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                  <text>BUSCA DE INFORMAÇÃO PARA DESENVOLVIMENTO
ACADÊMICAS PELOS MÉDICOS DOCENTES DA UEM 1*

DAS

ATIVIDADES

Marlene Gonçalves Curty
Universidade Estadual de Maringá
Biblioteca Central
Av. Colombo, 5790 – Zona7 87020-900 –
Maringá – PR- Brasil bce-sdi@uem.br

Esta pesquisa teve como objetivo verificar quais os procedimentos adotados pelos médicos
docentes da Universidade Estadual de Maringá na busca de informação para o desenvolvimento das
atividades acadêmicas. Os dados foram coletados através de questionário estruturado com perguntas abertas
e fechadas. Dos 90 questionários enviados, obteve-se 80,9% de respostas. Os principais resultados obtidos
indicam que: a totalidade dos sujeitos pesquisados exerce a função de ensino (100%), 33,3% pesquisa, 19,4%
extensão e 23,6% administração. Com relação à formação acadêmica, 84,7% possuem especialização, a
maioria em sua área de atuação. As três principais áreas são as de maiores demandas sociais: ginecologia,
pediatria e cirurgia geral. Dos sujeitos, 13,9% possuem mestrado concluído e 23,6% estão com mestrado em
andamento; 5,6% já possuem o título de doutor e 1,4% estão com o curso de doutorado em andamento. Com
relação à jornada de trabalho, 52,8% enquadram-se no regime correspondente a 40 horas semanais, dos quais
2,8% trabalham em regime de dedicação exclusiva. As formas mais utilizadas pelos docentes na divulgação
de trabalhos científicos têm sido palestras e conferências (55,6%). A freqüência na participação de eventos
foi de 86,1%. A forma de disseminação da informação mais utilizada foi através de ensino (88,9%). Os
docentes têm o hábito de manter contatos com especialistas da sua área (87,5%). Os livros-texto e manuais
foram as fontes de informação mais utilizadas com 73,6%. Numa escala de prioridades, os recursos de
informação mais importantes foram as bibliografias, com 59,7%. A maior dificuldade de acesso à obtenção
da informação foi em relação ao material bibliográfico insuficiente e desatualizado, com 29,2% dos
respondentes; 79% assinam pessoalmente revistas especializadas. O motivo mais apontado para busca de
informação foi o desenvolvimento da carreira profissional, com 51,4%. Os docente utilizam vários tipos de
documentos como literatura de apoio para suas pesquisas, sendo os documentos convencionais (artigos de
periódicos e monografias) os mais citados. Também as empresas farmacêuticas exercem forte ação,
proporcionando de modo contínuo acessos informacionais vinculados a seus produtos. Os dados mostraram
também acentuado interesse pela cooperação, que pode ser um elo de fortalecimento da comunicação não só
entre a biblioteca e o corpo docente, mas também entre instituições, podendo esta prática ampliar e
intensificar as relações com instituições mais tradicionais.

1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa sobre a busca da informação dos médicos
para desenvolvimento das atividades acadêmicas. Destaca a relação entre esses docentes e o uso da
biblioteca, bem como a freqüência de uso de fontes informacionais, e as formas de procedimento
para a obtenção, desenvolvimento das atividades acadêmicas. Para tanto, pressupõem-se, como

1

* Extraído da dissertação de mestrado, defendida em 11/08/99 na PUCCAMP, tendo como orientadora a Profa. Dra.
Vera Sílvia M. Beraquet.
1

�referencial teórico, dentre outros temas: fontes e canais de informação adotados pelos médicos e
hábitos de obtenção de informação.
O interesse por esse grupo se justifica pela forma como busca, produz e dissemina a
informação, resultado dos diversos canais de comunicação. Isso levou à escolha do tema, que
emergiu durante contatos diários com profissionais médicos na Biblioteca Central da Universidade
e pela reflexão e inquietação advindas da necessidade de permitir que as pessoas tenham acesso a
ações que contribuam para melhorar sua vida em relação aos serviços de saúde, fomentadas por
maiores expectativas da população.
Tal integração poderá resultar numa salutar sinergia na descoberta de características e
peculiaridades inerentes aos produtores e consumidores de informação médica, facilitando-lhes o
caminho na busca de informações e oferecendo novos meios e recursos para a produção do
conhecimento científico.
A comunidade médica docente, vista como produtora e disseminadora de conhecimento,
deve estar permanentemente atualizada e em constante busca de informações, utilizando os diversos
canais de comunicação que permitam tanto a assimilação do conhecimento existente quanto a
geração de conhecimento novo.
WITTER (1990) ressalta

que uma característica marcante no comportamento do

pesquisador é a busca de informação representada pelas respostas às indagações e necessidades
informacionais.
O que caracteriza o perfil de um pesquisador é a necessidade de busca ou recuperação da
informação, considerando-se os procedimentos embasados de pesquisas essenciais da teoria da
biblioteconomia e das ciências da informação. A autora (1990, p.6) confirma essa influência ao
mencionar que:
“Levantamento bibliográfico, revisão da literatura, busca ou recuperação da
informação é uma atividade de que nenhum pesquisador pode prescindir. Ela pode ser

2

�feita de forma assistemática ou metodologicamente, mas tem sempre como objetivo
levantar as informações de que o pesquisador está carente”.

