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                  <text>O PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA DIANTE DA
INTERAÇÃO UNIVERSIDADE/EMPRESA
ANDRÉA CARVALHO DE AGUIAR 1
andreaaguiar@hotmail.com

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Campus Universitário I
58015-970 – João Pessoa – PB - Brasil
Telefax: (02183) 216-7483
e-mail: cmci@ccsa.ufpb.br ou eliany@openline.com.br
home page: http://www.openline.com.br/~eliany

RESUMO:

Considerando a importância que assume, nos dias atuais, a interação universidade/empresa;
entendendo que essa relação de cooperação se dá de modo mais eficiente e eficaz no contexto
dos pólos científico-tecnológicos; e considerando, ainda, que tal interação ocorre,
principalmente, através da transferência de informação tecnológica entre os dois segmentos,
objetiva-se analisar o papel que cabe à biblioteca universitária nesse processo. Para alcançar a
consecução desse objetivo, faz-se necessário realizar as seguintes ações: (a) analisar a
problemática que envolve o tema interação universidade/empresa, explicitando os benefícios
ocasionados, tanto para os segmentos envolvidos no processo, quanto para a sociedade em

1

Bibliotecária e Mestranda em Ciência da Informação pela UFPB.
1

�geral; (b) conceituar e caracterizar o contexto dos pólos científico-tecnológicos, assim como
as empresas de base tecnológica que os constituem; (c) analisar a transferência de informação
tecnológica, enfocando os aspectos ligados à conceituação, aos canais de comunicação da
informação e aos mecanismos geradores de facilidades ou de dificuldades para o processo; e,
por fim, (d) caracterizar a biblioteca universitária, identificando suas possibilidades de
atuação enquanto agente de mediação entre a informação gerada na universidade e a
informação demandada pelas empresas. Conclui-se que as bibliotecas universitárias
localizadas nos pólos tecnológicos têm uma importante contribuição a dar para o
aprimoramento do processo de transferência de informação tecnológica e, por conseguinte,
para as relações de interação entre os segmentos universitário e empresarial, em especial
através da prestação de serviços de extensão destinados a este último.

Eixo Temático: SERVIÇOS DE EXTENSÃO / BIBLIOTECAS COMUNITÁRIAS

2

�1. INTRODUÇÃO

No Brasil, os investimentos feitos na produção científica e as descobertas daí advindas
são, geralmente, subutilizados. Existe, no País, uma atitude paradoxal e desvantajosa que
consiste, de um lado, na preferência dada às tecnologias importadas e, de outro, na grande
ênfase à publicação da produção científica nacional no exterior, que a utiliza como insumo
para produção de tecnologias. Assim, o governo utiliza os recursos nacionais para conferir
vantagens ao exterior de duas maneiras: ao financiar a produção científica publicada no
exterior e, depois, ao comprar a tecnologia que foi concebida internamente e desenvolvida
externamente. Essas ações, somadas a outras, causam a dependência tecnológica que, por sua
vez, conduz a uma dependência econômica e política.
Diante disso, entende-se que a autonomia tecnológica, através do controle e utilização
da C&amp;T produzidas em território nacional, é um fator preponderante para a independência
econômica e política, pois possibilita que o País busque e produza soluções viáveis e
adequadas aos seus problemas e à sua realidade interna. Em praticamente todos os países
subdesenvolvidos como o Brasil, como diz Polke (1983), ocorre grave distanciamento entre o
setor que cria a tecnologia e aquele que vai utilizá-la ou desenvolvê-la, e entre a tecnologia
produzida e a tecnologia necessária. Esta situação, decorrente da falta de elo entre empresas e
universidades, representa um fator que dificulta a pesquisa tecnológica e retarda o
desenvolvimento tecnológico e socioeconômico de qualquer nação.
Entendemos, pois, que a interação entre universidade e empresas é algo que beneficia
não apenas aos dois segmentos envolvidos diretamente, mas traz uma série de benefícios para
o País como um todo e, mais especificamente, para a região na qual o processo de interação
acontece.

