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                  <text>ALIANÇAS ESTRATÉGICAS EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Lidia Eugenia Cavalcante1*
Fátima Maria Alencar Araripe*
Universidade Federal do Ceará
Resumo
Trata sobre a integração que vem ocorrendo entre organizações e países que tem sido uma das
principais características da sociedade global visando a formação de alianças estratégicas na
busca da competitividade e da geração de riquezas. Nesse contexto, as empresas passam a
perceber o valor da informação na produção de bens e serviços e para o desenvolvimento de
pesquisas com fins sociais e econômicos. As alianças também começam a ocorrer de forma
mais intensa com as universidades, centros de pesquisa e de informação visando a
colaboração e o intercâmbio de idéias e forças científicas e tecnológicas. Nesse processo, o
papel das bibliotecas universitárias tem se intensificado à medida que elas representam o
diferencial estratégico de qualidade e credibilidade informacional para o sucesso das alianças.

Palavras-Chave: Alianças Estratégicas, Universidade-Empresa, Biblioteca Universitária,
Integração e Cooperação, Parcerias.

INTRODUÇÃO

As alianças estratégicas surgem a partir da década de noventa em diferentes tipos
de organizações que passaram a ver na cooperação um importante caminho para se alcançar
crescimento com maior rapidez, talento e credibilidade. Neste sentido, as empresas

1

●
●

Professoras do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará. Av. da Universidade, 2762
Benfica. Fortaleza - Ceará - Brasil. Cep.: 60.020-180. E-mail: lidiaeugenia@fortalnet.com.br

�2

começaram a compartilhar informações, tecnologia, compromissos, oportunidades, riscos e
objetivos, assim também como o sucesso organizacional em um dado mercado.
Em meio a esta onda de mudanças, as universidades, como centros de excelência,
estão desempenhando um papel direto cada vez mais crescente no desenvolvimento das idéias
e do conhecimento e na divulgação de informação e inovações que, por sua vez, serão
utilizadas por diferentes organizações para produção de bens e serviços. Tendo em vista a
excelência das universidades, no que se refere à transferências científica e tecnológica, mais
freqüente tornaram-se as parcerias entre elas e as empresas brasileiras, a exemplo do que vem
ocorrendo em outros países, o que faz com que a biblioteca universitária assuma um
importante papel nesse contexto.
Com a avalanche informacional divulgada pelas redes de computadores e editoras,
torna-se impossível que uma unidade de informação, por mais recursos que sejam destinados
a ela, possa adquirir o que o mercado dispõe em termos de documentação, independente do
suporte de registro, também porque nem toda informação encontra-se disponível para compra
e venda. Devido ao rápido crescimento na produção do conhecimento e a elevada procura por
informações, as BU's passam também a desenvolver um sistema de alianças que possibilita a
troca de informações, assim como o acesso a elas pelas organizações e pesquisadores dentro
ou fora das universidades, diminui os gastos excessivos com tratamento, armazenamento,
manutenção de assinaturas de periódicos, entre outros, e pode

aumentar os recursos

destinados a elas através dos novos parceiros.
As alianças que ocorrem entre universidades, empresas e governo envolvem
compromissos mútuos de cooperação e de aprendizado em comum e visam a geração de
riquezas também para todos os parceiros, com ganhos revertidos em benefícios sociais e
econômicos, redução de custos e investimentos. Tais alianças garantem o enfrentamento de
situações adversas e sociabilizam o conhecimento estimulando mudanças nas políticas

�3

nacionais e internacionais de desenvolvimento tecnológico e abertura de mercados globais
que podem auxiliar também na integração dos países pobres.

ALIANÇAS

ESTRATÉGICAS

E

INFORMAÇÃO:

CAMINHOS

PARA

A

COMPETITIVIDADE

A abertura de mercado, em todos os âmbitos do fazer social, tem sido a marca
deste final de milênio. Seus sinais estão em todos os espaços: na mídia, na política, na cultura,
na ciência, na economia e na informação. Esse movimento que chega de todos os lugares,
interferindo nos sistemas sociais, nas relações humanas e na riqueza das nações, entendemos
como globalização.
Globalização que vem, ao longo do tempo, modificando os quadros sociais e
mentais de referência, interferindo no cotidiano de cada cidadão e sugerindo novos
significados e outras conotações para que as sociedades entrem em consonância com a
realidade mundial. Globalização que compreende ainda integração e fragmentação,
nacionalismo e regionalismo, geoeconomia e geopolítica, priorizando, como afirma Ianni,
aspectos

na

"...