Segundo pesquisas realizadas por alguns autores, os cientistas consomem cerca de 20% a
25% do seu tempo nesse trabalho.
A formação científica do bibliotecário tem contribuído na organização e na interpretação
de dados, pois oferece um instrumental que, por sua peculiaridade epistemológica, permite-lhe
trafegar nas diversas áreas do conhecimento reiteradamente identificadas nos estudos do
comportamento dos usuários, que devem ser realizados e vinculados às necessidades da
comunidade a ser beneficiada.
Desse modo, percebe-se que é de grande importância a iniciativa de adequar e flexibilizar a
utilização das fontes de informação disponíveis no processo

de geração e transferência da

informação, contribuindo decisivamente para melhorar os serviços de informação e, sobretudo, a
formação do médico, que se reveste de um caráter especial por ser esse um profissional que se
propõe ensinar, pesquisar e implementar as ações de saúde.
O profissional da informação que trabalha em bibliotecas na área médica tem a responsabilidade de
manter permanente contato com instituições que desenvolvem trabalhos e pesquisas de interesse
dos médicos, dada a importância da pesquisa e sua influência na prática profissional. Para tanto, é
necessário delinear o perfil desse profissional quanto às suas necessidades de informação e ao seu
comportamento na busca e uso da informação, e assegurar a divulgação através de instrumentos
bibliográficos e de outros materiais fisicamente acessíveis. Por outro lado, espera-se também que os
docentes, se preocupem com estratégias de busca.
A nosso ver, esse é o ponto de partida para qualquer projeto de assistência informacional,
dada a importância do trabalho do profissional médico ao lidar com a manutenção da saúde e
preservação da vida humana. E é mais uma razão pela qual se faz urgente a realização de estudos

3

�como este. Dessa forma, as bibliotecas ou sistemas de informação poderão adequar seu acervo e
seus serviços em decorrência das necessidades específicas desses usuários.

1.1 Estudos de Usuários: aspectos gerais
Os dados sobre a busca de informação em instituições de ensino superior precisam ser
interpretados, reconhecendo-se que a integração entre professores e bibliotecários é fundamental.
Essa relação acarretará maior responsabilidade com relação à qualidade de ensino, uma vez que a
observação, análise, identificação e descrição da demanda e uso da informação são pontos
essenciais. Tal integração facilitará o fluxo de informação nos múltiplos aspectos que envolvem as
atividades de ensino e pesquisa, bem como a prestação de serviços à comunidade, a implementação
de novos produtos e serviços a serem oferecidos e que afetam cada aspecto do trabalho do
profissional.
Em FIGUEIREDO (1985, p.134) encontramos destaque para a importância dos estudos de
usuários. Ressalta a autora:
“É imprescindível que os sistemas de informação, que têm como seus objetivos básicos
atender às necessidades e demandas de informação dos seus usuários, realizem estudos
de usuários para adequar as suas coleções, serviços e produtos àquelas necessidades e
demandas”.

Essa importância é reconhecida, pois estudos de usuários permitem verificar, entre tantos
aspectos mencionados na literatura, alguns que são considerados fundamentais, tais como: uso de
recursos de informação; identificação de comportamento e hábitos dos usuários quanto ao uso e
busca da informação; identificação de perfis de interesse; identificação do uso das fontes de
informação; identificação de fatores motivacionais que interferem na busca e uso da informação;

4

�identificação das necessidades de qualificação profissional de uma determinada categoria;
identificação dos fatores que determinam o uso e o não-uso das fontes de informação; determinação
do nível/grau de satisfação dos usuários, possibilitando o aperfeiçoamento de serviços e produtos:
necessidades e demandas de informação; avaliação da qualidade de serviços de informação;
avaliação do grau de familiaridade e de conhecimento das funções, estruturas operacionais e
serviços típicos de bibliotecas, qualidade e atualização dos acervos de bibliotecas; identificação do
processo de busca e recuperação de informação; descrição do fluxo de informação científica e
tecnológica.
1.2

Necessidades e Comportamento de Busca de Informação
Na área da saúde, inúmeras fontes possíveis de informação têm sido identificadas,

principalmente na literatura estrangeira. Vários estudos revelam que os materiais impressos,
especialmente textos médicos, periódicos e jornais profissionais, são as fontes de informação mais
utilizadas pelos profissionais de saúde. Entretanto, também os canais informais, através de arquivos
pessoais, têm demonstrado ser muito utilizados, pois, como muitos estudos mostraram, são a fonte
primeira de busca, assim como a conversa com colegas na própria instituição ou fora dela.
No Brasil, é considerável o número de trabalhos publicados na área das Ciências da
Informação referentes à busca de informação de modo geral, mas não especificamente na área
médica. Em resposta a preocupação constante dos bibliotecários, obteve-se um referencial teórico e,
mesmo com poucos pesquisadores nacionais manifestando interesse na área, selecionaram-se
algumas contribuições consideradas importantes, as quais oferecem subsídios fundamentais para o
uso de recursos de informação em saúde.
POBLACIÓN &amp; SILVA (1980) pesquisaram usuários de dois diferentes tipos de escolas
médicas (governamental e privada), e duas categorias de estudantes, universitários e estudantes
médicos do curso de pós-graduação em enfermagem.

