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                  <text>CONVERGÊNCIA : UM FATOR DE QUALIDADE NAS REDES ACADÊMICAS

Clarice Muhlethaler de Souza
Universidade Federal Fluminense
Núcleo de Documentação
csouza@alternex.com.br
Resumo
Objetiva-se através da identificação, análise e descrição da situação da redes acadêmicas no
âmbito universitário, destacar o papel das tecnologias da informação e da comunicação,
especialmente a Internet, como fator de qualidade na promoção da interdisciplinaridade e do
aprimoramento do ensino e da pesquisa. Mediante parâmetros relativos ao grau de
conhecimento e utilização dos recursos da Internet e o fator de impacto do uso desses recursos
procurou-se demonstrar aspectos da gestão do conhecimento nas redes acadêmicas à partir do
uso da Internet como uma rede “mediática” de acesso à informação.
1.O PROBLEMA
Estamos vivendo uma nova dimensão - um mundo cada vez mais eletrônico e
virtual - no qual o tempo e o espaço tiveram seu significado substancialmente modificado.
Nessa nova dimensão, redes de computadores, sistemas de televisão a cabo, telefone celular,
redes digitais, áudio e imagens digitalizadas já fazem parte do cotidiano de boa parte da
população deste planeta.
Já estamos nos acostumando com o armazenamento e transmissão de sons, imagens e
texto de forma digital através de sistemas de multimídia. A manipulação dos dados está se
convertendo em uma das principais atividades humanas, se não a primeira. O meio ambiente
está em grande parte modelado pelo ser humano e apresenta uma parte visível (material)
constituída por artefatos e outra parte invisível (a informação) composta de um contexto
intelectual e moral entre outros. Se a informação é o material principal que utiliza o homem

1

�para dar forma à sociedade e sobreviver em meio aos seus contornos, a aprendizagem do
tratamento e recuperação deveriam ser os focos principais da formação do cidadão.
No contexto acadêmico, a informação e o conhecimento são elementos
fundamentais porque cumprem um papel multifuncional (Silvio, 1994): como recursos para a
tomada de decisão e a solução de problemas associados ao ensino, à pesquisa e à extensão;
como elementos operativos que se transformam mediante os processos típicos do trabalho
acadêmico para formar conjuntos mais complexos; e ao mesmo tempo, como produtos desse
trabalho. Nesse sentido, a informação e o conhecimento são susceptíveis de serem
gerenciados da mesma forma que qualquer outro recurso de uma organização, de uma
sociedade.
Nesta pesquisa tratamos desse segundo espaço, mais especificamente, o processo de
intercomunicação no ambiente acadêmico.
O mundo científico e acadêmico em geral, tem se manifestado favorável à cooperação,
integração e comunicação, pelas quais se caracteriza o fenômeno da "globalização do
conhecimento".
Conforme afirma Damski &amp; Valente (1995) , a Internet, por razões técnicas e
históricas, tornou-se um padrão de comunicação não só dentro de uma rede de computadores,
mas principalmente entre redes de computadores.
Considerando o fato de que a Internet é uma fonte de informações do tipo estática e ao
mesmo tempo dinâmica, por se constituir num excelente repositório de conhecimentos em
discussão e possibilitar a interação constante entre grupos e pessoas que discutem assuntos
específicos, não é difícil entender o seu impacto na sociedade como meio de informação e de
comunicação.

