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                  <text>DESENVOLVIMENTO DE EQUIPES E CAPACITAÇÃO DE USUÁRIOS: A
BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM
Márcia Elísa Garcia de Grandi (megrandi@usp.br); Adriana Cybele Ferrari (aferrari@usp.br)
Bibliotecárias do Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
da Universidade de São Paulo. Endereço: Av. Prof. Lineu Prestes, trav. 12, n. 350 - 05508-900 – São Paulo – SP

Resumo
Partindo do enforque da qualidade aplicado a Bibliotecas e Serviços de Informação, o Serviço
de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) vem desenvolvendo programas de
capacitação de usuários, paralelamente a programas voltados para o desenvolvimento de sua
equipe. As novas tecnologias para tratamento e acesso à informação e as novas tendências
observadas nas organizações modernas exigem uma atualização contínua dos profissionais da
área, não somente para o desenvolvimento de suas atividades, como também para atuar como
elemento facilitador nos procedimentos de busca e recuperação da informação adotados pelos
usuários. Neste sentido, o SBD/FFLCH/USP, desde o final de 1997, vem promovendo sessões
de treinamento de seus auxiliares enfocando temas específicos, tais como: qualidade no
atendimento, conservação e preservação de acervo, uso de catálogos automatizados, além de
outros treinamentos em serviço. Para os bibliotecários, ao lado do incentivo à participação em
eventos da área de Ciência da Informação, foram disponibilizados cursos nas áreas de
desenvolvimento interpessoal e ações de liderança e preservação e conservação. O Programa
de Capacitação de Usuários vem sendo implementado por meio de atividades diferenciadas e
módulos específicos, compreendendo a realização de palestras, visitas orientadas, sessões de
treinamento e aulas expositivas. Todas as atividades, tanto para usuários quanto para a equipe,
são precedidas de elaboração de material de apoio.
Eixo Temático: Gerência da Biblioteca Universitária
1

�1 Qualidade e Organizações de Aprendizagem: conceitos complementares
A busca pela excelência nos serviços prestados pelas bibliotecas e serviços de informação
sempre foi uma preocupação constante dos bibliotecários, sobretudo daqueles que
desempenham papel de gerência. O trabalho das bibliotecas que almejam ser “referência” na
sua área de atuação e, com isso, satisfazer cada vez mais seus usuários, vem sendo há muito
norteado pela busca da eficácia e pelos esforços dirigidos à adoção e manutenção de padrões
de desempenho estabelecidos por instituições ou grupos de especialistas na área de
Adminstração de bibliotecas e serviços de informação.
Neste sentido, a Biblioteconomia e Ciência da Informação procuraram acompanhar os estudos
da área de Administração para poder transportá-los ao ambiente das bibliotecas. Com isso,
não são raros os trabalhos relatados na literatura nacional e internacional, onde os
bibliotecários adotam as técnicas de O&amp;M, de Marketing entre outras, para melhor obtenção
de resultados e eficiência nos produtos e serviços oferecidos à clientela.
A qualidade não se traduz, simplesmente, em mais uma onda gerencial, mas é uma nova
filosofia de fazer as coisas. Não apenas fazer, mas certificar-se de sua aplicabilidade e,
principalmente, adotar uma estratégia voltada para o cliente, que é o principal elemento da
empresa. A qualidade pode ser traduzida, então, em satisfação do cliente, conquista e garantia
de mercado (Rocha, Gomes, 1993).
Há uma tendência em se adotar o conceito de adequação ao uso, quando do planejamento e
implantação de programas de qualidade em organizações na área de prestação de serviços,
onde as unidades de informação estão inseridas. Assim, os principais requisitos para a
qualidade de um serviço de informação, tais como indicados por Shaughnessy (citado por
Vergueiro, Belluzzo, 1997), podem ser:

2

�-

entendimento das necessidades e expectativas dos usuários; segurança, incluindo
confidenciabilidade;

-

cortesia e comunicabilidade;

-

adoção de linguagem adequada, incluindo postura corporal, meios de canais de
distribuição;

-

ambientação física adequada.

