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                  <text>MODELO ORGANIZACIONAL DO SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPB:
VANTAGENS E DESVANTAGENS1
MARIA JOSÉ ARAÚJO DE OLIVEIRA2
EMEIDE NÓBREGA DUARTE3
(Universidade Federal da Paraíba)

Resumo: Pesquisa realizada nas Bibliotecas dos Campi da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB), com o objetivo de identificar as vantagens e desvantagens do modelo organizacional
do Sistema de Bibliotecas (SISTEMOTECA) da UFPB. Atualmente, o sistema é composto
por vinte e duas Bibliotecas localizadas nos Campi do interior de Campina Grande, Areia,
Bananeiras, Cajazeiras, Sousa, Patos e quinze em João Pessoa, assim como, a Biblioteca
Central, responsável pela coordenação do SISTEMOTECA. Para viabilizar a coleta dos dados
necessários, foram aplicados questionários aos responsáveis pelas bibliotecas, abordando
aspectos referentes a sua vinculação com a coordenação do sistema e as vantagens e
desvantagens decorrentes. Para levantamento do número de Bibliotecas Setoriais em
funcionamento no Campus de João Pessoa, foi necessário visita “in loco”, visto que, na
estrutura oficial, constam apenas as Bibliotecas Setoriais dos Campi do interior. O Sistema
adota o modelo de centralização parcial por serviço de aquisição com estrutura
departamentalizada de forma combinada, tais como: processos, serviços e área geográfica.
Analisando-se vantagens e desvantagens decorrentes do modelo de estrutura atual do
SISTEMOTECA, recomenda-se uma reestruturação do sistema em vigor.
Palavras-chave: Biblioteca Universitária; Centralização X Descentralização de Biblioteca;
Gerência de Biblioteca Universitária.
INTRODUÇÃO
A Universidade é o maior patrimônio do sistema educacional e tem como objetivo
primordial transmitir, para as novas gerações, as informações contidas em qualquer suporte
informacional, seja este impresso ou não, com vistas ao desenvolvimento econômico e social
da humanidade.

1

Trabalho de conclusão do curso de Graduação em Biblioteconomia na UFPB.
Aluna Concluinte.
3
Professora orientadora – DBD/CCSA/UFPB – Campus I – João Pessoa, PB – Brasil – emeide@zipmail.com.br
2

1

�Dentro desta, a Biblioteca surge como “fonte alimentadora” do sistema, porque nela se
concentram as atividades mais importantes, havendo entre ambas a palavra falada e escrita a
serviço da cultura.
Sendo a Universidade a reunião de várias escolas de nível superior e especializações
diferentes, surge a questão de ser a Biblioteca, centralizada ou descentralizada, fazendo com
que defensores destas correntes apresentem uma série de argumentos que justifiquem sua
posição.
A questão da centralização e descentralização, diz respeito a distribuição de poder
numa organização ou seja, a distribuição da autoridade e do processo decisório. Assim, a
centralização em bibliotecas universitárias acontece quando grande parte das decisões
organizacionais são tomadas pela “Biblioteca Central”, enquanto a descentralização consiste
em diferentes bibliotecas autônomas completamente independentes da Biblioteca Central.
As formas como se estruturam as bibliotecas universitárias são diversas, não havendo
unanimidade quanto a que seja melhor, por isto o assunto já deu margem a muitas discussões.
Pretende-se com o estudo, identificar o modelo da estrutura administrativa adotado
pelo SISTEMOTECA; seu comportamento diante das mudanças externas, possibilitando
subsídios para estudos posteriores.
Os aspectos formais foram estudados a partir de documentos que representam a
organização da instituição em estudo: organograma que representa de forma simplificada, a
estrutura do órgão ou sejam, suas unidades componentes e respectivas relações de autoridade;
o regulamento que é um conjunto de regras obedecidas pela instituição, aprovado pelo
Conselho Universitário em reunião de 07.08.1980 e constitui parte integrante da Resolução do
CONSEPE/UFPB 201/80. O mesmo apresenta a natureza e os objetivos da instituição; a
organização administrativa seus recursos e atribuições.

