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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

SERVIÇO DE ACESSO REMOTO À REDE DA UFRJ E PORTAL CAPES:
EQUIVALÊNCIAS E DIFERENÇAS DE USO ENTRE PESQUISADORES
Fabíola Da Silva Pinudo
RESUMO
Caracteriza e investiga padrões de uso e motivações que mestrandos, doutorando, pósdoutorandos e professores de diferentes áreas fazem do Portal CAPES através do acesso
remoto à rede UFRJ, que é um serviço oferecido pelo Sistema de Bibliotecas e Informação da
UFRJ a sua comunidade. Apresenta um breve histórico dos periódicos científicos, tipifica seu
uso conforme as áreas, bem como apresenta um histórico e dados atuais sobre o Portal de
Periódicos da CAPES. Apresenta duas etapas da pesquisa: na primeira, há a caracterização do
serviço, cobertura deste na universidade e as diferentes incidências de uso conforme a área; na
segunda há a aplicação de questionário online para os inscritos no serviço em 2012. Apresenta
os resultados conforme a tipologia de ciências hard (duras) ou ciências soft (moles). Conclui
que há maior quantidade de usuários e maior aproveitamento do serviço e do Portal de
Periódicos da CAPES nas áreas de ciências Hard. Também é apontado uma maior tendência a
citar o Portal de Periódicos da CAPES como principal fonte de informação nas áreas de
Ciências Hard. Também são apresentados outros padrões de uso do serviço como de que
professores tendem a utilizar o Portal de Periódicos da CAPES com maior frequência e que a
língua não parece ser um impedimento ao interesse de conteúdos já que os periódicos de
maior interesse são os internacionais.
Palavras-Chave: Universidade Federal do Rio de Janeiro; UFRJ; Pesquisadores; Sistema de
Bibliotecas; Acesso Remoto; Portal de Periódicos da CAPES.
ABSTRACT
Characterizes and investigates usage patterns and motivations that master's, doctoral, post­
doctoral students and professors from different areas make the CAPES Portal via remote
access from UFRJ network, which is a service offered by the Library and Information System
UFRJ your community. Presents a brief history of scientific journals, typifies its use areas as
well as presents a historical and current data about the Portal de Periódicos da CAPES.
Presents two research stages: first, there is the characterization of service, coverage of the
university and the different implications depending on the area of use; in the second there is
the implementation of an online questionnaire for those enrolled in the service in 2012.
Presents the results according to the typology of sciences hard or sciences soft. Concludes that
there are more users and greater use of the service at Hard areas. It also points out a greater
tendency to cite the Portal de Periódicos da CAPES as the main source of information in
Areas Hard. Also featured are other patterns of service use like: teachers tend to use the Portal
more frequently and that the language does not seem to be an impediment to the interest of
content because the journals of greatest interest are international.
Keywords: Federal University of Rio de Janeiro; UFRJ; researchers; Library System; Remote
Access; Portal de Periódicos da CAPES.

479

�1 INTRODUÇÃO
O século XXI é marcado por muitas mudanças na forma da comunicação da ciência
seja em relação à estrutura e ao formato de apresentação do próprio periódico (com especial
atenção aos formatos eletrônicos) como também em relação ao aumento da complexidade das
áreas e do volume do que é publicado. Neste processo, observamos a perpetuação de alguns
fundamentos básicos, como, por exemplo, a noção de que é preciso comunicar os fatos
descobertos. Destacamos também a ideia de que o aumento da produtividade é a forma de
melhor competir por recursos, resultado das mudanças advindas no processo de transformação
na comunicação científica.
Deste modo, desde os meados do século XX, diversas agências e instituições de
pesquisa passam a medir a produção de cientistas como uma das formas de lhes atribuir valor
e orientar decisões políticas para a ciência e tecnologia.
Ações que viabilizam e estimulam o setor surgem em paralelo, tal como serviço
oferecido pelo governo brasileiro à boa parte dos pesquisadores brasileiros: o Portal de
Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Portal de
Periódicos da CAPES). Este é serviço estratégico para fomento da ciência brasileira, já que
visa garantir que, ao menos, uma parte da comunidade científica brasileira tenha acesso à
inúmeras publicações científicas, especialmente àquelas que não estão disponíveis
gratuitamente e exigem onerosas assinaturas.
O Portal de Periódicos da CAPES, existente desde o ano 2000, é um serviço
financiado pelo governo brasileiro e é considerado um modelo de consórcio de bibliotecas
único no mundo (PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES, 2012). O acesso aos conteúdos
restritos do serviço do Portal de Periódicos é aberto e gratuito para professores,
pesquisadores, alunos e funcionários de instituições participantes. Segundo dados de 2011
(PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES, 2012), 326 instituições de ensino superior
brasileiras são atendidas pelo Portal, dentre elas, dezenas de universidades federais de ensino
superior, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que é o campo de pesquisa
desta dissertação.
Na estrutura da UFRJ existe o Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI-UFRJ),
órgão que visa integrar o conjunto de 43 bibliotecas à administração e realidade de pesquisa e
educação da instituição. Criado em 1983, o SiBI-UFRJ oferece diversos serviços para a
comunidade acadêmica, dentre eles, o “acesso remoto às publicações científicas e ao Portal de
Periódicos da CAPES” para funcionários, professores e alunos de pós-graduação (SiBI-UFRJ,
2012). Com este acesso, os usuários podem navergar no Portal de Periódicos e nos demais