interdependência

das nações, a modernização

do

mundo, as

economias-mundo, a internacionalização do capital, a aldeia global, a racionalização do
mundo..."2
Nessa nova ordem mundializada, os homens encontram-se interligados por
diferentes canais informacionais e comunicacionais, somos cidadãos do mundo e,
independente de nossas vontades e desejos, a informação invade nossas vidas, nosso
cotidiano, quebrando fronteiras e trazendo muitas e significantes mudanças.
Nesse processo globalizante, as empresas participam ativamente, à medida que
passam por mudanças tecnológicas e organizacionais, influenciadas pelo desenvolvimento das
2

IANNI, Octavio. Teorias da globalização. 3 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. p. 164.

�4

telecomunicações e a disponibilidade informacional, ultrapassando as barreiras da
temporalidade e da espacialidade.
É essa disponibilidade informacional que permite uma aproximação e um contato
maior com as idéias, as inovações e os fenômenos sociais que nos rodeiam e interferem no
fazer individual e coletivo da sociedade. Portanto, falar de globalização é pensar a interrelação
e a interdependência dos países nos seus aspectos econômico, político e social.
O aspecto informacional, apoiado na alta tecnologia das telecomunicações, é
determinante para o estabelecimento de mudanças nas estratégias de gerenciamento das
organizações, a partir de um aparato informacional, agora altamente tecnologizado, que
propicia ganhos na competitividade entre empresas e países. E a informação, insumo
imprescindível nesse cenário de mudanças, toma lugar de destaque à medida que fortalece o
crescimento organizacional com ganhos que beneficiam a sociedade como um todo.
A revolução tecnológica tem levado as empresas, as indústrias e o setor de
serviços a perceberem a indiscutível afirmação de que buscar parcerias tornou-se
indispensável ao sucesso de qualquer negócio, seja ele público ou privado. A concorrência
global tem elevado o nível de exigência em termos de qualidade, produtividade e inovação.
Todas essas questões evidenciam que não há mais possibilidades de uma organização
tornar-se competitiva sem a formação de alianças.
Outro fator que amplia a importância das parcerias é que, com o crescimento das
novas tecnologias de informação e comunicação, o que tem ocorrido a uma velocidade
vertiginosa, torna-se quase impossível o domínio informacional por parte de qualquer setor da
economia do conhecimento. Assim, muitas empresas passaram a ampliar sua capacidade
produtiva concentrando-se naquilo que ela faz e tem de melhor, e buscando parcerias com
outras que se destacam em áreas afins que são vitais para o seu negócio, como por exemplo, a
formação de alianças para pesquisa de novos produtos e mercados, venda e publicidade ou

�5

mesmo para produção de componentes que vão complementar aquilo que está sendo
produzido.
De acordo com Jordan Lewis,
"Numa aliança estratégica, as empresas cooperam em nome de suas necessidades
mútuas e compartilham dos riscos para alcançar um objetivo comum. Sem uma
necessidade mútua as empresas podem ter o mesmo objetivo, mas cada uma pode
atingi-lo sozinha. Se elas não compartilharem de riscos significantes, não poderão
esperar compromissos mútuos. As empresas somente dividem riscos se necessitam
uma da outra para atingir o mesmo objetivo."3

A economia do conhecimento e da informação representam, nas últimas décadas,
os principais investimentos feitos por empresas e universidades, sendo pois a força motriz que
impulsiona o crescimento das nações que buscam desenvolvimento e crescimento econômico,
"Numa economia de informação, a concorrência entre organizações baseia-se em sua
capacidade de adquirir, tratar, interpretar e utilizar a informação de forma eficaz. As
organizações que liderarem essa competição serão as grandes vencedoras do futuro, enquanto
as que não o fizerem serão facilmente vencidas pelos concorrentes."4
Entretanto, por trás de toda essa importância dada à questão da informação,
tem-se como pano de fundo estratégias que visam a cooperação entre governo e organizações,
universidades, bibliotecas e centros de pesquisa, visando os benefícios que serão auferidos
através das alianças cooperativas.
Na busca para acompanhar essas transformações que estão ocorrendo em
diferentes lugares, as alianças se projetam às nações para minimizar dificuldades e possibilitar
uma maior harmonia entre povos e organizações, tornando-se possível pela integração
econômica, política e social. Tais alianças adquiriram mais evidência quando grandes países
se juntaram para formar mercados comuns, permitindo a livre negociação e concorrência de

3

4

LEWIS, Jordam D. Alianças Estratégicas: estruturando e administrando parcerias para o aumento da
lucratividade. São Paulo: Pioneira, 1992. p. 2.
MCGEE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação. Rio de Janeiro: Campus,
1994. p.3.