2

�Através de uma pesquisa junto a comunidade acadêmica da Universidade
Federal Fluminense, procurou-se conhecer melhor o estágio em que se encontra essa rede
acadêmica, no que concerne a participação e utilização dos recursos da Internet, assim como,
quanto os impactos causados por essa nova tecnologia da informação e da comunicação no
processo de comunicação científica, promovendo a interdisciplinaridade e favorecendo a
modernização das formas de ensino e pesquisa.
Tendo em vista a amplitude do escopo da pesquisa foram estabelecidos 4
módulos, a saber : diagnóstico preliminar; análise do paradigma vigente, construção do
protótipo e definição do modelo de convergência.
O presente trabalho se refere exclusivamente às conclusões do primeiro e do segundo
módulo de pesquisa referentes ao diagnóstico preliminar dos impactos da Internet nas redes
acadêmicas existentes no âmbito da UFF e a análise do paradigma vigente na UFF face aos
recursos da Internet.
No âmbito da UFF, podem ser identificadas inúmeras redes acadêmicas:
a) redes de pesquisa, constituídas de pesquisadores que interagem como um "colégio
invisível" através de canais informais de comunicação ou formando "núcleos de estudos",
formalmente constituídos;
b) redes de serviços de informação constituídas pelos serviços e produtos mantidos pelo
sistema de bibliotecas da UFF, coordenado pelo Núcleo de Documentação (NDC);
c) redes eletrônicas, representadas pelas redes locais instaladas em diversas unidades
acadêmicas e pela Rede-UFF, modalidade remota, gerenciada pelo Núcleo de
Processamento de Dados.

3

�Em decorrência da amplitude do universo das redes acadêmicas da UFF,
optou-se por considerar como campo de pesquisa uma amostragem desse universo, cujos
critérios de delimitação foram estabelecidos numa das etapas preliminares da pesquisa.
Sendo assim estabeleceram-se os seguintes objetivos de pesquisa:
a) identificar, analisar e descrever a situação de redes acadêmicas no âmbito da UFF,
mediante os seguintes parâmetros:
- grau de conhecimento e utilização dos recursos da Internet;
- fator de impacto do uso dos recursos da Internet;
b) elaborar uma proposta preliminar de convergência dos meios de informação e
comunicação, considerando a Internet como "rede mediática" de acesso à informação.

2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO
Ao nos referirmos a informação estaremos tratando dos elementos que entram na
formação do conhecimento, o qual por sua vez corresponde a compreensão que se tem de uma
situação ou de um acontecimento. O conhecimento é uma informação que passou por um
processo de seleção, de modelagem, de interpretação e de transformação.
Este intercâmbio ou aprendizagem se realiza em três etapas: a emissão de um sinal; a
recepção do sinal pela memória e a transposição do sinal ao plano do conhecimento.
Segundo o modelo operacional de Cartier (1992), baseado nos requisitos gerais de
informação do usuário na busca do conhecimento, destacam-se os seguintes elementos

(Fig.

1): a) como se origina informação; b) como se desenvolve; c) como se integra ao plano do
conhecimento; d) como, com esta informação, pode o usuário interagir com o meio ambiente.

4

�O acesso ao conhecimento é ao mesmo tempo uma necessidade e um direito.
As bibliotecas, os arquivos e os serviços de informação constituem o principal ponto de
contato entre o conhecimento e o desenvolvimento humano. A informação para o
desenvolvimento humano tem como alvo o homem e sua qualidade de vida, estando a serviço
de aspectos vitais como: desenvolvimento econômico e desenvolvimento social, direitos
humanos, aquisição de conhecimento, solidariedade universal, justiça social, disponibilidade
de uma informação adequada e atualizada. (Paez Urdaneta, 1994)

O usuário extrai seus conhecimentos da sociedade em que vive e a ela devolve
suas reações em forma de conteúdos aos quais confere um toque pessoal, com o
interesse de interagir com o meio ambiente e melhorar sua qualidade de vida.
O usuário apresenta várias características essenciais para compreensão de seu
comportamento ( Cartier, 1992, p. 7-8) :
é um ser predominantemente visual : cerca de 80% dos sinais que são recebidos diariamente
por uma pessoa são de codificados pelo sistema visual;
é um ser social em plena evolução :

que busca equilíbrio e expressão em um mundo

igualmente em evolução e recebe comunicação de outros seres humanos, de grupos de
interesse e dos meios de comunicação de massa.

