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                  <text>PRODUTOS E SERVIÇOS DE INFORMAÇÃO DISPONÍVEIS
EM BIBLIOTECAS ACADÊMICAS: ESTUDO PARA APOIO AOS
PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
SADI, Benedita Silveira Campos
Faculdade de Saúde Pública da USP
Av. Dr. Arnaldo, 715 – Cerqueira César
01246-904 - São Paulo - SP - Brasil
e-mail: benesadi@usp.br

REIS, Manuela Gea Cabrera
Escola Politécnica da USP
Av. Prof. Luciano Gualberto, Trav. 3, n. 380
05508-900 – São Paulo – SP - Brasil
e-mail: mreis@epbib.usp.br

Resumo: Através de revisão bibliográfica e busca na Internet seleciona nove bibliotecas
acadêmicas americanas para obter dados de serviços e produtos oferecidos aos alunos de
cursos de Educação a Distância (EAD). A partir deste referencial documentário elabora
questionário e coleta dados de serviços e produtos similares oferecidos aos usuários em geral
das bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Analisa
os resultados obtidos e estabelece relações entre os dados das bibliotecas americanas
selecionadas e os obtidos na coleta nas bibliotecas do SIBi/USP. Propõe alguns caminhos
para que o SIBi/USP possa estabelecer políticas e diretrizes para as atividades de apoio das
Bibliotecas aos cursos de EAD das unidades de ensino da USP.

1

INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta de forma resumida estudo desenvolvido para apresentação de
monografia ao Curso de Especialização em Sistemas Automatizados de Informação Científica
e Tecnológica e pretende fornecer subsídios ao SIBi/USP para o estabelecimento de políticas
e diretrizes para a atuação das Bibliotecas do Sistema nos Programas de Educação a Distância
nas Unidades de ensino e pesquisa.

PAGE 1

�As bibliotecas acadêmicas que já estavam sendo desafiadas pelo impacto das novas
tecnologias da informação não somente quanto aos seus serviços e produtos, mas no seu
próprio gerenciamento, têm agora o seu papel tradicional de apoio ao ensino e pesquisa
repensado frente ao crescimento e complexidade da questão da EAD nas universidades.
Situando o enfoque em nosso universo, em particular, pode-se afirmar que as Bibliotecas que
compõem o SIBi/USP estão enfrentando o desafio de absorverem as novas tecnologias de
informação em nível sistêmico. Além disso, parcerias e consórcios importantes têm sido
estabelecidos com outras instituições, no país e no exterior, com especial ênfase na construção
da biblioteca virtual do sistema e no compartilhamento de recursos informacionais. É
importante mencionar todo o esforço de capacitação dos recursos humanos das bibliotecas
empreendido através do programa de metas do SIBi/USP. Acredita-se que estas ações já
concretizadas poderão servir de embasamento para, a partir da apreensão das diferentes
necessidades de serviços de informação e dos diferentes segmentos de usuários envolvidos
com a questão de EAD, ter uma ação prospectiva de identificação da demanda e de
realinhamento de serviços e produtos para disponibilizá-los de formas mais eficientes e
eficazes aos clientes dos cursos.
2 AS BIBLIOTECAS E A EAD: revisão da literatura
Com o objetivo de ampliar o panorama e o referencial teórico e operacional foram efetuadas
pesquisas, na literatura e na Internet, sobre a situação dos serviços de Biblioteca em países
como os Estados Unidos e Canadá e, também, sobre a posição de universidades tradicionais
que mantêm programas de educação a distância.
Nos Estados Unidos, até metade da década de 60, os serviços de biblioteca para a EAD
estavam pouco desenvolvidos. Em estudo mais recente Snyder (1997) identifica, em pesquisa
realizada entre os membros da ARL – Association of Research Libraries, o envolvimento com
atividades de EAD de 62% das bibliotecas pesquisadas. No entanto, como aponta Lebowitz

