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                  <text>EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARTICIPATIVA:
UMA PARCERIA DA BIBLIOTECA COMUNITÁRIA E DO DEPARTAMENTO DE
CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS PARA
O RESGATE DA BIBLIOTECA ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA
Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci
Departamento de Ciência da Informação
Centro de Educação e Ciências Humanas
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, Km 235 - Monjolinho
13565-905 São Carlos (SP) Brasil
E-mail: beth@power.ufscar.br
Maria Lúcia Clapis Facundo
Bibliotecária-Chefe do Departamento de Processamento Técnico
Biblioteca Comunitária
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, Km235 - Monjolinho
13565-905 São Carlos (SP) Brasil
E-mail: sproctec@power.ufscar.br
José de Carvalho Assumpção Neto
Analista de Sistemas
Biblioteca Comunitária
Universidade Federal de São Carlos
Rodovia Washington Luís, Km235 - Monjolinho
13565-905 São Carlos (SP) Brasil
E-mail: neto@power.ufscar.br

Resumo: O novo desafio da extensão universitária é desenvolver projetos que respondam à
demandas sociais das comunidades locais, resolvendo problemas através de decisões e ações
concebidas de modo participativo, em estreita articulação com a pesquisa e o ensino. Esta
nova concepção está proporcionando um redimensionamento do setor como um espaço de
maior interação com a sociedade, que impõe o uso de metodologias participativas pela
interação processual com os fatores sociais envolvidos no contexto da ação (Thiollent, 1998).

1

�Nesta concepção, a Biblioteca Comunitária e o Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal de São Carlos estão realizando um projeto de extensão em parceria, que
enfoca a reconstrução da biblioteca de uma escola pública do ensino fundamental de 1ª. a 4ª.
Série. O grupo de trabalho é composto por um bibliotecário universitário, um analista de
sistema, um docente e alunos de biblioteconomia e ciência da informação, além da professora
readaptada, responsável pela biblioteca escolar da unidade parceira.
O processo participativo de reorganização física, informacional e de serviços da biblioteca
escolar abrange momentos coletivos de análise, avaliação e reformulação do programa de
ação, que respeitam a cultura escolar, o conhecimento prático, as concepções e os valores do
professor-bibliotecário, dos professores primários e dos membros da administração escolar.
Assim, a nova configuração da biblioteca escolar é resultado de uma troca de saberes teóricos,
técnicos e práticos dos profissionais participantes e incluiu cinco grandes etapas: avaliação da
coleção (descarte, desbastamento e conservação), mudança do layout físico, processamento
técnico (classificação, indexação, catalogação e armazenamento), geração do catálogo
informatizado e implantação do serviço de referência e informação.
A experiência vivenciada resultou na reconstrução dos saberes de cada participante e em nova
inserção da biblioteca escolar na melhoria do ensino fundamental.

Serviço de Extensão: Biblioteca Comunitária

2

�1 INTRODUÇÃO
A universidade, como qualquer outra instituição social, possui a função de melhorar a
qualidade de vida de todos na sociedade. Seu objeto de trabalho é o conhecimento e é
específico da universidade a missão de produzir o conhecimento e torná-lo acessível
(Botomé, 1996, p. 39). Isto é, os novos conhecimentos devem ser difundidos criticamente ou
socializados, constituindo-se em um patrimônio coletivo, traduzido em condutas humanas,
perante a sociedade onde todos vivem (ibid., p.42-43).
Neste cenário, a extensão universitária é concebida como um processo educativo,
cultural e científico que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a
relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade, conforme expressa o Plano
Nacional de Extensão Universitária (1999), elaborado pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores
de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras e referendado pela Secretaria do Ensino
Superior do Ministério da Educação e do Desporto.
Sua função básica é a produção e a socialização do conhecimento, visando a
intervenção na realidade e sinalizando para uma universidade voltada para os problemas
sociais com o objetivo de encontrar soluções através da pesquisa básica e aplicada, o que
contribui para a superação das desigualdades sociais existentes no país. Neste sentido, a
natureza pública da universidade se confirmará na proporção em que diferentes setores da
população brasileira usufruam dos resultados produzidos pela atividade acadêmica (1999,
p.8-9).
O novo desafio da extensão universitária é desenvolver projetos que respondam à
demandas sociais das comunidades locais, resolvendo problemas através de decisões e ações
concebidas de modo participativo, em estreita articulação com a pesquisa e o ensino. Esta
concepção está proporcionando um redimensionamento do setor como um espaço de maior
interação com a sociedade, que deve privilegiar o uso de metodologias participativas de