5

�Após cinqüenta anos da internacionalização da noção de informação como
conceito científico e tecnológico estabelecido por N. Wiever, em 1948 e C. Shannon em 1949,
o conceito vem prosperando e sendo sustentado pela ciência da informação, a engenharia
computacional e as telecomunicações. Em paralelo, o conceito se desenvolveu também como
sinônimo de comunicação e como tal se manteve congelado até ter sido retomado em 1980
pelo que chamamos de Nova Ordem Internacional de Informação. Dessa última conceituação
se desprenderia no começo dos anos 70 uma nova postura internacional pela qual a
informação seria definida como um recurso mundial para o desenvolvimento. Nesta época já
era evidente que a tão apregoada sociedade da informação seria uma sociedade informatizada.
(Fernandez-Aballí, 1996)
Em 1997, pelos efeitos da tecnologia dos computadores, a mercantilização da
informação e a transformação das organizações e suas interfaces sociais, a informação não
terá o mesmo valor que teve em 1986 ou nem mesmo em 1996.
Uma observação geral da situação internacional permite detectar as principais
tendências atuais da informação :
Documento / Neo-Documento
Atualmente os documentos são, essencialmente. um texto eletrônico de alto grau de
conversibilidade ( reciclável, reestruturável), e transportabilidade, autoria corporativa,
específico, orientado a um usuário final, tamanho determinado, custo estimado, reformatável,
de rápida desatualização, perecível e negociável. No caso dos hiper-documentos só podem ser
operados em ambientes lógicos por meio do computador. (Fernandez-Aballí, 1996, p. 4)
Além dos textos eletrônicos, as imagens digitais disponíveis através do vídeo do computador,
estabelecem um novo vínculo entre a informação e seu suporte, convertendo a imagem digital
em uma nova forma de ver o mundo. Na história dos meios de representação, a imagem

6

�digital representa uma verdadeira ruptura com o passado. Se as civilizações se edificam e se
desenvolvem graças a escrita, podemos prever o impacto da utilização deste novo sistema
simbólico sobre nossa linguagem e nosso pensamento. (Cartier, 1992, p. 5-6)
Usuários / Clientes
Atualmente os serviços de informação tratam de concentrar sua atenção em grupos estáveis
de pessoas, as quais percebem como seus clientes e aos quais resulta cada vez mais factível
transferir-lhes parte dos custos dos serviços prestados. O objetivo principal é identificar a
demanda e redirecioná - la, de maneira a melhorar os custos de operação e de incrementar a
eficiência. (Paez Urdaneta, 1994, p. 4)
Pessoas / Organizações e cadeias de valor
A otimização dos ambientes organizacionais e de seus processos, particularmente aqueles
vinculados a produtividade, estão provocando a planificação dos serviços, através da gestão
estratégica da informação, tendo em vistas as suas interfaces e deficiências informacionais.
(Paez Urdaneta, 1994, p. 4-5)
Funções / Estratégias
No contexto apontado no item anterior, o poder informacional de uma organização não estará
mais vinculado somente com o uso da informação para apoiar suas distintas funções e
operações. O objetivo primordial será manejar a inteligência organizacional para a
formulação de estratégias e isto implica em ter melhores condições comparativas para
modelar possibilidades. (Paez Urdaneta, 1994, p.5)
Quantidade de Informação / Qualidade de Informação
Os serviços de informação estão se vendo obrigados a monitorar em que medida sua oferta de
qualidade se encontra comprometida por critérios de quantidade. O usuário substituiu a

7

�mentalidade necessito de tudo pela mentalidade necessito do mais preciso e atualizado. (Paez
Urdaneta, 1994, p.5)
Transferência / Agregação de valor
No passado, as funções dos serviços de informação eram a compilação, organização, custódia
e administração de um acervo documentário e a missão desses serviços era garantir a
transferência da informação. Com a demanda cada vez maior de qualidade da informação e as
pressões em gerar benefícios, os serviços tem sido obrigados a iniciar processos de agregação
de valor. A capacidade de agregar algum valor significativo e a ausência desta função
distingue crucialmente os serviços atualizados dos serviços desatualizados. (Paez Urdaneta,
1994, p.5)