PAGE 1

�(1997), ainda encontram-se na literatura afirmações de que existe pouca correlação entre as
atitudes inovadoras das instituições quanto ao fornecimento de cursos a distância e quanto à
forma pela qual oferecem serviços de biblioteca para seus alunos fora do campus. Na
literatura que trata de educação a distância, assim como na de disciplinas correlatas, foram
encontradas poucas referências ao uso da biblioteca ou de seus recursos por estudantes fora do
campus. Quando esses são discutidos em literatura não bibliotecária, são tratados como um
tipo de serviço de suporte similar a propaganda, recomendações ou inscrições. Existe pouco
reconhecimento do papel que a Biblioteca exerce no apoio à qualidade da educação ou no
desenvolvimento das habilidades da aprendizagem continuada.
De acordo com Lebowitz (1997) o desenvolvimento do “Guidelines for Extended Campus
Library Services”, em 1967 pela ACRL – Association of College and Research Libraries,
tornou-se um importante fator de influência para o estabelecimento adequado dos serviços de
biblioteca aos alunos dos cursos de EAD. Em 1990 a ACRL criou a ECLSS – Extended
Campus Library Services Section com o objetivo de fornecer informações e suporte a
bibliotecários que trabalham com alunos fora do campus. Além disso, membros da ECLSS
atuavam em equipes de agências de credenciamento de cursos de ensino a distância e
participavam de eventos que reuniam educadores de diversas disciplinas. Esse desempenho,
segundo Lebowitz (1997) deu-lhes a oportunidade de conscientizar educadores e
administradores de que:
✔ as diferenças que existem quando os cursos são fornecidos por meio eletrônico também
afetam a forma pela qual as bibliotecas são usadas;
✔ o modelo comum de curso de estudo independente requer pouco ou nenhum uso da
biblioteca o que não é suficiente para a qualidade do curso de ensino a distância;
✔ os trabalhos executados por alunos fora do campus podem diferir, em quantidade mas não
em qualidade ou experiência de aprendizado, dos executados pelos estudantes no campus.

PAGE 1

�Observa ainda que a atuação dos membros do ECLSS e das agências de credenciamento
criaram uma estrutura para o estabelecimento de serviços da biblioteca para alunos de ensino
a distância. Como decorrência muitas bibliotecas buscaram otimizar a tecnologia disponível
para incorporar os serviços existentes e, consequentemente, aumentou a demanda dos
usuários na solicitação de assistência dos bibliotecários. Por outro lado, os bibliotecários estão
sendo envolvidos em novos papéis, fornecendo suporte e informações sobre navegação na
WEB.
A versão final do ACRL “Guidelines for Distance Learning Library Services”, aprovada em
julho de 1998, passou por revisões em 1990 e 1998 motivadas por fatores tais como, entre
outros, aumento na diversidade das oportunidades educacionais; aumento do reconhecimento
da necessidade dos recursos e serviços da biblioteca (também fora do campus), aumento do
interesse e da demanda por serviços eqüitativos para todos os alunos; aumento das inovações
tecnológicas na transmissão das informações e no fornecimento dos cursos.
No Canadá, de acordo com pesquisa nacional desenvolvida em 1988 pela CLA – Canadian
Library Association, o processo de planejamento para serviços de biblioteca para a EAD
estava relativamente pouco desenvolvido. Dessa forma, o suporte das bibliotecas a tais
programas era considerado inconsistente, o que ressaltava a necessidade do estabelecimento
de mecanismos para viabilizar um suporte adequado. O ACRL “Guidelines” era citado por
bibliotecários canadenses, mas não era formalmente reconhecido pela CLA – Canadian
Library Association ou pela Canadian Association of College and Universities Library. Em
1993, a CLA emitiu o documento “Guidelines for Library Support of Distance Learning in
Canada”, com estrutura similar ao da ACRL porém, com recomendações mais apropriadas ao
contexto canadense.
As áreas chave e serviços, que devem ser implementados para o oferecimento de informação
de qualidade aos alunos de cursos de EAD, são abordados nos dois “Guidelines” citados e, de

PAGE 1

�forma geral, na literatura (Bing et al. 1997; Brophy 1997; Dugan 1997; Butler 1998; Lock &amp;
Nordon 1998; Zastrow 1998). Em síntese considera-se o seguinte:
1) Recursos de informação em rede – para prover acesso aos estudantes, professores e
equipes de EAD às diferentes fontes de informação, bases de dados bibliográficas,
numéricas e factuais, documentos de texto completo, dentre outros;
2) Fornecimento de cópias de documentos – por meios postais, eletrônicos ou fax através das
bibliotecas ou diretamente aos usuários finais. Oferta de coleções de documentos de texto
completo, respeitando as legislações de direitos autorais e de uso lícito;
3) Serviços de empréstimo facilitado – por meio de acordos ou consórcios entre bibliotecas,
através do uso de formulários eletrônicos ou pedidos por e-mail, com políticas e diretrizes
de empréstimo, reserva e renovação disponíveis na Web;
4) Serviços de referência – provendo um bibliotecário responsável pelos serviços ao aluno de
EAD, com atendimento de referência por e-mail, telefone e fax dedicados;
5) Treinamento do usuário – por meio de recursos como guias eletrônicos on-line, tutoriais
interativos e outros materiais instrucionais usando tecnologias da Web.
A revisão da literatura mostra, ainda, que os modelos básicos para fornecimento de serviços
de biblioteca indicados por Lessin (1991) e Lebowitz (1997) continuam os mesmos, diferindo
apenas pela inclusão de acesso a sites da Web e homepages de bibliotecas.
Os modelos mais comuns, com algumas variações, são:
Serviços Centralizados - Departamento ou Unidade Dedicada que conta com um bibliotecário
coordenador responsável por assegurar que os alunos fora do campus tenham acesso aos
serviços, instrução para uso dos materiais da biblioteca, assistência e serviço de referência e
acesso aos documentos necessários. Lebowitz (1997) cita como instituições que trabalham
com unidades dedicadas a Central Michigan University (já citada por Lessin 1991), New
Jersey Institute of Technology, University of Kentucky, University of Nebraska-Lincoln e

