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                  <text>CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS PARA AQUISIÇÃO DE DIFERENTES
FORMATOS DE MATERIAIS BIBLIOGRÁFICOS: A EXPERIÊNCIA DA BIBLIOTECA DO
IQ-UNICAMP.

Ledenice Simão Martins

Ledenice@iqm.unicamp.br

Neusa Lourenço de Sá

Neusa@iqm.unicamp.br

Lúcia Helena Pereira Leite

Lpereira@iqm.unicamp

Elaine Aparecida Bianchin

Bianchin@iqm.unicamp.br

Ana Lúcia de Souza Magalhães Barbosa

UNICAMP

Biblioteca do Inst. de Química – CP 6154 CEP-13083-970 Campinas - São Paulo – Brasil

Resumo: Quer seja nas atividades técnicas, quer seja nas formas de tornar disponível as
informações, os recursos tecnológicos têm impulsionado grandes mudanças e, portanto, alterado
o desempenho das Bibliotecas Universitárias; na verdade as têm tornado mais complexas e
contribuem para que estejam mais condizentes com as exigências da comunidade científica e
tecnológica que atende. Como as mudanças somente ocorrem a partir e, tendo em vista
disponibilidade dos recursos financeiros e, sabendo-se ainda, que a obtenção de um recurso hoje
assegura, em grande parte, a continuidade de obtenção de novos recursos, a Biblioteca do
Instituto de Química-UNICAMP encontra-se em constantes atividades que visam a captação de

1

�recursos. Assim, considerando-se a obtenção de recursos, especificamente, para aquisição de
material bibliográfico, relata-se neste trabalho a experiência da BIQ-UNICAMP, que conta com o
auxílio de diferentes agentes financeiros do país, sendo estes recursos naturalmente designados
para diferentes formatos de publicação, o que é de relevante importância, pois a Química é uma
ciência que além de ser reconhecida por possuir uma alta produção de literatura, se apresenta em
vários formatos, como papel, CD-ROM, WEB, Softwares, o que possibilita a oferta de
informações aos usuários independente de seu formato. As aquisições abordadas referem-se aos
recursos recebidos dos seguintes orgãos: FAPESP, cujo programa FAPLIVROS tem contribuido
sobremaneira para a atualização do acervo de livros voltados à pós-graduação; da
CAPES-PROAP que tem assegurado a manutenção e atualização do acêrvo em formato
eletrônico, como as bases de dados; do PADCT que permite a aquisição de livros de interesse
geral e periódicos on-line. Por fim serão narradas as rotinas, desafios e sucessos de cada
aquisição.

TEMA: CAPTAÇÃO DE RECURSOS FINANCEIROS / FONTES FINANCIADORAS

1. INTRODUÇÃO
Atualmente, a importância de uma Biblioteca não se restringe e não pode ser avaliada por
possuir um bom acervo, mas também pela sua disponibilidade em compartilhar seu acervo com
outras Bibliotecas, principalmente nesta era eletrônica, estando em um país com dimensão

2

�continental, com grandes desigualdades econômicas entre regiões.
Segundo WOODSWORTH

13

o valor das Bibliotecas não será mensurado pelo tamanho,

profundidade ou amplitude das coleções que possui, mas sim pela sua capacidade de prover
acesso à informação em todos os formatos possíveis.
Todavia, os custos para se formar uma coleção são muito elevados, principalmente de
Química que é uma das literaturas mais caras.
PEARSON 8 alerta que as bibliotecas devem justificar seu contínuo nível de serviço numa
comunidade que tenha uma necessidade crescente de informações diversificadas e relevantes.
Os processos de geração e utilização da informação estão intrinsicamente relacionados e,
consequentemente, a estagnação das formas de recuperá-las contribui não apenas para delongar
seu acesso, mas que é um fator que emperra a própria produção do conhecimento. Pois, como
observa PERRUCHE 9, o conhecimento é baseado na informação, então esta torna-se a chave
estratégica para a vantagem competitiva.
Na introdução da obra Guia de Fontes de Informação em Química e Engenharia Química,
a Associação Brasileira de Química

1

, aborda esta questão, dirigindo-se especificamente à

Química e observam que “na atual transição da modernidade para a pós-modernidade, a ciência já
não é mais considerada auto-referente e não se renova com base em si mesma. Hoje, a Ciência e
a tecnologia (considerando a Química e E&amp;Q nos seus aspectos científico e tecnológico) são
geradoras de dados, os quais são analisados, organizados, armazenados, comercializados e
distribuídos como informação.
Ainda segundo a introdução da ASSOCIAÇÃO Brasileira de Química 1 “...comunicar a
informação gerada ou adquirida data dos primódios da Química. O alquimista da Idade Média já

