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                  <text>XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
SNBU 2014

ACESSO LIVRE A INFORMAÇÃO CIENTÍFICA: a importância da disseminação e a
necessidade de capacitação dos bibliotecários
Cleide Vieira Faria
Ricardo Perez Filpi
Rosilene Moreira Coelho de Sá
RESUMO
Existe atualmente um amplo e variável volume de informação científica disponível em bases
de dados nacionais e internacionais, multidisciplinares e ou especializadas na internet com
acesso livre para a comunidade acadêmica em geral. O presente estudo tem como objetivo
verificar se os bibliotecários conhecem e divulgam para a comunidade acadêmica as bases de
dados com acesso livre a informação científica e também almeja divulgar e incentivar o uso
dessas bases de acesso livre para os profissionais da informação e comunidade universitária.
Para atingir os objetivos o estudo elaborou fundamentação teórica com autores da área da
Ciência da Informação, pesquisa sobre bases de dados de acesso livre nos sites. Optou-se usar
como metodologia dois instrumentos de coleta de dados: análise de conteúdo dos sites das
bibliotecas e pesquisa quantitativa com os profissionais da informação dessas mesmas
bibliotecas. Nas duas investigações conduzidas constatamos que existe pouca disseminação
das bases de dados de acesso livre a informação científica e baixo conhecimento por parte dos
profissionais da informação sobre essas bases. A pesquisa também apurou a necessidade dos
profissionais das bibliotecas universitárias realizarem capacitação constante, a fim de
acompanhar as mudanças globais que estão ocorrem no mundo editorial científico.
Palavras-Chave: Acesso Livre; Bases de Dados; Disseminação da Informação; Comunicação
Científica; Bibliotecas de Universidades Particulares.
ABSTRACT
There is now a large and variable amount of scientific information available in databases of
national and international, multidisciplinary and specialized databases or the Internet with free
access to the academic community. The present study aims to determine whether the
librarians know and divulge to the academic community databases with free access to
scientific information and also aims to promote and encourage the use of these databases for
free access to information workers and university community. To achieve the objectives the
study elaborated theoretical foundation with authors in the field of information science,
research databases freely accessible on the websites. We chose to use as methodology two
instruments for collecting data: content analysis of the websites of libraries and quantitative
research with professional information of those libraries. In both investigations found that
there is little spread of databases of open access to scientific information and insufficient
knowledge on the part of information professionals on these bases. The survey also found the
need of the professionals of university libraries undertake ongoing training in order to keep up
with the global changes that are occurring in publishing scientific world.

123

�Keywords: Open Access; Databases; Information Dissemination; Scientific Communication;
Libraries of Private Universities.
1 INTRODUÇÃO
Existe atualmente um amplo e variável volume de informação científica disponível em
bases de dados nacionais e internacionais, multidisciplinares e ou especializadas na internet
com acesso livre para a comunidade acadêmica em geral - alunos de graduação, pósgraduação, professores, pesquisadores. Percebe-se que essas bases que poderiam ser úteis em
trabalhos acadêmicos de Graduação, Pós-Graduação ou pesquisas são pouco conhecidas e
acessadas pelos alunos, muitas vezes, por falta de conhecimento. Mesmo boa parte dos
bibliotecários, profissional mediador entre a informação e o usuário, nota-se que eles
desconhecem algumas dessas bases ou se as conhecem não as disseminam para o meio
acadêmico. Percebe-se também que alguns sites de Bibliotecas Universitárias não divulgam as
bases de acesso livre ou quando as divulgam somente algumas bases são referendadas, outras
bases que também possuem conteúdo relevante não são indicadas nos sites.
Na literatura da área existem vários artigos com estudos e pesquisas que relatam sobre
o acesso livre: repositórios institucionais, revistas eletrônicas e bases de dados que indexam
estas revistas. A maioria deles foca a importância da comunicação científica entre pares e a
questão da importância do repositório como memória institucional, porém pouco se discute no
mundo científico sobre a divulgação, a disseminação e a real utilização das bases de dados de
acesso livre pelos estudantes de graduação, pós-graduação e pesquisadores.
As instituições governamentais de fomento e pesquisas mobilizam recursos
financeiros, recursos humanos especializados, equipamentos e software específicos para a
construção e desenvolvimentos dessas bases, e, no entanto, a comunidade das instituições
educacionais ainda não faz uso frequente e constante do enorme volume de informação
científica disponível de forma gratuita.
O problema do acesso á informação cientifica nas bibliotecas das Universidades
Públicas Federais que possuem o acesso ao Portal Capes, o qual disponibiliza produção
científica nacional e internacional “de mais de 37 mil títulos com texto completo, 130 bases
referenciais, 12 bases dedicadas exclusivamente a patentes, além de livros, enciclopédias e
obras de referência, normas técnicas, estatísticas e conteúdo audiovisual” (Portal Capes, 2014)
está em grande parte resolvido. Por outro lado, as bibliotecas das Universidades Particulares
muitas vezes não conseguem manter a assinatura completa do Portal, inviabilizando o acesso

