que quebrasse as barreiras
de locomoção, comunicação, pesquisa e acesso à informação, com a finalidade de permitir
que os alunos com deficiência no ensino superior pudessem realizar seus estudos em
ambientes inclusivos de ensino e aprendizagem.
O LAB/BCCL presta serviços de acesso à informação com vistas à participação da
vida social e acadêmica por pessoas com deficiência da Universidade e comunidade externa,
com destaque ao uso dos recursos tecnológicos para pesquisas, localização e obtenção de
documentos favorecendo assim, a autonomia e independência destes usuários.
Sua implantação foi possível graças a recursos de projetos à Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da Pró Reitoria de Graduação (PRG) da
UNICAMP. O projeto, elaborado em 1998, baseou-se na NBR9050, da Associação Brasileira
de Normas Técnicas (ABNT, 2004); iniciou suas atividades em janeiro de 2003, com uma
aluna com deficiência visual, inscrita no Programa de Pós Graduação em Música, pelo
Instituto de Artes.

1.1 GRUPO TODOS NÓS UNICAMP ACESSÍVEL
Em dezembro de 2003, pesquisadores de diversas áreas da UNICAMP uniram-se às
iniciativas já existentes por meio de um projeto financiado pela Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / Programa de Apoio à Educação
Especial (PROESP): “Acesso, permanência e prosseguimento da escolaridade superior de
alunos com deficiência: ambientes inclusivos” - que obteve total apoio da reitoria. Desde
então, atrai estagiários, bolsistas e alunos de pós-graduação interessados no tema e na
proposta inclusiva do Laboratório de Acessibilidade. O projeto CAPES/PROESP (2003­
55 Disponível em: http://www.todosnos.unicamp.br:8080/lab Acesso em: 19 maio 2014

543

�2008) deu origem ao grupo “Todos Nós Unicamp Acessível”, implantado em cooperação com
diversos institutos e faculdades da universidade, e que teve o Laboratório como cenário por
cinco anos consecutivos. A interdisciplinaridade do grupo, o convívio da Biblioteconomia
com as áreas de Pedagogia, Informática na Educação, Computação, Acessibilidade na Web,
Arquitetura e Urbanismo, entre outras, trouxe diferentes olhares sobre a acessibilidade, em
geral circunscrita ao meio físico, nas áreas de Arquitetura e Engenharia.

1.2 PROGRAMA “CIÊNCIA &amp; ARTE NAS FÉRIAS”
O ambiente da UNICAMP e suas propostas de extensão à comunidade externa
igualmente incentivaram ações extramuros da universidade: nesse sentido, chamaram à
atenção as propostas da Pró-Reitoria de Pesquisa através de seus programas de “Ciência &amp;
Arte nas Férias”.
O portal da Pró-Reitoria de Pesquisa apresenta o Programa Ciência &amp; Arte nas Férias,
de 8 a 31 de janeiro de 2014, destacando:

O Ciência &amp; Arte nas Férias está em execução há 11 anos sob a
responsabilidade da Pró-Reitoria de Pesquisa, e vem apresentando resultados
que qualificam o programa e os alunos participantes no ingresso ao ensino
superior. Um exemplo recente do impacto deste programa pode ser
evidenciado pelo percentual de aprovados no Programa de Formação
Interdisciplinar Superior - ProFIS, onde aproximadamente 20% dos alunos
selecionados haviam participado dos programas de ensino médio
administrados pela Pró-Reitoria de Pesquisa.56

O Laboratório de Acessibilidade, como parte da Diretoria de Difusão da Informação
(DINF) da Biblioteca Central Cesar Lattes da UNICAMP, buscou integrar alunos do ensino
médio da rede Pública de Ensino em suas propostas de desmistificar as deficiências e
valorizar a diversidade humana nos espaços da biblioteca universitária. Dessa forma, os
alunos tiveram a oportunidade de conhecer as dependências da BCCL, seu acervo e breve
capacitação para a pesquisa escolar, antes mesmo de adentrarem os espaços dedicados ao
apoio especializado, serviços e produtos do LAB e a prática da proposta “Acessibilidade à
bibliografia indicada pelo vestibular da UNICAMP”. (FIG.1)

56 Disponível em: http://www.prp.rei.unicamp.br/ciencianasferias/2014/projetos.php Acesso em: 19 maio 2014

544

�Figura 1 - Capacitação das alunas na sala de treinamento da Biblioteca Central
Cesar Lattes.