2

�Quanto ao levantamento dos dados que permitiram um conhecimento do
funcionamento informal do SISTEMOTECA, recorreu-se a procedimentos metodológicos que
se encontram delineados no decorrer deste relato, aparecendo imediatamente após o
referencial teórico.
Para alcance do objetivo proposto e compreensão do tema escolhido, apresenta-se no
decorrer do relatório, subsídios sobre o funcionamento do SISTEMOTECA, no concernente a
sua estrutura organizacional formal, assim como aspectos informais.
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A organização é parte do processo administrativo e significa o ato de organizar,
estruturar e integrar os recursos e os órgãos incumbidos de sua administração e estabelecer
relações entre eles e atribuições de cada um deles. A organização serve para agrupar e
estruturar todos os recursos humanos ou não-humanos para atingir os objetivos prédeterminados.
Faria (1980, p.168), define a estrutura como a base de um organismo, afirmando que
“…em organização é representada por um conjunto de órgãos, suas relações de
interdependência e a via hierárquica”. Para Chiavenato (1982), o desenho organizacional
constitui a escolha pela qual a empresa pretende atingir os seus objetivos e aponta como
principais características da estrutura ou do desenho organizacional; a diferenciação, a
formalização, a centralização e a integração. Todas essas características dependem de fatores
externos e internos, como os objetivos empresariais, a tecnologia utilizada, o ambiente e a
estratégia empresarial, e a maneira pela qual esses fatores são envolvidos.
As bibliotecas universitárias, como um tipo específico de organização também se
ressentem ao determinar o tipo de estrutura, pois sabe-se que entre outros fatores, a estrutura
de uma organização contribui para a eficácia da mesma. Um aspecto dessa mesma estrutura é

3

�o grau de centralização adotado, tema que merece ser discutido e avaliado com o objetivo de
otimizar suas atividades. Ferreira (1980, p.18), comenta que:
“o fato é que cada caso precisa ser estudado de per si, pois em virtude dos choques
de autoridade essas relações entre pessoas ou entre órgãos sempre têm se
constituído um ponto crítico da administração”.
CENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Na centralização administrativa há uma concentração do grau de autoridade nos níveis
gerenciais superiores. A esse respeito, Faria (1996), afirma que a centralização acontece
quando grande parte das decisões organizacionais são tomadas pela “alta cúpula” da
administração, situadas nos escalões hierárquicos superiores da empresa.
Como todas as características estruturais, a centralização é uma condição dada das
organizações. Isso não significa que ela mude em termos de grau.
As organizações mudam, por vezes lentamente e por vezes drasticamente. Sempre que
mudam forma-se uma nova estrutura. Essa nova estrutura serve como base para as ações
organizacionais e para as ações em resposta a organização. Assim sendo, as formas de
centralização têm implicações importantes tanto para os indivíduos quanto para sociedade
mais ampla.
Muitas vezes a centralização em excesso provoca nas unidades de ação, uma falta de
coragem ou falta de confiança, pois os dirigentes não delegam autoridade aos seus
subordinados, acreditando que estes não são capazes de tomar, até mesmo, pequenas decisões.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA CENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
As decisões são tomadas por administradores que têm uma visão global da empresa;
necessária quando as decisões a serem tomadas envolvam custos muito altos; os tomadores de
decisões situados no nível mais alto da hierarquia são geralmente, melhor treinados e
preparados do que os que estão nos níveis mais baixos; a eliminação de esforços duplicados
reduz os custos operacionais; certas funções- como compras- quando centralizadas, provocam

4

�maior especialização e aumento de habilidades; as decisões são mais consistentes com os
objetivos empresariais e definição de políticas ou diretrizes para a empresa e seu
planejamento social.
As decisões são tomadas por administradores que têm pouco contato com os níveis
inferiores da empresa e não convivem com os fatos; os tomadores de decisões não conhecem
as situações envolvidas no dia a dia dos funcionários dos níveis mais baixos; há uma demora
na comunicação entre os níveis superiores e inferiores devido as linhas serem distanciadas; os
administradores dos níveis inferiores são desmotivados por não participarem do processo
decisorial. Pelo envolvimento de muitas pessoas nas comunicações, há mais possibilidades de
erros e de distorções pessoais.
DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
A descentralização acontece quando a maioria das decisões são tomadas pelos níveis
hierárquicos da execução. A descentralização requer para o seu funcionamento, um sistema
bem definido de delegação.
“Descentralizar é transferir para outros órgãos atribuições específicas do órgão
central, objetivando aliviá-los da carga de trabalho e criar instrumentos de
penetração em outras áreas, facilitando o crescimento e diminuindo a carga de
trabalho do órgão central”. (Faria, 1980. p.276)
A descentralização e delegação de autoridade estão relacionadas, na medida em que a
descentralização decorre da delegação de autoridade, e seus conceitos acham-se tão ligados
que são inaplicáveis separadamente.
Arantes (1994), afirma que a descentralização é muitas vezes confundida com a
subdivisão ou agrupamento de funções. Acrescenta ainda, que muitas organizações são
caracterizadas como descentralizadas, o que acontece na realidade é que a execução das
funções é descentralizada, mas a autoridade para tomar decisões é centralizada. Assim, só
podemos afirmar que uma organização é descentralizada quando o grau de autonomia - dos