�6

mercadorias, produtos, bens e serviços, assim como o intercâmbio entre profissionais. Seguir
essa ordem global tornou-se imprescindível para o desenvolvimento dos países, e aqueles que
não se adequarem poderão ficar à margem da nova realidade econômica que se impõe.
As alianças tornaram-se imperiosas principalmente no mundo dos negócios e das
organizações na chamada sociedade do conhecimento e da informação, dando oportunidades
aos países "... de olharem para si mesmos, identificando suas potencialidades culturais
diferenciadoras, e, [...] conjugar universalidade com diversidade cultural."5Já não se tem mais
expansões através do crescimento vertical, o espaço globalizado pede associações e processos
de terceirização e alianças. As mudanças são profundas e exigem um redesenhar das
organizações, pautado no casamento harmônico que engloba as parcerias para se alcançar a
competitividade na economia. Competição e cooperação agora caminham juntas como
parceiras à procura por crescimento a ser compartilhado e objetivos a serem alcançados
conjuntamente. Competição não mais no sentido de disputa, mas de compartilhamento e
crescimento de mercados, através de incentivos individuais e coletivos com clientes,
fornecedores, funcionários, governo e até mesmo com empresas concorrentes.
Como afirma Lewis, "Nesta era de mudanças constantes, ter um produto
competitivo não é o mesmo que ser uma empresa competitiva; amanhã haverá,
necessariamente, novos produtos e novas maneiras de se fazer as coisas. A vantagem decisiva
provém da capacidade da organização para aprender e aplicar novas competências antes dos
seus concorrentes."6 É necessário agir primeiro, monitorar o ambiente externo para ganhar
não só novos mercados, mas garantir a lealdade dos clientes. Para tanto, o fator chave dessa
conquista chama-se informação.

5

LEAL, Joice Joppert, MALAGUTI, Cyntia. Design e informação,. Ciência da Informação. Brasília, v. 25, n.1,
p. 152, jan./abr.1996.

6

LEWIS, Jordam. Op. cit. p. 317.

�7

AS ALIANÇAS ESTRATÉGICAS E AS UNIVERSIDADES

Uma vez que atividades diferenciadas podem ser executadas por empresas
distintas para a produção de um único bem ou serviço, o compartilhamento de inovações
tecnológicas, a partir do investimento em pesquisas científicas nas universidades pode,
rapidamente, trazer resultados coletivos para setores públicos e privados da sociedade, como
por exemplo, o avanço obtido em pesquisas nas áreas da medicina, biologia, bioquímica e
farmacêutica, patrocinadas em parcerias com laboratórios e governo, a serem realizadas nas
universidades por docentes, pesquisadores e estudantes. Nesse contexto, o apoio documental e
informacional das bibliotecas universitárias e seus profissionais torna-se fundamental, sendo o
fator informação essencial à estratégia competitiva, devendo pois, ser criteriozamente
gerenciado por bibliotecários capacitados e especialistas.
Um fator indiscutível acerca da formação de alianças com universidades é a
garantia de um retorno satisfatório à sociedade, principalmente em termos de qualidade e
cientificidade dos resultados pela credibilidade conquistada por universidades brasileiras e
seus pesquisadores, principalmente as públicas federais.
As bibliotecas universitárias possuem importante papel na formação de alianças,
atuando como parceiras de empresas e pesquisadores, pois a elas cabe o apoio e o suporte
informacional, de localização, seleção, tratamento e disponibilidade da informação que será
vital em uma dada pesquisa, fazendo uso de cooperação e troca de informações entre
bibliotecas, também parceiras, que poderão agilizar o trabalho dos pesquisadores,
influenciando nas decisões referentes à estratégia e à alocação de capital e investimentos no
universo da pesquisa. Assim, a definição de políticas de informação possibilitará ganhos tanto
financeiros, quanto em prazos.