5

�PRAZERES (1989) realizou um estudo para verificar e comparar o comportamento dos
docentes/pesquisadores das áreas de Tecnologia de Alimentos e Patologia Geral da Universidade
Estadual de Londrina na busca e uso de informação para o desenvolvimento de suas pesquisas. Os
principais resultados encontrados em sua pesquisa revelaram que existe similaridade no
comportamento de comunicação da produção científica em ambas as áreas estudadas; dentre os
canais de informação utilizados, predominam as publicações primárias e secundárias e também os
canais formais e informais que possibilitam o acesso à informação. Sua pesquisa confirmou que os
docentes dos dois grupos pesquisados apresentaram um comportamento peculiar aos cientistas,
ambos buscando alcançar o mesmo nível da comunidade internacional, ou seja, reconhecimento
científico de seus pares e status profissional.
Na área da enfermagem, LEAL (1992) realizou uma pesquisa descritiva com os docentes
dos Cursos de Pós-Graduação existentes no Brasil, objetivando o estudo da comunicação no
intercâmbio de informações entre os enfermeiros docentes que ministravam disciplinas ou
orientavam pesquisas em oito instituições que ofereciam cursos de mestrado e doutorado nas
diferentes áreas da enfermagem. Verificou em sua pesquisa que 59% dos sujeitos pesquisados
consultavam diariamente suas coleções particulares. Em relação à busca de informação por meio de
documentos impressos, 70% utilizavam livros, folhetos, dissertações e teses. Sobre busca informal,
obtiveram-se 66,2% de contatos em congressos e eventos nacionais.
Com o intuito de abordar o grande número de pesquisas na literatura nacional,
selecionaram-se alguns estudos específicos que oportunizaram o conhecimento de diferentes
trabalhos pertinentes aos estudos de usuários em diversas áreas na década de 90, destacando-se as
contribuições de OTTA (1990), que realizou uma revisão bibliográfica sobre “estudos de usuários”;
SAMPAIO &amp; MORESCHI (1990), que realizaram um estudo proposto para a disseminação seletiva
da informação; PURQUERIO (1990), que analisou o comportamento dos docentes e discentes da

6

�Fundação Educacional São Carlos; MOBRICE (1992), que investigou as fontes de informação
utilizadas pelos docentes do Vale do Itajaí; RANGEL, (1995) pesquisou a população do curso de
Educação Física e Desportos da Universidade Federal de Santa Catarina; KEGLER (1996), que
identificou o perfil de interesse informacional das empresas do setor de metal mecânica da região
noroeste do Rio Grande do Sul.
Com referência às novas tecnologias, CATARINO (1999) realizou uma pesquisa de
avaliação do uso das redes eletrônicas na comunidade docente universitária da UEL, a partir da
caracterização da rede do campus, dos serviços disponibilizados para acesso às redes eletrônicas e
do perfil dos usuários.
CRISTIANINI (1999) analisou as necessidades do usuário da Biblioteca Comunitária da
Universidade Federal de São Carlos, UFSCar, na recuperação da informação em levantamentos
bibliográficos, realizados em bases de dados disponíveis em CD-ROM.
Verifica-se, portanto, que na literatura comentada nesta revisão encontram-se diferentes
respostas e estratégias de busca e uso de informação, no intuito de esclarecer aspectos de interesse
relevante e promover interação mais objetiva entre os usuários e os serviços da biblioteca. Desse
modo, é interessante apresentar a seguir as principais fontes de informação na área médica, que
indicam preocupação dos grandes centros referenciais em fornecer produtos e serviços de
qualidade.
1.3 Fontes de informação na área da saúde
A aplicação de novas tecnologias e o interesse crescente pela informação, nos últimos
anos, no campo científico-técnico em geral e no profissional médico em particular, vêm
introduzindo importantes modificações na prática médica. Com base na literatura, identificam-se
conseqüentes repercussões no ensino, alcançando resultados importantes gerados a partir desses
conhecimentos.

7

�O crescimento exponencial, em seu aspecto quantitativo, da informação médica, a
crescente especialização da medicina, a pressão dos laboratórios de medicamentos e dos fabricantes
de equipamentos médicos refletem claramente a necessidade de conhecimento geral dos aspectos
qualitativos e quantitativos dos sistemas ligados à dinâmica geral da informação em saúde.
Esse conhecimento tem sido proporcionado através de serviços automatizados,
disponibilizando produtos tais como buscas bibliográficas, serviços de disseminação da informação,
buscas retrospectivas etc. Essa disponibilidade de recursos tem permitido o envolvimento maior
dos bibliotecários e/ou profissionais da informação na oferta de melhores e mais diversificados
serviços, colocando a biblioteca numa posição ativa e participativa no processo educacional, que é
fundamental, quaisquer que sejam o nível e o campo em que a atenção à saúde é desempenhada.
Na área da saúde existem várias bases de dados médicos, algumas que abrangem todas as
áreas da saúde e outras que se detêm num assunto específico de uma doença, até a história da
medicina

(HISTLINE), através de bancos de dados conectados ao MEDLARS, tais como:

MEDLINE (Literatura mundial abrangendo todas as áreas da saúde); LILACS (Literatura da
América Latina e do Caribe em Ciências da Saúde); CANCERLIT (Literatura em câncer);
AIDSDRUGS, AIDSLINE, AIDSTRIALl (Literatura sobre Aids); TOXILINE, TOXINETE (Literatura
sobre toxicologia).
Vários recursos, com repercussão na educação em saúde, têm promovido um ambiente
interativo e extremamente rico de informações. Com a finalidade de avançar o nível tecnológico do
uso da Internet e de CD-ROMs em medicina, a NLM (National Library of Medicine), que é a
Biblioteca Nacional dos Estados Unidos, para a área de saúde localizada em Bethesda, Maryland,
começou a utilizar já em 1970 o acesso computadorizado em bancos de dados de informação
biomédica. Hoje ela é a maior biblioteca de pesquisa na área e funciona como repositora de

