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                  <text>TECNOLOGIAS

DA

INTELIGÊNCIA,

CIBERESPAÇOS,

CIBERCULTURA,

SOCIEDADE DIGITALIZADA, TRANSNAÇÃO: ESTAMOS SITUADOS?
Marta Alves de Souza
Docente da Universidade Paulista – UNIP – Campus de Bauru
Bibliotecária da Universidade Estadual Paulista – UNESP – Campus de Bauru
Martasou@uol.com.br
Resumo
Bibliotecas, Tecnologias, tudo intimamente relacionado. Pensar em sistemas de informação e não
pensar em tecnologias parece completamente impossível, todos têm sido unânimes em perceber a
importância dessas últimas no dia-a-dia de nossas bibliotecas, porém é importante sabe como
estas tecnologias estão sendo usadas e como os bibliotecários sentem seu uso. Os receios ainda
são grandes por parte dos profissionais, muitos sentem medo de perder sua lugar para
profissionais da área de informática, ou mesmo, perdê-lo para as máquinas. O mundo está em
mutação, já não se fala em era da informação mas da pós-informação, não se fala em cultura mas
em cibercultura, em sociedade digitalizada, em ciberespaços e transnação, por outro lado as
bibliotecas e os bibliotecários continuam sendo os mesmos só que os espaços de inserção são
outros, mesmo que o tradicional ainda exista. Este trabalho focaliza as principais discussões em
relação as tecnologias da inteligência, a cibercultura, o virtual e coletividade buscando trazê-las
para o fazer biblioteconômico, resgatando conceitos tecidos pelos atuais pensadores das
tecnologias da inteligência.

1

�EIXO TEMÁTICO: Técnicas e Tecnologias na BU do Século XXI
Introdução

Tecnologias da informação, tecnologias da inteligência, inteligência coletiva, cibercultura,
ciberespaços, sociedade digital, transnação, quantos termos permeiam nosso dia-a-dia, quantos
termos novos estão sendo cunhados a cada dia para designar um mundo novo que está
despontando e apontando para todos a cada momento.
O universo biblioteconômico já não é mais o mesmo assim como o mundo já transcende
qualquer expectativa com relação ao futuro, tudo é muito virtual, todos estão sendo virtualizados
em seu mundo real.
Em relação ao virtual é importante resgatar Lévy quando diz:
"o virtual, rigorosamente definido, tem somente uma pequena afinidade
com o falso, o ilusório ou o imaginário. Trata-se, ao contrário, de um
modo de ser fecundo e poderoso, que põe em jogo processos de criação,
abre futuros, perfura poços de sentido sob a platitude da presença física
imediata." (1996, p.12)

E as bibliotecas virtuais? E a virtualidade da profissão do bibliotecário? Como será que
estamos situados nesse mundo cibernético? Muitas são as perguntas e reflexões que nós levam a
pensar em nosso fazer, em nossa técnica e em nossa prática profissional, precisamos nos situar.
Primeiro para que possamos estar situados é necessário conhecer o que pensam alguns
dos principais teóricos dos últimos tempos e tentar resgatar as idéias básicas destes com relação
aos portais que se abrem a cada dia para nós, afinal estamos vivenciando uma evolução

2

�tecnológica causada pela passagem do átomo para o bit e porque não dizer um reencantamento
como bem coloca Moran:
"Há um novo reencantamento pelas tecnologias porque participamos de
uma interação muito mais intensa entre o real e o virtual. Me comunico
realmente estou conectado efetivamente com milhares de computadores e
ao mesmo tempo, minha comunicação é virtual: eu permaneço aqui, na
minha casa ou escritório, navego sem mover-me, trago dados que já estão
prontos, converso com pessoas que não conheço e que talvez nunca verei
ou encontrarei de novo." (1995, p.25)

