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                  <text>USO DA BIBLIOTECA CENTRAL DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE
LONDRINA POR ALUNOS DE PÓS GRADUAÇÃO EM
CIÊNCIA DE ALIMENTOS
CARVALHO, Elizabeth Leão de 1
Divisão de Sistemas Micrográficos/NPD/UEL
GIRALDES, Maria Júlia Carneiro 2
Divisão de Processamento Técnico/BC/UEL
BERBEL, Neusi Aparecida Navas 3
Departamento de Educação – CECA/UEL

Resumo

Neste estudo, aplica-se a Metodologia da Problematização no uso da BC/UEL pelos
alunos de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos. Através desta alternativa
metodológica procura-se observar a realidade onde acontece esta relação, elencando
as possíveis causas do problema. Busca-se na literatura e na opinião das pessoas
envolvidas contribuição para o entendimento do problema e hipóteses de soluções.
Sugere-se também alternativas, que aplicadas na realidade possa ocorrer uma ação
transformadora.
INTRODUÇÃO
A iniciativa de elaborarmos um estudo sobre o uso da Biblioteca Central da
UEL (BC/UEL), tendo como população os alunos de pós-graduação em Ciência de
Alimentos da UEL, deu-se pelo fato de atuarmos como profissionais nessa Instituição de
1

1 Chefe de Sistemas Micrográficos/UEL e Mestranda em Biblioteconomia da PUC-Campinas.
Bibliotecária da BC/UEL e Mestranda em Biblioteconomia da PUC-Campinas.
3
Profª. Responsável pela disciplina Metodologia do Ensino Superior no Programa de Mestrado e Doutorado
em Ciência de Alimentos.
2

1

�Ensino Superior e termos interesse em aplicar a Metodologia da Problematização à
realidade de nossa área.
A Metodologia da Problematização, assim denominada por Berbel (1995,
1996), utiliza-se do Arco de Maguerez, apresentado por Bordenave e Pereira , em seu livro
Estratégias de ensino aprendizagem, divulgado por primeira vez em 1977. O Arco de
Maguerez traça um caminho metodológico a partir da realidade que se pretende estudar,
passando por cinco momentos: Observação da Realidade, Pontos Chave, Teorização,
Hipóteses de Solução e Aplicação à Realidade.
Com esses passos, Berbel tem explorado a Metodologia da Problematização
para realizar e orientar estudos teórico-práticos, para o ensino de conteúdos específicos em
sala de aula, para a resolução de problemas de trabalho e, ultimamente, para a pesquisa.
Pelos passos já anunciados, que tomamos como orientação para o estudo realizado e que
seguiremos na organização deste texto, o que pretendemos é chegar à realização de ações
transformadoras na realidade, da qual se extraiu o problema, em algum grau.
Especificamente, através

dessa alternativa metodológica, pretendemos

diagnosticar a relação entre a Biblioteca Central e os usuários (alunos de mestrado e
doutorado), podendo assim inteirar-nos das dificuldades dessa relação e contribuir para que
ela aconteça de forma mais positiva.
1

OBSERVAÇÃO DA REALIDADE
Quando os alunos ingressam em algum curso de pós-graduação, o óbvio é

que se espere deles uma familiaridade no uso da biblioteca, levando-se em consideração
sua vida acadêmica na universidade. Muitas vezes isso não ocorre, pois existem alunos que
encontram dificuldades em fazer pesquisa bibliográfica, por não terem recebido desde o
início de sua vida acadêmica orientação adequada ou não terem sido estimulados pelos
professores a freqüentar a biblioteca e a realizar pesquisas bibliográficas.
Presos aos métodos tradicionais de ensino, pelos quais foram educados, a
maioria dos professores nem percebem que não estão incentivando seus alunos a utilizarem
a biblioteca. Não tomam conhecimento da quantidade de documentos que são publicados
diariamente na área, não se preocupam em desenvolver o espírito crítico do aluno através
da pesquisa, empregando geralmente como fonte de informação um determinado livro ou
2

�texto previamente elaborado. Desse modo, fica difícil ao aluno receber o fluxo de
conhecimento que a biblioteca pode oferecer para sua vida profissional.
Por outro lado, a biblioteca tenta atrair seus usuários pela oferta de novos
serviços, ou mesmo inovando os serviços já oferecidos, mas nem sempre divulgando
suficientemente os serviços ofertados a seus usuários, não conseguindo portanto atingir seu
alvo.
Como o nosso estudo terá como alvo a BC/UEL, abordaremos a seguir
alguns aspectos da biblioteca que facilitará a compreensão de nosso estudo.

1.1 Biblioteca Central da UEL - BC/UEL
Dentre os órgãos suplementares da UEL encontra-se a Biblioteca Central
vinculada academicamente ao Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), e
administrativamente à Reitoria, por delegação ao Vice-reitor.
A Biblioteca Central foi criada em 18 de outubro de 1972, através da
Resolução 123/72, como órgão de apoio informacional às atividades de ensino, pesquisa e
extensão desenvolvidas pela UEL.
O Sistema de Bibliotecas da UEL (SB/UEL) é composto por quatro
unidades: Biblioteca Central, Biblioteca Setorial do CCS/HU (Centro de Ciências da Saúde
do Hospital Universitário), Biblioteca Setorial do COUNP (Centro Odontológico
Universitário do Norte do Paraná), Biblioteca Setorial do Escritório de Aplicação de
Assuntos Jurídicos e administrativamente coordenado pela BC/UEL.
A Biblioteca Central está localizada em área central do Câmpus
Universitário, distante não mais que cinco minutos a pé das unidades acadêmicas ali
localizadas. As setoriais ficam a uma distância de no máximo 10 a 15 minutos de carro. O
sistema biblioteca atende a uma população universitária de mais de 12.000 usuários
inscritos entre alunos, professores , pesquisadores, funcionários e estagiários.
Oferecia, em 08/1999, um acervo bibliográfico de 72.611 títulos de livros
em 129.069 volumes, 4.944 títulos de periódicos nacionais e estrangeiros, 3.632 teses e
dissertações, 6.136 folhetos, além de 1.712 materiais especiais, como Braille, CD,
3