8

�material biomédico publicado para uso dos cientistas do National Health Institute. A NLM oferece
o acesso global a algumas das melhores fontes de informações computadorizadas na forma de banco
de dados. Coordenadora do desenvolvimento dos sistemas de informação na área biomédica, foi
essa biblioteca que iniciou a divulgação de seu acervo em termos comerciais, através do Index
Medicus, e atualizou seus serviços ao usuário por intermédio do aproveitamento dos recursos
providos pela tecnologia - iniciando um sistema que é atualmente denominado MEDlars-on-LINE
(MEDLINE). Acessível através de linhas telefônicas, tem importante papel no desenvolvimento do
profissional médico. É a base de dados da área médica mais consultada pelos profissionais da área
de saúde. Encontra-se disponível para busca em vários endereços na Internet, cada qual com uma
apresentação própria: forma de apresentação, interface de busca e formulário de pesquisa dividido
em campos acessível para busca. Atualmente tem o maior acervo de dados bibliográficos médicos
e biológicos do mundo, colocando-se à disposição dos pesquisadores.
Na área de saúde existem muitos índices e publicações de resumos internacionais, tais
como: o Index Medicus, Excerpta Medica, Tropical Diseases Bulletin, International Nursing Index etc.
No Brasil, um grande centro referencial de informação na área de saúde é a BIREME Centro Latino Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, originalmente
denominada Biblioteca Regional de Medicina, criada em 1967 mediante convênio entre a
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e o governo do Brasil, através dos Ministérios
da Saúde e da Educação, da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e da Escola de Medicina,
onde está localizada.
A BIREME é também um centro referencial de tecnologia moderna, que tem por objetivo
contribuir para a melhoria do atendimento à saúde na América Latina, mediante o estabelecimento
de um sistema regional de informação integrado a uma rede cooperativa. Uma das suas propostas é

9

�integrar as bibliotecas de saúde em um sistema regional que permita responder e satisfazer às
necessidades de informação do profissional da área em qualquer nível e local em que se encontre.
A informática tem proporcionado à humanidade grandes revoluções em todas as áreas do
conhecimento. Na prática médica esses avanços vêm introduzindo importantes modificações,
repercutindo basicamente no ensino e na organização dos serviços de saúde.
A aplicação da informática no país intensificou-se na área de saúde a partir de 1975. É
inquestionável a influência que tem tido a medicina tecnológica sobre a educação médica nas
últimas décadas. É importante que os profissionais de saúde estudem as características do sistema
de informação médica, estando atentos às mudanças.
Em decorrência dos avanços tecnológicos, as áreas de Ciências Biomédicas e da Saúde
necessitam de análise profunda de seus processos. Através da Internet, com interfaces cada vez mais
simplificadas, tem sido possível maior integração e melhor compreensão das mais complexas
informações, seja pelo acesso direto às fontes, seja pela troca de informações entre especialistas
(SABBATINI, 1995). Isso nos faz entender que para acessar sistemas de informação médica há
necessidade de pessoal especializado no assunto e que ofereça um atendimento de qualidade.
Para

melhor compreensão da necessidade de informação no campo da investigação

biomédica, é pertinente o texto de KUMATE (1981), que apresenta um trabalho sobre informação
biomédica e saúde. Segundo, ele os serviços de informação satisfazem de forma adequada na
América Latina, através de bibliotecas e instituições de saúde que estão conectadas com a
Biblioteca de Medicina dos Estados Unidos, com bancos de dados de informação e com sistema
Pascal de informação da França. Segundo o autor, no México, o Centro Nacional de informação e
Documentação da Saúde (CENIDS) proporciona citações bibliográficas de artigos publicados em
5.000 periódicos da área biomédica e conta com resumos de quase 60% dos casos, além de a
Universidade obter os resumos através do sistema Biological Abstracts. Ainda na concepção desse

10

�autor, os progressos no campo da biomedicina permitem aos pesquisadores mecanismos para o
sucesso, tais como: reuniões de pequenos grupos experientes, convocadas pela OPS ou pela OMS;
reuniões com sociedades locais; congressos e reuniões na especialidade; revistas especializadas;
artigos de revisão de revistas ou livros.
Diante do exposto, pode-se afirmar que as fontes de informação têm o sentido de garantir o
estímulo na realização de estudos e pesquisas em informação na área da saúde. Trata-se de um
conjunto de processos, que vão desde a implantação e a recuperação, até a disseminação,
certamente exigindo um cenário de fornecimento de produtos e serviços que permitam a integração
e o compartilhamento informacional aos quais os pesquisadores possam ter acesso com qualidade e
rapidez.
2

OBJETIVOS
Identificar as formas de procedimento dos médicos docentes na busca e obtenção das

informações necessárias ao desenvolvimento de suas atividades acadêmicas.
1. caracterizar, sob os aspectos funcional, acadêmico e profissional, os docentes médicos
que utilizam os serviços da Biblioteca da UEM;
2. identificar o procedimento usual desses profissionais na busca e obtenção da informação
necessária ao exercício de suas atividades acadêmicas;
3. identificar o grau e freqüência de uso dos canais e fontes de informação (formal e
informal);
4. verificar quais produtos e serviços de informação e formas de acesso à informação e aos
documentos estão sendo requisitados pelos docentes à Biblioteca;
5. levantar a obtenção de subsídios para a veiculação da informação na área médica.

3 MÉTODO

11

�O estudo foi realizado junto aos docentes médicos da Universidade Estadual de
Maringá (UEM), a partir de dados coletados através de questionários/entrevistas.
Entretanto, há de se ressaltar que somente 10 dos 72 médicos se dispuseram a ser
entrevistados. Os demais

preferiram responder ao questionário sozinhos, devido à

falta de tempo. A entrevista foi realizada no próprio Hospital Universitário.