Estamos todos nos encantando com as tecnologias, não só nos encantando como
reecantando, afinal nosso período de encantamento já passou, agora precisamos trabalhar com
essas tecnologias, agora precisamos assimila-las, degluti-las e principalmente usá-las, não há
mais tempo para ficar só olhando, esperando o "trem" da história passar, tudo é tão rápido, mal
nos acostumamos com um software e hardware e outro melhor e mais rápido já se encontra no
mercado e o que usamos parece obsoleto, a indústria tecnológica cresce vertiginosamente e não
há tempo a perder.
Enquanto profissionais da informação as cobranças são grandes, todos querem que
saibamos de tudo o mais rápido possível, viramos um "papa-léguas" nas bibliotecas que atuamos.
Ao que parece a humanidade está sendo reinventada, tudo é muito rápido, a incidência de
tecnológica é muito grande e neste emaranhado todo é preciso se situar.

Situando...

3

�Para que nos sintamos situados é necessário que realmente tenhamos a compreensão do
que nos cerca, do mundo em que estamos vivendo e de como podemos trabalhar e porque não,
nos divertimos nesse mundo. Temos vivido entre dois mundos, entre dois amores, um mundo
analógico e um digital, um mundo real e um mundo virtual, as bibliotecas e nós na verdade
estamos um pouco em cada um desses espaços, porque ainda vivemos de forma bastante
analógica. Negroponte afirma que:
"o mundo, como o percebemos, é um lugar bastante analógico. De um
ponto de vista macroscópico, ele não é digital, mas contínuo." (1995,
p.20)

Vivemos num continum com o pé em duas estradas, estamos diante de muitas tecnologias,
cada uma dessas invadindo nosso mundo e nos fazendo aprender e apreender cada vez mais,
precisamos correr, por outro lado existem alguns que não querem correr, afinal tem também os
apocalípticos, que acreditam que tudo isso vai acabar nos transformando em escravos
tecnológicos e não vamos mais nos libertar. Não importa, o que importa é que assim como
existem os apocalípticos existem os otimistas, que acreditam que toda essa parafernália
tecnológica irá nos aproximar cada vez, afinal tudo fica tão perto, nessa transnação.
Por outro lado, se estamos vivendo uma grande revolução tecnológica, assim como a
humanidade já vivenciou outras, o caso da revolução industrial, essa primeira parece se consumar
em curto espaço de tempo, pois o homem está convertendo a rede na base de criação de riqueza
nas economias do mundo inteiro, como coloca Cebrian em sua afirmativa:
“Da mesma forma que as redes de energia elétrica, as estradas, as
pontes e outros serviços constituíam a infra-estrutura de nossas
velhas economias baseadas na indústria e na exploração dos
4

�recursos, a rede está se convertendo na infra-estrutura de uma nova
economia do conhecimento.” (1999, p.14)
E o mesmo autor ainda segue afirmando:
“Estou convencido de que nenhuma sociedade pode ter êxito na
economia global se não contar com uma infra-estrutura sofisticada
da rede e com usuários ativos e bem informados” (Cebrian, 1999,
p.14)
Entramos num novo milênio, as pessoas parecem ter antecipado a entrada do novo século
posto que mesmo sabendo que este se inicia em 2001, insistirão em comemorar sua chegada em
2000, isso parece refletir a própria pressa do homem em correr atrás do tempo o que parece
significar estar plugado, on-line, conectado, enfim estar tecnologicamente acessível.
A frase “quem tem informação tem poder” já está meio batida, hoje mais que esta frase
permeiam frases do tipo: “recuperar tanta informação”, “privacidade na transnação” e a própria
questão dos direitos autores. Os americanos preocupados com a questão da legislação para a
tecnologia digital têm procurado reestruturá-la ao que eles chamam de intellectual property, na
verdade todos se preocupam com isso, e ao que parece são muitas as questões nesta transnação
que tem seus próprios códigos de conduta, com regras particulares, comportamentos comuns
entre seus cidadãos que fazem parte dessa sociedade digitalizada, afinal essa sociedade é uma
nova nação cercada de informação por todos os lado, deixando de lado se todas elas são
relevantes ou não, não cabe aqui a discussão.
Em artigo publicado na revista Exame um legendário empresário americano chamado
Andy Grove fez uma previsão, segundo este daqui a cinco anos, ou as empresas estarão na