A adoção da filosofia da qualidade com foco no cliente, ou seja, a implementação de
estratégias orientadas para oferecer serviços voltados para suas necessidades e expectativas,
vem sendo cada vez mais exigida pela atual conjuntura sócio-econômica mundial, tornando-se
quase imperativo para a sobrevivência e sucesso das organizações modernas, incluindo aqui
unidades de informação.
Para a idealização e operacionalização de programas de qualidade, é essencial que a alta
gerência esteja comprometida com a qualidade, assim como é imprescindível que todos os
funcionários estejam envolvidos neste processo. E como obter uma sensibilização de todos os
elementos da equipe em relação à necessidade de promover mudanças concretas em direção à
qualidade?
Além do foco no cliente, em toda a literatura nacional e internacional publicada sobre
qualidade em serviços de informação, verifica-se uma unanimidade: não se atinge qualidade
se não houver um programa de capacitação dos indivíduos que fazem parte das organizações.
Um dos caminhos apontados para a promoção de mudanças efetivas dentro das organizações é
representado pela manutenção de programas contínuos de qualificação dos recursos humanos.
Neste contexto, “as empresas de maior sucesso nos cenários atual e futuros serão as chamadas
organizações de aprendizagem” (Senge citado por Maurício, 1998, p.93). Com a nova
exigência de permanente aprendizado, a Educação é colocada como fator preponderante do
3

�processo de modernização organizacional e desenvolvimento individual , verificando-se,
também, que a comunicação e a qualidade potencializam a aprendizagem e o engajamento dos
integrantes da organização (Maurício, 1998, p.93).
Como acontece com as pessoas, a biblioteca também não pode parar de aprender. “Se uma
organização pára de aprender, pára de se auto-reorganizar, é ultrapassada pelos concorrentes e
morre” (Freire, 1999). Na realidade, o aprendizado individual gera conhecimento para a
organização, na medida que haja um ambiente disposto a disseminar este conhecimento e
registrar as experiências positivas vivenciadas pela empresa.
Assim, segundo Maira e Bragar (1998), existem três tipos básicos de aprendizado
organizacional:
-

aprender como melhorar o conhecimento organizacional existente;

-

aprender a criar o novo conhecimento organizacional (também conhecido como
inovação);

-

disseminar e transferir o conhecimento para as várias áreas da organização.

Transportando tal concepção para o contexto de uma biblioteca universitária, evidencia-se
que programas de capacitação de usuários, tendo como tônica o conceito “aprender a
aprender”, são também tão imprescindíveis quanto iniciativas voltadas ao desenvolvimento de
equipes.
Programas educativos direcionados aos usuários de bibliotecas universitárias fazem parte há
muito tempo da rotina dos bibliotecários, como atestam os vários relatos de casos e trabalhos
teóricos encontrados na literatura nacional e internacional da área de Biblioteconomia e
Ciência da Informação.
Denominado anteriormente de instrução ou orientação bibliográfica, dentre outros termos, o
“treinamento para uso da biblioteca tornou-se um conceito menos estreito, alargado no seu
4

�significado, e passa a ser visto como um processo para desenvolver a proficiência no uso dos
recursos informacionais” (Figueiredo, 1991, p.111).
Traçando um histórico sobre os programas de orientação bibliográfica, Pasquarelli (1996)
discorre sobre o crescimento da literatura nesta área a partir das décadas de 60 e 70, com a
criação de vários grupos e aparecimento de várias publicações tendo como enfoque a
educação dos usuários. Destaca-se a implantação, em 1972, do projeto LOEX (Library
Orientation Instructional Exchange), um centro referencial cooperativo para o intercâmbio de
materiais usados para instrução bibliográfica em bibliotecas universitárias. A instituição vem
promovendo anualmente conferências e outras atividades, como pode ser verificado no site:
http://emich.edu/%7elshirato/loex.html.

Outras iniciativas vêm sendo mantidas através da

Library Instruction Round Table, site: http://diogenes.baylor.edu/Library/LIRT/mission.html
e do Instituto for Information Literacy, site: http://www.ala.org/acrl/nili/nilihp.html.
O desenvolvimento das novas tecnologias de informação, que apresentam seu ápice na
biblioteca eletrônica e na Internet, vem alterando substancialmente a natureza do
comportamento dos indivíduos em relação à obtenção de informação na pesquisa acadêmica:
a busca, recuperação, gerenciamento e comunicação estão sendo afetados pela mudança do
método tradicional para os métodos das informação assistida pelas novas tecnologias (Barry,
1997, p.225). Novas habilidades informacionais são exigidas e, desta forma, os programas de
capacitação de usuários têm que ser remodelados para treinar os pesquisadores a operar no
mundo eletrônico.
Vários artigos relatam iniciativas de capacitação de usuários no uso das novas tecnologias da
informação, ao lado do desenvolvimento de programas direcionados à orientação quanto ao
uso da biblioteca, ou seja, sessões de treinamento sobre a localização dos recursos
informacionais localizados no espaço físico interno das instituições. Barry (1997) apresenta o
Projeto de Acesso à Informação desenvolvido entre supervisores de pesquisa do King’s

