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                  <text>CONSULTORIA DE INFORMAÇÃO E INTELIGÊNCIA COMPETITIVA.
Sueli Mitiko Yano*
smyano@mixmail.com

Maria de Cléofas Faggion Alencar**
cleo@aleph.com.br

Endereço para correspondência :
Rua Shigeo Mori, 1784. CEP 13084-082 Campinas SP Tel/Fax : 19-289-5416

Resumo

No bojo das questões relacionadas à reavaliação do mundo globalizado e da popularização das
tecnologias de informação estão a postura e as formas de trabalho do profissional da
informação exigidas pelo mercado. Assim, para o 1° aspecto, a postura, discute-se as
habilidades pessoais e as novas oportunidades de trabalho que surgiram nas duas últimas
décadas que foi percebida por este profissional que parece sentir a falta de identidade, se
comparado ao Information Broker. O segundo aspecto, as formas de trabalho, trata dos
serviços/produtos de informação com valor agregado conhecido como "empacotamento de
informação" e as relações mais próximas com os processos de Inteligência Competitiva.
Apresenta-se os resultados de pesquisa sobre o assunto que identificou, a partir de uma
ferramenta de auto-avaliação, o potencial de profissionais da informação (alunos de
graduação de Biblioteconomia) em relação às exigências do mercado.

Temas : Recursos humanos da BU e/ou Serviços de Extensão/ Bibliotecas Comunitárias

Introdução
A informação, devido à sua capacidade de gerar lucro e inovação, atualmente ganhou
status de mercadoria, tendo um alto valor econômico e reconhecida importância para o
processo de tomada de decisões.
Essa nova realidade surgida na sociedade é fruto das transformações causadas pela
globalização das economias e pela "popularização" da tecnologia da informação, que por sua
*

Mestranda do curso de Pós Graduação em Biblioteconomia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas
com financiamento da CAPES.
**
Profa. Dra. do Depto. de Ciência e Gestão da Informação / UFPR.
1

�vez, está modificando toda uma cultura, uma maneira de se lidar com aspectos cotidianos até
então tidos como modelo. Com isso, as formas e o mercado de trabalho também se
transformaram, sendo muito mais exigentes, competitivos e seletivos. Mais do que nunca o
individualismo, a concorrência de livre mercado tem se imposto como uma nova ordem
mundial, que tem por fim o lucro, o acumulo de riquezas.
A área de Biblioteconomia, que tradicionalmente não tem fins lucrativos, está sofrendo
várias e duras transformações que, caso não sejam realizadas, podem levar a extinção da
profissão bibliotecária ou a presenciar os recursos destinados a ela minguarem cada vez mais.
O perigo da extinção decorre de várias razões dos quais uma, pode ser a falta de
avaliação do exercício profissional e de uma missão fortemente estabelecida baseada em um
corpo teórico concreto em que se possam embasar as futuras decisões e posturas da profissão.
Entenda-se que, ao ato de análise, crítica e ação na situação atual, este profissional
apenas vai estar defendendo um terreno já conquistado (o das bibliotecas), e iniciando a luta
por outros terrenos, talvez até, com mais recursos, mais possibilidades de crescimento e
maiores responsabilidades.
Para que haja a conquista e a manutenção destes terrenos, os profissionais têm que
repensar sua postura e suas formas de atuação, sendo que este tema tem sido debatido por uma
grande quantidade de autores, em artigos, reportagens, e entrevistas com o propósito de
delinear o perfil do novo profissional, as exigências do mercado de trabalho, e as novas
perspectivas para a profissão.
Com relação ao perfil do bibliotecário e ao dos profissionais em geral, os autores têm
praticamente um discurso único : as habilidades pessoais são entendidas como sendo a
criatividade, a flexibilidade, a adaptabilidade, a facilidade de se trabalhar em equipes, a
responsabilidade, e a ética; as habilidades profissionais são entendidas como sendo o domínio
das tecnologias de informação, o domínio de línguas estrangeiras, e por fim, tornar-se um
especialista em um assunto, sem perder a visão do todo.
Especificamente na Biblioteconomia o fenômeno se repetiu e chegou a criar uma
espécie de crise na área que culminou na exigência da troca de paradigma a ser seguido : do
acervo à informação (Valentim, 1995). Já como um reflexo daquelas discussões cada vez mais
surgiu a preocupação com o delineamento e o escopo desta nova Biblioteconomia, que está
abrangendo áreas que antes não eram estudadas em profundidade.
Desta maneira, alguns pesquisadores, uns já trabalhando com isso a muito tempo, mas
outros incentivados pela percepção da necessidade de mudança, começaram a escrever sobre a