Utilização / Assimilação
Ao enfatizar a idéia de qualidade como fator decisivo, a filosofia dos serviços de informação
atualizados tem procurado promover cada vez mais, entre seus usuários ou clientes, o
desenvolvimento de uma atitude assimilativa, isto é, de máximo aproveitamento de
informação de alto impacto ou relevância. (Paez Urdaneta, 1994, p.5)
Informatização / Intelectualização
Na atualidade, a quantidade e a qualidade de tecnologia informática disponível em alguns
serviços emergentes, embora alta, não é comparável ao rendimento ou aproveitamento que
dela se faz. No futuro, os serviços de informação não poderão continuar sua transformação se
não aproveitarem os lucros da chamada engenharia do conhecimento. (Paez Urdaneta, 1994,
p.5)
Setor de interesse público / Área de interesse

8

�Sem querer afirmar que é eminente a privatização dos serviços públicos de informação parece
evidente que o futuro dos serviços dependerá de parcerias com o setor privado. Por outro lado
é cada vez mais freqüente o fato de grandes companhias estarem vendendo informação como
um subproduto de suas operações. (Paez Urdaneta, 1994, p.5-6)
Matéria Cooperativa Internacional / Matéria Competitiva Nacional
Na atualidade a cooperação internacional alterou sua filosofia e reduziu sensivelmente sua
área de interesses. A informação continua sendo uma dessas áreas de interesse, porém sem a
proeminência que teve anteriormente, e em muitos casos, a comunicação tem sido mais
estrategicamente

importante.

O

intercâmbio

de

informações

tem ocorrido

mais

freqüentemente entre iguais e os países parecem mais interessados em estabelecer um perfil
próprio e competitivo no plano internacional. (Paez Urdaneta, 1994, p.5-6)

2.2 A TELEMÁTICA E A MEDIÁTICA
Atualmente as telecomunicações são meios fundamentais para transmitir informação e
conhecimento e afetam cada vez mais a política econômica e social dos países porque são o
suporte primordial ao desenvolvimento. A utilização da tecnologia digital, dos computadores,
das fibras óticas e dos satélites, além da modernização dos aparelhos telefônicos provocou o
surgimento de novos produtos, serviços e necessidades, gerando mudanças na política e na
legislação das telecomunicações na maioria dos países.
A telemática é uma área do conhecimento responsável pelo desenvolvimento
de técnicas, métodos e serviços que utilizam simultaneamente as telecomunicações e a
informática. (Guinchat, 1990). A telemática combina duas lógicas diferentes, a dos transportes
( telecomunicações ) e a do armazenamento e processamento ( informática ) e apresenta as

9

�seguintes características (Cartier, 1992) : a) ter a informação como elemento principal de sua
atividade; b) transportar de maneira econômica enormes quantidades de “bits” que servem
para criar as mensagens (os dados); c) possuir uma arquitetura multi - escalonada propicia à
uma comunicação em todos os estratos de nossa sociedade; d) oferecer ao usuário um uso
interativo para a criação das respostas que se adequam às mensagens recebidas; e) oferecer
uma reintegração do espaço e do tempo a escala planetária, dispondo cada ponto do globo a
uma distância de todos os outros pontos e ao mesmo tempo;
Segundo a teoria da comunicação multi - escalonada de Cartier (1992, p. 8), a
informação circula na sociedade de forma gradual : do indivíduo até os grupos informais, logo
em seguida, até os grupos formais e finalmente até a sociedade em geral.
Os três pólos, tanto a telemática privada, como a telemática comunitária e a
telemática de massa são espaços públicos com características próprias; existindo um número
equivalente de arquitetura de sistemas, de conteúdos e de economias particulares que
correspondem a estes espaços. (Fig.2 )

10

�Segundo Cartier (1992) a “mediática”

estuda e estabelece as regras de

desenho, produção, administração e difusão dos conteúdos interativos transportados por
sistemas telemáticos. A mediática é a arte e a ciência das interrelações entre os fenômenos
humanos de percepção e expressão e os sistemas digitais de informação, representando para o
usuário uma forma de atuação interativa.
As principais características da mediática são: a) estabelecer um processo de
comunicação que possibilita ao usuário manifestar certos aspectos de seu pensamento em
forma de conteúdos; b) possibilitar um contexto tecnológico essencial à interatividade que
facilita a mediação de conjuntos de dados e estruturação dos conteúdos; c) recorrer a uma
ampla gama de meios de representação, tais como, o gráfico tradicional e as novas técnicas
como a digitalização das imagens ou a telecomunicação; d) funcionar através de uma
gramática geradora de mensagens (imagens, textos e sons) que dita as condições de criação,