Fone: Foto do acervo das autoras.

A proposta do Laboratório de Acessibilidade para o programa “Ciência &amp; Artes nas
Férias - 2014” teve por tema: “Acessibilidade à bibliografia indicada para o vestibular da
UNICAMP” e objetivou o acesso à bibliografia indicada pela Comissão Permanente para os
Vestibulares (COMVEST)

às pessoas com deficiência visual, total ou parcial. No entanto,

não se ateve unicamente à acessibilidade aos documentos impressos, passíveis de serem
reproduzidos em outros formatos: em meio digital, em braille, áudio (MP3 e via leitores de
telas) e por meio de ledores humanos (MANGUEL, 1997) - mas também que os alunos
conhecessem e divulgassem em suas escolas os ideais que norteiam o pensamento inclusivo e
o respeito à diversidade humana e especificamente, a consciência de que TODOS sem
distinção têm o direito de estudar, pesquisar e pertencer a uma universidade pública e gratuita.

2 EMBASAMENTO LEGAL
O material bibliográfico acadêmico adaptado pelo Laboratório de Acessibilidade é
respaldado pela Lei 9.610/98 (BRASIL, 1998) sobre direitos autorais que viabiliza o acesso
para pessoas com deficiência visual. Além dessa lei, o documento mais abrangente em relação
à inclusão das pessoas com deficiência é a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com

57 Disponível em : http://www.comvest.unicamp.br/ Acesso em: 19 maio 2014

545

�Deficiência, datada de 30 de março de 2007 que no Brasil ganhou status constitucional.
(BRASIL, 2009).
A transcrição de textos para o Sistema Braille é apoiada pelo documento “Normas
técnicas para a Produção de textos em braile” (BRASIL, 2006). Todavia, a digitalização de
textos de forma acessível tem sido desenvolvida por meio de pesquisas sobre programas que
contenham reconhecimento de caracteres; trata-se, ainda, de uma construção de saberes e sua
descrição é mais detalhada em 3.1 e subsequentes.
Uma breve abordagem sobre Audiodescrição (MOTTA, 2006) e sua relevância para
pessoas com deficiência visual foi objeto de discussão, treinamento e execução com as alunas
do Programa.
Cumpre ressaltar que a atuação do bibliotecário e do pedagogo no espaço do
Laboratório de Acessibilidade vêm atender a “Política Nacional de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva” (BRASIL, 2007) que institui o Atendimento Educacional
Especializado (AEE) da educação básica ao ensino superior. As ações do AEE na academia
visam, através de apoio didático e das ferramentas tecnológicas, capacitar e instrumentalizar o
aluno com deficiência a acessar as fontes de pesquisa e desenvolver a investigação tornando-o
gerenciador de sua aprendizagem.
De acordo com Pupo (2008), a conquista de direitos políticos, civis e sociais, como a
implementação dos deveres do cidadão dependem fundamentalmente do livre acesso à
informação. Para tanto, a adequação do ambiente físico, tecnológico e humano assegura o
acesso aos recursos informacionais, serviços e produtos disponíveis, reduzindo as barreiras de
comunicação e informação de pessoas com deficiência.