3.1 Instrumento de Pesquisa
Os dados foram coletados através de questionário elaborado pela autora desta
pesquisa, tendo como base o instrumento elaborado por COSTA (1982) e MARTINS
(1994) e entrevista.
3.2

Procedimento da Análise dos Dados
Os dados foram analisados de acordo com os objetivos desta pesquisa e

agrupados em três aspectos principais:
- Perfil profissional dos docentes pesquisadores:
a) categoria docente;
b) formação acadêmica;
c) regime de trabalho;
d) produtividade científica.
- Caracterização das necessidades e buscas informacionais e/ou documentais:
a) hábitos de obtenção e uso da informação, comunicação formal e informal;
b) fontes de informação utilizadas;
c) hábitos de uso, freqüência e serviços oferecidos pela biblioteca da
instituição em que trabalha e sua interferência nas atividades de ensino e
pesquisa.

4 RESULTADOS
TABELA 1 – Motivos de busca de informação

12

�Ordem de prioridade
Motivos de busca

a

1.

a

2.

a

3.

4a.

5a.

6a.

o

o

o

o

o

o

SR*

Total

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

n
(%)

no
(%)

Para desenvolvimento da
carreira acadêmica

37
(51,4)

15
(20,8)

8
(11,1)

1
(1,4)

(-)

(-)

11
(15,3)

72
(100,0)

Para esclarecer dúvidas

19
(26,4)

32
(44,4)

9
(12,5)

1
(1,4)

(-)

(-)

11
(15,3)

72
(100,0)

Ocupação e necessidade
profissional

17
(23,6)

5
(6,9)

14
(19,4)

8
(11,1)

1
(1,4)

(-)

27
(37,5)

72
(100,0)

(-)

1
(1,4)

1
(1,4)

5
(6,9)

9
(12,5)

(-)

56
(77,8)

72
(100,0)

Para selecionar ou
refutar publicações

1
(1,4)

2
(2,8)

10
(13,9)

15
(20,8)

6
(8,3)

1
(1,4)

37
(51,4)

72
(100,0)

Outras

2
(2,8)

1
(1,4)

1
(1,4)

1
(1,4)

(-)

(-)

67
(93,1)

72
(100,0)

da Informação

Prestígio profissional

●

o

SR - Sem resposta.

A busca de informação interage com uma variedade de diferentes motivos; por isso foram
dadas seis opções, em ordem de prioridade, de motivos que levam os pesquisadores a essa busca.
Em relação à prioridade para busca de informação, os sujeitos indicaram em primeiro lugar
a necessidade de novos conhecimentos para o desenvolvimento da carreira acadêmica (51,4%).
Nesse contexto, presume-se que na carreira acadêmica estejam inseridas as atividades ensino,
pesquisa e extensão. Em segundo lugar, ficou esclarecimento de dúvidas (26,4%), e em terceiro
ocupação e necessidade profissional (23,6%), sendo que o esclarecimento de dúvidas foi a resposta
mais fortemente indicada como segunda prioridade.
TABELA 2 - Disseminação da informação
Ordem de prioridade
a

1.
(%)

a

2.
(%)

3a.
(%)

4a.
(%)

5a.
(%)

6a.
(%)

7a.
(%)

SR*
(%)

Total
(%)

64
(88,9)

2
(2,8)

- (-)

- (-)

- (-)

- (-)

- (-)

Ensinando

6
(8,3)

72
(100)

7
(9,7)

30
(41,7)

5
(6,9)

- (-)

1
(1,4)

- (-)

- (-)

Apresentando seminários

29
(40,3)

72
(100)

2
(2,8)

2
(2,8)

5
(6,9)

5
(6,9)

2
(2,8)

2
(2,8)

- (-)

Publicando

54
(75,0)

72
(100)

1
(1,4)

1
(1,4)

8
(11,1)

2
(2,8)

3
(4,2)

3
(4,2)

- (-)

Transmitindo informação

54
(7,5)

72
(100)

Forma de disseminação da
informação

13

�Através de relatórios de
pesquisa

3
(4,2)

3
(4,2)

6
(8,3)

7
(9,7)

1
(1,4)

- (-)

- (-)

52
(72,2)

72
(100)

Através de associações
profissionais

2
(2,8)

4
(5,6)

6
(8,3)

3
(4,2)

3
(4,2)

3
(4,2)

- (-)

51
(70,8)

72
(100)

*SR - Sem resposta.

Disseminar a informação através de produtos e serviços inclui vários instrumentos
utilizados por aqueles que fazem uso da informação. Um aspecto importante a considerar é que a
pesquisa só está completa quando disseminada, e um dos papéis do docente é disseminar a
informação. Foi pedido aos sujeitos que declarassem como eles disseminam a informação, sendo
oferecidas seis sugestões. Além dessas, foi dada oportunidade para indicarem qualquer outra forma.
Os dados demonstram que a principal forma de disseminação da informação é, na opinião
dos sujeitos, através de ensino (88,9%). Este resultado já era esperado uma vez que a tendência
exibida segue o padrão dentro de uma comunidade de ensino universitário. Em segundo lugar
(41,7%), é apontada a apresentação de seminários (como não foi discriminado a clientela pode-se
inferir que sejam internos e externos.
Mesmo não constando no questionário, foi apontado na categoria outros o uso da lista de
discussão por meio do correio eletrônico como uma nova forma de disseminação da informação.
Essas inovações, ainda não devidamente inseridas na rotina dos médicos na Universidade de
Maringá, mesmo assim evidenciam uma tendência para o uso potencial desses recursos.
A análise das respostas sobre os itens utilizados como fontes de informação mostrou, em
primeiro lugar (73,6%), que as fontes de informação mais utilizadas pelos médicos docentes são
livros–texto e manuais. Esse fato demonstra que o embasamento teórico é fundamental para a
consolidação do conhecimento dentro da especialidade e é obtido através desse veículo, e reforça
que na atividade de ensino o livro-texto tem uma importância fundamental. Essa afirmação
ampara-se no fato de que os assuntos são tratados nos livros-texto de forma abrangente, com o
conteúdo apresentado de forma didática. Em segundo lugar, aparecem os periódicos científicos

