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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA E FOTOGRAFIA: A RECORRÊNCIA DO TERMO
PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NA BASE DE DADOS LISA
Roseane Souza de Mendonça
Willian Lima Melo
Fábio Assis Pinho

RESUMO
Sendo um dos alicerces para o desenvolvimento humano, a informação é de natureza
subjetiva e constitui-se em matéria prima do conhecimento. Ao apresentar qualidades
documentais, a fotografia consegue fornecer informações ao seu usuário. O estudo em questão
configura-se como uma pesquisa exploratória, de procedimento documental com revisão de
literatura, voltado a identificar o tratamento temático da fotografia na produção científica da
área da CI indexada na base LISA. Para o desenvolvimento do trabalho e para melhor
enquadrar os 144 documentos recuperados em categorias específicas foram utilizados
conceitos e teorias de autores alusivos à organização do conhecimento, documentação,
imagem fotográfica, ciência e comunicação científica. Mesmo ficando evidenciada a
necessidade de uma taxonomia que auxiliasse o melhor tratamento documental presente no
estudo, foi possível abstrair, sumariamente, a utilização da fotografia na produção científica e
posicionar-se diante o exposto.
Palavras-Chave: Fotografia; Ciência; Comunicação Científica.

ABSTRACT
Being one of the foundations of human development, information has a subjective nature and
constitutes the basis of knowledge. Since it shows documental qualities, photography is
capable to provide information for its users. The present study is an exploratory research,
made by documental procedures and literature review. It seeks to estimate the uses of
photography’s thematic treatment in the scientific production published at the LISA database.
Concepts and theories about the knowledge organization, documentation, photographic
images, science and scientific communication were used as a way to develop the present
subject and frame the 144 retrieved documents in specific categories. Even though the need of
taxonomy was a way to improve the documental treatment at this study, it was possible to
abstract summarily the uses of photography in the scientific communication process and to
have a position about what was exposed.
Keywords: Photography; Science; Scientific Communication.

211

�INTRODUÇÃO
A informação é a base para o desenvolvimento da humanidade, ela é de natureza
subjetiva e independente de conceito, utilidade, suporte, forma, entendimento, está em toda
parte e, por consequência, constitui-se em matéria prima do conhecimento, conhecimento esse
que se efetua pela permanente troca de informação. Dentro da Ciência da Informação (CI), há
uma pluralidade de significação para o termo, em geral, seu entendimento acontecerá de
acordo com seu uso e finalidade. Para efeito da presente pesquisa, trabalhar-se-á com o
conceito de Le Coadic (2004, p.4) ao definir informação como “um conhecimento inscrito
(registrado) em forma escrita (impressa ou digital), oral ou audiovisual, em um suporte”,
observando-se assim a materialidade da informação e chegando à fotografia como documento,
portanto, passível de tratamento dentro de um Sistema de Informação.
Historicamente, a fotografia constitui-se como meio de comunicação da humanidade,
assim como a escrita, agindo como importante fator de interação do homem com o mundo, ela
nasce com o status de testemunho do real, mas conforme Lima (1988), desde sua origem
carrega uma dupla condição: de linguagem e forma de expressão. A condição de linguagem se
daria em decorrência da sua primeira origem que veio da Grécia e surgiu na França que
definiu fotografia como a arte de escrever com a luz (foto=luz, grafia=escrita), e a condição
de expressão deu-se em consequência de sua origem oriental, onde é definida como reflexo da
realidade (fotografia = sha-shin), tornando-a uma forma de expressão visual. No domínio da
representação visual, Smit (1996) a define como documento iconográfico, estando o termo
imagem abrangendo os documentos iconográficos ou de ilustrações.
No campo da documentação, Paul Otlet, em 1934, já ampliava a ideia de documento
para além dos livros, e classificava a fotografia considerando-a “a mais importante forma de
representação gráfica da documentação.” (BUCCERONI; PINHEIRO, 2009, p.130). No
contexto da CI a fotografia tem sido analisada como “documento e informação no âmbito da
representação e recuperação da informação fotográfica e de soluções de arquivamento e
preservação.” (BUCCERONI; PINHEIRO, 2009, p.129). É no Traité de Documentation
(OTLET, 1934 apud RABELLO; GUIMARÃES, 2006) que se encontra a ampliação do
conceito de documento, antes restrito aos livros. Os diferentes formatos e suportes poderiam
então ser considerados como documentos. Através do registro, a informação e o
conhecimento conseguem ser materializados, ganham a oportunidade, mesmo não garantida,
de perpetuar-se no tempo. A evolução humana proporcionou a existência de várias
possibilidades de materialização da informação e a percepção sensorial dessa pode acontecer
de diversas maneiras. A diversidade de registros em diferentes suportes é a abreviatura da