2

�falta de identidade e referencial teórico da área de Biblioteconomia, sendo que no Brasil
podemos destacar os esforços realizados por Mostafa e colaboradores. Essa tendência
acresceu à produção científica da área, pesquisas voltadas à teoria sendo um movimento visto
como muito importante, principalmente agora que a informação e o conhecimento tem grande
destaque na sociedade, abrindo assim novos mercados para o bibliotecário.
Exatamente para discutir sobre “novas” área de trabalho que surgiram em meio aos
fatos destacados, e sendo ela fruto direto do capitalismo, é que estudaremos a consultoria de
informação como parte do projeto maior da dissertação de mestrado, dando subsídios para
discussões sobre o assunto. A consultoria de informação tem se destacado em várias culturas,
entre elas os Estados Unidos, a Inglaterra, o Canadá, e o Japão. Assim, vamos estudar o
Information Broker como exemplo do profissional que atua nessa área.
No Brasil, alguns esforços foram realizados pelas seguintes pesquisadoras Andrea
Pinheiro, et al, (1987) Irati Antonio (1991), Denise Werneck de Paiva (1990), Sofia Galvão
Baptista (1995) e Patrícia Zeni Marchiori (1998) e cuja denominação do profissional pode
variar : Bibliotecário Autônomo, Agente de Informação, Empresário da Informação, Analista
de Informação, Consultor de Informação, Bibliotecário Free Lancer, Information Broker,
Profissional da Informação Independente, entre outras denominações.

As mudanças exigidas ao Bibliotecário :
A Biblioteconomia, como disseram Mueller (1985) e Guimarães e Guarezzi (1994),
tem em seu histórico um perfil de bibliotecário meramente tecnicista, ligado apenas à
organização, tratamento, armazenamento e recuperação de documentos. Numa abordagem
mais centrada à recuperação e disseminação da informação, Beraquet, Ciol, Stefani &amp; Santos
(1999), apontam o bibliotecário tem as seguintes funções : “a) preservação da cultura humana;
b) suporte ao estudo e à pesquisa; c) planejamento e administração de recursos
informacionais; d) pesquisa.” No entanto, é raro encontrar nas várias atividades e funções
exercidas pelo bibliotecário o debate sobre a teoria da biblioteconomia, que para não dizer que
inexistem, ocorrem em poucas pesquisas realizadas na área.
Souza (1997) reforça tal situação ao dizer :
“Os bibliotecários brasileiros acostumaram-se, ao longo das últimas
décadas, a não fazer do debate sobre o fundamento de sua ação profissional
um processo consistente e continuado. Mesmo tentativas como as
provocadas por Otto Carpeaux (déc.40), Edson Nery da Fonseca (déc.70),
Luís Milanesi (déc.80), entre outras, caíram no esquecimento da prática
biblioteconômica - isto é, de uma prática centrada no mapeamento do saber
3

�e numa atitude em prol da formação e atenção aos leitores - o que em tudo
compromete o futuro da profissão como hoje se realiza e pela forma com
que para ela se educa no Brasil. Chega a ser subserviente, senão
emblemático do alienado social, o comportamento de quase totalidade do
contingente bibliotecário brasileiro, expresso na maior parte da mínima
literatura que publica.”
Desta maneira, buscando a modificação de posturas e a continuidade desta profissão
em meio as transformações ocorridas na sociedade, e a exigência de um profissional
bibliotecário com uma postura de maior criatividade, responsabilidade, ética e senso crítico,
torna-se imprescindível o estudo de novas formas de atuação com o uso efetivo de
instrumentos e técnicas.
A nova nomenclatura do profissional da informação foi pesquisada pela Universidade
de Pittsburg e a King Research Inc. (apud Motta, 1994) que separou e classificou as várias
atividades, ou campos de trabalho, surgidos ou ressaltados atualmente. São eles :
!