480

�periódicos e bases mantidos pela Instituição a partir de computadores remotamente ligados à
rede da universidade, ou seja, fora dos campi.
Através do acesso aos dados deste serviço, contabilizamos que até dezembro de 2012
foram atendidas 13.324 solicitações de discentes, docentes ou funcionários para utilizar o
acesso remoto. Destas, 7.316 pessoas têm seu cadastro ativo, enquanto 1.395 pessoas se
inscreveram em 2012. É sobre esta população que o presente trabalho se debruça, tanto para a
caracterização do serviço, tendo sempre em mente as diferentes áreas de conhecimento dos
usuários e seus vínculos com a universidade (ou seja, se são estudantes de mestrado,
doutorado, pós-doutorado ou professores), bem como na interpretação de possíveis padrões,
motivações e diferenças de uso do serviço e do Portal de Periódicos da CAPES.

2 PERIÓDICOS CIENTÍFICOS: PRIMÓRDIOS E ATUALIDADE
A história da comunicação formal na ciência é marcada por dois tipos principais de
publicação: o livro e o periódico especializado, mas até o século XVI, aqueles se constituíam
no principal suporte, senão único, no mundo científico. Desde “Das revoluções dos corpos
celestes”, livro escrito por Copérnico, em 1534, temos um grande desenvolvimento no que diz
respeito ao número de publicações na ciência, o que foi decisivo para a consolidação de um
sistema de comunicação e informação científica de maior complexidade.
Desde os primeiros periódicos até hoje, o número deste tipo de publicação cresceu
significativamente. Diversos são os fatores que contribuíram para o sucesso dos periódicos e
sua consolidação como o principal meio difusor do conhecimento científico. Ziman destaca
que:
Os periódicos têm um papel importantíssimo na disseminação da literatura
científica, por seu caráter de publicação regular, proporcionando divulgação
rápida e garantida dos resultados de um número maior de pesquisas que, se
tomadas separadamente, não teriam grande significação, mas que, ao serem
reunidas umas as outras, são capazes de estimular novos trabalhos e
promover avanços científicos. (ZIMAN, 1979 p. 81)
A criação dos periódicos veio da necessidade de se incrementar um sistema de
comunicação entre cientistas e de pessoas interessadas em serem informadas sobre as novas e
crescentes realizações da ciência. Eles são o marco inicial da formalização do processo da
comunicação na ciência e também do aparecimento de um elemento fundamental deste
processo: a editoração.

481

�Com o passar do tempo, foram delineadas e ampliadas as estruturas da comunicação
formal entre (e para) os cientistas e o periódico se tornou um meio de comunicação mais
dinâmico do que poderiam ser os livros. Sobre este processo de substituição, Stumpf (1996)
afirma que ele decorreu em função de dois tipos de pressão: o reclamo pela prioridade das
descobertas e o custo de sua produção. Para assegurar a legitimidade da descoberta e
economizar no custo das impressões, os cientistas logo começaram a publicar seus trabalhos
em parte.

Assim, com o tempo, esses compêndios em publicações regulares foram

legitimados e, no século XIX, as revistas adquiriram suas características atuais.
Destacamos que é papel do periódico científico ser o veículo difusor das pesquisas
mais recentes de uma área enquanto os livros detêm o conhecimento mais consolidado,
revelando diferentes funções e uma convivência conjunta nos dias atuais. Periódicos e livros
assumem, assim, diferentes funções na comunicação científica, seus usos também variam de
acordo com as dinâmicas de comunicação das diferentes áreas, determinadas, dentre outros
aspectos, pelo comportamento de seus pesquisadores.
De acordo com Garvey (1979 apud TARGINO, 2000, p. 18), há dois tipos de
variações presentes no comportamento dos cientistas: as interindividuais e as intraindividuais.
Estas se dão no interior de cada grupo e aquelas mostram as diferenças entre pesquisadores de
grupos distintos. Desta forma, é possível imaginar que cientistas de diferentes áreas têm
motivações distintas quanto ao uso de periódicos.
Estudos sobre o uso dos periódicos em diferentes áreas do conhecimento sugerem que
estudiosos das áreas de ciências sociais e humanidades tendem a referenciar mais livros em
seus artigos enquanto os das chamadas ciências hard tendem a referenciar mais trabalhos
editados por periódicos. Assim, mesmo com as diferenças interindividuais entre
pesquisadores de humanidades e ciências sociais, estas áreas têm mostrado diferentes
preferências em relação às ciências mais “duras”, experimentais, também conhecidas como
hard (NEDERHOF, 2006).
Em tempo e considerando que a discussão desta tipologia de ciências soft e hard não
seja foco desta pesquisa, para fins ilustrativos cremos ser interessante apresentar estas
definições. De acordo com o dicionário “dictionary.com”, podemos definir ciência hard como
“qualquer das ciências naturais ou físicas, como química, biologia, física ou astronomia, em
que aspectos do universo são investigados por meio de hipóteses e experimentos”.
(DICTIONARY, 2014) Também, a ciência soft pode ser definida como:

482

�qualquer um dos campos ou disciplinas especializadas, como a psicologia,
sociologia, antropologia, ou ciência política, que interpretar o
comportamento humano, instituições, sociedade, etc, com base em
investigações científicas para as quais pode ser difícil de estabelecer critérios
rigorosamente mensuráveis. (DICTIONARY, 2014)
Embora possamos perceber uma maior orientação dos pesquisadores de ciências
sociais e humanidades por livros, não é possível afirmar que esta é uma condição geral de
todos os seus campos de estudo. Na verdade, como propõe Nederhof (2006, p. 83), alguns
comportamentos de citação de certas áreas das ciências sociais e humanidades, se assemelham
mais às ciências naturais e da vida do que propriamente ao perfil tradicional das humanidades.
Por exemplo, Glãnzel e Schoeplin (1999 apud NEDERHOF, 2006 p. 85) ao analisarem as
referências na base de dados da SCI e SSCI concluíram que 64% das citações da área de
Psicologia e 56% da Administração se concentraram em periódicos, enquanto os percentuais
da área de Economia, Sociologia e História e Filosofia foram menores: 49%, 40% e 35%,
respectivamente. Estes percentuais revelam uma acentuada discrepância no uso destas fontes
em relação às chamadas ciências hard uma vez que a Física apresentou 85% de citações
provenientes de periódicos e a Química 84%.

3 O PORTAL DE PERIÓDICOS DA COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO
DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR (PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES)
Criada em 1951, a CAPES, é uma fundação do Ministério da Educação (MEC), que
tem o objetivo de expandir e consolidar a os programas de pós-graduação stricto-sensu
(mestrado e doutorado) no Brasil. Segundo seu próprio site (Portal de Periódicos da CAPES,
2013), suas atividades podem ser agrupadas nas seguintes linhas de ação:
4. avaliação da pós-graduação stricto sensu;
5. acesso e divulgação da produção científica;
6. investimentos na formação de recursos de alto nível no país e exterior;
7. promoção da cooperação científica internacional;
8. indução e fomento da formação inicial e continuada de professores para a educação
básica nos formatos presencial e a distância.
Assim, uma de suas funções é estimular a publicação de trabalhos dos pesquisadores
brasileiros já que é uma forma de atribuir valor à pesquisas e, por conseguinte, parte dos
critérios de concessão de fomentos a projetos de pesquisa.
O conteúdo inicial do Portal de Periódicos, ou seja, o conteúdo disponibilizado nos anos
2000, incluía 1.419 títulos de periódicos em texto completo. Após mais de dez anos, podemos

483

�observar que estes números cresceram significativamente, como demonstra a Tabela 1, que
ilustra os quantitativos entre 2002 a 2011. No ano de 2002, o Portal de Periódicos
disponibilizava acesso a um total de 2.096 títulos; em 2011, este número sobe para 31.020,
um aumento superior a quatorze vezes.

Tabela 1 - Evolução dos periódicos com texto completo (2002-2011)
Ano
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
Fonte: Portal

Periódicos (n)
2.096
3.379
8.516
9.530
10.919
11.419
12.365
22.525
26.372
31.020
de Periódicos da CAPES, 2012

Por fim, outra questão essencial para nosso estudo está na distribuição de conteúdos do
Portal de acordo com as áreas do conhecimento.

Tabela

2 -

Representatividade

do

conteúdo

no

Portal

de

Periódicos

(2011)

Porcentagem (%)
Área do conhecimento
24,0
Ciências da Saúde
17,9
Ciências Humanas
13,0
Ciências Sociais Aplicadas
12,7
Ciências Exatas e da Terra
Ciências Biológicas
12,5
Engenharias
9,8
Linguística, Letras e Artes
5,0
Ciências Agrárias
3,7
Ciências Ambientais
0,9
Multidisciplinar
0,6
Fonte: Portal de Periódicos da CAPES, 2012

484

�De acordo com estes dados, é possível verificar que as áreas duras representam a
maior fração de conteúdos que está disponibilizado no Portal. Os conteúdos das Ciências da
Saúde, Biológicas, Exatas e da Terra, Engenharias e Agrárias somam quase 63% do total do
Portal.