124

�total das publicações oferecidas. Conforme afirma Kuramoto sobre o Portal Capes (2008,
p.154) “É importante ressaltar que apenas uma parte da comunidade científica é beneficiada
com esse acesso, pois a comunidade científica como um todo não se resume apenas às
universidades públicas”.
Neste contexto, levando em consideração o esforço que tem sido feito por parte das
Instituições Governamentais e dos profissionais na construção das bases de dados de acesso
livre, a importância e relevância do conteúdo disponibilizado online e gratuitamente para
comunidade acadêmica, notou-se que essas bases são pouco conhecidas e utilizadas pela
comunidade universitária, pressupõe-se então que falta divulgação das bases de acesso livre,
em parte, a responsabilidade pode ser dos bibliotecários das bibliotecas universitárias que não
as conhecem ou se as conhecem não as divulgam. Neste sentido, o problema da pesquisa é:
Os profissionais da informação das bibliotecas das Universidades particulares estão
divulgando as bases de dados de acesso livre a informação científica aos seus usuários?
O presente estudo tem como objetivo geral verificar se os bibliotecários das
Bibliotecas das Universidades particulares de Minas Gerais conhecem e divulgam para a
comunidade acadêmica as bases de dados com acesso livre a informação científica e também
almeja divulgar e incentivar o uso dessas bases para os profissionais da informação e
comunidade acadêmica.
Assim, pretende-se compreender como ocorre a divulgação das bases de pesquisas de
acesso livre a informação nas bibliotecas das universidades particulares de Minas Gerais por
meio de análise de conteúdo dos sites destas bibliotecas e de pesquisa quantitativa com os
profissionais da informação que nelas atuam.

2 REVISÃO DE LITERATURA
Atualmente, o movimento de acesso livre a informação científica no Brasil vive uma
evolução, a exemplo do que acontece há mais tempo nos Estados Unidos e na Europa. Isso se
deve em grande parte a atuação das Universidades e Instituições de pesquisas que são, ao
mesmo tempo, os principais produtores e consumidores dessa informação que é
disponibilizada, entre elas mesmas, e aos demais usuários das mais variadas formas. Portanto
as teses e dissertações que estas instituições produzem podem ser encontradas em
repositórios, em meio eletrônico, nas bibliotecas digitais criadas para armazenar
exclusivamente este tipo de material. Os artigos que estas instituições publicam, em suas
revistas científicas, podem ser encontrados em seus portais de revistas criados com o
propósito de reunir e dar maior visibilidade as mesmas.

125

�Mas, no passado, segundo Kuramoto (2014, p. 255) “nem sempre a comunicação
científica teve tantas facilidades como atualmente”. Os pesquisadores encontravam obstáculos
no sistema de comunicação científica como: custos, demora na avaliação, publicação,
dificuldades de aceitação na revista etc. Ainda, conforme esse mesmo autor: “Para um
pesquisador publicar um trabalho em uma revista de maior prestígio significa não apenas ser
aceito e reconhecido por uma elite, mas, principalmente pelo conselho editorial do periódico”.
Dificultando desta forma a aceitação da pesquisa nas revistas com melhor posição.
A superação destes entraves aliados ao surgimento e a utilização de novas tecnologias
de informação e comunicação no mundo científico favorecem a mudança do panorama da
produção e no acesso a informação científica. Sobre esse novo paradigma, Kuramoto (2014,
p. 259) afirma que:
O surgimento das novas tecnologias da informação e da comunicação, das
quais se destaca a internet, aliado às dificuldades causadas pelo excessivo
aumento nos preços das assinaturas dos periódicos científicos provocou a
criação de novas e inovadoras alternativas para a comunicação científica:
além das revistas científicas eletrônicas, os pesquisadores puderam ter
acesso a essa tecnologia e divulgar os seus trabalhos voluntariamente por
meio de repositórios digitais. , (KURAMOTO (2014, p.259)
Além disso, o autor declara que a motivação principal para o surgimento do acesso
livre a informação científica foi à dificuldade de se obter essa mesma informação de forma
gratuita para os pesquisadores. “o trabalho publicado pelos pesquisadores nem sempre é
acessível à comunidade, sem custos, apesar de ele ter sido financiado com recursos públicos.”
(KURAMOTO, 2014, p. 259). Ainda, conforme o autor, outro fator preponderante foi o
“desenvolvimento econômico, industrial e cultural da sociedade que é sustentado pelos
conhecimentos científicos acumulados ao longo do tempo”.
O Acesso aberto, denominado como Open Access objetiva promover o acesso livre
irrestrito a informação científica. Ele “determina as principais políticas dos repositórios, que
também seguem as diretrizes do Open Achival Information System (OAIS) no que se refere às
diretrizes para arquitetura e arquivamento.” (PAULA, MORAES e WAETE, 2014, p. 269)
Os repositórios contribuem diretamente tanto para o arquivamento, memória
institucional e autoral como na facilidade de acesso livre aos estudos desenvolvidos pelos
pesquisadores das Universidades e Instituições. Neste sentido Repositório Digital é “uma
forma de armazenamento de materiais digitais que tem a capacidade de manter e gerenciar por
longos períodos de tempo e promover o acesso aberto a esses materiais” (PAULA, MORAES

126

�e WAETE, 2014, p. 269). Portanto, a ferramenta surge como uma inovação no sistema de
comunicação da ciência e no modo como a informação é gerenciada, além de ser uma via
diferenciada para o desenvolvimento cientifico, uma vez que oferece visibilidade,
armazenamento e recuperação dessa informação.
Os autores Paula, Morais e Waete, (2014, p. 276) destacam ainda que “o uso de
repositórios pode promover o interesse da população pela ciência”. Desta forma, as ações e as
iniciativas voltadas para o acesso livre á informação científica proporcionam acessibilidade,
democratização da informação, redução da distância entre o usuário e a informação, facilidade
de pesquisa e memória científica digital.
Discussões sobre este tema ainda estão ocorrendo pelo mundo, no entanto o acesso
livre a informação científica já é uma realidade no meio acadêmico. Nesse cenário de
mudança de paradigma da comunicação científica, Kuramoto (2014, p. 264) alerta que as
bibliotecas das IES e Unidades de Pesquisas desempenham um importante papel: “deveriam
liderar, de fato, o estabelecimento de uma política informacional em suas respectivas
instituições. Ao assumir esse papel, as bibliotecas poderão tornar-se o depositário legal de
toda a produção técnico-científica da sua instituição.” Desta forma as bibliotecas
universitárias e Institucionais devem promover e divulgar o acesso livre a informação
adotando estratégias e políticas de informação com o objetivo de favorecer a disseminação, a
divulgação da produção científica “de forma a democratizar o acesso e o uso da informação à
sociedade”. (PAULA, MORAES e WAETE, 2014, p. 278)