11

�garantido a continuidade visual e redacional e também as interrrelações lógicas que ditam as
condições evolutivas impostas pelos contextos culturais nos quais vivem o usuário e seus
grupos; e) possibilitar que uma mensagem (conjunto estruturado de dados) evolua em um
universo interativo. A interatividade se deve a presença de várias qualidades no sistema
telemático empregado :
● a bidirecionalidade, qualidade material que permite o envio rápido de
mensagens e respostas entre o usuário e o equipamento e vice-versa;
● a transparência, qualidade do software graças ao qual o usuário não precisa
se preocupar com a complexidade do sistema;
● a interface amigável, qualidade do software graças ao qual o usuário utiliza
uma linguagem e ações que lhe parecem “naturais”.
Os fatores de interação são múltiplos: a) a necessidade de informar-se; b) a
instantaniedade das respostas; c) as variantes sensoriais (o texto, o grafismo, o som, a
imagem em vídeo); d) as variantes interativas (as respostas, as conexões, a extração de dados)
A telemática e a mediática formam um conjunto interativo, "responsável por um
verdadeiro progresso dialético" (Cartier, 1992, p. 6), pelo qual é possível ao usuário
retroalimentar o processo de informação e condicionar a busca do conhecimento a suas reais
capacidades de atuar sobre o meio ambiente. (Fig. 3)

12

�13

�2.3 REDES DE INFORMAÇÃO
"Redes são conjuntos de sistemas de informação e/ou comunicação descentralizados, intercomunicantes, formados por unidades funcionais
independentes, com serviços e funções inter-relacionados - cuja interação
é presidida por acordos de cooperação e adoção de normas comuns,
estabelecidas, contemporaneamente com base nos recursos telemáticos,
apesar de existirem esforços cooperativos ainda não integrados
eletronicamente". (Vieira,1994)

Este fenômeno vem transcendendo as barreiras geográficas e socioculturais em
nível mundial e tem conduzido ao surgimento de redes cooperativas de informação (Silvio,
1994) de três tipos ( Fig. 4) :

14

�2.3.1 Redes e Sociedade Acadêmicas e Científicas
As redes e sociedades acadêmicas e científicas, com ênfase na pesquisa em prol do
desenvolvimento e da cooperação, representam o mais antigo tipo de rede existente na
sociedade. Primeiramente surgiram as sociedades científicas e acadêmicas formalmente
estruturadas nos diversos campos do conhecimento. Atualmente, alem dessas sociedades e
academias, está se tornando cada vez mais comum o surgimento de redes de pesquisadores, as
quais com um esquema associativo e de gestão mais dinâmica, vem reunindo especialistas
para investigar e discutir sobre um problema de interesse comum em uma ou em várias áreas
do conhecimento.
Da mesma forma, surgiram redes de universidades, em âmbito nacional, regional e
mundial, com o objetivo de assegurar uma concentração de interesses em prol do
desenvolvimento da educação superior e do sistemas científico e tecnológico. De um modo
geral, estas redes, sociedades e academias não estão apoiadas, nem objetivam apoiar-se de
maneira sistemática em redes e serviços de informação e nem em redes eletrônicas.