Gerentes da informação;

!

Coordenadores de operações de informação;

!

Especialistas dos sistemas de informação;

!

Intermediários da informação – (aqui estão incluídos os bibliotecários);

!

Teóricos da informação;

!

Professores dos profissionais da informação.
O Relatório Pittsburg / King identifica 8 áreas funcionais decorrentes destes campos

de trabalho, quais sejam:
!

Administração de operações de informação, programas, serviços ou base de dados;

!

Preparação de dados e da informação para o usuário;

!

Análise de dados e informação para usuários;

!

Busca de dados ou de informação para os usuários;

!

Outras funções operacionais da informação;

!

Análise de sistemas de informação;

!

Planejamento de sistemas de informação;

!

Pesquisas e desenvolvimento da informação;

!

Ensino e treinamento do profissional da informação.
Os profissionais que atuam nestes campos de trabalho e áreas funcionais descritos tem

sido chamados de profissional da informação, e nesse meio, incluem –se os bibliotecários por
se encaixarem no campo de intermediários.
4

�Com este cenário podemos visualizar melhor a complexidade da sociedade na qual nos
inserimos e que deveríamos ser agentes dessas mudanças.
Uma das saídas para que o bibliotecário se torne esse agente, pode ser a de se libertar
das paredes da biblioteca, ou do prédio biblioteca e adentrar um novo mercado. (Levine,
1995) O bibliotecário possui ferramentas para isso mas ainda não descobriu, como afirma
Feldman (1996): “Nós realmente não sabemos o que é que nós fazemos.”
Feldman (1996) ressalta tais ferramentas:
!

Análise de problemas : condições para identificar a questão central de cada problema, e a
melhor maneira de ela ser resolvida pelo encontro da informação necessitada : a questão
certa a perguntar, e como perguntá-la;

!

Ferramentas da Palavra : identificar os termos apropriados para usar, e também sinônimos,
e termos vizinhos a qualquer um daqueles termos que aparecem com outros termos os
quais podem diluir a pesquisa.;

!

Conhecimento de Recursos : conhecimento dos pontos de referência, as fontes de
informação;

!

Instrumentos de coleta de informação : conhecimento de estratégias de busca, e sistemas,
coleta de informação em um arquivo, e conversas com as pessoas que tem o conhecimento
que precisamos;

!

Instrumentos interpessoais : habilidade de ser intermediário. Um bom intermediário deve
saber como obter a informação de uma fonte sem ser chato ou alarmá-lo;

!

Avaliando informação para qualidade, utilidade e exatidão : organizando informação
dentro de padrões e relacionamentos.

!

Apresentando informação para que ela seja acessível e fácil de entender : novas interfaces
fáceis de usar.
E exemplifica, resumidamente, como estes conhecimentos / ferramentas poderiam ser

usados:
!

Construção de bibliotecas digitais;

Para se construir uma biblioteca digital há necessidade de haver um forte entendimento da
informação e do sistema de recuperação da informação, primeiro os problemas e metas devem
ser precisamente definidos. Depois uma lista de critérios para seleção deve ser desenvolvida.
Terceiro, vendedores potenciais devem ser identificados. Então, os vários sistemas devem ser
avaliados através da lista de critérios, e por último o candidato finalista deve ser tentado. Uma
vez que um sistema tenha sido selecionado, é necessário o desenho de uma estrutura flexível

5

�da bases de dados para que ela sirva ao presente e as necessidades futuras, tendo certeza que
não há problemas de direitos autorais; e criando uma indexação útil, são ferramentas que são
necessárias e podem ser ignoradas por aqueles mais acostumados a inventariar o sistema de
recuperação de texto completo.
!