3

�transmitia, verbalmente, as informações ao seu aprendiz e o conhecimento era repassado
sucessivamente, a outras geração e os primeiros livros e tratados sobre Química surgiram, na
forma impressa por volta do sec.XV”.
A ubiquidade é, sem dúvida, uma característica das substâncias Químicas. Por esse
motivo, o Químico precisa compreender a informação gerada pelas outras ciências, assim como
necessita transmitir da melhor maneira possível a informação à outras áreas do conhecimento
científico e tecnológico 1.
Este processo resulta em uma alta produção de literatura.
É por esta razão que não se pode deixar de falar sobre algumas particularidades acerca da
literatura Química, uma vez que se trata de uma área onde a produção de literatura e sua
utilização é de relevada importância.
Segundo MEIS

7

a produção de literatura tem crescido de forma sem precedentes.Pela

primeira vez, nos últimos 250.000 anos de história do homem, a quantidade de novas
informações disponíveis ultrapassa em muito a capacidade biológica do cérebro humano.
Para PEARSON 8, é inegável que diante deste cenário, grandes esforços devem ser
dispendidos para se manter atualizados os acervos das Bibliotecas. É inegável também que esta é
uma tarefa tão desafiadora quanto trabalhosa, porém é fator motivante a importância da literatura
para os Químicos.
A pesquisa de HALLMARK

5

comparou e respondeu questões determinantes para

demonstrar a importância da literatura para os Químicos.
HALLMARK 5 realizou essa pesquisa para responder duas questões básicas que ocorrem
no meio científico, relacionadas à Bibliotecas à saber:1-Como os cientistas tomam conhecimento

4

�da existência de determinado artigo de periódico, que posteriormente citam em seus artigos;
2-Como os cientistas obtêm a cópia do artigo desejado.
Entre outras, uma das hipóteses de HALLMARK 5 seria que, com exceção dos Químicos,
os cientistas dependem muito pouco de base de dados bibliográficas para tomarem conhecimento
da existência de um artigo que lhes interessa.
Participaram deste estudo 319 cientistas americanos, distribuídos entre as seguintes
áreas:Biologia, Física, Química, Matemática e Geologia. Os resultados demostraram que os
cientistas tomam conhecimento de um artigo através das seguintes formas: contatos pessoais,
referências na literatura, folheando periódicos, participando de seminários e conferências, através
de bases de dados (“on-line” ou CD-ROM), serviços tradicionais de alerta.
Porém, são os dados relativos aos químicos que se sobressaem, uma vez que:
- O uso de Base de Dados ou os serviços tradicionais de alerta foi considerada uma
importante forma apenas para Químicos e, irrelevantes para os demais entrevistados,
- As referências publicadas na literatura é a forma mais utilizada pelos Físicos e Químicos
sendo a segunda para os demais cientistas.
Com exceção dos Físicos e Químicos, os demais cientistas dependem fortemente dos
contatos pessoais para tomarem conhecimento do artigo que eles subsequentemente citaram.
HALLMARK 5 pondera que essas constatações refletem a forte orientação dos Químicos
através da literatura, sendo esta crucial para esses cientistas e, acrescenta que os fatores que
contribuem para esse comportamento é a alta qualidade do Chemical Abstracts e os generosos
descontos dos editores concedidos aos acadêmicos pelos serviços “on-line”
Quanto a Segunda questão, HALLMARK 5 constatou que, predominam dois principais

5

�métodos pelos quais obtêm a cópia dos artigos desejados: 1-assinatura da Biblioteca; 2-fotocópia
através de colegas, sendo que para os Físicos e Químicos, as assinaturas das Bibliotecas são as
formas mais importantes.
Diante destas constatações – que os Químicos dependem muito da literatura – que é a
realidade vivenciada diariamente com usuários de Química na sua busca por informações, que
torna a atividade de captação de recursos para aquisição de material bibliográfico uma das mais
importantes da Biblioteca especializada. Neste contexto é que foram definidos os objetivos do
presente trabalho.
1.1 Objetivo
Relatar a experiência da Biblioteca do Instituto de Química-Unicamp na captação de
recursos, junto a diferentes agentes financeiros, para aquisição de materiais bibliográficos, tanto
na forma impressa quanto na forma eletrônica, enfocando-se questões peculiares da literatura
Química.
2. MÉTODO
A Biblioteca do Instituto de Química-UNICAMP está inserida numa comunidade
acadêmica científica das mais produtivas do país.
É altamente utilizada pelos usuários internos e externos à UNICAMP, porque tem
empenhado esforços para se manter atualizada, acompanhando as mudanças ocorridas no acesso
à informação.
Com os investimentos já realizados, tanto em acervo como em tecnologia para armazenar
e acessar informações torna-se mais fácil e menos oneroso à BIQ e, ao mesmo tempo aos agentes
financiadores a sua manutenção e atualização. Mesmo porque, como as mudanças nas tecnologias