2.3.2 Redes e Serviços de Informação
Com ênfase na informação e na prestação de serviços, a finalidade primordial das
redes e serviços de informação é reunir, conservar, disseminar e fornecer informações (dados
bibliográficos, documentários, factuais, cadastrais) e documentos ao usuário final. Este tipo de
sistema de informação pode adotar a forma de um serviço, uma rede ou uma combinação de
ambos. O usuário acessa essas redes diretamente, por meio de sistemas on-line, ou através de
intermediários (arquivistas, bibliotecários e information brokers)
As organizações mantenedoras de redes e serviços de informação objetivam segundo
Vieira (1994, p. 29-30) : a) otimizar a interligação de recursos, visando ao melhor

15

�atendimento a um

número maior de usuários, em um raio de alcance mais amplo;

b) racionalizar gastos com infra-estrutura computacional, acervo e pessoal técnico, evitando
duplicação de esforços para idênticos fins; c) minimizar os custos para o usuário,
maximizando a disponibilidade e a qualidade de informação; d) aumentar a visibilidade do
setor de informação.
Na América Latina e Caribe o surgimento de redes e serviços de informação científica
e acadêmica ocorreu na década de 70 com o apoio de organismos da ONU, como a UNESCO
e a CEPAL entre outros.
Segundo Vieira (1994, p. 33-38 ), o Brasil vem participando de inúmeras redes
internacionais de apoio institucional a sistemas de informação, bem como, mantém redes
nacionais de apoio institucional a sistemas de informação.
É significativo constatar que somente uma minoria dessas redes e serviços de
informação mantém uma relação estreita e sistemática com redes acadêmicas de investigação
e com redes eletrônicas de telecomunicação.

2.3.3 Redes eletrônicas
As rede eletrônicas são conjuntos de computadores conectados por recursos
das comunicações, para transporte de dados e mensagens entre dois pontos distantes
interligados, objetivando acesso eletrônico para transferência de arquivos, conferência
eletrônica, remessa de fax e correio eletrônico.
As redes de computadores já existem há mais de 25 anos e durante esse tempo
deixaram de ser uma simples promessa e se transformaram em ferramentas usadas por
milhões de pessoas todos os dias.

16

�Segundo Rangel (1996a) a Era da Informação teve inicio em 1957 mediante a
preocupação com a conectividade quando a União Soviética lançou o primeiro satélite
espacial, o Sputnick. Alguns meses depois o presidente dos Estados Unidos, Dwight
Eisenhower anunciou a criação da ARPA com a missão de desenvolver pesquisas de alta
tecnologia para as forças armadas.
A ARPANET evoluiu e em 1972 o principal objetivo era a implementação de
mecanismos de transferência de arquivos (FTP - File Transfer Protocol) e conexão remota
(TELNET), consideradas ferramentas fundamentais na INTERNET. Com o protocolo TCP/IP
(Transmission Control Protocol/Internet Protocol) proposto por Vinton Cerf e Bob Kahn,
estava consolidada a segunda fase da Era da Informação.(Rangel, 1996a)
A terceira fase da Era da Informação foi representada pela computação pessoal e a
quarta fase da Era da Informação deu início à tão desejada conectividade e foi representada
pelo surgimento de um método para interconexão de computadores em rede local,
desenvolvido por Bob Metcalfe em 1974, denominado Ethernet. (Rangel,1996a)
Em 1980 foi criada a BITNET ( Because It’s Time NETwork) uma rede
acadêmica conectando a City University de Nova York e a Universidade de Yale, através de
um sistema de correio eletrônico e um mecanismo chamado “listserv. Em 1992,

Tim

Berners-Lee, do CERN, inventou o WORLD WIDE WEB ( Teia de Alcance Mundial), um
modelo cliente-servidor de sistema de hipertexto distribuído e foram disponibilizados na
INTERNET os padrões do WEB (Rangel, 1996b, p.71): a) o protocolo de comunicação
HTTP (Hypertext Transfer Protocol); b) a linguagem HTML (Hypertext Mark-up Language);
c) o método de identificação de recursos URL (Universal Resource Locator).
No Brasil, a política de comunicação de dados coordenada pela Embratel e
pela extinta SEI - Secretaria Especial de Informática, dificultou durante anos a troca de

17

�informações entre a comunidade acadêmica de pesquisadores brasileiros e seus pares no
exterior. No final dos anos 80, a FAPESP, em São Paulo, e a UFRJ/LNCC, no Rio de Janeiro,
conseguiram, após longas negociações, oferecer acesso à BitNet. O uso do TCP/IP começou
em São Paulo , em seguida passou a ser usado no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Em
agosto de 1990, o CNPq decidiu apoiar a implantação de uma rede interacadêmica, a RNP Rede Nacional de Pesquisa com o objetivo de implantar uma infra-estrutura de redes para
ensino e pesquisa no Brasil.