5

�diferentes níveis organizacionais - para tomar decisões estiverem bem definidos, pois a
autonomia é a essência da descentralização ou delegação de autoridade.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA DESCENTRALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Libera os administradores principais de um grande número de detalhes; as decisões
são tomadas mais rapidamente, resolvendo problemas específicos no local e no momento da
ação; estimula a iniciativa e o senso de responsabilidades nos administradores de nível médio,
criando maior motivação. A estrutura descentralizada proporciona bom treinamento para os
administradores médios.
Pode ocorrer falta de informação e coordenação entre departamentos; maior custo por
administrador devido ao melhor treinamento, melhor salário dos administradores nos níveis
mais baixos. Os administradores médios podem se preocupar apenas com os seus
departamentos esquecendo do sucesso da empresa como um todo e as políticas e
procedimentos podem variar enormemente dentro da organização.

CENTRALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A centralização de bibliotecas universitárias é um assunto que já deu margens a muitas
discussões. Prado (1992, p.16), afirma que o ideal é que a biblioteca universitária seja
centralizada, não precisando porém, que seu acervo fique num só edifício, podendo haver uma
biblioteca central e diversas setoriais junto a cada escola. Acrescenta ainda: “o indispensável
é que obedeça a uma única direção, a qual efetua a aquisição e o registro do material
bibliográfico, administra os serviços técnicos e orienta os trabalhos de modo geral”.
Ferreira (1980, p.20), admite que embora tanto a corrente centralizadora quanto a
descentralizadora continuem a apresentar uma série de argumentos que justifiquem sua
posição, vai-se sentindo, aos poucos uma tomada de consciência geral da necessidade de um

6

�órgão centralizador, ou pelo menos, coordenador e as atribuições deste órgão variam de
acordo com o grau de centralização adotado.
FORMAS DE CENTRALIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Ferreira (1980), apresenta em seu trabalho as seguintes formas de centralização:
- Centralização Administrativa – subordinação das bibliotecas do sistema, do ponto de vista
financeiro, de pessoal, de material a uma biblioteca central ou órgão coordenador;
- Centralização Física – localização de acervo bibliográfico em um ou em reduzido número
de salas ou prédios;
- Centralização Operacional ou Técnica – realização pela biblioteca central do processamento
técnico (catalogação, classificação e registro) de todo o material documentário, adquirido
pelas bibliotecas da universidade.
- Centralização Monolítica ou Centralização Total – existência de uma só biblioteca na
universidade, onde o acervo é localizado em um só local, sendo a mesma responsável pela
aquisição de material bibliográfico, pelo processamento técnico desse material e pela
recuperação da informação para o usuário;
- Centralização da Aquisição – responsabilidade da biblioteca central pela aquisição de
material documentário, para todas as bibliotecas da universidade a quem o distribui logo após
recebê-lo.
- Centralização Parcial – apenas o acervo é descentralizado.
Para Martins (1986, p.60), a Centralização Parcial pode se desdobrar em:
-

Centralização de Processos – as diversas bibliotecas permanecem em suas unidades, com
o material e serviços costumeiros e criando-se órgão centralizador de processos de
aquisição e permuta, catalogação e classificação, encadernação e preparação para
circulação e formação de catálogo coletivo;

7

�- Centralização parcial de material, de serviços ao público e de processos, no caso em que os
órgãos de ensino e pesquisa de um organismo estejam em uma cidade, município ou estado.
Martins (1986, p.61), afirma que a Biblioteca Central da Universidade Federal da
Paraíba, adota esse tipo de centralização.

“A Biblioteca Central absorve todo o processamento da aquisição e permuta, da
catalogação e classificação, da manutenção do catálogo coletivo, encadernação e
preparação para circulação e, por vezes, os de reprodução e reprografia, mas os
serviços de consulta e empréstimo, orientação e assistência ao usuário na
utilização da documentação reunida são realizadas no órgão departamentalizado
por área geográfica”

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA CENTRALIZAÇÃO EM BIBLIOTECAS
UNIVERSITÁRIAS
Muitos cursos oferecidos pela universidade, têm objetivado a formação de uma
imagem positiva para a Biblioteca Central; melhor qualidade dos serviços, com menor custo,
evitando-se duplicação de todo tipo de material e equipamentos, bem como utilização racional
do pessoal técnico e diminuição do pessoal de outras categorias que prestam serviços na
biblioteca; uma só biblioteca poderá ter melhores instalações, pois, geralmente, multiplicidade
de bibliotecas dá origem a instalações inadequadas.
O prédio da biblioteca precisa ser muito grande para atender aos usuários das escolas e
para organizar as salas particulares de leitura; separa a biblioteca da escola - quando cada
escola está ligada a uma biblioteca, desperta maior interesse dos usuários, pela proximidade e
pelo agrupamento de assuntos correlatos num só local; há uma sobrecarga de trabalho
exercido na BC, ocasionando demora nas decisões e no processamento das operações; grandes
despesas de capital com investimentos em equipamentos, instalações, material permanente,
etc.

