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                  <text>LEITURA NA UNIVERSIDADE : RESULTADOS PRELIMINARES DE UM ESTUDO
Ana Esmeralda Carelli
(carellia@uel.br)

Linete Bartalo
(bartalo@zipmail.com.br)
Vilma Aparecida Gimenes da Cruz
(bcentral@uel.br)

Anael Cristina Assis da Silva
(anael26@zipmail.com.br)-bolsista/UEL

Nilza Maria de Souza Cordeiro
Bolsista/UEL
Universidade Estadual de Londrina
Departamento de Ciências da Informação/CECA
Campus Universitario - Caixa Postal 6001-fax(0xx43)371-4074
CEP-86051-970
Londrina-Pr. Brasil

RESUMO: Considerando o comportamento de leitura como mediador para a ocorrência de
novas aprendizagens e conseqüentemente ser ele imprescindível para a formação universitária,
foi realizada uma pesquisa com 25 alunos da segunda série do curso de Biblioteconomia da
Universidade Estadual de Londrina, sendo 10 do turno matutino e 15 do noturno, com o
objetivo de estabelecer um programa de leitura voltado às necessidades do curso. Os presentes
resultados referem-se a um aspecto da pesquisa onde caracterizou-se o comportamento e as
atitudes de leitura dos sujeitos. Foram aplicados dois instrumentos em 1998, tendo sido
respetida a aplicação em 1999. O primeiro instrumento, proposto por Silva e Maher (1983),
investigou

as

atitudes

de

leitura

dos

sujeitos

quanto

aos

seguintes

aspectos:

leitura/aprendizagem, sentimentos afetivos frente à leitura e leitura e lazer. O segundo
instrumento caracterizou o comportamento de leitura quanto aos fatores que influenciam a

1

�freqüência à Biblioteca, auto avaliação como leitor, significados sobre leitura, estratégias de
leitura face aos textos escolares, dificuldades nas leituras de textos escolares, percepção
quanto à eficiência de estratégias de estudo e dificuldades no curso. As atitudes de leitura dos
alunos sofreram modificações positivas quando comparadas a primeira aplicação (1998) e a
segunda (1999), principalmente em relação aos sentimentos afetivos frente à leitura. Quanto à
caracterização do comportamento de leitura, a finalidade principal de freqüência à Biblioteca,
tanto em 1998 como em 1999 foi buscar material para trabalhos acadêmicos. A autopercepção
como leitores mudou de ocasional em 1998 para crítico e assíduo em 1999, sendo que
atribuíram à leitura em ambos os anos o significado de um meio de instrução. A maioria dos
sujeitos sentia dificuldades nas leituras dos textos técnico-científicos tanto em 1998 como em
1999, sendo freqüente em 1998 e ocasional em 1999. A falta de tempo para estudar foi a
dificuldade no curso apontada pela maioria dos sujeitos tanto em 1998 como em 1999, com
uma leve diminuição na freqüência em 1999.

PALAVRAS CHAVES: Leitura // Universidade // Programa de leitura.

1.

INTRODUÇÃO
A inseparabilidade dos comportamentos de ler e estudar deve ser levada em

consideração, quando se aborda o processo de aprendizagem formal. Ao analisar a
interdependência desses comportamentos, Marini (1986, p.50), lembra que no nível superior,
"estudar é uma exigência que demanda porção significativa de leitura independente". Nesse