PAGE 1

�Utah State University. Rosseel (1998) descreve a University of Maine System Network –
UNET como uma agência centralizada que oferece mais de 96 cursos por semestre para mais
de 100 localidades, com a participação da biblioteca centralizada através do Off-Campus
Library Services – OCLS.
Serviços Descentralizados - Não existe uma pessoa que coordene os serviços para usuários
fora do campus: Os pedidos de informação são enviados ao Serviço de Referência, e os de
material ao Setor de Empréstimo, não dispõem de uma pessoa para contato.
Estrutura Regional - A biblioteca mantém livros e materiais apropriados ao curso ministrado
no campus em que está situada, conduz sessões de instrução e presta assistência bibliográfica.
Lebowitz (1997) considera em seu trabalho como o modelo de serviço mais efetivo o da
Unidade Dedicada, com um bibliotecário responsável. Ressalta, também:
✔ a importância do comprometimento da instituição no fornecimento de serviços de suporte
aos alunos fora do campus equivalentes aos disponíveis para os alunos “on-campus”,
incluindo o acesso à biblioteca e aos recursos informacionais;
✔ a necessidade de definir quem irá efetuar os estudos necessários e o nível dos serviços a
serem desenvolvidos. Isto dependerá diretamente de informações como: formato dos
cursos, número de alunos envolvidos, bibliografia básica de cada curso, como serão
fornecidos os materiais, o nível das instruções e a forma de comunicação.
A EAD no Brasil
Como coloca Rodrigues (1998) embora a EAD não seja uma prática recente no contexto
internacional, existindo hoje instituições conceituadas com milhares de alunos a distância, em
cursos de graduação e pós-graduação, verifica-se que no Brasil somente nos últimos anos os
referidos cursos começam a ser estruturados e implantados com êxito.
Ainda, segundo LOBO NETO (1998) "vive-se um momento privilegiado para a educação
brasileira" e é neste momento que se destaca a EAD a partir de sistemas educacionais mais

PAGE 1

�abertos e ágeis, totalmente comprometidos com a qualidade do serviço educacional.
Nos últimos anos a atuação da EAD vem sendo objeto de regulamentação, mas este ainda é
um dos principais problemas para maior desenvolvimento dos cursos no país, juntamente com
a definição de políticas. A partir da promulgação da LDB - Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (Lei 9394/96) em 1996, os aspectos relacionados com as determinações
sobre a EAD aparecem basicamente no Art. 80, Título VIII: Das Disposições Gerais. Ainda
faltam regulamentações e, segundo Langhi (1998) apresentam algumas contradições. O
referido artigo foi regulamentado pelo Decreto nº 2494/98 que traz no § 1º do artigo 2º a
indicação de que a "oferta de programas de mestrado e doutorado na modalidade à distância
será objeto de regulamentação específica".
A Portaria 301/98 normatiza os procedimentos de credenciamento das instituições e
autorização para a oferta de cursos de graduação e educação profissional tecnológica a
distância. Do ponto de vista de nosso trabalho é importante salientar os § 3° do artigo 2º e §
4° do artigo 3º que indicam os critérios a serem considerados para o credenciamento:
"Art. 2 - § III - infra-estrutura adequada aos recursos didáticos, suportes de informação e
meios de comunicação que pretende adotar;"
“Art. 3 - § IV - descrição da infra-estrutura, em função do projeto a ser desenvolvido:
instalações físicas, destacando salas para atendimento aos alunos; laboratórios;
biblioteca atualizada e informatizada, com acervo de periódicos e livros, bem como fitas
de áudio e vídeos...” (grifo nosso)
A questão da política da EAD no Brasil é de competência da Secretaria de Educação a
Distância, trabalhando em articulação com outros órgãos do Ministério da Educação e Cultura
e com Secretarias de Educação dos outros níveis de governo. Saliente-se que, embora os
cursos de graduação e pós-graduação ainda não estejam regulamentados, há várias
universidades com projetos de cursos de EAD apresentados ao MEC e, ao mesmo tempo, já
vêm oferecendo estes cursos de modo pioneiro como a Universidade de Brasília e a

PAGE 1

�Universidade Federal de Santa Catarina. Esta mantém 17 programas de pós-graduação, com
421 alunos necessariamente ligados a outras universidades ou empresas para garantia da
infra-estrutura, como acesso a Internet e a teleconferências (Avancini, 1998).