8

�DESCENTRALIZAÇÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
A descentralização consiste em diferentes bibliotecas autônomas completamente
independentes da biblioteca central. Em geral há grande colaboração entre as bibliotecas
descentralizadas, mas cada uma tem sua direção própria. Prado (1992), descreve que este
sistema geralmente existe por força das circunstâncias, são bibliotecas de escolas que
funcionavam independentes e com a fundação da universidade, as escolas passam a pertencer
a um sistema universitário. Entretanto, essas bibliotecas não aceitam a direção da biblioteca
principal.
Economicamente, a separação das bibliotecas é um grande problema. Manter uma
biblioteca junto a cada escola exige maior número de funcionários, de livros, de catálogos
etc., dividindo muito a verba que, no caso de prédio único e direção única é melhor
aproveitada.
SISTEMA DE BIBLIOTECAS DA UFPB – SISTEMOTECA
De acordo com o documento editado pelo IBICT em 1984, intitulado “Sistemas de
Bibliotecas Universitárias”, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), foi criada pela Lei
Estadual n.º 1366 de 02 de dezembro de 1955, tendo sido federalizada através da Lei 3.835 de
dezembro de 1960.
Com o passar dos anos, a universidade foi crescendo, se desenvolvendo e com ela foi
surgindo a necessidade da criação de pequenas bibliotecas de faculdades e escolas isoladas
para dar apoio as atividades acadêmicas que as mesmas se propunham a oferecer.
O mesmo documento cita que o Sistema de Bibliotecas teve sua origem a partir da
criação dessas bibliotecas. Com a implantação da Reforma Universitária, verificou-se a
transformação das antigas Faculdades, Escolas e Institutos em Departamentos, coordenados e
integrados a nível de administração intermediária por Centros. Em conseqüência, verificou-se

9

�a junção dessas bibliotecas por área de conhecimento que correspondem aos Centros de
Ensino da UFPB.
A partir de 11 de agosto de 1967, surgiram os primeiros passos para a criação de uma
Biblioteca Central da UFPB. Naquele período o professor Edson Nery da Fonseca elaborou
um projeto intitulado “Teoria da Biblioteca Central”, trabalho este de grande importância e
que se constituiu na primeira proposta de Estruturação da Biblioteca Central.
No final de 1976 iniciou-se todo um processo de estruturação e implantação da
Biblioteca Central, a partir da junção de todas as Bibliotecas Departamentais, em número de
13.
A partir de 1979, com a interiorização da UFPB, foram separadas também, novas
bibliotecas. Todas funcionavam isoladamente, sem uma política de ação definida e nenhuma
coordenação central.
Partiu-se para a contratação de bibliotecários, atualização do acervo de livros e
periódicos, elaboração e aprovação do regulamento do Sistema de Bibliotecas, criação de
novos serviços, automação dos processos técnicos, entre outros, e culminando com a
construção do prédio definitivo da Biblioteca Central e aprovação pelo CONSEPE, do
Regulamento do Sistema de Bibliotecas em 1980.
“O Sistema de Bibliotecas consiste num conjunto de bibliotecas integradas sob o
aspecto funcional e operacional, tendo por objetivo a unidade e harmonia das
atividades de coleta, tratamento, armazenamento, recuperação e disseminação de
informações, para dar apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão"
(UFPB, 1997, p.37)

O acervo geral do SISTEMOTECA compreende as áreas de saúde, tecnologia,
ciências exatas, agrárias e humanas.
Atualmente, a Biblioteca Central é responsável pela coordenação do sistema. A
mesma está situada no Campus de João Pessoa e possui um acervo composto de livros e
periódicos nacionais e estrangeiros, além de materiais especiais.