3

�Resultantes dos esforços de aproximação de institutos de ensino e pesquisa e de
empresas surgem, no início da década de 80, os pólos tecnológicos brasileiros. Nesses
ambientes eclodem e se desenvolvem empresas a partir dessa articulação, as chamadas
empresas de base tecnológica (EBTs).
Tais

empresas

se

caracterizam

pelo

uso

intensivo

de

conhecimento

científico-tecnológico e a interação com institutos de ensino e pesquisa locais, com o fim de
obter conhecimentos imprescindíveis às suas atividades, o que é possível mediante a
transferência de informação.
Temos por objetivo analisar o papel que cabe à biblioteca universitária no processo de
interação universidade-empresa no contexto dos pólos tecnológicos. Para alcançar a
consecução desse objetivo, faz-se necessário realizar as seguintes ações: (a) analisar a
problemática que envolve o tema interação universidade/empresa, explicitando os benefícios
ocasionados, tanto para os segmentos envolvidos no processo, quanto para a sociedade em
geral; (b) conceituar e caracterizar o contexto dos pólos científico-tecnológicos, assim como
as empresas de base tecnológica que os constituem; (c) analisar a transferência de informação
tecnológica, enfocando os aspectos ligados à conceituação, aos canais de comunicação da
informação e aos mecanismos geradores de facilidades ou de dificuldades para o processo; e,
por fim, (d) caracterizar a biblioteca universitária, identificando suas possibilidades de
atuação enquanto agente de mediação entre a informação gerada na universidade e a
informação demandada pelas empresas. Conclui-se que as bibliotecas universitárias

2. INTERAÇÃO UNIVERSIDADE/EMPRESA

4

�A sociedade atual, também chamada de sociedade da informação, é caracterizada por
uma nova ordem econômica e social; pelos grandes avanços científicos e tecnológicos; por
um crescente processo de globalização; e pela pressão internacional para a criação de novas
bases industriais com vistas ao desenvolvimento de tecnologias próprias. Assim sendo, é
imperativo buscar caminhos alternativos que permitam a adequação a este contexto, com
destaque para a interação entre os diversos setores. Sobre este tema, Ferreira (1998, p.82)
afirma, literalmente:

“...Com o intuito de aproveitar o potencial de ciência e tecnologia e as
peculiaridades de cada região, têm-se constituído a ligação Universidade/Empresa
(U-E) como principal agente facilitador do desenvolvimento. Essa ligação tem
especial efeito nos chamados países emergentes, nos quais o poder de investimento é
menor. Assim, a relação U-E vem expressando uma das características mais
destacáveis do atual processo evolutivo pelo qual passamos: o valor estratégico do
conhecimento científico e tecnológico (grifo do autor).”

Isto significa que a inter-relação entre universidade e empresa é de suma relevância,
pois é pré-requisito indispensável para a materialização dos avanços tecnológicos e para
maior utilização socioeconômica dos conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos.
Na opinião de Quirino (1998, p.106), este tipo de articulação institucional representa “... um
conjunto de esforços por parte das instituições públicas e privadas para a realização das
ações conjuntas que visem (sic) objetivos coletivos.”
Porém, face ao irrisório crescimento da indústria nacional e de suas limitações para
desenvolver programas de P&amp;D, aliados ao fato de a universidade brasileira ter um potencial

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�científico e tecnológico muito superior ao que oferece à sociedade; somando-se, ainda, a
diminuição gradativa de recursos financeiros para C&amp;T e universidades públicas, há, cada vez
mais, necessidade de sólida integração entre os recursos desses dois segmentos, como lembra
Cysne (1998).
Isto porque, em termos concretos, a interação universidade X empresa não é tão fácil
de se efetivar, porquanto são organizações com objetivos, estruturas organizacionais e
interesses bastante diferentes. Essas diferenças ocasionam dificuldades que precisam ser
superadas. Alvim (1994) apresenta barreiras à cooperação que existem tanto nas IES como
nas empresas, afirmando que são elas de caráter organizacional, pessoal, profissional e
cultural. Complementando a idéia, Costin, Wood Júnior (1994, p.104) afirmam: “...Diferenças
culturais, estruturais e de objetivos exigem profundo processo de reflexão e aprendizado
prático.” Desta maneira, é indispensável que as organizações em interação tenham claramente
definidos e explicitados os objetivos e competências de cada um dos segmentos envolvidos.
Em outras palavras, os recursos das IES, representados pelos cientistas,
pesquisadores, técnicos, bibliotecas, laboratórios e equipamentos, entre outros, e os projetos
tecnológicos, os profissionais especializados, o suporte financeiro etc., os quais integram os
recursos da indústria devem estar em constante interação, como meio de propiciar às duas
vertentes condições adequadas para alcançar seus objetivos e prestar, de forma integral, suas
contribuições à sociedade, como argumenta Oliveira (1997, n.p.): “... é fundamental que as
instituições – universidades e empresas – sejam capazes de transformar uma invenção
resultante de conhecimento científico ou não, em inovação, ou seja, na sua aplicação
comercial.” Logo, cremos que a sobrevivência da indústria nacional e a realização integral da
contribuição da universidade à sociedade depende da capacidade desses dois segmentos se
articularem de forma eficiente e eficaz.