3 HIPÓTESES DE TRABALHO
Considerando-se os objetivos da pesquisa e pressupondo-se que a qualidade
total nas redes acadêmicas depende da qualidade dos recursos de informação e conhecimento
disponíveis, dos componentes do processo de ensino, pesquisa e extensão, dos atores que
conduzem esses processos e das formas pelas quais esses atores utilizam os recursos
disponíveis, foram estabelecidas as seguintes hipóteses de trabalho:
● O grau de conhecimento e uso dos recursos da Internet pelas redes acadêmicas é fator de
qualidade na aquisição, transmissão, criação, aplicação e difusão de dados, informações e
conhecimentos;
● O impacto do uso de recursos da Internet pela redes acadêmicas se reflete na qualidade dos
processos, dos resultados, dos produtos e dos serviços gerados no curso das atividades
acadêmicas;
● A convergência para o uso da Internet como rede mediática de informação e de
comunicação é fator de qualidade nas redes acadêmicas.

4 MATERIAL E MÉTODO

18

�O campo de pesquisa foi delimitado pelos seguintes critérios :
a) ser um tipo de rede cooperativa de informação (rede de pesquisa; rede de
serviços; rede de informação ou rede eletrônica;
b) pertencer ao ambiente acadêmico universitário;
c) estar vinculada ou atender os objetivos da pós-graduação;
d) possuir uma infra-estrutura mínima de telemática instalada.
A população-alvo foi constituída de uma amostragem do campo de pesquisa,
representativa de cada um dos tipos de rede cooperativa de informação nas áreas da saúde,
tecnológica e das ciências humanas: redes de pesquisa,

constituídas como Núcleos de

Pesquisa e/ou de Pós-Graduação; redes de serviços de informação de apoio à pós-graduação;
redes eletrônicas constituídas por operadores e usuários cadastrados na rede acadêmica do
ambiente de estudo.
O estudo foi realizado durante o ano de 1996 na Universidade Federal
Fluminense e utilizou recursos metodológicos convencionais de coleta de dados , tais como,
questionários estruturados, entrevistas, análise de relatórios dos dados coletados e a rede de
correio eletrônico da Universidade Federal Fluminense, com o propósito de atingir as metas
da investigação controlada.

Foi utilizado o mesmo instrumento de coleta de dados para os

diferentes segmentos da população-alvo, considerando para isso a necessidade de adaptação
da sintaxe a ser adotada nas questões do inquérito de pesquisa. O instrumento de pesquisa,
objetivou identificar o seguintes aspectos : a) uso pessoal ou profissional

de rede de

computadores; b) conhecimento da estrutura e funções da Internet; c) tipo e forma de conexão
e acesso aos recursos da Internet; d) uso de recursos da Internet : correio eletrônico e listservs,
newsgroups, gophers , Telnet e FTP, Talk / IRC / IPHONE,WAIS, WWW; e) uso de

19

�repositórios de informação; f) uso de ferramentas de busca e recuperação da informação;
g) fator de impacto do uso dos recursos da Internet nas atividades pessoais e profissionais.

5 RESULTADOS E CONCLUSÕES

Convergência, do latim convergentia, é o ato de convergir, qualidade, caráter
ou estado de convergente, ponto ou grau em que linhas, raios luminosos e objetos convergem;
formação de similaridades sucessivas entre organismos ou associações antes distintas.
(Ferreira, 1986) . Convergência é também ponto de reunião, e de incidência. (Bueno, 1964)
Segundo Whitehead, a Lei de Convergência é o critério usado pelo senso comum e pela
ciência para obter generalizações fundadas na

observação. (Abbagnano, 1962)