3 METODOLOGIA
As alunas do ensino médio frequentaram semanalmente o Laboratório de
Acessibilidade no período de férias escolares do mês de janeiro de 2014, quando tiveram a
oportunidade de conhecer e utilizar as ferramentas que possibilitam um usuário com
deficiência visual acessar as fontes de informação no ambiente virtual. Compreenderam que a
leitura da pessoa com deficiência visual ocorre com auxílio de um computador dotado de
softwares leitores de tela e texto, e que há livros em outros formatos: digitais, em
braille, livros falados e em áudio MP3 - e compreenderam a importância do recurso da
audiodescrição, que permite a compreensão de fotos, figuras e cenas gravadas. Esses formatos

546

�representam alternativas viáveis para que os alunos com deficiência visual possam estudar ou
se informar sobre determinados conteúdos acadêmicos e bibliografias específicas.
A participação das alunas no programa em questão envolveu algumas etapas: a) Seleção,
acesso e preparação da bibliografia indicada no vestibular da UNICAMP; b) O tratamento e
adaptação de materiais bibliográficos impressos e digitais, para a leitura por pessoas com
deficiência visual, nos formatos: digital, falado e áudio; c) A capacitação para o uso das
Tecnologias Assistivas (softwares leitores de tela e leitores de texto, softwares para a
gravação de voz humana e em Mídia MP3) que viabilizam inclusão pois permitem que
pessoas com deficiência visual acessem textos e documentos em igualdade de condições às
dos demais alunos e d) A navegação pelo portal do LAB para acesso aos livros indicados pela
Comissão

dos

Vestibulares

da

universidade. 58

3.1 COMO E PORQUE CONVERTER TEXTOS EM FORMATOS DIGITAIS
Para tornar os textos acessíveis às pessoas com deficiência visual, é imprescindível sua
conversão de formato impresso para digital: só assim os softwares leitores de telas podem
“ler” em voz alta aos referidos usuários.
Assim, a equipe do LAB programou para que as alunas conhecessem o tratamento e
adaptação dos materiais bibliográficos impressos em formatos acessíveis, no sentido de
vivenciarem as seguintes etapas:

3.1.1 Conversão de textos para formato PDF
O material impresso é escaneado e salvo em formato PDF/pesquisável. Para esse fim é
necessário um Scanner com Optical Character Recognition (OCR). O PDF/pesquisável
confere acessibilidade ao texto, que pode ser acessado por meio de leitores de tela, o que não
ocorre com o uso do PDF padrão (imagem); além disso, o PDF/pesquisável permite
armazenamento de cópias autênticas, na salvaguarda dos direitos autorais com vistas à
publicação futura no portal do LAB. Para disponibilizar o arquivo do material utiliza-se o
padrão de salvamento de arquivos do Laboratório:
AUTOR_QuinzePrimeirasLetrasDoCApitulo_QuinzePrimeirasLetrasDoNomeDaObra_
pXXX_YYY.
58

Disponível em: http://www.sbu.unicamp.br/cd-upa/sites/livros.html Acesso em: 26 set. 2013

547

�Como exemplo: ALMEIDA_PrimeirosInfort_MemoriasdeUmSar_p12-15.
Esse padrão imprime identidade ao texto e facilita composição do repositório (portal
do LAB).

3.1.2 Conversão de texto PDF para formato DOC
Para tornar partes da bibliografia indicada nos formatos acessíveis propostos, os
alunos conheceram as seguintes possibilidades de conversão: a) TXT (bloco de notas); b)
DOC (arquivo de Word, não sendo DOCX, já que não são todos leitores de tela que
reconhecem esse formato); c) Áudio (WAV e MP3); d) braile; e) livros falados (voz humana).
Para a conversão em áudio e braille é necessária uma versão do texto em TXT (Bloco
de notas). Para tanto, a melhor opção é corrigir sobre o documento em DOC e só depois
formatar em TXT. Essa é a maneira mais produtiva de correção, ou seja: inicialmente
converter e corrigir em DOC e depois emitir o comando “ctrl+c e ctrl+v” para o formato
TXT.
Os procedimentos de conversão de PDF para DOC foram realizados com os softwares
do

LAB,

no

caso,

o

programa

ABBYY

Fine

Reader

11.