3

�pesquisa pela interação processual com os atores sociais envolvidos no contexto da ação,
para favorecer o diálogo, identificar a situação-problema e implementar ações de criação e
recriação de conhecimentos possibilitadores de transformações sociais (ibid., p.9, também
abordado por Thiollent, 1998).
Em relação ao ensino, amplia-se a concepção de sala de aula: os espaços sociais de
intervenção são espaços de formação do "profissional cidadão", que no confronto com as
situações reais reconstrói historicamente seus saberes pessoais e profissionais.
Assim, a atividade de extensão é uma via de mão-dupla: a comunidade acadêmica
encontra a oportunidade da práxis do conhecimento acadêmico junto à sociedade, que é
submetido à reflexão teórica e transformado ou ampliado por meio do processo de interação
e troca com os saberes populares (ibid., p.8) e pelo potencial da comunidade universitária
(professores, alunos, técnicos), ela se coloca como um instrumento incomparável de
mudanças nas próprias instituições onde se desenvolve e nas Sociedades onde essas
instituições estiverem inseridas (ibid., p.13-14).
Esta renovada concepção da extensão universitária, com referenciais em políticas e
ações voltadas para a cidadania, está expressa no Plano Nacional de Extensão pela inclusão
privilegiada da Educação Básica no rol de seus princípios e pela sua consideração como um
dos eixos temáticos estratégicos, que se desdobrará em Planos Regionais e Institucionais, de
acordo com o perfil geopolítico de cada região e suas demandas sociais:

a atuação junto ao sistema de Ensino Público deve se constituir em uma das
diretrizes prioritárias para o fortalecimento da Educação Básica através de
contribuições técnico-científicas e colaboração na construção e difusão dos
valores da Cidadania (ibid., p.13).

4

�Este princípio básico será operacionalizado nas universidades públicas brasileiras
através do desenvolvimento de programas e projetos de extensão ligados à ampliação da
oferta e melhoria da educação básica, em até três anos (ibid., p.22).
O presente projeto extensionista enquadra-se neste cenário conceitual e no referido
eixo temático estratégico: trata-se de um projeto que articula pesquisa, ensino e extensão
para a requalificação da biblioteca de uma unidade escolar de ensino fundamental de 1a. a
4a. série da rede estadual de ensino do Estado de São Paulo.

2 O PROJETO DE EXTENSÃO INTEGRADO E PARTICIPATIVO
O motivo primordial da proposta e execução do projeto de extensão "Organização da
Biblioteca da Escola Estadual Luiz Augusto de Oliveira" (São Carlos - SP) foi a participação
de docente da linha de pesquisa "Informação para Educação" do Departamento de Ciência da
Informação em uma equipe de pesquisa interdisciplinar1, composta por docentes do
Departamento de Metodologia de Ensino e do Programa de Pós-Graduação em Educação da
Universidade Federal de São Carlos para o desenvolvimento na referida unidade escolar, no
período de 4 anos (1996-2000), do projeto "A reflexão sobre a ação pedagógica como
estratégia de modificação da escola pública elementar numa perspectiva de formação
continuada no local de trabalho", aprovado pelo "Programa de Apoio a Pesquisas Aplicadas
sobre o Ensino Público do Estado de São Paulo", da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo - FAPESP. Trata-se de um projeto de pesquisa aplicada, que adota o
modelo construtivo-colaborativo e objetiva a melhoria da qualidade de ensino, a superação
do fracasso escolar e o uso adequado dos diversos espaços de conhecimento da escola
parceira, através de atividades voltadas ao desenvolvimento profissional dos professores no
1

Integram a equipe de pesquisa a Profa. Dra. Aline Maria de Medeiros Rodrigues Reali, a Profa. Cláudia
Raimundo Reyes, a Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci, a Profa. Dra. Emília Freitas de Lima, a Profa. Dra.