14

�(51,4%) como a mais eficiente forma de atualização. Isso demonstra que os docentes pesquisados
mantêm-se a par dos acontecimentos relacionados às suas especialidades.
Os dados indicam que os médicos utilizam com freqüência bibliografias como fonte de
informação: 15 (20,8%) sempre utilizam e 15 (20,8%) utilizam várias vezes.
Outro problema é a pouca convivência prática na área de pesquisa e extensão, que os
obrigaria a revisar todo procedimento específico antes de implementá-lo.
Quanto à baixa freqüência do uso dessas fontes, pode

também ser atribuída à

não-divulgação por parte da biblioteca em relação a essas fontes de informação, ou à não-exposição
dos médicos às mesmas.
As teses são também consideradas importantes instrumentos de informação, por trazerem
bibliografias atualizadas sobre o tema estudado, tanto que existem serviços especializados para
armazenar e disponibilizar essas publicações. A exemplo, temos instituições como a Association of
Research Libraries e a University Microfilms International, dos Estados Unidos e Inglaterra, e o
Centre National de la Recherche Scientifique – CNRC da França, que oferecem um serviço
especializado para reprodução de cópias de teses solicitadas por pesquisadores.
No Brasil, a partir de 1991 contamos com o UNIBIBLI, que disponibiliza o acervo de teses
e livros das USP, UNICAMP e UNESP, que tem sido um instrumento valioso de pesquisa.
Entretanto, existe a dificuldade de acesso a esse material, uma vez que a base oferece apenas a
referência bibliográfica, como é o caso do site Banco de Teses do IBICT, que disponibiliza o
material apenas pelo sistema COMUT, o que implica muitas vezes um alto custo, além da
morosidade para sua obtenção.
O percentual de 19,4% de freqüente uso dos resumos, abstracts e índices, abstracts e
índices indica que estes têm papel relativamente importante, por possibilitar aos pesquisadores
manterem-se informados de modo rápido sobre o que está sendo publicado em suas áreas. Todavia,

15

�permanece o problema apontado anteriormente, qual seja a dificuldade do acesso físico ao
documento.
O acesso às bases de dados nacionais (33,3%) e internacionais (27,8%) indica que as
mesmas estão sendo utilizadas em sua maioria sempre, vindo em seguida várias vezes. Apenas 8,3%
dos respondentes apontaram que nunca usaram as bases nacionais e 13,9% não utilizaram as bases
internacionais.
A baixa freqüência do uso em relação às fontes de informação, segundo PRAZERES
(1989, p. 201), “pode estar ligada a uma série de fatores que vão desde a falta de promoção até o
desinteresse dos usuários para com os serviços de informação prestados pelas bibliotecas”.
Esta pesquisa reitera que estudos devem ser desenvolvidos com o propósito de avaliar a
plena e adequada utilização dos serviços de informação, levando-se em conta que a implementação
de serviços deve estar vinculada às necessidades reais da comunidade que os acessa.
Considerando os recursos de informação oferecidos pela maioria das bibliotecas
universitárias, verificamos graus de importância classificados pelos docentes pesquisados na
seguinte ordem:
Muito importante – revistas especializadas (63,9%); bibliografias (59,7%); acesso à
Internet (58,3%); acesso à MEDLINE (55,6%); acesso às bases de dados internacionais (50,0%);
artigos de periódicos e levantamento bibliográfico (45,8%); acesso à BIREME (44,4%) acesso à
National Library of Medicine (41,7%).
O conhecimento de quão valorizados e utilizados são os recursos informacionais para as
atividades acadêmicas assume um papel importante. Tais dados demonstram claramente que os
docentes tendem a valorizar os recursos que lhes são familiares. As fontes secundárias aparecem
como uma tendência entre os profissionais da área. Isto vem confirmar as preferências

16

�anteriormente citadas como instrumentos e/ou recursos informacionais utilizados pelos docentes
para bem desempenhar suas funções.
TABELA 3 - As dificuldades no acesso e obtenção da informação em sua área
Ordem de dificuldade
a

1.

a

2.

3a.

4a.

5a.

6a.

SR*

Total

12 (16,7)

10
(13,9)

8
(11,1)

3
(4,2)

2
(2,8)

6
(8,3)

31
(43,1)

72
(100,0)

21 (29,2)

10
(13,9)

6
(8,3)

3
(4,2)

9
(12,5)

2
(2,8)

21
(29,2)

72
(100,0)

4

(5,6)

16
(22,2)

8
(11,1)

11
(15,3)

2
(2,8)

1
(1,4)

30
(41,7)

72
(100,0)

4

(5,6)

4
(5,6)

9
(12,5)

7
(9,7)

8
(11,1)

6
(8,3)

34
(47,2)

72
(100,0)

18 (25,0)

9
(12,5)

11
(15,3)

9
(12,5)

2
(2,8)

1
(1,4)

22
(30,6)

72
(100,0)

8 (11,1)

8
(11,1)

8
(11,1)

5
(6,9)

4
(5,6)

8
(11,1)

31
(43,1)

72
(100,0)

Dificuldades
encontradas
Grande variedade das
fontes de informação
Material bibliográfico
insuficiente e/ou
desatualizado na
biblioteca
Demora na obtenção de
documentos
Barreira lingüística
Indisponibilidade de
tempo para busca de
informação
Falta de contato com
outras instituições

*SR - Sem resposta.

