<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6525" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6525?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-17T14:01:55-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5587">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/62/6525/SNBU2014_011.pdf</src>
      <authentication>5d86359610fb9c13c4df3c1e9cc70c7d</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="73736">
                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DA REVISTA CRB 8 DIGITAL: AVALIAÇÃO DO
PERÍODO 2008 - 2012
Alexsander Borges Ribeiro
Juliani Menezes dos Reis

RESUMO
Analisa o periódico Revista CRB8 Digital, no período de 2008 a 2012, através da autoria
(número de autores, tipo de autoria, produtividade, titulação e vínculo institucional), bem
como citações (número de referências utilizadas, média de citações por artigo, tipologia dos
documentos citados, idioma dos documentos, títulos de periódicos mais citados e autores mais
citados). Utiliza três leis Bibliométricas, a saber, Lei de Bradford, Lei de Lotka e Lei de
Elitismo de Price para a análise Bibliométrica. As ferramentas utilizadas na análise foram: o
software Publish or Perish na análise das citações e Microsoft Excel na mineração,
tabulação e tratamento dos dados. Mostra a tendência da literatura utilizada pelos autores de
artigos publicados na referida revista entre 2008 e 2012. Conclui que o periódico tem
qualidade, mas há necessidade de mudanças em sua política, razão pela qual os autores
apresentam sugestões aos editores.
Palavras-Chave: Bibliometria; Revista CRB 8 Digital; Leis bibliométricas; Revista
Científica; Produção e Comunicação Científica.

ABSTRACT
Analyzes the journal CRB8 Digital Magazine, in the period 2008-2012, through the
authorship (number of authors, type of authorship, productivity, title and institutional
affiliation) and citations (number of references used, average citations per article, type the
cited documents, document language, titles of journals most cited and most cited authors).
Uses three bibliometric laws, namely Law of Bradford, Lotka's Law and Law of Elitism Price
for Bibliometric analysis. The tools used in the analysis were the Publish or Perish software in
the analysis of the citations and Microsoft Excel in mining, tabulation and processing of data.
Shows trend of the literature used by the authors of articles published in that journal between
2008 and 2012. Journal has concluded that the quality, but there is need for changes in policy,
which is why the authors present suggestions to the editors.
Keywords: Bibliometrics; CRB 8 Digital Magazine; Bibliometric laws; Scientific Journal;
Scientific Production and Communication.

142

�1 INTRODUÇÃO
O Conselho Regional de Biblioteconomia da 8a Região é uma autarquia corporativa
que publica a Revista CRB-8 Digital, periódico este que promove a “atualização e
disseminação de conhecimento, mediante divulgação de trabalhos de profissionais sobre
novos processos, produtos e serviços, bem como de inovações desenvolvidas pela
comunidade biblioteconômica e seus relatos de experiências.” (REVISTA CRB8 DIGITAL,
2014). Atualmente a revista está enquadrada como Qualis C na área de avaliação “Ensino” e
Qualis B5 nas áreas “Educação”, “Psicologia”, “Sociologia”, “Letras/Lingüística” e “Ciências
Sociais Aplicadas I”, de acordo com a última avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O periódico não está indexado nas principais bases de
dados, sendo uma das principais razões para as avaliações feitas pela Capes terem resultado
nos conceitos mencionados.
A Revista CRB8 Digital é um periódico científico de acesso aberto, que iniciou suas
atividades em 2008. Desde então já publicou 10 números em 5 volumes, mas seu último
número publicado foi em 2012. Apesar de ser considerada “peso zero” pela CAPES, na área
de Ensino e B5 em outras áreas, a mesma já publicou alguns trabalhos interessantes de
profissionais qualificados ao longo de sua existência. Manzini (2013, p. 124) argumenta que
“Publicar em uma revista de Qualis B5 não significa que o artigo é ruim.”. Sendo a Revista
CRB-8 Digital um periódico que publica alguns trabalhos relevantes, faz-se necessário
trabalhar pela sua melhoria, até para que os profissionais sigam buscando a publicação de
seus trabalhos no mesmo.
Não há informações publicadas em relação ao histórico da revista, mas sendo a atual
equipe editorial composta unicamente por conselheiros da gestão 2012/2014 é possível supor
que os editores mudem a cada gestão de conselheiros e que os primeiros editores tenham sido
membros da gestão 2006/2008. O Scientific Electronic Library Online (SCIELO), por
exemplo, tem critérios de admissão que impediriam o ingresso da publicação, pois informa
que “periódicos que possuem um conselho com integrantes ligados predominantemente a uma
instituição e/ou com artigos provenientes em sua maior parte de uma única instituição ou de
uma região geográfica não serão admitidos”. Além da equipe editorial diretamente ligada ao
CRB8, a publicação prioriza autores da região de São Paulo, conforme seu “Foco e Escopo”.
Apesar de estar indexada no Diretório de Revistas do Sistema Eletrônico de
Editoração de Revistas (SEER), não constam informações sobre área, subárea ou áreas
correlatas de atuação. Também não está indexada em nenhuma das bases de dados valorizadas
pela Capes (LATINDEX, por exemplo), da área da Biblioteconomia (BRAPCI ou

143

�PERI/UFMG) ou tem fator de impacto medido pelo Institute for Scientific Information (ISI).
Targino e Garcia (2000, p. 103) explicam que “Considerando-se a importância da indexação
no processo de disseminação da informação na sociedade contemporânea, as bases de dados
configuram-se como essenciais nesse processo.”.
O objetivo do trabalho é contribuir para a melhoria do periódico, permitindo que o
mesmo seja melhor avaliado pela CAPES e que os profissionais bibliotecários tenham mais
um periódico de incontestável qualidade. Para tanto foi aplicada uma análise bibliométrica da
publicação, com posterior discussão e sugestões aos editores.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Le Coadic (1996, p. 27) explica que "as atividades científicas e técnicas são o
manancial de onde surgem os conhecimentos científicos e técnicos que se transformarão,
depois de registrados, em informações científica e técnicas. Mas, de modo inverso, essas
atividades só existem, só se concretizam, mediante essas informações.". Kuramoto (2006)
esclarece que “a informação científica é o insumo básico para o desenvolvimento científico e
tecnológico de um país. Esse tipo de informação, resultado das pesquisas científicas, é
divulgado à comunidade por meio de revistas.” Souza et al. (2012, p. 2) explicam que os
periódicos são de “[...] fundamental importância, pois são constituídos por novas informações,
sendo indispensáveis para o resultado de pesquisas, novas interpretações de teorias ou novos
acontecimentos, favorecendo a comunicação científica e a rápida difusão das informações.”.
Schweitzer e Rodrigues (2013, p. 160) afirmam que “os periódicos científicos são
considerados os principais meios formais de divulgação da informação científica”.
Craveiro, Machado e Ortellado (2010, p. 34) realizaram um estudo e constataram que
“das 698 pesquisas brasileiras realizadas no biênio 2005-2006, 676 (96,8%) foram parcial ou
totalmente financiadas com recursos públicos.”. Com base no trabalho mencionado,
afirmaram que no Brasil “os recursos públicos são os principais responsáveis pelo
financiamento da pesquisa científica.” (CRAVEIRO; MACHADO; ORTELLADO, 2010, p.
10). Kuramoto (2006) explica que “o acesso à informação científica tem sido um grande
desafio para países em desenvolvimento como o Brasil. Com a crise dos periódicos, surgida
em função dos altos custos na manutenção das assinaturas das revistas científicas, o acesso à
informação científica ficou bastante limitado.”. Souza et al. (2012, p. 6) explicam que “não
existem, no Brasil, políticas que limitem a apropriação pelas editoras dos conhecimentos
científicos gerados com financiamento público”. Felizmente, novas ferramentas tecnológicas,
aliadas ao descontentamento de muitos pesquisadores trouxeram esperança, pois em 2002