Prospecção da informação na WWW;

Habilidade de avaliar informação para a exatidão e qualidade, e o conhecimento de como e
onde encontrar informação. Conhecimento das diferenças entre as ferramentas de busca da
WWW; uma lista de bons pontos de partida; boas conexões de rede, e paciência
!

Indexação de textos completos em campos diferentes.

Construir um índice pertinente e atualizado, e mantê-lo pode fazer a diferença entre ter
informação acessível , e esconder a informação de usuários potenciais.

Consultoria
A palavra consultor, segundo Parreira (1991), “é sinônimo de profissional especialista,
com conhecimentos aprimorados pela prática e, acima de tudo, competente, de preferência,
sempre com mais experiência que o contratante.”
Block (1991) traz outra definição:
“todas às vezes que dá conselhos a alguém que está diante de uma escolha ,
você está dando consultoria.” (...)“Um consultor é uma pessoa que está em
posição de ter alguma influência sobre um indivíduo, um grupo ou uma
organização, mas que não tem poder direto para produzir mudanças ou
programas de implementação.”
Resumindo é uma atividade profissional voltada ao aconselhamento de seus clientes,
visando resolver ou auxiliar na resolução de um problema, mas não como o principal ator das
transformações e sim como a pessoais responsável em dizer como a transformação pode ser
realizada.
Uma consultoria pode ser do tipo interna ou externa. A consultoria interna é a
realizada por um funcionário que é empregado da instituição para o qual presta serviços. A
consultoria externa são empresas ou mesmo uma única pessoa, que atua como free lance
(autônomo), que são contratados pela instituição para a prestação de um serviço.

6

�Consultoria de Informação
O tipo de consultoria a ser enfocado é a consultoria de informação do tipo externa. No
entanto, já existem experiências de consultoria interna de informação no Brasil, como por
exemplo, a saber o Escritório de Pesquisa da Unesp de Marília.
O profissional da consultoria externa de informação é chamado na literatura
internacional de Information Broker, Information Consultant, Information on demand, Fee
Based Information Services, e recentemente de Independent Information Professionals. No
Brasil, os consultores tem sido chamados de agentes de informação, consultores de
informação, empresários da informação. No entanto, ao analisarmos a gama de serviços e
produtos prestados, talvez também pudéssemos chamá-los de analistas de informação, devido
a natureza de suas atividades.
A consultoria de informação é definida por Levine (1995) como “um negócio de
compra e venda de informação como uma mercadoria”. O consultor de informação ou
Information Broker (IB), segundo site How to become a high paid online Information Broker
da Exchange Net (199?) “é alguém que acessa muitas bases de dados de informação e é
muito familiarizado com o modo de busca de dados. Este IB vende seus serviços, e recebe um
bom pagamento quando ele encontra a informação para seu cliente.”
Já no site Continuing Education - Information Broker do Mohawk College (199?), que
possui um curso de formação de IB, esse profissional está definido como “indivíduos auto
motivados, com forte comunicação, com ferramentas de empreendimento, pesquisa e escrita
de relatórios.”

Gotkin (1995), os chama de Profissionais da Informação Independentes

caracterizando-os como “um híbrido de tipos; nós combinando características de ambos os
mundos acadêmico/intelectual e empresarial.”