Qualquer que seja o sistema de informação, o profissional médico encontra algumas
barreiras que dificultam o acesso e obtenção da mesma para se manter atualizado e contribuir
significativamente para a evolução em seu desempenho docente.
Estudo realizado por CEPEDA (1986), junto à comunidade de usuários de informação na
área da saúde, constatou que as barreiras mais importantes são: excesso de produção científica;
dificuldades de idioma; distâncias geográficas; canais de disseminação mal-escolhidos; dificuldades
na importação de material bibliográfico; mau aproveitamento dos recursos oferecidos pelos canais
intermediários (bibliotecas, centros de informação); custos relativos à obtenção da informação
(assinatura de publicações, xerox, serviços de recuperação de informação); dificuldades na
comunicação interpessoal.

17

�Pela Tabela acima, observa-se que o percentual mais alto para a dificuldade de acesso a
informação é com relação ao material bibliográfico insuficiente e desatualizado 21 (29,2%). Esse
fato deve-se principalmente às restrições orçamentárias presentes na maioria das bibliotecas
universitárias brasileiras, entre as quais a Universidade de Maringá. A indisponibilidade de tempo
foi indicada como a segunda maior dificuldade por 18 (25,0%) respondentes, o que leva a pensar
que os médicos docentes, por atuarem também em clínicas particulares, dispõem de pouco tempo
para pesquisa e embasamento teórico.
Observa-se que é hábito dos docentes manter contatos com especialistas da área (87,5%);
adquirir livros na sua especialidade (84,7%); assinar revistas especializadas (81,9%). Para DALLA
ZEN (1989), esses hábitos se justificam por propiciar uma seleção e avaliação de idéias, bem como
por possibilitar a troca de opiniões entre os especialistas.
Um fato importante a ser considerado é o interesse manifestado pelas novas tecnologias de
informação, comprovado pelo número expressivo para busca de informação na Internet (51,4%) e
aquisição de CD-ROM (40,3%).
Os dados expressos mostram que a primeira prioridade dos sujeitos pesquisados é
consultar material na biblioteca, 28 (38,9%), vindo em seguida o levantamento bibliográfico, 16
(22,2%); solicitar material por empréstimo, 11 (15,3%); consultar bases de dados estrangeiras 6
(8,3%) e 5 (6,9%) nacionais. Os demais itens ficaram de 1 a 3, ou seja, de 1,4% a 4,2% na ordem de
prioridade.
4.1 Avaliação dos Recursos de Informação
Considerando
bibliotecas

os

universitárias,

recursos

de

informação

oferecidos

pela

maioria das

verificamos graus de importância classificados pelos

docentes pesquisados na seguinte ordem:

18

�Muito importante – revistas especializadas (63,9%); bibliografias (59,7%);
acesso à Internet (58,3%); acesso à MEDLINE (55,6%); acesso às bases de dados
internacionais (50,0%); artigos de periódicos e levantamento bibliográfico (45,8%);
acesso à BIREME (44,4%) acesso à National Library of Medicine (41,7%).
O

conhecimento

de

quão

valorizados

e

utilizados

são

os

recursos

informacionais para as atividades acadêmicas assume um papel importante. Tais
dados demonstram claramente que os docentes tendem a valorizar os recursos que
lhes são familiares. As fontes secundárias aparecem como uma tendência entre os
profissionais da área. Isto vem confirmar as preferências anteriormente citadas como
instrumentos e/ou recursos informacionais utilizados pelos docentes para bem
desempenhar suas funções.

5 CONCLUSÃO
Diante dos resultados desta pesquisa e dos comentários sobre os pontos considerados mais
relevantes, foi possível delinear um quadro dos hábitos e preferências dos médicos docentes na
busca de informação para as suas atividades acadêmicas. Destacam-se a seguir as principais
conclusões advindas desse estudo.
Ao traçar o perfil do médico docente, constatou-se que sua primeira dificuldade, quanto à
busca de informação, é a falta de tempo. Isso ficou claro até na forma de responder ao questionário.
O docente alega, com freqüência, indisponibilidade de tempo para toda atividade fora de sua rotina
profissional. Por isso, busca a informação de modo tímido, emergencial. Ainda assim, a produção
científica apresentada pelos entrevistados não foge à média nacional, conforme os dados da
CINAEM.
A busca de informação na biblioteca centra-se na apropriação de conhecimentos para
desenvolvimento da carreira profissional (51,4%), esclarecimentos de dúvidas (26,4%) e para o seu
desempenho profissional (23,6%), não ficando claro o local de uso destas informações ou se estes

19

�dados são prioritariamente para as atividades docentes ou particulares. Neste último caso observa-se
uma tendência do profissional buscar na prática docente um certo status ou prestígio social, bem
como a oportunidade de atualização com a prática docente.
A produção científica, em termos de trabalhos publicados, pode-se dizer que foi condizente
com a realidade da instituição e com a do próprio contexto dos médicos analisados pela CINAEM,
cujas características demonstram pouca produção, se comparada com a de outras áreas. A
divulgação científica, em sua maioria, é feita informalmente, por meio de palestras e conferências.
Observou-se que o médico docente tem por hábito, quando necessita de uma informação,
buscá-la entre seus pares (31,2%). Depois ele se dirige aos meios formais, pessoalmente (76,4%);
isso se deve à localização da biblioteca, dentro do Hospital Universitário. Em síntese, usa primeiro
o acesso informal, para depois chegar aos formais. No contato com colegas, a procura se dá mais
com especialistas da área (87,5%), o que não deixa de ser interessante enquanto seleção, avaliação
de idéias e troca de opiniões.
Também as empresas farmacêuticas exercem forte ação, proporcionando de modo contínuo
acessos informacionais vinculados a seus produtos.
As dificuldades de acesso ficam aos níveis de 29,2% em insuficiência e 25% em
desatualização do material bibliográfico disponível.
Os docentes utilizam vários tipos de documentos como literatura de apoio para suas
pesquisas, sendo os documentos convencionais (artigos de periódicos e monografias) os mais
citados.
Freqüentam pouco a biblioteca e, quando o fazem, seu interesse está mais ligado a
consultas e empréstimos de material bibliográfico.
Observou-se, neste estudo, a necessidade de melhoria dos serviços informacionais
prestados aos médicos docentes pela biblioteca, assim como de atualização do acervo de livros e