Gráfico 1 - Evolução do número de acessos ao Portal de Periódicos da CAPES (2003
- 2012)

200 }

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

2012

Fonte: Portal de Periódicos da CAPES, 2012

As estatísticas oficiais sobre o Portal de Periódicos da CAPES (PORTAL DE
PERIÓDICOS DA CAPES, 2012) apontam que, em 2003, 99 instituições utilizavam o
serviço e em 2013 este número saltou para 407. Da mesma forma, vemos um considerável
aumento na sua coleção de periódicos (Tabela 1) e também em um aumento significativo de
acessos a bases e periódicos (Gráfico 1). Assim, inferimos haver uma maior democratização
de informações para o fortalecimento da atividade de, ao menos, alguns campos de pesquisa
no Brasil. Entretanto, a necessidade de levar o Portal de Periódicos aos programas de pósgraduações das universidades se dá especialmente ao fato da necessidade de implementar
maior qualidade a duas importantes instituições para a ciência brasileira: A CAPES e as
universidades públicas.

4 MATERIAIS E MÉTODOS
Este é um estudo de caso. Ele tem como tema central o Portal de Periódicos da
CAPES, tendo a UFRJ como campo de estudo.

485

�Para iniciar o estudo, o primeiro passo foi decidir e selecionar quais usuários do
Acesso Remoto da UFRJ participariam. A escolha foi pelo grupo de usuários que solicitaram
o serviço em 2012 e que fossem estudantes de pós-graduação (Stricto-Sensu) e professores.
Em paralelo à etapa de seleção dos sujeitos deste estudo, foi elaborado o questionário
"Usuários da UFRJ, Acesso Remoto e o Portal de Periódicos da CAPES”. Este foi elaborado a
partir do programa online Survey Monkey , que permite recuperar as respostas em formato do
Programa Excel, facilitando as análises.
Importante salientar que a etapa de envio do questionário contou com a participação
da coordenadora do SiBI-UFRJ, que, para fins de respeito à confidencialidade dos dados de
contato e nomes dos usuários registrados serviço, enviou um e-mail aos inscritos em 2012.
Através deste e-mail, remetido através da conta de e-mail que administra o serviço e assinado
pela coordenadora, cada usuário, conforme sua vontade, pôde optar por isentar-se da
participação e do recebimento do questionário.

5 O ACESSO REMOTO E O PERFIL DOS USUÁRIOS DA UFRJ
Como dito anteriormente, o “acesso remoto à rede da UFRJ” é um serviço oferecido
pelo Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ (SiBI-UFRJ) para funcionários,
professores e alunos de pós-graduação, que permite o acesso a algumas assinaturas de
publicações e ao Portal de Periódicos da CAPES fora dos campi da universidade.
Completamos as informações sobre o serviço ao expor que, diante das onerosas
assinaturas de periódicos, atualmente o SiBI-UFRJ não mantém contrato com editoras e
representantes de bases.
Segundo dados de 2012, a universidade contava com 179 cursos de pós-graduação no
ano de 2011; dentre estes 90 eram de mestrado, 7 de mestrado profissional e 82 doutorados. O
quantitativo de ingressantes nos programas de mestrado em 2011 foi de 2.185 pessoas,
somando-se a um panorama 5.543 matrículas ativas (UFRJ, 2012). No mestrado profissional,
foram 152 novas matrículas e 390 matriculados. Em relação ao doutorado, houve 1.195
ingressantes, no ano de 2011, que se somam a 5.102 matrículas ativas. Os titulados naquele
ano chegaram ao número de 1.480 provenientes dos programas de mestrado e 705 de
doutorado (UFRJ, 2012). Já o quadro de professores inclui 3.758 docentes do magistério
superior e destes, 3.030 possuíam doutorado; os técnico-administrativos somavam 9.264,
1.286 especialistas, 500 mestres e 120 doutores (UFRJ, 2012).48

48 O programa Survey Monkey pode ser acessado através do endereço: &lt;http://pt.surveymonkey.com/&gt;

486

�O serviço de acesso remoto completou, em 2013, 10 anos de existência na UFRJ. Ele
foi implantado em 2003 e, desde então, 13.324 de estudantes, docentes e funcionários já
solicitaram a inscrição, segundo nosso levantamento. Como o serviço tem o foco no apoio à
pesquisa, ele está disponível apenas para usuários vinculados à Programas de Pós-Graduação,
professores, alunos e funcionários da instituição49. Em tempo, lembramos que o serviço está
disponível apenas para usuários com número de matrícula ativa na UFRJ e estes perdem
direito ao acesso ao concluírem seus cursos ou se aposentarem50, no caso de professores e
funcionários.
Até o fim de 2012, havia 7.316 pessoas com inscrições ativas no serviço e,
considerando os dados de pessoal divulgados no mesmo ano, o quantitativo de inscritos
representava 11,7% do corpo acadêmico da instituição. Ao considerarmos o quantitativo de
doutorandos, mestrandos, pós-doutorandos e professores da universidade (nossa variável
chamada “pesquisadores”), que soma 14.888, chegamos a um percentual de cerca de 40% de
pesquisadores cobertos pelo serviço, uma importante parcela da comunidade da UFRJ.