5

�College London. Um número especial do periódico Reference Services Review (v.26, n.3/4,
1998), dedicado à instrução bibliográfica e à “information literacy” repertoria alguns dos 29
trabalhos apresentados na conferência organizada pela LOEX-of-the-West em 1998. Na
mesma publicação, está incluída uma bibliografia anotada com 195 itens sobre “information
literacy”, onde são arrolados trabalhos sobre instrução quanto ao uso de recursos
informacionais, pesquisa e habilidades eletrônicas relacionadas à recuperação, uso e avaliação
da informação (Rader, 1998).
Kamhi-Stein e Stein (1998) descrevem um modelo de instrução sobre o uso da biblioteca,
aplicado a classes de calouros da Califórnia State University. Um programa de instrução
assistida por computador , desenvolvido para atingir cerca de 800 a 900 alunos ingressantes
no curso de Biologia da UCCLA é apresentado por Kaplowitz e Contini (1998). Lowry
(1995), Ercegovac (1995), Perkins (1996), Herring (1997) e Brakeslee (1998) relatam sessões
de treinamento e apresentam propostas de modelos desenvolvidos em bibliotecas
universitárias e escolares.
No Brasil, programas de capacitação de usuários em bibliotecas universitárias vêm, também,
sendo desenvolvidos por várias instituições, como pode ser verificado em trabalhos mais
recentes apresentados por Cuenca (1997), Coletta et al. (1998), Bezerra e Costa (1998) e
Sampaio et al. (1998).
Nos diferentes relatos de casos e abordagens teóricas e metodológicas encontrados na
literatura nacional e internacional emerge a premissa que o treinamento ou instrução sobre o
uso da biblioteca e dos recursos informacionais disponíveis em meios eletrônicos não pode
mais ser implementada através de uma forma exclusiva ou com a promoção de um único
evento. A complexidade das habilidades de informação exigidas pelo mundo eletrônico impõe
a integração de vários métodos e pressupostos, onde podemos incluir: a disponibilização de
um “portfolio” de serviços diferenciados; intercalação de sessões individuais, atividades em

6

�grupo e oportunidades de auto-instrução; conhecimento dos diferentes estilos cognitivos e de
aprendizagem individuais e adoção do conceito de desenvolvimento progressivo das
habilidades; organização de sessões de treinamento dentro do contexto e de acordo com
necessidades específicas (Barry, 1997, p.228).
Ampliando o conceito de instrução bibliográfica, a capacitação de usuários requer,
atualmente, competências agrupadas sob o termo “information literacy”, que pode ser
definido como o conjunto de habilidades para reconhecer quando a informação é necessária e
ser capaz de localizar, avaliar, organizar e utilizar efetivamente esta informação para resolver
um problema particular ou tomar uma decisão, não importando se a informação selecionada
esteja em um computador, livro, filme, agência governamental ou quaisquer outras fontes
(American Library Association, 1989).
Não se trata simplesmente do desenvolvimento de habilidades específicas para a exploração
dos recursos de uma biblioteca ou base de dados, mas sim da promoção do crescimento
individual a partir da aquisição e incorporação de uma postura investigativa e crítica por parte
dos indivíduos, postura esta a ser mantida por toda vida.
A preocupação com o aprimoramento das habilidades de informação exigidas pelo mundo
moderno deve, naturalmente, permear as atividades desenvolvidas pelas instituições de ensino
superior, uma vez que “as atividades da universidade podem ser quase todas caracterizadas
como formas de manipulação de informação ou, mais precisamente, formas de ação sobre a
informação” (Lyra, 1999).
Sendo assim, a biblioteca universitária destaca-se como o espaço privilegiado para a
promoção de programas de capacitação no uso e exploração de recursos informacionais,
prática esta que exige esforços de cooperação entre bibliotecários, docentes e administradores
da instituição, A eficácia dos programas de capacitação de usuários está condicionada à
integração entre os diversos segmentos que compõem a universidade no sentido de assegurar