10

�A Biblioteca Central encontra-se informatizada e seu acervo está disponibilizado
através da INTERNET, oferecendo, ainda aos seus usuários, levantamento bibliográfico e
aquisição de trabalhos técnico-científicos através do COMUT.
De acordo com o organograma do Sistema , a BC está subordinada ao Reitor da
Universidade e compõe a seguinte organização:
Diretoria – composta da Secretaria, Assessoria e Contabilidade;
Divisão de Desenvolvimento das Coleções : Seções de Seleção, Compra e
Intercâmbio.
Divisão de Processos Técnicos : Seções de Catalogação, Classificação e Manutenção
do Patrimônio Documental;
Divisão de Serviços aos Usuários : Seções de Referência, Circulação, Periódicos,
Coleções Especiais, Multimeios e Informação Documental.
O Sistema também é composto pelas bibliotecas setoriais situadas nos Campi do
interior. Conforme UFPB (1997), as bibliotecas setoriais estão assim representadas:
Biblioteca Setorial do Campus II – Campina Grande-PB - Localiza-se a 123 Km do
Campus I . O acervo dessa biblioteca dispõe de livros de várias áreas do conhecimento e
títulos de periódicos principalmente da área de tecnologia. O acervo de livros está sendo
informatizado, utilizando o sistema ORTODOCS.
Biblioteca Setorial do Campus III - Areia-PB - Localiza-se a 125 km do Campus I,
possui aproximadamente 500 m2 com o acervo mais voltado para as áreas de Agronomia e
Zootecnia, composto de livros, periódicos nacionais e estrangeiros, teses e videoteca.
Biblioteca Setorial do Campus IV - Bananeiras-PB- A Biblioteca Setorial “Dr. José
Augusto Trindade” está localizada no brejo paraibano há 132km do Campus I. Possui uma
área de aproximadamente 372 m2, dispõe de um acervo de livros e periódicos.

11

�Biblioteca Setorial do Campus V - Cajazeiras-PB- A Biblioteca Setorial “Maria das
Merces Ferreira Mendes”, situa-se há 466 km do Campus I, conta com uma área de
aproximadamente 650 m2, dispõe de um acervo de livros das áreas de humanidades,
tecnologia e saúde, bem como títulos de periódicos.
Biblioteca Setorial do Campus VI - Sousa-PB- A Biblioteca Setorial do Campus VI está
localizada a 427 km do Campus I, com uma área de 242,67 m2, dispõe de um acervo
composto por livros e periódicos das áreas de Ciências Humanas e Direito.
Biblioteca Setorial do Campus VII - Patos-PB- A Biblioteca Setorial do Campus VII,
está situada a 296 km do Campus I, possui uma área de aproximadamente 520 m2. Dispõe de
um acervo de livros e periódicos das áreas de medicina veterinária e engenharia florestal.
“A Biblioteca Central em relação as bibliotecas setoriais, centraliza apenas os
serviços de aquisição de material bibliográfico, executados quer através de recursos
próprios ou de convênios”. (IBICT, 1994, p.10)

Além das bibliotecas setoriais dos Campi do interior,

incluídas nos documentos

administrativos do sistema, foi constatado que existem 15(quinze) bibliotecas no Campus I,
que integram Departamentos, Centros e Órgãos Suplementares, da UFPB. Estas Bibliotecas
denominadas “Setoriais” surgiram das necessidades informacionais: professores e alunos, em
manter o acervo mais próximo dos seus locais de trabalho. Após 23 anos já existem
15(quinze) bibliotecas que surgiram espontaneamente, sugerindo uma necessidade de
descentralização do acervo.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Para possibilitar o levantamento das vantagens e desvantagens do modelo de estrutura
administrativa adotado pelo Sistema de Bibliotecas da UFPB`, foi necessário consultar os
dirigentes das Bibliotecas Setoriais do interior como também, os responsáveis pelas
bibliotecas existentes no Campus I.

12

�Em relação ao instrumento de coleta de dados, foram utilizados questionários
compostos por perguntas abertas e fechadas. As perguntas abertas, referiram-se as vantagens e
desvantagens do tipo de vinculação existente entre as bibliotecas investigadas e a Biblioteca
Central. Essas indagações permitiram aos informantes responder livremente a questão,
emitindo opinião acerca do assunto abordado.
Os questionários foram enviados para as bibliotecas setoriais dos Campi do interior
pelo Correio, com carta esclarecedora do objetivo da pesquisa.
As bibliotecas pesquisadas no Campus I - João Pessoa - foram visitadas pelo
pesquisador, sendo os questionários aplicados em sua maioria, no momento da visita, havendo
um contato direto face-a-face com o informante, dando possibilidade de elucidar o significado
das perguntas e o objetivo da pesquisa.
Os questionários foram aplicados em todas bibliotecas setoriais dos Campi do interior,
citadas anteriormente, perfazendo um total de 6 (seis).
Em João Pessoa - Campus I - foram aplicados questionários nas bibliotecas:
Biblioteca Setorial Profa. Valneide Maria de Almeida Fernandes; Biblioteca Setorial
do Departamento de Matemática; Biblioteca Setorial do Hospital Universitário Lauro
Wanderley; Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Jurídicas; Biblioteca Setorial de
Informática; Biblioteca Setorial do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção;
Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Tecnológicas; Biblioteca Setorial do Departamento
de Sistemática e Ecologia; Biblioteca Setorial do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas;
Biblioteca Setorial Prof. Vanildo Brito; Biblioteca Setorial Prof. Silvio Frank Alem;
Biblioteca Setorial de Física e Biblioteca Setorial de Geografia.
Tencionava-se atingir o universo de Bibliotecas Setoriais existentes: foi conseguido
100% da devolução dos questionários referentes ao Campus do interior e 86,6% das existentes
no Campus I, devido algumas bibliotecas se encontrarem fechadas