Gráfico 2- Número de usuários ativos do acesso remoto da UFRJ por Centro (2003 - 2012)

Como percebemos no Gráfico 2, a maior parte dos usuários do serviço de acesso
remoto é proveniente do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e do Centro de Tecnologia (CT).
Assim como vimos na tabela 2, a área de Ciências da Saúde é a que apresenta maior cobertura
dentro do Portal CAPES, com 24% de abrangência. O percentual de usuários provenientes do

49 Embora tenha foco nos pesquisadores de pós-graduação da universidade, existem alguns inscritos que não
estão atrelados a estes programas. Normalmente, são alunos bolsistas da graduação ou residentes que tem o
acesso liberado mediante o contato de um professor com o SiBI-UFRJ.
50Alguns professores, no entanto, solicitam prosseguir utilizando o serviço de acesso remoto por terem uma vida
ativa na universidade, embora aposentados.

487

�Centro de Ciências da Saúde que utiliza o serviço de acesso remoto na universidade chega a
42% do total de inscritos (n=3.095).
Em contrapartida, observamos que na tabela 2 há a indicação de que a cobertura de
conteúdos das Humanidades chega a quase 18% e consta como o segundo mais bem colocado
dentro do Portal, mas na UFRJ, apenas 7% dos inscritos no serviço (n=504) são provenientes
do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH).
Em relação aos usuários provenientes do CT, um centro que representa as ciências
hard na Universidade, eles chegam a aproximadamente 27% dos usuários inscritos (n=1.947).
Juntos com os usuários do CCS, eles representam o total de quase 69% de usuários do acesso
remoto.

No entanto, temos que considerar os usuários advindos do CCMN (Centro de

Ciências da Matemática e da Natureza) para montar o nosso panorama de usuários
provenientes deste grupo como majoritários. Os usuários do CCMN chegam a 10% (n=751)
da comunidade atendida pelo serviço. Assim, considerando os três centros como
representantes das ciências hard, podemos concluir que o serviço de acesso remoto tem
atendido muito mais a estes centros já que eles representam 79% dos pesquisadores que
utilizam o acesso remoto.
Voltando à questão da representatividade das áreas no Portal

de Periódicos da

CAPES, constatamos anteriormente que os conteúdos de ciências hard somavam 63% da
temática da base - firmando-se como os principais campos cobertos pela ferramenta. Assim,
confirmamos a tendência da comunidade da UFRJ a acompanhar esta perspectiva, embora nos
deparemos com fortes questionamentos sobre quem utiliza estas fontes de Ciências Humanas,
Sociais e Aplicadas, Letras, Artes e Linguística. Estas, que somam 36% dos conteúdos do
portal, à priori, seriam o foco dos apenas 1.232 usuários vinculados ao CFCH, CCJE (Centro
de Ciências Jurídicas e Econômicas) e CLA (Centro de Letras e Artes), institutos de estudos
das “chamadas” ciências soft da universidade.
Estes resultados nos dão indício que, embora tenhamos um público das originário das
ciências soft que utiliza o serviço de acesso remoto, a pesquisa por periódicos através do
Portal de Periódicos da CAPES ainda não parece uma realidade para a comunidade científica
da UFRJ destes campos.6

6

MOTIVAÇÕES

QUANTO

AO

USO

DO

ACESSO

REMOTO

DOS

PESQUISADORES DA UFRJ
Como apontado anteriormente, 1.393 pessoas solicitaram o cadastro no ano de 2012.
Destes, foi constatado que 1.113 eram professores, pós-doutorandos e alunos de programas de

488

�pós-graduação (Stricto-Sensu), ou seja, o público definido como "pesquisador". Do restante
dos usuários que fizeram a solicitação em 2012, 193 eram alunos de especialização, 64
funcionários, 12 alunos de iniciação científica e 11 usuários se encaixavam em perfis
especiais, como pesquisadores que estão atrelados a projetos da universidade, embora não
possuam vínculo institucional.
Foram enviados 1.113 e-mails, através da coordenadora do SiBI-UFRJ, para que estes
pudessem expressar a vontade em não receber o questionário e, consequentemente, não
participar da pesquisa. Somente após esta etapa é que foi enviado o link para o "Questionário:
Usuários da UFRJ, Acesso remoto e o Portal de Periódicos da CAPES" para os pesquisadores
cadastrados no serviço. Excluindo os usuários que optaram em não participar da pesquisa e os
e-mails que retornaram por problemas técnicos, 167 pesquisadores responderam ao
questionário.
Em relação ao centro de vínculo, observamos uma maior participação de alunos de
mestrado do Centro de Tecnologia (n= 30), embora estes não estejam em maior quantidade no
total de inscritos no serviço. Como vimos anteriormente, os inscritos vinculados ao Centro de
Ciências da Saúde (CCS) representam 42% dos usuários do serviço e os do Centro de
Tecnologia (CT) 27%, que juntos somam 69% dos inscritos. Partindo desta perspectiva,
julgamos ter tido um melhor retorno para esta pesquisa dos usuários do CT, que enviaram 44
questionários respondidos. Os usuários do CCS responderam à mesma quantidade de
questionários, 44. Somamos a este quadro, os 36 respondentes do Centro de Ciências da
Matemática e da Natureza (CCMN), os 23 do Centro de Filosofia e Humanidades (CFCH), os
11 do Centro de Ciências Contábeis, Jurídicas e Econômicas (CCJE), os três do Fórum de
Ciência e Cultura, os 3 do Centro de Letras e Artes (CLA), os dois do campus de Macaé,
um/a do campus de Xerém (pós-graduação vinculada ao CCS) e uma que relatou não ter
vínculo institucional. A Tabela 3 mostra a distribuição dos respondentes em relação ao tipo e
Centro de vínculo.