6

�não estacionam e a ciência está em contínua evolução, uma Biblioteca nunca poderá ser
considerada completa, pois a demanda por inovações em uma Biblioteca está relacionada à sua
posição, à sua filosofia, bem como ao seu comprometimento com a comunidade que atende.
Assim, ao elaborar um projeto e ao utilizar os recursos recebidos, a BIQ sempre espera
corresponder às expectativas dos seus usuários e dos agentes financiadores, para que estes saibam
que os recursos foram bem destinados
2.1 Os Projetos de Aquisição
Com exceção dos recursos CAPES, os demais são obtidos mediante a apresentação e
aprovação de projetos às agências financiadoras.
Os projetos submetidos ao PADCT, por serem de âmbito nacional, têm caráter de
competição, isto é, dentre todas as Bibliotecas somente algumas receberão os recursos. Por esta
razão, os projetos são cuidadosamente elaborados e, relata-se o que a Biblioteca tem e faz de
melhor para atender a comunidade, buscando assim justificar o investimento de recursos
financeiros e, apresenta suas necessidades para implementar seus serviços ou atualizar seu
acervo. São assinados pelo coordenador da Comissão de Biblioteca.
As novas tecnologias, mudanças na economia, na política e nas formas de
disponibilizar recursos alteram as rotinas de aquisição, consequentemente esta não é uma
atividade estática.
Desta forma, os procedimentos demonstrados no Anexo 1 se referem às aquisições dos
agentes financiadores e podem se alterar em função das diretrizes e orientações desses agentes.
Dos processos de aquisição, dois pontos valem a pena ser ressaltados: 1° as mudanças
de rotinas, bem como as diversas maneiras para se utilizar os recursos, significam uma

7

�oportunidade de crescimento e desenvolvimento profissional, 2° é a grata sensação que se
experimenta ao estar acompanhando as inovações tecnológicas para aquisição, um exemplo é que
atualmente os docentes podem fazer suas sugestões de livros para aquisição através da “Home
Page” da BIQ e, isto segundo STELMASIK 11 é “tirar vantagens da comunicação eletrônica”.
2.2 As Fontes Financiadoras
A Biblioteca do Instituto de Química tem recebido recursos de diferentes agentes
financiadores e, muito interessante é que cada qual tem sido naturalmente autorizado para
adquirir-se determinado material.
Este é um fato importante porque todos os recursos são importantes porque a Biblioteca
necessita de todos os tipos de materiais uma vez que as informações se apresentam de várias
formas, como: impressa, em CD ROM, em softwares e na WEB.
Foi assim que a BIQ conseguiu dispor e manter seu acervo atualizado e diversificado,
não apenas de títulos, mas de formatos de materiais.
GOODYEAR 4 observou que esta condição, de possuir diversos materiais, coloca em
questão a própria definição de Biblioteca: esta é um edifício ou um serviço, é uma coleção ou um
ponto de acesso? GOODYEAR

4

conclue que as Bibliotecas viverão em ambos mundos por

algum tempo, porque os acadêmicos ainda estão publicando na forma impressa.
Nesta

última década a BIQ-UNICAMP

tem

recebido recursos da

FAPESP-FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO, para
aquisição de livros voltados à pesquisa, da CAPES e CNPq para acervo eletrônico, do PADCT
para aquisição de material eletrônico, de livros de interesse geral e periódicos “on line”

