<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6428" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6428?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T14:39:07-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5491">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/61/6428/SNBU2000_046.pdf</src>
      <authentication>b37709065206a8514633779d3474ea93</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="72880">
                  <text>PROJETO DE PESQUISA

AS EXPECTATIVAS DOS BIBLIOTECÁRIOS ANTE À BIBLIOTECA VIRTUAL: O CASO DAS
BIBLIOTECAS CENTRAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DO MARANHÃO E DA
PARAÍBA.

EQUIPE TÉCNICA:
Isabel Cristina dos Santos DINIZ
E-mail: isabel_diniz@hotmail.com
Maria das Gracas TARGINO Moreira Guedes
Professora Visitante do Curso de Mestrado Interinstitucional em Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba/Universidade Federal de Minas Gerais
Doutora em Ciência da Informação, Universidade de Brasília
Professora Orientadora
Francisca Arruda RAMALHO
Professora Adjunta II do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da Universidade
Federal da Paraíba
Doutora em Ciência da Informação, Universidad Complutense de Madrid
Professora Co-Orientadora
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO
CURSO DE MESTRADO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
CAMPUS UNIVERSITÁRIO I
58015-970 – João Pessoa – PB - Brasil
Telefax: (02183) 216-7483
E-mail: cmci@ccsa.ufpb.br ou eliany@openline.com.br
Home page: http://www.openline.com.br/~eliany

Resumo: Considerando a importância da informação para o desenvolvimento da sociedade
contemporânea, mais especificamente, a informação eletrônica disponível on-line, analisa-se o
seu canal de transferência, a biblioteca virtual (BV). Esta análise fundamenta-se na evolução da

�biblioteca até os dias atuais e nos aspectos básicos da BV, como terminologia, concepção,
organização e características. Sob tal perspectiva, objetiva-se estudar as expectativas dos
bibliotecários das bibliotecas centrais das universidades federais do Maranhão (UFMA) e da
Paraíba (UFPB) face a BV, buscando: (a) identificar a realidade das bibliotecas centrais desses
profissionais quanto ao uso de recursos tecnológicos para acesso, tratamento e recuperação da
informação; (b) analisar o nível de conhecimento, as idéias e informações que esses
bibliotecários mantêm em relação à BV; (c) categorizar as terminologias utilizadas e as
concepções dos bibliotecários frente à BV; (d) detectar as causas que facilitam ou dificultam a
expansão das ações no âmbito das BV na realidade estudada; (e) verificar a pertinência entre o
nível de qualificação profissional e a formação acadêmica dos profissionais versus requisitos
exigidos para a expansão da BV; (f) identificar o nível de (des)crédito dos bibliotecários frente à
BV; (g) estabelecer parâmetros comparativos entre as expectativas dos bibliotecários do
Maranhão e da Paraíba. O universo compreende o total de 50 bibliotecários que atuam nas
bibliotecas centrais estudadas: 13, na UFMA e 37, UFPB. O instrumento de coleta de dados
consiste de um roteiro de entrevista estruturada em três segmentos. O primeiro destina-se à
identificação do respondente, enquanto a seguinte destina-se a apreender a realidade das
bibliotecas quanto ao nível de adesão às novas tecnologias. A etapa final visa a identificar as
expectativas dos bibliotecários no que se refere à BV. Os dados coletados serão analisados,
interpretados e discutidos sob a perspectiva qualitativa e quantitativa.

EIXO TEMÁTICO: VIRTUALIZAÇÃO DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA

2

�1

JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO
A idéia de estudar a biblioteca virtual (BV) nasceu ainda ao longo do curso de graduação

em Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no âmbito do Programa
Especial de Treinamento (PET) da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (CAPES), quando da preparação do seminário A Internet e suas implicações
sociais, em que um dos tópicos abordados versava sobre a biblioteca virtual. As colocações
então delineadas despertaram o desejo de conhecer com mais profundidade essa nova faceta da
instituição biblioteca, suas implicações e problematização.
Como conseqüência, quando do cumprimento regimental para elaboração do trabalho de
conclusão de curso (TCC), selecionamos o referido tema, mediante a apresentação da
monografia intitulada Biblioteca virtual: análise e reflexões teóricas (Diniz, 1997). Nesse
primeiro momento, ao mesmo tempo que constatamos a expansão vertiginosa da BV em termos
mundiais, como alternativa de busca, disponibilização e recuperação, incorporando a
possibilidade de acesso a informações as mais diversificadas possíveis, tanto no que concerne ao
aspecto quantitativo como qualitativo, através das redes eletrônicas de comunicação,
percebemos, também, uma série de questionamentos no que diz respeito à sua interpretação,
conceituação e organização.
Aqui, é imprescindível lembrar que o avanço científico e tecnológico, no qual se inserem
a emergência e o desenvolvimento da biblioteca virtual, está, ele próprio, imerso no fenômeno da
globalização. Esta, por sua vez, implica, inevitavelmente, o acesso às novas tecnologias de
informação e de comunicação (NTIC), o que evidencia a força da informação. O eixo da
economia passa a ser a produção, distribuição e difusão da informação, gerando um novo setor