2.1 PESQUISA SOBRE AS PRINCIPAIS BASES DE DADOS DE ACESSO LIVRE DE
INFORMAÇÃO CIENTÍFICA
As Bases de Dados, de acordo com Sayão (1996, p. 314), "podem ser consideradas
como os repositórios dos conhecimentos consensuais gerados pela ciência moderna,
constituindo, dessa forma, a memória da ciência oficialmente aceita". Nelas são armazenados
os diversos tipos de material, gerados a partir dos diferentes objetivos e métodos de pesquisa
acadêmica e científica, entre os quais podemos citar: os trabalhos de conclusão de curso
(TCC), as teses e dissertações, os trabalhos apresentados em eventos, as patentes, os relatórios
técnicos, os artigos científicos, os livros acadêmicos e outros. Pode-se dizer que elas
preservam a informação científica, de forma organizada, segundo padrões de catalogação e
indexação, o que facilita a sua recuperação.
Segundo POBLACIÓN; WITTER; SILVA, (2006) "as bases de dados são
compreendidas como fontes de informação eletrônicas, pesquisáveis de modo interativo ou

127

�conversacional através de um computador." As bases de acesso livre podem ser de conteúdo
multidisciplinar ou temático, sendo assim as bases de dados multidisciplinares são aquelas
que oferecem informações sobre os mais variados temas ou disciplinas e que, por este motivo
deveriam ser conhecidas de todos os usuários da informação, uma vez que podem ser
utilizadas para a pesquisa em todos os campos do conhecimento. As bases de dados temáticas
são aquelas que oferecem informações aos seus usuários em uma área específica do
conhecimento ou, numa área mais geral subdividida em áreas que estão relacionadas umas
com as outras. Estes tipos de bases deveriam ser conhecidas por aqueles usuários que
demandam informações específicas nas áreas do conhecimento que elas abarcam.
Muitas instituições de ensino superior e de pesquisa organizam, preservam e
disponibilizam a sua produção acadêmica e científica em meio digital, o que facilita sua
disseminação e acesso por meio de Portais, Diretórios e Bases de dados eletrônicas. Pesquisar
separadamente em cada uma dessas instituições requer do usuário tempo e conhecimento para
saber de que forma elas publicam sua produção científica para ter sucesso em sua busca. Por
este motivo é importante que o pesquisador conheça os projetos que foram desenvolvidos
para facilitar o acesso a informação em meio digital, produzido instituições de ensino e
pesquisa.
Enquanto processo de construção, as iniciativas para centralizar e, desta forma,
facilitar a busca e recuperação da informação em repositórios digitais das instituições de
ensino e pesquisa que adotam padrões compatíveis com os projetos desenvolvidos pelo
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) foram implantadas com
sucesso. Provavelmente a mais conhecida das iniciativas do IBICT, seja a Biblioteca Digital
Brasileira de Teses e dissertações (BDTD), um projeto que reúne mais de noventa
instituições, das quais fazem parte institutos nacionais de pesquisa, algumas universidades
particulares e a maior parte das universidades federais de ensino superior do país, que
disponibilizam a sua produção mais recente, em meio digital, o que permite aos seus usuários
consultar no site de cada uma delas a sua produção institucional deste tipo de material, ou por
intermédio da BDTD em uma única forma de busca, o que torna mais fácil a pesquisa. Ao
conjunto da produção de todas elas que reunidas na BDTD somam um acervo com,
aproximadamente, 65.000 teses e 179.000 dissertações nas diversas áreas do conhecimento.
(IBICT. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. 2014)
Outro projeto desenvolvido pelo mesmo Instituto, no qual é possível realizar uma
forma única de busca e acesso aos documentos depositados em diversos repositórios digitais é
o Portal brasileiro de acesso aberto à informação científica (Oasisbr), que permite ao usuário

128

�obter além de teses e dissertações, pesquisar artigos, livros, capítulos de livro, trabalhos de
eventos, patentes, pré-prints, relatórios científicos, projetos de pesquisa, resenhas, trabalhos
de conclusão de cursos e outros 29 repositórios portugueses e 23 brasileiros nas diversas áreas
do conhecimento. Por meio deste portal é possível, também, executar a busca em 704 revistas
científicas brasileiras e em 7 revistas portuguesas de acesso livre nas diversas áreas do
conhecimento. (PORTAL BRASILEIRO DE ACESSO ABERTO À INFORMAÇÃO
CIENTÍFICA, 2014)
Outras Instituições também se propuseram a organizar, preservar e disseminar a
produção científica brasileira com o desenvolvimento de projetos de livre acesso a
informação. Com esta finalidade foi criada, mediante uma parceria entre a Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Centro Latino-Americano e do
Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), a Scientific Electronic Library Online
- Scielo Brasil, provavelmente a mais conhecida base de dados brasileira de livre acesso a
informação científica que permite a busca em mais de 300 revistas científicas brasileiras nas
diversas áreas do conhecimento . (SCIENTIFIC ELECTRONIC LIBRARY, 2014)
Com objetivos semelhantes, a Comissão Nacional de Energia Nuclear - CNEN
desenvolveu o Portal para periódicos de acesso livre na internet (LIVRE) que divulga em seu
site o expressivo número de 6.051 títulos de revistas brasileiras e estrangeiras disponíveis nas
diversas áreas do conhecimento. Nele as revistas podem ser agrupadas por área e subáreas do
conhecimento e após a seleção da opção: listar por áreas do conhecimento, o que permite ao
usuário visualizar quais as revistas estão disponíveis para áreas específicas do conhecimento.
Neste portal não é possível ao usuário pesquisar várias revistas ao mesmo tempo, por este
motivo ele deve realizar a busca de artigos em uma revista de cada vez. (CENTRO DE
INFORMAÇÕES NUCELARES. LIVRE CNEN, 2014))
Entre as iniciativas internacionais de livre acesso a informação científica podemos
citar a Networked Digital Library of Theses and Dissertations (NDLTD), um projeto da
Virginia Tech que coordenou o desenvolvimento e a implementação de um sistema de
biblioteca digital distribuída de modo que electronic theses and dissertations ( ETDs) de todas
as instituições participantes podem ser acessadas facilmente. Esta rede de bibliotecas serviu
de modelo para criação da BDTD. De acordo com Kuramoto (2005 p. 299) "foram adotados
os preceitos e padrões do Open Archvies Initiative (O. A. I.), tendo em vista o fato de vários
projetos de bibliotecas e repositórios digitais o adotarem, inclusive, o bem-sucedido projeto
NDLTD - Networked Digital Libraryof Thesis and Dissertation." Atualmente as teses e
dissertações de vários países, inclusive do Brasil, podem ser consultados por intermédio dessa