6

�3. PÓLOS TECNOLÓGICOS

Sob tal ótica, a constituição de pólos científico-tecnológicos ou simplesmente pólos
tecnológicos representam um esforço em torno dessa articulação e, mais ainda, representam o
estado de excelência da interação U-E. Nas palavras de Torkomian, Medeiros (1994, p.49),
são eles verdadeiras cidades que se caracterizam pela “...existência de capacitação
tecnológica local, materializada em universidades, institutos de pesquisa e empresas geradas
a partir desse potencial”. De forma similar, Ferreira (1998, p.82) entende que esses
empreendimentos “ ... constituem conglomerados nos quais empresas, laboratórios de
Pesquisa e Desenvolvimento (...) e centros universitários estabelecem uma espécie de
simbiose ...”, enquanto Medeiros et al. (1991, p.13) definem os pólos tecnológicos como um
conjunto composto por:

“instituições de ensino e pesquisa que se especializaram em pelo menos uma das
novas tecnologias; aglomerado de empresas envolvidas nesses desenvolvimentos;
projetos de inovação tecnológica conjuntos (empresa/universidade), usualmente
estimulado pelo governo dado o caráter estratégico das novas tecnologias;
estrutura organizacional apropriada, mesmo informal.”

No que concerne à sua evolução, os pólos tecnológicos surgem no início da década de
50 com as experiências bem sucedidas do Vale do Silício, na Califórnia, e da Rota 128,
próxima a Boston, em Massachussets. Segundo Medeiros et al. (1991), essas áreas tornam-se

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�grandes centros industriais voltados para a eletrônica, sobretudo para a informática. Dos
Estados Unidos da América do Norte (EUA), a experiência expande-se para a Europa, Ásia e
América Latina, merecendo destaque as experiências de pólos em nações desenvolvidas,
como Japão, França e Reino Unido. Na realidade, os pólos tecnológicos implantados em
outras nações servem para a experiência brasileira apenas como referência a ser estudada. Não
constituem modelos ou formas, tendo em vista que cada pólo tem suas singularidades, em
decorrência da realidade na qual se inserem, como esses autores reafirmam.
No Brasil, a experiência dos pólos tecnológicos institucionaliza-se em 1984, através
do Programa de Implantação de Parques de Tecnologia do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Medeiros et al. (1991, p.14-15),
considerando os pólos brasileiros, apresentam três formatações possíveis e ressaltam que as
duas primeiras são “...aproximações aceitáveis ou adaptações bem sucedidas, enquanto que a
terceira representa o caso mais completo”:

❑ Formatação “pólo com estrutura informal” - empresas e instituições de ensino e
pesquisa, espalhadas na cidade, mantêm ações sistemáticas e projetos conjuntos que
proporcionam interação entre esses agrupamentos, mesmo sem uma estrutura
organizacional formal, concebida para facilitar a vinculação entre eles. Eventualmente,
existe uma incubadora.

❑ Formatação “pólo com estrutura formal” - empresas e instituições de ensino e pesquisa,
embora dispersadas na cidade, estão sob a coordenação de uma entidade formalmente
constituída, encarregada de acelerar a criação de empresas, facilitar seu funcionamento e

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�promover a integração entre os parceiros envolvidos no processo de inovação tecnológica.
Eventualmente, existe uma incubadora para abrigar as empresas nascentes.