5

�Internet ou não serão mais empresas. Terão desaparecido. Parece assustador, porém se analisado
como anda o crescimento da Internet fica fácil perceber a afirmativa do ex-presidente da Intel,
produtora americana de chips. Se este prognostico são para as empresas, o que pensar das
bibliotecas, será que terão o mesmo caminho?
Com estas as coisas podem ser um pouco diferentes, mas por outro lado não tão
diferentes, as bibliotecas tradicionais, com acervos palpáveis e mesas de estudo parece que ainda
não estão com seus dias contados, mas com certeza terão que se adaptar a estes novos rumos
tecnológicos, afinal parece que se não está no ciberespaço, não está em lugar nenhum.
Lembrando McLuhan quando afirma que:
“...todas as tecnologias são extensões de nossos sistema físico e
nervoso, tendo em vista o aumento da energia e da velocidade. Não
havendo tais acréscimos de força e rapidez, novas extensões de nós
mesmos não ocorreriam ou seriam rejeitas. Um aumento de força ou
velocidade, em qualquer agrupamento, constituído por quaisquer
componentes que sejam, já é em si mesmo uma ruptura que provoca
uma mudança de organização.” (1964, p.109)
Mudança de organização, é nessas duas últimas palavras colocadas por McLuhan que
devemos nos ater, é importante frisar também mudança de postura profissional, hoje não cabe
mais o medo do tecnológico pelo simples fato de que ou você decifra-o ou ele te devora, bem a
exemplo do enigma da pirâmide, e isso é válido para todo mundo, principalmente para
profissionais que trabalham com um produto tão disputado em nossos dias: Informação. Em
matéria da Revista Exame foi divulgado uma nota mostrando que de acordo com estudo feito por

6

�pesquisadores da Universidade do Texas, a economia da Internet vem crescendo a uma taxa
média de 175% ao ano desde 1995. As estimativas do governo americano sugerem que, em 2006,
metade dos trabalhadores americanos esteja em empresas do setor ou que seja grande usuária das
novas tecnologias1. E aqui é importante ousar dizer, já nem tão novas assim. Então só resta aos
profissionais da informação se situarem.

Do Único ao Coletivo

No ciberespaço somos únicos mas também não tão únicos, somos únicos porque em nossa
solidão nos sentamos em frente ao computador e navegamos, surfamos nas ondas da Internet,
acabamos sendo viajantes solitários em suas ondas, porém, nos deparamos a qualquer hora do dia
ou da noite com inúmeros solitários que também estão fazendo o mesmo, daí a idéia de
coletividade, deve-se pensar em termos de inteligência coletiva, o que tenho posso e devo
compartilhar, mais o que é inteligência coletiva?
Levy responde essa questão, definindo inteligência coletiva como:
“É uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente
valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma
mobilização efetiva das competências.” (1998, p.28)
E ainda acrescenta que:

1

Revista Exame, p.125, ano 33, n.17, 25 de agosto de 1999.
7

�“a base e o objetivo da inteligência coletiva são o reconhecimento e
o enriquecimento mútuos das pessoas, e não o culto de
comunidades fetichizadas ou hipostasiadas.” (1998, p.29)
Não resta dúvida que depois dessa sociedade digitalizada não somos mais os mesmos,
mudamos, não detemos mais algo só para nós, o que é nosso é universal, bastou cair na rede “que
é peixe”, não devemos mais pensar em “minha biblioteca”, “minha rede”, “meu catálogo”, tudo
isso agora é nosso, é distribuído, porque se não o for, não interessa, não estaremos on-line, não
faremos parte dessa coletividade, não compartilharemos. Temos que descentralizar, não podemos
mais ser o centro, na verdade precisamos fazer parte do coletivo, caso contrário não estaremos na
transnação. Os relacionamentos são novos... “Olá! De onde tecla?” essa parece ser a nova
pergunta.
Nosso CIC, RG, não interessa, interessa sim, nosso e-mail, qual é? Nome, não, nick, nessa
transnação temos um nick, apelido em português, nem todos querem ser reconhecidos, afinal
também são novas formas de amor, onde “qualquer maneira de amor vale a pena”. O horário
nobre, não há, como diz Nicolas Negroponte: “Horário nobre é o meu” e é mesmo, eu faço meu
horário, qualquer hora é hora e qualquer dia é dia, a rede está lá, o mundo borbulha nela. E por
falar em nick, não devemos esquecer o idioma e os símbolos, nessa sociedade digitalizada
permeiam um idioma universal, o inglês, tudo começou lá, nada mais justo, e uma simbologia
própria, onde: []s = abraços, alegria = :-), tristeza = :-( , brb já volto, :"( chorar, B) usando óculos,
isso só para citar alguns exemplos, a lista segue vasta. Como não podia deixar de ser assim como
em nosso mundo real no virtual também existem seus códigos de etiqueta, exemplo: não é

8

�recomendável escrever algo em caixa alta, exceção se a pessoa estiver querendo chamar a atenção
para o texto, pois é falta de educação.
E nós? E nós bibliotecários? E nossas bibliotecas? Continuamos os mesmos? Não, muita
coisa está mudando, nós estamos mudando, nossas bibliotecas mudaram, compartilham
informações, estão on-line, se ainda não estão, estarão em breve, já não pensamos em “minha
biblioteca”, “meus bibliotecários”, pensamos: nossa biblioteca, nossos bibliotecários, viramos
cidadãos do mundo, fazemos parte da transnação, estamos plugados, on-line, conectados ou
qualquer outro termo que convier.

Afinal, Somos Digitais?

Responder essa pergunta parece complicado, primeiro talvez devemos pensar no que é ser
digital? Se pensarmos que ser digital é algo como: está plugado, saber navegar nas ondas da
Internet, ter endereço eletrônico, trabalhar em uma biblioteca que está na rede, então, somos
digitais, ou será que estamos digitais? Ai a questão fica no ar para que cada um possa refletir
sobre o assunto.
Em relação ao digital não parece lícito fazer exercícios de futurologia, até mesmo os mais
digitais têm evitado tal coisa, afinal parece termos perdido as rédeas do futuro e não dá mais para
prever nada, o que dá para saber é que cada vez seremos mais digitais ou estaremos mais digitais.
Isso é um fato.
As palavras de ordem parecem ser: conexão, sociedade digital, rede, inteligência coletiva,
on-line e cibercultura.

9

�Essa sociedade digital com certeza não irá resolver todos os problemas do mundo e muito
menos os problemas do dia-a-dia de nossas bibliotecas, porém representa um novo espaço de
comunicação e informação e aos profissionais envolvidos nesses dois universos cabe explorar as
potencialidades positivas que estão emergindo.
Como já foi dito anteriormente existem os apocalípticos e os otimistas, aos primeiros é
bom lembrar usando de Lévy:
“Aqueles que denunciam a cibercultura hoje têm uma estranha
semelhança com aqueles que desprezavam o rock nos anos 50 ou
60. O rock era anglo-americano, e tornou-se uma indústria. Isso não
o impediu, contudo, de ser o porta-voz das aspirações de uma
enorme parcela da juventude mundial. Também não impediu que
muitos de nós nos divertíssemos ouvindo ou tocando juntos essa
música.” (1999, p.11)
Gutemberg quando da invenção da impressa também foi alvo dos que achavam que aquilo
não daria certo e que seria um desastre, foi assim também quando a televisão foi inventada e
poderíamos ficar aqui citando inúmeros exemplos, porém os já citados nos bastam para mostrar
que o tecnológico já está em nosso dia-a-dia, já estamos digitais, precisamos explorar e fazer bom
uso disso, precisamos usar desses aparatos e sermos profissionais digitais em nossas bibliotecas
virtuais que podem continuar sendo reais, afinal um não exclui o outro.