Histórico da consultoria de informação.
No histórico da consultoria de informação, por Marilyn M. Levine (1995), diz que, a
consultoria de informação como a conhecemos atualmente, ou seja, como uma oportunidade
de negócio lucrativo para profissionais da informação individuais, iniciou-se na França em
1935. O conceito surgiu de um serviço pago prestado pela Societe Francaise de Radiophonie,
que supria a necessidade de informação de um usuário através de respostas via telefone. Em
1935, os membros da sociedade convenceram a agência de telégrafos, telefones e correios do
governo francês a reservar as cartas SVP (s´il vous plait, if you please) no disco do telefone
para serviço de perguntas e respostas dial-up para os parisienses. Embora esse serviço tenha

7

�tido um início entusiástico, a situação financeira se deteriorou rapidamente. Com o acúmulo
significativo de dívidas, a luta pela sobrevivência do negócio atraiu a atenção de Maurice de
Turckheim. Sob o comando de Turckeim, a SVP tornou-se um negócio de grande escala que
atingiu o mundo inteiro com franquias em 23 países em 5 continentes.
Outra personalidade de destaque na consultoria de informação foi Darlene Waterstreet
da Badger Infosearch em Milwaukee, Wisconsin, por ter sido a primeira a despontar da
estrutura restritiva das bibliotecas com uma mensagem de advertência em uma convenção
nomeada biblioteca/bibliotecário : “A pessoa e a construção era socialmente percebidas
juntas, como gêmeas siamesas” (Levine, 1995).
Susan Klement e Alice Sizer Warner, da Warner-Eddison, e Kelly Warneken, também
separaram-se da construção (biblioteca), e ousadamente foram divulgar aos outros
profissionais da área como tinham realizado tal feito. O que elas estavam fazendo era difundir
uma inovação.
De acordo com a

AIIP(Association for Independent Information Professionals)

(1999), “a profissão de information broker provavelmente foi agrupada pela primeira vez em
1977 no The Directory of Fee-Based Information Services, editado por Kelly Warnken. Os
direitos destas publicações foram comprados pela Burwell Enterprises Inc. de Houston, TX,
em 1983. Com a sua primeira edição em 1984, Burwell identificou 334 destes serviços em 18
países. No 12ª edição, agora com o título de The Burwell World Directory of Information
Brokers, lista aproximadamente 1800 companhias em 51 países.”

Características da Consultoria de Informação
Segundo a AIIP (1999), os Information Brokers, na década de 70 freqüentemente
possuíam formação em Ciência da Informação. Entretanto, recentemente, universitários com
formação avançada em ciência, direito, negócios, medicina, ou outras disciplinas têm se
aventurado com sucesso nesta área. Eles tem combinado seu conhecimento e anos de
experiência em empreendimentos, iniciando companhias que servem uma grande variedade de
clientes, algumas vezes incluindo seus antigos empregadores.
O perfil deste profissional combina atributos pessoais e profissionais. Os atributos
pessoais exigidos para ser um Information Broker são elencados por Marchiori (1998) :
“Coragem/ auto-confiança; Convicção/ determinação; Flexibilidade/
versatilidade; Energia/ dinamismo; Honestidade/ profissionalismo; Senso de
humor/ otimismo/ perseverança; Motivação/ entusiasmo; Individualismo;
Humildade/ simplicidade; Atitude empreendedora; Organização; Cultivo de