3

�do sistema produtivo, o quaternário, o qual se refere às atividades da indústria da informação e
do conhecimento, de tal forma que a sociedade contemporânea ganha, merecidamente, o epíteto
de sociedade da informação ou de forma mais ampla era da informação. Só que, da mesma forma
que a globalização não elimina as disparidades existentes entre regiões, países e continentes, o
desenvolvimento da ciência e tecnologia (C&amp;T) também não se dá de forma eqüitativa, existindo
sempre o risco de acentuar a relação desigual de poder entre o Norte e o Sul, entre regiões mais
ou menos favorecidas, entre instituições mais ou menos progressistas.
Diante do exposto, vemos que a biblioteca virtual não pode atravessar a mesma trajetória
em nações distintas, uma vez que são inegáveis as diferenças entre as regiões de um mesmo país
e até mesmo dentre instituições de uma mesma região. Por outro lado, discorrer sobre a BV
extrapola a análise simplista dos seus impactos em relação aos serviços de informação e à nova
configuração de bibliotecas, centros de informação e documentação. Incorpora o estudo sobre as
expectativas do profissional bibliotecário, utilizando-se o termo expectativas como probabilidade
ou possibilidade de obter as vantagens possíveis mediante a implantação, implementação e
expansão das BV. Isto porque, o bibliotecário precisa se integrar ao novo contexto histórico,
econômico, social e cultural. Aliás, a atualização profissional é condição essencial a qualquer
indivíduo inserido no mercado de trabalho. É a época do profissional empreendedor, versátil,
capaz de mudar, inovar, ousar, enfim, acompanhar as mutações que se processam de forma
incessante na sociedade.
Como decorrência, diante da impossibilidade de um estudo que contemple o contexto
nacional em sua totalidade, devido à amplitude e singularidades das regiões geográficas
brasileiras, optamos pelas bibliotecas centrais (BC) das UFMA e Universidade Federal da
Paraíba (UFPB). A primeira, instituição de origem dos estudos de graduação; a segunda,
instituição de ensino superior (IES) selecionada para início da nossa pós-graduação stricto sensu.

4

�Colocamo-nos diante do desconhecimento de como tais profissionais estão se portando frente à
BV. Sabemos que em tais universidades não existem efetivamente bibliotecas virtuais. Porém, é
provável que, em decorrência do desenvolvimento tecnológico aplicado a recursos da biblioteca,
eles acessem e efetivem levantamentos bibliográficos via BV através de outras universidades e
institutos de pesquisa, recorram a bases de dados, compact disc read only memory (CD-ROMs),
à comutação bibliográfica (COMUT) on-line e à Internet.
Em outras palavras, a opção em estudar bibliotecários lotados em bibliotecas
universitárias federais explica-se porque, apesar dos percalços, ainda são elas as instituições com
mais possibilidades de adotar as NTIC na esfera de suas estruturas organizacionais. As
bibliotecas universitárias e especializadas, em geral, são as unidades de informação que mais se
direcionam para a utilização de BV, haja vista que ambas estão inseridas em centros de fomento
à pesquisa científica. Assim, tudo indica que mesmo a inexistência de bibliotecas virtuais em sua
instituições de origem não elimina o interesse dos bibliotecários em acompanhar o que está
acontecendo, nem os dissocia do contexto dos impactos causados pela expansão vertiginosa das
NTIC, ainda que observações empíricas permitam inferir que, grosso modo, o ensino superior
nessa área apresenta lacunas, principalmente quanto à aplicação de meios tecnológicos no
processamento técnico da informação, como a indexação automatizada, sem mencionar as
condições técnicas, financeiras e de funcionamento das bibliotecas, visivelmente precárias; a
ênfase para os serviços técnicos e o distanciamento das causas sociais. É a oportunidade, pois, de
apresentar à administração das bibliotecas centrais dessas duas instituições de ensino
informações consistentes e fundamentadas sobre o nível de conhecimento e a qualificação de
seus bibliotecários ante a BV. Diante do exposto, procuramos respostas para tais
questionamentos, a partir de uma indagação:
QUAIS AS EXPECTATIVAS DOS BIBLIOTECÁRIOS DAS BIBLIOTECAS CENTRAIS DAS

5

�UNIVERSIDADES FEDERAIS DAS CIDADES DE SÃO LUÍS - MA E JOÃO PESSOA - PB
ANTE A BIBLIOTECA VIRTUAL?
O objeto de estudo da pesquisa está, pois, intimamente ligado ao da Ciência da
Informação, visto que estudaremos a relação entre a pragmática social da informação e as
relações de vida dos sujeitos, no caso, o bibliotecário, inseridos no contexto em que atua.
Retomamos, assim, a questão do desenvolvimento regional, que traz à tona as práticas
informacionais de geração, transferência, acesso e uso da informação executadas pelo
bibliotecário dentro da realidade sócioeconômica, cultural e política da região Nordeste.

3

REFERENCIAL TEÓRICO

3. 1

Sociedade e biblioteca virtual
A grosso modo, propalando as idéias de Landoni et al., Marchiori (1997a) refazemos a

história da biblioteca em três fases. A biblioteca tradicional que vai de Aristóteles ao começo da
automação de bibliotecas. A biblioteca moderna ou automatizada que recorre ao computador
para serviços básicos com vistas à organização dos acervos e agilização da recuperação da
informação, ainda que vinculada, na maioria dos casos, a coleções isoladas, e, quando muito a
serviços cooperativos precários. A biblioteca eletrônica que permite o resgate de informações,
mediante o acesso de textos completos disponibilizados on-line.
De qualquer forma, afirmamos que, em termos genéricos, cada vez mais, a biblioteca
muda a sua concepção histórica de depósito de livros para instituição voltada para a
disseminação das informações as mais diversificadas - eletrônicas e em papel -, de forma
dinâmica e veloz. Disponibiliza, agora, uma combinação quase infindável de materiais
convencionais e eletrônicos. Ao lado de livros, revistas, periódicos, folhetos, jornais, atlas,
mapas etc., estão materiais iconográficos (gravuras, eslaides, lâminas, postais, desenhos etc.),