7

�a toda comunidade interna e externa o desenvolvimento pleno das habilidades intelectuais, de
raciocínio e análise crítica e de ajudar a construir um arcabouço para aprender a aprender,
transformando os indivíduos em cidadãos informados e preocupados com o crescimento
contínuo durante todas as fases de sua vida pessoal e profissional (Association of College &amp;
Research Libraries, 2000).
2 Programa de Desenvolvimento de Equipes
Com a fundação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras em 1934, surgiu a primeira
Biblioteca da Faculdade, denominada “Biblioteca Central”. Paralelamente a essa Biblioteca,
formaram-se acervos junto às “Cadeiras”. No fim da década de 60, uma parte do acervo da
Biblioteca Central foi distribuída para os Institutos, resultantes da Reforma Universitária.
Outra parte, somada aos acervos das antigas “Cadeiras”, permaneceu na Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas, dando origem às Bibliotecas Departamentais de Letras,
Geografia, História e Filosofia/Ciências Sociais.
Em 1987, foi criado o Serviço de Biblioteca e Documentação (SBD), que veio reagrupar tanto
as Bibliotecas Departamentais como também algumas Bibliotecas de Centros de Estudos,
pertencentes à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas.
Atualmente o SBD está instalado em três prédios de ensino e pesquisa da FFLCH, perfazendo
um total de 7.387 m² .
O quadro de pessoal conta com 50 funcionários, sendo 15 bibliotecários e 35 auxiliares de
biblioteca. Com este “staff” realiza anualmente a aquisição de cerca de 11.000 documentos,
processa em média 19.000 monografias/livros e 4000 fascículos de periódicos, além de outros
materiais. Atende em média 531.000 usuários ao ano compreendidos por docentes,
pesquisadores, alunos e funcionários da FFLCH e de outras unidades USP, bem como ao
público em geral.

8

�Como participante do Serviço Integrado de Bibliotecas da USP, o SBD vem passando por um
processo de modernização de sua infra-estrutura e de seus recursos informacionais, visando
oferecer produtos e serviços cada vez mais aprimorados para a comunidade usuária.
A adoção das novas tecnologias de informação e mudanças organizacionais que atingem o
setor de serviços, onde se incluem as Bibliotecas e os Serviços de Informação, exigem
políticas de atualização contínua das equipes bibliotecárias e dos usuários.
Neste sentido, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de São Paulo (SIBi/USP)
vem promovendo, desde 1996, atividades sistêmicas orientadas para o desenvolvimento
profissional da equipe dos profissionais bibliotecários da instituição.
A partir das propostas de capacitação de recursos humanos do SIBi-USP foi realizado, em
1997, um workshop local com o objetivo de avaliar o programa implementado e também
estabelecer as demandas internas de treinamento. Este workshop contou com a participação
de toda equipe da biblioteca, ou seja, auxiliares, técnicos e bibliotecários.
As discussões e pontos levantados pelo grupo, ao lado das necessidades já detectadas pelas
chefias da Biblioteca, permitiram o delineamento do “Programa de Desenvolvimento de
Equipes” a ser implantado em 98/99.
Primeiramente, foram concebidos três módulos implementados a partir das competências
internas da própria biblioteca. Nestes módulos iniciais procurou-se atender a demandas
prioritárias, relacionadas à melhoria da qualidade dos serviços prestados e à preservação e
conservação de acervo.
As sessões de capacitação promovidas foram assim estruturadas:
❑ Módulo 1: Parte A – A missão do SBD e sua organização
Parte B – A qualidade do atendimento: considerações iniciais
Participantes: Técnicos e Auxiliares de Biblioteca
Conteúdo: Missão e objetivos do SBD
9

�Estrutura administrativa e atribuições
Recursos de informação
Qualidade no serviço de atendimento ao usuário
Recursos Instrucionais: Transparências, vídeo e exercícios em grupo

❑ Módulo 2: O Banco de Dados Bibliográficos da USP – Dedalus
Participantes: Técnicos e Auxiliares de Biblioteca
Conteúdo: Apresentação dos procedimentos para acesso e busca no Dedalus visando o
melhor atendimento e auxílio ao usuário
Recursos Instrucionais: Transparências, data show, Manual do Usuário e exercícios
práticos