129

�base, o que permite aos usuários de diversas nacionalidades acessarem livremente centenas de
milhares de monografias produzidas pelos cursos de Pós-Graduação espalhados por diversos
continentes. (NETWORKED DIGITAL LIBRARY OF THESES AND DISSERTATIONS,
2014)
O Directory of Open Access Journals (DOAJ) é provavelmente, das iniciativas
internacionais de livre acesso a informação científica, a que indexa o maior número de
revistas. Atualmente ela conta com aproximadamente 9.700 revistas científicas de acesso livre
nas diversas áreas do conhecimento. Sendo que 5.616 delas podem ser pesquisadas por artigo
ao mesmo tempo de forma conjunta. (DIRECTORY OF OPEN ACCESS JOURNALS, 2014)
A Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, Espana y Portugal
(Redalyc)

indexa 901 revistas

em diversa áreas do conhecimento. As revistas estão

distribuídas nas seguintes áreas: Ciências Sociais (522), Ciências, com 262 revistas, Artes e
Humanidades (100) e áreas multidisciplinares que apresenta 17 revistas. (RED DE
REVISTAS CIENTÍFICAS DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, ESPANA Y
PORTUGAL - REDALYC., 2014)
A Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) Brasil se diferente das bases multidisciplinares
que disponibilizam informação nas diversas áreas do conhecimento por

está voltada

prioritariamente para área da saúde. Ela pode ser considerada como uma base referencial e de
texto completo, uma vez que nem sempre o usuário consegue obter nela o texto integral em
acesso livre, mas apenas a referência do documento de que necessita, seja uma tese ou uma
dissertação, um artigo ou qualquer outro tipo de documento objeto de sua pesquisa. Estão
disponíveis para consulta por meio da BVS as seguintes bases nacionais especializadas na
área de saúde: Bibliografia brasileira de Odontologia (BBO), Base de Dados de Enfermagem
(BDENF), Bibliografia Brasileira de Homeopatia (HOMEOINDEX), Index Psi (Psicologia)
entre outras. A Biblioteca virtual em saúde (BVS) Brasil, a exemplo de outras na América
Latina, segue o modelo de cooperação estabelecido pela BVS. (BIBLIOTECA VIRTUAL
EM. BIREME. 2014)
A Biblioteca Digital Brasileira de Computação (BDBComp), mantida

por

Laboratório de Banco de Dados LDB UFMG, possui atualmente 14.748 trabalhos publicados
em periódicos nacionais e anais de eventos realizados no Brasil. Ela possui também trabalhos
publicados nos seguintes periódicos: JBCS, RITA, IP, INFOCOMP, RBIE e RB-RESD e
apresenta em seu site a seguinte orientação aos seus usuários: Use o serviço "Buscar na Web"
sempre que o texto completo de algum trabalho nela catalogado não estiver disponível.
(BIBLIOTECA DIGITAL BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO - BDBCOM, 2014).

130

�A Base de dados em Ciência da Informação (Brapci) é projeto financiado pelo
Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) e na atualidade disponibiliza referências, resumos e
textos publicados em 37 periódicos nacionais impressos e eletrônicos da área de Ciência da
Informação, sendo que dos periódicos disponíveis 28 estão ativos e 9 históricos estão
descontinuados. (BASE DE DADOS REFERENCIAIS DE ARTIGOS DE PERIÓDICOS EM
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. BRAPCI, 2014)
O Portal da Produção Científica em Ciências da Comunicação (Univerciencia.org)
mantido pelo CEDUS/ECA/USP, disponibiliza atualmente 24 revistas, 240 fascículos, 3.537
documentos de 3.366 autores em Ciências da Comunicação favorecendo o acesso aberto ao
conhecimento gerado nessa área. Desta forma ela contribui para aumentar a visibilidade, a
acessibilidade e o impacto da publicação científica em Ciências da Comunicação, atuando
diretamente no processo de comunicação científica, organizando e integrando coleções
nacionais ou internacionais. (UNIVERCIENCIA - PORTAL DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
EM CIÊNCIAS DA COMUNICAÇÃO, 2014)
A Base de dados de artigos de periódicos nacionais em Educação - EDUBASE, além
de artigos de periódicos, alguns trabalhos de anais de eventos, disponibiliza, também,
capítulos de livros relacionados à Educação. (EDUBASE. UNIVERSIDADE ESTADUAL
DE CAMPINAS, 2014)
A coleção Bases de Dados da Pesquisa Agropecuária - BDPA, desenvolvida pela
EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) abrange as ciências agrárias e
tem por objetivo disponibilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do espaço rural,
com foco no agronegócio. (BASES DE DADOS DA PESQUISA AGROPECUÁRIA BDPA, 2014)
A Scientific Periodicals Electronic Library (SPELL) foi desenvolvida pela ANPAD Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração que disponibiliza, de
modo organizado, informações acerca dos principais periódicos das áreas de Administração,
Contabilidade

e Turismo reunindo

artigos

científicos,

resenhas,

editoriais,

notas

bibliográficas, casos de ensino, debates entre outros documentos, todos disponíveis
livremente para consulta e download.