8

�A Unicamp, através da verba orçamentária, é responsável pelo pagamento das
assinaturas de periódicos, entretanto, aqui são considerados apenas as aquisições feitas com os
recursos recebidos de fontes externas.
2.2.1 FAPESP
A conhecida FAPESP tem como objetivo apoiar o desenvolvimento científico e
tecnológico do Estado em todas as áreas do conhecimento.
Seguindo este objetivo, a FAPESP tem estabelecido desde 1989 programas que
visam implementar e atualizar o acervo de livros e melhorar as instalações físicas destas
Bibliotecas. Os programas para melhorias físicas são denominados “Programas de InfraEstrutura” e, para aquisição de livros, “FAP-LIVROS”, o qual nos interessa neste tema.
Estes programas tem contribuído sobremaneira para atualização dos acervos de
materiais impressos direcionados à Pós- Graduação. Embora não haja um calendário pré-fixado
formal, os editais do FAP-LIVROS têm ocorrido periodicamente com o objetivo específico de
contribuir para que as Bibliotecas de pesquisa do Estado disponham de acervos de livros capazes
de propiciar o bom desenvolvimento dos projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP.
2.2.2 PADCT - Programa de Apoio Científico e Tecnológico
PADCT foi criado pelo governo brasileiro em 1984, como um instrumento
complementar à política de fomento à Ciência e a Tecnologia ( C&amp;T ).Possui vários
subprogramas, sendo um deles o “Química e Engenharia Química”, ( Q&amp;EQ ). Por ser um
programa do governo federal é de âmbito nacional e, Bibliotecas de Química ou Engenharia
Química de todas as regiões do país podem ser beneficiadas por este programa.

9

�Atualmente, encontra-se na terceira fase que se iniciou em 1997 e, tem por
finalidade a consolidação de alguns objetivos propostos nas fases anteriores e o seu maior desafio
é o exercício de mecanismos que permitam a difusão e transferência de tecnologia do setor
acadêmico para o setor industrial e a implementação de instrumentos adequados entre esses dois
setores.
A filosofia da BIQ se encaixa neste desafio, principalmente porque está localizada
em uma região circundada por indústrias químicas, que se beneficiam deste acervo. Nestas
indústrias, inclusive, trabalham muitos ex-alunos da UNICAMP e que frequentemente voltam à
ela na busca de informações. A prestação de serviços através da Distribuição de Documentos à
todos os segmentos produtivos do país também é uma forma de devolver à sociedade os recursos
aqui investidos e se tem realizado esta tarefa de maneira expressiva.
A BIQ, felizmente, tem conseguido a aprovação de seus projetos o que lhe assegura
a posição de uma das principais Bibliotecas de Química junto ao PADCT.
Assim, foi graças aos investimentos do PADCT que inicializamos a aquisição de
materiais bibliográficos em formatos eletrônicos, os CD-ROM. Porém, antes do surgimento do
CD-ROM os recursos do PADCT foram utilizados pela BIQ para aquisição de livros ou
importantes Obras de Referência, como a Ullmann’s Encyclopedia of Industrial Chemistry,
Encyclopedia of Polymer Science and Engineering, Kirk-Othmer, Encyclopedia of Chemical
Technology.
A partir de 1993 a ênfase dos programas do PADCT passaram a ser para aquisição
de bases de dados em Química, visando a rápida disseminação da informação. Criou-se assim, o
INFOQUIM, o qual passaremos a descrever adiante, nos Resultados.

10

�2.2.3 CAPES
A CAPES é uma Fundação pública vinculada ao ministério da Educação – MEC.
Como apoio aos cursos de pós-graduação e tendo como base o número de alunos
bolsistas, a Capes destina um percentual de dinheiro `as coordenadorias de Pós-Graduação.Esses
recursos são repassados com a condição estabelecida pela CAPES de que sejam aplicados
institucionalmente, de forma que atendam a interesses gerais, com aquisicões de materiais não
patrimoniais.
Atendendo esta condição, as Comissões de Pós-Graduação deste Instituto durante
estes anos repassaram os recursos `a Biblioteca, posto que, desta forma atenderia a todos os
pós-graduandos, sendo então uma aplicação abrangente. O que é diferente é que este importante
recurso chega à BIQ sem que se tenha que elaborar projetos, sendo uma forma mais ágil e direta
de atender à demanda por novos títulos.
3. RESULTADOS
3.1 FAPESP
3.1.1 Relatos do Primeiro FAP-LIVROS
O resultado deste projeto FAP-LIVROS foi surpreendente, uma vez que não se
tinha nenhuma experiência em aquisição e contarmos com infra-estrutura para operacionalização
muito escassa, principalmente, comparando-se com a que dispomos hoje, ou seja, os resultados
foram bastante satisfatórios apesar de que não contávamos com fax , Internet e os contatos com
as editoras se davam através de cartas.
A lista de livros submetida à FAPESP para julgamento era composta de 638 títulos,
previamente sugeridos pelos docentes que se acumularam na Biblioteca à espera de um eventual