212

�necessidade da Organização do Conhecimento (OC) para a Ciência da Informação (CI), que,
trabalhando numa perspectiva pragmática sócio-cognitiva, preocupa-se com o uso da
informação, informação essa que também se encontra na fotografia.
Uma imagem fotográfica quando é construída está permeada de técnica, cultura,
estética e ideologias, e deve ser entendida na sua complexidade epistemológica. Desvinculada
da trama sociocultural, a história da fotografia pontuava em seu início certa falta de
preocupação com conceitos teóricos, enfatizava mais a questão da técnica e da estética,
entretanto, com o passar do tempo foi necessário buscar conhecimentos científicos que
atestassem a fotografia como objeto e meio de conhecimento e com suas potencialidades de
usos e aplicações (KOSSOY, 2007). Com uma trajetória que registrou algumas mudanças de
paradigmas, principalmente as do início do séc. XX, a fotografia, no séc. XXI ganha cada vez
mais sentido no cotidiano das pessoas, bem como no contexto científico.
A fotografia ativa a memória, as lembranças, os sentidos e desperta sentimentos e é
inegável que sua utilização social é cada vez mais abrangente, sendo veiculada por diversos
canais. Contudo, no âmbito da ciência, surge uma indagação: Como a fotografia tem sido
apropriada na produção científica? A fim de responder tal inquietação o presente trabalho traz
inicialmente um breve contexto da fotografia conceituando-a como documento, objeto da
Organização do Conhecimento (OC). Consecutivamente, é visto um abreviado panorama da
comunicação científica, levantando ali relações transversais entre fotografia e comunicação
científica. Perto da finalização será demonstrado o tratamento temático dado pelos autores que
visou identificar a utilização da fotografia na produção científica validada pelos pares,
objetivo primeiro no presente estudo.
A compreensão da informação num determinado domínio possibilita apreender os
conceitos que são formados nesse campo, estabelecendo relações de significação. Dentro da
OC, pode-se ter o Tratamento Descritivo da Informação (TDI) e o Tratamento Temático da
Informação (TTI), os dois estão na ambiência do ciclo de operações documentais sendo
diferenciados pelos princípios de uso sindético. É o TTI que se preocupa com os aspectos
intrínsecos, ou seja, quais são os assuntos inerentes à determinada forma, sendo o princípio
utilizado no presente estudo.

2 BREVE PANORAMA SOBRE A HISTÓRIA E USOS DA FOTOGRAFIA
Pode-se projetar um mundo sem imagens? Provavelmente não, afinal, mesmo que o
ser humano esteja privado de sua visão, ainda assim, ele conseguirá elaborar imagens mentais.
É o que Santaella e Noth (2010) chamam de Domínio imaterial (imagens na nossa mente),