(SCIENTIFIC PERIODICALS ELECTRONIC

LIBRARY, SPELL, 2014)
As bases supracitadas fazem parte de um movimento que cresce a cada dia a nível
mundial. De acordo com Costa (2005) “nos últimos cinco a seis anos, tem-se identificado um
movimento entre pesquisadores acadêmicos, [...], no sentido de que seus resultados de
pesquisa estejam disponíveis, gratuitamente, o mais amplamente possível”.

131

�3 MATERIAIS E MÉTODOS
Inicialmente para compreender como ocorre a divulgação das bases de pesquisas de
acesso livre a informação nas bibliotecas das universidades particulares de Minas Gerais,
pesquisou-se na literatura da área Ciência da Informação e em sites de Instituições de
Pesquisas e Universidades quais são as principais bases de acesso livre a informação
científica, com a qual obtivemos os resultados a seguir: Biblioteca Digital Brasileira de Teses
e Dissertações (BDTD), Networked Digital Library Of Theses And Dissertations (NDLTD),
Scientific Electronic Library (SCIELO), Portal Brasileiro De Acesso Aberto À Informação
Científica (OASISBR), directory of open access journals (DOAJ), Centro De Informações
Nucelares (LIVRE CNEN), Universidad Autónoma Del Estado De México (REDALYC),
Biblioteca Digital Brasileira de Computação (BDBCOMP), Base de Dados Referenciais de
Artigos de Periódicos em Ciência da Informação (BRAPCI), Portal da Produção Científica
em Ciências da Comunicação (UNIVERCIENCIA.ORG), Base de dados de artigos de
periódicos nacionais em Educação (EDUBASE), Repositório Institucional da Universidade
Federal De Santa Catarina (REDE CEDES), Centro Latino-Americano E Do Caribe De
Informação Em Ciências Da Saúde (BVS - SAÚDE), Acesso Livre à Informação Científica
da Embrapa (ALICE EMBRAPA), Scientific Periodicals Electronic Library (SPELL),
Physiotherapy Evidence Database (PEDRO), Acesso aberto em Física, Matemática, Ciência
da Computação, Biologia Quantitativa, Finanças Quantitativas e Estatística (ARXIV), Revista
de Educação e Pesquisa em Contabilidade (REPEC), National Center For Biotechnology
Information (PUBMED), Public Library Of Science (PLOS), COGPRINTS, BIOMED
CENTRAL, CHEMISTRY CENTRAL.
Em seguida, para atender os objetivos desta pesquisa, optou-se como universo as
bibliotecas universitárias particulares do estado Minas Gerais, a saber: Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais (PUC MINAS), Fundação Mineira de Educação e
Cultura (FUMEC), Universidade José do Rosário Vellano (UNIFENAS), Universidade de
Uberaba (UNIUBE), Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC), Universidade de
Itaúna (UI), Universidade Vale do Rio Verde (UNINCOR) e Universidade do Vale do
Sapucaí (UNIVÁS). As Instituições foram escolhidas aleatoriamente após pesquisa na
internet, portanto sem privilégios de seleção, mas observando os critérios de Instituição
Universitária, necessariamente particular e do Estado de Minas Gerais. Em seguida o estudo
adotou dois instrumentos de coleta de dados: análise de conteúdo dos sites das bibliotecas e
pesquisa quantitativa com os profissionais da informação dessas bibliotecas.

132

�A análise de conteúdo da pesquisa foi guiada por meio dos sites das bibliotecas
universitárias com o propósito de verificar se eles disponibilizam para os usuários as
principais bases de acesso livre a informação científica. Utilizou-se como coleta tabela prédefinida com as principais bases de acesso livre a informação científica versus sites das
bibliotecas universitárias.
A pesquisa quantitativa foi através da aplicação de questionário do tipo estruturado,
contendo sete questões apresentadas de forma sequencial com respostas limitadas a uma lista
de alternativas declaradas. Utilizou-se como recurso o software livre SurveyMonkey
Copyright © 1999-2014. Para a aplicação do questionário optou-se por enviar e-mails com o
link do questionário para os endereços das bibliotecas universitárias e ou dos coordenadores
responsáveis, conforme informado nos sites das bibliotecas. O período de aplicação foi
07/04/2014 a 22/04/2014 tendo como finalidade a coleta de dados de pelo menos um
representante de cada universidade.
Para a análise do conteúdo de dados retirados dos sites optou-se por utilizar Microsoft
Office Excel 2000 o qual possibilitou melhor visualização e otimização dos resultados
coletados. O software livre SurveyMonkey foi usado para análise dos dados quantitativos, o
qual possibilitou a geração de gráficos e tabelas.