Ao abrir o programa, as seguintes opções foram selecionadas: na caixa de comando
TAREFAS, a opção ARQUIVAR (PDF/IMAGEM) PARA MICROSOFT WORD. (FIG. 2).

Figura 2 - Opção inicial do ABBYY Fine Reader 11- Tarefas.

Fonte: Pin Screen da aplicação no Sistema Operacional Windows (grifo
nosso).

548

�O próximo passo é certificar-se de que a opção de LAYOUT DO DOCUMENTO
esteja marcada como TEXTO SIMPLES. No campo NOME DE ARQUIVO BASE utiliza-se
o padrão de salvamento de arquivos do LAB e no campo LOCAL DA GRAVAÇÃO escolhese o local para o arquivo a ser salvo. (FIG. 3).

Figura 3 - Nome do arquivo básico e local de gravação do ABBYY Fine
Reader11

Fonte: Prin Screen da aplicação no Sistema Operacional Windows (grifo
nosso).

Embora

o

programa

tenha

gerado

um

arquivo

em

DOC,

pré-corrigido

automaticamente, é necessário fazer uma correção geral, prestando atenção à letra “L” que
pode ser confundida com o número “1”.
Outra aprendizagem efetivada pelas alunas participantes do programa foi que para
alguns documentos gerados em DOCX, existe uma ferramenta disponível no Microsoft Office
2010 chamada Accessibility as alunas fizeram uma verificação mais apurada do arquivo
gerado pois é comum aparecer erros de escaneamento e conversão de PDF para DOC, como
por exemplo Accessibility Searcher, para verificar a acessibilidade do documento. Através
desta ferramenta é possível verificar se o documento contém problemas de acessibilidade.
Para realizar a verificação de acessibilidade basta acessar a opção ARQUIVOINFORMAÇÕES-VERIFICANDO

PROBLEMAS-VERIFICAR

ACESSIBILIDADE.

(FIG.4).

549

�Figura 4- Opção para verificar a acessibilidade no Microsoft Word 2010

Fonte: Prn Screen da aplicação no Sistema Operacional Windows (grifo
nosso).

Para a conversão do texto em formato DOC para áudio MP3 a opção foi pelo sistema
operacional DOSVOX 59 que permite as pessoas com deficiência visual por meio de um
computador comum desempenhar uma série de tarefas, dentre elas, a conversão de textos
TXT em áudio MP3. As alunas do ensino médio conheceram o sistema operacional DOSVOX
e aprenderam como processar um texto impresso e convertê-lo para áudio MP3. Passo a passo
conforme a descrição a seguir.

3.1.3 Conversão de texto em formato DOC para áudio MP3
3.1.3.1 Passo 1: Iniciando a tarefa
Para iniciar essa tarefa será necessário localizar no PC a pasta CDMP3, local onde o
arquivo será salvo seguindo o percurso: MEU COMPUTADOR- DISCO LOCAL (C) PASTA
WINVOX-PASTA CDMP3, (FIG.5).

59 Programa livre. Disponível em http://intervox.nce.ufri.br/dosvox/ Acesso em: 20 maio 2014

550

�Figura 5 - Local para salvar o arquivo do DOS VOX em áudio MP3

Fonte: Prn Screen da aplicação no Sistema Operacional Windows (grifo
nosso).

3.1.3.2 Passo 2: Abrindo o programa DOSVOX (FIG 6).

Figura 6 - Tela inicial do programa DOS VOX

Fonte: Print Screen da aplicação no Sistema Operacional DOSVOX.

3.1.3.3 Passo 3: Abrindo as opções
A seguir, como o programa contém elementos de interface com o usuário, o
sintetizador de voz pedirá as letras iniciais das tarefas a serem solicitadas. Acionando a tecla
F1 (ajuda), o programa irá disponibilizar as opções. Para a conversão em áudio MP3 seguir os
passos das figuras 7 e 8.