Mais

recentemente a Universidade Federal do Ceará, a Pontifícia Universidade Católica do Rio
Grande do Sul e a de Campinas, além da Universidade Federal de São Paulo. Desde 1996,
segundo Niskier (1999) a USP tem se mobilizado em relação a EAD, com apresentação ao
Conselho Nacional de Educação de documento sobre Educação Continuada a Distância, no
qual baseia suas ações em diretrizes estabelecidas pelos seus Conselhos Supervisores.
Atualmente: “desenvolvem-se 40 iniciativas de Educação a Distância no âmbito das
unidades” (Marcovitch, 1998).
Em pronunciamento na abertura de Workshop, realizado na Escola Politécnica, o reitor
Jacques Marcovitch* afirmou que a Universidade de São Paulo vem, através da Pró-Reitoria
de Cultura e Extensão Universitária e de várias unidades, desenvolvendo os melhores esforços
para equacionar adequadamente em seu âmbito a questão da educação a distância que levem
a uma estratégia institucional capaz de ampliar o desempenho nesta área. Recentemente, em
outro evento, realizado na Faculdade de Economia e Administração, o vice-reitor Adolfo
José Melfi** ressaltou que a USP considera a EAD como uma de suas prioridades, para isso
contando com a infra-estrutura de telecomunicações e informática disponível. Afirmou ainda
que embora existam iniciativas isoladas das unidades e esteja sendo preparada a normatização
dos procedimentos para a universidade, falta maior conscientização da comunidade.
_________________________
*MARCOVITCH, J. Abertura; palestra. [Apresentada ao Workshop Educação a distância: compartilhando
experiências, São Paulo, 29 mar. 1999].
**MELFI, A. J.
Abertura do evento; palestra [Apresentada ao Workshop Educação a distância e
videoconferência, São Paulo, 18 maio 1999]

Os serviços de Biblioteca e a EAD no Brasil
Como foi visto, no Brasil os programas de EAD tornaram-se emergentes nos três ou quatro
últimos anos. Assim, encontram-se poucas referências na literatura específica de apoio da

PAGE 1

�biblioteca a atividades de EAD. Pode-se citar a experiência da Biblioteca Central da
Universidade Federal de Santa Catarina, apresentada por Blattman (1998), com serviços
específicos para usuários fora do campus, tais como: o acesso a bases de dados, o
fornecimento eletrônico de documentos através do software Ariel facilitado pela participação
em programas e redes cooperativas e a disponibilização de links selecionados pelas
Bibliotecárias do Setor de Referência visando orientar a busca dos usuários.
Blattman (1998) destaca como ponto positivo o acesso irrestrito às informações através do
ambiente Internet, porém, ressalta:
"Como ponto negativo, pode-se destacar as inúmeras iniciativas paralelas, geradas talvez,
pela falta de uma política institucional, no que se refere a área de informação. A
biblioteca, por sua vez, deve investir no treinamento de seu quadro efetivo, para uso das
novas tecnologias disponíveis, para avançar no objetivo de

estar na vanguarda e

atendendo a demanda de todos os seus usuários, seja do ensino presencial, como também
de seus alunos a distância e sociedade em geral"
3

METODOLOGIA

Este trabalho foi desenvolvido em três etapas: a primeira de investigação documental na
literatura internacional e na Internet, para seleção de bibliotecas de universidades americanas
com cursos de EAD e elaboração de quadro referencial de produtos e serviços de informação
oferecidos aos usuários fora do campus; seguida pela elaboração de questionário e pesquisa
de campo que permitisse a montagem de tabelas identificando o nível de envolvimento das
Bibliotecas do SIBi/USP com as atividades de EAD; e análise final e articulação dos dados
coletados e os do referencial documentário.
O Universo de Pesquisa foi constituído pelas Unidades de Ensino e Pesquisa da USP, através
de suas 38 Bibliotecas que compõem o SIBi/USP. Todas as bibliotecas estão dotadas com
equipamentos de informática e interligadas por rede de fibra ótica a redes locais, à USPNet Rede da Universidade de São Paulo, à SIBiNet - Rede de Serviços do SIBi/USP e à Internet.