4 RESULTADOS PARCIAIS/FINAIS
Nas duas investigações conduzidas constatamos que existe pouca divulgação das bases
de dados de acesso livre a informação científica nos sites pesquisados e pouco conhecimento
por parte dos profissionais da informação sobre as bases de acesso livre.
Na primeira investigação, análise de conteúdo dos sites, observou-se que dos 8 sites
pesquisados das bibliotecas das Instituições (PUC MINAS, FUMEC, UNIFENAS,
UNIUBE,UNIPAC,UI, UNINCOR, UNIVÁS) apenas 3 sites disponibilizam 43,5% das bases
indicadas, BDTD, NDLTD, SCIELO, OASISBR, DOAJ, LIVRE CNEN, REDALYC,
BDBCOMP, BRAPCI, UNIVERCIENCIA.ORG, EDUBASE, REDE CEDES, BVS SAÚDE, ALICE EMBRAPA, SPELL, PEDRO, ARXIV, REPEC, PUBMED, PLOS,
COGPRINTS, BIOMED CENTRAL, CHEMISTRY CENTRAL, ou seja, disponibilizam
apenas 10 bases das 23 melhores bases de acesso livre a pesquisa científica. Quatro sites das
instituições divulgam de 8% a 23% dessas bases. Houve na pesquisa duas instituições que não
divulgaram no site nenhuma base, ou seja, 0% de divulgação, porém em uma dessas
Instituição o respondente declarou que é facultado para a comunidade acadêmica o acesso às
bases de dados Ebsco, Portal Capes, Pearson e UseFashion.

133

�Gráfico 1 - Bases de dados de informação científica de acesso livre disponíveis nos sites
das Instituições
■ P U C M IN A S ■ F U M E C

■ U N IFE N A S

■ UN1UBE

■ UI

■ U N IV A S

B U N IV E R S O

■ U N IN C O R

■ U N IPA C

Fonte: Dados extraídos na pesquisa nos sites das Bibliotecas - abril 2014.
Na segunda investigação, pesquisa quantitativa por meio da aplicação de questionário
do tipo estruturado, enviado no e-mail que estava divulgado nos sites das 8 bibliotecas
universitárias particulares. Dessas, obtivemos 11 questionários respondidos, pois em duas
instituições houve mais de um respondente, sendo 100% destes profissionais da informação
(bibliotecário) dos quais, 80% a 90% trabalham respectivamente nas atividades de Informação
e atendimento ao público e Processamento técnico.

Tabela 1 - Quantitativo de respondentes por instituição
Instituição

Respondentes

%

2
18,18%
PUC MINAS
1
9,09%
FUMEC
1
9,09%
UNIFENAS
UNIVERSIDADE DE UBERABA (UNIUBE)
1
9,09%
UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO
3
27,27%
CARLOS (UNIPAC)
UNIVERSIDADE DE ITAÚNA (UI)
1
9,09%
UNIVERSIDADE VALE DO RIO VERDE
1
9,09%
(UNINCOR)
UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ
1
9,09%
(UNIVÁS)
11
100%
TOTAL
Fonte: Questionário aplicado na pesquisa software Survey Monkey período 07/04/2014 a
22/04/2014

134

�O resultado da segunda investigação também confirmou a hipótese de pouco
conhecimento dos profissionais de informação sobre as bases de dados de informação
científicas de acesso livre.
Na questão 4 - “Das bases de dados de acesso livre listadas abaixo informe o seu
grau de conhecimento? Alternativas declaradas: Não conheço, conheço e conheço muito”
As bases que tiveram o índice com valor acima de 50% na opção “conheço muito” foram
apenas as bases SCIELO e BVS. O resultado evidenciou um alto índice na maioria das bases
apresentadas na opção “Não conheço”. Algumas bases tiveram como resposta a opção
“Conheço”, porém todas com índice abaixo de 44,44%, Conforme demonstra o Gráfico 2 a
seguir:

Gráfico 2 - Bases de dados de acesso livre a informação científica X Grau de
conhecimento.

Fonte: Questionário aplicado na pesquisa software Survey Monkey período
07/04/2014 a 22/04/2014

Na Questão 5 - Das bases de dados com acesso livre listada abaixo quais você
indica para os usuários da biblioteca? - e questão 6 - Das bases de dados de acesso livre
listadas abaixo indique quais você disponibiliza no site da Biblioteca? - as 3 bases mais
indicadas e disponibilizadas no site da biblioteca são : SCIELO, BVS, PUBMED. Essas
obtiveram índice de indicação e disponibilização no site acima de 40%. Em relação às outras
bases pode-se considerar que 10 são pouco indicadas e pouco disponibilizadas, pois tiveram

135

�índice abaixo de 30% e que outras 10 não são indicadas e nem disponibilizadas, pois tiveram
índice 0% de indicação e disponibilização nos sites. Os Gráficos 3 e 4 a seguir exemplificam
o resultado das questões.

Gráfico 3 - Bases de dados de acesso livre indicadas pelos profissionais da
informação das bibliotecas das universidades particulares

Percentual de indicações

l ALICE EMB RAPA
I BRAPCI
IREPEC
I UNIVERCIENCIA.ORG
l OAS1SBR
l LIVRE CNEN
PLOS
DOAJ
BIOMED CENTRAL
BDTD
PUBMED
SCIELO

■SPELL
■ARXIV
■ NDLTD
■COGPRINTS
■ BDBCOMP
■ REDE CEDES
■ EDUBASE
■ REDALYC
CHEMISTRY CENTRAL
PEDRO
BVS

J

Fonte: Questionário aplicado na pesquisa software Survey Monkey período
07/04/2014 a 22/04/2014

Gráfico 4 - Bases de dados de acesso livre disponibilizadas nos sites das
bibliotecas

Percentual de bases disponibiliadas nos sites
das bibliotecas

■ BRAPC
■ DOAJ
■ CHEMISTRY CENTRAL
■ SPELL
■ ARXIV
■ BDBCOMP
■ COGPRINTS
■ REDE CEDES
■ LIVRE CNEN
■ EDUBASE
PUBMED
SCIELO