144

�surgiu o movimento Open Access Iniciative (OAI), em Budapest. Kuramoto (2006) conta que
“um cenário onde as barreiras que dificultam o acesso à literatura científica começam a ser
derrubadas por intermédio de ações estratégicas propostas por esse movimento mundial.”. O
movimento define então duas estratégias, chamadas de via verde (auto-arquivamento da
publicação em repositórios de acesso livre) e via dourada (publicação de artigos em
periódicos de acesso livre).
Independente do periódico, disponibilizar seu conteúdo gratuitamente ou mediante
pagamentos, há vários argumentos para mensurar a qualidade de cada um deles, seja para que
os pesquisadores saibam onde é melhor publicar, seja para os usuários que buscam
informação de qualidade. Bressane e Ohira (2007) contam que “a partir da década de 1960
encontram-se na literatura estudos sobre avaliações de periódicos técnico-científicos que
apontam para a necessidade de se definir parâmetros mensuráveis, que possam refletir a
qualidade da informação registrada.”. Tais estudos são muitas vezes com enfoque
bibliométrico, onde verificam se as Leis de Lotka, Zipf e Bradford são aplicáveis aos objetos
de estudo. Porém não é raro que adotem outros métodos de avaliação como, por exemplo, Lei
de Elitismo de Price.
Vanti (2002, p. 153) explica que “a Lei de Bradford ou Lei de Dispersão, permite,
mediante a medição da produtividade das revistas, estabelecer o núcleo e as áreas de dispersão
sobre um determinado assunto em um mesmo conjunto de revistas.” De acordo com Lima
(1984, p. 59), a Lei de Bradford pode ser entendida como:
O multiplicador de Bradford (mB) é obtido pelo quociente, razão entre o
número de periódicos de uma zona (P) e o número de periódicos da zona
imediatamente anterior (Pn-1), de tal sorte que: mB = Pn / Pn-1. O “m B” é
constante quando onúmero de periódicos evolui em progressão geométrica
perfeita.
Quemel et al. (1980, p. 161) disseram ser preciso “ajustar os limites teóricos à
realidade do acervo, para se obter os limites reais das zonas” teorizadas por Bradford.
Pinheiro (1983, p.59), porém, opina que “a Lei de Bradford, mesmo com reformulações de
outros autores, não corresponde, ainda à realidade do comportamento da literatura científica.”.
Na mesma linha Aymard (1980) aponta que a teoria de Bradford é divorciada da realidade,
por não representá-la adequadamente. Apesar das críticas e das constatações das incertezas,
Quemel et al.(1980, p. 163) concluem que “a lei da dispersão de Bradford constitui-se em
instrumento válido para a seleção dos periódicos mais produtivos.”. Na mesma linha segue

145

�Guedes e Borschivier (2005, p. 4): “a Lei de Bradford é um instrumento útil para o
desenvolvimento de políticas de aquisição e de descarte de periódico.”.
Urbizagástegui (2009, p. 70) explica que “a distribuição da produtividade dos autores
numa coordenada cartesiana é uma distribuição tão inclinada, que inspirou Price (1963) a
propor a Lei do Elitismo”. O autor explica que “ao se contar a produção total daqueles que
produzem n artigos, parece que o grande número de pequenos produtores contribuem tanto
quanto o total do pequeno número dos grandes produtores” (URBIZAGÁSTEGUI, 2009, p.
70). Exemplificando, diz que “se existem 100 autores e se o mais prolífico produz 100 artigos,
a metade de todos os artigos terá sido escrita pelos 10 mais prolíficos autores, e a outra
metade por aqueles com menos de 10 artigos cada um”. (URBIZAGÁSTEGUI, 2009, p. 70).
A Lei de Lotka ou Lei do Quadrado Inverso “aponta para a medição da produtividade
dos autores, mediante um modelo de distribuição tamanho-freqüência dos diversos autores em
um conjunto de documentos.” (VANTI, 2002, p. 153). Urbizagástegui (2008, p. 89) conta
que:
Lotka (1926) estabeleceu os fundamentos da lei do quadrado inverso,
afirmando que o número de autores que fazem n contribuições num
determinado campo científico é aproximadamente 1/n2 daqueles que fazem
uma só contribuição, e que a proporção daqueles que fazem uma única
contribuição é de mais ou menos 60 por cento.
Tal situação é muitas vezes decorrente do Efeito Mateus, que ocorre quando um
cientista atinge alta visibilidade e passa a ter mais chances de publicar que os demais
(URBIZAGÁSTEGUI, 2008).
Allison et al. (1976 apud URBIZAGÁSTEGUI, 2009) explicam que a validade da Lei
do Elitismo de Price não depende necessariamente da validade da Lei de Lotka, e que
somente pode ser julgada sobre a base de evidências empíricas. Bomeny (1978 apud
URBIZAGÁSTEGUI, 2002) analisou o arquivo privado de Getúlio Vargas, no período de
1930 a 1939 e concluiu que a Lei de Lotka não se ajustaria às cartas deste arquivo. No entanto
Oliveira (1984, p. 210 apud URBIZAGÁSTEGUI 2002) realizou estudo semelhante sobre o
mesmo acervo e, de acordo com Urbizagástegui (2002), mostrou que a Lei do Elitismo de
Price se aplicava. Importante destacar que a Lei do Elitismo de Price pode ser aplicada tanto
para se conhecer a elite de um grupo de autores, como a elite de um grupo de periódicos.
Enquanto Urbizagástegui (2009) a aplicou aos autores produtores da literatura sobre a Lei de
Lotka, Lima (1984) a utilizou para identificar a elite do grupo de periódicos citados no
periódico Scientometrics, em sua análise de citações.