551

�Figura 7 - Opção de digitar a letra M referente a multimídia.

t
e
1
i
a
d
j
u
r
m
p
s
v
c
*
q

-

testar o teclado
editar texto
ler texto
imprimir
arquivos
discos
jogos
utilitários falados
acesso à rede e internet
mui ti midia
tACLuLar um programa do Windows
subdiretórios
vai para outra janela
configura o d o s v o x
configuração avançada do d o s v o x
informa a quem pertence este DOSVOX

Fonte: Prnt Screen da aplicação no Sistema Operacional DOSVOX (grifo nosso).

Figura 8 - Opção de digitar o número 3 referente a conversor de texto para MP3.

MULTIMÍDIA
Qual a letra do programa de multimidia ?

s

M
G

v

T

3

A
3

F

/

Configurador da fala SAPI
Processador multimidia (áudio midi CD)
Gravador de som
Controle do volume geral
T
1

p

ç

1

_

r ir »
_

VI \ y

»vi - i
III

■

^
I

y~ \
vy ■

n
^

Conversor de texto para MP3
A Ti nado r para violão ^urn Metrônomo
Juntador de arquivos WAV
Conversor de formatos de sons
Utilitários multimidia obsoletos

Fonte: Prnt Screen da aplicação no Sistema Operacional DOSVOX (grifo nosso).

552

�3.1.3.4 Passo 4: Localizando o conversor de texto para MP3
Informar o diretório do texto conforme citado na figura 4. Se o arquivo corresponder
ao desejado apertar a tecla ENTER e em seguida digitar a letra C referente a converter em
áudio. (FIG. 9).

Figura 9 - Opção de digitar a letra C: Converter para áudio
C:\winvox\cdmp3
O K , irei trabalhar em : C:\winvox\cdmp3
ALMElDA_Primei roslnfort_lN_MemoriasDeUmSar_p012_015.txt
Total de arquivo(s) a converter --- 1
Qual sua opção ?
Gerar rn
G
_ c
Converter
■ _j__ „ „ para
_l_ audio
AJ UQ cai jaiua
A
F
Formatar arquivo
D
Dividir arquivo
L
Listar selecionados
M
Modificar selecionados
V
Verificar vozes instaladas
T
Testar voz em arquivo
I
Informações sobre o projeto
E
Executar script

Fonte: Prnt Screen da aplicação no Sistema Operacional DOSVOX (grifo nosso).

3.1.3.5 Passo 5: Escolhendo o formato multimídia
Em seguida o programa pergunta qual o formato da multimídia - formato WAV ou MP3optar por MP3 para isso aperte a tecla 3. (FIG.10).

Figura 10 - Escolha do formato de multimídia MP3.
c7\wT nvox\cdmp3
_
—
OK, irei trabalhar em : C:\winvox\cdmp3

-

—

“ “

ALMElDA_Primei rosInfort_lN_MemoriasDelimSar_p012_015.txt
Total de arquivo(s) a converter —

1

Qual sua opção ?
Poderei converter :
ALMEIDA_Primeiroslnfort_IN_MemoriasDeUmSar_p012_015.txt
Os arquivos convertidos serão gerados em :

1

\winvox\cdmp3\WAVMP3

Digite W para converter no formato WAV ou 3 para MP3 : 3 ) 2
OK, irei converter no formato MP3
Convertendo : ALMElDA_Primeiroslnfort_lN_MemoriasDelimSar_p012_015.txt

Fonte: Prnt Screen da aplicação no Sistema Operacional DOSVOX

553

�3.1.3.6 Passo 6: Finalizando a conversão
Após esses comandos, o resultado será conforme a figura 11.