PAGE 1

�Selecionou-se como instrumento de pesquisa a pesquisa documental em fontes secundárias
utilizando as bases de dados ERIC, ISA e LISA e outros recursos disponíveis na Internet e
questionário dividido em duas partes (a primeira com questões referentes aos serviços e
produtos das bibliotecas que poderiam servir de base às atividades de apoio aos alunos dos
cursos de EAD e a segunda parte com questões que identificam os cursos de EAD e o
posicionamento da biblioteca).
Procedimentos
Inicialmente desenvolveu-se a pesquisa documental que serviu como embasamento para a
elaboração do questionário e para seleção das bibliotecas de universidades americanas a
serem pesquisadas em detalhe:
✔ Central Michigan University;

✔ University of Maine;

✔ New Jersey Institute of Technology;

✔ University of Nebraska-Lincoln;

✔ Pennsylvania State University;

✔ Utah State University;

✔ University of Delaware;

✔ Washington State University.

✔ University of Kentucky;
A seguir, efetuou-se uma pesquisa mais detalhada nessas universidades, as quais dispõem de
bibliotecas estruturadas para o oferecimento de serviços específicos através do OCLS
“Off-Campus Library Services” aos usuários fora do campus – aqui considerados os alunos,
instrutores e professores envolvidos com os cursos de EAD.
As informações obtidas foram agrupadas em tabelas visando facilitar a análise dos dados.
Antecedendo a aplicação do questionário procedeu-se a um pré teste do mesmo, em
Biblioteca não componente do SIBi/USP, o que permitiu o seu refinamento e posterior envio
por e-mail às bibliotecas da USP. As respostas foram agrupadas em tabelas, de modo similar
ao das bibliotecas americanas, para análise dos resultados. Posteriormente foram elaborados
gráficos com os resultados obtidos nos dois grupos de bibliotecas para discussão dos dados.

PAGE 1

�4

RESULTADOS

Análise dos Dados das Bibliotecas Americanas Selecionadas
A análise dos dados de atuação das bibliotecas das universidades americanas selecionadas
mostrou que, de forma geral, a maioria oferece serviços tais como: acesso a catálogo
bibliográfico online, acesso a bases de dados online, fornecimento de cópias de documentos,
serviços de referência, e empréstimo automatizado. Foram selecionados os dados mais
relevantes para a elaboração de tabelas e que mostrassem a situação de cada uma das
bibliotecas selecionadas em relação a oferta de serviços e produtos aos alunos, instrutores e
professores envolvidos com os cursos de EAD das respectivas universidades.
Tabela 1 – Recursos/Serviços disponíveis nas bibliotecas americanas
BIBLIOTECAS
RECURSOS/SERVIÇOS
1 - RECURSOS PARA ACESSO À INFORMAÇÃO
Bases de Dados Online
Bases de Dados CD-ROM
Catálogo Bibliográfico Online
2 - ACESSO AOS DOCUMENTOS
Empréstimo Automatizado
Empréstimo Entre Bibliotecas
Periódicos Eletrônicos
Cópias de Artigos
3 - MEIOS P/OBTENÇÃO E ACESSO AOS DOCUMENTOS
Correio
Fax
4 - FORMAS DE ATENDIMENTO DE REFERÊNCIA
E-mail
Fax
Telefone

T O TAL

%

9
3
9

100
33,33
100

7
7
9
9

77,77
77,77
100
100

9
2

100
22,22

9
3

100
33,33
77,77

7

Outros Comentários
Treinamento de Usuário - Constatou-se que todas as bibliotecas dispõem de guias e outras
ferramentas via Web, com instruções sobre o uso efetivo da biblioteca e dos seus recursos em
PAGE 12

�formato eletrônico. Também distribuem cópias em papel do material instrucional e
disponibilizam sessões presenciais de treinamento.
Participação em Convênios/Consórcios - Embora não se tenham encontrado dados detalhados
sobre a participação em convênios e consórcios, foi observado que algumas bibliotecas
mantêm acordos de reciprocidade de serviços, divulgando em sua página Web a lista das
bibliotecas das instituições acadêmicas participantes.
Análise dos Dados das Bibliotecas da USP
Do universo de 38 bibliotecas pesquisadas obteve-se o retorno de 29 representando 76,30%
dos questionários enviados.
Tabela 2 – Recursos/Serviços disponíveis nas bibliotecas da USP
BIBLIOTECAS
RECURSOS/SERVIÇOS
1 - RECURSOS PARA ACESSO À INFORMAÇÃO
Home Page
Bases de Dados Online
Bases de Dados CD-ROM
Catálogo Bibliográfico Online
2 - ACESSO AOS DOCUMENTOS
Empréstimo Automatizado
Empréstimo Entre Bibliotecas
Cópias de Artigos
3 - MEIOS P/OBTENÇÃO E ACESSO AOS DOCUMENTOS
Correio
Fax
Ariel
4 - FORMAS DE ATENDIMENTO DE REFERÊNCIA
E-mail
Fax
Telefone

