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                  <text>COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA FATORES INTERVENIENTES E INFLUENTES: O PONTO
DE VISTA DOS PESQUISADORES DO CCEN/UFPE
MARIA DA PENHA FRANCO SAMPAIO
Universidade Federal Fluminense
Mestre em Biblioteconomia
Diretora da Divisão de Desenvolvimento do Núcleo de Documentação

A Universidade é um local de geração e de transmissão de conhecimento, tendo a informação
como insumo indispensável para colocá-la na vanguarda das conquistas científicas, tecnológicas e sociais, e ainda
como produto que deve ser compartilhado com a sociedade em geral. Neste ambiente a informação, a pesquisa e a
transmissão de conhecimentio são aspectos complexamente interligados e trabalhados por indivíduos influênciados
por um contexto sócio-econômico-político-cultural específico. Diante destes pressupostos o estudo visa analisar
como ocorrre o processo de transferência de informações técnico-científcias em países periféricos à luz da disciplina
Ciência da Informação, tendo como principal objetivo identificar os fatores que afetam (influêntes e intervenientes) o
uso dos canais de comunicação e divulgação técnico-científico utilizados pelos pesquisadores do Centro de Ciências
Exatas da Natureza da Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados obtidos permitem caracterizar os
pesquisadores deste Centro e verificar que a qualidade é o fator que influi prioritariamente na escolha de um canal de
comunicação como insumo ao desenvolvimento das pesquisas e divulgam no canal de maior difusão e penetração na
comunidade científica. Como barreira foram identificadas as relativas ao contexto sócio-político-econômico,
financeiro, de recursos materias de informação, gerenciais e outros, de menos interferência. Conclui-se que os fatores
que influem e interferem na comunicação científica dos pesquisadores do CCEN/UFPE são complexamente
interligados e que os níveis de influência ou interferência desses fatores podem ser dependentes ou não da área em
que atuam, do nível de titulação ou do tipo de pesquisa que executam.

Tema: Usuários da Biblioteca Universitária

1 INTRODUCÃO

Universidade é um local de geração e de transmissão de conhecimento, tendo a
informação como insumo indispensável para colocá-la na vanguarda das conquistas científicas,
tecnológicas e sociais, e ainda como produto que deve ser compartilhado com a sociedade em
geral.

1

�Neste ambiente, a informação, a pesquisa e a transmissão do conhecimento são
aspectos complexamente interligados e trabalhados por indivíduos influenciados por um contexto
sócio-econômico-político-cultural específico.
Não obstante a estas considerações pessoais, a literatura nos mostra uma farta
documentação, com debates e estudos relativos ao papel da Universidade.
A natureza das atividades da Universidade moderna tem sua origem na
Universidade de Berlim, criada em 1810, como uma instituição voltada para o Ensino Superior,
tendo como função primordial a pesquisa, desenvolvida em todos os campos do conhecimento.
Não existe Universidade sem produção e sem difusão do conhecimento. Nessa
combinação do trabalho produtor com a transformação desse conhecimento em instrumento de
ação à serviço da sociedade é que se percebe a marca específica da instituição universitária.
Identificamos, portanto, nessa instituição, três campos de ação: “... a difusão do conhecimento de
nível superior, a elaboração de conhecimentos do tipo instrumental e a criação de conhecimentos
capazes de ampliar o horizonte de aspirações dos membros da coletividade, mediante o
enriquecimento de seu patrimônio cultural.”

Essa terceira função da Universidade é que

possibilita às sociedades democráticas alcançarem o “dinamismo e a inventividade que as
caracterizam” (Furtado, 1984, p. 58).
Na criação e na produção do conhecimento, através da reflexão crítica da
realidade, é que a Universidade poderá cumprir sua missão. Nesse sentido, vários autores elegem
a pesquisa como função principal da Universidade e chegam a afirmar que sem pesquisa não há
Universidade (Pimenta, 1985, p. 95; Giannotti, 1987, p. 112; Luckesi et al, 1991, p. 39).

2

�Nesse modelo de Universidade, no qual se privilegia a pesquisa, a troca de
informações é essencial para o desenvolvimento de suas funções básicas.
Numa visão idealizada de Universidade, Luckesi et al (1991, p.41) narra como
deve ser a busca da informação na produção, criação e transmissão do conhecimento nesse
ambiente.