6

�CD-ROMs, softwares em disquetes, bases de dados on-line, teletextos, videotextos, audiotextos,
hipertextos, periódicos eletrônicos, jornais diários em formato eletrônico, dentre outras
novidades lançadas quase cotidianamente no mercado. E mais, além da guarda e manutenção do
acervo, atua como centros culturais. Oferece ao público-alvo uma gama de atividades, como
exposições, cursos, palestras, filmes, jogos, peças de teatro, entre outras.
Obviamente, tais alterações repercutem em toda a sua estrutura física, técnica e de
pessoal, e sobretudo, representam a transformação de paradigmas. É a substituição do modelo de
biblioteca centrado na disponibilidade, em que predomina o just in case, com ênfase no tamanho
da coleção e na possibilidade do browsing real, por um novo modelo centrado na acessibilidade,
em que prevalece o just in time, o que coloca em evidência a Internet como elemento facilitador,
à medida que permite que as informações fluam, favorecendo o processo de disseminação e
popularização da informação. É a consolidação da mudança de paradigma do acervo para a
informação, do suporte físico para a informação. Nesta perspectiva, a biblioteca perde sua
estrutura física, tornando-se sem paredes, invisível. O seu acervo torna-se intangível. O seu
acesso pode ser feito de qualquer parte do mundo.
No entanto, não é necessário retomar as idéias antes discutidas sobre disparidades
regionais, para compreender que tais mutações não se dão de forma similar dentre nações,
regiões, estados e instituições, e o que é relevante, nem mesmo dentre os distintos tipos de
bibliotecas. Caracterizadas pelo grau de similaridade de acervos, tipos de usuário, serviços
prestados, atividades desenvolvidas e vinculação administrativa, considerando as bibliotecas
escolares, públicas, nacionais, particulares, ambulantes, infanto-juvenis, especializadas,
universitárias etc., são estas duas últimas as que apresentam maior grau de desenvolvimento,
com nível razoável de programas de integração e cooperação, além de primeiro utilizaram
bancos de dados como forma de otimizar seus recursos bibliográficos.

7

�Em suma, se algumas bibliotecas vislumbram a possibilidade de atuar como centros
dinâmicos de informação, com coleções atualizadas e disponíveis via suportes modernos de
recuperação, prevalecem bibliotecas com nível técnico rudimentar, acervo precário tanto em
termos de conservação como de atualização, ao lado de condições físicas deficientes. É esta a
realidade das regiões, onde o governo não considera a informação como recurso estratégico para
o desenvolvimento. E não se trata de elucubrações. Recentemente, no primeiro semestre de 1999,
o então titular do Ministério da Ciência e Tecnologia, diante da constatação inquestionável de
que 80% da pesquisa que se faz em território nacional advém do SE, afirma literalmente: “É
razoável que assim seja, porque não faz sentido o governo financiar pesquisa que não seja de
boa qualidade. E se a pesquisa nos estados mais pobres tende a ser de menor qualidade, é
inevitável que isso aconteça” (Pequeno, 1999, p.5), o que traz à tona os contrastes flagrantes
entre as regiões brasileiras e que integram o cotidiano brasileiro e o gap existente entre os
estados brasileiros quanto ao nível de produção de informação e conhecimento, e por extensão,
quanto ao nível de suas instituições.
Isto significa que, no Brasil, a BV ganha força apenas em meados de 1980, sobretudo
entre as entidades do Centro-Sul. As informações em suporte eletrônico passam a ser usadas com
intensidade, permitindo a cooperação e a partilha de recursos - catálogos, coleções e serviços
mantidos pelas unidades de informação conectadas em rede - entre as bibliotecas e demais
unidades de informação, buscando-se suprir ao máximo a demanda dos usuários. Como
conseqüência do conjunto tecnológico, ou seja, de todas as tecnologias aplicadas no campo da
biblioteconomia, procedimentos técnicos para preparação das fontes informacionais são revistos,
conduzindo à extinção de uns, alteração de outros, fusão de alguns ou reformulação radical de
mais outros, visando à consecução das novas funções da BV.