�8

Por conseguinte, o retorno para a biblioteca deverá ser expresso na forma de
credibilidade institucional e profissional e no investimento em capital humano e intelectual,
treinamento, acervo, aquisição de material e em tecnologia.
A parceria universidade-empresa torna-se cada vez mais valiosa e pode ser
desenvolvida de várias formas: pesquisa por grupo de universidades, pesquisa em cooperação
com empresas públicas ou privadas, projetos específicos, troca de experiências e
compartilhamento de idéias, informações e descobertas, uso comum de instalações,
bibliotecas, equipamentos e tecnologia e por competências individuais ou coletivas do corpo
docente e de pesquisadores.
É uma parceria onde lucram os dois lados. As empresas porque recebem
resultados confiáveis e de alta credibilidade das universidades que representam a fonte
mundial de progresso científico; e as universidades porque, através dos recursos e
investimentos a elas fornecidos, podem desenvolver programas de capacitação docente e
discente, compra de equipamentos, melhoria de infra-estrutura e aumento na qualidade das
pesquisas, do ensino e da extensão, garantindo também benefícios sociais.
A formação de alianças estratégicas deve ocorrer entre parceiros que visam os
mesmos resultados e objetivos e que, juntos, sabem que são mais fortes, devendo levar em
consideração questões relevantes como:
-

A definição de objetivos em comuns;

-

O produto ou serviço que resultará das pesquisas desenvolvidas;

-

O benefício social a ser conquistado;

-

A definição de prazos, investimentos e responsabilidades em capital,
tecnologia, pesquisadores, infra-estrutura, informação e pessoal técnico;

-

Os recursos informacionais que serão utilizados;

�9

-

E o monitoramento das parcerias envolvidas para dar visibilidade ao
desempenho de cada parceiro envolvido, bem como o redirecionamento de
recursos e responsabilidades caso se tornem necessárias.

Por outro lado, uma compreensão mais abrangente das funções e do potencial de
cada parceiro se torna necessária, à medida que determinadas pesquisas encontram-se
diretamente envolvidas com o bem estar social, podendo ou não contribuir para o
desenvolvimento do país.
No caso do gerenciamento da informação a ser utilizada em tais pesquisas, é
importante ressaltar que não deve limitar-se apenas à coleta de dados e ao repasse; é uma
questão bem mais ampla que passa por toda uma estrutura física e de suporte, intercâmbios,
pesquisa, seleção e disseminação daquilo que vai facilitar o desenvolvimento dos trabalhos
dos pesquisadores, além da responsabilidade da biblioteca na qualidade da informação. Para
tanto, é necessário a participação efetiva de bibliotecários especializados e capacitados para a
gerência e acompanhamento, constituindo-se como parceiros importantes e de alta
credibilidade nessas alianças, criando, a partir de suas competências, estratégias ao uso da
biblioteca que se tornarão indispensáveis naquilo que está sendo executado e pesquisado.
Dentre as estratégias competitivas a serem definidas pelas bibliotecas
universitárias, como parceiras em pesquisas, é importante destacar:
-

O relacionamento com os demais parceiros e pesquisadores;

-

Conhecimentos sobre a pesquisa a ser desenvolvida;

-

Conhecimento dos canais de informação a serem utilizados: redes de
computadores, bancos de dados, bibliotecas virtuais, universidades nacionais e
estrangeiras, pesquisadores e centros de pesquisa;

-

Habilidades no uso de tecnologias de informação e de comunicação;

-

Infra-estrutura adequada e pessoal especializado;

�10

-

Aquisição e fornecimento de informações essenciais e de qualidade.

Entretanto, para garantir que a biblioteca cumpra com o seu papel, é necessário
que os demais parceiros forneçam os recursos financeiros necessários à execução do seu
trabalho. Assim, o apoio informacional dado representará um importante mecanismo à
realização da pesquisa, tornando-se, portanto, um veículo estratégico de informação
competitivo para o sucesso das alianças.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o já citado crescimento informacional, a cooperação mútua e a formação de
alianças têm sido o principal veículo à criação de laços entre universidades, empresas e
governos, principalmente onde os recursos são escassos e as necessidades e objetivos são
comuns.
À medida em que crescem os fluxos tecnológicos de informação e comunicação,
as mudanças na sociedade tornam-se mais intensas e, para continuarem eficazes, as
universidades precisam acompanhar bem de perto o movimento de tais mudanças, criando
parcerias para obter mais força e destacarem-se em pesquisa, conhecimento e no
desenvolvimento de tecnologias que possam auxiliar o País a crescer e tornar-se competitivo
junto a outras nações que vêem no investimento em educação, informação e na ciência o
grande veículo de transformação.
No entanto, para a efetivação dessas alianças, se faz necessário não só os acordos,
convênios e regulamentos celebrados, mas, principalmente, uma base informacional e
comunicacional de sustentação que garanta uma real integração entre os parceiros. É, sem
dúvida, na questão informacional que reside, hoje, o grande fator de desenvolvimento social e
econômico de um país, acrescido do seu capital humano. Por sua vez, é através da informação