5

�próprio local de trabalho. A biblioteca escolar é foco privilegiado do projeto como um
espaço de conhecimento e as ações de pesquisa objetivam sua integração à ação pedagógica.
Estas ações têm sido direcionadas em duas dimensões: 1) a requalificação da biblioteca
escolar (física, documental, organizacional e de serviços), na medida em que não se poderia
proporcionar uma educação continuada dos professores na ambiência informacional
encontrada - espaço depositário e distante do processo de ensino-aprendizagem; 2) atividades
de educação continuada dos professores em relação ao uso dos recursos e serviços da
biblioteca e à sua integração na prática docente.
As ações relativas à primeira dimensão motivaram a elaboração de um projeto
extensionista em parceria com a Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São
Carlos tendo em vista sua natureza e seus objetivos. Faz parte deles o apoio à educação
básica, especialmente relativo ao ensino fundamental. Este projeto foi aprovado pela PróReitoria de Extensão da instituição e está em desenvolvimento desde o ano de 1998. O grupo
de trabalho é composto por um docente, um bibliotecário especializado em processamento
técnico, um analista de sistemas, três alunos-bolsistas (uma bolsa de extensão e duas de
iniciação científica) e vários alunos-estagiários do curso de Biblioteconomia e Ciência da
Informação. Esta equipe da Universidade é enriquecida com a participação de um
bibliotecário e de um professor readaptado (responsável pela administração da biblioteca
escolar), bolsistas do Projeto FAPESP.
O processo de resgate, reorganização e informatização da biblioteca escolar está
amparado nos referenciais da pesquisa-ação, que abrange momentos coletivos de
planejamento, execução, avaliação e reformulação do programa de ação, respeitando a
cultura escolar, as concepções e valores dos professores e membros da administração escolar,

Maria da Graça Nicoletti Mizukami (coordenadora), a Profa. Dra. Regina Maria Simões Puccinelli Tancredi e a
Profa. Dra. Roseli Rodrigues de Mello.

6

�assim como seu conhecimento prático ou experiencial. Como afirma Thiollent (1994, p.14),
a pesquisa-ação é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a
resolução de um problema coletivo, na qual os pesquisadores e os participantes
representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou
participativo. É uma estratégia de pesquisa participativa, consonante com a nova concepção
de extensão e seus principais aspectos podem ser assim caracterizados: há uma ampla
interação entre as pessoas, da qual resulta as soluções negociadas e o acompanhamento das
ações concretas durante o processo e pretende-se aumentar o conhecimento dos
pesquisadores e o conhecimento ou o "nível de consciência" das pessoas e grupos
considerados (ibid., p.16).
Assim, a renovada configuração da biblioteca escolar está sendo resultado de uma
troca de saberes teóricos, técnicos e práticos de todos os profissionais e alunos participantes
e incluiu quatro grandes etapas: a avaliação da coleção, a reorganização física, a implantação
do sistema de informação e a ampliação do serviço de referência e informação.
A experiência vivenciada está resultando na reconstrução dos saberes de cada
participante e em qualificada inserção da biblioteca escolar na melhoria do ensino
fundamental de 1a. a 4a. série.

2.1 ADEQUANDO AS FONTES DE INFORMAÇÃO AO ENSINO FUNDAMENTAL
O objetivo desta primeira etapa da atividade extensionista foi melhorar a pertinência
da coleção em relação à natureza da biblioteca e às necessidades dos usuários da comunidade
escolar, especialmente os alunos e professores. Ela envolveu um amplo processo de
avaliação de coleções, que considerou como critérios: a obsolescência da informação (data
de publicação), a pertinência (itens adequados ao ensino fundamental), o estado de

7

�conservação (danos físicos irreparáveis), a demanda de uso (baixa freqüência de empréstimo)
e a duplicação do acervo (número de exemplares).
O processo de avaliação resultou no desbastamento da coleção, com procedimentos de
remanejamento e descarte, amparados pelo uso de metodologia impressionista, pela qual o
material separado foi objeto de avaliação final dos professores da escola.
Esta fase foi concluída com procedimentos de recuperação física dos materiais
danificados pelo manuseio e pela higienização dos volumes. O inventário ou tombamento
registrou uma coleção de aproximadamente 9.500 volumes como patrimônio bibliográfico.