T O TAL

%

21
29
29
27

72,41
100
100
93,10

10
29
29

34,48
100
100

29
27
26

100
93,10
89,66

27
26

93,10
89,66
89,66

26

Outros Comentários
Treinamento de Usuário - Constatou-se que todas as bibliotecas oferecem treinamento para

PAGE 12

�uso das bases de dados e de outros recursos disponíveis, em diferentes níveis. Para divulgar
os serviços oferecidos realizam palestras, visitas programadas e distribuição de material
instrutivo. Oito bibliotecas ministram aulas de orientação e pesquisa bibliográfica aos alunos
dos cursos de graduação e de pós-graduação. Embora utilizem recursos eletrônicos para apoio
ao desenvolvimento dos cursos/treinamentos não houve indicação de sua disponibilização
para o usuário fora do campus.
Participação em Convênios/Consórcios - Deve-se ressaltar, também, a experiência das
bibliotecas na participação em projetos, convênios e consórcios para compartilhamento de
recursos informacionais, em nível sistêmico, tais como: CNPq/IBICT, OCLC e ProBE* com a
participação de todas as bibliotecas, e por áreas de atuação como BIREME na área biológica e
CIN/CNEN, ISTEC, REBAE na área de engenharia e outros.
Envolvimento das bibliotecas com a EAD - Apenas duas bibliotecas informaram que há
cursos de EAD em suas unidades, uma em nível de pós-graduação e outra em nível de
especialização. No primeiro caso há envolvimento da biblioteca no planejamento do
programa, com atendimento equivalente para usuários no campus e dos cursos de EAD,
fornecimento de bibliografia, verbas específicas para o atendimento aos cursos de EAD. Foi
indicado, também, que uma das unidades está desenvolvendo, através de uma Coordenação de
Educação a Distância, o planejamento de um programa de EAD e outra unidade tem em
desenvolvimento o projeto de um curso de educação continuada, ambos com participação da
biblioteca.
5

DISCUSSÃO DOS DADOS

A análise dos indicadores apresentados pelos dois grupos, foi feita com base nos serviços das
bibliotecas americanas consideradas como padrão de referência e os similares nas bibliotecas
da USP, apesar de existirem diferenças na abrangência e na aplicação das novas tecnologias
de informação para o desenvolvimento e oferta destes.

PAGE 12

�_________________________
*ProBE - Programa Biblioteca Eletrônica consórcio que reúne a FAPESP, a USP, a UNESP, a UNICAMP, a
UFSCar, a UNIFESP e BIREME/OPS/OMS, desde maio de 1999 disponibilizando 606 periódicos internacionais
com texto completo.

Confrontou-se no Gráfico 1 os indicadores sobre a disponibilidade de homepage, bases de
dados online e em CD-ROM e catálogo bibliográfico online.
Como as bibliotecas americanas foram pesquisadas a partir de sua homepage, atingem o
índice de 100% neste item. As bibliotecas da USP chegam a 72,41% dispondo de site próprio
ou incluída no da unidade, apresentando tendência de crescimento, na medida em que outras
cinco bibliotecas indicaram que estão com a página Web em construção.

PAGE 12

�Gráfico 1:
Relações entre os recursos
para acesso à informação
nos dois grupos de bibliotecas
Embora 100% dos dois grupos de bibliotecas analisados ofereçam acesso às bases de dados, é
importante ressaltar que o número de bases disponibilizadas não foi pesquisado. Supõe-se que
este número será muito maior nas bibliotecas americanas pelas facilidades de infra-estrutura e
do baixo custo de telecomunicações no país, favorecendo o acesso online às bases de dados.
Os mesmos fatores parecem influir, de modo inverso, na diferença do uso de bases de dados
em CD-ROM, maior entre as bibliotecas da USP (100%) do que entre as bibliotecas
americanas (33,33%). Todas as bibliotecas americanas indicam a necessidade de um código
de identificação e/ou senha para acesso às bases. Destaca-se, ainda, que três bibliotecas
indicam a disponibilidade de bases de dados com texto completo e duas citam restrições ao
acesso, limitado ao IP – Internet Protocol da Universidade, não sendo possível seu acesso
fora do campus. Na USP o acesso é feito a partir dos microcomputadores da biblioteca, da
rede local da unidade ou da Intranet da Universidade. Todas as bibliotecas americanas
pesquisadas disponibilizam o acesso ao seu respectivo Catálogo Bibliográfico online.
Embora o índice registrado entre as bibliotecas da USP seja de 93%, acreditamos que todas
ofereçam o acesso ao DEDALUS – Banco de Dados Bibliográficos da USP, via Internet.
No Gráfico 2 está representado o percentual de acesso a documentos através dos indicadores
de Empréstimo Automatizado, EEB, Coleções de Periódicos Eletrônicos e Fornecimento de
cópias de artigos.