�diapositivos, discos, disquetes, filmes, fitas cassetes, normas técnicas, partituras,
microfichas, mapas, etc.
No que diz respeito aos serviços aos usuários, o sistema de bibliotecas
oferece empréstimo domiciliar de material bibliográfico; empréstimo entre bibliotecas;
busca retrospectiva; curso de acesso a bases de dados em CD-ROM; orientação ao usuário;
comutação bibliográfica; normalização de documentos; disque-normas; audioteca; serviço
de disseminação; treinamento de calouros; empréstimo de material especial; intercâmbio
de publicações; catalogação na fonte e reprodução de documentos.
Quanto à estrutura de recursos humanos, o sistema conta com um quadro
único de pessoal para a Biblioteca Central e setoriais, representado por um corpo funcional
de 84 pessoas, distribuídas nos diversos setores e serviços, segundo as categorias que
constituem o plano de cargos em vigor, conforme Tabela 1.
TABELA 1 – Quadro Funcional da Biblioteca Central
CARGO

Número

Auxiliar de Bibliotecário
Bibliotecário
Técnico de Biblioteca
Zelador
Operador de Copiadora
Porteiro
Técnico de Restauro e Conservação Bibliográfica
Técnico Administrativo
Diretor
Secretário
TOTAL GERAL

14
18
27
09
04
05
02
03
01
01
84

Fonte: Dados fornecidos pela Secretária Geral da BC/UEL em 10/11/98.

Para a execução de suas atividades, a organização e estrutura da Biblioteca
Central compreende: Diretoria, Secretaria Executiva e Comissão de Biblioteca.
A Diretoria é o órgão executivo da BC/UEL, a quem compete o
planejamento e controle de todas as atividades, compreendendo 5 divisões, sendo elas:
● Divisão de Formação e Desenvolvimento de Coleção
● Divisão de Processamento Técnico
● Divisão de Referência
● Divisão de Circulação
4

�● Divisão de Bibliotecas Setoriais: Bibliotecas do CCS/HU (Centro de
Ciências da Saúde/Hospital Universitário), do CCS/ODONTO (Centro de
Ciências da Saúde/Odontologia) e do EAAJ (Escritório de Aplicação de
Assuntos Jurídicos).
A Comissão de Biblioteca consiste num canal de participação dos usuários
junto à biblioteca e é constituída por um docente de cada centro de estudo, dois alunos de
graduação, dois bibliotecários do corpo funcional da biblioteca e o diretor da Biblioteca
Central na qualidade de presidente.
Através de questionários propostos a 11 (onze) alunos de mestrado e
doutorado em Ciência de Alimentos, pudemos ter uma noção de como está a relação destes
alunos com a BC/UEL e com isso ampliamos a nossa observação da realidade, como
primeiro passo da Metodologia da Problematização .
Entre as características positivas da utilização da BC/UEL, os alunos
mencionaram:
●

bom atendimento pelos funcionários;

●

variedade de livros e periódicos;

●

boa organização;

●

vários periódicos na área;

●

serviço de COMUT;

●

bom atendimento no acervo de periódicos;

●

horário de funcionamento da BC/UEL;

●

possibilidade de busca em CD-ROM.

Entre as dificuldades relatadas, levantamos algumas insatisfações dos
alunos referentes ao uso da BC/UEL e aos serviços oferecidos:
● poucos títulos de coleção de periódicos na área de Ciência de
Alimentos;
● livros não muito recentes (defasados);
● não existe catálogo de assunto de artigo de periódico, dificultando a
localização do fascículo;
● pouco equipamento para fazer levantamento em bases de dados em
CD-ROM;
● demora na fila de atendimento para o empréstimo de livros.
5

�Além dos pontos favoráveis, interessam-nos mais as dificuldades
manifestadas, pois o objetivo deste trabalho é oferecer subsídios à BC/UEL para
aperfeiçoar seus serviços. Ainda, conscientes dos inúmeros problemas que afetam a relação
entre o usuário e a biblioteca, formulamos o nosso problema de estudo:
“Será que a BC/UEL está atendendo satisfatoriamente seus usuários de
pós-graduação em Ciência de Alimentos?”
2

