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                  <text>BIBLIOTECA DA FAFICH &amp; DEFICIENTES VISUAIS :
UMA EXPERIÊNCIA
Vilma Carvalho de Souza
Bibliotecária / Documentalista –Universidade Federal de Minas Gerais/FAFICH Biblioteca
Antônio Luiz Paixão
Av. Antônio Carlos, 6.627 – Campus – Pampulha
CEP 31270-901 – Belo Horizonte – MG –Brasil
E-Mail : vilma@fafich.ufmg.br
E-Mail Biblioteca: bib@fafich.ufmg.br
Anália das Graças Gandini Pontelo de Paula
Sindier Antonia Alves
Bibliotecária / Documentalista –Universidade Federal de Minas Gerais/FAFICH – Biblioteca
Antônio Luiz Paixão
E-Mail: gandini@fafich.ufmg.br
Luiz Carlos da Silva
Aluno do 7° período do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Minas Gerais
Sindier Antônia Alves
Bibliotecária / Documentalista –Universidade Federal de Minas Gerais/FAFICH – Biblioteca
Antônio Luiz Paixão
E-Mail : salves@fafich.ufmg.br

�BIBLIOTECA DA FAFICH &amp; DEFICIENTES VISUAIS : UMA EXPERIÊNCIA

Relata a experiência da Biblioteca da Faculdade de Filosofia e
Ciências Humanas da UFMG na prestação de serviços aos deficientes
visuais a partir do ano de 1992. Este serviço implantado a partir de
projeto elaborado em um curso de especialização, visa propiciar a
estes alunos o acesso à literatura básica necessária a seus cursos, bem
como informações referenciais atualizadas. Mostra como a Biblioteca
se posiciona como elo de ligação e suporte entre os deficientes visuais
e o meio acadêmico. O trabalho objetiva ainda, mostrar as barreiras e
os pontos positivos da experiência vivenciada, no atendimento dos
alunos portadores de necessidades especiais e na estruturação do
Centro de Atendimento aos Deficientes Visuais da UFMG.

Este trabalho se propõe a expor sem falsos vislumbres a questão do atendimento ao
deficiente visual, no âmbito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade
Federal de Minas Gerais. A situação do aluno portador de deficiência visual na UFMG não é
diferente da situação da maioria dos vários portadores de deficiência de todo o Estado de Minas
Gerais e demais estados do país. Especificamente em Belo Horizonte existe a Escola Estadual
São Rafael que faz parte do Sistema de Escolas Especiais do Estado e o Setor de Braille da
Biblioteca Luiz de Bessa, além da Fundação Hilton Rocha, que atende a demanda interna do
próprio instituto Hilton Rocha.

1

�O Setor Braille da Biblioteca Luiz de Bessa vem prestando serviço de atendimento a
portadores de deficiência visual : empréstimo de livro Braille e gravação de texto e livros em fita
K7 e transcrição de livros, textos para Braille por copistas, de acordo com informações recebidas
do referido setor.
Vários são os problemas vividos pelas instituições, escassez de recursos financeiros, falta
de recursos humanos, interesse político e até mesmo localização de difícil acesso .
A Universidade Federal de Minas Gerais vem abrindo espaço para os portadores de
deficiência visual, com provas de vestibular em Braille,mas buscando ainda melhores condições
para receber, prestar apoio e acompanhar adequadamente os mesmos.

REVISÃO DE LITERATURA

A problemática do estudante universitário portador de necessidades especiais, tem sido
objeto de estudo por parte de vários pesquisadores.
RABELLO (1989) levanta duas questões: 1- “Quem é deficiente visual entre nós? O cego
é um ser normal, é apenas portador de uma deficiência. Eles precisam, apenas demonstrar que
possuem a mesma capacidade para participar do desenvolvimento sócio-econômico cultural”. 2“Em que medida a sociedade brasileira cria condições para que tal ocorra, em termos de
educação, oportunidades de trabalho e de integração cultural?”. RABELLO, faz uma análise da
situação, e o resultado é bastante preocupante, visto ter observado que o

deficiente é um

marginalizado e que existe uma contradição entre o discurso e a realidade vivida pelo deficiente.
No que se refere ao plano legal a lei número 7853 de 04 de outubro de 1989 “dispõe sobre
o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria
2

�Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORD), institui a tutela
jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério
Público, define crimes e dá outras providências”: Estabelece normas gerais que asseguram o pleno
exercício dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência, e sua efetiva
integração social, nos termos desta Lei.
Para a aplicação e interpretação desta Lei são considerados os valores básicos da igualdade de
tratamento e oportunidade, da justiça social, do respeito a dignidade da pessoa humana, do bem
estar, e outros, indicados na Constituição ou justificados pelos princípios gerais de direito.
Um dos objetivos específicos desta Lei é garantir as pessoas portadoras de deficiência as
ações governamentais necessárias ao seu cumprimento e das demais disposições constitucionais e
legais que lhes concernem, afastadas as discriminações e os preconceitos de qualquer espécie, e
entendida a matéria como obrigação nacional a cargo do Poder Público e da sociedade.”
Esta lei define que cabe

ao Poder Público e aos seus órgãos assegurar às pessoas

portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive os direitos à
educação. Define ainda como sua competência a formação e qualificação de recursos humanos,
nas diversas áreas de conhecimento, inclusive de nível superior, atendendo às demanda e às
necessidades reais das pessoas portadoras de deficiência assim como o incentivo à pesquisa e ao
desenvolvimento tecnológico em todas as áreas do conhecimento relacionadas com a pessoa
portadora de deficiência.
Ainda no âmbito legal o decreto 914/93 considera pessoa portadora de deficiência aquela
“que apresenta, em caráter permanente, perda ou anormalidade de sua estrutura ou função
psicológica, fisiológica ou anatômica que gerem incapacidade para o desempenho de atividade
dentro do padrão considerado normal para o ser humano”.

3

�JAEGER (1985) aponta que as bibliotecas constituem os meios mais eficientes para a
reintegração dos cegos à vida ativa e à realização de um trabalho socialmente útil, dentro de suas
possibilidades intelectuais e psíquicas, faz uma análise sobre os objetivos gerais e específicos de
uma biblioteca de livre acesso para cegos, sempre tendo em vista oportunizar aos deficientes
visuais o acesso aos recursos bibliográficos e sonoros que possibilitam ao deficiente visual sua
vivência educativa e formação no nível cultural, integrando-se socialmente na comunidade.
MARQUES (1984) preocupou-se em investigar o acervo de obras transcritas para o
sistema Braille . Defende o fato de que o sistema Braille continua sem substituto e que as
dificuldades inerentes ao sistema, tais como ocupação desproporcional de espaço, demasiada
grossura do papel, altos custos de impressão, não devem ser argumentos suficientes para colocar o
sistema de lado. De acordo com Marques, “Vale aí o investimento social”.
Formas para produção de material bibliográfico (livros Braille e gravados) são apontados
por SILVA (1981), e conforme seu estudo, a aplicação de uma política bem definida, com a
participação de voluntários, conscientes da realidade dos estudantes portadores de deficiência
visual, é possível a produção de material bibliográfico a baixo custo de produção.
Para NAGAHAMA (1987) a biblioteca Braille é um órgão auxiliador na integração social
do deficiente visual.
ZEFERINO (1994) identifica vários equipamentos que podem ser utilizados no auxílio ao
portador de deficiência visual e descreve as iniciativas já tomadas na UFMG para auxiliar tal
universitário aponta que pouco se tem feito para solucionar os problemas que estes estudantes na
UFMG enfrentam no seu dia a dia. Essas iniciativas são isoladas, não contemplando o conjunto
dos estudantes.
SILVEIRA (1987) faz um estudo das barreiras que interferem na utilização das bibliotecas
da UFMG pelos deficientes físicos e visuais. Aborda principalmente a questão das barreiras
4

�físicas, tais como: excesso escadas, falta de rampa, ausência de elevadores, piso escorregadio,
espaço insuficiente para circulação entre as estantes, presença de roletas, ausência de salas
especiais, inadequação dos prédios em geral. Conclui que “o problema das barreiras enfrentadas
pelos deficientes físicos e visuais é um mero reflexo de toda uma estrutura de ensino que, por sua
forma fechada e bastante autoritária, determina a exclusão daqueles que não se compatibilizam
com os modelos requeridos pela ótica capitalista. Ou seja, aqueles que não se identificam com as
demandas exigidas pelo sistema produtivo. ´A Universidade representa a continuação de uma
lógica perversa, contra a qual a briga é política”.
Identificamos a existência de Leis que amparem os direitos da pessoa portadora de
necessidades especiais; porém, não descobrimos medidas que

efetivem

e divulguem o

cumprimento das mesmas. Existe aí uma clara contradição entre os direitos assegurados ao
deficiente visual e a realidade dos recursos colocados a sua disposição.

HISTÓRICO
A Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH)/UFMG iniciou o
atendimento aos Deficientes Visuais a partir do ano de 1992.