213

�onde as imagens aparecem como visões, fantasias, imaginações, esquemas, modelos ou, em
geral, como representações mentais a fim de representar, informar, direcionar o indivíduo.
Nesse âmbito estão as imagens fotográficas que são utilizadas em suas diversas
formas, tanto para documentar quanto para comunicar, pois, constituem-se em representações
de algo e são originárias da imaginação, fundamental para a compreensão de suas mensagens.
Historicamente a fotografia transita na sociedade como representação do ser humano
no mundo, desde os retratos do séc. XIX para fins científicos até as ações mais corriqueiras do
dia a dia. Contudo, seu panorama tem mudado com o tempo e a fotografia passou por
transformações drásticas: de ilustração em livros ao estudo como meio comunicacional e
transformador na sociedade imagética do séc. XXI.
Nos primórdios, a imagem fotográfica, foi definida como retrato do real, concorrendo
com a pintura durante muito tempo. Após uma considerável evolução no modo de ver a
imagem, hoje se tem uma compreensão multidisciplinar da fotografia (KOSSOY, 2007).
Nascida numa época em que a sociedade se modificava econômica, cultural e socialmente, a
fotografia era essencialmente plural. Tal característica está nos diversos usos e funções
exercidos pela mesma: como documento, como reprodutora da arte, na comunicação de
massa, como instrumento político e de denúncia social, como também interlocutora na
comunicação do conhecimento.
É na década de 80, que se observa no Brasil um aumento considerável do interesse
pela fotografia como fonte de pesquisa e por seus recursos potenciais de leitura das imagens.
Deste modo, constata-se que pensar a fotografia é ultrapassar uma observação despretensiosa
e enveredar pela análise da comunicação e informação visual, considerando que a fotografia é
uma linguagem visual que possui estrutura narrativa e sintaxe própria.
Em dois séculos de existência a fotografia sofre mudanças substanciais em seus
paradigmas, no início do séc. XX configurava-se na expressão do belo, da natureza e das
pessoas. Seu caráter indicial revelava que o referente existiu e era passível de ser registrado e
memorizado, refletindo-se em uma fotografia de caráter documental; seu sentido era o
fotografado, o punctum de Barthes. Visão corroborada por Sontag quando dizia que era
importante a não intervenção do fotógrafo, preterindo a ele relatar a realidade e não ser seu
intérprete ou crítico ou denunciador. (SONTAG apud MANINI, 2009).
Na metade do séc. XX a fotografia enfatiza o autor, a intervenção subjetiva é a
principal marca, caracteriza-se assim uma fotografia autoral, onde o fotógrafo registra a partir
da sua percepção/concepção ideológica, o que evidencia uma credibilidade aparente. No
início do séc. XXI, com a explosão do digital, questiona-se a realidade da fotografia devido às

214

�possibilidades de manipulação, há assim um momento de fragilidade da imagem digital em
tempos de virtualidade e transitoriedade.
Hoje, a ciência comunica seus resultados fazendo uso das tecnologias existentes e
acompanha a mudança de postura do seu usuário/pesquisador. Nesse sentido, “a ciência
continua a utilizar cada vez mais a fotografia como instrumentação da pesquisa, como
memória de dados, como meio de comunicação dos resultados aos seus públicos.” (RIBEIRO,
1993, p.3). É esse conhecimento que difundido pela comunicação científica adquire valor e
contribui para o avanço da ciência. Vejamos a seguir como se dá a comunicação científica.

3 A COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
Numa perspectiva kantiana, a explicação dos acontecimentos/objetos reside na
existência da razão, ainda assim, o homem depende antes da sua própria sensibilidade
(ANDRADE, 2012). O fator sensitivo humano, auxiliado pela razão, torna o indivíduo capaz
de investigar tudo àquilo que o cerca (natural/físico/emocional), capacitando-o a entender
toda representação da ação fenomenológica ou da própria existência humana (BRAGA;
GUERRA; REIS, 2010). A existência do ser e suas relações lógicas é o pressuposto da
ontologia. O homem, dotado de razão e sensível a invasão de informações sugeridas pela
existência dos fenômenos, torna-se assim elemento de ação racional.
Ao afirmar que “não há, realmente, pensamento isolado, na medida em que não há
homem isolado”, Freire (1977, p. 66) consegue demonstrar a necessidade da dialógica para a
construção do conhecimento. A comunicação, quando eficaz, sugere reciprocidade,
recomenda ao seu receptor a atividade, e não a exclusiva passividade, como afirmava a
clássica Teoria da Comunicação/Informação desenvolvida por Shannon e Weaver
(RÜDIGER, 2011). Praticando a dialética, processo que se inicia a partir do confronto de
juízos diferentes, Platão, influente filósofo grego, conseguia endossar a ideia da necessidade
comunicacional para a construção do saber. Esse método era capaz de separar as opiniões
pessoais (dóxa) do conhecimento (epistéme), Platão doutrinava tais práticas na Academia,
pois acreditava que isso era capaz de elevar a alma do mundo sensível ao mundo das ideias
(BRAGA; GUERRA; REIS, 2008).
Seguindo o apresentado, percebe-se claramente o quanto é fundamental para a
construção do conhecimento a comunicação. Ao proporcionar o debate, consegue-se alcançar,
ou tenta-se, valores de juízo mais concretos. Explicitando um entendimento formal de
conhecimento, Rabello e Guimarães apontam o mesmo como produto, necessidade e dínamo
social e demonstra as seguintes direções:

215

�1) o conhecimento é um produto social, uma necessidade social, e um
dínamo social; 2) o conhecimento se realiza a partir da informação e ao
socializar-se se transforma em informação; 3) a estrutura e a
comunicação
do conhecimento formam um sistema aberto; 4) o
conhecimento deve ser organizado para seu melhor aproveitamento
individual e social; 5) existem ‘n’ formas possíveis de organizar o
conhecimento; 6) toda organização do conhecimento é artificial, profissional
e determinista; 7) o conhecimento se registra sempre em documentos, como
conjunto organizado de dados disponíveis, e admite usos indiscriminados; 8)
o conhecimento se expressa em conceitos, e se organiza mediante sistemas
de conceitos; 9) os sistemas de conceitos se organizam para fins científicos,
funcionais ou de documentação; e 10) as leis que regem a organização de
sistemas de conceitos são uniformes e previsíveis, e se aplicam por igual a
qualquer área disciplinar (BARITÉ, 2001 apud RABELLO; GUIMARÃES,
2006, p.11).

Referente ao item 7, segundo Meyriat (1981), o documento é o objeto que oferece
suporte à informação, tem o potencial pra comunicar e é durável. Contextos históricos fizeram
da escrita um dos meios mais populares e acessíveis de absorção do conhecimento, porém, a
conceituação de “documento” não é exclusiva a este tipo de suporte e técnica (papel/escrita).
Em resumo, pode-se assumir a postura diante de um documento entendendo-o como o registro
da atividade humana, como representante de significados, como fator de inúmeras
possibilidades comunicativas, como suporte, como registro do pensamento individual ou
coletivo etc., como por exemplo, a fotografia.
É válido que todo documento tenha autoria (mesmo quando o autor não é
identificado), e, por mais trivial que possa parecer tal afirmação, ela é suficientemente válida
para o início de atividades relativas ao entendimento do próprio documento. Percebem-se na
figura autoral diversas informações, implícitas ou explícitas, elas representam a sensibilidade
humana diante de sua própria existência e interação com seu meio, concebem ainda o reflexo
de uma época, de uma cultura, enfim, de uma representação de mundo (fenômenos). A
percepção destas informações eleva a qualidade do trabalho referente à estruturação de dados
representativos. Vickery (1999) e Gnoli (2012) obtêm êxito ao clarificar bem a ideia de que o
conhecimento é acrescido em etapas e que, graças a este processo, ele carregará estigmas de
gênese.
O conhecimento é adquirido e difundido pela troca de informações, que enseja a
comunicação. No processo de comunicação humana, a linguagem é o que relaciona os seres
com o mundo porque comunicar é fazer saber, participar, pôr em contato etc. O objetivo da

216

�Ciência é sistematizar um pensamento sobre determinado fenômeno, oportunizar a troca de
ideias entre os pares e efetivar o registro do referido conhecimento.
O registro documental consegue assegurar a continuidade do conhecimento, afinal a
exposição do pensamento através da linguagem (em seus diversos formatos) o torna suscetível
ao exame. Em entrevista, Popper (1981, p.68) foi questionado sobre a possível diferença entre
o conhecimento intelectual de um pensamento não expresso e um registrado, segundo ele:

Existe uma diferença importante quando exprimimos nosso pensamento por
palavras ou, melhor ainda, por escrito [registro]. Desta forma o pensamento
se torna acessível à crítica. Anteriormente os nossos pensamentos
constituíam uma parte de nós mesmos. Poderíamos ter dúvidas, mas
teríamos podido criticá-las da mesma forma que podemos criticar uma
afirmação expressa verbalmente ou, melhor ainda, um relatório por escrito.
Portanto, há, pelo menos, um significado importante de ‘conhecimento’
objetivo: ‘conhecimento’ no sentido de ‘teoria formulada verbalmente, que
se expõe à crítica’. A isso chamo de ‘conhecimento em sentido objetivo’.
Nele se integram os conhecimentos científicos. Este conhecimento está
localizado nas nossas bibliotecas e não nas nossas cabeças.

Ainda recorrendo a conceitos sobre formalidade e informalidade no processo de
comunicação científica, encontra-se na obra de Meadows (1999) um referencial bastante
interessante. Para o autor, o conceito de comunicação científica informal está muito ligado à
questão do efêmero, sendo mais contextual, a informalidade no processo de comunicação
científica estaria “[...] sendo posta à disposição apenas de um público limitado.”
(MEADOWS, 1999, p.7). É válida a lembrança da não existência de um total conceito díspar
entre o processo de comunicação formal e informal, afinal ambas são expressões intelectuais
e, por vezes, registradas. Sendo assim, para Meadows (1999) o que mais difere um processo
do outro não são características totalmente antagônicas, mas sim o simples fator expositivo:
enquanto a informal possui um público limitado (o que a caracteriza como efêmera, segundo
o autor) a formal é determinada pela exposição “[...] por longos períodos de tempo para um
público amplo.” (MEADOWS, 1999, p.7).
São transversais, em tom de complementariedade, as opiniões de Popper (1981) e
Meadows (1999). Nas entrelinhas, percebe-se a necessidade do desenvolvimento embrionário
da ciência sendo a comunicação a responsável por nutrir esse processo. Inicialmente, o
constructo científico é realizado com cautela e pontuais privações, a limitação da exposição a
pares, por vezes, é necessária. Em síntese, sobre o sistema circulatório dos fatos científicos,
Latour (2001, p.117) demonstra que “é impossível, por definição, dar uma descrição geral de
todos os laços surpreendentes e heterogêneos que explicam o sistema circulatório da ciência

217

�encarregados de manter vivos os fatos científicos.” Ainda assim, é clarificado na obra
supracitada a evolução processual do conhecimento, do patamar da informalidade para a
formalidade exigida pelo status da ampla divulgação do conhecimento científico.
Em resumo, os canais dos quais se valem a Ciência para ensejar a comunicação podem
ser formais e informais. A formalidade é estabelecida pela escrita, constituída pelas
publicações primárias, secundárias e terciárias. Enquanto a informalidade acontece pela via
oral, que se dá através das Conferências, Seminários, conversas interpessoais, mensagens
eletrônicas, dentre outros. (ALVES, 2011).
A presente pesquisa concentrar-se-á no canal formal de divulgação da ciência através
dos periódicos, obtidos em Base de Dados, especificamente, a base escolhida foi a Library
and Information Science Abstracts (LISA). A escolha é fortalecida pelo o que aponta Sayão
(1996, p.314) ao concluir “que as bases de dados são os repositórios dos conhecimentos
consensuais gerados pela ciência moderna, constituindo, dessa forma, a memória da ciência
oficialmente aceita.”