PONTOS-CHAVE
Nesta fase da Metodologia da Problematização estaremos identificando

alguns fatores associados ao problema dos usuários de pós-graduação em Ciências de
Alimentos, quanto à satisfação no uso da BC/UEL, para assim podermos explorar as
possíveis causas que geram este problema.
Segundo Silva (1986, p.49), ler é possuir elemento de combate à
alienação e ignorância (...) o ato de ler se constitui num instrumento de luta contra a
dominação.
O hábito da leitura é fundamental para a educação. Ocorre que, muitas
vezes, a concepção de leitura para muitos professores permanece apenas na teoria e não é
aplicada em sala de aula, porquanto muitos acham que a leitura é ‘perda de tempo’, ou algo
desagradável e imposto. O estudante não tem culpa dessa situação, pois o exemplo tem que
vir do professor, que representa o modelo para o aluno, e se ele não tiver o hábito e o
prazer da leitura, certamente não conseguirá fazer com que seus alunos criem o hábito ou
sintam o prazer da leitura.
A falta de incentivo dos pais na educação intelectual de seus filhos
também desestimula o hábito de leitura. Se as crianças, desde a tenra idade, fossem
acostumadas a ouvir estorinhas infantis, elas descobririam sozinhas o tão falado 'Mundo
Mágico' da leitura e, dessa forma, com o tempo e com livros à disposição, elas certamente
iriam procurá-los.
Outro fator que influencia o pouco hábito de leitura no país é o baixo
poder aquisitivo da população. Fica difícil para muitas pessoas adquirir livros, revistas,
jornais etc., que as auxiliariam a crescer como pessoas, como também as ajudariam a
acompanhar as transformações que se processam dia a dia na sociedade, na ciência, na
tecnologia etc.
6

�Vivemos numa sociedade na qual o acesso à educação e à leitura ainda é
privilégio de poucos. Basta ler/ouvir diariamente as notícias que apontam para o
subdesenvolvimento da população e o alto número de analfabetos. A maior parte da
população brasileira é constituída de analfabetos, sendo este um dos problemas mais grave
que o país enfrenta.
Sabemos que o desenvolvimento de um país é impulsionado pelo acesso do
povo ao conhecimento transmitido pela palavra impressa. Por isso temos que lutar para
derrubar a barreira do analfabetismo, incentivando o hábito de leitura desde o ingresso da
criança no primeiro grau até sua formação como adulto. Assim, colaboraríamos para que
nossos alunos se posicionassem mais claramente e conscientemente, aguçando seu espírito
crítico em relação aos fatos que assistem e vivem na sociedade.
Os professores brasileiros, inseridos no contexto educacional, não foram
acostumados a desenvolver o hábito de leitura e também a desenvolver técnicas básicas de
transmissão de conhecimento aos seus alunos. Muitas vezes esquecem que o papel do
professor não deve ser apenas transmitir conhecimento, mas também orientar seus alunos
para que encontrem, organizem e processem o saber. É necessário, portanto, que favoreçam
a aquisição das técnicas básicas: bom domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
Como afirma Silva (1986, p.49-50 ):
Na nossa sociedade, o acesso à escrita (ao livro) aparece como um privilégio de classe,
comprovado historicamente. A manipulação do povo ocorre através de uma real
contradição: ao mesmo tempo em que se prega o valor do livro e da leitura, tenta-se
esconder o fato de que as condições de produção da leitura não são tão concretas
assim.(...) A inexistência de bibliotecas populares, a ausência de uma política para a
promoção da leitura, etc são, em verdade, fenômenos muito bem “calculados” pelo poder
dominante - isto porque, uma pessoa letrada que possui a capacidade de penetrar nos
horizontes colocados em livros e similares, é capaz de colher subsídios para
posicionar-se frente aos problemas sociais. A presença de leitores críticos sem dúvida
incomoda bastante a política da ignorância e da alienação, estabelecida pelos regimes
ditatoriais e disseminada através dos aparelhos ideológicos do Estado.

Podemos observar que os fatores anteriormente apresentados irão refletir no
desempenho dos alunos na universidade, os quais, por não terem o hábito de leitura, não
freqüentam a biblioteca e não sabem fazer uso dela.
É difícil imaginar um cenário diferente para os alunos de pós-graduação. É
nesta etapa do desenvolvimento intelectual do indivíduo que a ausência anterior da leitura
irá refletir.
Consideramos que as dificuldades encontradas no relacionamento dos
usuários com a biblioteca podem estar muito além das citadas na Observação da Realidade
7

�e que a relação de amor e desamor para com a biblioteca inicia-se no primeiro grau, onde o
desenvolvimento do hábito da leitura e o incentivo à mesma nem sempre fazem parte das
prioridades do ensino. Sabemos que a biblioteca torna-se mais importante para o aluno no
terceiro grau e a pesquisa bibliográfica é uma ferramenta básica para a construção de seu
conhecimento.
Bordenave (1998, p.255), ao questionar professores do IICA sobre por que
os alunos lêem pouco, obteve as seguintes respostas:
● “eles egressam do ensino secundário sem o hábito de ler e, sobretudo de freqüentar a
biblioteca;
● as apostilas condicionam o aluno a não procurar outras fontes;
● a carga horária excessiva não deixa tempo para que os alunos freqüentem a
biblioteca;
● a biblioteca tem poucos livros, facilidades precárias, mal atendimento;
● os alunos não sabem como utilizar a biblioteca;
● muitas obras de consulta indispensável estão em idiomas que os alunos não
compreendem;
● os professores não estimulam o uso da biblioteca: em geral os alunos não precisam
freqüentar a biblioteca para serem aprovados”.

Entre os vários fatores que dificultam o uso da biblioteca pelos alunos, está
o porte da biblioteca. Em nosso caso, constatamos que a BC/UEL é de porte médio e
possui uma certa complexidade para os usuários que não estão acostumados com
bibliotecas.
O uso correto da biblioteca requer treinamento, que a maioria dos alunos
recebem, mas de que não se conscientizam, daí a dificuldade de eles se servirem dela.
Diante dessas reflexões e visando especificamente a pós-graduação em
Ciência de Alimentos, resolvemos estudar os seguintes pontos-chave:
●

política de desenvolvimento de coleções para a aquisição de material
bibliográfico para a área de Ciência de Alimentos;

●

organização da BC/UEL e facilitação ou dificultação de seu uso pelos
alunos de pós-graduação na área;

●
3

serviços oferecidos pela biblioteca aos alunos da área.