Tendo como base, projeto

elaborado pela Bibliotecária Maria Elisa Barcelos, num curso de especialização e mais tarde
trabalho apresentado em Congresso de Biblioteconomia. O referido projeto criava um serviço
especial de informação para alunos deficientes visuais de toda a UFMG. O objetivo principal do
projeto era propiciar a estes alunos, o acesso `a literatura básica necessária a seus cursos.
Chamou-se de Laboratório de Recursos para Deficientes Visuais, atualmente Centro de
Apoio ao Deficiente Visual (CADV), a pequena sala, no 2° (segundo) andar da Biblioteca.
Iniciou-se o atendimento com 2 deficientes e hoje atende-se 14 deficientes de vários
cursos da UFMG, a saber :
5

�CURSO

QUANTIDADE

Ciências Sociais

01

Comunicação Social

01

História
Psicologia
Pedagogia
Biblioteconomia

01
02
02
02

Letras
Ciências
Econômicas
Matemática

01
01
(Atendido na Unidade)
01

Geografia

02

Formou-se ao longo dos 7 (sete) anos de existência do laboratório, um acervo com cerca
de 860 fitas ( o total anterior era de 1360, 500 fitas foram disponibilizadas para regravação, uma
vez que a Universidade passou por escassez de recursos financeiros e acatando sugestão da
Reitoria da mesma). As fitas contêm pequenos textos, artigos , capítulos de livros e livros na
íntegra.

RECURSOS
O Centro conta com os seguintes equipamentos:
2 (dois) computadores : AMD K6 II 300 com 32 megas de memória, com kit multimidia;
3 (três) aparelhos gravadores Philips;
3 (três) mini-gravadores Panasonic;
1 (uma) máquina Perkins Braille.

6

�Os deficientes utilizam, o sistema operacional DOSVOX que permite que pessoas cegas
utilizem um microcomputador comum (PC) para desempenhar uma série de tarefas, adquirindo
assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho . Atualmente os deficientes visuais
utilizam o Winvox e Virtual Vision, que permite que eles possam utilizar com toda autonomia
todos os recursos do Windows 95. O Virtual Vision é uma aplicação da tecnologia de síntese de
voz desenvolvida pela MicroPower, que é o primeiro sintetizador de voz para a língua portuguesa
de alta qualidade disponível no mundo. Trata-se de um “ leitor de telas” para Windows 95, capaz
de informar aos usuários quais os controles (botão, lista, menu, etc.) presentes em qualquer janela
do Windows, ou seja, o Virtual Vision funciona com qualquer aplicativo desenvolvido para rodar
sobre o Windows 95.
O atendimento é feito por 3 (três) bolsistas da Fundação Mendes Pimentel, com carga
horária de 18 (dezoito) horas semanais, sendo os mesmos coordenados por bibliotecários do Setor
de Referência da Biblioteca da FAFICH. São gravados textos, artigos e capítulos de livros e um
dos bolsistas transcreve textos para o Braille.
O Centro de Apoio ao Deficiente Visual aceita voluntários, que infelizmente não
aparecem com freqüência. Com o crescente número de usuários, é de suma importância o
aumento de bolsistas, ou um funcionário, para o atendimento.

PROBLEMAS VIVENCIADOS:

Com as constantes gravações de fitas, o Centro necessita sempre de:
1) manutenção constante dos gravadores (limpeza, etc.);
2) cerca de 200 fitas virgens de 60 minutos , por semestre;
3) 30 (trinta) fitas rotuladoras de 9 a 12 milímetros para identificação das fitas em Braille;
7

�4) 2 (dois) eliminadores de pilhas;
5) 1 (um ) fone de ouvido para ficar em reserva;
6) 1 (uma) mesa de som, para uma gravação com mais qualidade;
7) melhoria de espaço físico utilizado para as gravações: acústica e acomodações, ambiente com
isolamento apropriado. Obs.: A escada que dá acesso ao 2° (segundo) andar é muito larga e
não tem nenhum corrimão.
O Centro necessita ainda de:
1) 1 (uma) impressora, se possível jato de tinta, que tenha uma qualidade de impressão melhor
do que uma impressora matricial;
2) 1 (um) scanner com resolução de 9.600 dpis, com programa de OCR ( Optical Character
Recognition) para reconhecimento e scaneamento de livros e/ou textos;
3) 1 (um) gravador de CD-ROM com capacidade para gravação de CD-RW;
4 ) 13 (treze) mídias CD-RW.;
5) Regletes , punções e fitas rotuladoras .
A Biblioteca vem tentando algumas adaptações, com uma impressora matricial por
exemplo, tentou-se imprimir textos em Braille, o que não deu certo, uma vez que o papel não era
adequado , a agulha da impressora se desgasta com facilidade etc.. É importante destacar que os
deficientes não utilizam os serviços da Imprensa da Universidade, que produz provas do
vestibular em Braille e que possui um parque gráfico de alto nível, devido ao alto custo,
impraticável para a grande maioria deles. O sistema Braille utilizado, ocupa muito espaço. O
coeficiente de 4 por 1 faz com que um livro de 100 páginas se transforme num livro de 400
páginas em Braille. A produção não é barata e nem rápida, o que justifica o elevado custo.
Hoje estamos tentando digitar e disponibilizar uma base de dados contendo as referências
completas de todo material até então gravado em fitas cassete. A base precisa ser analisada e
8