2.2 CRIANDO UM AMBIENTE ESTIMULANTE
Esta segunda etapa de trabalho teve por objetivo a reorganização da ambiência física
para tornar a biblioteca um espaço funcional, estimulador e adequado à clientela de 7 a 10
anos. A mudança do layout melhorou a circulação e o uso do ambiente, com a criação das
áreas de armazenamento, de leitura, de serviços e de divulgação, para o que procedeu-se a
retirada de mobiliário desnecessário e o reaproveitamento de mesas infantis de 4 lugares
(armazenadas em depósito pela desativação da pré-escola), assim como de outros materiais
nas mesmas condições (mural informativo, carrinho expositor, posters educativos). A
organização física dos volumes priorizou a melhoria do acesso e atendeu os dois critérios
básicos clássicos: o agrupamento por tipologia documental e por categoria temática, com
extrema preocupação com a disposição da literatura infantil.
A finalização desta etapa resultou em uma configuração visual extremamente
agradável, acolhedora e atraente do ambiente, que teve significativo impacto na unidade
escolar. Mas, vale registrar que foi a etapa que mais requereu momentos de negociação
coletiva e que mais tempo demandou para sua operacionalização, pois concepções e valores

8

�enraizados na cultura escolar e nos atores envolvidos emperravam a tomada de decisão em
busca da recriação e da transformação do espaço.

2.3 IMPLANTANDO O SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Como bem colocado por Lopes (1997), depois da era da informática e da sociedade da
informação, hoje acompanhamos o progresso tecnológico e não sabemos quais serão as
próximas etapas, mas com certeza serão voltadas para a satisfação das pessoas mais
importantes para a biblioteca: os usuários. Neste sentido, o sistema de informação foi
concebido para atender alunos e professores em suas demandas informacionais, com a
introdução das modernas tecnologias de informação, o que altera completamente a atuação
da biblioteca: desde as várias interfaces para com seus usuários até formas de armazenar,
recuperar e acessar a informação. Esta opção foi um grande desafio, tendo em vista as
severas restrições de ampliação da infra-estrutura de informática na unidade escolar, mas não
seria uma opção válida resgatar a biblioteca escolar em um modelo já ultrapassado.
Assim, o desenvolvimento do sistema de informação teve como objetivo proporcionar
o acesso físico e o acesso ao conteúdo dos itens bibliográficos, através das operações
convencionais do processamento técnico (classificação e indexação, catalogação e ordenação
física relativa) e .pela geração do catálogo informatizado: um sistema com a necessária
adequação às características e comportamento de busca dos usuários, para promover seu uso,
pois Figueiredo (1991) nos alerta que em muitas bibliotecas os sistemas de informação
sofrem de extrema sub-utilização.
Em relação à classificação foram definidas as seguintes categorias documentais: Robras de referência, G- acervo geral, L- literatura infantil ficcional, I- literatura infantil
informativa. As categorias primárias R e G foram classificadas pela Classificação Decimal

9

�de Dewey, optando-se pelo uso de notações breves e mnemônicas, para facilitar a busca do
leitor infantil e dos demais usuários.
Mas, as peculiaridades da literatura infantil, núcleo fundamental do acervo
documental, impuseram um estudo teórico aprofundado sobre o assunto para a definição de
sua categorização ou classificação específica. Foram estabelecidas duas categorias gerais: a
literatura infantil ficcional e a literatura infantil informativa. A literatura infantil ficcional foi
agrupada por habilidade ou capacidade de leitura em quatro sub-categorias: LM- literatura
muda ou imagística (pré-leitor), LA- literatura para alfabetização (leitor iniciante - 1a. e 2a.
série), LI- literatura infantil (leitor em processo - 3a. e 4a. séries) e LJ- literatura juvenil
(leitor fluente). Algumas espécies literárias foram agrupadas em categorias distintas pela
demanda de uso específico: LP- poesia para crianças, LQ- histórias em quadrinhos, LHhumor (que inclui piadas, jogos e brincadeiras).
Para a literatura infantil informativa ou didática (livros infantis que possuem o objetivo
de ensinar algum conteúdo), optou-se por sua categorização temática pelo sistema de
classificação adotado, de acordo com as áreas curriculares e temas transversais do ensino
fundamental: língua portuguesa, matemática, ciências naturais, história, geografia, arte,
educação física, ética, saúde, meio ambiente, pluralidade cultural, orientação sexual.`
A indexação da literatura infantil ficcional e informativa, para seu acesso através de
descritores temáticos, está sendo objeto de um projeto de iniciação científica2 (com
financiamento CNPq/PIBIC/UFSCar), tendo em vista não existir na literatura da área estudos
sobre sua construção metodológica.