❑ Módulo 3: Preservação e Conservação de Acervos Documentais: noções básicas
Participantes: Técnicos e Auxiliares de Biblioteca
Conteúdo: Apresentação dos conceitos básicos de preservação
Causas de deterioração de acervos bibliográficos
Orientação quanto à preservação do acervo do SBD
Recursos Instrucionais: Transparências

Além dessas atividades, foi contratada uma empresa externa de consultoria para ministrar um
curso específico, que veio a compor o módulo 4, dirigido aos profissionais bibliotecários.

❑ Módulo 4: Desenvolvimento do Relacionamento Interpessoal e Ações de Liderança

10

�Participantes: Bibliotecários e Assistentes de Direção da FFLCH
Conteúdo: Tendências das organizações modernas
Desenvolvimento profissional
Diferenças individuais
Recursos Instrucionais: Transparências, vídeo, dinâmica em grupos, exercícios
individuais

Paralelamente aos cursos oferecidos no próprio ambiente de trabalho, viabilizou-se, também,
a participação da equipe em cursos, eventos, palestras de atualização profissional,
contemplando áreas consideradas estratégicas tanto para o desenvolvimento profissional dos
indivíduos envolvidos, como para o aprimoramento dos produtos e serviços prestados pela
instituição. Alguns destes cursos foram proporcionados pela Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas, a qual a biblioteca se encontra subordinada. Destacam-se, entre eles, os
cursos de Idiomas Estrangeiros e um curso específico de “Qualidade no Atendimento ao
Cliente”, ministrado por uma empresa externa e da qual participaram todos os Técnicos e
Auxiliares, além de dois bibliotecários ligados ao Serviço de Atendimento ao Usuário.
3 Programa de Capacitação de Usuários
Iniciativas de treinamento e instrução de usuários já haviam sido concretizadas anteriormente
na biblioteca, mas sem o estabelecimento de objetivos específicos, sistematização de
conteúdo e planejamento de atividades que garantissem uma continuidade do programa. Além
disto, as atividades ligadas à capacitação de usuários não foram idealizadas e implementadas
dentro de uma perspectiva mais abrangente e em consonância com outras iniciativas levadas a
cabo simultaneamente, tendo em vista a qualidade dos produtos e serviços disponibilizados à
comunidade.

11

�A Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP possui 9564 alunos de
graduação, 2767 alunos de pós-graduação, 356 docentes e 350 funcionários, todos usuários
potenciais e prioritários do Serviço de Biblioteca e Documentação. Como a biblioteca é de
livre acesso, acresce-se a estes números todos os usuários representados pela comunidade
USP, ao lado dos usuários ligados a instituições externas. A grandeza da comunidade a ser
atendida e a diversidade de interesses das diferentes categorias de usuários são elementos
decisivos e que tiveram que ser considerados no planejamento e dimensionamento de
programas de capacitação de usuários da biblioteca.
Diante da demanda diversificada de informação, tornou-se necessária a segmentação da
comunidade alvo, levando-se em conta, também, o nível de complexidade das informações a
serem transmitidas e o interesse e preparo do grupo a ser atingido. Neste sentido, foi
elaborado um “Programa de Capacitação de Usuários”, que passou a ser implementado em
módulos distintos, atendendo a necessidades e interesses específicos dos diferentes grupos.
Num primeiro momento, optou-se por capacitar os alunos de graduação, tanto calouros como
aqueles inscritos em turmas mais avançadas. Diante do número elevado de usuários que
deveriam ser atendidos, foram previstas atividades diversificadas, criando oportunidades de
treinamento em diferentes períodos e adotando-se estratégias distintas, de tal forma a garantir
resultados positivos.
O Programa de Capacitação de Usuários no ano de 1999 foi, então, implementado a partir
das seguintes atividades:

❑ Palestra realizada como parte da programação da Semana de Recepção aos Calouros,
organizada pela Comissão de Graduação da Faculdade.
Participantes: 60 alunos
Conteúdo: Breve apresentação dos recursos da biblioteca
12

�Informações gerais sobre o funcionamento: instalações, horário de
atendimento, procedimentos para inscrição.
Convite para visita orientada.