“Nesse centro buscamos o máximo possível de informações
a todos os níveis, a fim de que a realidade seja percebida,
questionada, avaliada, estudada e entendida em todos os
seus ângulos e relações, com rigor para que possa ser
continuamente transformada.”
Considerando a importância da transmissão da informação como, requisito
indispensável no processo de criação do conhecimento,
“... é preciso ter em mente, que um eficiente sistema de
comunicação tanto formal como informal, já que ambos se
completam, é condição essencial para um efetivo sistema de
pesquisa. Sabe-se que nos países subdesenvolvidos o avanço
científico e tecnológico é afetado diretamente pela falta ou
insuficiência de estrutura desde o início, no processo de
geração, difusão e uso da informação...”
(Maia, 1992, p. 43-44)
No limiar do século XXI as atividades de pesquisa no Brasil apresentam-se
fragilizadas e limitadas (Albuquerque, [1992]) por condições endógenas (instabilidade e
desorganização institucional; declínio e descontinuidade de investimentos; e degradação da base
educacional) e exógenas1 (relações desiguais de poder e conjuntura internacional), típicas de
países periféricos, que representam o resultado das relações de poder, que historicamente existem
1

Detalhamento desses fatores é apresentado por Albuquerque [1992], como Relator da Comissão Mista Parlamentar
de Inquérito, que apura as causas e efeitos do atraso científico e tecnológico brasileiro.
3

�no campo político-econômico internacional, e as opções e contradições de nossa elite2 na adoção
do modelo vigente de desenvolvimento brasileiro.
Neste contexto, a pesquisa brasileira vem sofrendo percalços para tomar foros de
cidadania (Luckesi et al, 1991, p. 58).

“Quase 2/3 desses artigos foram publicados em periódicos
nacionais. No campo da produção tecnológica, o quadro é
ainda mais preocupante. Independentemente da requisição
de patente, foi relatado o desenvolvimento de pouco mais de
quatro mil produtos e processos tecnológicos em três anos,
70% dos quais nas grandes áreas de Engenharias e Ciência
da Computação e Ciências Agrárias”.
(Guimarães et al, 1995b, p. 113)
Não obstante esses dados, e outros levantados no estudo acima mencionado, que
são valiosos pela exclusividade, Velho critica o uso de padrões estritamente quantitativos para
julgar se um grupo é mais produtivo que outro. Segundo a autora, não se pode implementar nem
avaliar as universidades brasileiras sem que primeiro se tome conhecimento dos fatores
intervenientes no desempenho da pesquisa, “... sem que se conheça, por exemplo, as motivações
para fazer ciências nas nossas condições, para publicar dentro ou fora do país, as diferenças
entre os sistemas de comunicação das várias áreas do conhecimento, universidades, regiões e
as razões dessas diferenças (sem grifo no original).” (Velho, 1989, p. 965)
Ainda Velho (1989, p. 963), a respeito de estudos sobre a organização da
comunidade científica em países periféricos, comenta a existência de “...indicações de que essas

2

Segundo Albuquerque [1992], é representada pelos segmentos político, empresariais e pela comunidade científica e
tecnológica, organizações sindicais e outros segmentos da sociedade.
4

�comunidades se comportam diferentemente daquelas de países centrais...” e indaga se é possível
utilizarmos os mesmos padrões para medir a Ciência do primeiro mundo e como avaliarmos a
comunidade científica, se não a conhecemos, nem as suas motivações, anseios e dificuldades.
No âmbito da Ciência da Informação, Mello ao analisar o comportamento de
pesquisadores brasileiros na área da Botânica, quanto ao seu hábito de citação, num estudo
qualitativo realizado mediante entrevistas, apresenta em suas conclusões várias recomendações
para estudos futuros e afirma: “... falta questões sobre o grau de satisfação do pesquisador em
relação à casa, que é um fator de geração de problemas de comunicação”. E acrescenta que
muitas outras questões poderiam ser levantadas sobre o tema, o que a seu ver “...aponta para o
fato de que o comportamento comunicacional do pesquisador brasileiro é uma realidade muito
pouco conhecida.” (Mello, 1990, p. 64, sem grifo no original)
Verificamos que estudos e pesquisas apontam para a importância de analisarmos
os vários aspectos da comunidade científica, inclusive no que se refere ao comportamento
comunicacional dos pesquisadores em países periféricos.
Não obstante a profunda crise enfrentada por nossas Universidades, como reflexo
de inúmeros fatores externos e internos a estas Instituições, detalhados em vários trabalhos e
estudos (Cunha, 1992, p. 11; Cunha e Góes, 1991, p. 81; Luckesi, 1991, p. 58; Macedo, 1989,
p. 21; Cunha, 1989, p. 5; Giannotti, 1987, p. 31, entre outros), muitos de seus pesquisadores
encontram-se no mesmo nível de qualificação e produtividade dos seus pares americanos e
europeus.