Figura 11- Apresenta o diretório onde o arquivo foi salvo
1
► Computador ► Disco Local (O) ► winvox ► CDMP3 ► WAVMP3
Arquivo

Editar

Organizar ▼
^

Exibir

Ferramentas

Q| Reproduzir ▼

Ajuda
Reproduzir todas

Favoritos
||. Downloads
H

Área de Trabalho

A

SkyDrive (2)

Gravar

Nome

1

*'

Nova pasta
Nú...

M

m

ALMEIDA_Primeiros...

Locais
2 ) QUE]RÓS_Capitulo_...

^ Bibliotecas
SkyDrive
@ tbt hn

Fonte: Print Screen da aplicação no Sistema Operacional DOSVOX (grifo nosso).
3.2 GRAVAÇÃO DE TEXTOS COM VOZ HUMANA
Os livros ou textos falados são realizados por meio da leitura de uma pessoa, que pode
ser um voluntário que se propõe a esse trabalho. Na BCCL existe um projeto em andamento
com esse recurso, a pedido de um aluno com deficiência visual da pós-graduação. O projeto
Ciência &amp; Arte nas Férias 2014 proporcionou aos participantes o ensejo de gravar partes de
livros indicados ao vestibular, utilizando-se o programa Audacity,60 que é um “editor e
gravador de áudio totalmente gratuito, com recursos profissionais e vários efeitos”.

3.3 AUDIODESCRIÇÃO
É um recurso que consiste na descrição clara e objetiva de todas as informações que
compreendemos visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo,
expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente,
figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e
qualquer informação escrita na tela. A audiodescrição permite que o usuário receba a
informação contida na imagem ao mesmo tempo em que esta aparece, possibilitando que a
pessoa desfrute integralmente da obra, seguindo a trama e captando a subjetividade da
narrativa, da mesma forma que alguém que enxerga. As descrições acontecem nos espaços
entre os diálogos e nas pausas entre as informações sonoras do filme ou espetáculo, nunca se
60 Disponível em: http://www.baixaki.com.br/download/audacity.htm Acesso em: 20 maio 2014

554

�sobrepondo ao conteúdo sonoro relevante, de forma que a informação audiodescrita se
harmoniza com os sons do filme.61
As alunas vinculadas ao projeto fizeram a audiodescrição de uma exposição
permanente do Laboratório de Acessibilidade. A exposição é composta de livros impressos e
em braille, banners, prêmios recebidos pelo LAB, esculturas feitas por pessoas com
deficiência visual, entre outros.

4 RESULTADOS
Como resultados do projeto, as alunas do ensino médio, participantes do programa
“Ciências &amp; Artes nas Férias” gravaram partes dos textos indicados nos formatos: MP3, áudio
e imprimiram em braille e com letras ampliadas; (FIG.12) aprenderam o uso de recursos de
audiodescrição onde elaboraram um roteiro de uma exposição do LAB/BCCL e gravaram um
vídeo. Esse material foi impresso em braille e em tinta (FIG.13) e também gravado em um
DVD e levado às suas escolas de origem para divulgação. Outro produto do projeto foi um
banner de divulgação com o resumo, métodos, discussão e conclusão a serem apresentados
aos seus pares, nas instituições de origem. No encerramento festivo das atividades, todos os
projetos foram reunidos no auditório da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP e
apresentados em formato de banner.

Figura 12 - Bolsista do LAB instrui
alunas participantes do Ciência e Arte
nas Férias sobre o uso da impressora
braile.

Figura 13 - Partes das obras indicadas ao
vestibular impressas em braile e tinta;
acompanha DVD com textos falados e
audiodescrição.

Fonte: Fotos do acervo das autoras.