2

desenvolvido pela aluna Glória Caitano Rozeti (do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação), sob a
orientação da Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci.

10

�A geração do catálogo informatizado ou da base de dados local foi coordenada pelo
pessoal técnico especializado da Biblioteca Comunitária e envolveu os seguintes
procedimentos:
1.

instalação da infra-estrutura de informática (financiada pelo Projeto FAPESP), do

software CDS-ISIS (MICROISIS / UNESCO - Integrated Software of Information Systems versão 3.2) e do aplicativo QISIS (BIREME);
2.

definição dos campos de informação para composição da planilha de entrada dos

dados bibliográficos ou do registro bibliográfico, formatos de saída (tela, arquivos,
relatórios), formas de recuperação dos dados.
3.

capacitação teórico-prática da equipe de trabalho, que abrangeu os seguintes aspectos:

estrutura da base de dados; planilha de entrada dos dados bibliográficos; catalogação e
alimentação do registro bibliográfico; correção e atualização dos dados; extração de produtos
automáticos (etiquetas de endereçamento físico, relatórios indexados por autor, título,
assunto, etc).; pontos de acesso para recuperação da informação (expressões de buscas);
cópia de segurança dos dados registrados.
4.

alimentação diária da base de dados, com orientação e supervisão semanal do

bibliotecário especializado, complementada com procedimentos de conferência.
O processo de desenvolvimento da base teve a duração de 2 anos e foi concluído ao
final do ano de 1999, mas ainda haverá um período de refinamento para garantir a
consistência dos dados armazenados e recuperados. Para fins de ilustração, consta em anexo
a planilha de entrada de dados (Tela 1 e 2) e exemplos de telas de consulta e de resultados de
busca.
A professora-bibliotecária, uma professora do ensino fundamental alocada na
biblioteca escolar por processo de readaptação, que dará continuidade ao desenvolvimento da
base de dados após o término do projeto, assim como a utilizará cotidianamente no

11

�atendimento de referência, passou por um processo de capacitação mais prolongado, com
uma sessão semanal de treinamento prático (com duração de duas horas), ao longo do ano de
1999.

2.4 AMPLIANDO O SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO
As ações relativas ao serviço de referência e informação objetivaram ampliar a
prestação de serviços ao público usuário e gerar produtos de informação, tanto de cunho
informativo como instrucional.
O serviço de circulação está possuindo um volume semanal em torno de 1.400
empréstimos domiciliares, em decorrência da implantação de um projeto de promoção da
leitura, que envolve a totalidade das turmas escolares. Cada uma delas possui um horário
semanal específico, durante o período de aula, para visita à biblioteca, quando procedem a
retirada e a devolução de livros de literatura infantil. Neste atendimento, a equipe de trabalho
realiza atividades de orientação bibliográfica (especialmente sobre a organização e
procedimentos de uso da biblioteca) e de orientação de leitura.
Além disto, está sendo implementado um projeto de incentivo à leitura no horário do
recreio.

Trata-se

de

um

projeto

de

iniciação

científica3

(com

financiamento

CNPq/PIBIC/UFSCar), que coloca à disposição dos alunos um carrinho expositor com
coleções de gibis, durante a duração do recreio, com o objetivo de investigar o
comportamento das crianças em relação à leitura lúdica em horário livre. Para a ampliação
desta coleção da biblioteca, foi realizada uma ampla campanha de doação de gibis pelos
alunos, com a estreita colaboração da administração escolar e dos professores.

3

desenvolvido pela aluna Camila Cassiavilani (do Curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação), também
sob a orientação da Profa. Dra. Elisabeth Márcia Martucci.

12

�Foram implementados os seguintes produtos de informação: folheto informativo ou
guia da biblioteca, dirigido para os pais e professores; uma bibliografia temática sobre a
literatura infantil informativa, para divulgação da coleção aos professores; um catálogo
temático da coleção de folhetos; e um boletim informativo para divulgação interna das
atividades da biblioteca. Além disto, foi implementado um mural informativo, assim como
exposições temáticas sobre datas comemorativas.