489

�Tabela 3 - Distribuição dos respondentes do questionário segundo centro de vínculo
Centros
Ciências
Hard
CT
CCS
CCMN
Ciências Soft
CFCH
CLA
CCJE
FCC
Campus
Xerém
Campus
Macaé
TOTAL

Mestran
dos

Doutoran
dos

PosDoutorandos

Docent
es

TOTA
L

30
19
18

10
13
12

4
5
3

0
7
3

44
44
36

11
3
8
0
0

9
0
3
3
0

1
0
0
0
0

2
0
0
0
1

23
3
11
3
1

1

0

0

1

2

90

50

13

14

167

Considerando os Centros como unidades que representam as grandes áreas da ciência,
revemos aqui o padrão de maior representatividade das ciências hard (CCS, CT e CCMN),
somando 124 respondentes, ou seja, 74% do total.

6.1 Os participantes do estudo e as motivações para solicitar o acesso remoto
Perguntados sobre como tomaram conhecimento sobre o serviço de acesso remoto, 12
respondentes informaram que foi através de cartazes enquanto 13 citaram palestras e cursos
oferecidos pelas bibliotecas ou pelo SiBI-UFRJ. Também, 15 participantes apontaram os sites
das bibliotecas da UFRJ e do SiBI-UFRJ como os divulgadores. Entretanto, 112 respondentes
indicaram a sugestão de colegas e professores (n=66) do/a orientador/a (n=46). Outras
respostas incluíam o SIGA51, informações divulgadas em outras instituições, palestras de
disciplinas ou não lembravam como tomaram conhecimento. Este dado indica que mesmo
com as divulgações de serviços e treinamentos, os colégios invisíveis tiveram um maior
impacto já que 67% deste público tomou conhecimento do serviço pela indicação de outros
pesquisadores.
Em relação às motivações para solicitar o serviço, elas estão apresentadas no Gráfico
3. Nesse conjunto de dados, os respondentes teriam que concordar ou discordar das
afirmativas sobre suas motivações.
51 O Sistema de Gerenciamento Acadêmico, ou SIGA, disponibiliza aos estudantes da UFRJ seus históricos,
boletins, dados pessoais e demais informações acadêmicas.

490

�Observando o Gráfico 3, vemos que a maioria dos respondentes considera utilizar o
serviço fora do expediente normal e durante o fim de semana.

Gráfico 3 - Distribuição das respostas segundo os diferentes níveis de concordância nas
questões sobre a motivação de uso do acesso remoto

Dos 164 respondentes destas questões, 157 citam que fizeram a solicitação para
utilização principalmente fora do expediente e de horários de aula; 149 “concordam” ou
“concordam plenamente” que solicitaram o serviço para utilizá-lo principalmente durante o
fim de semana. Outros responderam que a motivação no acesso também se deu pela falta de
infra-estrutura de redes e computadores da Universidade, embora não se veja um padrão tão
acentuado quanto nos apontamentos anteriores. Assim, mesmo considerando o espaço da
Universidade, este conjunto de informações nos leva à ideia de que estes pesquisadores
investem um tempo extra, além dos expedientes formais, em suas pesquisas.

6.2 Os participantes do estudo, o acesso remoto e o Portal de Periódicos da CAPES
Também perguntamos sobre a frequência de uso do Portal de Periódicos. Esta questão
também aponta uma dimensão sobre a motivação dos nossos respondentes. Nesse caso,
gostaríamos de saber sobre o uso estar condicionado apenas à necessidade de produzir um
trabalho ou se ele também poderia ser considerado um hábito incorporado na rotina do
respondente.