11

�recurso. Esta lista tinha um detalhe desafiante: os títulos eram publicados por 50 editoras
diferentes; de diversos países. Foram solicitadas proformas “invoices” à cada uma destas editoras
e só não foram recebidas respostas de cinco delas, que correspondia a sete títulos.
Tabela 1 – Desempenho quantitativo do 1° FAP-Livros
“Status”
Livros Solicitados
Livros Pagos
Livros Pagos e Não Recebidos
Créditos Utilizados
Livros Não Cotados
Livros Substituídos
Livros Não Aprovados
Livros Aprovados
Livros Recebidos

Quantidade
638
547
06
06
67
04
17
621
547

%
100,0
86,0
1,0
1,0
10,5
0,7
2,5
97,3
86,0

Os 17 títulos não aprovados, referiam-se a livros textos.
Não foram cotados 67 títulos ( 10,5 % ). Isto ocorre, muitas vezes, devido à
defasagem de tempo entre o lançamento do livro e a aquisição. Também ocorreu que alguns
títulos chegaram a ser cotados, mas não estavam mais disponíveis nas editoras quando estas
receberam pagamento. Isto pode acontecer porque as tiragens são cada vez menos numerosas e,
alguns livros podem estar disponíveis no momento da cotação e, não mais estarem no ato da
entrega.
O maior impecílio que encontramos, referia-se a data de validade da proforma que
expirava-se muito rapidamente, algumas eram válidas por apenas 30 dias e, por ser o envio via
correio, o tempo restante para os tramites burocráticos era muito pequeno, obrigando-nos a
solicitar revalidações. Este fato delongava o processo de aquisição.
Desta aquisição, concluimos que é uma grande vantagem à Biblioteca administrar
seus próprios recursos, como também, sempre que possível as aquisições devem ser diretas às
editoras.
12

�Estas conclusões são baseadas no que os percentuais desmonstraram, uma vez que
grande parte do êxito deveu-se a otimização dos recursos, posto que adquirindo-se direto da
editora os preços são mais baixos e a Biblioteca consegue adquirir mais títulos e negocia com a
editora a substituição de títulos esgotados.
Apesar de que não se conhece a razão de não se ter recebido proformas de algumas
editoras, julga-se o percentual 10%, que correspondem a 7 títulos, um percentual aceitável.
Finalmente, não poderíamos deixar de destacar o quanto foi positiva a experiência
e conhecimento que adquirimos ao efetuarmos os pagamentos, contactar os editores, etc.
Entender certas particularidades de aquisição e de mercado editorial foi muito útil para os
projetos posteriores que viemos a desenvolver.
3.1.2 FAP-Livros II
Este projeto a própria FAPESP realizou a aquisição dos livros. Foi protocolado na
FAPESP em julho de 1991. Recebemos a resposta dos títulos aprovados em fevereiro de 1992.
Em dezembro recebemos a relação dos títulos a serem licitados. Começamos a receber os livros
em fevereiro de 1993 e terminamos em junho de 1994.
Assim, do início ao término do recebimento passaram-se quatro anos.Foram
solicitados 524 títulos, sendo 510 aprovados e recebidos 436. Não foram licitados e estavam
esgotados 74 títulos. De obras em vários volumes, 08 títulos foram recebidos incompletos.
Os títulos eram de 59 editoras diferentes e, 22 agentes distribuidores participaram
da licitação.
Uma importante desvantagem deste projeto, refere-se aos preços elevados dos livros
em relação aos preços dos catálogos das editoras. Esta questão foi também comentada pelo

13

�jornalista GASPARI 3 “As Bibliotecas pagam aos importadores algo como 30% acima do preço
de capa do livro”. Outra desvantagem diz respeito ao recebimento incompleto de obras em vários
volumes. Também não se soube o montante de dinheiro que a FAPESP gastou nessa aquisição.
3.1.3 Relatos Do FAP-Livros III
À época da elaboração deste projeto a infra-estrutura de equipamentos e
comunicação da biblioteca já havia se alterado muito em relação ao anterior.
A FAPESP forneceu um programa no qual os títulos foram inseridos em disquetes.
Foi submetido em 31 de outubro de 1995 e a resposta de aprovação retornou em 1996. Como o
anterior, a própria FAPESP realizou a licitação e a aquisição dos livros para todas as Bibliotecas
solicitantes do Estado de São Paulo.
O processo de licitação, no qual participaram 14 distribuidores, sendo a maioria
internacionais, foi muito demorado e recebeu-se a resposta dos livros aprovados/licitados
somente em novembro de 1996. O recebimento dos livros iniciou-se em setembro de 1997 e
encerrou-se em novembro de 1998, ou seja, passaram-se também quatro anos desde a elaboração
até sua conclusão.
Aspectos negativos
A ausência de informações quanto ao andamento das aquisições e a impossibilidade
dos responsáveis pelos projetos participarem, podem ser considerados como os principais
aspectos negativos deste projeto, pois nunca foi explicada a razão pela qual 63 obras não foram
adjudicadas bem como não foi possível qualquer tentativa de resolver algumas questões, como
substituir um título quando o solicitado encontrava-se esgotado. Contudo obteve-se um bom
resultado.