2

�mesmo sentido, Oliveira (1993) alerta que o aluno já deveria apresentar comportamento de
um bom leitor, ao entrar para a Universidade, pois a leitura constitui-se em um dos elementos
fundamentais na metodologia de estudo ao longo do 3º grau.
A leitura pode ser compreendida como um processo complexo que se inicia
e se desenvolve, ao longo da vida do indivíduo, sendo em nossa cultura, predominantemente,
aprendida na escola, em função das experiências criadas nos contextos formais de ensino e
aprendizagem. Nesse sentido, entre outros, Sampaio (1982), Carelli (1992), Molina, (1992),
consideram que a aprendizagem da leitura se faz presente em todos os níveis de ensino.
Quanto ao nível escolar, onde o ensino deva ser enfatizado, na literatura consultada se
identificou diferentes ênfases, Molina (1992) sugere que essa ênfase deve ocorrer já na escola
maternal, enquanto para Sampaio (1982, p. i) “caberia à Universidade, como agência
formadora de profissionais que deverão ter maior probabilidade de intervir na sociedade, dar
um destaque especial ao ensino da leitura, para preparar leitores críticos e criativos” (grifo
nosso). Carvalho &amp; Silva (1996, p. 72) acrescentam que também na pós graduação “o
professor é responsável pelo desenvolvimento da competência dos alunos em leitura”.
Independentemente do grau de ensino considerado como essencial para o
ensino da leitura, é durante o 30. grau, que o indivíduo sente freqüentemente e com maior
intensidade, a necessidade de ser um bom leitor, pois é solicitado um volume maior de
leituras, como também as mesmas apresentam maior complexidade. Na Universidade
freqüentemente a leitura é considerada como instrumental que o aluno tem pleno domínio, no
entanto, na maioria das vezes isto não é real.
Agravando esta situação, existe o fato de que nem sempre o professor toma
os devidos cuidados na seleção dos textos que indica, desconhecendo, por exemplo, os
cuidados citados por Silva (1983), que são aspectos primordiais para a indicação de textos:
10.) que seja significativo para o aluno; 20.) que seja suficientemente preparado pelo professor;

3

�30.) que sejam estabelecidos objetivos claros para a sua leitura; e 40.) que seja fornecida ao
aluno uma metodologia para se apropriar das idéias do mesmo. Quando o professor não toma
estes cuidados, via de regra, o aluno trata o texto da mesma forma como o tratava nos graus
anteriores de ensino, isto é, não o vendo como fonte preponderante para a aquisição individual
de conhecimentos.
Além da leitura ser essencial no processo de ensino-aprendizagem, há de ser
destacado ainda, conforme Witter (1997, p.11) que no ensino superior “é a última
oportunidade para tornar o cidadão um leitor competente, crítico, freqüente, criativo que
compreende e usa de forma adequada as informações obtidas via texto.”
É evidente assim esperar que na Universidade, dado a importância da leitura
neste contexto, o compromisso de trabalhar formas de remediar e desenvolver o
comportamento de leitura dos alunos. Witter (1997, p.12) sugere que “o quadro universitário
do prisma de necessidades dos alunos, são convenientes a manutenção e o desenvolvimento
de programas de leitura [...], nos serviços de atendimento ao aluno e mesmo nas disciplinas”.
Como exemplo desta sugestão está sendo desenvolvido um Projeto de
Ensino Institucional, com o objetivo de estabelecer um Programa de Leitura dividido em três
fases, voltado às necessidades dos alunos do Curso de Biblioteconomia da Universidade
Estadual de Londrina-UEL, e parte dessa experiência será aqui relatada..
Esta pesquisa está sendo realizada com 25 alunos que cursavam, quando se
iniciou em 1998, a segunda série do curso de Biblioteconomia da UEL, sendo 10 do turno
matutino e 15 do noturno. O ponto de partida foi a aplicação de três instrumentos para
obtenção de dados para caracterização do aluno como leitor, a partir disso foi estabelecida a
primeira fase do programa de leitura.
A primeira fase do programa foi desenvolvida com textos informativos
relacionados com o conteúdo de uma disciplina da segunda série, e para cada texto utilizou-se

4

�técnicas específicas para compreensão do mesmo. A segunda fase também foi desenvolvida
dentro de uma disciplina, desta vez da terceira série. Utilizou-se textos técnicos científicos
montados em Cloze1, usados como apoio no desenvolvimento da disciplina. A terceira fase,
com previsão para ser realizada no ano 2000, constituir-se-á do estabelecimento e execução de
um programa com sessões de treino utilizando diferentes técnicas visando a melhoria da
compreensão em leitura com textos diversificados. A população alvo será composta pelos
alunos que participaram das fases anteriores, que optem por desenvolvê-lo através de
atividades de extensão.
A seguir serão descritos dois dos instrumentos utilizados na caracterização
dos sujeitos, o instrumento de Atitudes de Leitura e o instrumento de Caracterização do
Comportamento de Leitura, bem como os resultados obtidos nas aplicações do pré e pós-teste
da primeira fase do Programa.