8

�3. 2.1

Biblioteca virtual – conceituação e caracterização

“Falar sobre a biblioteca do futuro perpassa por longas discussões a começar pelas
diferentes denominações e conceituações existentes na literatura internacional, a qual,
muito polêmica, controvertida, rica e volumosa, envolve variados aspectos e
abordagens referentes ao tema...” (Ferreira et al., 1997, p.218).
Sem dúvida, a noção de uma biblioteca não física provoca infindáveis discussões no que
diz respeito a conceitos, características, estruturas e terminologias, quer como continuação e
aperfeiçoamento dos sistemas tradicionais, quer como unidades de informação independentes,
“que conviverão em espaços diferenciados daqueles das bibliotecas já estabelecidas”
(Marchiori, 1997b, p.117). Aliás, essa autora, em uma outra publicação (1997a), arrola termos
que estão sendo adotados, ainda que sem tanta precisão do ponto de vista terminológico e
conceitual: biblioteca polimídia; biblioteca eletrônica/e-library; biblioteca virtual/virtual library;
biblioteca de realidade virtual; biblioteca digital; biblioteca não física; desktop library illimited;
without walls library; biblioteca biônica; biblioteca ciberteca etc. Dentre tais opções,
considerando a revisão de literatura empreendida por Fernandes (1999), Marchiori (1997b) e
Marconi, Gomes (1999), em que retomam a classificação de Barker (1996), fundamentada no
impacto das NTIC ao sistema informacional mundial, sintetizamos, aqui, quatro tipos de
bibliotecas:
❶ biblioteca polimídia
“É uma biblioteca similar à biblioteca convencional de hoje, contendo livros na forma
tradicional que convivem com vídeos, fitas, CD-ROMs, microfilmes, software de computadores
etc.” Mesmo dispondo de computadores para os usuários, seus processos de gerenciamento e
organização são quase sempre manuais e as novas tecnologias não são utilizadas para automação
da própria biblioteca (Marchiori, 1997b, p. 118).

9

�❷ biblioteca eletrônica
Refere-se à biblioteca cujos processos básicos são de natureza eletrônica, o que significa
efetiva

utilização dos computadores na armazenagem,

tratamento, recuperação e

disponibilização de registros, incluindo a construção de índices on-line, busca de textos na
íntegra e digitalização de livros. Pressupõe o uso extensivo de meios eletrônicos que coexistirão
com as publicações eletrônicas, sendo possível remeter-se ao bibliotecário e a sistemas
especialistas, compreendidos como programas de computador interativos, capazes de competir
com as ações de negociação efetivadas pelo bibliotecário em certas estratégias de busca.
❸ biblioteca digital
A biblioteca digital não mantém informações no formato tradicional, disponibilizando-as
tão-somente na forma digital, em meios diversificados de armazenagem, como as memórias
eletrônicas - discos magnéticos e óticos. Neste caso, a informação demandada é acessada, em
locais específicos e remotamente, através de redes eletrônicas de informação, o que garante
vantagens adicionais – compartilhamento imediato, relativa facilidade e custo mais baixo.
❹ biblioteca virtual
A condição sine qua non para a sobrevivência da BV é a realidade virtual. Caracteriza-se
por reproduzir o ambiente de uma biblioteca em duas ou três dimensões mediante um software
próprio acoplado a um computador, de tal forma que, ao entrar numa BV, o usuário, como diz
Marchiori (1997b, p. 118), possa “circular entre as salas, selecionar um livro nas estantes,
‘tocá-lo’, abri-lo e lê-lo”, embora o livro exista somente no computador e na sua mente.
Contrapondo-se a tal posicionamento, Poulter, referenciado pela autora acima citada, nomeia este
tipo de biblioteca como – biblioteca de realidade virtual – assegurando que são instâncias
distintas. Em sua opinião, o conceito de BV relaciona-se sempre com o conceito de acesso,
através de redes, a recursos informacionais disponíveis em sistemas de base computadorizada,

10

�em geral, remotos, enquanto a biblioteca de realidade virtual assemelha-se a uma nova forma de
catálogo on-line de acesso público, construída a partir da tecnologia de realidade virtual.
Diante da impossibilidade de posições consensuais, adotamos uma visão macro, segundo
a qual, na expressão – biblioteca virtual – o termo virtual opõe-se ao físico. Através de um
terminal conectado às redes eletrônicas, o usuário percorre “estantes” e “folheia” os
documentos desejados, onde quer que estes estejam, sem necessidade de locomoção, o que
proporciona o encurtamento ou a extinção de distâncias geográficas. É o fim do espaço físico. É
a ênfase, como discutido, ao acesso à informação e não mais à dimensão do acervo, como nas
demais bibliotecas.
Neste contexto, a BV configura-se como mecanismo que arrola todo o tipo de
informação, apresentando links e possibilidades infinitas de intercâmbio entre as unidades de
informação interligadas em rede, alterando as concepções sobre a instituição biblioteca dentre as
camadas sociais, uma vez que possui características distintas, descritas no QUADRO 2:

QUADRO 2 – Características da Biblioteca Virtual
Acesso somente através de redes eletrônicas de informação
Acesso a todo o tipo de informação
Conjunção harmônica entre impressos e eletrônicos – possibilidade de conversão do eletrônico para o impresso
Ênfase na liberdade intelectual – todos têm direito de publicar suas idéias
Manutenção de catálogos eletrônicos on-line
Possibilidade de maior fluxo de comunicação entre bibliotecários e ente as demais categorias profissionais
Possibilidade ilimitada de navegação via links por diferentes bibliotecas, instituições, textos etc.
Disseminação mais abrangente de informações
Utilização simultânea da mesma informação por múltiplos usuários
Aproveitamento de todas as potencialidades do espaço virtual
Uso de ferramentas que agilizam a recuperação de informações
Inexistência de intermediação no processo de acesso à informação
Acesso global
Maximização dos processos de produção e atualização dos estoques de informação
Aperfeiçoamento no planejamento e gerenciamento dos recursos informacionais
ADAPTAÇÃO
DA DINIZ, I. C. dos S. Biblioteca virtual: análise e reflexões teóricas. São Luís: UFMA. 1997.
FONTE:
Monografia (Graduação em Biblioteconomia) – Departamento de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Maranhão, 1997. 123 p. p. 51.