PAGE 12

�Gráfico 2:
Relações entre os indicadores
de acesso aos documentos
nos dois grupos de bibliotecas
No grupo americano 77,78% das bibliotecas dispõem de empréstimo automatizado, onde a
partir da consulta ao catálogo bibliográfico online existe a opção de solicitar a obra consultada
através de um processo de autenticação do usuário. Acrescente-se que em todas as bibliotecas,
a solicitação de empréstimo pode ser feita através de formulário eletrônico ou por e-mail.
Entre as bibliotecas da USP 34,48% indicaram dispor do serviço de empréstimo automatizado
para os usuários locais. Este percentual poderá ser modificado, em breve, já que o SIBI/USP
está desenvolvendo um Projeto Piloto do Empréstimo automatizado, a partir do DEDALUS,
em quatro bibliotecas, para posterior implantação desse serviço em nível sistêmico. No
entanto, ainda são mantidos os prazos/quantidade de documentos para empréstimo específicos
de cada biblioteca. No grupo americano, estes valores já foram definidos, de forma padrão,
para cada universidade. O prazo para o empréstimo varia de 28 a 38 dias, sendo que algumas
limitam o número de documentos que podem ser solicitados ou, ficar sob a responsabilidade
do aluno, como segue: 20 solicitações por semana e 10 itens sob a responsabilidade do aluno.
Todas as bibliotecas do grupo americano dispõem de periódicos eletrônicos, permitindo que
os artigos com texto completo selecionados sejam impressos ou salvos em disco. Algumas
disponibilizam, em sua página Web, “links” a fornecedores de documentos comerciais, a
quem os usuários podem solicitar cópias urgentes (recebidas por mail ou facsímile). Pode-se
dizer, também, que todas as bibliotecas da USP passaram a dispor de periódicos eletrônicos
como resultado da implantação do ProBE – Programa Biblioteca Eletrônica.
O Gráfico 3 mostra a disponibilidade do Correio, Fax e o software Ariel como meios para
obtenção de documentos, embora estes indicadores não estejam quantificados quanto ao uso.
Gráfico 3:
Relações entre os meios para
obtenção e acesso aos documentos
nos dois grupos de bibliotecas
Todas as bibliotecas dos dois grupos estudados utilizam o correio para o fornecimento de
artigos. As bibliotecas americanas utilizam preferencialmente este meio, inclusive para o
empréstimo de livros, não só entre elas, mas diretamente ao aluno. Observou-se que o
facsímile é disponibilizado em apenas 22,22% das bibliotecas do grupo americano para o
fornecimento de cópias de artigos, enquanto que entre as bibliotecas da USP este recurso está
disponível em 93,10%. Ressalta-se que seu uso efetivo, pelas bibliotecas da USP, foi limitado
a partir da disponibilidade de uso das redes para fornecimento de documentos.
Nas bibliotecas americanas pesquisadas não foram encontrados dados quanto ao fornecimento
eletrônico de cópias de documentos diretamente para o usuário fora do campus. Acredita-se
que entre as bibliotecas exista essa prática para a obtenção de cópias de artigos de periódicos
não existentes em seus acervos. Esta afirmação baseia-se, em princípio, nos dados obtidos na
relação de usuários do software Ariel para transmissão eletrônica de documentos. Por outro
lado, nas bibliotecas da USP o processo de obtenção de documentos foi agilizado com o uso
do software Ariel na comutação bibliográfica, principalmente após sua implantação pelo
SIBi/USP e adoção pelo programa COMUT Online, sendo já utilizado por 26 bibliotecas
(89,66%).
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�As formas de atendimento de referência estão representadas no Gráfico 4, com a indicação da
disponibilidade de e-mail, fax e telefone.
Gráfico 4
Relações entre as formas de
atendimento de referência nos
dois grupos de bibliotecas
No grupo de bibliotecas americanas, 100% dispõem de e-mail específico para atendimento
dos alunos de EAD, enquanto que 93,10% das bibliotecas da USP atendem seus usuários
através de e-mail. Ressalta-se que 55,56% do primeiro grupo dispõem também de formulário
eletrônico próprio, e apenas uma das bibliotecas da USP informou que oferece esse recurso.
Os dados referentes ao uso de fax e telefone nas bibliotecas da USP mostram que 89,66%
disponibilizam essas formas de atendimento, embora não se tenham medidas da proporção de
uso de cada uma delas. Sabe-se que as bibliotecas estão substituindo o uso destes recursos
pelos disponíveis na Internet, indo ao encontro das diretrizes recentemente estabelecidas pela
Divisão de Telecomunicações da USP em ofício circular de fevereiro de 1999. O uso do
telefone nas bibliotecas americanas (77,78%) é facilitado e muitas vezes há disponibilidade de