❑ Formatação “parque tecnológico” - as empresas estão reunidas num mesmo local,
dentro do campus da universidade, ao lado deste ou em área próxima (distância inferior a
5km). Há uma entidade coordenadora, concebida para facilitar a integração U-E e para
gerenciar o uso das facilidades existentes. Estão disponíveis, para venda ou locação,
terrenos e/ou prédios, os quais abrigam uma incubadora ou condomínio de empresas.

No contexto brasileiro, os pólos tecnológicos com estrutura formal ou com formato
de parque tecnológicos têm, como exposto, suas atividades coordenadas por uma entidade
gestora, que se configura como uma fundação privada, uma sociedade civil ou uma empresa.
As entidades gestoras, geralmente, contam com a participação de institutos de ensino e
pesquisa, órgãos federais, regionais e municipais, órgãos patronais e outros. Ainda de acordo
com Medeiros et al. (1991, p.53), as ações desenvolvidas por essas gestoras objetivam
“...agregar as ações dos parceiros envolvidos no processo de inovação tecnológica e,
consequentemente facilitar e acelerar o surgimento de produtos, processos e serviços onde a
tecnologia possui status de principal insumo de produção.”
Na opinião de Araújo (1992), a criação da Associação Nacional de Entidades
Promotoras de Empreendimentos de Tecnologia Avançada (ANPROTEC), em 1987,
representa a consolidação da experiência brasileira no que respeita ao pólo tecnológico. A
missão da ANPROTEC (1999, n.p.) é, então, definida, como sendo “...agregar, representar e
defender os interesses das entidades gestoras de tecnópolis/pólos, parques e incubadoras,

9

�promovendo estes modelos como instrumentos para o desenvolvimento do país, objetivando a
constante criação e fortalecimento de empresas de base tecnológicas.”
Atualmente, existem pólos tecnológicos em todas as regiões brasileiras. Há,
entretanto, uma concentração na região Sudeste (SE) e, mais especificamente em São Paulo,
que conta com quatro pólos, um dos quais na capital; um outro em Campinas; um em São
Carlos e o quarto em São José dos Campos. No Rio de Janeiro, dois pólos tecnológicos
distribuem-se, respectivamente, na cidade do Rio de Janeiro e em Petrópolis. Em Minas
Gerais, há o pólo de Santa Rita do Sapucaí e, no Espírito Santo, um pólo em Vitória. No Sul
(S) do País, registram-se pólos em Curitiba, Florianópolis, Joinville, Santa Maria e Porto
Alegre. No NE, as cidades de Campina Grande, Fortaleza e Recife abrigam pólos
científico-tecnológicos. Há, ainda, uma experiência no Centro-Oeste (CO) brasileiro, na
cidade de Brasília, e no Norte (N), em Manaus.

4. EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA

Como requisito para o surgimento dos pólos e, ao mesmo tempo, como resultado de
sua atuação, há empresas de base tecnológica (EBTs), que realizam suas atividades com base
nas novas tecnologias e que desenvolvem inovações em produtos ou processos através da
utilização continuada de conhecimentos científicos e tecnológicos obtidos, sobretudo, da
interação com as IES locais.
As EBTs surgem em locais com infra-estrutura científica e tecnológica e recursos
humanos qualificados, ambos resultantes da atuação de universidades e institutos de pesquisa
locais que se especializaram em, pelo menos, uma das novas tecnologias, dentro dos campos
da informática, eletrônica, mecânica de precisão, novos materiais, biotecnologia, química

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�fina, aeroespacial, biogenética, robótica, telemática e telecomunicações. No Brasil, de acordo
com Torres (1995, p.59), “...a indústria de alta tecnologia encontra maior campo de atuação
nos setores de informática, eletro-eletrônica, mecânica de precisão, biotecnologia, química
fina, novos materiais, design, tecnologia industrial básica e telecomunicações.”
Porém, em qualquer circunstância, nessas localidades, a interação, na maioria das
vezes incentivada pelo governo, entre as instituições de ensino e pesquisa e as EBTs torna-se
muito intensa, de tal forma que passam a constituir-se em pólos científico-tecnológicos.
Mesmo assim, dentre os autores que escrevem sobre EBTs, não há consenso quanto aos
aspectos conceituais, registrando-se denominações diversificadas, tais como: empresas de alta
tecnologia; empresas de tecnologia avançada; empresas de tecnologia de ponta; empresas
high tech etc. Segundo Araújo (1992), com o intuito de formalizar sua terminologia, a
ANPROTEC adota o termo - empresa de base tecnológica - para designar este tipo de
empreendimento, termo este, transposto para o projeto. Dentre as conceituações em voga,
cita-se, em primeiro lugar, a de Santos (1987, p.3), para quem