TEORIZAÇÃO
Como vimos até agora, o hábito da leitura influencia sobremaneira a atitude

dos alunos com relação à biblioteca. Se o aluno não foi estimulado a ler desde criança, a

8

�freqüentar a biblioteca de sua escola, se não recebeu incentivo dos pais, sua relação com a
biblioteca, quando adulto, sofrerá as conseqüências dessa ausência de estímulos.
Porém, mesmo aqueles alunos que desde crianças foram acostumados a ler,
e a leitura sempre fez parte de sua vida, muitas vezes também eles enfrentam problemas
em sua relação com a biblioteca.
As bibliotecas existem para serem depositárias do conhecimento gerado por
todas as áreas do saber e são, quiça, o único recurso para as pessoas que não tem condição
de adquirir livros. É impossível imaginar que alguém possua todos os livros de todas as
áreas contidas em uma biblioteca. O que geralmente ocorre é alguém formar sua biblioteca
particular em uma área específica.
No caso das bibliotecas universitárias, tendo como foco a BC/UEL, a
preocupação fundamental é constituir suporte básico para que a Instituição possa atingir
seus objetivos de ensino, pesquisa e extensão, devendo assim refletir a política da
Instituição na qual está inserida.
Para Prado (1992, p. 13), a biblioteca universitária nada mais é que uma
universidade em si mesma. As universidades são centros transmissores do saber, através do
ensino e dos livros. Temos a palavra falada e a palavra escrita a serviço da cultura.
As bibliotecas universitárias têm a preocupação fundamental de atender
seus usuários, tendo sempre como diretriz para o desenvolvimento do seu trabalho os
cursos oferecidos pela Instituição da qual faz parte, como afirma Figueiredo (1994, p. 71):
Uma biblioteca é reconhecida, essencialmente como uma instituição de trabalho intensivo,
porque a transferência de informação se baseia, largamente, na comunicação humana. É
necessário que o administrador encontre os métodos mais adequados ao seu ambiente para
tornar este processo de comunicação o mais eficiente e eficaz possível.

A seguir, faremos uma análise teórica de cada ponto-chave identificado e
discutiremos também, para reforçar os dados, os depoimentos obtidos junto aos
funcionários da BC/UEL e alunos de pós-graduação em Ciência de Alimentos.
3.1 Política de Desenvolvimento de Coleções
Os alunos de pós-graduação em Ciência de Alimentos colocam entre os
pontos negativos da BC/UEL, a falta de títulos de periódicos na área e reclamam a
desatualização dos livros.
9

�Para amenizar a falta de títulos de periódicos na área, a biblioteca oferece
serviços de Comutação Bibliográfica que consiste em solicitar de outras instituições
brasileiras o material bibliográfico de interesse dos usuários.
Quanto ao problema referente aos livros defasados, não pudemos deixar de
concordar com a queixa dos alunos Este é um problema sério que todas as IES brasileiras
enfrentam. A BC/UEL, para sanar a falta de material bibliográfico atualizado, tem
procurado dinamizar os seus serviços de doação e intercâmbio.
Para a aquisição de material bibliográfico, a BC/UEL conta com a Divisão
de Formação e Desenvolvimento da Coleção. O objetivo desta Divisão é adquirir
materiais-- através da compra, doação e permuta –que sirvam de apoio às atividades
básicas da UEL.
As bibliotecas adotam critérios para o processo decisório de seleção e
aquisição. Por isso existe uma política de seleção.
A política de seleção deve ser flexível, atualizada e expressa de forma a
facilitar as decisões e a justificar a incorporação ou não de determinados materiais
(Figueiredo, 1982, p.31-35)
A política de seleção permite o crescimento racional e equilibrado do
acervo, identifica os elementos adequados à formação da coleção, determina critérios para
duplicação de títulos, incrementa os programas corporativos, estabelece prioridades de
aquisição de material e traça diretrizes para o descarte de material.
O autor coloca ainda como política de seleção um conjunto de diretrizes e
normas que visa estabelecer ações, delinear estratégias gerais, determinar instrumentos e
delimitar critérios para facilitar a tomada de decisão na composição e desenvolvimento de
coleções, em consonância com os objetivos da instituição e dos usuários do sistema.
É de responsabilidade do docente a seleção qualitativa do material, cabendo
à BC/UEL a seleção quantitativa, baseada nos critérios estabelecidos pela Política de
Aquisição, ou seja:
●

Livro-Texto Nacional - um exemplar para cada 12 alunos;

●

Livro - Texto Importado - somente um exemplar;

●

Livro de Leitura Complementar e/ou Atualização - somente um
exemplar.