4 MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de uma pesquisa exploratória, de procedimento documental com revisão de
literatura, que levanta a produção científica sobre Fotografia na LISA. A pesquisa foi
realizada em dezembro de 2013. A escolha da referida Base deu-se por ser a mesma elaborada
para profissionais da informação e por ser uma ferramenta internacional com publicação em
mais de 68 países. Com atualização quinzenal, a LISA atualmente possui resumos de mais de
440 periódicos com publicações em mais de 20 idiomas.
Optou-se por utilizar o termo em inglês (photography) para uma maior recuperação
por ser uma Base internacional. A escolha do termo Fotografia em detrimento de Imagem
deu-se por ser mais específico, uma vez que Imagem abrange os documentos iconográficos ou
de ilustrações, conforme se esclareceu no início do trabalho.
A estratégia utilizada recuperou 144 documentos pesquisados com o termo
Photography na opção Resumo e a prioridade Revisado por pares ativa. A escolha por
Resumo deu-se em virtude de ser uma Base de resumos e por, segundo Lakatos e Marconi
(1992, p.72), o resumo ser “a apresentação concisa e frequentemente seletiva do texto,
destacando-se os elementos de maior interesse e importância, isto é, as principais ideias do
autor da obra.” Entende-se que a escolha do item Revisado por pares endossaria o caráter
científico presente nos documentos recuperados.

218

�No primeiro momento após a pesquisa e recuperação dos documentos, procedeu-se a
tradução do título, resumo e palavras-chave, sendo os documentos dispostos em um quadro e
numerados consecutivamente. A etapa seguinte foi analisar um a um e criar as categorias,
sendo gerado um segundo quadro que dispõe da categoria e cada trabalho correspondente com
sua respectiva numeração.
Na sistematização e análise dos dados utilizou-se, na análise temática, a categorização
de Bardin (2011) que tem como objetivo fornecer uma representação sintetizada dos dados
brutos.

A categorização é uma operação de classificação de elementos constitutivos
de um conjunto por diferenciação e, em seguida, por reagrupamento segundo
o gênero (analogia), com os critérios previamente definidos. As categorias
são rubricas ou classes, as quais reúnem um grupo de elementos (unidades
de registro, no caso da análise de conteúdo) sob um título genérico,
agrupamento esse efetuado em razão das características comuns destes
elementos. (BARDIN, 2011, p.147).

Individualmente, cada documento foi disposto em apenas uma categoria, restringindo
assim a representação do mesmo. Nesse estágio da pesquisa, foi necessária a recorrência à
Organização do Conhecimento para melhor identificação e análise qualitativa do objeto de
pesquisa nos documentos recuperados, como bem tratam Rabello e Guimarães (2006, p.2-5):

A Organização do Conhecimento (OC), enquanto uma área de estudos,
muito tem contribuído para investigações em Ciência da Informação (CI), no
âmbito da qual tem sido, por vezes, considerada como ‘espinha dorsal’,
principalmente por trazer reflexões teóricas acerca das concepções e
métodos que caracterizaram a atividade mediadora entre a produção e o uso
do conhecimento. [...] Segundo Hjnrland (2003), em uma perspectiva
pragmática e sócio-cognitiva, a OC, no âmbito da Ciência da Informação, é
um conceito amplo que tem como significado, particularmente, a
organização da informação em registros bibliográficos, incluindo índices de
citação, texto completo e Internet.

As categorias escolhidas seguem elencadas no quadro abaixo com a respectiva
quantidade de documentos encontrados.

219

�Quadro 1: Categorias
CATEGORIA
Acervo de Bibliotecas
Alfabetização visual
Arquivos fotográficos
Banco de dados de imagem
Direitos autorais
Empresa de fotografia
Entrevista com editores de revista de fotografia
Fotografia aérea
Fotografia como adendo
Fotografia corporativa (comunicação corporativa)
Fotografia digital
Fotografia e design gráfico
Fotografia médica
Fotografia na internet
História da fotografia
Informação social
ISO/TC46 - Informação e Documentação
Resenha / Ensaio
Sobre fotógrafos
Temática para patentes
Fonte: Os autores.