2 ATITUDES FRENTE A LEITURA

Para identificar as atitudes que os alunos têm frente à leitura utilizou-se o
instrumento proposto por Maher &amp; Silva (1983), que teve duas aplicações, sendo uma antes
da primeira fase do Programa (pré-teste) e outra após a primeira fase do Programa (pós-teste).
Para análise das respostas dos alunos a este instrumento, agrupou-se os itens em três grandes
categorias: Leitura/Aprendizagem; Sentimento Afetivo frente à Leitura e Leitura/Lazer.

1

Cloze é uma técnica que utiliza lacunas que o leitor preenche baseando-se nas pistas sintáticas e semanticas do
texto.

5

�Quadro 1 - Leitura/Aprendizagem
ITEM
1
3
13
15
16
18
28
30

ASSERTIVAS
Quem lê tem muitas idéias
Lendo as pessoas aprendem mais
Com a leitura aprendemos novas coisas
A leitura contribui para o desempenho acadêmico
A leitura é importante para o desempenho profissional
A leitura nos ensina muita coisa
A leitura traz conhecimentos
A leitura desenvolve o potencial das pessoas

Quadro 2 - Sentimento Afetivo frente à Leitura
ITEM
2
4
5
6
8
9
10
12
14
17
19
21
22
23
25
26
27
29

ASSERTIVAS
Muito raramente eu pego um livro para ler
Ler é chato
Não gosto quando tenho de realizar leituras para atividades acadêmicas
Quando fico sem ler sinto muita falta
Eu detesto ler
Ler é muito demorado
Não sou acostumado a ler
Não sou ligado em leitura
Não leio muito
Não sinto vontade de ler
É gostoso ler
Ler me dá preguiça
Não consigo me concentrar na leitura
Sempre acho um tempinho para ler
Eu gosto de ler
Quando acabo de ler um livro começo outro
Leio bastante
Eu adoro ler

Quadro 3 - Leitura/Lazer
ITEM
7
11
20
24

ASSERTIVAS
Ler é uma diversão gostosa
Ler é uma forma de descansar
Ler é muito divertido
Ler é uma diversão gostosa

6

�2.1 Pré-Teste Matutino/Noturno

Observando-se os resultados obtidos através do Questionário de Atitudes
sob o ponto de vista dos itens assinalados constatou-se que, no pré-teste aplicado aos alunos
do Curso de Biblioteconomia, período matutino/noturno nos itens referentes a categoria
Leitura/Aprendizagem, (Quadro 1) pode-se afirmar que estes alunos percebem a importância
da leitura como fonte para a aprendizagem, pois todas as indicações foram nas colunas
concordo e concordo fortemente, sendo que a maioria incidiu na coluna concordo fortemente.
O uso da leitura como fonte para a aprendizagem é muito importante e é
enfatizada por Marobin (1983, p. 102) quando afirma que:

“é através da leitura que o estudante constrói, ele mesmo, o próprio curso
universitário. Na leitura critica e constante, ele assume pessoalmente o processo
de sua aprendizagem. Aprende a discernir, discriminar, organizar, coordenar,
compreender, explicitar, caracterizar, formular, confrontar e interpretar,
incorporar e assimilar os conteúdos apresentados”.

Pode-se observar que dos 18 itens que dizem respeito a Categoria Sentimentos
Afetivos frente a Leitura, (Quadro 2), aparece uma indicação na coluna concordo fortemente:
para a assertivaNão gosto de ler para atividades acadêmicas, e nenhum item com assertiva
positiva nesta coluna. Porém na coluna concordo aparecem cinco indicações.
Nas colunas discordo fortemente e discordo aparecem dez indicações, o que
pode ser considerado um resultado positivo.
Sendo assim não se pode afirmar categoricamente que os alunos não tem
atitudes positivas em relação a esta categoria.
Com relação à Categoria Leitura/Lazer (Quadro 3), encontrou-se 4
indicações para a coluna concordo. Essas indicações parecem demonstram que os alunos