14

�Aspectos positivos
Apesar do longo período decorrido entre a apresentação do projeto e o término da
entrega dos livros, foi considerado um bom resultado o fato de se ter recebido 462 títulos.
Ao julgar que a Biblioteca teve um bom resultado, também se está levando em
conta o desempenho em relação à outra Unidades da UNICAMP. Com o objetivo de fornecer
uma visão comparativa dos resultados obtidos pelas Bibliotecas da UNICAMP é apresentada a
Tabela 2.

15

�Ao julgar que a Biblioteca teve um bom resultado, também se está levando em
conta o desempenho em relação relação à outras Unidades da UNICAMP. Com o objetivo de
fornecer uma visão comparativa dos resultados obtidos pelas Bibliotecas da UNICAMP é
apresentada a Tabela 2.
Chama a atenção a relação entre a quantidade solicitada x aprovados x adjudicados x

16

�montante gasto. Como pode ser verificado foram solicitados 653 e 100% foram aprovados e
adjudicados590. Como pode ser verificado, a Unidade CLE ( Centro de Lógica e Epistemologia
da Ciência) que teve 100% dos títulos aprovados, teve 69,8% dos livros adjudicados enquanto
que esta Biblioteca teve-se 90,4%, correspondendo ao total de R$ 94.269,34 e 81,8% da verba foi
utilizada correspondendo ao total de R$ 77.106,06.
No que se refere ao porcentual gasto, observa-se que a Pró-Reitoria obteve um
índice maior, porém, solicitou uma quantidade muito menor e o montante gasto correspondeu a
R$ 1358,00, enquanto que desta Biblioteca correspondeu a R$ 77.000,00.
Ainda, considerando-se o montante gasto, foi com esta Biblioteca que a FAPESP
dispendeu o terceiro maior valor, porém a quantidade de títulos solicitada pelas duas primeiras
(Instituto de Filosofia e Ciências Humanas e Instituto de Estudos da Liguagem) foi muito maior.
3.2 PADCT
3.2.1 INFOQUIM I: Posto de Serviços da Rede Antares
O INFOQUIM foi criado com o objetivo de conceder recursos para melhorar a
infra-estrutura das Bibliotecas de Química de maneira que algumas no pais estivessem melhor
equipadas. Estas Bibliotecas teriam então o compromisso de compartilhar seus recursos
informacionais com as demais do país e, cada uma seria então, conforme denominadas pelo
próprio PADCT, um Posto de Serviços da Rede Antares.
Este projeto foi gerenciado pelo próprio PADCT que adquiriu para todas as
Bibliotecas microcomputadores, torres de CD-ROM e o 12th “Collective Index” do “Chemical
Abstracts”, 1994, o único “Chemical Abstracts” que então havia disponível em CD-ROM.
Tornar este índice disponível foi um grande desafio, pois não se tinha nenhum

17

�conhecimento sobre instalação de torres e acesso remoto de materiais eletrônicos.
A partir das instalações, os levantamentos bibliográficos tornaram-se tão rápidos e
interessantes que mesmo com todas as limitações do programa, os usuários não utilizaram mais a
forma impressa. Nesse momento o acesso era restrito ao ambiente da Biblioteca, pois a liçenca
para rede seria adquirida com recursos do próximo projeto, o INFOQUIM II.
3.2.2 INFOQUIM II
Este projeto foi submetido ao PADCT, em 1995. Os recursos foram liberados no
ano seguinte, portanto rapidamente. Havia o compromisso entre o PADCT e as Bibliotecas
participantes de se adquirir a licença para rede do “12th Collective Index”, adquirido no
INFOQUIM I. Esta licença custou US$2.900,00 valor considerado baixo em relação ao valor da
base e, das licenças de outros títulos.
Novamente, se estava diante de outro grande desafio, que era tornar este índice
disponível para rede IQ, contudo as dificuldades tornavam-se insignificativas diante da
expectativa e satisfação do usuário. As facilidades do acesso através da rede significaram uma
motivação para se prosseguir na captação de recursos para aquisição de materiais eletrônicos, na
medida do possível, sempre acompanhados de suas respectivas licenças para rede.
Esta é uma experiência compartilhada por SAUNDERS