146

�Ferreira (2010) aponta que “a bibliometria é indiscutivelmente uma ferramenta
indispensável para o conhecimento de determinadas comunidades científicas, identifica
comportamentos e também a qualidade das publicações.”. Ainda sobre a qualidade das
publicações é preciso destacar em no Brasil, um dos parâmetros de qualidade é o QualisPeriódico da CAPES, que é um conjunto de procedimentos que qualifica a revista científica
onde o artigo foi publicado e assim mede a produção científica dos programas de pósgraduação dentro de cada uma das 46 áreas de avaliações da Capes. É dividido em oito
estratos: A1, A2, B1, B2, B3, B4, B5 e C, sendo que para os estratos superiores de A1, A2,
B1 e B2, o periódico deve ter fator de impacto no JCR-ISI. (KIMURA, 2010). Os grandes
pesquisadores tendem a publicar nos melhores periódicos, razão pela qual é interessante que
cada revista científica busque sua melhoria contínua, rumo ao estrato indicativo de qualidade
Qualis A1 ou para manter-se no mesmo.
Para Brito, Guedes e Shintaku (2013, p. 1) “os periódicos científicos de acesso aberto
revelam-se como estratégia importante na disseminação de novos conhecimentos de forma
mais democrática.”. Assim, a Revista CRB 8 Digital, por ser de acesso livre, fica inserida no
contexto da emergente necessidade de melhorar os periódicos que são estratégicos ao país.
Necessário destacar que, no contexto do movimento OAI, acesso aberto e acesso livre
significam a mesma coisa, embora alguns pesquisadores, como Kuramoto e Hélène Bosc,
achem que a tradução “Open = livre (português) ou libre (francês) ” são mais adequadas por
darem maior liberdade de uso.
O Digital Object Identifier (DOI)
[...] fornece uma identificação inequívoca aos objetos digitais na Web,
permitindo a recuperação dos metadados sobre o objeto identificado e, com
isso, localizar esse objeto pelo redirecionamento a um local em que possa ser
acessado. O uso do DOI pode potencializar a visibilidade da revista
científica, auxiliar na verificação de citações e contribuir para a adequação a
padrões internacionais de publicação científica na Web. (BRITO; GUEDES;
SHINTAKU, 2013, p. 13).
Na mesma linha, Damásio (2013, p. 126) afirma que "a utilização do registros DOIs e
seus links é essencial para o aumento da visibilidade, devido sua interoperabilidade em
diversas base de dados de acesso aberto ou fechado e também um dos critérios para avaliação
de indexação de novos periódicos nas plataformas Scopus e Web o f Science.". Quase 50% dos
documentos eletrônicos on-line analisados por Mesquita e Stumpf (2004), em seu estudo de
citações, não puderam ser localizados através do URL. Concluíram as autoras, na época, que

147

�era necessário encontrar meios de preservar a informação em ambientes eletrônicos. A adoção
do DOI vai de encontro com as recomendações das autoras, pois possibilita uma maior
recuperação da informação. A Revista CRB8 Digital periódico não adota o uso do DOI, mas
pelas razões apontadas por Brito, Guedes e Shintaku (2013), bem como Damásio (2013) é
possível afirmar que a adoção de uma política de uso do DOI poderia ajudar no
desenvolvimento do periódico.
Brito, Guedes e Shintaku (2013, p. 25) explicam que “o plugin do DOI permite a
adequação do software SEER/OJS, por consequência as revistas, para utilização do
identificador DOI. Moraes e Miranda (2011) contam que disponibilizado pela Brittish
Columbia, no Canadá, e conhecido como Open Journal System (OJS), traduzido e
customizado pelo Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (Ibict), esse sistema, cujo sítio
de acesso é http://seer.ibict.br/, visa atender a demanda das publicações on-line. As autoras
afirmam que “o SEER, além de contribuir para as publicações eletrônicas, difunde os
movimentos de acesso aberto, que origina proveitos para a sociedade em geral, e rompe
barreiras de tempo e espaço.” (MORAES; MIRANDA, 2011, p. 32). Rompimento que produz
uma revolução no fazer científico, trazendo benefício real à Humanidade.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
O estudo mostra a tendência da literatura utilizada pelos autores de artigos publicados
na referida revista entre 2008 e 2012. Analisa os dados através da autoria (número de autores,
tipo de autoria, produtividade, titulação e vínculo institucional), bem como citações (número
de referências utilizadas, média de citações por artigo, tipologia dos documentos citados,
idioma dos documentos, títulos de periódicos mais citados e autores mais citados).
Ciente das limitações da Lei de Bradford, apontada por Quemel et al. (1980), Pinheiro
(1983) e outros autores, optamos por aplicá-la no estudo, no que diz respeito aos periódicos
mais citados na coleção da revista, seguindo a mesma lógica de Quemel et al. (1980), ou seja,
apesar das críticas à lei mencionada consideramos que ela é um instrumento útil para
avaliação de periódicos. A possibilidade de um ajuste que trouxesse os resultados à realidade
foi comentada, mas o gráfico semi-logarítmico com as zonas de produtividade foi construído
à risca da Lei de Bradford. Consideramos, pois, mais produtivos aqueles que foram mais
citados. Já a Lei de Elitismo de Price foi aplicada para verificar que periódicos foram citados
em todos os anos, tal como fez Lima (1984).
Para análise das palavras-chave utilizadas nos artigos publicadas, criamos uma lista
ordenada de termos. Para efeitos do trabalho, utilizamos a lista para agrupar na categoria

148

�“Livros”, todas as referências sobre livros e capítulos de livros. Os trabalhos apresentados em
eventos foram chamados de “Eventos”.
Na análise dos periódicos ignoramos a troca de nomes entre os periódicos, razão pela
qual Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG e Perspectivas em Ciência da
Informação, por exemplo, são tratadas como duas revistas científicas.
A pesquisa foi realizada com base nos seguintes objetivos específicos:
a) conhecer os autores de artigos das revistas analisadas, sua produtividade, titulação e
instituição a qual pertencem, bem como co-autores que colaboraram na redação dos artigos,
diferenciando os trabalhos por autoria única e a autoria múltipla;
b) mensurar a utilização de referências em virtude das citações, assim como a média de
citações/ referências bibliográficas por artigo;
c) verificar a tipologia dos documentos utilizados para a redação dos artigos e respectivos
idiomas;
d) identificar os autores e títulos de periódicos mais citados pelos autores dos artigos;
e) descobrir quais as palavras-chave mais utilizadas pelos autores dos artigos.
Para obter e analisar as citações acadêmicas foi utilizado o Publish or Perish, que
segundo seu manual “usa o Google Scholar como fonte de citações, então analisa e calcula
uma série de indicadores de citações.” (PUBLISH, 2014). Foi feito um refinamento manual,
analisando-se individualmente cada citação, pois não existe um padrão para a coleta,
causando repetição de itens.