“...as ‘empresas de tecnologia avançada’ são aquelas criadas para fabricar
produtos ou serviços que utilizam conteúdo tecnológico elevado, incorporando
princípios ou processos inovadores de aplicações recentes, mesmo que não sejam
inéditos.”

Ferro, Torkomian (1988, p.44), por seu turno, conceituam as EBTs da seguinte
maneira: “...’empresas de alta tecnologia’ [que] dispõem de competência rara ou exclusiva
em termos de produtos ou processos, viáveis comercialmente, que incorporam grau elevado
de conhecimento científico”. Barbieri (1994, p.23) recorre ao conceito constante do

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�Regulamento No 49/91, Artigo 2ob do Banco Nacional de Desenvolvimento–Participações
(BNDES-PAR): EBT “é aquela [empresa] que fundamenta sua atividade produtiva no
desenvolvimento de novos produtos ou processos, baseados na aplicação sistemática de
conhecimentos científicos e tecnológicos e na utilização de técnicas consideradas avançadas
ou pioneiras.”
Na conceituação do Parque de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal
do Ceará (PADETEC), EBTs são empresas que apresentam as seguintes características: são
pouco intensivas em capital; utilizam mão-de-obra qualificada; são empreendimentos de alto
risco; são pouco intensivas em mão-de-obra desqualificada; geram alto valor agregado ao
produto; utilizam novas tecnologias e conhecimento; são ágeis e flexíveis; e interagem com
centros de pesquisas e universidades. Além disso, o PADETEC considera que as EBTs
envolvem-se em uma ou mais das seguintes ações: desenvolvimento de novo produto ou
processo; desenvolvimento de produto importado pelos países; utilização intensiva de
matéria-prima regional; e utilização de resíduos industriais, agrícolas e extrativos (Craveiro,
1998).
Medeiros et al. (1991) prestam importante contribuição, quando explicitam as
características peculiares ao tipo de empresa em discussão: utilização do conhecimento
científico e tecnológico como principal insumo de produção; relacionamento intenso entre si e
com a universidade ou instituto de pesquisa; utilização dos recursos humanos, laboratórios e
equipamentos de instituições de ensino e pesquisa.
Frente a todas essas tentativas de definição e caracterização das EBTs, observamos
que tais empresas, para efetivar suas atividades produtivas, precisam utilizar o conhecimento
científico e tecnológico, o que se configura como um dos motivos pelos quais,
inevitavelmente, recorrem à interação com as universidades locais. Outro elemento presente

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�em grande parte dos conceitos é a realização de inovação em produtos ou processos por estas
empresas.
Sumariando, vemos que as EBTs são vitais para o progresso de qualquer país e
região, em particular, no caso brasileiro, tendo em vista que, através da aplicação das
informações científicas e tecnológicas geradas e transferidas pelas universidades locais na
produção de bens e serviços com alto valor agregado, possibilitam a substituição de
importações, aumentam a competitividade dos produtos nacionais no mercado externo e
colaboram na diminuição do índice de desemprego, absorvendo, principalmente, a mão de
obra bem qualificada pelas universidades da região.
Santos et al. (apud Santos, 1987) apresentam benefícios produzidos pela atuação das
EBTs, dos quais destacamos os que seguem: (a) influenciam positivamente o processo de
transferência de tecnologia dos centros de pesquisa e desenvolvimento para o setor produtivo
por contarem com a participação de pesquisadores; (b) valorizam o sistema científico e
tecnológico do País, pois através da contribuição dada pelos pesquisadores, maximizam os
incentivos em pesquisa e tecnologia feitos pelo governo; (c) geram produtos que impactam
quase