E essas Universidades ainda conseguem ser responsáveis pelo maior número de

pesquisa e de melhor qualidade (Guimarães et al, 1995b, p. 106), superando as instituições de
ensino superior particulares e os institutos de pesquisa.

5

�O que observamos é que as Universidades públicas, apesar da

crise, que

historicamente enfrentam e que dificulta a realização de suas atividades de pesquisa, sempre
foram capazes de tolerar ou incentivar núcleos de produtividade e qualidade, que lutam contra a
adversidade e “...teimam fazer Ciência obstinadamente” (Oliveira, J., 1985, p. 164-165).
Selecionamos o CCEN/UFPE - Centro de Ciências Exatas e da Natureza, da
Universidade Federal de Pernambuco, como campo de estudo, por acreditar que as opiniões
daqueles pesquisadores, quanto a aspectos relacionados com a comunicação científica, possam
servir de elucidação para pontos pouco esclarecidos do comportamento de pesquisadores, no uso
de canais de comunicação, tanto na obtenção de informação quanto na divulgação de seus
resultados de pesquisa.
Escolhemos o pesquisador como população-alvo por considerarmos, como foi
observado por Guimarães et al (1995b, p. 111), que grupos de pesquisadores nas Universidades
brasileiras apresentam-se com características, ao que tudo indica, bastante distintas do corpo
docente, no interior dessas instituições. E, elegemos o tema por entendermos que o ambiente
onde a Ciência e a Técnica se desenvolvem no Brasil apresenta peculiaridades ainda não
suficientemente conhecidas e por ser a comunicação da informação um requisito de viabilização
da atividade de pesquisa, portanto, fator preponderante no CCEN e, por extensão, na
Universidade Federal de Pernambuco.
Para tanto, estabelecemos algumas questões inspiradas na recomendação
apresentada por Garvey (1979) aos bibliotecários, como um roteiro para se obter resultados
relevantes para a área.

Segundo este autor, a primeira providência dos profissionais da

informação é a de ampliar suas investigações, obtendo uma idéia global do comportamento real

6

�de seus usuários na busca e uso da informação, a fim de conhecer as particularidades de suas
comunidades, para poder adaptar seus serviços, de acordo com as características observadas.

3 METODOLOGIA

Este estudo, de caráter exploratório, que utilizou como referencial teórico o
conhecimento inerente a Ciência da Informação foi desenvolvido com o objetivo de identificar
que fatores, e em que nível, afetam o uso e a escolha de canais de comunicação e divulgação de
informações técnico científicas,

tendo por base as opiniões de 45 pesquisadores (amostra),

entrevistados e pertencentes aos departamentos de Estatística, Física, Informática, Matemática e
Química que constituem o Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal de
Pernambuco.

4 RESULTADO DA PESQUISA

Após análise estatística realizada por intermédio do teste qui-quadrado aplicado
para verificar a existência de associações (conexões) entre as variáveis relativas aos fatores que
influem no uso da escolha dos canais de comunicação e divulgação com a área de atuação dos
pesquisadores. O programa utilizado para análise estatística foi o SPSS - Statistical Packag for
Social Science.