■ UNIVERCIENCIA.ORG
■ NDLTD
■ ALICE EMBRAPA
■ OASISBR
■ REPEC
PLOS
■ BIOMED CENTRAL
■ BDTD
■ REDALYC
■ PEDRO
BVS

Fonte: Questionário aplicado na pesquisa software Survey Monkey período
07/04/2014 a 22/04/2014

136

�A questão 7 - Das bases de dados listadas abaixo avalie a relevância para os
usuários da Instituição a que você pertence? Alternativas declaradas: Desconheço esta
base, Não relevante, Pouco relevante, Relevante e Muito relevante - evidenciou o
desconhecimento da maioria das bases apresentadas e novamente as bases BVS, SCIELO e
PUBMED destacaram-se entre às demais como “muito relevante”, conforme Gráfico 5 a
seguir:
Gráfico 5 - Bases de dados científicas de acesso livre mais relevantes para os
profissionais da informação das universidades particulares

Fonte: Questionário aplicado na pesquisa software Survey Monkey período
07/04/2014 a 22/04/2014

Alguns respondentes, nas questões 6 e 7, as quais tinham como opção a alternativa
“Outro (especifique)”, declararam que disponibiliza no site ou consideram relevante as bases
EBSCO; SCIENCE DIRECT, SCIRUS, SEARCH, e CAPES (livre acesso). È importante
ressaltar que algumas dessas bases são comercializadas.

137

�Os resultados da investigação mostraram que, dentre as principais bases de dados de
informação científica, com acesso livre, apontadas no presente estudo, os profissionais da
informação desconhecem grande parte delas. Destaca-se também que as três bases mais
conhecidas e indicadas para os usuários são as SCIELO, BVS e PUBMED, mas vale ressaltar
que a primeira é multidisciplinar e as outras duas são da área da saúde.

5 CONSIDERAÇÕES PARCIAIS/FINAIS
As pesquisas apresentadas neste artigo permitem inferir que existe pouca divulgação
das bases de dados de acesso livre nos sites das bibliotecas e destaca que os profissionais da
informação possuem conhecimento limitado sobre essas bases.
É importante resaltar que das instituições pesquisadas neste estudo nenhuma delas
disponibilizam no próprio site a base OASISBR. Esta base indexa perto de 700 revistas
brasileiras de acesso livre, ou seja, um pouco mais do dobro de revista científicas do que a
base SCIELO, amplamente referendada no resultado desta investigação, além de artigos
depositados em mais de 20 repositórios de instituições de ensino e pesquisa, com destaque
para o repositório institucional da UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP), que possui
mais de 30 mil artigos científicos, que podem ser acessados diretamente no site desta
instituição ou por intermédio do OASISBR. Estes artigos encontram-se, também, indexados
nas bases de dados comerciais Web of Science e Scopus.
Faz-se necessário esclarecer que grande parte das bases de dados de acesso livre a
informação apresentadas neste estudo estão no Portal Capes, no entanto as BDBCOMP,
BRAPCI, SPELL, REDE CEDES, UNIVERCIENCIA.ORG, EDUBASE e PLOS ainda não
podem ser acessadas pelo Portal, fato que muitos pesquisadores e bibliotecários desconhecem.
O movimento de acesso livre a informação científica está crescendo e ficando cada
vez mais dinâmico. Desta forma percebe-se que é necessário que o bibliotecário amplie seus
conhecimentos sobre esta temática e dê a sua contribuição para que em futuro próximo todas
essas bases de acesso livre a informação estejam disponível gratuitamente de forma on-line.

6 REFERÊNCIAS

COSTA, Sely.
MARCONDES,

O novo papel das tecnologias digitais na comunicação científica. In:
Carlos

et

al.

Bibliotecas

Digitais

saberes

e

praticas.

Salvador/Brasília:UFBA/IBICT, 2005.

138

�KURAMOTO, Hélio. Acesso livre à informação científica: novos desafios.
Revista, v.4, n.2, setembro 2008, Rio de Janeiro, p. 154 -

Liinc em

157. Disponível em:

http://www.ibict.br/liinc. Acesso em 17 abr 2014.
KURAMOTO, Hélio. Mudanças nos paradigmas da comunicação científica do terceiro
milênio. In.: MOURA, Maria Aparecida (Org.) Construção social do acesso público á
informação no Brasil: contexto, historicidade e repercussões. Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2014.
PAULA, Lorena Tavares; MORAES, Bruno Moreira; WAETE, Ranito Zambo. Repositórios
digitais: dispositivos de acesso aberto no processo de democratização do conhecimento. In.
MOURA, Maria Aparecida (Org.) Construção social do acesso público á informação no
Brasil: contexto, historicidade e repercussões. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014.
POBLACIÓN, Dinah Aguiar (Org); WITTER, Geraldina Porto (Org); SILVA, José
Fernando Modesto da (Org). Comunicação e Produção Científica: Contexto, indicadores
e avaliação. São Paulo: Angellara, 2006. 426 p.
PORTAL DE PERIODICOS CAPES. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Institucional.
Disponível

em:&lt;

http://www-periodicos-capes-gov-

br.ez27.periodicos.capes.gov.br/index.php?option=com pinstitucional&amp;Itemid=127&gt;

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Acesso em: 20 abr. 2014.
SAYÃO, Luís Fernando. Bases de dados: a metáfora da memória científica. Ci. Inf., Brasília,
v. 25, n. 3, p. 314-318, set./dez. 1996.

6.1 LISTA DOS SITES CONSULTADOS SOBRE AS BASES DE DADOS DE ACESSO
LIVRE A INFORMAÇÃO CIENTÍFICA

ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DE

PÓS-GRADUAÇÃO

E

PESQUISA

EM

ADMINISTRAÇÃO. SPELL. Disponível em: &lt;http://www.spell.org.br/&gt; Acesso em 10 abr
2014.
BASES

DE

DADOS

DA

PESQUISA

AGROPECUÁRIA

BDPA.