Segundo Plotino, o Uno não é o único, porque funda precisamente a
diversidade, aquilo que dele emana como podem emanar do real a sombra e o reflexo, os seres
cuja forma de existência não é a eterna permanência no alto, recolhendo no seu ser toda a
existência, mas a que perfeita e originária tensão da realidade suma. Pois o Uno vive, por
assim dizer, em absoluta e completa tensão, *recolhido sobre si mesmo e recolhendo com ele
a restante realidade. O duplo movimento de processão e conversão, de desenvolvimento e
recolhimento, é a consequência dessa posição de toda a realidade a partir do momento em que
se apresenta a Unidade Suprema, e no pólo oposto, o Nada: a perfeição gera, pela sua própria
natureza, o semelhante, a cópia e o reflexo, que subsistem graças ao fato de estarem
contemplativamente voltados para o seu modelo originário. Noutro sentido, usa-se em
metafífica a noção de conversão ao referir-se a convertibilidade mútua dos transcendestes.
(Mora, 1962)

20

�Convergência não significa uniformidade ou homogeneidade e sim integração
sinergética de redes com princípios e bases funcionais diferentes e gerenciadas por atores com
culturas distintas.
A pesquisa realizada junto a comunidade da UFF permitiu concluir que as três
comunidades, alvo da pesquisa, que formam as redes cooperativas de informação
(pesquisadores, profissionais da informação e profissionais da telemática), tem se
caracterizado de forma relativamente independente, atendendo aos seus interesses específicos.
Desta forma, há redes de pesquisa sem serviços de informação, e sem
infraestrutura telemática; redes de informação sem vínculos sistemáticos com pesquisadores,
e sem vínculo com redes telemáticas; e redes telemáticas sem estreita conexão com redes de
pesquisadores e com redes de informação. No contexto das redes telemáticas é preciso
considerar, além da questão da infra-estrutura eletrônica e de telecomunicações, que as
comunidades que caracterizam essas redes resultam "culturas" diferenciadas, conceituadas
como, a formação coletiva e anônima de um grupo social, representado por um conjunto de
modos e de comportamentos criados, apreendidos e transmitidos entre os membros do grupo,
em uma determinada sociedade ou nas instituições que o definem, a saber : a) a cultura
acadêmica; b) a cultura informacional;

c) a cultura telemática. Sendo assim, é necessário

que se produza uma convergência organizacional e funcional e uma convergência cultural
para que se possa alcançar um modelo de rede integrada. A convergência organizacional e
funcional deverá consistir na concepção de redes integradas apoiadas na tecnologia eletrônica
de tratamento da informação e da comunicação que possibilitem uma cooperação sinergética
entre os diferentes atores e uma base operativa mais ampla e frutífera. A convergência
cultural deverá consistir na concepção de redes integradas nas quais os atores sejam capazes
de compreender o significado delas como novos meios de informação e comunicação e não

21

�como fins em si mesmos, resultando no que podiamos chamar de "redes mediáticas", capazes
de produzir uma integração dinâmica entre os usuários da informação. Ainda que a tecnologia
seja o elemento portador de futuro na gestão do conhecimento, o usuário será quem
converterá essa tecnologia em um fator de qualidade acadêmica. Os pesquisadores e
acadêmicos devem ser preparados para utilizar com proveito os serviços de informação, bem
como, a tecnologia de comunicação e tratamento da informação próprias das redes
telemáticas, se desejarmos obter qualidade em seu trabalho como gestores do conhecimento
no mundo atual e sobretudo no futuro. Dessa forma, se confirmaram as hipóteses proposta
pela pesquisa demonstrando que a convergência para o uso da Internet como rede mediática
de informação e de comunicação é fator de qualidade nas redes acadêmicas.
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Jou, 1962.
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23

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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Objetiva-se através da identificação, análise e descrição da situação da redes acadêmicas no âmbito universitário, destacar o papel das tecnologias da informação e da comunicação, especialmente a Internet, como fator de qualidade na promoção da interdisciplinaridade e do primoramento do ensino e da pesquisa. Mediante parâmetros relativos ao grau de conhecimento e utilização dos recursos da Internet e o fator de impacto do uso desses recursos procurou-se demonstrar aspectos da gestão do conhecimento nas redes acadêmicas à partir do uso da Internet como uma rede “mediática” de acesso à informação.</text>
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