números especiais para chamada gratuita, enquanto que o fax é de uso mais restrito (33,33%).
Outros comentários
Treinamento de usuário - As bibliotecas da USP já ministram treinamentos presenciais com a
utilização de recursos eletrônicos, porém ainda não têm a experiência das bibliotecas
americanas na disponibilização via Web;
Participação em Convênios/Consórcios - As atividades de parceria estabelecidas pelos
convênios e consórcios, nos dois grupos estudados, demonstram a necessidade de integração
das bibliotecas às equipes multidisciplinares que devem constituir os grupos de trabalho para
o desenvolvimento de cursos de EAD;
Envolvimento das Bibliotecas da USP com a EAD - O pequeno envolvimento encontrado
evidencia a importância da conscientização da comunidade desta Universidade sobre os
benefícios da Educação a Distância, para atendimento das necessidades nacionais de
formação e capacitação de recursos humanos para o desenvolvimento do país. Mostra, ainda,
que mesmo as bibliotecas precisam se posicionar e se disponibilizar para fazer face à
evolução destas atividades na USP.
6 CONCLUSÃO E PROPOSIÇÕES
A Universidade de São Paulo vem atuando no sentido de estabelecer políticas e normalizar
procedimentos para o desenvolvimento dos cursos de EAD, seguindo tendência global de
descentralização e democratização do ensino.
A análise dos dados mostrou que as bibliotecas da USP já oferecem aos seus usuários
produtos e serviços informacionais automatizados, tendo desenvolvido uma cultura
organizacional no uso de tecnologias de informação que lhes dá condições de assumir o
desafio representado pelo atendimento aos alunos dos cursos de EAD, de forma eqüitativa.
Este é, sem dúvida, o momento para que o SIBi/USP, agindo em nível sistêmico, estabeleça
políticas e diretrizes que norteiem a participação das bibliotecas no processo de implantação
dos cursos de EAD, juntamente com professores e administradores.
Espera-se que os dados apresentados contribuam significativamente para essa definição, pelo
SIBi/USP, que permitirá às bibliotecas atuarem cada vez mais de forma sistêmica e eficaz.
Salienta-se que serão necessários estudos mais detalhados para o planejamento, organização e
administração desses serviços que não podem ser simplesmente estendidos aos novos alunos.
Face aos conceitos, tecnologias e dados abordados apresentam-se algumas proposições
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�relacionadas ao envolvimento das bibliotecas nos programas de EAD:
Participação das bibliotecas, desde a fase inicial de planejamento, dos programas de EAD de
suas unidades, bem como do desenvolvimento e avaliação destes;
Previsão, nos orçamentos dos programas de EAD, de verbas que viabilizem os serviços de
biblioteca e informação para os alunos desses cursos;
Designação de uma bibliotecária responsável que coordene as atividades de apoio da
Biblioteca relacionadas aos programas de EAD;
Envolvimento das bibliotecas em acordos com outras bibliotecas para prover serviços e
recursos aos alunos de EAD;
Elaboração de diretrizes que norteiem a atuação das bibliotecas no desenvolvimento das
atividades de apoio aos cursos de EAD, ou tradução e adaptação do “Guidelines” da
Association of College and Research Libraries ou da Canadian Library Association como guia
de planejamento para apoio da Biblioteca à EAD.
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Produtos e serviços de informação disponíveis em bibliotecas acadêmicas: estudo para apoio aos programas de educação a distância. 71</text>
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              <text>Sadi, Benedita Silveira Campos, Reis, Manuela Gea Cabrera</text>
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              <text>Através de revisão bibliográfica e busca na Internet seleciona nove bibliotecas acadêmicas americanas para obter dados de serviços e produtos oferecidos aos alunos de cursos de Educação a Distância (EAD). A partir deste referencial documentário elabora questionário e coleta dados de serviços e produtos similares oferecidos aos usuários em geral das bibliotecas do Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP). Analisa os resultados obtidos e estabelece relações entre os dados das bibliotecas americanas selecionadas e os obtidos na coleta nas bibliotecas do SIBi/USP. Propõe alguns caminhos para que o SIBi/USP possa estabelecer políticas e diretrizes para as atividades de apoio das Bibliotecas aos cursos de EAD das unidades de ensino da USP.</text>
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