QUANTIDADE
28
05
10
01
03
01
01
10
33
02
07
01
05
06
06
11
01
10
02
01

Para um melhor entendimento do que cada categoria abarcou, seguem as descrições
abaixo:
Acervos de Biblioteca: essas pesquisas trataram sobre livros de fotografia, fotografias
na composição dos acervos, criação de metadados, processamento técnico e conservação;
papel do gestor de imagens; também sobre Bibliotecas multimídias e de Arte.
Alfabetização visual: os trabalhos usavam a fotografia como ferramenta de pesquisa,
ensino, identidade e cultura para crianças e adolescentes.
Arquivos fotográficos: são trabalhos que envolveram toda a gerência e implantação
de arquivos, preservação de negativos, utilização dos arquivos visuais para pesquisas, as
diretrizes dentro do arquivo em relação à fotografia, assim como coleções em galerias.
Banco de dados de imagem: recuperou documentos que tratam de gestão e
recuperação de dados de imagem.
Direitos autorais: esses trabalhos trataram tanto da utilização das imagens feitas pela
Instituição (Biblioteca, Arquivo etc.), como direitos de autor/fotógrafo na França e na GrãBretanha.

220

�Empresa de fotografia: a pesquisa trata das funções comuns, atividades e registros de
empresas comerciais de fotografia.
Entrevista com editores de revista de fotografia: traz uma entrevista com Editores
da Revista IMAGEM.
Fotografia aérea: agrupou os estudos sobre fotografia aérea propriamente dita assim
como Fotografia de satélite e Espacial.
Fotografia como adendo: estudos que utilizaram a fotografia e/ou o visual como
complemento da informação escrita, para ratificar informações, no sentido de acrescentar
dados, como acessório mesmo.
Fotografia corporativa: estudo que enfatiza o visual como parte da estratégia
competitiva da empresa, assim como a utilização da fotografia como meio comunicacional.
Fotografia digital: os trabalhos envolveram desde gestão, preservação, digitalização
de imagens digitais até a criação de taxonomia bilíngue para descrição de tais imagens.
Fotografia e design gráfico: diz respeito à utilização da fotografia pelos estudantes de
design, no que se refere aos acordos de licenciamento que regem o uso de fotografias de ações
e oferece um panorama das agências de fotografia.
Fotografia médica: estudos que utilizam o conteúdo da fotografia como parte da
avaliação clínica dos pacientes e no diagnóstico (caso da Dermatologia), nessa categoria
também estão pesquisas com fotografia infravermelha.
Fotografia na internet: compreendeu trabalhos que suscitaram assuntos relacionados
à pornografia infantil, uso do Flickr, Fotoblogs e compartilhamento de imagens via web.
História da fotografia: abordam assuntos da história da fotografia em diferentes
países, surgimento e uso do daguerreótipo.
Informação social: considerou os trabalhos que colocavam a fotografia em foco, que
analisaram fotos, evidenciando assim, o comportamento humano, social e as transformações
históricas, bem como os que trabalharam a fotografia como informação valendo-se de técnicas
visuais e fotográficas (como exemplo a etnografia).
ISO/TC46: é o Comitê Técnico "Informação e Documentação" da International
Standard Organization que tem como objetivo desenvolver técnicas de reprodução de
documentos: fotocópia, fotografia, micrografia, etc.
Resenha / Ensaio: alguns trabalhos apresentavam resenha ou ensaio sobre livros de
fotografia.
Sobre Fotógrafos: tratam de pesquisas sobre a vida de fotógrafos e habilidades
profissionais (a exemplo do Fotojornalismo).

221

�Temática para patentes: analisou patentes de texto completo com cobertura em
alguns temas, dentre eles a fotografia digital e sensores de imagem.
A partir dessa categorização pode-se observar como estão distribuídos os estudos
referentes à fotografia e obter alguns resultados que se encontram descritos no próximo
tópico.

5 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
A pesquisa em questão preteriu conhecer a utilização e circulação da fotografia na
produção científica. As categorias que obtiveram quantitativos a partir de 05 (cinco)
documentos estão elencadas no gráfico abaixo para análise.