7

�encaram a leitura como forma de lazer, embora não concordem fortemente em nenhuma
opção.
A leitura como lazer poderia representar uma possibilidade de ampliação de
horizontes, como sugere Moraes (1996, p. 12-3) ao afirmar que, ... lemos para sonhar e para
aprender a sonhar... a melhor maneira de começar a sonhar é por meio dos livros... aprender
a dedicar-se totalmente a leitura, é viver inteiramente como personagens de um romance...
Diante dos dados encontrados no pré-teste pode-se afirmar que nos itens
relacionados às categorias Leitura/Aprendizagem e Leitura/Lazer os alunos concordam com
os itens, o que demonstra que reconhecem o valor da leitura na aprendizagem e também usam
a leitura como uma fonte de lazer. Porém quanto a Categoria Sentimentos Afetivos frente a
Leitura, que caracteriza as atitudes pessoais dos mesmos em relação a leitura não percebe-se a
mesma firmeza.

2.2 Pós-Teste Matutino-Noturno

Os resultados do pós-teste demonstraram que nos itens referentes a categoria
Leitura/Aprendizagem não houve alteração em relação ao pré-teste. Conclui-se portanto que
estes alunos continuam com a mesma percepção da importância da leitura como fonte para a
aprendizagem.
Na categoria Sentimento Afetivo frente à Leitura, diferentemente do préteste aparece um item sugerindo atitude positiva: Eu adoro ler. Na coluna concordo continuam
aparecendo cinco indicações.

8

�Nas colunas discordo fortemente e discordo aperecem quinze indicações
contra dez indicações do pré-teste. Essa mudança talvez possa ser atribuída a primeira fase do
programa.
Com relação a Categoria Leitura/Lazer, encontraram-se 3 indicações na
coluna concordo fortemente e apenas uma na coluna concordo . Esses dados parecem sugerir
uma alteração da visão que os sujeitos tinham da leitura como ato de lazer.

3 CARACTERIZAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE LEITURA

Para caracterizar o comportamento de leitura dos sujeitos, utilizou-se um
instrumento com 16 questões, contemplando aspectos da história de leitura geral e acadêmica
dos mesmos.
O instrumento foi aplicado duas vezes, sendo uma vez como pré-teste, antes
da primeira fase do Programa, em 1998 e posteriormente a esta fase, como pós-teste, em 1999.
As variáveis investigadas pelo Instrumento de caracterização do comportamento de leitura
foram: 1- Atividades mais desenvolvidas; 2- Preferência por atividades nas horas de folga; 3Meios utilizados para manter-se informado; 4- Fatores que influenciam a freqüência à
Biblioteca; 5- Auto avaliação como leitor; 6- Significado e opiniões gerais sobre leitura; 7Preferência por tipo de leitura; 8- Estratégias adotadas nas leituras; 9- Dificuldades na leitura
de textos técnico científicos; 10- Percepção quanto à eficiência das estratégias de estudo e 11Dificuldades no curso.

9

�3.1 Auto Avaliação como Leitor

A autopercepcão dos sujeitos quanto à freqüência de seus comportamentos
de leitura é a de que são leitores ocasionais, tanto no pré (68%) como no pós teste (41,7%),
conforme resultados apresentados na Figura 1. No pré teste, 20% consideravam-se leitores
assíduos, nenhum sujeito considerou-se mau leitor, 4% dos percebiam-se como leitores
críticos. No pós-teste 25% consideraram-se como leitores críticos, um sujeito (4,2%)
assinalou a opção mau leitor e 25% dos alunos passaram a ter a percepção de serem leitores
críticos.
Pode-se inferir que o resultado apresentado no pós teste, onde a maioria
continua percebendo-se como leitor ocasional, porém com uma freqüência acentuadamente
diminuída em detrimento do aumento da percepção de criticidade na leitura, pode

ser

atribuído ao Programa realizado entre o pré e o pós teste, que, procurou propiciar aos sujeitos
uma melhor reflexão como leitor.

80%
70%
60%
50%
1998 (n=25)

40%

1999 (n=24)

30%
20%
10%
0%
Não
respondeu

Mau

Ocasional

Crítico

assíduo

não leitor

Figura 1 - Autopercepção dos Sujeitos como Leitores no Pré e Pós-Teste

10

�Bartalo (1997) encontrou como resultados de sua pesquisa junto a alunos do
mesmo curso que a maioria percebia-se como leitor ocasional.