3 CONCLUSÕES
Enfim, pode-se afirmar que o projeto integrado de ensino, pesquisa e extensão, no
aspecto da parceria participativa entre um departamento acadêmico e a biblioteca da
instituição, pode ser caracterizado como uma experiência altamente positiva. A inserção
cotidiana na escola pública tem sido enriquecedora para todos os participantes: a experiência
vivenciada está resultando na recriação e na transformação dos saberes de cada participante e
em uma atuação renovada da biblioteca escolar. Ela demonstra a potencialidade da biblioteca
universitária e da própria universidade no resgate da biblioteca da escola pública - um
compromisso social e solidário que pode ser assumido por outras instituições públicas.

13

�4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOTOMÉ, Sílvio Paulo. Pesquisa alienada e ensino alienante: o equívoco da extensão
universitária. Petropólis: Vozes, São Carlos: EDUFSCar, Caxias do Sul: EDUCS, 1996.
FIGUEIREDO, Nice Menezes de. Metodologias para promoção do uso da informação. São
Paulo: Nobel: APB, 1991.
FÓRUM NACIONAL DE PRÓ-REITORES DE EXTENSÃO DAS UNIVERSIDADES
PÚBLICAS BRASILEIRAS. Plano Nacional de Extensão. Brasília: SESU/MEC, 1999.
LOPES, C., TOLEDO, N.O., SILVA, L.H.R. Acesso eletrônico à informação: desafios,
expectativas e realidade de uma biblioteca acadêmica. In: SEMINÁRIO BRASILEIRO
SOBRE AUTOMAÇÃO EM BIBLIOTECAS E CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO, 6.,
1997, Águas de Lindóia. Anais... São José dos Campos: INPE, 1997. p.206-209.
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 6.ed. São Paulo: Cortez, 1994.
________ (Coord.). Extensão universitária participativa: II seminário de metodologia de
projetos de extensão. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ, 1998.

14

�5 ANEXOS
Planilha de entrada dos dados bibliográficos / Tela 1
BASE BILAC

- E. E. P. G. LUÍS AUGUSTO DE OLIVEIRA – BIBLIOTECA OLAVO BILAC

Classificação

[10] LJ

Tipo Acervo

[105] LJ

Autor / Roteiro

PHA [13] A448xp
Tipo Publicação [107] L

[20] ALMEIDA, Lúcia Machado de

Forma Variante – aut [21]

Tipo co-autor

[29]

Func. Exercida

[35]

Título

[30

Subtítulo

[33]

Edição

[40]

Imprenta

[53] ^aSão Paulo^bÁtica^c1983

Série monogr.

[80] ^aSérie Vaga-Lume

↵ - Próx.Pág.
X - Saída

Co-autor [28]

Xisto e o pássaro cósmico

Páginas [60] 80

B – Pág. Anterior M – Modifica
D – Apaga
C – Cancela

N – Novo Registro &gt;
T – Fim da Revisão

MFP 01

Mensagens de ajuda:
[10]

Nº assunto: LI-infantil, LA-alfabetização, LS-s/texto, LJ-juvenil, I-informativo,
R-referência e G-adulto (demais obras). Ex.: LI, LA, LS, LJ, 1400, R900,
G330;

[13]

Class.Autor (PHA): 1ª letra (maiúscula) do sobrenome autor + três dígitos
numéricos + 1ª letra (minúscula) do título. Ex.: R351c, só colocar edição p/ G, R
e I. Ex.: R351t.2;

[105]

LI-infantil, LA-alfabetização, LS-s/texto, LJ-juvenil, I-informativo, R-referência
e G-adulto. Ex.: LI, LA, LS, LJ, I, R e G (mesma sigla da classificação);

[107]

Tipos de publicações conforme a obra: L-livro, V-vídeo, M-mapa, B-brinquedo,
F-fita cassete, C-cd rom;

15

�[20]

SOBRENOME, Nome completo (extenso), ano/nasc.-ano/falec. Até 3 separar
com %. Mais que 3, colocar o 1º e ...et al. Ex.: Marcos, 1925-;

[21]

Outros nomes pelo qual o autor é conhecido. Ex.: OMS, MEC, Edmundo Donato
(nome do pseudo REY, Marcos);

[29]

Código do tipo co-autor, entrar com o principal. C-Coordenador; O-Organizador,
S-Supervisor; E-Editor; Cp-Compilador, P-Psicografado; D-Diretor;

[28]

Nome e Sobrenome completo por extenso do tipo co-autor indicado acima. Ex.:
José Luís Santos. Mais que um, separar com % e mais que três colocar o 1º e ...et
al;