20

�aquisição de títulos de periódicos em diversas especialidades, para o atendimento eficiente na área
da medicina
Esta pesquisa constatou que ainda é pouca a dedicação dos docentes às atividades de
pesquisa, o que dificulta um maior desenvolvimento na área acadêmica.
Constatou-se também, pela amostra estudada, que o trabalho do médico como docente,
por ser atividade complementar, talvez não seja configurado completamente como profissão,
decorrendo daí a pouca dedicação à pesquisa.
ABSTRACT
The aim of this investigation was to verify the proceedings adopted by medical school faculty at
Universidade Estadual de Maringá in search of information to carry out their academic activities. The data
were collected through a questionaire structured with open and guided questions. Of the 90 questionaires sent
off, 80.9% were answered. The results indicate that: the totality of the respondents carry out teaching
activities (100%), 33.3% are involved in research, 19.4% in extension activities and 23.6% in administration.
As for professional training, 84.7% are specialists, the majority of which in their own specialties. The three
principal fields mentioned are those of higher social demand: gynecology, pediatrics, and general surgery. Of
the respondents, 13.9% have a master’s degree, 23.6% are still taking a master’s program; 5.6% have a Ph.D.
degree and 1.4% are still taking a doctoral program. The majority of the respondents, 52.8%, have a
40-hour-week job, of which 2.8% have a full-time job. Lectures and conferences (55.6%) are the most
important forms to make their research works known and 86.1% of the respondents participate in medical
conferences. The responses revealed that teaching is the most important medium to disseminate information
(88.9%). They usually communicate with experts in their special field of study and action (87.5%).
Text-books and manuals are the mostly used source of information (76.6%). On a priority scale, bibliography
is the most important source of information (59.7%), but scarce and nonupdated bibliography revealed to be
the greatest difficulty to access information for 29.2% of the respondents and 79% of them subscribe special
medical journals. Their professional career improvement constitutes the most important motivation to search
for information (51.4%). Faculty members use different types of support literature in their researches, such as
journal articles and treateses. Pharmaceutical industries also have a strong influence on these professionals
through the continuous information influx about their products. The respondents demonstrated a strong
interest in cooperation which may strengthen communication not only between the library and faculty but
also between medical schools thus widening and intensifying specially the relationships between the most
traditional institutions.

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23

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              <text>Busca de informação para desenvolvimento das atividades acadêmicas pelos médicos docentes da UEM. 29</text>
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              <text>Curty, Marlene Gonçalves</text>
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              <text>Esta pesquisa teve como objetivo verificar quais os procedimentos adotados pelos médicos docentes da Universidade Estadual de Maringá na busca de informação para o desenvolvimento das atividades acadêmicas. Os dados foram coletados através de questionário estruturado com perguntas abertas e fechadas. Dos 90 questionários enviados, obteve-se 80,9% de respostas. Os principais resultados obtidos indicam que: a totalidade dos sujeitos pesquisados exerce a função de ensino (100%), 33,3% pesquisa, 19,4% extensão e 23,6% administração. Com relação à formação acadêmica, 84,7% possuem especialização, a maioria em sua área de atuação. As três principais áreas são as de maiores demandas sociais: ginecologia, pediatria e cirurgia geral. Dos sujeitos, 13,9% possuem mestrado concluído e 23,6% estão com mestrado em andamento, 5,6% já possuem o título de doutor e 1,4% estão com o curso de doutorado em andamento. Com relação à jornada de trabalho, 52,8% enquadram-se no regime correspondente a 40 horas semanais, dos quais 2,8% trabalham em regime de dedicação exclusiva. As formas mais utilizadas pelos docentes na divulgação de trabalhos científicos têm sido palestras e conferências (55,6%). A freqüência na participação de eventos foi de 86,1%. A forma de disseminação da informação mais utilizada foi através de ensino (88,9%). Os docentes têm o hábito de manter contatos com especialistas da sua área (87,5%). Os livros-texto e manuais foram as fontes de informação mais utilizadas com 73,6%. Numa escala de prioridades, os recursos de informação mais importantes foram as bibliografias, com 59,7%. A maior dificuldade de acesso à obtenção da informação foi em relação ao material bibliográfico insuficiente e desatualizado, com 29,2% dos respondentes, 79% assinam pessoalmente revistas especializadas. O motivo mais apontado para busca de informação foi o desenvolvimento da carreira profissional, com 51,4%. Os docente utilizam vários tipos de documentos como literatura de apoio para suas pesquisas, sendo os documentos convencionais (artigos de periódicos e monografias) os mais citados. Também as empresas farmacêuticas exercem forte ação, proporcionando de modo contínuo acessos informacionais vinculados a seus produtos. Os dados mostraram também acentuado interesse pela cooperação, que pode ser um elo de fortalecimento da comunicação não só entre a biblioteca e o corpo docente, mas também entre instituições, podendo esta prática ampliar e intensificar as relações com instituições mais tradicionais.</text>
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