todos os setores da

economia, contribuindo com a modernização dos setores

tradicionais; (d) colaboram na formação de centros de competência tecnológica nas áreas em
que atuam; (e) constituem espaços alternativos para a formação de novos pesquisadores, uma
vez que admitem estagiários e recém-graduados que desenvolvem seus conhecimentos e
habilidades na realização constante de P&amp;D na empresa; (f) possibilitam ao País entrar em
setores de muito potencial no futuro, geralmente dominados por países desenvolvidos.
Discutindo o papel de geradoras de empregos desempenhado pelas EBTs, Barros
(1998) afirma que essas empresas, em sua maioria de porte micro e pequeno, geram postos de
trabalho para seus sócios e demais colaboradores, necessitando, para tanto, de menos da

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�metade dos investimentos necessários para gerar a mesma quantidade de postos de trabalho
em grandes empresas. Além disso, o autor enfatiza a importância dos empregos gerados por
essas empresas na região em que são criadas, contrapondo o desempenho delas ao
desempenho das “empresas nômades” , atraídas pela guerra fiscal entre estados e municípios
em fase de desenvolvimento industrial. Na sua visão, as EBTs tendem a permanecer no
município de origem, e as que se deslocam, geralmente, não saem do estado ou país.
Representam, portanto, excelente investimento do setor público para gerar renda, emprego e
receita fiscal numa região.
E mais, essas empresas, ao desenvolverem tecnologias que são incorporadas ao meio
industrial, contribuem com a cadeia produtiva tradicional, melhorando sua qualidade e
produtividade, tornando-a competitiva principalmente no mercado globalizado. Além disso,
para Barros (1998), entre as micro e pequenas empresas de base tecnológica, observa-se
melhor distribuição de renda e, como geram produtos e serviços com alto valor agregado,
remuneram seus funcionários acima da média do mercado, propiciando-lhes melhor qualidade
de vida.
Por outro lado, como vimos, as empresas de base tecnológica, para serem criadas e
desenvolverem suas atividades, utilizam-se da capacitação e potencial das universidades
locais,

fortalecendo-as

e pondo suas produções técnico-científicas a serviço do

desenvolvimento socioeconômico da região. Neste sentido, representam excelente opção que
pode trazer benefícios significativos para o NE.

5. TRANSFERÊNCIA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA

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�Entendemos que a informação é tanto insumo quanto produto do conhecimento. A
informação é insumo do conhecimento quando, ao ser absorvida, altera o estoque mental do
indivíduo, produzindo conhecimento. E, sempre que o conhecimento é expresso, é expresso
através da informação. Logo, ela é produto do conhecimento. E assim sendo, a informação
produz e reproduz o conhecimento.
Esse processo é circular e, para que haja a transmutação de informação em
conhecimento e de conhecimento em informação é preciso que ocorra a transferência de
informação. Mesmo quando se fala na transferência de conhecimento tácito, que se dá de
indivíduo a indivíduo, especialmente utilizada no processo produtivo, o que ocorre é
transferência oral de informação. Araújo, E. A. (1997, p.118) concebe a transferência de
informação como “...um conjunto de operações envolvidas na transmissão da informação,
desde sua geração à sua utilização”, acrescentando que “... a transferência de informação
ocorre quando as informações transmitidas promovem a efetiva tradução do conhecimento
em ação, incorporando-as ao mundo do usuário.”
Fundamentados nessas considerações, entendemos que a transferência de informação é
a efetiva transmissão de informação com a conseqüente tradução desta em conhecimento e
deste em ação, sendo assim incorporado ao mundo do usuário. Nestes termos, a transferência
de informação é um processo social, no qual geradores e usuários de informação são sujeitos
sociais em interação e de igual importância para a efetivação do processo.
Para Figueiredo (1979), na sociedade humana, sempre houve um sistema para a
transferência de informação. Nas épocas clássicas e medievais, os filósofos relacionam-se
entre si, sobretudo através da transferência de informação por via oral, recorrendo também,
mas em menor escala, às correspondências. Em meados do século XVII, com o
desenvolvimento do método científico, acentua-se a utilização de correspondências para