11

�Sumariando, uma visão promissora da BV engloba duas perspectivas: o uso de
bibliotecas no espaço cibernético ou a construção de uma biblioteca nesse espaço. Em qualquer
circunstância, a tônica é o livre acesso à informação. Um sistema de informação baseado no
conceito de BV “...pressupõe a potencialização da ação desse sistema na identificação,
localização, tratamento, busca e disponibilidade de informações, sem a necessidade da
manutenção de acervo interno.” (Rezende, Marchiori, 1994, p. 351).

3.2.2

O bibliotecário e a biblioteca virtual

Na sua origem, o bibliotecário é essencialmente um erudito, com a preocupação máxima
de reunir e classificar, de forma sistemática e lógica, os conhecimentos registrados sob a forma
de documentos. Tal postura prevalece até início do século XIX, quando as bibliotecas públicas
favorecem a expansão de sua atuação, como um dos profissionais inseridos no processo
educacional da população. Mas, paradoxalmente, as coleções continuam como seu alvo
principal, mediante a coleta, armazenagem e preservação das informações geradas, o que reforça,
na esfera social, a imagem de “guardião de livros”, até que, com o aumento da massa
documental e a diversificação das demandas informacionais em nível de usuários, o bibliotecário
muda seu foco central de interesse para o domínio do assunto e conteúdo dos documentos. Como
Santos, Rocha (1998) reforçam, a ênfase na estocagem de informação e não de conhecimentos
limita a sua atuação, desvaloriza a profissão e, mais do que isto, na sociedade contemporânea,
cuja tônica reside na adoção de novas tecnologias e na força da informação, provoca um clima de
inquietação e uma grave crise de identidade profissional.
Assim, é preciso que o bibliotecário vença o marasmo que ronda as tarefas meramente

12

�tecnicistas e assuma o perfil de um

profissional inovador, com novas competências e

qualificações técnicas, além de atributos de caráter pessoal e interpessoal: criatividade; atuação
interdisciplinar; especialização; habilidades gerenciais; capacidade de adaptação a novas
situações; conhecimento de informática e de idiomas estrangeiros; conhecimento da teoria da
informação etc. Para Lancaster (1994), não há tempo a perder. O uso da tecnologia vem se
difundindo de forma tão veloz, que já atinge todos os campos do conhecimentos e os diferentes
públicos, mormente o usuário de bibliotecas. Estas, como produto da sociedade, necessitam se
adaptar a essas mudanças, e o bibliotecário que permanecer fora do contexto tende a ser
substituído.
O profissional passivo, acomodado e estático deve dar lugar a um profissional agressivo,
ousado e dinâmico, que assuma funções, como a de consultores, indexadores, especialistas em
informação etc. Para tanto, é urgente rever o cerne dos cursos de graduação em biblioteconomia,
base da formação profissional. Seus currículos contemplam disciplinas ultrapassadas diante do
novo cenário tecnológico. De acordo com Gomes, Melo, Santos (1997), há quem preveja o
desaparecimento das escolas de biblioteconomia/ciência da informação, caso insistam em
preparar profissionais direcionados para serviços tão-somente técnicos e mecanicistas.
Entretanto, a bem da verdade, já existem cursos em processo de adequação ao novo panorama,
lançando no mercado, aqueles que podem ser considerados cibertecários - bibliotecários do
futuro -, os quais detêm conhecimentos básicos de informática e idiomas, para enfrentar com
competitividade o mercado de trabalho. Isto porque, face à omissão e ao comodismo dos
bibliotecários, com relativa freqüência, as BV estão sendo implantadas, implementadas e
gerenciadas por especialistas de outras áreas ligadas à informação, como administradores de
bases de dados e gerentes de informação.

13

�Logo, com a expansão da BV, enfrentamos uma realidade, determinante para mudanças
drásticas no perfil do bibliotecário. Diante dela, o profissional deverá ser capaz de localizar,
adquirir, tratar e disponibilizar informações eletrônicas em rede, através de serviços/ferramentas
de inteligência artificial. O usuário não tem a noção de que, por trás de toda a organização da
BV, estão profissionais que tratam e disponibilizam informações e recursos para a recuperação
restrita ou exaustiva de acervos nacionais ou estrangeiros, o que requer o domínio de softwares
interativos com interface amigável para o usuário. É a tentativa para fortalecer a biblioteca
virtual como possibilidade real e não utopia, dando ao profissional bibliotecário uma nova
posição como agente social:
“[a BV] (...), apoiada na conexão com bancos e bases de dados, redes eletrônicas de
comunicação e ‘bibliotecas-armazenadoras’ situadas localmente ou no exterior (...)
reduz os inputs internos ao mesmo tempo que permite acesso a um conjunto de fontes e
acervos muito mais amplo e diversificado do que aquele que, porventura, viesse a ser
criado internamente. O sistema de informação, assim construído, seria baseado na
figura de um profissional com características de um information broker, o qual,
utilizando-se de buscas em bases de dados e em convênio com tal centros
armazenadores, gerencia, ágil e flexivelmente, a busca e acesso à (sic) fontes de
informação, onde quer que se encontrem.” (Rezende, Marchiori, 1994, p. 350).
É necessário impor novas idéias, dominar novas estratégias de atendimento ao público,
investir no marketing profissional, a fim de mostrar quem é, o que faz e o que é capaz de fazer. O
medo e o temor devem dar lugar ao sentimento de que a aplicação do computador aos serviços
técnicos da biblioteca é de vital importância. É o computador a serviço do homem. A inteligência
artificial é resultado da inteligência humana e o homem jamais será superado pelo computador,
pois a inteligência humana é em si mesma ilimitada. A aplicação dos recursos tecnológicos aos
serviços bibliotecários visa a descentralizar e agilizar rotinas, podendo ser visto como elemento
de apoio, até porque o computador efetua o processamento em massa de informações.
Ademais, o conhecimento das necessidades dos usuários e a manutenção de outras ações