�revista. Pretende-se uniformizar a entrada dos dados, corrigir erros , antes de ser disponibilizada
via Internet.
Precisa-se também estabelecer parcerias com instituições como a Fundação Dorina Nowill,
Biblioteca Pública Luiz de Bessa, Instituto São Rafael, no sentido de se ter esforços e recursos
compartilhados.
A UFMG através da CAC (Coordenadoria de Assuntos Comunitários) Biblioteca
Universitária e Biblioteca da FAFICH, enviou em 1999 um projeto para a CORDE –
Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, em Brasília, mas o
mesmo não foi aprovado.
Um outro problema no atendimento ao Deficiente, é falta de obras em Braille. A Biblioteca
da FAFICH indicou, com ajuda dos deficientes , cerca de 30 títulos, a serem adquiridos com
recursos destinados a mesma pela Biblioteca Universitária e pretende-se que sempre que se tiver
disponibilidade de recursos para aquisição de material bibliográfico, se destine uma parte para
aquisição de material em Braille.
Nestes 7 (sete) anos de existência do Centro, várias reuniões aconteceram, muito se discutiu e
se discute sobre o atendimento, o acesso do deficiente a Universidade. Muito se evoluiu , alguns
deficientes já estão no mercado de trabalho, mas muito ainda tem que ser feito e repensado.

CONCLUSÕES

É inerente ao ser humano o amor, o ideal, o sentimento de igualdade ou contrário, o
preconceito; mas há uma interação e mútua ajuda entre as pessoas apesar de, ao longo dos
tempos, sempre se ter acreditado que uns apenas recebem a caridade pública incapazes de serem
úteis a si e a sociedade, enquanto os outros simplesmente “doam”.
9

�Independentemente de raça, credo, status social, de sermos pessoas ditas “normais” ou
deficientes, somos integrantes e partícipes do processo social de um mundo que de muitos exige e
a poucos oferece.
Atender as demandas dos deficientes visuais, é simplesmente oferecer a eles condições
melhores de estudo, fornecendo informações em tempo hábil, utilizando-se de várias técnicas e
recursos.
O ano letivo de 2000 traz uma novidade que vem fortalecer iniciativas já existentes no
que se refere aos deficientes fisicos, visuais e auditivos. O Ministério da Educação definiu que o
acesso de pessoas com necessidades especiais fará parte da relação de requisitos do MEC para
abertura e renovação de credenciamento de cursos. Sabemos que, atualmente a maioria das
instituições de ensino, não possui adequação física , nem preparo específico de aulas, pessoal
para lidar no dia a dia com os mesmos. Para muitos portadores de necessidades especiais, a vida é
muito mais difícil do que precisaria ser, o acesso a informação e formação é praticamente
inviável.
É de suma importância lembrarmos de importantes lições de vida, como a de Homero,
poeta e historiador que nos legou uma parte do conhecimento da história antiga; Louis Braille,
inventor do sistema de leitura e escrita para cegos; Helen Keller, cega e surda, conferencista e
escritora; Jorge Luís Borges, bibliotecário, poliglota, tradutor e um dos mais importantes
escritores de literatura latino americana; e mais recentemente, David Blunkett, cego de nascença
nomeado Ministro da Educação na Inglaterra e a professora Dorina de Gouvêa Nowill que devido
a uma patologia ocular ficou cega aos 17 anos e implantou a primeira imprensa Braille para
produzir livros em Braille e responsável pela criação na Secretaria de Educação de São Paulo do
primeiro Serviço Especial para Educação Integrada de Alunos Cegos na Escola Comum.