61 Disponível em http://audiodescricao.com.br/ad/o-que-e-audiodescricao/ Acesso em: 20 maio 2014

555

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
As alunas participantes do projeto manifestaram grande interesse no aprendizado e na
produção dos materiais; desde a pesquisa realizada na base de dados do Sistema de
Bibliotecas da UNICAMP, passando pela escolha dos textos a serem adaptados, incluindo o
conhecimento do sistema braille, com a participação de um pesquisador com deficiência
visual (cego) que atua no LAB/BCCL - até a gravação dos documentos e o resultado final. Os
depoimentos obtidos foram altamente significativos principalmente na questão da quebra de
barreiras de atitude diante do outro, que pode ser um colega ou um professor, ou mesmo um
funcionário de suas escolas; ou diante de um amigo, vizinho ou parente com deficiência.

6 REFERÊNCIAS

ABNT.

ASSOCIAÇÃO

BRASILEIRA

DE

NORMAS

TÉCNICAS.

NBR

9050:

Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. 2.ed. Rio de
Janeiro:

ABNT,

2004.

Disponível

em:

http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield generico
imagens-filefield-description%5D 24.pdf Acesso em: 20 maio 2014.
BRASIL. Casa Civil. Subchefia de para Assuntos Jurídicos. Decreto n°6949, de 25 de agosto
de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. Brasília, DF:
2009.

Disponível

em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil 03/ ato2007-

2010/2009/decreto/d6949.htm Acesso em 16 maio 2014.
BRASIL. Lei n. 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998. Altera, atualiza e consolida a legislação
sobre direitos autorais e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa
do

Brasil,

Brasília,

DF,

20

fev.

1998.

Disponível

em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9610.htm. Acesso em: 20 abr. 2014
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Normas técnicas para a
produção

de textos

em braille. Brasília:

MEC/SEESP,

2006.

Disponível

em:

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/textosbraile.pdf Acesso em: 22 out. 2013.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Documento elaborado pelo
Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial n° 555, de 5 de junho de 2007,
prorrogada pela Portaria n° 948, de 09 de outubro de 2007b. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf Acesso em: 20 maio 2014

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�MANGUEL, Alberto. Uma história da leitura. Tradução Pedro Maia Soares. São Paulo: Cia
das Letras, 1997.
MOTTA, L.M.V.; ROMEU FILHO, P. (Orgs.) Audiodescrição: transformando imagens em
palavras. São Paulo: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São
Paulo, 2010. Disponível em: http://www.vercompalavras.com.br/livro Acesso em: 20 maio
2014.
PUPO, D. T; MELO, A. M.; PÉREZ FERRÉS, S. Acessibilidade: discurso e prática no
cotidiano das bibliotecas. Campinas: UNICAMP/Biblioteca Central Cesar Lattes, 2008.
Disponível em: http://acervus.unicamp.br/index.html Acesso em: 20 maio 2014.

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O presente relato visa apresentar a proposta desenvolvida pelo Laboratório de Acessibilidade (LAB) da Biblioteca Central Cesar Lattes (BCCL) da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) com a comunidade externa objetivando integrar e conscientizar alunos do ensino médio da rede pública de ensino de Campinas, através do programa ―Ciências &amp; Artes nas Férias‖, para a desmistificação da questão das deficiências e valorização da diversidade humana, nos espaços da biblioteca universitária. Os alunos do ensino médio tiveram a oportunidade de conhecer as dependências da BCCL, seu acervo e breve capacitação para a pesquisa escolar, antes mesmo de adentrarem os espaços dedicados ao apoio especializado, serviços e produtos do LAB. A metodologia utilizada focou no uso de tecnologias para o processo de adaptação da bibliografia indicada pelo vestibular da UNICAMP em formato digital acessível para disponibilizar aos usuários e candidatos com deficiência visual. Os participantes do projeto manifestaram grande interesse no aprendizado e na produção dos materiais, como produto final, cada aluno produziu um livro com partes de textos em formatos acessíveis, um vídeo com audiodescrição e um banner com o resumo, métodos, discussão e conclusão a serem apresentados aos seus pares, nas instituições de origem.
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