4 RESULTADOS
A revista científica publicou 93 trabalhos, nas seções: editorial, artigos, relatos de
experiência, espaço discente, momento de reflexão, discursos, opiniões, estante, estante social
e informação para negócios. Destes, 64 foram selecionados para o estudo, por ter uma
apresentação igual ou muito semelhante à de um artigo, palavras-chave e referências. Os
demais trabalhos foram desprezados no estudo.
Os 64 artigos foram publicados entre 2008 e 2012 na seguinte razão: 18 em 2008, 6
em 2009, 5 em 2010, 9 em 2011 e 26 em 2012. De acordo com os requisitos da Scielo (2013),
a revista deveria publicar, no mínimo, 10 artigos por número, sendo desejável um total de 24.
Embora a média anual de artigos da coleção tenha ficado em 13 trabalhos, ou seja, dentro dos
padrões da Scielo, a revista teria tido problemas nos anos de 2009, 2010 e 2011.
Na realização dos trabalhos selecionados, foram referenciados 733 trabalhos, sendo
que 48% eram de livros, 21% de trabalhos publicados na internet sem avaliação dos pares,

149

�19% de artigos publicados em periódicos científicos (impresso ou on line), 5% de trabalhos
apresentados em eventos, 3% de dissertações, 2% de teses, 1% de tccs e empatadas as
categorias relatórios de pesquisa e jornais, com porcentagens inferiores a 1% cada.
As 733 referências pertenciam a autores pessoais e autoria entidade, num total de 929
participações de pessoas físicas e jurídicas, visto que alguns trabalhos não eram de autoria
individual. Tendo em vista que 12 trabalhos traziam nas referências apenas o nome do
primeiro autor e a expressão “et a l” (usada quando há mais de três autores) em substituição
aos demais autores, podemos dizer que, não havendo erro do uso das normas, houve mais 36
autores, no mínimo, alcançando a marca de 965 contribuidores. Na provável hipótese de que
os doze trabalhos não eram unicamente de autoria de quatro pessoas, podemos supor que o
número ultrapassa as 965 contribuições. Houve 517 autores referenciados em virtude de
trabalhos publicados em português, que juntos foram 677 referenciados: Maria Aparecida da
Costa Bezerra, Nice Menezes de Figueiredo, Mariângela Spotti Lopes Fujita, José Augusto
Chaves Guimarães, Pierre Levy, Luis Milanesi e Paulo Nassar, todos com 5 referências cada
foram os que mais influenciaram os 93 artigos. Em língua inglesa, foram referenciados 37
autores, sendo que Tim O’Reilly foi o mais referenciado por ter influenciado 2 trabalhos. Os
demais 36 autores foram referenciados uma única vez.
Em língua espanhola, 29 autores foram referenciados 49 vezes, sendo que os mais
influenciadores foram: Carlos Miguél Tejadas Artigas e Luis Bernardo Yepes Osório, com 4
referências cada.
Do total de 929 participações de pessoas físicas e jurídicas (excetuando-se as hipóteses
e suposições, mas apenas as informações comprovadas), 764 (82,2%) eram referências a
autores pessoais. Cinquenta e duas (52) referências eram de publicações em língua portuguesa
da União, em geral publicações oficiais ou materiais produzidos pelos Ministérios. Uma
entidade bastante influenciadora é a Organização das Nações Unidas para a educação, a
ciência e a cultura (Unesco), que foi referenciada 10 vezes, por publicações em língua
portuguesa e 3 vezes por publicações em língua inglesa. Após, vem a International Federation
of Library Associations (Ifla), com 7 menções em português e 1 em inglês. Na sequência vem
outras instituições importantes como Universidade do Estado de São Paulo (Usp), cinco
vezes; e, IBICT, quatro vezes. Demais instituições não alcançaram quatro referências.
Os 64 artigos pertencem a 111 autores, totalizando 126 participações. Vinte e cinco
trabalhos (39%) foram escritos por uma única pessoa. Vinte e dois trabalhos (34,4%) foram
elaborados por duas pessoas. Doze trabalhos (18,7%) foram escritos por três pessoas. Três
trabalhos foram (4,7%) escritos por quatro pessoas. Somente dois trabalhos foram (3,1%)

150

�escritos por cinco pessoas. A docente da Unifai, Maria Cristina Palhares Valência foi quem
mais publicou, sendo 6 artigos. Depois vem a bibliotecária escolar e universitária, vinculada
ao Proler - Assessoria de Bibliotecas Universitárias, Maria Aparecida da Costa Bezerra; e as
docentes da FESPSP e USP, Vânia Martins Bueno de Oliveira Funaro e Cibele Araújo
Camargo Marques dos Santos, docente, todas com 3 trabalhos publicados. Com dois trabalhos
publicados vem a bibliotecária do Centro Comunitário Ludovico Pavoni, Rosana Formigoni
Telles e os docentes Norma Cianflone Cassares (Unifai), Waldomiro Vergueiro (USP) e
Valéria MartinValls (USP). Todos os 103 autores (92,8%) restantes contribuíram com um
único trabalho.
McCreery e Pao (1984 apud URBIZAGÁSTEGUI, 2009) afirmaram que “cientistas
sociais e humanistas em geral preferem trabalhar individualmente, e não em colaboração”. O
fato de quase 40% dos trabalhos serem de autoria individual não causa estranheza.
Assim, embora se tenha feito os cálculos para verificar se a Lei de Lotka se aplica ao
periódico analisado, verificou-se que a mesma não se confirma, pois os 20% mais produtivos
(22 autores) são responsáveis por apenas 41 artigos (36,9%). Da mesma forma, Sobrinho,
Caldes e Guerrero (2008, p. 21) contam que “[...] Lotka conta que a proporção de autores com
um só trabalho é de 60 por cento." e no caso do periódico 103 dos 111 autores publicaram
apenas 1 artigo, ou seja, 92,8%, bem distante dos 60% apontado por Lotka. Evidente que os
autores podem ter publicado em outros periódicos, mas adotando Lotka para análise do
periódico a lei não se confirma.
Dos 111 autores, oitenta e oito (79,2%) informaram suas qualificações, sendo que
quarenta e cinco (40,5%) dos 111 são bacharéis, onze (9,9%) especialistas, dez (9%) doutores,
sete (6,3%) mestres, seis (5,4%) mestrandos, cinco (4,5%) doutorandos, três (2,7%)
estudantes de graduação e um (0,9%) pós-doutor. Os demais não informaram suas
qualificações.
Quanto à instituição de origem dos autores, setenta e seis dos 111 autores informaram
seu vínculo, sendo que quatro informaram ter vínculo com duas instituições. Assim, 80
instituições foram citadas e as principais instituições de vínculo dos autores são aquelas
destinadas ao ensino. A Universidade de São Paulo teve nove (11,25%) vinculações e a
Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo teve oito (10%) vinculações. Depois
vem a Prefeitura Municipal de São Paulo, com quatro (5%) vínculos; Biblioteca de São Paulo
(Estadual) e várias instituições de ensino: IFSP, UFPB, UNIFAI e UNESP Marília, com três
(3,75%) vínculos. Empatados com duas (2,5%) vinculações o Centro de Documentação e
Referência do Koury e Lopes Advogados (KLA), SP; UFSCAR e Universidade Federal do