Gráfico 1: Quantitativo por categoria

Observa-se a partir do gráfico que as categorias Acervo de Bibliotecas e Fotografia
como adendo constituem o maior percentual da pesquisa, refletindo que há sim uma inserção
da fotografia na área de documentação e informação, mas sua utilização ainda é de
complementaridade, de acessório. Ao mesmo tempo em que socialmente ela é ponto de
partida para reflexões sobre comportamento humano e as transformações históricas, tanto do
ponto de vista da arquitetura das cidades, do registro de hábitos, como ferramenta de ensino e
denúncia, o que ficou refletido na categoria Informação social, também bem pontuada.
Infere-se que há um reconhecido valor da comunidade científica que atesta a fotografia
como auxílio na documentação e compreensão do mundo natural. Contudo, a interpretação de
sua utilização ainda não é muito precisa, por exemplo, alguns documentos recuperados

222

�constavam, no resultado final da busca, uma representação (fotografia) que diferia realmente
do corpus intelectual ali registrado, assim, partindo-se então para um contexto muito maior
que diz respeito à OC, no tocante a criação de conceitos, classificação e indexação.
Percebeu-se a necessidade de aprofundamento na pesquisa, utilizando ferramentas da
OC como tesauros, taxonomias, linguagens documentárias, dentre outros. O resultado final
contribui para a compreensão do status da fotografia como um agente mediador na
comunicação científica, mas há um longo caminho a se percorrer para que ferramentas sejam
criadas viabilizando seu uso e representação. A falta de uma taxonomia referente à fotografia
foi um dos entraves que limitou o desdobramento das categorias.

6 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
O mapeamento aqui realizado pretendeu identificar o uso da fotografia na produção
científica na expectativa de estabelecer seu papel como documento, como informação
materializada.
No que se refere à fotografia foi possível perceber certa imprecisão na descrição e
representação em um sistema de Organização do Conhecimento, o que não inviabiliza, mas
dificulta a pesquisa e o reconhecimento da realidade sobre o tema. Observou-se uma alocação
da fotografia em diversas temáticas, mas ainda é necessária sua consolidação como área de
estudo dentro da Ciência como um todo e na CI em particular, nesse caso específico
possibilitará sua leitura e descrição, bem como a criação de tesauro, taxonomia e conceitos
para uma melhor indexação.
Quando a imagem era situada na sua condição de apenas ilustração de textos e
apêndice da história e passou, conforme Kossoy (2007), para uma condição de fonte
iconográfica preciosa, de papel cultural capaz de transformar realidades, preconizava-se assim
a inserção da fotografia na Ciência como ferramenta de estudo e pesquisa. Contudo, ao
pesquisar sobre fotografia e como está sendo sua utilização na produção científica, observouse uma dispersão, fato natural para um documento que precisa ser representado, mas que traz
em sua essência a dificuldade de ser inteligível. Afinal, pode suscitar interpretações diversas
de acordo com o interlocutor.
Essa constatação inter-relaciona-se com a produção, uma vez que uma imagem quando
é construída está permeada de técnica, cultura, estética e ideologias, e deve ser entendida na
sua complexidade epistemológica. Entretanto, há a constatação da sua popularização com sua
utilização consolidada em diversas áreas do conhecimento, como Sociologia, Antropologia,

223

�História, dentre outras, que já utilizam rotineiramente a fotografia em suas pesquisas, ainda
que como adendo.

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225

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              <text>Mendonça, Roseane Souza de, Melo, Willian Lima, Pinho, Fábio Assis </text>
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              <text>Sendo um dos alicerces para o desenvolvimento humano, a informação é de natureza subjetiva e constitui-se em matéria prima do conhecimento. Ao apresentar qualidades documentais, a fotografia consegue fornecer informações ao seu usuário. O estudo em questão configura-se como uma pesquisa exploratória, de procedimento documental com revisão de literatura, voltado a identificar o tratamento temático da fotografia na produção científica da área da CI indexada na base LISA. Para o desenvolvimento do trabalho e para melhor enquadrar os 144 documentos recuperados em categorias específicas foram utilizados conceitos e teorias de autores alusivos à organização do conhecimento, documentação, imagem fotográfica, ciência e comunicação científica. Mesmo ficando evidenciada a necessidade de uma taxonomia que auxiliasse o melhor tratamento documental presente no estudo, foi possível abstrair, sumariamente, a utilização da fotografia na produção científica e posicionar-se diante o exposto. </text>
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