10

que bem observou:

“planejar e implementar novas tecnologias para Biblioteca e para rede é excitante, especialmente
quando há recursos disponíveis” e, completa “também é recompensador trabalhar com novas
tecnologias e satisfatório trabalhar em projetos conjuntos e usar tecnologias para expandir o
acesso aos materiais”.
Felizmente, nestes desafios não se estava só, pois foi possível contar com a ajuda e

18

�mais que isso, com o interesse de pessoas do Instituto.
Os projetos PADCT continuam, mas não mais com a denominação INFOQUIM.
3.2.3 Projeto PADCT 1998
Ao submeter este projeto, o objetivo da BIQ era conseguir recursos para expandir
seus serviços e seu acervo visando assegurar sua posição de Biblioteca-Referência na área,
enfocando tanto o acesso local quanto à distribuição de documentos à todas as regiões do Brasil.
O edital deste projeto enfatizava que fosse solicitado também novidades
tecnológicas e, para esta Biblioteca o que havia a acrescentar ao acervo de mais novo eram os
periódicos eletrônicos. E, foi assim que se solicitou recursos para assinaturas de periódicos
“on-line”, porém, infelizmente, até o momento se está impossibilitado de efetuar as assinaturas,
pois os recursos em moeda estrangeira ainda não foram liberados pelo PADCT.
Por outro lado, foram solicitados recursos pré estipulados a serem gastos no Brasil
para aquisição de livros e estes puderam ser utilizados totalmente. Todavia, somente a cotação é
em moeda nacional e por serem livros importados o valor é sempre em moeda estrangeira e,
decorrente da desvalorização do real só se conseguiu adquirir exatamente a metade dos títulos da
lista que se pretendia adquirir. A lista era composta de 402 títulos, foram adquiridos 201 e
cancelados 201.
Além da desvalorização da moeda, uma outra importante desvantagem desta
aquisição se deveu ao processo de licitação, que foi realizado pelo Setor de Licitação deste
Instituto, uma vez que participaram do treinamento oferecido pelo PADCT. Observou-se que este
fato limitou a aquisição, pois inegavelmente, a aquisição de livros tem características peculiares,
tem outra linguagem, merece outro tratamento. Isto é, em outras palavras, quem deve adquirir

19

�livros para bibliotecas é o bibliotecário, o sentimento é outro e o resultado é recompensador, pois
não se perde a oportunidade de negociação seja com o distribuidor, seja com editor. Esta
observação também é compartilhada com BOISSONAS 2 que acrescenta: “para comprar papéis,
clips ou móveis requer certas habilidades que muitas pessoas tem. Comprar livros com sucesso
requer habilidades que somente bibliotecários tem”. E pondera que dizer isto não é suficiente.
Nós temos que demonstrar “again and again”.
3.3 CAPES
Foi com recursos da CAPES que a biblioteca prosseguiu e expandiu, além do
“Chemical Abstracts”, suas aquisições de materiais bibliográficos em formatos eletrônicos, seja
os CD-ROM ou softwares, uma vez que não são considerados materiais permanentes, como o são
os livros e, desta forma importantes títulos foram adquiridos desde 1995, apresentados na Tabela
3.
Tabela 3. MATERIAIS ADQUIRIDOS COM
RECURSOS CAPES, NO PERÍODO DE 1995 A
1999

Material
Books in Print Plus
Beilstein Current Facts in Chemistry
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Valor ( R$ )
1513,00
4040,00
1131,79
1520,62
5060,46
681,00
7800,00
2750,00
1100,00
1350,00
4340,00
45154,00
14817,40
338,00
2750,00
2250,00
5885,00
5573,00
20

Ano
1995
1995
1995
1995
1995
1996
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1997
1999
1999

�4. CONCLUSÃO
Conclui-se que é interessante à Biblioteca receber recursos de diversos agentes
financiadores, sendo cada qual destinado à aquisição de diferentes formatos de materiais
bibliográficos que, atualmente formam o acervo das Bibliotecas Universitárias. Conclui-se
também que os projetos e processos de aquisição são duplamente profícuos, pois além de
beneficiarem os usuários com acervos atualizados, proporcionam aos bibliotecários oportunidade
de desenvolver atividades e adquirir conhecimento sobre captação de recursos desde o momento
da elaboração, gerenciamento até a aplicação dos recursos e prestação de contas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE QUÍMICA. Guia de Fontes de Informação em Química e
Engenharia Química no Brasil. Rio de Janeiro: ABQ; Brasília: IBICT, 1995. 410p. (Série
Guias de Fontes de Informação, 15).