10

�No final de 1987, a BC/UEL implantou a automação das rotinas de compra
de livros, o que veio contribuir para agilizar os serviços e facilitar a comunicação entre
biblioteca e docente, tendo em vista a emissão de listagens que permitam visualizar a
posição em que se encontra o material bibliográfico solicitado pelo docente à BC/UEL.
Para o procedimento da aquisição de periódicos, a BC/UEL possui uma lista
básica de periódicos (nacionais e importados), os quais são renovados automaticamente a
cada ano. Esta lista básica foi formada a partir da indicação dos docentes dos diversos
departamentos dos centros de estudos da UEL. Em relação aos periódicos importados,
estes são analisados a cada três anos pelos departamentos, podendo-se, dessa forma, fazer
cancelamento, inclusão e/ou somente manter os títulos já existentes.
Na doação e intercâmbio, o material bibliográfico e /ou especial é adquirido
mediante consulta a especialistas na área, seguindo critérios estabelecidos na Política de
Desenvolvimento de Coleções, bem como promovendo o intercâmbio das publicações
editadas pela UEL.
A BC/UEL completa as falhas da coleção de periódicos utilizando a doação
e o intercâmbio, através de listas de duplicatas recebidas de outras bibliotecas.
Para compararmos os argumentos dos alunos em relação aos problemas
levantados, no que refere-se à coleção de material bibliográfico na área de Ciência de
Alimentos, entrevistamos a responsável por essa Divisão, e aproveitamos para questionar
também o interesse dos professores da área de Ciência de Alimentos quanto à sua
contribuição para a aquisição de material bibliográfico e obtivemos as seguintes respostas:
Acho que os professores do TAM são sempre atuantes e participantes (tanto os de
graduação, quanto os de pós-graduação). Estão sempre dispostos e interessados em
contribuir com a aquisição de material de informação. Por exemplo: recentemente a
CAPES fez cortes nos títulos de periódicos que apoiava para a UEL. Em função disto os
docentes do TAM se uniram, fizeram uma campanha entre eles e assim foi possível renovar
três títulos de periódicos.

(Responsável pela Divisão de Aquisição da BC/UEL)

Quanto ao procedimento feito para política de desenvolvimento de coleções
para a pós-graduação em Ciência de Alimentos, foi-nos informado:
A Política de Desenvolvimento de Coleções adotada pela BC/UEL é a mesma para todos.
O estabelecimento de prioridades (inclusive foi recém alterada) não privilegia nenhum
curso em especial. Todos são contemplados (tanto para livros como para periódicos). É
feita pelos docentes das diversas áreas e a BC/UEL fica responsável pela seleção
quantitativa, que depende sempre do número de alunos existentes na disciplina.

11

�A política de desenvolvimento de seleção pode ser conceituada também
como o conjunto de normas as quais regem o dia – a – dia dos selecionadores,
necessitando, portanto, que os objetivos almejados pela biblioteca (com base na coleção
existente), estejam claros e bem delineados. Ela deve também estar de acordo com a
instituição a qual está servindo ou deverá servir. (Figueiredo, 1994)
Wallard (1937) declara que os objetivos da biblioteca são coletivos, vale
dizer, a comunidade é que é a beneficiária dos serviços de biblioteca, não o indivíduo; e os
objetivos da biblioteca é que determinarão os métodos e as práticas de seleção. (apud
Figueiredo, 1994)
Percebemos que há preocupação por parte do Departamento de Ciência de
Alimentos em atualizar a coleção da área. Notamos ainda que a BC/UEL tenta buscar
soluções para sanar os problemas relativos à falta de títulos de periódicos e à
desatualização dos livros.
3.2 Organização de Biblioteca
Como em nosso estudo observamos que algumas causas apontadas pelos
alunos de Ciência de Alimentos poderiam estar relacionadas com o método de organização
adotado pela BC/UEL, levantamos, junto aos funcionários responsáveis, alguns dados
referentes à organização do seu acervo, bem como a sua estrutura administrativa.
São palavras de Prado (1992, p.3):
ao pretendermos organizar uma biblioteca precisamos considerar dois aspectos básicos: o
intelectual e o material. O intelectual é a preocupação de servir a um público que pede
conhecimentos, podendo esse ser ou não especializado. O material é a preparação técnica
do acervo para que fique em condições de atender rápida e acertadamente às consultas
dos leitores.

São os materiais bibliográficos que formarão o acervo de uma biblioteca.
Eles apresentam-se de diversas maneiras (livros, periódicos, microfichas, etc.) e são
arranjados nas estantes seguindo uma determinada classificação.
Classificar um material significa agrupá-lo segundo os assuntos de que trata,
significa, portanto, determinar o assunto.
Nos sistemas de classificação cada área do conhecimento está representada
por um número e suas subdivisões.
12

�Os sistemas de classificação mais utilizados são: sistema de Classificação
Decimal de Dewey (CDD), Classificação Decimal Universal(CDU) e sistema da Biblioteca
do Congresso dos Estados Unidos.
Consultando a BC/UEL, observamos que o sistema de classificação adotado
é a CDU, mas parte do acervo apresenta-se no sistema da CDD e os funcionários estão
gradativamente passando o material para a CDU, adotando assim um sistema único.
Além da classificação, o material bibliográfico é indexado, e assim o
bibliotecário determinará os assuntos abordados no material de informação, os quais serão
transpostos em fichas que formarão os catálogos da biblioteca.
O processo de transcrição dos dados bibliográficos referentes a cada obra e
da transposição destes em fichas feito pelos bibliotecários é chamado de catalogação.
Segundo Prado (1992, p. 38), catalogar é registrar tudo que há na biblioteca
para que o leitor possa saber o que nela existe e qual a sua localização.
A BC/UEL, realiza, pela Divisão de Processamento Técnico, todo o
processo técnico do material bibliográfico através do serviço de registro, catalogação,
classificação e preparo físico (bolso, etiquetas, fichas de empréstimos) para que o material
possa ser localizado nas estantes e emprestado.
A reunião das fichas das obras catalogadas formarão os catálogos internos
(uso da BC/UEL) e externos (uso do público).
A BC/UEL disponibiliza, para localização dos livros pelos usuários, os
catálogos de autor, título e assunto.
Uma das dificuldades detectadas pelos alunos é a falta de catálogo de
assunto para periódicos. Eles dizem que a falta deste catálogo dificulta a localização dos
artigos de seus interesses.
A BC/UEL tenta sanar esta dificuldade, utilizando fontes que contenham
informações de interesse de seus usuários, procurando assim realizar levantamentos
bibliográficos que recuperem os assuntos constantes em seus títulos de periódicos, como
também de outras instituições.
Recentemente, a BC/UEL iniciou a indexação de alguns títulos de
periódicos da área de Estilismo em Moda, com a coordenação de docentes do curso de
Ciência da Informação e do curso de Estilismo em Moda, pretendendo estender o processo
para toda a coleção de periódicos da biblioteca.
13