3.2 Estratégias Adotadas nas Leituras

Os resultados das estratégias que os sujeitos adotam nas leituras, de forma
geral, estão apresentados na Tabela 1. Verifica-se que não há predominância de nenhuma
delas, tanto no pré quanto no pós-teste. Chama a atenção este resultado porque os dois itens
com maior freqüencia de indicações (32% no pré teste e 33,3% no pós teste) apontam duas
estratégias antagônicas, ou seja seguir sequencialmente o texto lendo cada parte atentamente
e espiar o texto no geral identificando pontos principais e depois realizar uma leitura
analítica

TABELA 1 - Estratégias de Leitura adotadas pelos Sujeitos no Pré e no Pós-Teste
Estratégias
de leitura
Não respondeu
Segue seqüencialmente o texto lendo cada parte
atentamente
Faz uma leitura geral e retorna aos parágrafos
considerados mais importantes
Espia o texto no geral identificando pontos
principais e depois realiza uma leitura analítica
Outro procedimento

Pré-Teste

Pós-Teste

Geral
(n=25)

Matutino
(n=10)

Noturno
(n=15)

Geral
(n=24)

Matutino
(n=12)

Noturno
(n=12)

8%

20%

---

---

---

---

32%

40%

26,7%

33,3%

41,7%

25%

24%

20%

26,7%

33,3%

25%

41,7%

32%

20%

40%

33,3%

33,3%

33,3%

4%

---

6,7%

---

---

---

3.3 Dificuldades na Leitura de Textos Técnico-Científicos

Os resultados dos graus de dificuldades com que os sujeitos se defrontam
nas leituras de textos técnico-científicos estão apresentados na Tabela 2. Observa-se que
houve predominância da existência de dificuldades nestas leituras, tanto no pré (36%), quanto

11

�no pós-teste (41,7%). Presume-se que a incidência do aumento da freqüência de dificuldade
no pós teste, seja decorrente da maior conscientização dos alunos a respeito de suas
dificuldades na leitura. Talvez essas dificuldades sejam efetivamente aumentadas em função
do avanço na série do curso, onde naturalmente elas são maiores.
TABELA 2 - Graus de Dificuldades Encontrados nas Leituras de Textos Técnico-Científicos
no Pré- e no Pós-Teste
Pré-Teste
Graus de Dificuldades
Não responderam
Maior facilidade
Facilidade
Menor facilidade
Maior dificuldade
Dificuldade
Menor dificuldade

Pós-Teste

Geral

Matutino

Noturno

Geral

Matutino

Noturno

(n=25)

(n=10)

(n=15)

(n=24)

(n=12)

(n=12)

0,0%
20,0%
12,0%
16,0%
0,0%
36,0%
16,0%

0,0%
10,0%
0,0%
20,0%
0,0%
50,0%
20,0%

0,0%
0,0%
20,0%
13,3%
26,7%
26,7%
13,3%

4,2%
4,2%
8,3%
20,8%
12,5%
41,7%
8,3%

8,3%
8,3%
16,7%
16,7%
16,7%
25,0%
8,3%

0,0%
0,0%
0,0%
25,0%
8,3%
58,3%
8,3%

Nas figuras 2 e 3 estão apresentados os resultados obtidos no pré e no pósteste, respectivamente, quanto à dificuldade que os sujeitos sentiam na compreensão de
leituras de textos recomendados pelos professores depois que ingressaram na Universidade.
No pré-teste, ocasionalmente, 52% dos sujeitos sentiam dificuldade nestas
leituras, enquanto que 40% sentiam-na freqüentemente.
100%
90%
80%
70%
60%

Geral

50%

matutino

40%

noturno

30%
20%
10%
0%
freqüente

ocasional

rara

Figura 2 - Grau de Dificuldade na Compreensão de Leituras de Texto no Pré-Teste

12

�No pós-teste, 66,7% dos sujeitos sentiam estas dificuldades ocasionalmente
e 20% a sentiam freqüentemente, conforme demonstrado na Figura 3.
80%
70%
60%
50%