14

�que integram o cotidiano do bibliotecário persistem como vitais e imprescindíveis: estudo dos
usuários – como os usuários apresentam modificações comportamentais diante das NTIC, urge a
adoção de novas técnicas de estudo; seleção – procedimento que se faz em rede, mediante o
auxílio de ferramentas de recuperação de informações no formato eletrônico; organização – as
informações disponíveis em rede não prescindem de organização; indexação – passo
fundamental na recuperação da informação, principalmente a eletrônica, dentre outras.
Isto significa que, algumas competências “tradicionais” do profissional bibliotecário
podem e estão sendo utilizadas na era da informação, devidamente adaptadas à natureza das
informações eletrônicas. Rodrigues (1997), fazendo alusão aos serviços de referência, por
exemplo, mostra que são eles úteis em certas circunstâncias, variando desde a forma tradicional
de entrevista de referência até a utilização de áudio e videoconferências para entrevistas remotas,
correio eletrônico e world wide web (WWW). Tudo indica que é hora de o bibliotecário se elevar
positivamente na sociedade, a tal ponto que York (1997) afirma ser este o momento mais
interessante para o exercício da profissão, haja vista que, segundo Lancaster (1994), todas as
tecnologias aplicadas à informação, incluindo a BV são de responsabilidade do bibliotecário,
dentro deste novo contexto.
Bibliotecas e bibliotecários têm sido profundamente influenciados pelo avanço
tecnológico, o que lhes impossibilita de permanecerem à margem do processo. Urge seguirem
novos rumos para suprir as demandas informacionais do público, a partir da conscientização de
que se este caminha em direção à realidade de um mundo eletrônico e virtual, é preciso assumir
o treinamento que permita ao usuário explorar a riqueza de possibilidades dos meios eletrônicos.
O bibliotecário precisa assumir a postura de moderno profissional de informação, a quem
compete fornecer a informação certa, da fonte certa, ao cliente certo, pelo meio certo, no
momento certo e a um custo justo. Isto porque o usuário da sociedade hodierna dispõe cada vez

15

�mais de uma cultura informacional que lhe permite gerar bases de dados, navegar com facilidade
nas redes eletrônicas de informação e criar seu próprio corpo de conhecimentos, constituindo
suas próprias BV, sem a necessidade de intermediários. É o momento de, a exemplo de qualquer
outro especialista, o bibliotecário desenvolver habilidades na síntese da informação e
conhecimentos nas áreas gerenciais e de políticas de informação, além do domínio pleno das
NTIC, como alerta Targino (1998).
Finalizando, a passagem de uma economia industrial para uma economia centrada na
geração do conhecimento traz impactos imensuráveis para a sociedade contemporânea,
transmutando modos de pensar e de interagir com o mundo, e afetando a vida de todos os
profissionais. No caso específico do bibliotecário, em estudo sobre o uso de documentos
eletrônicos em bibliotecas, Malinconico, Warth (1995), ao mesmo tempo que verificam a
versatilidade dos mesmos e a rápida aceitação por parte dos usuários, percebem que esse
profissional está, de fato, sofrendo impacto muito grande com as mudanças de ordem
tecnológica. Ao que parece, sobretudo entre os mais desavisados, paira a incerteza sobre o futuro
da profissão, diante da ameaça de redução de emprego, haja vista que, em termos genéricos,
trabalhadores têm sido retirados do processo produtivo, com a introdução das novas tecnologias.
Só que, são infinitos os horizontes que as NTIC apontam, despertando novas concepções de
mundo e alternativas diversificadas.

4

PLANO DOS OBJETIVOS

4.1

Objetivo geral

16

�Analisar, no contexto das novas tecnologias de informação e de comunicação, as
expectativas dos bibliotecários das bibliotecas centrais das universidades federais das
cidades de São Luís – MA e João Pessoa – PB ante a biblioteca virtual.

4.2

Objetivos operacionais

❶ Identificar os recursos tecnológicos para acesso, tratamento e recuperação da
informação existentes nas bibliotecas universitárias pesquisadas
❷ Analisar o nível de conhecimento, as idéias e informações que os bibliotecários
pesquisados mantêm em relação à biblioteca virtual
❸ Categorizar as terminologias utilizadas e as concepções dos bibliotecários frente à
biblioteca virtual
❹ Detectar as causas que facilitam ou dificultam a expansão das ações no âmbito das
bibliotecas virtuais na realidade estudada
❺ Verificar a pertinência entre o nível de qualificação profissional e a formação
acadêmica dos profissionais versus requisitos exigidos para expansão da biblioteca
virtual;
❻ Identificar o nível de (des)crédito dos bibliotecários frente à biblioteca virtual
❼ Estabelecer um cotejamento entre as expectativas dos bibliotecários do Maranhão e da
Paraíba quanto à questão da biblioteca virtual.