491

�Entre os respondentes, 27%, ou seja, 46 apontaram usar o Portal de Periódicos apenas
quando estão escrevendo uma publicação. Entretanto, 65 respondentes afirmaram acessá-lo
pelo menos uma vez por semana e 17 todos os dias.
Em tempo, 13 respondentes que marcaram o campo “outro” justificaram que não têm
uma frequência definida de uso ou que esta varia muito de acordo também com outras
motivações como “aulas e seminários”. Um/a aluno/a de doutorado, do Museu Nacional,
citou não utilizar o Portal de Periódicos da CAPES por desaprovar sua interface e outro/a, do
Instituto de Química, informou acessar diretamente outras bases (assunto que será retornado
mais adiante).
Na perspectiva desta análise, nos parece que o uso do Portal de Periódicos tende a
ocorrer mais em função de um hábito, ou rotina, entre os pesquisadores do que da necessidade
direta em publicar.
Em relação à mesma questão, também gostaríamos de saber sobre a frequência de uso
com base no vínculo institucional.

Em termos proporcionais, os pesquisadores do CCS

acessam o Portal com maior frequência, tendo 20% de respondentes que dizem utilizar a fonte
todos os dias. Já 48% e 54% de pesquisadores vinculados ao CFCH e ao CCJE,
respectivamente, dizem que acessam o Portal de Periódicos da CAPES apenas quando estão
escrevendo.

Gráfico 4 - Distribuição das respostas dos participantes sobre a frequência de uso do
Portal de Periódicos da CAPES segundo o grupo de Centro de vínculo na UFRJ

Ainda sobre o uso, nos interessava saber se o tipo de vínculo poderia expressar um uso
diferenciado deste serviço e percebemos que alunos tendem a utilizar o Portal de Periódicos

492

�da CAPES com menos frequência do que os docentes. Alunos tendem a usar mais o Portal de
Periódicos quando motivados pela escrita de uma publicação, o que ocorre de forma mais
moderada entre os docentes. Os pós-doutorandos mostram um perfil intermediário, ou seja,
estão distribuídos de forma equilibrada no que diz respeito à periodicidade quanto à
necessidade

mais

imediata

em

escrever

um

trabalho.

Em relação às motivações sobre as coleções de periódicos do Portal de Periódicos
CAPES, apenas 7 pesquisadores citaram ter preferência por títulos nacionais enquanto 92
responderam ter preferência por periódicos internacionais - o que valida esta coleção. Outros
66 afirmaram que a nacionalidade do periódico não importa. Concluímos, então, uma maior
tendência à leitura de periódicos internacionais, embora exista um grupo significativo para
qual este aspecto não possui tanta influência.
Também no que diz respeito ao interesse nas coleções de publicações disponíveis, 99
pesquisadores afirmaram que o Portal é sua principal fonte de informação para pesquisas,
enquanto 67 afirmaram o contrário. Os que citaram que o portal é sua principal fonte de
pesquisa, em termos proporcionais, representam 64% do total de pesquisadores dos Centros
de ciências hard. Em contrapartida, temos 46% dos pesquisadores dos centros de ciências
soft que apontam o Portal de Periódicos como sua principal fonte de informação. Destaca-se
nesse aspecto o Centro de Ciências da Saúde, no qual 73% dos pesquisadores apontam o
Portal de Periódicos da CAPES como sua principal fonte.
Entre os 67 pesquisadores que responderam que o Portal de periódicos da CAPES não
é sua principal ferramenta de pesquisa, estes apontaram que estas seriam principalmente:
-

Livros, bibliotecas e material impresso (citado 15 vezes)

-

Google e Google acadêmico (citado 14 vezes)

-

ScienceDirect (citada 8 vezes)

-

PubMed (citada 5 vezes)

-

Web of knowledge / Web of Science (citada 3 vezes)

-

JSTOR (citada 2 vezes)

-

Scifinder (citada 2 vezes)

-

IEEExplore (citada 2 vezes)

-

Scielo (citado 2 vezes)
Julgamos que apenas as ferramentas do Google e os livros se constituem efetivamente

uma alternativa ao uso do Portal. Livros, revistas e bibliotecas foram citados como principal

493

�fonte em maior proporção por pesquisadores do CCMN (n= 5) e CFCH (n= 5). O Google e
Google Acadêmico foram citados em maior proporção pelo CT (n= 6).