�11

que as empresas sincronizam as suas funções, com vistas a uma produção de bens e serviços
de qualidade que atendam as necessidades do mercado, fomentando a garantia da
competitividade e a excelência da gestão organizacional.
Dessa forma, acrescenta-se ao binômio universidade-empresa um elemento que,
pelo conteúdo e consistência, representa a base informacional necessária ao pleno
desenvolvimento desse cenário, onde a cooperação tornou-se a vedete das economias sociais
emergentes baseadas no conhecimento: a biblioteca.
É através do monitoramento das informações sobre os mercados: tendências
externas, políticas econômicas, crescimento, clientes, fornecedores e concorrentes, nos mais
diversos suportes documentais, que possibilitará compor um quadro onde se possa olhar sob
diferentes prismas e enxergar além da concorrência, pois a informação é o grande diferencial.
Necessário se faz que se enfatize, no Brasil, a importância e a relevância da base
informacional no processo de desenvolvimento do País, o que já ocorre em países mais
avançados que desenvolvem excelentes programas de pesquisa científica e tecnológica
universitárias e vêem a informação, através da biblioteca, como recurso prioritário para o seu
crescimento.
Ao valor da biblioteca na formação de alianças estratégicas, deve-se somar a
participação efetiva de bibliotecários qualificados e competentes, preparados para enfrentar as
novas estratégias de crescimento que têm por base a informação e o conhecimento, devendo
estar conscientes da responsabilidade social do seu fazer profissional.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ANSOFF, H. I. A Nova Estratégia Empresarial. São Paulo: Atlas, 1990.
BOOG, Gustavo G. O Desafio da Competência: como enfrentar as dificuldades do presente e
preparar sua empresa para o futuro. São Paulo: Best Seller, 1991.

�12

COVEY, Stephen R. O Líder do futuro: três funções do líder no novo paradigma. São Paulo:
Futura, 1996.
HAMPTON, David R. Administração Contemporânea: teoria, prática e casos. São Paulo:
McGraw-Hill, 1992.
IANNI, Octavio. Teorias da globalização. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.
KOTTER, John P. Liderando Mudanças. São Paulo: Campus, 1997.
LEAL, Joice Joppert, MALAGUTI, Cyntia. Design e informação,. Ciência da Informação.
Brasília, v. 25, n.1, jan./abr.1996.
LEWIS, Jordam D. Alianças Estratégicas: estruturando e administrando parcerias para o
aumento da lucratividade. São Paulo: Pioneira, 1992.
MCGEE, James, PRUSAK, Laurence. Gerenciamento estratégico da informação. Rio de
Janeiro: Campus, 1994.
NOVAS tecnologias, trabalho e educação. 2 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.
PORTER, Michael E. Vantagem Competitiva: criando e sustentando um desempenho
superior. Rio de Janeiro: Campus, 1990.
STEVEN, Alber. KEITH, Bradley. The Management of intellectual capital. Londres: Business
Performance Group Limited, 1995.
STEWART, Thomas. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de
Janeiro: Campus, 1998.

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Documentação&#13;
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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          <name>Date</name>
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          <name>Language</name>
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          <name>Description</name>
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              <text>Trata sobre a integração que vem ocorrendo entre organizações e países que tem sido uma das principais características da sociedade global visando a formação de alianças estratégicas na busca da competitividade e da geração de riquezas. Nesse contexto, as empresas passam a perceber o valor da informação na produção de bens e serviços e para o desenvolvimento de pesquisas com fins sociais e econômicos. As alianças também começam a ocorrer de forma mais intensa com as universidades, centros de pesquisa e de informação visando a colaboração e o intercâmbio de idéias e forças científicas e tecnológicas. Nesse processo, o papel das bibliotecas universitárias tem se intensificado à medida que elas representam o diferencial estratégico de qualidade e credibilidade informacional para o sucesso das alianças.</text>
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