8

�relações pessoais; Habilidades em atrair clientes; Intuição; Atitude
detetivesca;
Paciência;
Criatividade/
imaginação;
Assertividade/
confiabilidade; Inteligência analítica; Perfeição; Habilidade para trabalhar
em equipes; Habilidade para lidar com stress; Habilidade para lidar com
situações – limite.”
Os atributos profissionais exigidos, segundo Marchiori (1998) são :
“Ter alta capacidade técnica; Conhecer extensiva e profundamente os
recursos de informação disponíveis; Ter atitude analítica perante a
confiabilidade e a relação custo / benefício de tais recursos; Coletar os dados
de forma ética; Oferecer produtos de informação de alta qualidade.”
A tarefa principal de um Information Broker em uma organização em mudança,
segundo Shouten, Jedeloo, Waganaar, Schaaf [1998?] “...é antecipar o que está vindo em
situações de mudança. Portanto, o Information Broker precisa ter contato com todos dentro da
organização inteira.”
As funções exercidas por um consultor, segundo as 8 áreas funcionais estudadas pelo
Relatório Pittsbusg/King (apud Motta, 1994), nas quais são definidos títulos e funções dos
profissionais da informação, são:
1) “Análise de dados e informação para usuários ;
Funções : inclui pesquisa e a análise de dados e informação destinados a uma biblioteca,
arquivo de computador ou outra base de dados, análise de dados e informação que ultrapasse
(mas que possas incluir) atividades tais como “abstract” ou uma elaboração de sumários de
materiais já escritos, saída de dados (output) de sistemas de computadores ou materiais de
biblioteca.
2) Busca de dados ou de informação para os usuários.
Funções : inclui diagnóstico das necessidades do usuário para a informação a identificação de
fontes de dados e o desenvolvimento de estratégia de busca; o acesso a base de dados, seja
este manual (busca na estante) ou eletrônico (busca em sistemas automatizados); avaliação de
rendimento da busca à base de dados (mas não análise de desempenho de dados), o
encaminhamento de usuários a outras fontes de dados ou de informação.”
Os clientes das consultorias, segundo Bjorner (1995), são
“...as empresas e os profissionais, provendo serviços de informação ou
produtos do alcance de uma pesquisa feita sob encomenda para o mercado
ou pesquisa de análise para produtos de software. (...) bibliotecas e centros
de informação pela provisão de publicações para as profissões, serviços de
consultoria, ou trabalho temporário dentro ou fora de um local. (...) a
subcontratação entre membros quando um profissional independente tem o
cliente mas não tem o tempo ou não tem o conhecimento específico para
9

�fazer o trabalho. Ou seja, profissionais da informação independentes são
freqüentemente clientes de um parceiro profissional da informação
independente.”
Os clientes de Steele (199-) incluem

“pequenas companhias de alta tecnologia,

agencias e departamentos governamentais, e corporações multinacionais.”
Os serviços oferecidos comumente pelas consultorias de informação, segundo a
AIIP(1999), Gotkin(1995), Bjorner(1995), e Steele(199-) estão divididos em 5 grandes áreas :
a organização, a recuperação, a disseminação, a análise da informação, e o treinamento e a
realização de seminários para os recursos humanos das instituições.
•

Organização da informação : Desenho de bases de dados, Desenvolvimento de softwares,
Desenho de página Web;

•

Recuperação da informação : Pesquisa manual e online;

•

Disseminação da informação : Entrega de documentos, Escrita, edição e apresentação,
Desenho de página Web;

•

Análise da informação : Serviços de pesquisa, Pesquisa e análise de uma tecnologia
emergente, Escrever para publicações da indústria da informação, Consultas com relação
ao uso e administração da informação, Inteligência de mercado; Identificação e Análise de
tendências; Análise de custo benefício; Perfis de usuários finais e necessidade de
avaliação;

•

Treinamento e seminários para RH : Seminários e treinamentos, Desenho e entrega de
treinamentos sob encomenda em técnicas de administração da informação para clientes
corporativos.
E por fim, os serviços de suporte à bibliotecas que compreendem todas as áreas citadas

acima, sendo que são realizadas segundo a necessidade das bibliotecas no momento do
pedido.
Através desta classificação dos serviços prestados, podemos perceber que dos serviços
prestados pelo Information Broker, o que possui maior valor agregado é o de análise da
informação, ou seja, o cliente não quer mais apenas listas de referências bibliográficas, ele
quer a informação específica, pronta para ser usada, e para isso, é necessário que o I.B. colete,
leia, interprete e analise o conjunto de informações encontradas e entregue apenas a
informação já trabalhada, analisada. A isto, tem-se chamado de empacotamento da
informação.