13

�ANÁLISE DOS RESULTADOS REFERENTES AS BIBLIOTECAS SETORIAIS DOS
CAMPI DO INTERIOR
De posse das respostas, passou-se a verificação de cada questão:
A questão de n.º 3 referia-se ao tipo de vinculação existente entre as setoriais e a
biblioteca central. Todas as bibliotecas questionadas declararam haver uma vinculação técnica
entre elas e a biblioteca central. Segundo o Regulamento do SISTEMOTECA, essa
vinculação técnica é real. Porém, o resultado surpreende quando constata-se que 05 dessas
bibliotecas declararam existir mais de uma vinculação, o que significa que estas não estão
bem cientes da sua posição frente ao órgão superior
TABELA 1 - Vinculação Existente entre as Bibliotecas dos Campi do Interior e a Biblioteca
Central
VINCULAÇÃO
Técnica
Administrativa
Orçamentária
Nenhuma
Outra
TOTAL

F
06
02
03
01
12

%
50
16,7
25
8,3
100

Na questão de n.º 4, solicitava-se que os diretores das bibliotecas comentassem as
vantagens e as desvantagens da situação vigente no que concerne ao tipo de subordinação.
Neste item, 100% das bibliotecas apresentaram como vantagem a padronização dos serviços
técnicos.
As desvantagens apresentadas pelos informantes foram maiores e se fundamentaram
principalmente em itens provocados pela distância geográfica entre os Campi: difícil acesso
ao transporte de material adquirido; demora na aquisição do material de maior necessidade
para o acervo da mesma; a distância impede aos funcionários que atuam no interior de
participarem de cursos e também trabalharem em conjunto com os demais colegas da BC; a

14

�distância desfavorece a comunicação e a rapidez na aquisição de materiais; não há motivação
para permanência de bibliotecário no local (no interior);
Em seguida, outro fator apontado que interfere no funcionamento do Sistema é
ocasionado pela falta de autonomia o que levou profissionais apresentarem outras
desvantagens: não ter autonomia para aquisição de material; dificuldade na obtenção de
material de manutenção e mobiliário e, falta de autonomia financeira.
Apesar de justificarem a falta de autonomia financeira como barreira para obtenção de
material de manutenção, equipamentos; mobiliários etc., surge mais uma vez o fator distância
como ocasionador da problemática. A aproximação certamente traria maior sensibilização às
necessidades.
Sendo as bibliotecas vinculadas tecnicamente à BC e administrativamente à Direção
local, ocasiona uma duplicidade de comando e consequentemente uma confusão de
competências, podendo ocorrer uma negligência de uma das partes por falta de uma
delimitação de responsabilidades.
Há situações em que o diretor da biblioteca para tomar decisões necessita de um apoio
técnico e administrativo. Ex.: uma tomada de decisão para liberação de um profissional para
participar de um evento vultuoso na área de biblioteconomia.
Para decisão final da viabilidade desta participação envolve o parecer do técnico que é
o especialista da área como também do chefe administrativo, que é de onde advém a liberação
dos recursos financeiros. Para que esse processo torne-se perfeito é necessário que haja uma
harmonia entre chefes que se envolvem no processo decisório.

15

�ANÁLISE DOS RESULTADOS

REFERENTES AS BIBLIOTECAS SETORIAIS DO

CAMPUS I
As bibliotecas setoriais pesquisadas no Campus I, compreendem as bibliotecas de
Departamentos; Centros; Núcleos e Programas de Pós-Graduação. Durante a visita foi
observado que existem mais de uma biblioteca servindo a alguns Centros.
De acordo com o Regulamento do SISTEMOTECA, apenas as bibliotecas do interior
estão integradas no Sistema. Esta questão foi abordada distintamente pelos seus responsáveis
quando afirmam existir as seguintes vinculações apresentadas na Tabela 2
TABELA 2 – Vinculação entre as Bibliotecas Setoriais do Campus I com a Biblioteca Central
na visão dos seus responsáveis
TIPOS DE VINCULAÇÃO
Técnica
Orçamentária
Administrativa
Nenhuma
Outra
TOTAL