151

�Ceará. Outras 38 instituições foram mencionadas apenas uma (1,25%) vez, sendo que três
delas são internacionais: Universidad Carlos III de Madrid (Espanha), Follet International
(Estados Unidos) e California State University Long Beach (Estados Unidos).
Sobre os periódicos, 77 revistas científicas foram referenciadas, sendo que aplicando a
Lei de Bradford, constatamos que o núcleo agrupa os 5 periódicos mais produtivos,
responsáveis por 47 dos 141 artigos citados. Os limites teóricos das zonas de produtividade
ficaram definidos conforme gráfico semi-logarítmico abaixo (Gráfico 1), que ilustra a Lei de
Bradford. O ponto da reta (ponto P1 de Bradford) é o ponto de coordenadas (5;47).

Gráfico 1: Gráfico Bradford-Zipf

Para explicar o quadro abaixo, tomaremos emprestadas as explicações de Aymard
(1980, p. 152), onde “Ri é a quantidade de periódicos que produziram uma quantidade
correspondente de artigos); Ai é a quantidade correspondente de artigos durante o período da
pesquisa.”. Já o cálculo i=m £ i=1 deve ser entendido como a quantidade de periódicos que
produziram uma quantidade correspondente de artigos mais o total anterior de i=m £ i=1,
sendo 1 o primeiro número. O cálculo Ri.Ai ocorre da multiplicação de Ri, que é a quantidade
de periódicos que produziram uma quantidade correspondente de artigos e Ai, que é a
quantidade correspondente de artigos durante o período da pesquisa. Para encontrar i=m £
(Ri.Ai) i=1, basta somar o valor de Ri.Ai com o i=m £ (Ri.Ai) i=1 inicial. Assim, conforme
explicou Pinheiro (1983, p. 62) o gráfico é “uma curva que tem a forma de “S” e é conhecida

152

�como gráfico “Bradford-Zipf” . No gráfico i=m £ (Ri.Ai) i=1 é o eixo Y e i=m £ (Ri) i=1 é o
eixo X.

Quadro 1: Cálculo para criação do gráfico Bradford-Zipf
i=m

i=m

Pj

Aj

I Ri
i=l

Rj.Aj

X (V V
i=l

1

24

1

24

24

1

8

2

8

32

1

6

3

5

33

1

5

4

5

43

2

4

6

3

51

5

3

11

15

66

S

2

20

13

34

57

1

77

57

141

Fonte: Dados da pesquisa (2014)

A alta produtividade está na 1a zona ou núcleo, onde 5 periódicos produziram 47
artigos (33,3%). A média produtividade está na 2a zona, onde 25 periódicos produziram
outros 47 artigos (33,3%) e finalmente a 3 a zona, onde 47 periódicos produziram os 47 artigos
(33,33%) restantes. Conforme anteriormente apontado por Pinheiro (1983) e Aymard (1980) a
Lei de Bradford, mesmo com reformulações, não corresponde à realidade do comportamento
da literatura científica. Contudo, Quemel et al. (1980) destacaram ser necessário “ajustar os
limites teóricos à realidade do acervo, para se obter os limites reais das zonas.”. Assim, além
dos periódicos Ciência da Informação, Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG,
Transinformação, Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação e Perspectivas
em Ciência da Informação, já agrupados na zona mais produtiva por meio dos cálculos,
poderiamos incluir a Revista de Biblioteconomia de Brasília, pois a mesma teve a mesma
quantidade de referências que a Perspectivas em Ciência da Informação. Mas isso causaria
uma alteração gráfica, pois a primeira zona ficaria com 6 periódicos e 51 artigos. Também a
adequação à realidade é discutível, pois poderia ser a exclusão do periódico Perspectivas em
Ciência da Informação da 1a zona, causando igual dano ao gráfico, visto que a zona passaria a
ter 4 periódicos e 43 artigos. Tais procedimentos causariam alterações nas demais zonas e
precisariam de ajustes semelhantes ao da primeira zona. No estudo de Quemel et al. (1980) as
alterações fizeram surgir três zonas, sendo a 1a zona com 3 periódicos e 39 artigos; 2a zona
com 11 periódicos e 31 artigos; e, 3 a zona com 15 periódicos e 15 artigos, que nas palavras