[35]

Função exercida: ^a-tradutor, ^b-ilustrador. Ex.: ^aMonteiro Lobato^bAlcy
Linhares. Para mais que um tradutor ou ilustrador colocar o primeiro;

[30]

Título da obra. Ex.: A moreninha, p/ títulos com nºs digitar &lt;2001= Dois mil e
um&gt; uma odisséia... Para títulos do tipo Acervo=LA, LI c/ pronomes digitar
&lt;Isto&gt; ou &lt;aquilo&gt;;

[33]

Subtítulo da obra, em letras minúsculas. Ex.: um estudo de caso, aulas práticas;

[40]

Nº da edição da obra. Quando for a 1ª edição (não aparece no livro) não precisa
entrar. Ex.: 2 p/ a 2ª edição, 7 p/ a 7ª edição;

[60]

Nº total de páginas ou p. irreg. Ou s. paginação ou volumes. Ex.: 98p. , p.irreg.
s.paginação , 3v.;

[53]

^Local publicação ^bCasa publicadora ^cAno de publicação.
Ex.: ^aSão Paulo

^bÁtica

^c1996.

Para copwrite digitar c. Ex.: ^ccSão Paulo;
[80]

^a-Nome; ^b-vol., num. Ou letra; ^c-Nome Subsérie; ^d-vol., num. Ou letra. Ex.:
^aColeção Oi, Bicho^bv.4^cSérie Brincando^dn.1;

16

�Planilha de entrada dos dados bibliográficos / Tela 2
BASE BILAC

- E. E. P. G. LUÍS AUGUSTO DE OLIVEIRA – BIBLIOTECA OLAVO BILAC

Exemplares

[65] ^b5

Tombo Sistema

[70] ^c1^t00003787%^c2^t00003788%^c3^t00003789^c4^t0

Exemplar Desap.

[102]

Conteúdo

[99]

Encadernado com

[104]

Gravado com

[103]

Assunto

[100] Literatura juvenil

Forma Var. Assunto

[101]

Notas explicativas.

[98]

Resumo

[130]

Data Cadastro

↵ - Próx.Pág.
X - Saída

[110]

1999/11/23

Data Atualiz.

[111]

B – Pág. Anterior M – Modifica
D – Apaga
C – Cancela

Resp.

[120]

N – Novo Registro &gt;
T – Fim da Revisão

Natália

MFP 01

Mensagens de ajuda:
[65]

Nº

total

de

exemplares

por

volume

^a=vol;

^b=total.

Ex.:

^a1^b3%^a2%^b2%^a2^b2, caso não tenha um volume só ^b3, ^b5, etc...;
[70]

^a-vol.,

^c-exemp.,

^t-tombo.

Mais

que

um

separar

com

%.

Ex.:

^a1^c1^t00000012%^a1^c2^t00000013%^a1^c3^t00000014;
^c1t00000024%^c2t00000025;
[102]

Alimentar quando constatar a perda de uma obra: ^a-vol., ^c-exemp., ^t-tombo.
Mais que um separar com %. Ex.: ^a1^1^t00000012%^a1^c2^t00000013;

[99]

^a-Volume ^b-Título. Mais que um volume/título, separar com %. Ex.:
^a1^bHistória da flor%^a2^bUm lindo dia%^bO gato;

17

�[104]

^a-título ^b-autor. Ex.: ^aUm amigo chamado hamster^bABUJAMRA, Alencar
também p/ disquetes, slides, etc..., que acompanham a obra. Ex.: ^adisquete;

[103]

Só vídeos: ^aTítulo ^bNº prog. ^cDuração ^dTipo(D-doc., A-anim., P-palestra,
G-geral) ^eCor(col ou b/p) ^f País ^g1º Produtor ^hAno ^Premiações;

[100]

Palavras chave. Ex.: Literatura juvenil, Literatura infantil, Alfabetização,
Relações com a família, Ensino de &lt;1º=primeiro&gt; grau. Mais que um separar
com %;

[101]

Linguagem natural (Vocabulário controlado);

[98]

Notas. Qdo título capa diferente título página rosto, entrar título da capa; Qdo for
Tese digitar tese. Mais que uma, separar5 com %;

[130]

Entrar com o resumo da obra;

[110]

Data do cadastramento da obra na Biblioteca, AAAA/MM/DD. Ex.: 1998/01/25;

[111]

Data de atualização do registro para quaisquer alterações ocorridas nos campos.
(AAAA/MM/DD). Ex.: 1999/03/22;

[120]

Nome do funcionário que cadastrou ou atualizou o registro. Ex.: Natália, Glória,
Cecília, etc...