10

�Inteligência Competitiva
Ao falarmos de informação analisada, um conceito surgido nas décadas de 70 e 80,
nos vêm à mente: Inteligência Competitiva. Segundo Coelho, Fernandes, Silva &amp; Lellis
(1997) “inteligência competitiva é a informação analisada. A inteligência, e não a informação,
ajuda o gerente a tomar decisões.”
Inteligência competitiva segundo Pozzebon, Freitas, Petrini (1997) é
“A coleção e análise das informações de mercado, informações
tecnológicas, informações sobre clientes e concorrentes, como também
informações relativas a tendências externas, políticas e sócio-econômicas,
enfim, informações predominantemente externas.”
A visão francesa de Castano et alii apud Pozzebon, Freitas, Petrini (1997) denomina
Inteligência Competitiva de Veille Tecnologique (Vigília Tecnológica) que é subdividida em
três tipos :
“1)vigília científica e técnica, orientada para a pesquisa e desenvolvimento,
procura desenvolver novas técnicas, entrar na guerra das patentes; 2) vigília
tecnológica, orientada para o produto e para a tecnologia que o tornou
possível, senão, na abordagem francesa, o termo consagrado para falar sobre
vigilância ou inteligência de uma maneira geral; 3)vigília concorrencial e
comercial volta-se principalmente para o exame atento do ambiente, para o
estudo da competição – seu objetivo é observar a última fase da vida de um
produto (a venda e seu impacto sobre o mercado).”
Coelho, Fernandes, Silva &amp; Lellis (1997), dizem que não é mais suficiente limitar-nos
a obter apenas uma grande quantidade de dados, pois a facilidade de acesso a redes e banco de
dados nos dispõe uma quantidade de informações cuja absorção total é inviável. É necessário
garimpar toda essa profusão de informações e saber encontrar e analisar os fatos relevantes.
Ou seja, mais vale uma informação devidamente tratada e analisada do que milhões de dados
crus, sem organização lógica.
O sistema de Inteligência Competitiva funciona como uma tela de radar, identificando
novas oportunidades ou ajudando a evitar desastres. Os agentes de inteligência corporativos que podem ser bibliotecários, engenheiros, vendedores, até ex-agentes secretos - focalizam o
ambiente competitivo geral e acrescentam um toque analítico: a previsão do lance do
adversário (Coelho, Fernandes, Silva, Lellis, 1997).
Um conceito importante dentro da inteligência competitiva é o de rede. Rede de
comunicação e, principalmente, rede de pessoas. A análise de informações acessíveis através
de bases de dados, publicações, patentes etc. constitui elemento essencial como ponto de

11

�partida. Mas, a medida em que se vai refinando a análise, mais é necessário validar as
informações e, em alguns casos, completá-las. É nesse nível que a rede vai representar um
papel importante no sistema de IC: permitir localizar com rapidez e na própria empresa,
técnicos que avaliarão e validarão as informações obtidas. F. Jakobiak fala de rede de
“cúmplices” e, em realidade, mesmo antes das facilidades trazidas pela informática as redes
humanas, por sinergia, agregavam valor ao sistema. (Coelho, Fernandes, Silva, Lellis, 1997)
É necessário ressaltar que Inteligência Competitiva não é espionagem industrial, pois
toda e qualquer informação coletada vem de fontes e procedimentos legais, o que não ocorre
com a espionagem industrial.
As ferramentas e técnicas para o processo de inteligência, segundo Miller (1997, p.20)
são:
!

“Determinar as necessidades dos tomadores de decisão;

!

Obter informação de fontes internas e externas;

!

Promover informação a inteligência;

!

Articular diretrizes para a mudança da performance organizacional;

!

Sustentar contatos com equipes internas focadas na competitividade;

!

Servir como consultores para as equipes;

!

Acessar bases de dados e serviços de informação apropriados;

!

Realizar projetos de inteligência seletiva;

!

Nunca se preocupe em ser relevante, apenas faça ações relevantes;

!

Validar a informação;

!

Treinar outros membros da equipe a ter percepção da coleta e trajeto da informação;

!

Manter uma imagem acessível.”