❑ Visitas Orientadas
Foram disponibilizados vários horários durante o início do ano letivo, nas três seções
de atendimento da biblioteca.
Participantes: 124 alunos
Conteúdo: Informações e apresentação das instalações da biblioteca
Organização do acervo
Acesso à informação
Recursos e serviços disponíveis aos usuários
Material de Apoio: Folders “Guia do Usuário”
Marcadores de páginas com informações sobre a Biblioteca e
cuidados para a preservação do acervo.

❑ Treinamento no Dedalus
O treinamento para utilização do banco de dados bibliográficos da Universidade de
São Paulo – Dedalus vem sendo promovido em todas as bibliotecas do SIBi/USP
desde 1998. As sessões de treinamento são agendadas pelas diferentes unidades, de
acordo com as disponibilidade locais. Assim, o SBD realizou a Semana Dedalus nos
últimos dias do mês de Março.
Participantes: 66 alunos
Conteúdo: Breve histórico do SIBi/USP
13

�Apresentação da Biblioteca Virtual do SIBi/USP
Procedimentos para acesso e busca no Dedalus
Exercícios práticos
Material de Apoio: Manual do Usuário
Transparências

❑ Palestras em Salas de Aula sobre “Recursos e Serviços Básicos do SBD”
Complementando o trabalho com os calouros da Faculdade, foram planejadas e
ministradas várias palestras nas salas de aula, mediante acordos com os Chefes de
Departamentos e docentes. Pretendeu-se com estas atividades atingir um maior
número de usuários do que obtidos nas Visitas Orientadas, uma vez que as
palestras foram realizadas em períodos previstos para aulas.
Participantes: 600 alunos
Conteúdo: Dados gerais sobre o SIBi/USP
Missão, objetivos e estrutura do SBD
Pesquisa na Biblioteca e no Dedalus
Organização do acervo
Localização física do material bibliográfico
Bases de dados online e em CD-ROM
Serviços de acesso ao documento
Material de Apoio: Transparências
Folders “Guia do Usuário”

❑ Palestra sobre “Normalização de Trabalhos Acadêmicos”

14

�Foi efetuada consulta à Comissão de Graduação da Faculdade no sentido de
incluir junto às disciplinas de Metodologia da Pesquisa, ministrada nos vários
departamentos, um módulo referente a procedimentos para busca e uso de
informação, incluindo a normalização de trabalhos acadêmicos. Vários
departamentos mostraram-se favoráveis à proposta e, após contatos estabelecidos
diretamente com alguns docentes, foi elaborada uma apresentação tendo como
conteúdo a normalização bibliográfica, tema este colocado como prioritário nas
consultas efetuadas. Foram, então, oferecidas algumas sessões sobre o assunto nas
próprias salas de aula, dentro dos horários cedidos pelos professores.
Participantes: 410 alunos
Conteúdo: Estrutura do trabalho acadêmico
Normas para apresentação de referências bibliográficas
Normas para apresentação de citações e notas
Recomendações gerais para apresentação dos trabalhos
Exercícios práticos
Material de Apoio: Transparências
Caderno de exercícios

❑ Treinamento em Bases de Dados
Atendendo solicitações específicas de docentes foram realizadas sessões de
treinamento em bases de dados disponíveis em CD-ROM. Pretende-se, para o
corrente ano, oferecer um programa de treinamento estruturado sobre utilização de
bases de dados online e em CD-ROM aos docentes e alunos de pós-graduação da
Faculdade, ao lado de uma campanha mais efetiva de divulgação desses recursos.
Base de dados: MLA International Bibliography
15

�Participantes: 50 alunos
Conteúdo: Informações gerais sobre a base
Opções de busca
Estratégia com operadores booleanos e operadores de truncagem
Estratégia com limitadores de campo
Procedimentos para gravação dos resultados
Material de Apoio: Folder sobre “Bases de dados on line e em CD-ROM”
Folder sobre “MLA International Bibliography”