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�comunicar novas informações entre cientistas. Com o crescimento das sociedades eruditas e
com a emergência do periódico científico, no final do século XVII, este tipo de publicação
torna-se o mais importante meio utilizado para a transferência de informação entre os adeptos
da comunidade científica. A partir do século XIX e, em especial, nos dias atuais, a explosão
ou a “poluição” da informação faz com que cientistas e pesquisadores retomem o hábito de
se comunicar através de cartas.
De fato, a oralidade, as correspondências e os periódicos, empregados para possibilitar
o processo de comunicação da informação, são alguns dos tipos de canais de transferência da
informação. Estes canais podem ser compreendidos como o conjunto de meios empregados na
comunicação da informação. Figueiredo (1979, p.123), explica que “...Para fins de análise e
estudo estes canais são subdivididos como segue: orais, documentários e audiovisuais.” Os
canais de comunicação da informação podem ser formais ou informais, ressaltando-se que
cada um deles apresenta vantagens e desvantagens, os quais não constituem a essência deste
trabalho.
De qualquer forma, é imprescindível lembrar que, no processo de transferência de
informação, sempre existem barreiras, ou seja, mecanismos que dificultam o processo,
ocasionando a subutilização da informação transferida. A maior proximidade, em termos
físicos, intelectuais e culturais etc., entre produtor e usuário da informação, favorece a
redução de barreiras ou pelo menos, sua menor intensidade, embora, mesmo a comunicação
oral está sujeita a mecanismos que dificultam o processo.
Em contraposição, há mecanismos que facilitam o processo de transferência de
informação. Estes mecanismos, ditos facilitadores, são fatores que propiciam e estimulam a
efetiva transferência de informação, favorecendo, pois, a otimização do uso da informação
que foi transferida. A existência de elementos mediadores do processo, a proximidade entre

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�gerador e usuário da informação e a transferência de informação com valor agregado para
quem vai utilizá-la são exemplos de mecanismos facilitadores.
Além do mais, para que a transferência de informação produza conhecimento, é
necessário que seja cognitivamente acessível ao indivíduo e atenda às suas necessidades
imediatas. De forma similar, para que a transferência de informação tecnológica gere
capacitação tecnológica e competitividade para o setor produtivo, favorecendo, por
conseguinte, o desenvolvimento tecnológico, precisa estar em harmonia com a capacidade de
absorção do setor, bem como com as suas necessidades imediatas, as quais sofrem influência
direta do mercado, pois, como salienta Mariotto (1992, p. 102), “... a estrutura do mercado
em que as empresas atuam condiciona não só suas necessidades de informação técnica,
como também sua capacidade de buscar e de acumular essa informação na forma de
competência tecnológica.”
Na busca por lucratividade e competitividade, a transferência de informação
tecnológica tem mais valor à medida que atende de forma a mais específica possível certa
demanda. Impossível otimizar os investimentos feitos na geração de informação tecnológica
se o setor produtivo não estiver capacitado para absorver e utilizar a tecnologia dela advinda
ou se não atender aos interesses imediatos deste segmento.

6. BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

A biblioteca universitária tem como função prioritária fornecer o suporte
informacional para as atividades de ensino, pesquisa e extensão desempenhadas pela
instituição de ensino superior a qual está vinculada.

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�Nestes termos, o público alvo de tal biblioteca seria a comunidade universitária, ou
seja, o grupo composto pelos alunos, professores e funcionários que formam a instituição a
qual integra.
Contudo, sendo a universidade integrante de um pólo tecnológico, a biblioteca a ela
vinculada deveria ampliar sua clientela, estendendo seus serviços aos empresários da EBTs?
Seria responsabilidade da biblioteca universitária prover informações também para as
empresas do pólo tecnológico?
Entendemos que a resposta para tais perguntas é sim, pois a partir do momento em
que a universidade é co-responsável pelo pólo tecnológico cabe à biblioteca universitária
aceitar como seus usuários as empresas envolvidas em tal empreendimento.
Além disso, percebemos que está é uma boa oportunidade para que a biblioteca
universitária obtenha benefícios que lhe são indispensáveis nos dias atuais: a captação de
recursos e a melhoria de sua imagem junto à comunidade na qual está inserida.
A biblioteca universitária, contudo, geralmente não conta com meios de realizar todos
os serviços de informação de que tais empresas necessitam. Entretanto, muitos dos serviços
úteis para as EBTs podem ser assumidos por essa biblioteca, entre os quais destacam-se
identificação e divulgação de instituições, trabalhos e eventos de interesse; recuperação e
organização de relatórios de pesquisa de mercado na área de atuação do pólo; criação e
manutenção de cadastros e arquivos de informações em conformidade com as necessidades
do pólo, entre outras.
No pólo tecnológico deve se fazer presente também uma outra unidade de informação,
a qual deve ser planejada para compartilhar com a biblioteca universitária a função de
fornecer informações de interesse para as empresas e demais integrantes do pólo tecnológico.
Esta unidade de informação deveria ser capaz de fornecer de forma rápida e eficiente os