4.1 Característica dos pesquisadores do CCEN

7

�Conforme os resultados obtidos, pode-se concluir que os pesquisadores do
CCEN/UFPE, em sua maioria, são provenientes da Região Nordeste (76%), estando na categoria
de adjunto (76%), trabalhando em regime de dedicação exclusiva (96%) e

altamente

qualificados, apresentando um perfil que se assemelha aos líderes de pesquisa nacionais, com
87% de doutores, que em sua maior parte (51%), realizaram programas de pós-doutorado. Estes
dados indicam que os pesquisadores do CCEN/UFPE, apresentam um perfil de qualificação
diferenciado dos docentes da UFPE. No CCEN, este perfil apresenta-se com variações apenas no
departamento de Estatística, onde a maioria dos pesquisadores são mestres (56%) e (33%)
doutores. Esta situação não difere do panorama nacional, onde se verificou que nas áreas
predominantemente aplicadas ou tecnológicas estão localizados os menores percentuais de
doutores.
No CCEN/UFPE os pesquisadores (75,6%), em maioria, realizaram o último
curso fora do Brasil, principalmente nos Estados Unidos (40%), sendo o departamento de
Estatística o que, neste aspecto, se distancia do perfil geral do CCEN, com 89% de seus
pesquisadores com o último curso realizado no Brasil. No tocante a experiência em atividades de
pesquisa, o grupo apresenta-se com maturidade elevada, com 61% possuindo entre 11 a 25 anos
de experiência em pesquisa, sendo que o grupo mais experiente é o de Física, com todos os seus
pesquisadores com experiência acima de 11 anos, seguido do departamento de Matemática com
78% nesta mesma faixa.
Quanto ao tempo de serviço no CCEN, a maioria dos pesquisadores (58%) são
muito experientes, pois estão vinculados de 11 a 20 anos aos departamentos. O departamento de

8

�Estatística é o que apresenta o maior percentual (100%) de pesquisadores com este tempo de
serviço no CCEN. A maioria dos pesquisadores dedicam de 16 a 25 horas semanais em
atividades de pesquisa, o que corresponde a um tempo médio diário de 3 a 5 horas, sendo a
pesquisa básica desenvolvida por (49%) dos pesquisadores do CCEN e os demais desenvolvem
pesquisas básica e aplicada (27%) e 24% realizam apenas pesquisa aplicada, sendo o
departamento de Estatística o que apresenta o maior percentual em pesquisa aplicada (89%).
A participação dos pesquisadores do CCEN em corpo editorial é ainda pequena
(22%), isto é, quatro pesquisadores participam de alguma forma do corpo editorial de revistas de
Física, Informática e Química Fundamental, a nível nacional e internacional. Mas quase todos
estão filiados a alguma sociedade científica no Brasil (68%), no Exterior (7%) e simultaneamente
no Brasil e no Exterior (25%).
Como podemos observar, os pesquisadores do CCEN apresentam-se como um
grupo, em sua maioria,

natural de estados nordestinos, que se destacam em qualificação,

experiência e dedicação exclusiva em atividades de pesquisa básica, principalmente.
4.2 Uso de Canais de Comunicação e Divulgação

Os pesquisadores (82,2%) do CCEN/UFPE utilizam predominantemente as redes
eletrônicas de computadores, na busca e troca de informações técnico-científicas, recorrendo com
maior freqüência à biblioteca Setorial do CCEN (86,6%) e à biblioteca ou arquivo pessoal
(75,5%), para obter documentos para suas pesquisas. Os demais canais intermediários são pouco
utilizados, como: o COMUT, o autor da publicação, Biblioteca de outras instituíções e outras
bibliotecas da UFPE. Eles participam com maior freqüência de eventos científicos (75,5%),

9

�discussões informais com colegas do departamento (80%) e discussão com colegas de outras
instituíções (60%) e viagens científicas (51,1%) e, com menor freqüência, recorrem a discussões
com colegas da UFPE, conversa com bibliotecários e visitas técnicas a laboratórios.
No domínio formal, os pesquisadores utilizam basicamente revistas especializadas
estrangeiras (95,5%) e os livros (88,8%), como insumo para suas pesquisas; os demais canais são
pouco e muito pouco utilizados .
Publicar em revistas estrangeiras é a forma mais utilizada por (66,7%) dos
pesquisadores do CCEN/UFPE. Este fato é constatado, também, a nível nacional, no tocante à
grande área - Exata e da Terra. Apenas os pesquisadores do departamento de Estatística utilizam
muito pouco este canal para divulgar suas pesquisas. Eles divulgam, preferencialmente, em
apostilas, sala de aula (44%), como também em resumos e comunicação em eventos científicos, a
nível nacional (44%), confirmando a tendência das áreas aplicadas e técnologicas de utilizar,
preferencialmente, os canais de circulação predominantemente nacional, como foi constatado em
estudo recente.