FREQUÊNCIA
7
3
6
1
17

%
41,3
17,6
35,3
5,8
100,0

Entre as 13 Bibliotecas informantes aconteceu que quatro delas declararam existir
mais de um tipo de vinculação. O vínculo técnico declarado (41,3% ) foi explicado que não é
oficial e sim por livre escolha.
Quanto as três unidades que entendem existir a ligação orçamentária, foi devido aos
recursos oriundos dos projetos que são repassados à Biblioteca Central dando suporte para
aquisição do acervo destinado aos cursos de pós-graduação. Um dos informantes entendem
que o “empréstimo especial” pode ser considerado uma vinculação e marcou o item “outra”.
Mas o empréstimo é um serviço comum a todas as bibliotecas da UFPB.
Solicitou-se aos informantes que elencassem as vantagens e desvantagens que esta
situação atual do Sistema de Bibliotecas da UFPB oferece para o funcionamento das
bibliotecas setoriais.

16

�Quanto as vantagens que a situação apresenta apontaram as seguintes: a proximidade
do professor com o aluno na Biblioteca Setorial, orientando na questão da consulta ao acervo;
apesar dos poucos recursos o acervo da Biblioteca Setorial é mais atualizado; os funcionários
são graduados não só na área de biblioteconomia como na área específica da biblioteca; as
decisões são mais facilmente tomadas a nível local, entre o departamento e a bibliotecária;
caracteriza-se por ter um bom atendimento e um ambiente propício para o estudo e a pesquisa
por ser menor; com livros específicos, revistas especializadas e artigos encontram-se na
biblioteca setorial, isto facilita o atendimento aos alunos do curso de mestrado; possibilidade
de manutenção da Biblioteca Setorial via projetos á órgãos tais como: CNPq e CAPES;
uniformização da classificação e catalogação; a Biblioteca possui sempre livros atualizados,
não sendo necessário o deslocamento do usuário para pesquisa em outras bibliotecas; as
decisões são tomadas a nível de Centro.
Os resultados demonstram a partir das falas dos informantes, responsáveis pelas
Bibliotecas ditas “Setoriais” do Campus I, que os maiores beneficiários são os usuários com a
situação semelhante a uma descentralização. Foi constatado que as Bibliotecas se mantêm
com doações e verbas própria dos Cursos e que não existe vinculação administrativa nem
técnica, oficializada com a Biblioteca Central. A tendência, se esta situação perdurar por
muito tempo, é que estas Bibliotecas, praticamente independentes da BC, não se interessem
em compor o Sistema atual por despertarem para adoção de tecnologias diversificadas dentro
da própria UFPB, com autonomia própria.
As desvantagens apresentadas concentram-se em problemas de ordem orçamentária,
demora nos serviços de registro por acúmulo de tarefas na BC, falta de bibliotecários para
atendimento das necessidades da Biblioteca e a falta de intercâmbio com a BC e as Setoriais,
através da rede de informática.

17

�Uma das bibliotecas informantes, apresentou desvantagens para ambas as partes na
atual situação frente ao Sistema. As desvantagem para a Biblioteca Setorial diz respeito a falta
de apoio técnico e administrativo para o tombamento e classificação do acervo bem como,
para a sua informatização, e para a Biblioteca Central, a não incorporação ao registro
informatizado do acervo adquirido através de convênios, permutas e doações pela Biblioteca
Setorial, e, a indisponibilidade do acervo setorial para circulação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A partir da análise da estrutura organizacional do SISTEMOTECA e os dados
coletados, percebe-se que a mesma está desatualizada, haja vista que existem bibliotecas que
não estão incorporadas a mesma, inclusive novas unidades foram criadas na própria
Biblioteca Central.
A estrutura organizacional em pauta apresenta-se estática, consequentemente obsoleta
em relação as mudanças ambientais ocorridas no decorrer do tempo.
Para que o sistema atue com eficiência deve acompanhar as mudanças que vêm
ocorrendo em seu ambiente, num contexto fortemente marcado por avanços tecnológicos que
sugere evolução nas formas de estruturação organizacional onde questões como agilidade,
rapidez, flexibilidade, competitividade e, especialmente qualidade nos serviços e produtos,
estão sendo exigidos em qualquer sistema organizacional.
Quanto ao vínculo com as “bibliotecas setoriais” do Campus I, não existe nenhum,
com exceção do comprometimento informal dos responsáveis pelas bibliotecas citadas em
acatar as recomendações técnicas, visando padronização dos procedimentos adotados pelo
SISTEMOTECA.
As Bibliotecas localizadas no Campus I da UFPB, oficialmente não compõem o
Sistema, isso ocasiona uma certa incoerência em relação ao que foi observado na pesquisa
onde várias bibliotecas responderam haver uma subordinação técnica entre elas e a Biblioteca