Geral
matutino

40%

noturno
30%
20%
10%
0%
não responderam

freqüente

ocasional

rara

Figura 3 - Grau de Dificuldade na Compreensão de Leituras de Texto no Pós-Teste

Observa-se, em termos gerais, que houve uma melhora depois da primeira
fase do Programa, já que a incidência maior recai sobre dificuldades ocasionais.
Oliveira (1993), Santos (1989), Mascarenhas (1984) e Braga (1983) também
investigaram o grau de dificuldade que seus sujeitos tinham na compreensão de textos de
estudo, tendo todos encontrado resultados semelhantes aos encontrados neste estudo, ou seja,
que as dificuldades de compreensão encontradas nas leituras de estudo são ocasionais.
A Tabela 3 apresenta os resultados quanto às dificuldades encontradas nas
leituras dos sujeitos no pré e pós-teste. A dificuldade mais apontada pelos sujeitos tanto no
pré-quanto no pós-teste foi a complexidade do conteúdo, sendo que no pré-teste, 64% do total
de sujeitos e no pós-teste 83,33% sentiam esta dificuldade. No pré-teste a segunda dificuldade
dos sujeitos esteve relacionada ao significado das palavras, enquanto que no pós teste a
segunda maior dificuldade foi a falta de pré requisitos e a terminologia técnica. Talvez esses

13

�resultados possam ser atribuídos novamente a uma maior conscientização dos alunos em
relação às suas dificuldades ao procederem leituras de estudo.

TABELA 3 - Dificuldades Encontradas nas Leituras no Pré e no Pós-Teste
Dificuldades encontradas
nas leituras
Não responderam
Análise do texto
Terminologia técnica
Significado das palavras
Falta de pré requisitos
Estilo do autor
Quantidade/extensão do conteúdo
Complexidade do conteúdo
Conclusão pessoal
Outras dificuldades

pré-teste

pós-teste

Geral

Matutino

Noturno

Geral

Matutino

Noturno

(n=25)

(n=10)

(n=15)

(n=24)

(n=12)

(n=12)

8,00%
32,00%
44,00%
52,00%
48,00%
28,00%
36,00%
64,00%
24,00%
4,00%

20,00%
30,00%
40,00%
40,00%
50,00%
20,00%
40,00%
70,00%
30,00%
10,00%

0,00%
33,33%
46,67%
60,00%
46,67%
33,33%
33,33%
60,00%
20,00%
0,00%

4,17%
37,50%
58,33%
29,17%
58,33%
25,00%
45,83%
83,33%
29,17%
8,33%

8,33%
25,00%
50,00%
16,67%
33,33%
8,33%
33,33%
75,00%
16,67%
8,33%

0,00%
50,00%
66,67%
41,67%
83,33%
41,67%
58,33%
91,67%
41,67%
8,33%

Visto que a maioria considera que suas maiores dificuldades estejam
relacionadas com a falta de pré-requisito e a complexidade do conteúdo, pode-se atribuir
essas dificuldades à deficiência de suas aprendizagens no decorrer de suas vidas escolares.
Ao facilitar o acesso à Universidade, sem simultaneamente estabelecer
mecanismos de melhoria no desempenho em leitura, a política educacional brasileira levou o
ingresso de alunos no 3º grau que não dominam habilidades básicas em leitura, como apontam
Lopes &amp; Ribeiro (1992).
Resultado similar foi obtido por Bartalo (1997), que encontrou em sua
pesquisa que a complexidade do texto foi a dificuldade mais apontada pelos sujeitos.

14

�3.4 Percepção quanto à Eficiência das Estratégias de Estudo

Na Tabela 4 estão apresentados os resultados das estratégias de estudo
consideradas mais eficientes pelos sujeitos. Verifica-se que nenhum sujeito, nem no pré e nem
no pós teste considera a estratégia de resumir ao final do texto como eficiente. Talvez este
resultado possa ser atribuído à complexidade inerente ao resumir, que demanda elevado nível
de compreensão para sua efetivação. A maioria considera que ler silenciosamente o texto e
sublinhar os pontos importantes seja uma estratégia de estudo eficiente, tanto no pré (40%),
como no pós-teste (58,3%).