4.3 Fatores que Influem na Escolha dos Canais de Comunicação e Divulgação

Na opinião dos pesquisadores o fator de maior influência na escolha de um canal
de comunicação técnico científica é a atualidade do canal de comunicação, sendo apontado por
95,6% dos pesquisadores do CCEN. O segundo e o terceiro fatores indicados como de maior
influência são a confiabilidade (82,2) e a relevância ao tema pesquisado (80,0%).

10

�Esses fatores são inerentes a qualidade do canal de comunicação. Portanto, para
os pesquisadores do CCEN a qualidade do canal é o principal fator na escolha de um canal de
comunicação para ser utilizado em suas pesquisas. O quarto e quinto fatores - citação em
trabalho de interesse (66,6%) e canal imediatamente disponível (64,5%) - denotam a
preocupação com aspectos da acessibilidade intelectual e física.
Os fatores, qualidade e acessibilidade, aparecem frequentemente na literatura,
como prioritários na escolha de um canal de comunicação, havendo uma tendência à priorizar a
acessibilidade, o que não foi constado a nível de CCEN. Na tentativa de conhecer melhor essa
realidade, verificamos não existir correlação significativa entre níveis de influência dos fatores
prioritários na escolha de um canal de comunicação e as variáveis área de atuação, titulação e tipo
de pesquisa.
O fator maior difusão, penetração na comunidade científica (80%) é o de maior
influência para os pesquisadores do CCEN/UFPE, ao divulgar suas pesquisas. Este fato esclarece
porque os mesmos divulgam, preferencialmente, em revistas especializadas estrangeiras. O
segundo fator, obter maior reconhecimento profissional, foi citado por 71,1% dos
pesquisadores como de maior influência, e o terceiro, prestígio na área, por 60%.
Para os pesquisadores do CCEN, alguns fatores prioritários, que influem na
escolha de um canal de divulgação, são relacionados com a área de atuação destes, bem como,
com o tipo de pesquisa que realizam e divulgam.
A presente pesquisa possibilitou identificar a existência de vários fatores
(barreiras) que interferem, dificultado a comunicação científica, na opinião dos pesquisadores do
CCEN/UFPE.

11

�4.4 Fatores (Barreiras) que Interferem no Uso dos Canais de Comunicação

Constatamos que os fatores que interferem seriamente nas atividades de
comunicação científica são a escassez de recursos para as atividades de pesquisa (média 3,15) e o
pouco recurso financeiro para a compra de material bibliográfico (média 3,08).
O País, como sabemos, apresenta índices irrisórios de investimento em C&amp;T, tanto
por parte do Governo, como por parte das empresas privadas, o que inviabiliza muitos projetos e
iniciativas de Universidades e Institutos de Pesquisa. A não existência de recursos para a
manutenção da estrutura básica de pesquisa compromete, em consequência, a manutenção e
desenvolvimento de laboratórios e bibliotecas, setores básicos da atividade de pesquisa.
As barreiras percebidas pelos pesquisadores como de muita interferência na
comunicação científica, em sua maioria, referem-se aos recursos materiais de comunicação da
Biblioteca Setorial do CCEN. Elas são:
▪

descontinuidade na aquisição de títulos periódicos (média 2,88)
Como os pesquisadores usam,

em sua maioria,

os

periódicos

com

maior
freqüência que os demais canais de comunicação, eles se

ressentem dos

cortes
na assinatura dos títulos tradicionanalmente adquiridos pela biblioteca.

12

�▪

coleções incompletas (média 2,75) desatualização do acervo da biblioteca do
CCEN (média 2,57) e a inexistência do material informativo na biblioteca
(média 2,20)
São barreiras percebidas como de muita interferência, porque os pesquisadores
utilizam, prioritariamente, a Biblioteca Setorial do CCEN como canal para o
provimento dos documentos que necessitam. As outras bibliotecas que utilizam
estão localizadas no eixo Rio-São Paulo, o que dificulta o acesso.