153

�das autoras (p. 161) deixaram a “última zona incompleta”. Nas conclusões as autoras afirmam
que “a lei da dispersão de Bradford constitui-se em instrumento válido para a seleção dos
periódicos mais produtivos” (QUEMEL et al., 1980, p. 163). Na mesma linha segue Guedes e
Borschivier (2005, p. 4): “a Lei de Bradford é um instrumento útil para o desenvolvimento de
políticas de aquisição e de descarte de periódico”. Para efeitos deste estudo adotamos a Lei de
Bradford, mas cientes de suas limitações.
O periódico mais referenciado foi o Ciência da Informação (24 vezes), seguindo de:
Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG (8); Transinformação (6); Revista Digital de
Biblioteconomia e Ciência da Informação (5); Perspectivas em Ciência da Informação (4);
Revista Biblioteconomia de Brasília (4) e após outros periódicos com menor número de
referências. O estabelecimento de uma elite de periódicos, os mais relevantes da área, é
certamente importante para a política de seleção no sistema de informação. Apesar de 77
títulos terem sido referenciados ao longo dos cinco anos de existência do CRB 8 Digital, pelo
Elitismo de Price temos que a elite é igual a 1, uma vez que somente o periódico Ciência da
Informação foi referenciado ao longo dos cinco anos. Embora somente um periódico esteja na
elite, há relação entre produtividade e elitismo.
Os 64 artigos selecionados tem 258 palavras-chave, ou seja, uma média de 4,03
palavras-chave por artigo. Seis trabalhos utilizaram apenas duas palavras-chave; quinze
utilizaram três; dezenove artigos utilizaram quatro palavras-chaves; vinte utilizaram cinco;
três chegaram a utilizar seis palavras e, um único trabalho utilizou sete palavras-chave.
Palavras-chave como “Bibliotecas Públicas Municipais, Biblioteca Pública - Colômbia,
Biblioteca Pública e a Sociedade, etc.” foram redirecionadas para a palavras-chave
“Biblioteca Pública”. Também ocorreu a transformação das palavras-chave pluralizadas para
o singular.

Para facilitar a análise das informações, agrupou-se as palavras-chave por

temáticas. Isso causou um trabalho extra, de contextualizar cada palavra-chave, visto que
palavras como “Catalogação” tanto poderiam se referir à disciplina de catalogação como o ato
de catalogar.
O grupo que obteve o maior quantitativo foi o de “Serviços e Procedimentos”, com
65 palavras-chave, onde “Busca de Informação para tomada de decisão” alcançou o total de 9
palavras.

Depois vieram “Análise sobre a Pesquisa Escolar” e “Estudo sobre Padrões

Bibliográficos”, ambos com 5 palavras-chaves. A “Indexação” entendida como o labor do
indexador alcançou 4 quantidades. A seguir vem o grupo: “Espaços/Locais Físicos ou
Virtuais de interação”, onde a Biblioteca Pública foi a mais mencionada. Das 64 palavraschave do grupo, 21 eram sobre a mesma. Depois o agrupamento “Outras bibliotecas

154

�(biblioteca híbrida, biblioteca itinerante, biblioteca jurídica, etc.) vem a seguir, com 12
menções. Em seguida vem a “Biblioteca escolar”, com 11 palavras-chave. As demais 20
palavras-chave do grupo eram sobre livraria, ONG, instituições esportivas, entre outras, quase
todas com uma única menção. Neste grupo foi incluída a palavra-chave “Rede Social”, apesar
de ter sido criado o grupo “Internet”. Das 48 palavras-chave do grupo “Ensino,
aprendizagem e comportamento”, 10 eram sobre “Ensino” e 10 sobre “Livro e leitura na
Educação”. As disciplinas ou área de conhecimento ficaram reunidas sobre a denominação
“Disciplinas ou Áreas de Conhecimento”, grupo com 23 palavras-chave, onde as maiores
quantidades foram: Educação, 3 menções; Biblioteconomia, Gestão do Conhecimento,
Administração Pública e Desenvolvimento de Coleções, todas com 2 menções e demais
disciplinas ou áreas com uma única menção. O grupo “Pessoas ou Profissionais” teve 18
palavras-chave, sendo que 10 sobre o “Bibliotecário”. Depois vieram “Docente/Professor” e
“Profissional da informação”, ambos com 3 indicações. Para abrigar ações transformadoras
foi criado o grupo “Políticas, projetos e ações reguladoras, sociais e/ou culturais”, com 17
palavras, onde “Projetos sociais e inclusão” teve 8 referências. O termo “Normas”,
englobando ABNT, ISO, etc., teve quatro quantidades. Algumas palavras-chave traziam
nomes de entidades, por isso foi criado o grupo “Instituições”, que teve 15 palavras-chave e
apenas Twitter teve 2 palavras-chave. O restante teve apenas 1 menção. O grupo “Internet”
abrigava o próprio termo “internet”, que recebeu 3 das 7 menções, mecanismo de busca,
também com 3 menções e blog, que recebeu 1 menção e até poderia ter sido deslocado para o
grupo de espaço ou local físico ou virtual de interação, pois pode existir a interação
assíncrona, tal como na rede social. Arbitrariamente, optamos por deixá-la na categoria
internet por ser tal como sites um ambiente construído para informar e não interagir, como a
rede social. O grupo com menor número de palavras-chave foi o “Outros”, com uma única
palavra-chave chamada “Espanha”, de difícil enquadramento nos agrupamentos anteriores.
Gonçalves (2008, p. 7) explica que as palavras-chave “[...] são importantes tanto na
recuperação de informação por um pesquisador quanto como orientação ao trabalho de
profissionais que trabalham com indexação.”.
Em 2008 foram referenciados 106 trabalhos nos 19 artigos da revista. A média de
referências foi de apenas 5,58 por artigo. No ano seguinte a média subiu para 10,3% em
virtude das 62 referências utilizadas nos 6 trabalhos publicados. Em 2010 a média cresceu
novamente, saltando para 12 referências por artigo, visto que houve as mesmas 62 referências,
mas em apenas 5 artigos. No ano de 2011 foram 126 referências para 9 trabalhos, subindo a