TABELA 4 - Estratégias de Estudo Consideradas mais Eficientes Enquanto Alunos
Universitários no Pré-Teste e no Pós-Teste
Estratégias
de estudo

pré-teste

pós-teste

Geral
(n=25)

Matutino
(n=10)

Noturno
(n=15)

Geral
(n=24)

Matutino
(n=12)

Noturno
(n=12)

Não respondeu

20%

50%

---

8,3%

---

16,7%

Ler silenciosamente e sublinhar os pontos
importantes
Ler em voz alta os textos

40%

20%

53,3%

58,3%

66,7%

50%

16%

20%

13,3%

---

---

---

---

---

---

---

---

---

4%

---

6,7%

8,3%

8,3%

8,3%

20%

10%

26,7%

25%

25%

25%

Ao final da leitura resumir com as próprias palavras
todo o texto
Ao final de cada tópico importante resumir com as
próprias palavras
Sublinhar o texto enquanto lê

A respeito da técnica de sublinhar, Peterson (1992) investigou as funções
cognitivas do sublinhar o texto enquanto lê com 66 estudantes de college, tendo delineado três
condições experimentais: a primeira, sublinhar enquanto estuda e rever o texto sublinhado; a
segunda, sublinhar enquanto estuda e rever o texto sem o sublinhado e a terceira, estudar e
rever sem sublinhar. Face a um teste que avaliava as recordações dos fatos e a memória
inferencial, verificou que os sujeitos submetidos à primeira condição, apresentaram

15

�desempenho inferior em memória inferencial quando comparado com os outros dois grupos.
Segundo a autora, os resultados indicam que o sublinhar, aparentemente, não parece ser útil,
seja para a função de codificação, seja para a de revisão, além de poder ser contraprodutivo
para a memória inferencial.

3.5 Dificuldades no Curso

A falta de tempo para estudar foi a dificuldade mais apontada pelos
sujeitos, tanto no pré- (80%), quanto no pós-teste (66,67%), seguida pela falta de hábito de
leitura (32%) no pré teste e pela falta de conhecimento (37,5%) no pós teste, conforme
resultados apresentados na Tabela 5.

TABELA 5 - Dificuldades Encontradas no Curso, no Pré-Teste e no Pós-Teste
Dificuldades encontradas
No curso
Não tem dificuldade
Falta de conhecimento
Falta de hábito de leitura
Falta de tempo para estudar
Outras

pré-teste
Geral
(n=25)

Matutino
(n=10)

0,00%
16,00%
32,00%
80,00%
4,00%

0,00%
20,00%
30,00%
70,00%
10,00%

pós-teste
Noturno
(n=15)

Geral
(n=24)

0,00%
13,33%
33,33%
86,67%
0,00%

4,17%
37,50%
25,00%
66,67%
0,00%

Matutino
(n=12)

0,00%
33,33%
33,33%
66,67%
0,00%

Noturno
(n=12)

8,33%
41,67%
16,67%
66,67%
0,00%

Também Bartalo (1997) encontrou resultados idênticos junto à mesma
comunidade, com a maioria dos sujeitos de sua pesquisa apontando a falta de tempo para
estudar como a maior dificuldade, seguida pela falta de hábito de leitura e falta de
conhecimento.

16

�4 CONCLUSÃO

A síntese dos resultados obtidos, resultados parciais desta pesquisa, serão
destacados como se segue:
•No instrumento de Atitudes de Leitura no pré-teste, os itens relacionados às categorias
Leitura/Aprendizagem e Leitura/Lazer demonstraram que os alunos concordam com os itens
indicando que reconhecem o valor da leitura na aprendizagem e como uma fonte de lazer, isso
foi confirmado no pós-teste;
•Na Categoria Sentimentos Afetivos frente a Leitura, que caracteriza as atitudes pessoais dos
alunos em relação a leitura, não ficaram evidenciados sentimentos positivos, porém no pósteste esse quadro mudou passando a indicá-los;
• Os sujeitos se auto avaliam tanto no pré como no pós teste como leitores ocasionais, tendo,
no entanto, declinado esta freqüência no pós teste;
• Observou-se um aumento da freqüência com que os sujeitos tinham dificuldades nas
leituras de textos técnicos científicos, de 52% para 62,5%;
• As dificuldades de compreensão nas leituras recomendadas pelos professores depois de
ingressarem na Universidade diminuíram no pós teste;
• A complexidade do conteúdo foi a dificuldade mais apontada, tanto no pré como no pósteste;
• Ler silenciosamente e sublinhar os pontos importantes constituíram-se como as estratégias
de estudo adotadas com maior freqüência pelos sujeitos;
• Os sujeitos colocam a falta de tempo como a maior dificuldade encontrada no curso, tanto
antes como depois da primeira fase do programa.