18

�Tela para consulta
Exemplo 1: Combinação de palavras do nome do autor
QISIS – Versão 1.01
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© BIREME / OPAS / OMS

E. E. P. G. Luís Augusto de Oliveira

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Lúcia*machado

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Autor
Título
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:
:

LJ
A448xp
ALMEIDA, Lúcia Machado de
Xisto e o pássaro cósmico
Série Vaga-Lume.
Literatura juvenil.
São Paulo : Ática, 1983.
5 exemplar (es)
00003787; 00003788; 00003789; 00003790; 00003791

2/10
Class.
Autor
Título
Série
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:
:

LJ
A448e
ALMEIDA, Lúcia Machado de
O escaravelho do diabo
Série Vaga-Lume.
Literatura juvenil.
São Paulo : Ática, 1980..
19 exemplar (es)
00002582; 00002583; 00002584; 00002585; 00002586;
0002587; 0002588; 0002589; 0002590; 0002591.

19

�Exemplo 2: Termo (por assunto)
QISIS – Versão 1.01
Base Bilac

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E. E. P. G. Luís Augusto de Oliveira

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Literatura infantil

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Título
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:
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:

LI
B167mf
BANDEIRA, Pedro, 1942O mistério da fábrica de livros
Literatura infantil
São Paulo : Hamburg, s.d.
4 exemplar (es)
00001632; 00001633; 00001335; 00009478.

2/1202
Class.
Autor
Título
Série
Assunto
Imprenta
Total
Tombo

:
:
:
:
:
:
:
:

LA
F882ch
FRANÇA, Mary; FRANÇA, Eliardo
Chuva
Coleção Gato e Rato
Literatura infantil; Alfabetização
São Paulo : Ática, 1986.

20

�Exemplo 3: Título completo
QISIS – Versão 1.01
Base Bilac

-

© BIREME / OPAS / OMS

E. E. P. G. Luís Augusto de Oliveira

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Tit=ai de ti, copacabana

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Autor
Título
Assunto
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:
:
:
:
:
:

G869.4
B795a
BRAGA, Rubem
Ai de ti, Copacabana
Literatura brasileira: Crônicas.
Rio de Jasneiro : Record, 1996.
1 exemplar (es)
00009722

21

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>O novo desafio da extensão universitária é desenvolver projetos que respondam à demandas sociais das comunidades locais, resolvendo problemas através de decisões e ações concebidas de modo participativo, em estreita articulação com a pesquisa e o ensino. Esta nova concepção está proporcionando um redimensionamento do setor como um espaço de maior interação com a sociedade, que impõe o uso de metodologias participativas pela interação processual com os fatores sociais envolvidos no contexto da ação (Thiollent, 1998). Nesta concepção, a Biblioteca Comunitária e o Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos estão realizando um projeto de extensão em parceria, que enfoca a reconstrução da biblioteca de uma escola pública do ensino fundamental de 1a. a 4a. Série. O grupo de trabalho é composto por um bibliotecário universitário, um analista de sistema, um docente e alunos de biblioteconomia e ciência da informação, além da professora readaptada, responsável pela biblioteca escolar da unidade parceira. O processo participativo de reorganização física, informacional e de serviços da biblioteca escolar abrange momentos coletivos de análise, avaliação e reformulação do programa de ação, que respeitam a cultura escolar, o conhecimento prático, as concepções e os valores do professor-bibliotecário, dos professores primários e dos membros da administração escolar. Assim, a nova configuração da biblioteca escolar é resultado de uma troca de saberes teóricos, técnicos e práticos dos profissionais participantes e incluiu cinco grandes etapas: avaliação da coleção (descarte, desbastamento e conservação), mudança do layout físico, processamento técnico (classificação, indexação, catalogação e armazenamento), geração do catálogo informatizado e implantação do serviço de referência e informação. A experiência vivenciada resultou na reconstrução dos saberes de cada participante e em nova inserção da biblioteca escolar na melhoria do ensino fundamental. </text>
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