155

�média para 14. Finalmente, em 2012, com 377 referências em 26 trabalhos, a média alcançou
a marca de 15 referências por artigo.
O tipo de documento citado que mais acompanhou a subida das médias foi o da
internet. Diferente dos demais tipos de documento, a referência de trabalhos da internet só
cresceu entre 2008 e 2012. Começou com 1,5 por artigo e terminou em 3,92 por artigo.
Agrupando as teses, dissertações, tccs e relatórios de pesquisa na categoria “Trabalhos
Acadêmicos”, o grupo se torna o quarto principal tipo de documento.
No Publish or Perish, aparecem 39 citações a 23 trabalhos, ou seja, mais de um terço
dos trabalhos do periódico (35,9%) foram alguma vez citados. Dois trabalhos receberam 5
citações cada, sendo que o primeiro foi publicado em 2010 (1,25 ao ano desde a publicação) e
o segundo foi publicado em 2011 (1,67 ao ano desde a publicação). Um terceiro artigo, de
2011, recebeu 4 citações (1,33 ao ano desde a publicação). O quarto mais citado recebeu 3
citações, sendo que foi publicado em 2010 (0,75 ao ano desde a publicação). Três trabalhos
foram citados 2 vezes, sendo um em 2010 (0,50 ao ano desde a publicação) e um em 2012 (1
ao ano desde a publicação). Outros 16 trabalhos foram citados uma única vez. Das 39
citações, apenas 1 era referente a um mesmo trabalho, mostrando uma versão em html e outra
em pdf, razão pela qual se reduziu o total a 38 citações.
A revista mostra sua importância quando analisado o objeto de emprego das citações:
19 em trabalhos acadêmicos (9 em Dissertações de Mestrado, 8 em Trabalhos de Conclusão
de Curso e 2 em Teses), 10 em trabalhos apresentados eventos - dos quais se destacam
trabalhos apresentados no Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação
(Enancib) e Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), 7 em artigos
publicados em periódicos (a maioria em periódicos bem conceituados, como Transinformação
e Perspectivas em Ciência da Informação), 1 em um livro e 1 em uma apostila para um curso
de auxiliar de biblioteca.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Analisando os periódicos mais citados ao longo da história da Revista CRB 8 Digital,
percebemos que existe uma relação muito forte entre a boa avaliação de um periódico perante
a CAPES e a quantidade de citações que recebeu na revista analisada. Daí a importância do
periódico analisado em amadurecer, para ser melhor avaliado e mais citado.
Após aplicar a Lei do Elitismo de Price na análise das citações, constatou-se que há
relação entre produtividade e elite, no que diz respeito aos periódicos. Constatamos também
que a Lei de Lotka não se aplica ao periódico analisado, visto que os 20% de autores mais

156

�produtivos produziram apenas apenas 41 artigos (36,9%) e a proporção de autores que
produziram um único artigo foi de 92,8%. Adotando a Lei de Bradford foi possível construir
um gráfico do tipo "Bradford-Zipf", mas tal como Aymard (1980) foi possível ver que as
zonas não correspondem à realidade do comportamento da literatura científica. Da mesma
forma, concordam os autores com Guedes e Borschivier (2005), que a Lei de Bradford ainda é
um instrumento útil, desde que se analise ciente de suas limitações.
A alta incidência de trabalhos publicados pela Revista CRB 8 Digital, citados em
outras publicações e eventos da área, mostra que o periódico merece ser revitalizado e que
tem potencial para virar um Qualis A ou B a longo prazo. Contudo, a revista ainda não atende
a uma parte dos critérios de seleção de algumas bases de dados importantes e da CAPES.
Inevitável não destacarmos que a CAPES avalia a revista como “peso zero” em Ensino e, pela
análise das palavras-chave, descobrimos que 10 dos 64 artigos falam explicitamente sobre
Ensino. Outros 10 sobre Livro, Leitura e Educação, que tem uma relação muito próxima do
Ensino. Daí resulta a emergência de elevar a revista a patamares mais elevados.
Para que o periódico seja melhor avaliado será necessária uma grande transformação
em suas políticas e práticas. A modificação de políticas e a adoção de normas mais rígidas
beneficiarão os editores e revisores, que estarão empregando seu tempo a um periódico cada
vez mais reconhecido; e dará aos autores a certeza de que estão publicando em uma revista
bem conceituada.
É desejável que o corpo editorial agregue profissionais de fora das gestões,
principalmente pelas mudanças de gestão que ocorrem a cada triênio. Tanto melhor se ficar a
cargo dos profissionais de outras instituições, tal como faz a Revista ACB. O periódico deve
funcionar como uma instituição, ou seja, precisa de um planejamento a longo prazo.
A periodicidade, antes razoavelmente respeitada, exceto por 2008 e 2011, onde houve
alterações, agora ficou comprometida com a ausência de publicações em 2013. É preciso
recuperar terreno, para voltar ao que era em 2012 e dali avançar bastante. Se a revista retornar
a uma periodicidade semestral ao menos, com no mínimo 18 artigos por ano, já estará no
curso desejável.
O respeito às normas deve ser imposto aos autores. É preciso evitar que seus autores
publiquem trabalhos recheados de citações a trabalhos não avaliados por pares, muitas vezes
disponíveis na internet em blogs de qualidade duvidosa. Os artigos devem ter apresentação
semelhante, todos contendo o nome, titulação, ocupação e vínculo profissional dos autores.
Da mesma forma recomenda-se a publicação de artigos originais.

157

�No cenário brasileiro descrito até o momento, urge que os periódicos de acesso livre
do Brasil adotem estratégias de preservação das informações disponibilizadas gratuitamente,
entre elas a adoção do DOI. Recomendamos que a Revista CRB 8 Digital seja uma das que
passem a adotar o DOI a curto prazo.
Não se deseja com tal trabalho invalidar o trabalho feito por todos os profissionais
envolvidos com o periódico. Fosse considerado pelos autores deste trabalho um periódico
“peso zero”, tal como considera a CAPES, para a área da Ensino, não nos daríamos ao
trabalho de analisá-lo. Longe disso, reconhecendo a importância do trabalho é que desejamos
contribuir com algumas sugestões para melhorá-lo.

6 REFERÊNCIAS

AYMARD, M. A Lei da dispersão bibliográfica de Bradford. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 13, n. 3-4, jul./dez., p. 157-166. 1980.
BRESSANE, J. M.; OHIRA, M. L. B. Evolução e Avaliação da Revista ACB:
Biblioteconomia em Santa Catarina enquanto fontes de pesquisa (2000-2004). Revista ACB,
Florianópolis,

v.

12,

n.

1,

2007.

Disponível

em:

&lt;http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/491/631&gt;. Acesso em: 10 jan. 2014.
CRAVEIRO, G.; MACHADO, J.; ORTELLADO, P. (Org ). A Cadeia de Produção de
Artigos Científicos no Brasil: Financiamento Público e Acesso ao Conhecimento. São
Paulo: USP; Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso a Informação; Bauru:
Canal 6, 2010. 44. Disponível em: &lt;www.gpopai.usp.br/wiki/images/1A3/Book_05.pdf&gt;.
Acesso em: 15 jan. 2014.
DAMASIO, E. CrossRef, DOI (Digital Object Identifier) e Serviços: estudo comparativo
Luso-Brasileiro. InCID: R. Ci. Inf. e Doc., Ribeirão Preto, v. 4, n. 2, p. 126-142. jul./dez.
2013.
FERREIRA, A. G. C. Bibliometria na avaliação de periódicos científicos. DataGramaZero,
v. 11, n. 3, jun. 2010
GONÇAlVES, A. L. Uso de resumos e palavras-chave em Ciências Sociais: uma avaliação.
Encontros Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação,
Florianópolis, n. 26, p. 78-93, 2008.
GUEDES, M. G.; BRITO, R. F. B., SHINKATU, M. Análise da utilização do DOI no Brasil
em periódicos de acesso aberto. In: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação

158

�e Ciência da Informação, 25., Florianópolis, 2013. Anais ... Florianópolis: FEBAB, 2013.
Disponível em: &lt;http://portal.febab.org.br/anais/article/view/1377&gt;. Acesso em: 25 jan. 2014.
GUEDES, V.; BORSCHIVER, S. Bibliometria: uma ferramenta estatística para a gestão da
informação e do conhecimento, em sistemas de informação, de comunicação e de avaliação
científica e tecnológica. In: CINFORM - ENCONTRO NACIONAL DE CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO, 6., 2005, Salvador. Anais... Salvador: ICI/UFBA, 2005.
KIMURA, E. T. O dilema das revistas científicas brasileiras na divulgação da produção
científica nacional. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia &amp; Metabologia, v. 54, n.1, p. 1­
2, 2010.
KURAMOTO, Hélio. Informação científica: proposta de um modelo para o Brasil. Ciência
da Informação, Brasília, v. 35, n. 2, p. 91-102, maio/ago, 2006. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n2/a10v35n2.pdf&gt;. Acesso em: 01 out. 2013
LE COADIC, Y.-F. A Ciência da Informação. Brasília, DF: Briquet de Lemos, 1996.
LIMA, R. C. M. Estudo Bibliométrico: Análise de Citações no Periódico "Scientometrics".
Ci. Inf., v. 13, n. 1, p. 57-66, jan./jun. 1984.
MANZINI, E. J. Avaliação de periódicos científicos: Revista Brasileira de Educação
Especial. Revista. Brasileira de Educação Especial, v. 19, n. 1, p. 121-130, 2013.
MESQUITA, R. M. A.; STUMPF, I. R. C. Estudo de Citações de Documentos Eletrônicos
On-Line em Revistas da Area de Comunicação. Em Questão, Porto Alegre, v. 10, n. 2, p.
261-274, jul./dez. 2004. Disponível em: &lt;http://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/94/52&gt;.
Acesso em: 29 set. 2013.
MORAES, M. H. M.; MIRANDA, A. C. D. Produção do Conhecimento sobre o Sistema
Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) no Brasil nos anos de 2003 A 2010. Encontros
Bibli: Revista Eletrônica de Biblioteconomia e Ciência da Informação, v. 16, n. 32, p. 27-40,
2011.
PINHEIRO, L. V. R. Lei de Bradford: uma reformulação conceitual. Ciência da Informação,
Brasília, v. 12, n. 2, p. 59-80, jul./dez. 1983.
QUEMEL, M. A. R. et al. Dispersão de artigos sobre a Lei da Dispersão de Bradford: análise
bibliométrica. Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 13, n.
3-4, jul./dez., p. 147-156. 1980.
REVISTA CRB8 DIGITAL. Conselho Regional de Biblioteconomia da 10a Região.
Disponível em: &lt;http://revista.crb8.org.br&gt;. Acesso em: 22 set. 2013.

159

�SCHWEITZER, F.; RODRIGUES, R. S. Produção científica em áreas multidisciplinares:
educação a distância no Brasil. Em Questão: Revista da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da UFRGS, v. 19, n. 1, 2013.
SCIELO. Seleção de Periódicos da Coleção SciELO Brasil: perguntas mais frequêntes.
[S.l.: Scielo], 2013. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/avaliacao/faq_avaliacao_pt.htm&gt;.
Acesso em: 30 dez. 2013
SOBRINHO, M. I. M.; CALDES, A. I. P.; GUERRERO, A. P. Lei de Lotka Aplicada à
Produção Científica da Área de Ciência da Informação. BJIS: Brazilian Journal of
Information Science. v. 2, n. 1, p. 16-32, jan./jun. 2008.
SOUZA, M. N. A. et al. Acesso Aberto à Informação Científica e Direito Autoral: ações e
contradições. Encontros Bibli, v. 12, n. 2, 2012.
TARGINO, M. G.; GARCIA, J. C. R. Ciência brasileira na base de dados do Institute for
Scientific Information (ISI). Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 1, p. 103-117,
jan./abr.

2000.

Disponível

em:

&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/viewArticle/272&gt;. Acesso em: 20 jan.
2014.
VANTI, N. A. P. Da bibliometria à webometria: uma exploração conceitual dos mecanismos
utilizados para medir o registro da informação e a difusão do conhecimento. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 152-162, maio/ago. 2002. Disponível em:
&lt;http://revista.ibict.br/ciinf/index.php/ciinf/article/view/171/150&gt;. Acesso em: 10 dez. 2013.
URBIZAGASTEGUI, R. A. A Lei de Lotka na Bibliometria Brasileira. Ciência da
Informação, Brasília, v. 31, n. 2, p. 14-20, maio/ago. 2002.
____. Elitismo na Literatura sobre a Produtividade dos Autores. Ciência da Informação,
Brasília, v. 38, n. 2. 2009.
____. A produtividade dos autores sobre a lei de Lotka. Ciência da Informação, Brasília, v.
37, n. 2. 2008.

160

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="62">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71368">
                <text>SNBU - Edição: 18 - Ano: 2014 (UFMG - Belo Horizonte/MG)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71369">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71370">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias e o Acesso Público à Informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71371">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71372">
                <text>UFMG</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71373">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71374">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71375">
                <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73728">
              <text>Análise bibliométrica da Revista CRB8 Digital: avaliação do período 2008-2012.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73729">
              <text>Ribeiro, Alexsander Borges, Reis, Juliani Menezes dos</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73730">
              <text>Belo Horizonte (Minas Gerais)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73731">
              <text>UFMG</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73732">
              <text>2014</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73733">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73734">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="73735">
              <text>Analisa o periódico Revista CRB8 Digital, no período de 2008 a 2012, através da autoria (número de autores, tipo de autoria, produtividade, titulação e vínculo institucional), bem como citações (número de referências utilizadas, média de citações por artigo, tipologia dos documentos citados, idioma dos documentos, títulos de periódicos mais citados e autores mais citados). Utiliza três leis Bibliométricas, a saber, Lei de Bradford, Lei de Lotka e Lei de Elitismo de Price para a análise Bibliométrica. As ferramentas utilizadas na análise foram: o software Publish or Perish na análise das citações e Microsoft Excel na mineração, tabulação e tratamento dos dados. Mostra a tendência da literatura utilizada pelos autores de artigos publicados na referida revista entre 2008 e 2012. Conclui que o periódico tem qualidade, mas há necessidade de mudanças em sua política, razão pela qual os autores apresentam sugestões aos editores.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