17

�Considerando as limitações destes resultados, que são parciais, constata-se a
necessidade de estudos similares com outros cursos e outros aspectos para a geração de novos
conhecimentos, alicerçando assim a possibilidade de intervir e melhorar o repertório de leitura
do universitário, garantindo capacitação adequada para os futuros profissionais.

18

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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biblioteconomia - UEL. Londrina, UEL, 1997 (Dissertação de Mestrado)
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119, abr. 1996.
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infantil e juvenil através da obra de Francisco Marins. São Paulo : Melhoramentos,
1990. 64 p.
LOPES, T. M. J. ; RIBEIRO, M. S. P. Funções da leitura entre pós-graduandos em
Biblioteconomia. Trans-in-formação, Campinas, v. 4, n. 1, 2, 3, p. 45-54, 1992.
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:UVS , 1993. p. 101 –113 .
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Especialização em Metodologia do Ensino Superior). Departamento de Educação,
Universidade Estadual de Londrina.
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EPU, 1992 . 109 p. (Coleção Temas básicos de educação e ensino).
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Engenharia e Fonoaudiologia da PUCCAMP. Campinas, PUCCAMP, 1993. (Dissertação
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19

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leitura. 4. ed. São Paulo : Cortez : Autores Associados, 1987. 104 p.
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(Série Novas Perspectivas).
WITTER, Geraldina Porto. Leitura e universidade. In: WITTER, Geraldina Porto (org.).
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20

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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Carelli, Ana Esmeralda, Bartalo, Linete, Cruz, Vilma Aparecida Gimenes da, Silva, Anael Cristina Assis da, Cordeiro, Nilza Maria de Souza</text>
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              <text>Considerando o comportamento de leitura como mediador para a ocorrência de novas aprendizagens e conseqüentemente ser ele imprescindível para a formação universitária, foi realizada uma pesquisa com 25 alunos da segunda série do curso de Biblioteconomia da Universidade Estadual de Londrina, sendo 10 do turno matutino e 15 do noturno, com o objetivo de estabelecer um programa de leitura voltado às necessidades do curso. Os presentes resultados referem-se a um aspecto da pesquisa onde caracterizou-se o comportamento e as atitudes de leitura dos sujeitos. Foram aplicados dois instrumentos em 1998, tendo sido respetida a aplicação em 1999. O primeiro instrumento, proposto por Silva e Maher (1983), investigou as atitudes de leitura dos sujeitos quanto aos seguintes aspectos: leitura/aprendizagem, sentimentos afetivos frente à leitura e leitura e lazer. O segundo instrumento caracterizou o comportamento de leitura quanto aos fatores que influenciam a freqüência à Biblioteca, auto avaliação como leitor, significados sobre leitura, estratégias de leitura face aos textos escolares, dificuldades nas leituras de textos escolares, percepção quanto à eficiência de estratégias de estudo e dificuldades no curso. As atitudes de leitura dos alunos sofreram modificações positivas quando comparadas a primeira aplicação (1998) e a segunda (1999), principalmente em relação aos sentimentos afetivos frente à leitura. Quanto à caracterização do comportamento de leitura, a finalidade principal de freqüência à Biblioteca, tanto em 1998 como em 1999 foi buscar material para trabalhos acadêmicos. A autopercepção como leitores mudou de ocasional em 1998 para crítico e assíduo em 1999, sendo que atribuíram à leitura em ambos os anos o significado de um meio de instrução. A maioria dos sujeitos sentia dificuldades nas leituras dos textos técnico-científicos tanto em 1998 como em 1999, sendo freqüente em 1998 e ocasional em 1999. A falta de tempo para estudar foi a dificuldade no curso apontada pela maioria dos sujeitos tanto em 1998 como em 1999, com uma leve diminuição na freqüência em 1999. </text>
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