Será que dá para Concluir...

10

�Tentando fechar essas reflexões mas não encerrar a discussão, porque esta ainda vai
longe, é importante percebemos que o mundo mudou, a Internet é um grande fenômeno de
comunicação de nosso século, tal qual foi a do rádio e da televisão quando estes despontaram, ela
não é igualitária, embora sua proposta seja de igualdade, elo de ligação entre todos, ainda é
excludente, encontramos na Internet a mesma desigualdade que estamos sujeitos em nossa
sociedade real nela também temos os “donos” do poder.
Nas bibliotecas temos nossos arsenais de informação, na Internet temos um universo
magnífico de informações a nossa disposição e é preciso muita disposição para surfar em suas
ondas, também é preciso disposição para fazermos parte desta transnação, porque muitos ainda
têm barreiras a serem vencidas, barreiras consigo mesmos.
Se desejamos continuar profissionais da informação, então não resta outro caminho
precisamos pega as ondas da Internet e navegar, já não estamos mais numa sociedade da
informação, fazemos parte da sociedade da pós-informação e então só resta-nos arregaçar as
mangas e pegar esse o “trem” da história.
Finalizando com Cebrián:
“Haverá quem pense que tais pessoas, literalmente dependentes de
um fio, poderão ser manejadas se puxadas por ele, como se fossem
modernas marionetes eletrônicas. Outros descobrirão, ao contrário,
as possibilidades de liberação que navegar pelo novo espaço da
cibernética pode proporcionar aos habitantes do planeta no próximo
milênio. Para que este último se torne realidade, é preciso que os
sacerdotes da nova religião saiam de seus recém-inaugurados

11

�conventos e abandonem a linguagem crítica que os enfeita.” (1999,
p.47)
Se não nos situamos, precisamos fazê-lo e com certeza para ontem.

Referências Bibliográficas
CEBRIÁN, Juan Luis. A rede. Trad. Lauro Machado Coelho. São Paulo: Summus, 1999. 157p.
LEVY, Pierre. O que é virtual? Tradução de Paulo Neves. São Paulo: 34, 1996. 160p.
________. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Trad. Luiz Paulo
Rouanet. São Paulo: Loyola, 1998. 212p.
________. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: 34, 1999. 264p.
McLUHAN, Marshall. Os meios de comunicação como extensões do homem. Trad. Décio
Pignatari. São Paulo: Cultrix, 1964. 407p.
MORAN, José Manuel. Novas tecnologias e o reencantamento do mundo. Revista Tecnologia
Educacional. Rio de Janeiro, v.23, n. 126, p. 24-26, set./out. 1995.
NEGROPONTE, Nicholas. A vida digital. Tradução de Sérgio Tellaroli. São Paulo: Companhia
das letras, 1995. 231p.

12

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              <text>Bibliotecas, Tecnologias, tudo intimamente relacionado. Pensar em sistemas de informação e não pensar em tecnologias parece completamente impossível, todos têm sido unânimes em perceber a importância dessas últimas no dia-a-dia de nossas bibliotecas, porém é importante sabe como estas tecnologias estão sendo usadas e como os bibliotecários sentem seu uso. Os receios ainda são grandes por parte dos profissionais, muitos sentem medo de perder sua lugar para profissionais da área de informática, ou mesmo, perdê-lo para as máquinas. O mundo está em mutação, já não se fala em era da informação mas da pós-informação, não se fala em cultura mas em cibercultura, em sociedade digitalizada, em ciberespaços e transnação, por outro lado as bibliotecas e os bibliotecários continuam sendo os mesmos só que os espaços de inserção são outros, mesmo que o tradicional ainda exista. Este trabalho focaliza as principais discussões em relação as tecnologias da inteligência, a cibercultura, o virtual e coletividade buscando trazê-la para o fazer biblioteconômico, resgatando conceitos tecidos pelos atuais pensadores das tecnologias da inteligência.</text>
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