5

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

5.1

Área geográfica
Região: Nordeste

17

�Estados: Maranhão e Paraíba
Instituições: Universidade Federal do Maranhão/Biblioteca Central
Universidade Federal da Paraíba/Biblioteca Central

5.2

Descrição da população
A população compreende o total de 50 bibliotecários lotados nas bibliotecas centrais em

foco, distribuídos na UFMA (13) e UFPB (37). Como não se trata de um grupo tão numeroso, as
informações, a princípio, serão coletadas dentre todos os elementos, sem necessidade de recorrer
ao processo de amostragem, acrescentando-se que a aparente diferença numérica se dirime no
tratamento estatístico, quando se lança mão da proporcionalidade.

5.3

Coleta de dados

5.3.1

Descrição do instrumento de coleta

Considerando, essencialmente, os fatores: facilidade de contato pessoal com os
elementos que compõem a amostra, em termos quantitativos; facilidade de contato por se
identificarem com o pesquisador em área de atuação; facilidade de contato por estarem reunidos
somente em duas bibliotecas, ambas de fácil acesso; e a possibilidade de maior índice de
respostas, como reconhecido consensualmente entre autores de renome, como Laville, Dionne
(1999); optamos pela entrevista estruturada, que pressupõe um roteiro previamente elaborado,
permitindo o auxílio de gravador para garantia da fidedignidade das respostas. Em consonância
com os objetivos formulados, o instrumento, com o total de 24 perguntas abertas e fechadas,
segue esta estruturação:

18

�Segmento A - dados de identificação do respondente, como: nome completo, sexo, faixa
etária, nível acadêmico,tempo de serviço na biblioteca, setor ou seção de lotação oficial, e
a(s) atividade(s) principal(ais) exercida(s)
Segmento B – caracterização da biblioteca, como: tecnologias disponíveis
(equipamentos e recursos); nível de utilização da Internet; promoção de cursos, estágios,
treinamentos etc. para os profissionais-bibliotecários; especificação dos cursos, estágios,
treinamentos etc. e tempo de duração, se for o caso ; freqüência dos cursos, estágios,
treinamentos etc., se for o caso ; comentários sobre cursos, estágios, treinamentos etc., em
qualquer caso; comentários sobre as perspectivas quanto às NTIC
Segmento C - biblioteca virtual, como: nível de conhecimento da BV; concepção sobre a
BV; terminologia acerca da BV; experiência sobre BV através da interferência de outras
instituições e comentários; experiência sobre BV através da participação em pesquisas e
comentários; menção de causas que facilitam a expansão das BV; menção de causas que
dificultam a expansão das BV; opinião sobre a BV como elemento de valorização da
profissão de bibliotecário; expectativas diante da BV – crédito/descrédito.

5.4

Análise dos dados

Após a coleta e transcrição das questões abertas, iniciaremos a análise dos dados,
mediante a codificação dessas questões, para tabulação eletrônica através do soft Statistical
Package for the Social Sciences (SPSS), juntamente com as perguntas fechadas. Dispostos em
tabelas e gráficas, os dados serão analisados, discutidos e interpretados, em termos quantitativos
e qualitativos com base na literatura discutida e evidências detectadas, contemplando os
seguintes indicadores:

19

�❑ Realidade das bibliotecas centrais : tecnologias disponíveis (equipamentos e recursos); nível
de utilização da Internet; promoção de cursos, estágios, treinamentos etc. para os
profissionais-bibliotecários; perspectivas quanto às NTIC; parâmetros comparativos entre as
duas instituições em pauta.
❑ Expectativas dos bibliotecários:

nível de conhecimento da BV; nível de concepção e

terminologia sobre a BV; nível de experiência em BV através de cursos, treinamentos,
pesquisas etc.; nível de percepção das causas que facilitam e dificultam a expansão das BV;
nível de percepção quanto à BV como elemento de valorização da profissão; nível de
crédito/descrédito.

10

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

BARKER, P. Living books and dynamic electronic libraries. In: CONGRESSO REGIONAL DE
INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA DA SAÚDE, 3., 1996, Rio de Janeiro - RJ. Anais... Rio de
Janeiro: OPAS, 1996. 102p. p.80-96.

20

�CASTELLS, M. A sociedade em rede: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra,
1999. 617p. v.1
DINIZ, I. C. dos S. Biblioteca virtual: análise e reflexões teóricas. São Luís: UFMA. 1997.
Monografia (Graduação em Biblioteconomia) - Departamento de Biblioteconomia da
Universidade Federal do Maranhão, 1997. 123 p.
FERNANDES, M. C. Alegria que durou pouco. Época, São Paulo, p.23-25, 12 jul. 1999.
FERREIRA, S. M. S. P. et al. “Futura”: uma base de dados sobre a biblioteca do futuro. Ciência
da Informação, Brasília, v.26, n.2, p.218-220. maio/ago.1997.
GOMES, M. Y. F. S. de F., MELO, M. V. P. de, SANTOS, M. C. P. Perspectivas profissionais
face às novas perspectivas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E
DOCUMENTAÇÃO, 18., 1997, São Luís - MA. Anais... São Luís: FEBAB, 1997.
LANCASTER, F. W. Ameaça ou oportunidade? O futuro dos serviços da biblioteca à luz das
inovações tecnológicas. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte,
v. 23,n.1, p.7-27, jan./jun. 1994.
LAVILLE, C., DIONNE, J. A construção do saber; manual de metodologia da pesquisa em
ciências humanas. Porto Alegre: ARTMED, 1999. 340 p.
LÉVY, P. O que é o virtual? São Paulo: Ed. 34, 1996. 160p.
MALINCONICO, S. M., WARTH, J. C. The use of electronic documents in libraries. In: IFLA
GENERAL CONFERENCE, 61., 20-26 Aug. 1995, Istambul. Booklet N0 6... Istambul:
IFLA, 1995. 132 p. p. 44-51. (Paper No 125-IT-1/SER-4-E).