2. BOISSONAS, C. Aquisitions librarians in academic libraries. Library Acquisitions: Pratice &amp;
Theory, New York, v.15, n...., p.349-354, 1991.

3. GÁSPARI, H. A burocracia não sabe comprar livros. Folha de São Paulo, 04 Jan. 1998.
Caderno Brasil p.1-11 apud RELATÓRIO do grupo de trabalho da UNICAMP. Campinas:
UNICAMP, 1999.

4. GOODYEAR, M., ALEXANDER, A. Libraries as customers; achieving continuous
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21

�Theory , New York, v. 22, n. 1, p. 5-14, 1998.

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6. LANCASTER, F.W. If you want to evaluate your library, Champaing: University of Illinois
Graduate School of Library and Information Science. Illinois, 1988, p.145 Apud
CARRIGAN, D.P. Toward a theory of collection development. Library Acquisitions:
Practice &amp; Theory, USA, v.19, n.1, p.97-106, 1995.
7. MEIS, L., LETA, J., LANNES, D. O ensino de ciências face à explosão do saber. In: A
IMPORTÂNCIA DA CIÊNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO NACIONAL, 1997,
São Paulo. Anais...Rio de Janeiro, Academia Brasileira de Ciências, 1997. 315p. p. 35-40.

8. PEARSON, R.G., WEBB, T.D. The new librarians: how prepared are they ? Library Journal,
New York,v.113, n.14, p.132-134, 1988.

9. PERRUCHE, D.M. Information as Weath. Special Library, v.83, 1992.

10. SAUNDERS, L. Systems administrators: the unsung library heroes. Computers in
Libraries, Medford, v.19, p. 47-52, mar.1999.

11. STELMASIK, B., AXTMANN, M.M. Building bridges between acquisition and collection

22

�development: communication models for the electronic environment. Library acquisitions:
Practice &amp; Theory. USA, v.20, n.1, p.93-102, 1996.

12. THOMSON, M.B. The business of acquisitions: regional institute. Library Acquisitions:
Practice &amp; Theory , New York, v. 18, n. 2, p. 219-226, 1994.

13. WOODSWORTH, A et al. The model research library: planing for the future. The Journal of
the Academic Librarianship, Boston , MA, v.15, n.3, p.132-38, 1989.
ANEXO 1

23

�24

�</text>
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Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Captação de recursos financeiros para aquisição de diferentes formatos de materiais bibliográficos: a experiência da Biblioteca do IQ-UNICAMP. 78</text>
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              <text>Martins, Ledenice Simão, Sá, Neusa Lourenço de, Leite, Lúcia Helena Pereira, Bianchin, Elaine Aparecida, Barbosa, Ana Lúcia de Souza Magalhães</text>
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              <text>Quer seja nas atividades técnicas, quer seja nas formas de tornar disponível as informações, os recursos tecnológicos têm impulsionado grandes mudanças e, portanto, alterado o desempenho das Bibliotecas Universitárias, na verdade as têm tornado mais complexas e contribuem para que estejam mais condizentes com as exigências da comunidade científica e tecnológica que atende. Como as mudanças somente ocorrem a partir e, tendo em vista disponibilidade dos recursos financeiros e, sabendo-se ainda, que a obtenção de um recurso hoje assegura, em grande parte, a continuidade de obtenção de novos recursos, a Biblioteca do Instituto de Química-UNICAMP encontra-se em constantes atividades que visam a captação de recursos. Assim, considerando-se a obtenção de recursos, especificamente, para aquisição de material bibliográfico, relata-se neste trabalho a experiência da BIQ-UNICAMP, que conta com o auxílio de diferentes agentes financeiros do país, sendo estes recursos naturalmente designados para diferentes formatos de publicação, o que é de relevante importância, pois a Química é uma ciência que além de ser reconhecida por possuir uma alta produção de literatura, se apresenta em vários formatos, como papel, CD-ROM, WEB, Softwares, o que possibilita a oferta de informações aos usuários independente de seu formato. As aquisições abordadas referem-se aos recursos recebidos dos seguintes orgãos: FAPESP, cujo programa FAPLIVROS tem contribuido sobremaneira para a atualização do acervo de livros voltados à pós-graduação, da CAPES-PROAP que tem assegurado a manutenção e atualização do acervo em formato eletrônico, como as bases de dados, do PADCT que permite a aquisição de livros de interesse geral e periódicos on-line. Por fim serão narradas as rotinas, desafios e sucessos de cada aquisição. </text>
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