�Os alunos têm razão em afirmar que a falta de catálogos de assuntos
dificultam a localização dos artigos de seus interesses, mas futuramente poderão contar
com a indexação para a área de Ciência de Alimentos.
3.3 Serviços Oferecidos aos Usuários
As bibliotecas universitárias têm como um de seus principais objetivos
oferecer serviços aos integrantes da instituição a que pertencem e à comunidade em geral.
Os serviços oferecidos aos usuários em bibliotecas universitárias devem ser
programados com base nos objetivos e necessidades dos usuários, pois com base em suas
necessidades os caminhos da biblioteca devem ser direcionados.
A biblioteca deve, portanto, funcionar como parte integrante do processo
educacional, para o qual ela existe; tem que haver consonância entre as funções da
biblioteca e as da universidade.
Um dos problemas encontrados pelos alunos de Ciência de Alimentos é o
tempo gasto na fila de atendimento para empréstimos de livros.
A BC/UEL conta com a Divisão de Circulação para fazer o controle da
circulação interna e externa de todo o material bibliográfico. Esta divisão é composta pela
Seção de Empréstimo, Seção de Acervo de Livros/Acervo de Periódicos e Portaria.
A Seção de Empréstimo é responsável pela inscrição de usuário, pelo
empréstimo de material bibliográfico, pelo controle da estatística de consulta e
empréstimo, pela devolução, renovação e reserva de material bibliográfico.
A Seção de Acervo de Livros e Periódicos é responsável pelo atendimento e
orientação do usuário na localização do material no acervo e pela recolocação do material
emprestado e consultado nas estantes.
A freqüência dos usuários - entrada e saída - na biblioteca é controlada
diariamente através da roleta. A média diária de freqüência é de 2.760 usuários.
Para justificar a atividade acima mencionada, Figueiredo (1994) aponta que
as necessidades de dados estatísticos sobre o uso dos serviços de informação são variados e
exigem atenção na sua compilação e adequação às necessidades da biblioteca para que ele
possa mensurar os seus serviços e procedimentos.
Pudemos observar que a demora na fila de empréstimo é causada pelo fato
de o processo de empréstimo ser feito manualmente, e isso é moroso.
14

�Como alguns alunos encontram dificuldade em localizar o livro na estante,
perguntamos à responsável pela divisão como é feita a reposição do material bibliográfico
da área nas estantes e obtivemos a seguinte resposta:
A reposição do material bibliográfico é feita nos três períodos de atendimento da BC/UEL,
manhã, tarde e noite. É efetuada estatística de consulta e o material é reposto na estante
em ordem alfabética de título de periódico e dentro do título, do mais antigo para o mais
recente. Quanto aos livros, são armazenados em ordem de classificação (assunto do livro).

Em relação à quantidade de material bibliográfico que os alunos de
pós-graduação na área de Ciência de Alimentos podem retirar para empréstimo domiciliar,
recebemos a seguinte informação:
Os alunos de pós-graduação podem retirar 05 livros pelo prazo de 15 dias; 03 periódicos
por 08 dias; 01 fita cassete por 04 dias e 05 teses, trabalho de conclusão de curso,
trabalho acadêmico, dissertação e monografias por 15 dias.

O regulamento do serviço de circulação é padronizado para todas as
bibliotecas do Sistema Bibliotecário da UEL. A consulta ao acervo é aberta à comunidade
em geral, porém o empréstimo domiciliar é restrito à comunidade universitária, desde que
o interessado esteja devidamente registrado no sistema.
Pelo fato de a BC/UEL fazer parte de uma instituição pública, sabemos das
suas dificuldades financeiras em conseguir verbas para aquisição de equipamentos e
serviços, em quantidade suficiente para atender as necessidades dos usuários.
O relato dos alunos de Ciência de Alimentos quanto referente ao pequeno
número de equipamentos disponíveis na BC/UEL para levantamento em bases de dados em
CD-ROM confirma essa realidade.
Apesar da falta de equipamentos disponíveis, a BC/UEL procura suprir
essas necessidades e conta com a Divisão de Referência para atender as solicitações de
levantamentos bibliográficos, assim como para disponibilizar a informação ao do usuário e
promover a sua utilização. Coloca na mão do usuário toda a gama de informações contidas
no seu acervo, bem como o acervo de outras bibliotecas, através dos seguintes produtos e
serviços oferecidos:
●
●
●
●
●
●
●

serviços de buscas manuais e online;
comutação;
empréstimo entre bibliotecas;
normalização de documentos;
serviços de disseminação (em estruturação)
educação de usuário;
exposição;
15

�●
●
●
●

consulta local;
equipamentos disponíveis aos usuários para acesso à Internet;
empréstimo domiciliar;
serviços de reprografia.