5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
Entendemos que este não é um estudo exaustivo e que algumas limitações da pesquisa
devem ser salientadas. A principal está relacionada a um tempo limitado para a pesquisa e ao
baixo quantitativo de respondentes, que não é representativo do universo de cadastrados no
serviço. Uma população reduzida impossibilitou maiores comparações entre os diversos
vínculos dos pesquisadores, a saber: mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos e docentes.
No entanto, é relevante considerar também que estas categorias se ilustram na mesma
proporção que encontramos de usuários no serviço, ou seja, temos um maior quantitativo de
inscritos provenientes dos mestrados, seguidos dos doutorandos e assim por diante.
Embora tenhamos limitações, consideramos o estudo relevante por oferecer algumas
respostas sobre um grupo de usuários de um serviço de abrangência na UFRJ e entre seu
corpo de pesquisadores.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Inserida no cenário dos principais centros de pesquisas nacionais, a UFRJ tem
contribuído no sentido de promover recursos para melhoria na produção científica, no entanto,
apresenta a mesma fragmentação de áreas que a ciência tem experimentado. As divisões
interindividuais e entre pesquisadores de ciências soft e hard são inegáveis e cumprem uma
função metodológica importantíssima. A ideia de que temos áreas e pesquisadores mais
privilegiados é uma realidade, assim como não é possível negar que questões baseadas na
quantidade do que se “investe” é uma atribuição de valor que vigora na ciência. Os
paradigmas e métodos que visam compreender o comportamento das áreas de conhecimento
não apenas são importantes em termos do seu caráter científico, mas também representam o
potencial para uma influência na realidade.
Percebemos, em termos proporcionais e no contexto deste estudo, há uma tendência ao
maior aproveitamento do Portal de Periódicos da CAPES nas ciências hard, visto que,
inclusive, temos perto de 80% de inscritos no serviço provenientes Centros de Ciências da
Saúde, Centro de Tecnologia e Centro de Ciências da Matemática e Natureza.
Assim, concluímos ser essencial que repensemos, em termos globais, os modelos de
serviços que dispomos aos pesquisadores com base em suas necessidades e especificidades de

494

�seus contextos, bem como percebamos as diferenças de fontes e recursos de informações
ofertados atualmente.
Com esta pesquisa esperamos contribuir para o desenvolvimento dos estudos sobre o
Portal de Periódicos da CAPES, repensando seu papel para cada área em particular.

6 REFERÊNCIAS

DICTIONARY.COM. Disponível em: &lt;http://dictionary.reference.com/&gt;. Acesso em: 4 ago.
2014
PORTAL DE PERIÓDICOS DA COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE
PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR - PORTAL DE PERIÓDICOS DA CAPES. Missão e
objetivos.
Disponível
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&lt;http://www.periodicos.capes.gov.br/index.php?
option=com_pcontent&amp;view =pcontent&amp;alias=missao-objetivos&amp;mn=69&amp;smn=74&gt;. Acesso
em: 24 jun. 2013.
___________________________. Estatísticas de uso.
Disponível em: &lt;http://
www.periodicos.capes.gov.br/index.php?mn=69&amp;smn=77&gt;. Acesso em: 24 jun. 2013.
_____________________________.
Histórico.
Disponível
em:
&lt;http://
www.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com pcontent&amp;view=pcontent&amp;alias=histor
ico&amp;mn=69&amp;smn=87&gt;. Acesso em: 24 out. 2012.
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Disponível em: &lt;http://
www.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com_pcontent&amp;view=pcontent&amp;alias=quem
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DE

BIBLIOTECAS

E

INFORMAÇÃO

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da Informação, Brasília, v. 25, n. 3, p. 383-386, set./dez. 1996.
TARGINO, Maria das Graças. Comunicação Científica: uma revisão de seus elementos
básicos. Informação &amp; Sociedade:estudos, João Pessoa, v. 10, n. 30, jan. 2000. Disponível
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - UFRJ. UFRJ em números - Anuário
estatístico (2011). Disponível em: &lt;http://www.ufrj.br/docs/lai/ufri-em-numeros.pdf&gt; Acesso
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ZIMAN, J. O homem e a ciência: conhecimento público. São Paulo: Editora da Universidade
de São Paulo, 1979.

495

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Serviço de acesso remoto à rede da UFRJ e Portal Capes: equivalências e diferenças de uso entre os pesquisadores.</text>
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              <text>Caracteriza e investiga padrões de uso e motivações que mestrandos, doutorando, pósdoutorandos e professores de diferentes áreas fazem do Portal CAPES através do acesso remoto à rede UFRJ, que é um serviço oferecido pelo Sistema de Bibliotecas e Informação da UFRJ a sua comunidade. Apresenta um breve histórico dos periódicos científicos, tipifica seu uso conforme as áreas, bem como apresenta um histórico e dados atuais sobre o Portal de Periódicos da CAPES. Apresenta duas etapas da pesquisa: na primeira, há a caracterização do serviço, cobertura deste na universidade e as diferentes incidências de uso conforme a área, na segunda há a aplicação de questionário online para os inscritos no serviço em 2012. Apresenta os resultados conforme a tipologia de ciências hard (duras) ou ciências soft (moles). Conclui que há maior quantidade de usuários e maior aproveitamento do serviço e do Portal de Periódicos da CAPES nas áreas de ciências Hard. Também é apontado uma maior tendência a citar o Portal de Periódicos da CAPES como principal fonte de informação nas áreas de Ciências Hard. Também são apresentados outros padrões de uso do serviço como de que professores tendem a utilizar o Portal de Periódicos da CAPES com maior frequência e que a língua não parece ser um impedimento ao interesse de conteúdos já que os periódicos de maior interesse são os internacionais.</text>
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