EMBRAPA

INFORMÁTICA. Disponível em &lt;http://www.bdpa.cnptia.embrapa.br/&gt; Acesso em 10 abr
2014.
BASE DE DADOS REFERENCIAIS DE ARTIGOS DE PERIÓDICOS EM CIÊNCIA DA
INFORMAÇÃO. BRAPCI. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. . Disponível em
&lt;http://www.brapci.ufpr.br/&gt; Acesso em : 13 abr 2014.

139

�BIBLIOTECA DIGITAL BRASILEIRA DE COMPUTAÇÃO BDBCOM.UNIVERSIDADE
FEDERAL DE MINAS GERAIS. Disponível em &lt;http://www.lbd.dcc.ufmg.br/bdbcomp/&gt;
Acesso em 09 abr 2014.
BIOMED CENTRAL. Disponível em: &lt;http://www.biomedcentral.com/&gt; Acesso em 10 abr
2014.
CENTRO

DE

INFORMAÇÕES

NUCELARES.

LIVRE

NEN.

Disponível

em

&lt;https://portalnuclear.cnen.gov.br/livre/Inicial.asp&gt; Acesso em 09 abr 2014.
CENTRO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIAS DA
SAÚDE. BIREME. BVS. Disponível em: &lt;http://www.bireme.br/php/index.php&gt;. Acesso em
10 abr 2014.
CHEMISTRY CENTRAL. Disponível em: &lt;http://www.chemistrycentral.com/&gt;. Acesso em
10 abr 2014.
COGPRINTS. Disponível em: &lt;http://cogprints.org/&gt; Acesso em 10 abr 2014.
CORNELL UNIVERSITY LIBRARY, ARXIV.ORG.. Disponível em: &lt;http://arxiv.org/.&gt;
Acesso em 10 abr 2014.
DIRECTORY OF OPEN ACCESS JOURNALS. Disponível em &lt;http://doai.org/&gt; Acesso
em 09 abr 2014.
EDUBASE.

UNIVERSIDADE

ESTADUAL

DE

CAMPINAS..

Disponível

em

&lt;http://edubase.modalbox.com/v1/index.php/site/home/&gt;. Acesso em 10 abr 2014.
IBICT. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações. Disponível em: &lt;http://bdtd.ibict.br/.&gt;
Acesso em 09 abr 2014.
NATIONAL CENTER FOR BIOTECHNOLOGY INFORMATION. PUBMED Disponível
em: &lt;http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed&gt; Acesso em 10 abr 2014.
NETWORKED DIGITAL LIBRARY OF THESES AND DISSERTATIONS. Disponível em
&lt;http://www.ndltd.org/&gt; Acessado em 09 abr 2014.
PORTAL BRASILEIRO DE ACESSO ABERTO À INFORMAÇÃO CIENTÍFICA.
Disponível em &lt;http://oasisbr.ibict.br/&gt; Acesso em 09 abr 2014.
PEDRO. THE GEORGE INSTITUTE FOR GLOBAL HEALTH.. Disponível em:
&lt;http://www.pedro.org.au/portuguese/&gt; Acesso em 10 abr 2014.
PUBLIC LIBRARY OF SCIENCE. PLOS. Disponível em: &lt;http://www.plos.org/&gt; Acesso
em 10 abr 2014.
RE SEARCH P APERS IN EC ONOMICS. REPEC. Disponível em &lt;http://repec.org/&gt;
Acesso em 10 abr 2014.

140

�RED DE REVISTAS CIENTÍFICAS DE AMÉRICA LATINA Y EL CARIBE, ESPANA Y
PORTUGAL - REDALYC. UNIVERSIDAD AUTÓNOMA DEL ESTADO DE MÉXICO
Disponível em &lt;http://www.redalyc.org/home.oa&gt; Acesso em 09 abr 2014.
REDE CEDES. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA.. Disponível
em:&lt;http://www.cedes.ufsc.br:8080/xmlui&gt; Acesso em 11 abr 2014.
SCIENTIFIC

ELECTRONIC

LIBRARY

Online.

Disponível

em

&lt;http://www.scielo.br/?lng=pt&gt; Acesso em 09 abr 2014.
UNIVERCIENCIA

ORG . UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Disponível em:

&lt;http://www.univerciencia.org/&gt; Acesso em 09 abr 2014.

141

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Existe atualmente um amplo e variável volume de informação científica disponível em bases de dados nacionais e internacionais, multidisciplinares e ou especializadas na internet com acesso livre para a comunidade acadêmica em geral. O presente estudo tem como objetivo verificar se os bibliotecários conhecem e divulgam para a comunidade acadêmica as bases de dados com acesso livre a informação científica e também almeja divulgar e incentivar o uso dessas bases de acesso livre para os profissionais da informação e comunidade universitária. Para atingir os objetivos o estudo elaborou fundamentação teórica com autores da área da Ciência da Informação, pesquisa sobre bases de dados de acesso livre nos sites. Optou-se usar como metodologia dois instrumentos de coleta de dados: análise de conteúdo dos sites das bibliotecas e pesquisa quantitativa com os profissionais da informação dessas mesmas bibliotecas. Nas duas investigações conduzidas constatamos que existe pouca disseminação das bases de dados de acesso livre a informação científica e baixo conhecimento por parte dos profissionais da informação sobre essas bases. A pesquisa também apurou a necessidade dos profissionais das bibliotecas universitárias realizarem capacitação constante, a fim de acompanhar as mudanças globais que estão ocorrem no mundo editorial científico. </text>
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