Em entrevista realizada com a responsável pela divisão sobre a política de
uso de equipamentos para consulta da base de dados em CD-ROM na área de Ciência de
Alimentos, obtivemos a informação:
o usuário agenda dia e hora para utilização dos equipamentos, com direito de uma hora de
uso, podendo gravar em disquetes sua pesquisa. Cobra-se uma taxa de R$ 3,00. Caso as
citações sejam impressas, a taxa é de R$ 0,05 por citação.

As bases de dados disponibilizadas pela BC/UEL, na área de Ciência de
Alimentos, são as seguintes:
FSTA -Food Science and Technology Abstracts - em CD;
BA

- Biological Abstracts - em CD;

WOS - Web of Science - Online/Internet
Relativamente à queixa dos alunos, após o levantamento e análise de todos
os dados, e considerando as limitações da BC/UEL, mas também todos os serviços
disponíveis, ousamos afirmar que um dos problemas mais graves que afetam a relação do
aluno com a biblioteca é a falta do hábito de leitura, que se inicia na infância e tem
conseqüências graves no desenvolvimento intelectual do indivíduo, principalmente quando
este está inscrito num curso de mestrado ou doutorado.
Na fase da vida acadêmica do aluno - pós-graduação - é imprescindível o
hábito de leitura, visto que ele terá que produzir trabalhos acadêmicos mais complexos,
necessitando para tanto de agilidade na utilização de informações.
Para reforçar a necessidade que os alunos sentem do incentivo do professor
na leitura, encontramos em Borsato (p.276, in Berbel, 1998): é bastante significativa a
queixa dos acadêmicos ao constatarem que, na prática, os professores não estão
preparando e nem incentivando o aluno para a leitura.
Analisando os problemas levantados pelos alunos de Ciência de Alimentos,
notamos que para alguns, como no caso do desenvolvimento de coleção da área (falta de
periódicos e livros defasados) existem critérios para a escolha do material a ser adquirido,
não dependendo apenas da BC/UEL, mas também de toda política da Instituição.
Para os outros problemas, como a organização da biblioteca e dos serviços
oferecidos por ela, concluímos que a BC/UEL, apesar de proceder como as demais
16

�bibliotecas e possuir uma estrutura organizada, poderia buscar também outras alternativas
para melhorar a sua relação com os seus usuários.
Não podemos deixar de salientar que, embora existam algumas dificuldades
apontadas pelos alunos no uso da biblioteca, eles elencaram muitas características
positivas. Concluímos que esta relação, às vezes, é afetada pelo fato de os alunos
desconhecerem muitos serviços por ela oferecidos.
4

Hipóteses de Solução
Tendo como caminho a Metodologia da Problematização que nos leva ao

compromisso da transformação da realidade, após analisar os dados coletados sobre as
dificuldades no uso da biblioteca pelos alunos de pós-graduação em Ciência de Alimentos,
formulamos algumas hipóteses de solução, que podem inspirar soluções aplicáveis na
melhoria da relação da biblioteca com seus usuários.
Com relação ao que abordamos, na Teorização, sobre a falta de estímulo à
leitura comum em grande parte dos alunos de instituições brasileiras, verificamos que este
desestímulo inicia-se no primeiro e segundo graus, trazendo conseqüências significativas
no desenvolvimento de alunos de graduação e pós-graduação. Essa realidade resulta no
descaso pela biblioteca. Sugerimos, por isso, a implantação de programas de incentivo à
leitura.
Buscando parcerias com professores de Literatura, Lingüística, Português,
etc., poderemos ter como conseqüência, maior uso da biblioteca e também uma maior
satisfação do usuário em relação à instituição geradora do conhecimento, canal de ligação e
interação entre a literatura registrada e os seus possíveis usuários.
As funções de todas as bibliotecas são, basicamente, as mesmas: adquirir
material bibliográfico relacionado com os interesses de uma determinada população ou
usuário, seja esta população real seja potencial; organizar estes materiais e torná-los
acessíveis aos usuários. Podemos dizer então que, num contexto amplo, as bibliotecas são
parte do processo de transferência de informação, por meio de registro impresso e/ou
eletrônico.
A biblioteca tem a missão de ampliar e disponibilizar sua coleção para seu
público, quando neste momento a necessidade de parcerias torna-se o elemento chave. A
instituição que não procurar extrapolar os seus limites físicos e ir ao encontro das
17

�necessidades da sociedade, seja para buscar fundos seja levar a informação, não estará
sendo dinâmica e criativa, o que é imprescindível nos dias atuais.
Um aspecto importante a ser abordado e que Bordenave (1998) comenta, é a
carga excessiva de horas de aula e a inexistência de horário exclusivo para o aluno fazer
suas leituras complementares na biblioteca. Este fato também contribui para o pouco uso
da biblioteca. Uma solução seria a criação de horários exclusivos para o estudo em
biblioteca, sendo uma tentativa de solução entre as outras já citadas.
Quando sugerimos indexar a coleção de periódicos da BC/UEL, destacamos
a facilidade de acesso que a indexação proporcionará a este acervo, pois existem títulos de
periódicos, principalmente os nacionais, que não são indexados em fontes de informação e
a indexação justifica-se pela necessidade de oferecer aos usuários fontes adequadas de
pesquisa. Afirmamos isto, levando em consideração que os assuntos mais procurados são
também os mais atuais e nem sempre já foram indexados.
Outra solução a ser sugerida é a automação do empréstimo de material que,
implantado, fará diminuir, com certeza, as filas de empréstimo. Como profissionais da
UEL, conhecemos a vontade da Direção para automatizar este serviço. Infelizmente, o
fator financeiro tem dificultado este processo, como também a automação de todo o seu
acervo. Esta é uma reivindicação antiga dos funcionários e da administração.