10

�A Biblioteca da FAFICH tem o importante papel de acessibilizar a informação aos
deficientes visuais na UFMG , além de ser importante suporte nos cursos escolhidos por cada um
deles. Tem sido um trabalho exaustivo, lento, mas muito gratificante. Atende-se hoje 14 tipos de
deficientes, com diferentes graus de deficiência e condições sociais. Não houve nenhum preparo
específico para se fazer o atendimento, o dia a dia e os próprios deficientes é que foram dizendo
como deveriam ser atendidos e quais eram suas necessidades. É importante salientar que não é só
o acesso a informação que é importante, sente-se que atualmente os educadores não estão
preparados para lidar com alunos portadores de deficiências, assim como também não os são a
maioria das pessoas com quem eles convivem. Instituições como São Rafael poderiam em
parceria com a Universidade elaborar treinamentos e palestras didáticas, no intuito de preparar e
dar ferramentas necessárias aos educadores para melhor lidar e compreender os portadores de
deficiências, principalmente na sala de aula, nas suas características. Também é necessário maior
divulgação e curso de Braille, é extremamente louvável iniciativas como a da Biblioteca Pública
do Paraná que oferece curso de Braille para pais e professores de salas comuns interessados em
orientar e acompanhar o estudo de seus filhos e alunos..

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de
Deficiência. Lei nº. 7.853/89. Decreto nº. 914/93. Os direitos das pessoas
portadoras de deficiência. [Em Braille].Brasília: CORDE, 1994. 65 p.

11

�JAEGER, Leyla Gama, CUARTAS, Enriqueta G. D. de, PIZZATI, Margaret Germano.
Uma biblioteca de livre acesso para cegos. BIBLOS. Revista do Departamento de
Biblioteconomia e História, Rio Grande do Sul, v. 1, n. 1, p, 9-21, 1985.

MARQUES, Vitor Alberto da Silva. Problemas e perspectivas no acesso à Informação para
cegos. Boletim ABDG. Nova Série, Brasília, v. 7, n. 3, p. 40-42, jul.-set., 1984.

NAGAHAMA, Maria Cristina. O deficiente visual e a biblioteca Braille. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e documentação, São Paulo, v. 19, n. 1-4, p. 5-17, dez., 1987.

RABELLO, Odília Clark Peres. O deficiente visual e a Biblioteca Pública Estadual “Luiz
de Bessa”. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 18, n. 1, p.
39-60, mar., 1989.

SILVA, Ivani Peres, VIANA, Maria Cecília Monteiro, CARVALHAL, Maria Olívia De
Almeida. Subsídios para organização de biblioteca Braille. Revista Brasileira de
Biblioteconomia e Documentação, São Paulo, v. 14, n. 3-4, p. 135-138, jul-dez., 1981.

SILVA, Luiz Carlos da. A comunicação no prisma das necessidades especiais (visão). Belo
Horizonte : Escola de Biblioteconomia /UFMG, 1999. 45p. (Trabalho em graduação de
biblioteconomia)

12

�SILVEIRA, Júlia Gonçalves. Deficiente físicos e visuais: barreiras na utilização das bibliotecas
da Universidade Federal de Minas Gerais.

In: Seminário Nacional de, 5, 1987, Porto

Alegre. Anais... Porto Alegre: Biblioteca Central da UFRGS, 1987. 636 p. P. 561-585.

ZEFERINO, Robelina. Projeto para a integração do deficiente visual da UFMG. Belo
Horizonte: Escola de Biblioteconomia / UFMG, 1994. 97 p. (Trabalho em graduação de
biblioteconomia) .

13

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          <description>A name given to the resource</description>
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              <text>Biblioteca da FAFICH &amp; deficientes visuais: uma experiência.</text>
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          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Souza, Vilma Carvalho de, Paula, Anália das Graças Gandini Pontelo de, Silva, Luiz Carlos da</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
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              <text>UFSC</text>
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          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
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              <text>2000</text>
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          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
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          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
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          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
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              <text>Relata a experiência da Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG na prestação de serviços aos deficientes visuais a partir do ano de 1992. Este serviço implantado a partir de projeto elaborado em um curso de especialização, visa propiciar a estes alunos o acesso à literatura básica necessária a seus cursos, bem como informações referenciais atualizadas. Mostra como a Biblioteca se posiciona como elo de ligação e suporte entre os deficientes visuais e o meio acadêmico. O trabalho objetiva ainda, mostrar as barreiras e os pontos positivos da experiência vivenciada, no atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais e na estruturação do Centro de Atendimento aos Deficientes Visuais da UFMG.</text>
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