A

nível

de

macroambiente,

as

barreiras

descontinuidade

de

ações

políticas-administrativas (média 2,04) são percebidas como de muita interferência.
A instabilidade e desorganização das instituições brasileiras de desenvolvimento
científico e tecnológico, juntamente com o declínio e descontinuidade dos investimento e a
degradação da base educacional, são condicionantes internos do atraso científico e tecnológico
brasileiro.
As demais barreiras percebidas pelos pesquisadores de menor influência nas
atividades de comunicação científica são as barreiras relativas a comunicação interpessoal, as
de recursos humanos, as de divulgação e as relativas ao ambiente físico.
Correlações

significativas

foram

encontradas, esclarecendo aspectos

comportamento dos pesquisadores do CCEN, em ambiente de pesquisa.
Dessas correlações, podemos inferir que, a nível de CCEN:
▪

quanto às principais barreiras gerais

13

do

�As principais barreiras gerais não são dependentes da área de atuação, titulação e
tipo de pesquisa. São elas: escassez de recursos para as atividades de pesquisa
(média 3,15); descontinuidade de ações políticas-administrativas (média 2,04) e
ausência de uma política nacional explícita em informação

científica e

tecnológica (média 1,93).

▪

quanto às principais barreiras de recursos financeiros
O nível de interferência da barreira pouco recurso para realização de viagens
científicas (média 2,40) apresenta-se dependente da

área de atuação do

pesquisador, sendo percebida como de maior interferência pelos pesquisadores de
Informática, Estatística e Física.
O nível de interferência das barreiras pouco recurso

para compra de material

bibliográfico (média 3,08), bem como para a participação em eventos científicos
(média 2,28), não se apresentam dependentes da área de atuação, titulação e tipo
de pesquisa.

▪

quanto às principais barreiras gerenciais
O nível de interferência da barreira gerencial - entraves burocráticos na liberação
do pesquisador para a participação em

eventos científicos (média 2,00) - é

dependente da titulação do pesquisador, sendo considerada como de maior
interferência

pelos pesquisadores com título de especialização, doutorado e

pós-doutorado.

14

�O nível de interferência da barreira - falta de prioridade na alocação de recursos
para atividades de comunicação (média 1,88) - apresenta-se dependente da área de
atuação do

pesquisador.

É percebida como de grande interferência para os

pesquisadores dos departamentos de Estatística, Informática e

Química

Fundamental.
As barreiras excesso de atividades extra-pesquisa (média 2,06) e

entraves

burocráticos na aplicação de verbas (média 2,00) não se apresentam dependentes
da área de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

▪

quanto às principais barreiras de recursos materiais de comunicação
Constatamos que existe dependência entre o nível de interferência percebida das
barreiras desatualização do acervo da biblioteca do CCEN (média 2,57) e da
inexistência do material informativo na Biblioteca (média 2,20), com a área de
atuação do pesquisador. São consideradas como de grande interferência para os
departamentos de Estatística,Informática e Química Fundamental.
O nível de interferência percebido das barreiras descontinuidade na aquisição de
títulos de periódicos (média 2,88) e coleções incompletas das bibliotecas (média
2,75) não são dependentes da área de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

▪ quanto às principais barreiras de ambiente físico

15

�Observamos que existe dependência do nível de interferência percebido pelos
pesquisadores quanto à deficiência de laboratórios/equipamentos com o tipo de
pesquisa desenvolvido (média 1,37) e área de atuação do pesquisador.
Quanto à área de atuação, observamos que os pesquisadores de

Estatística e o de

Química Fundamental são os que percebem que essa barreira interfere seriamente
em suas atividades de comunicação científica.
Essa deficiência dos laboratórios/equipamentos é percebida

como de maior

interferência pelos pesquisadores que desenvolvem pesquisa aplicada.

▪

quanto as principais barreiras de recursos humanos
Verificamos que entre as principais barreiras existe uma cujo

nível de

interferência é dependente da titulação dos pesquisadores: número insuficiente de
pessoal de apoio às atividades de comunicação (média 1,46). Essa barreira é
percebida como de grande interferência, principalmente pelos pesquisadores com
título de especialização, doutorado e pós-doutorado.
As demais barreiras falta de atualização do pessoal de apoio às atividades de
comunicação científica (média 1,31) e o ineficiente apoio técnico (média 1,26)
não apresentaram correlação
significativa com a área de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