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�seguintes serviços: extensão tecnológica, resposta técnica, resposta rápida e consultoria, entre
outros.
Todo e qualquer serviço de informação destinado as EBTs, como bem esclarece
Montalli (1994) precisa contar com fontes de informação atualizadas, disponibilidade diária
de acesso, exatidão de resposta à pergunta feita, ênfase nas informações correntes,
recuperação rápida de documentos, assim como objetivos e metas convenientemente claros.

7. CONCLUSÃO

Para que esteja apta a atender as exigências desse novo usuário, a biblioteca
universitária precisa estar completamente integrada ao contexto do pólo tecnológico no qual
se insere. É necessário que se perceba que o envolvimento da biblioteca universitária no
empreendimento é vital para que o sucesso seja obtido.
A biblioteca universitária precisa se posicionar como um agente responsável pela
intermediação entre a informação produzida na universidade e a informação demandada pela
empresa de base tecnológica.
Os segmentos acadêmico e empresarial se diferenciam em muitos aspectos um do
outro, mas, apesar disso, buscam nos pólos tecnológicos conviver com as diferenças e
estreitar as relações, visando a colaboração recíproca, indispensável a ambos.
Universidade e empresa precisam interagir, o que requer a disposição e o empenho de
ambos. A biblioteca universitária não pode se esquivar deste esforço; ela precisa ser um dos
elos que unem tais segmentos.
Tendo em vista a argumentação exposta, entendemos que as bibliotecas universitárias
localizadas nos pólos tecnológicos têm uma importante contribuição a dar para o

19

�aprimoramento do processo de transferência de informação tecnológica e, por conseguinte,
para as relações de interação entre os segmentos universitário e o segmento empresarial, em
especial através da prestação de serviços de extensão destinados a este último.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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                <text>Biblioteconomia&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O papel da biblioteca universitária diante da interação universidade/empresa.</text>
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              <text>Aguiar, Andréa Carvalho de</text>
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          <name>Coverage</name>
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              <text>Considerando a importância que assume, nos dias atuais, a interação universidade/empresa, entendendo que essa relação de cooperação se dá de modo mais eficiente e eficaz no contexto dos pólos científico-tecnológicos, e considerando, ainda, que tal interação ocorre, principalmente, através da transferência de informação tecnológica entre os dois segmentos, objetiva-se analisar o papel que cabe à biblioteca universitária nesse processo. Para alcançar a consecução desse objetivo, faz-se necessário realizar as seguintes ações: (a) analisar a problemática que envolve o tema interação universidade/empresa, explicitando os benefícios ocasionados, tanto para os segmentos envolvidos no processo, quanto para a sociedade em geral, (b) conceituar e caracterizar o contexto dos pólos científico-tecnológicos, assim como as empresas de base tecnológica que os constituem, (c) analisar a transferência de informação tecnológica, enfocando os aspectos ligados à conceituação, aos canais de comunicação da informação e aos mecanismos geradores de facilidades ou de dificuldades para o processo, e, por fim, (d) caracterizar a biblioteca universitária, identificando suas possibilidades de atuação enquanto agente de mediação entre a informação gerada na universidade e a informação demandada pelas empresas. Conclui-se que as bibliotecas universitárias localizadas nos pólos tecnológicos têm uma importante contribuição a dar para o aprimoramento do processo de transferência de informação tecnológica e, por conseguinte, para as relações de interação entre os segmentos universitário e empresarial, em especial através da prestação de serviços de extensão destinados a este último.</text>
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