MARCHIORI, P. Z. Biblioteca virtual em construção. [on-line]. Disponível via http://www.eca.
usp.br/eca/nucleos/biblial1.html. Arquivo capturado em 26 de julho de 1997a.
_________.”Ciberteca” ou biblioteca virtual: uma perspectiva de gerenciamento de recursos de
informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n.2, p.115-124, maio/ ago.1997b.
MARCONI, C. H., GOMES, S. L. R.. O impacto da Internet nas bibliotecas brasileiras.
Transinformação, Campinas, v.9, n.2, maio/agosto, 1997. [on-line]. Disponível via http://
www. pucamp.br/^biblio/marcondes92.html. Arquivo capturado em 20 de junho de 1999.
PEQUENO, T. Ciência e desigualdade regional. Jornal da Ciência, São Paulo, v.13, n.414, p.5,
11 jun. 1999.
REZENDE, Y., MARCHIORI, P. Z. Do acervo ao acesso: a perspectiva da biblioteca virtual em
empresas. Ciência da Informação, Brasília, v. 23, n. 3, p. 349-352, set./dez. 1994.

21

�RODRIGUES, E. Bibliotecas virtuais e cibertecários: o futuro já começou. [on-line]. Disponível
na Internet via http://www.sdum.ci.uminho.pt/semin/ci. Arquivo capturado em 26 de maio de
1997.
SANTOS, A. M. A. dos, ROCHA, N. A. de A. Os impactos das novas tecnologias da
comunicação nos serviços de informação. Maceió: UFAL, 1998. Monografia
(Especialização em Administração e Gerência de Serviços de Informação) - Departamento de
Administração e Planejamento Educacional, 1998. 38p.
TARGINO, M. das G. Comunicação científica: o artigo de periódico nas atividades de
ensino e pesquisa do docente universitário brasileiro na pós-graduação. Brasília: UnB,
1998. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) - Departamento de Ciência da Informação
e Documentação da Faculdade de Estudos Sociais Aplicados da Universidade de Brasília,
1998. 387 p.
_________. Novas tecnologias de comunicação: mitos, ritos ou ditos? Ciência da Informação,
Brasília, v 24, n.2, p.194-203, maio/ago. 1995.
YORK, V. [Aulas proferidas no Curso electronic information sources: creating the electronic
library]. São Luís: UFMA, 1997.
ZYL, J. Van et al. Desenvolvimento rural descentralizado e ênfase na participação
comunitária: um estudo de caso sobre o Nordeste do Brasil. s.l.: Banco Mundial, 1995.
(Paper).

22

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="61">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71360">
                <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71361">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71362">
                <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71363">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71364">
                <text>UFSC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71365">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71366">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71367">
                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72872">
              <text>As expectativas dos bibliotecários ante a biblioteca virtual: o caso das Bibliotecas Centrais das Universidades Federais do Maranhão e da Paraíba. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72873">
              <text>Diniz, Isabel Cristina dos Santos, Targino, Maria das Gracas  M.G.,Ramalho, Francisca Arruda</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72874">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72875">
              <text>UFSC</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72876">
              <text>2000</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72877">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72878">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72879">
              <text>Considerando a importância da informação para o desenvolvimento da sociedade contemporânea, mais especificamente, a informação eletrônica disponível on-line, analisa-se o seu canal de transferência, a biblioteca virtual (BV). Esta análise fundamenta-se na evolução da biblioteca até os dias atuais e nos aspectos básicos da BV, como terminologia, concepção, organização e características. Sob tal perspectiva, objetiva-se estudar as expectativas dos bibliotecários das bibliotecas centrais das universidades federais do Maranhão (UFMA) e da Paraíba (UFPB) face a BV, buscando: (a) identificar a realidade das bibliotecas centrais desses profissionais quanto ao uso de recursos tecnológicos para acesso, tratamento e recuperação da informação, (b) analisar o nível de conhecimento, as idéias e informações que esses bibliotecários mantêm em relação à BV, (c) categorizar as terminologias utilizadas e as concepções dos bibliotecários frente à BV, (d) detectar as causas que facilitam ou dificultam a expansão das ações no âmbito das BV na realidade estudada, (e) verificar a pertinência entre o nível de qualificação profissional e a formação acadêmica dos profissionais versus requisitos exigidos para a expansão da BV, (f) identificar o nível de (des)crédito dos bibliotecários frente à BV, (g) estabelecer parâmetros comparativos entre as expectativas dos bibliotecários do Maranhão e da Paraíba. O universo compreende o total de 50 bibliotecários que atuam nas bibliotecas centrais estudadas: 13, na UFMA e 37, UFPB. O instrumento de coleta de dados consiste de um roteiro de entrevista estruturada em três segmentos. O primeiro destina-se à identificação do respondente, enquanto a seguinte destina-se a apreender a realidade das bibliotecas quanto ao nível de adesão às novas tecnologias. A etapa final visa a identificar as expectativas dos bibliotecários no que se refere à BV. Os dados coletados serão analisados, interpretados e discutidos sob a perspectiva qualitativa e quantitativa.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