▪ quanto às principais barreiras de divulgação

16

�O nível de interferência da barreira falta de tempo para dar forma de artigos aos
experimentos/pesquisas (média 1,31) apresenta-se dependente quanto a área de
atuação e tipo de pesquisa, sendo os pesquisadores do departamento de Química
Fundamental os que indicam haver maior interferência dessa barreira em

suas

atividades, bem como os que desempenham os dois tipos de pesquisa (básica e
aplicada) simultaneamente.
O nível de interferência da barreira pouco recurso financeiro para
(média 1,15) apresenta-se dependente da área de

divulgação

atuação e titulação dos

pesquisadores. É percebida como de grande interferência pelos pesquisadores dos
departamentos de Estatística e Informática, bem como pelos pesquisadores com
título de especialização e mestrado.
E o nível de interferência da

dificuldade de

publicar, devido a linha editorial

(média 1,09) apresenta-se dependente do tipo de pesquisa, sendo observada
como de maior interferência pelos pesquisadores que se dedicam à pesquisa
aplicada.

▪

e, quanto às barreiras de comunicação interpessoal, podemos destacar:
O nível de interferência de algumas barreiras de comunicação

interpessoal

percebidas pelos pesquisadores dependem da área de atuação, titulação e tipo de
pesquisa.

17

�Podemos constatar que o nível de interferência da barreira pouca interação entre
os pesquisadores do CCEN (média 1,08) é dependente da área de atuação,
titulação e tipo de pesquisa.
Quanto à falta de reuniões científicas, a nível de local, (média 1,15) o nível de
interferência apresenta-se dependente quanto à área de atuação.
Observamos, também, que o nível de interferência da barreira clima de trabalho
desfavorável (média 1,08) é dependente da área de atuação, titulação e tipo de
pesquisa.
Ausência de pares (média 1,35) não é dependente quanto à área
de atuação, titulação e tipo de pesquisa.

5 CONCLUSÃO

Concluimos, finalmente,

que os fatores que influenciam e interferem na

comunicação científica dos pesquisadores do CCEN apresentam-se complexamente interligados e
que o nível de influência ou interferência desses fatores podem ser dependentes ou não da área
que atuam os pesquisadores, do nível de titulação dos mesmos e do tipo de pesquisa que
executam. Mesmo numa grande área específica, como a enfocada neste estudo (Ciência Exatas e
da Natureza), podemos observar essa variação
Muitos dos

fatores de interferência identificados neste estudo refletem as

condições do estágio de desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade brasileira.

18

�Os objetivos específicos foram atingidos em sua totalidade, mas, devido ao
tamanho da população estudada, há necessidade de realizar estudos com uma população maior e
que envolva mais de uma instituição, para que os resultados possam ser generalizados.
Esperamos que a presente pesquisa sirva de base para outros estudos sobre
aspectos do comportamento dos pesquisadores como usuários e geradores da informação
técnico-científica.

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              <text>A Universidade é um local de geração e de transmissão de conhecimento, tendo a informação como insumo indispensável para colocá-la na vanguarda das conquistas científicas, tecnológicas e sociais, e ainda como produto que deve ser compartilhado com a sociedade em geral. Neste ambiente a informação, a pesquisa e a transmissão de conhecimentio são aspectos complexamente interligados e trabalhados por indivíduos influênciados por um contexto sócio-econômico-político-cultural específico. Diante destes pressupostos o estudo visa analisar como ocorrre o processo de transferência de informações técnico-científcias em países periféricos à luz da disciplina Ciência da Informação, tendo como principal objetivo identificar os fatores que afetam (influêntes e intervenientes) o uso dos canais de comunicação e divulgação técnico-científico utilizados pelos pesquisadores do Centro de Ciências Exatas da Natureza da Universidade Federal de Pernambuco. Os resultados obtidos permitem caracterizar os pesquisadores deste Centro e verificar que a qualidade é o fator que influi prioritariamente na escolha de um canal de comunicação como insumo ao desenvolvimento das pesquisas e divulgam no canal de maior difusão e penetração na comunidade científica. Como barreira foram identificadas as relativas ao contexto sócio-político-econômico, financeiro, de recursos materias de informação, gerenciais e outros, de menos interferência. Conclui-se que os fatores que influem e interferem na comunicação científica dos pesquisadores do CCEN/UFPE são complexamente interligados e que os níveis de influência ou interferência desses fatores podem ser dependentes ou não da área em que atuam, do nível de titulação ou do tipo de pesquisa que executam.</text>
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