18

�Central. Atribui-se ao vínculo por livre escolha e a aquisição com a utilização de recursos de
convênios.
A Biblioteca Central, em relação as bibliotecas setoriais dos Campi do interior,
centraliza apenas os serviços de aquisição de material documental, executados quer através de
recursos próprios ou de convênios. Este modelo de centralização parcial por serviço de
aquisição é fato reconhecido e registrado em documento elaborado pelo IBICT intitulado
“Sistemas de Bibliotecas Universitárias”, em 1984, embora a Profa Myriam Gusmão de
Martins em 1986, tenha se reportado como já citado anteriormente como um modelo
centralizado parcialmente do material, e dos processos. A estrutura organizacional adota uma
departamentalização combinada, ou seja, por processos, serviços e por área geográfica.
Analisando as vantagens e desvantagens apresentadas pelos responsáveis, ocasionadas
pelo modelo de estrutura atual adotado pelo SISTEMOTECA, sugere-se que em relação às
bibliotecas setoriais dos Campi do interior, haja uma maior autonomia financeira e, em
relação as “bibliotecas setoriais” do Campus I que haja uma reestruturação do sistema em
vigor.
Considerando o referencial teórico e as análises feitas no decorrer deste trabalho, em
relação ao grau de centralização/descentralização, bem como suas vantagens e desvantagens
e, considerando ainda, a situação financeira em que se encontram as universidades públicas
não correríamos o risco de sugerir uma descentralização total das bibliotecas em estudo,
apesar dos benefícios que trariam aos usuários.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ARANTES, Nélio. Sistema de gestão empresarial: conceitos permanentes na administração
de empresas válidas. São Paulo: Atlas, 1994. 440p.
BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Análise de Modelos
Organizacionais de bibliotecas universitárias nacionais. Brasília: O Programa, 1990. 82p.

19

�CHIAVENATO, Idalberto. Administração de empresas: uma abordagem contingencial. São
Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1982. 415p.
____________________. Administração, teoria, processo e prática. São Paulo: McGrawHill, 1987. 381p.
FARIA, A. Nogueira de. Organização de empresas: organização - estrutura e sistemas. 7ed.
Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1980. 337p.
FARIA, José Carlos. Administração: introdução ao estudo. 2ed. São Paulo: Pioneira, 1996.
168p.
FERREIRA, Gilda Pires. A Biblioteca Universitária em perspectiva sistêmica. Recife: UFPE,
1997. 39p.
FERREIRA, Lusimar Silva. Bibliotecas universitárias brasileiras: análise de estruturas
centralizadas e descentralizadas. São Paulo: Pioneira, 1980. 118p.
MARTINS, Mirian Gusmão de. Administração de bibliotecas. Brasília: MEC, 1986, 77p.
PENNA, C. V. Serviços de informação de bibliotecas: um manual para planejadores. São
Paulo: Pioneira, 1979.224p.
PRADO, Heloisa de Almeida. Organização e administração de bibliotecas. 2ed. São Paulo:
T. A. Queiroz, 1992. 209p.
ROCHA, Luiz Oswaldo Leal da. Organização é todos: uma abordagem prática. 6ed. São
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Regulamento. João Pessoa: 1980. 21p.
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1997. 84p.

20

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
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              <text>Pesquisa realizada nas Bibliotecas dos Campi da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o objetivo de identificar as vantagens e desvantagens do modelo organizacional do Sistema de Bibliotecas (SISTEMOTECA) da UFPB. Atualmente, o sistema é composto por vinte e duas Bibliotecas localizadas nos Campi do interior de Campina Grande, Areia, Bananeiras, Cajazeiras, Sousa, Patos e quinze em João Pessoa, assim como, a Biblioteca Central, responsável pela coordenação do SISTEMOTECA. Para viabilizar a coleta dos dados necessários, foram aplicados questionários aos responsáveis pelas bibliotecas, abordando aspectos referentes a sua vinculação com a coordenação do sistema e as vantagens e desvantagens decorrentes. Para levantamento do número de Bibliotecas Setoriais em funcionamento no Campus de João Pessoa, foi necessário visita “in loco”, visto que, na estrutura oficial, constam apenas as Bibliotecas Setoriais dos Campi do interior. O Sistema adota o modelo de centralização parcial por serviço de aquisição com estrutura departamentalizada de forma combinada, tais como: processos, serviços e área geográfica. Analisando-se vantagens e desvantagens decorrentes do modelo de estrutura atual do SISTEMOTECA, recomenda-se uma reestruturação do sistema em vigor.</text>
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