5 Aplicação à Realidade
Nesta etapa do estudo, finalizando a Metodologia da Problematização e
conscientes de que poderemos mudar de alguma forma positiva a realidade observada
durante o nosso estudo, proporemos formalmente à BC/UEL as seguintes ações:
●

Formar grupos de trabalho por área de conhecimento, com alunos,
docentes, e funcionários da BC/UEL, para indexar a coleção de
periódicos correspondente a essa área, dando continuidade ao trabalho
iniciado pelo Departamento de Ciência da Informação, e também
18

�divulgá-la através dos meios de comunicação disponíveis na UEL
(Internet, Intranet, Boletim Notícia, etc.);
●

Automatizar a coleção de periódicos, visando a digitalização dos artigos
para criação de um banco de dados e disponibilizá-lo em rede. Para isso
a BC/UEL poderia usar dos recursos tecnológicos que o Núcleo de
Processamento de Dados da UEL oferece;

●

Automatizar o empréstimo de material, utilizando códigos de barra;

●

Elaborar um programa de marketing dos serviços ofertados pela
BC/UEL;

●

Buscar parcerias junto à iniciativa privada, através de projetos, onde a
BC/UEL angariaria fundos para a aquisição de livros e também
equipamentos.

Além disso, disponibilizaremos à coordenação do Programa de Mestrado e
Doutorado em Ciência de Alimentos, uma cópia deste trabalho.
Colocaremos também à sua disposição na Secretaria de Pós-Graduação em
Ciência de Alimentos uma cópia para uso dos alunos do Programa. Buscaremos disseminar
o estudo em eventos científicos das áreas de Ciências de Alimentos, Educação,
Biblioteconomia e ainda através da publicação.
A

oportunidade

de

utilizar

a

Metodologia

da

Problematização

possibilitou-nos uma visão mais crítica do nosso papel de profissionais dentro de uma
instituição de Ensino Superior. Apoiadas nesses estudos procuraremos contribuir para a
efetivação do conteúdo dessas reflexões no dia-a dia da BC/UEL.

19

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAMBERGER, Richard. Como incentivar o hábito da leitura. 2.ed. São Paulo: Ática,
1986. 106 p.
BERBEL, Neusi Aparecida Navas (org.) Metodologia da problematização: experiências
com questões de ensino superior. Londrina: Ed. UEL, 1998. 147 p.
__________. A Metodologia da Problematização no Ensino Superior e sua contribuição para
o plano da praxis. Semina: Ci. Soc./Hum., Londrina, v.17, Ed. Especial, p.7-17, nov.
1996.

__________.

Metodologia da Problematização: uma alternativa metodológica apropriada

para o Ensino Superior. Semina: Ci. Soc./Hum., Londrina, v.16, n.2, Ed. Especial, p.
9-19, out. 1995.
_______. Questões de ensino na universidade: conversas com quem gosta de aprender para
ensinar. Londrina: Ed. UEL, 1998. 147 p.
BORDENAVE, Juan Diaz; Pereira, Adair M. Estratégias de ensino-aprendizagem. 18.ed.
Petrópolis: Vozes, 1998. p.255-265
FIGUEIREDO, Nice. M. Avaliação das coleções de referência nas bibliotecas brasileiras:
uma proposta de metodologia. Ciência da Informação, Brasília, v.11, n. 2, p.31-35, 1982.
FIGUEIREDO, Nice M. Tópicos modernos em Ciência da Informação. São Paulo: Centro
Cultural Teresa D’Avila, 1994. 146p.
_______. Metodologias para promoção do uso da informação. São Paulo:
Nobel/Associação Paulista de Bibliotecários, 1990. 144p
_______Estudos de uso e usuários da informação. Brasília: IBICT, 1994. 154p.

20

�GARCIA, Regina Leite. A educação numa plataforma de economia solidária. Jornal a
Página da Educação. 27 Junho 1999. Online. Disponível em:
http://www.a-pagina-da-educacao.pt/arquivo/RLGarcia.html
PRADO, Heloísa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2. ed. São
Paulo: TA Queiroz, 1992. 209 p.
SILVA, Ezequiel T. da. Leitura na escola e na biblioteca. Campinas: Papirus, 1986.

21

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Documentação&#13;
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Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Uso da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina por alunos de pós graduação em  ciência de alimentos. </text>
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              <text>Carvalho, Elizabeth Leão de, Giraldes, Maria Júlia Carneiro, Berbel, Neusi Aparecida Navas</text>
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              <text>Neste estudo, aplica-se a Metodologia da Problematização no uso da BC/UEL pelos alunos de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos. Através desta alternativa metodológica procura-se observar a realidade onde acontece esta relação, elencando as possíveis causas do problema. Busca-se na literatura e na opinião das pessoas envolvidas contribuição para o entendimento do problema e hipóteses de soluções. Sugere-se também alternativas, que aplicadas na realidade possa ocorrer uma ação transformadora.</text>
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