4 Considerações Finais

Segundo FIGUEIREDO (1993, p.239), as necessidades de educação continuada têm sido
determinadas por dois motivos principais: o desenvolvimento tecnológico, que pode trazer
mudanças e consequências na atuação dos profissionais, e mudanças dos contextos
sócio-econômicos, políticos e culturais onde as unidades de informação estão inseridas.
Desde a criação do Serviço de Biblioteca e Documentação, em 1987, nunca houve, de forma
estruturada, um programa ou plano de treinamento da equipe. Dessa forma, sempre foi
incentivada a participação dos bibliotecários em eventos da área, em cursos, palestras, mas
sem que estas atividades estivessem

inseridas dentro de um programa de capacitação

estruturado. Isso tornava essas participações importantes apenas para o aprimoramento
pessoal, sem haver correspondente compromisso com a otimização do trabalho realizado, nem
tampouco revertendo em subsídios concretos para a reflexão e proposição de novos serviços.
Não havia uma política sistemática de estímulo para a educação continuada, que muitas vezes
só acontecia em treinamentos pontuais e que só eram aceitos desde que as condições fossem
muito favoráveis para a participação das pessoas.
16

�O delineamento de uma política de capacitação dos recursos humanos foi motivado por
bibliotecários com função de gerência, que perceberam a necessidade de rever formas e
metodologias de trabalho vigentes, buscando o aprimoramento dos serviços oferecidos. Muito
mais do que a concepção e implantação de um Programa de Capacitação, era necessário criar
um espaço de aprendizagem tanto para os clientes internos (equipe) como para os externos
(usuários).
Era imprescindível, também, que os componentes da equipe percebessem a necessidade de
implementação de ações direcionadas a promover mudanças efetivas na filosofia e fluxos de
trabalho. Além disto, tornava-se necessário um movimento de sensibilização de todos os
funcionários no sentido de buscarem o crescimento individual e profissional, condição
imprescindível para o desenvolvimento da equipe como um todo.
Verifica-se que a aprendizagem é um processo que ocorre no indivíduo, sendo ele o principal
agente de seu próprio desenvolvimento. Neste sentido, a biblioteca passou a atuar como uma
facilitadora e, em algumas vezes, patrocinadora do processo de aprendizagem focado às suas
necessidades. Vale ressaltar que o sucesso de qualquer programa de capacitação está
diretamente subordinado ao grau de comprometimento dos elementos da equipe.
Nossa proposta não foi de implementação de um programa de qualidade, e sim de capacitar
toda a equipe, oferendo uma visão geral sobre os conceitos de qualidade, assim como criando
oportunidades de reciclagem de conceitos e procedimentos necessários para o desempenho
das diferentes funções.
Era necessário viabilizar um programa de desenvolvimento da equipe e, paralelamente, estar
oferecendo um programa de capacitação de usuários. Por serem relevantes, essas atividades
deveriam acontecer em um curto espaço de tempo e estruturadas para serem oferecidas em
fluxo contínuo, o que vem sendo assegurado dentro do planejamento da Biblioteca.

17

�Embora os dois programas expostos sejam iniciativas muito recentes, existindo ainda muitas
ações a serem implementadas, já são visíveis resultados positivos dentro da comunidade
usuária e da equipe da Biblioteca.

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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              <text>Partindo do enforque da qualidade aplicado a Bibliotecas e Serviços de Informação, o Serviço de Biblioteca e Documentação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (SBD/FFLCH/USP) vem desenvolvendo programas de capacitação de usuários, paralelamente a programas voltados para o desenvolvimento de sua equipe. As novas tecnologias para tratamento e acesso à informação e as novas tendências observadas nas organizações modernas exigem uma atualização contínua dos profissionais da área, não somente para o desenvolvimento de suas atividades, como também para atuar como elemento facilitador nos procedimentos de busca e recuperação da informação adotados pelos usuários. Neste sentido, o SBD/FFLCH/USP, desde o final de 1997, vem promovendo sessões de treinamento de seus auxiliares enfocando temas específicos, tais como: qualidade no atendimento, conservação e preservação de acervo, uso de catálogos automatizados, além de outros treinamentos em serviço. Para os bibliotecários, ao lado do incentivo à participação em eventos da área de Ciência da Informação, foram disponibilizados cursos nas áreas de desenvolvimento interpessoal e ações de liderança e preservação e conservação. O Programa de Capacitação de Usuários vem sendo implementado por meio de atividades diferenciadas e módulos específicos, compreendendo a realização de palestras, visitas orientadas, sessões de treinamento e aulas expositivas. Todas as atividades, tanto para usuários quanto para a equipe, são precedidas de elaboração de material de apoio.</text>
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