O consultor de informação utiliza essas ferramentas e técnicas de forma ser possível
desenvolver projetos embasados em informações estratégicas, coletadas dentro e fora da
empresa, e permitindo uma visão mais global dos processos, podendo prever possíveis falhas
e planejando, de tal maneira que estas falhas não ocorram.

Como se tornar um Consultor de Informação?
Depois de toda esta apologia à consultoria pensamos, o que devemos fazer para nos
tornamos consultores?
Segundo Bjorner (1995), “muitos dos negócios de consultoria começaram pequenos,

12

�com uma ou duas pessoas, na forma legal de proprietário único ou parceiro, ou, menos
freqüentemente, como uma entidade associada. Mas metas, tamanho, formas legais e estilo de
operação dos negócios tendem a ser reavaliados e redefinidos de acordo com o negócio e a
maturidade do(s) proprietário (s).”
Para se tornar um consultor de informação, Burwell diz que “uma importante chave
para um empreendimento de informação de sucesso é o conhecimento adequado e um bom
planejamento”, o que para Line (1996) é um plano de negócios em 5 partes :
1. Visões/Metas/Objetivos; esta seção torna-se importante pois ela é o fundamento para
nosso processo de planejamento inteiro. Tudo que nós colocarmos no plano tem que ser
apoiado no que estava estabelecido nesta seção. A visão do planejamento basicamente
destaca o que nós vislumbramos que a companhia se tornaria. Essencialmente isto torna-se
nosso sonho verbalizado.
2. Estruturas Organizacional; esta seção torna-se um veículo educacional para determinação
da estrutura legal de negócios (ex. parcerias, LLC, S-Corp, C-Corp). As implicações
financeiras para cada estrutura legal eram também desenvolvidas e consideradas.
3. Oferecimento De Produtos E Serviços; Oferecimento de serviços estava estabelecido em
pesquisa primária, pesquisa secundária online, e serviços de consultoria. Isto permitiu nos
analisar cada oferecimento como uma oportunidade de mercado, requisitos de recursos e
lucratividade.
4. Marketing; O plano de marketing era dividido em 2 seções: análise competitiva e
estratégia de marketing. Na análise competitiva, nós rapidamente percebemos que nós
precisávamos ver os I.B. como um recurso ao invés de nossos competidores. A estratégia
de marketing estava baseada na imagem da companhia, serviços oferecidos e a rede de
contatos existentes. A imagem da companhia devia demonstrar ser grande, de alta
qualidade, e madura. Tudo que nós tínhamos, desde logotipo, papel de carta, propostas,
brochuras, e outros marketing colaterais devia Ter esta imagem. Cada produto e serviço
necessitava ser diferenciado de nosso competidor e focalizado para a clientela específica.
Finalmente nos decidimos que a maneira mais rápida de se obter clientes era através de
contatos existentes que nós tínhamos estabelecido durante nossa carreira profissional.
5. Finanças : Nós desenvolvemos um conjunto completo das finanças durante um período de
5 anos para cada tipo de entidade legal que nós estávamos considerando. Cada análise
financeira continha informações detalhadas mensalmente para o primeiro ano e uma
análise anual do 2 ao 5 anos.”

13

�No site How to become a high paid online Information Broker da Exchange Net (199), encontra-se também, alguns conselhos para os profissionais que pensam em se aventurar
neste negócio :
!

“Você também poderia se concentrar em um assunto específico como negócios. Você
poderia se familiarizar com a maioria dos newsgroups na Internet fazendo buscas para
tópicos de negócios em uma Busca de Newsgroups. Assim, quando alguém te pedir para
encontrar mais informações sobre certo tipo de negócio você poderia Ter uma boa chance
de encontrá-lo na Internet;

!

As chaves para o sucesso são propaganda, comunicação e organização;

!

Você precisa vender seu serviço de consultoria. Você precisa encontrar seu mercado alvo
baseado em um tema. Então concentrar em alcançar os prospectos daquele alvo. Coloque
comerciais online em grupos que eles poderiam ler ou outros interesses que eles tem .
Coloque comerciais explicando seus serviços. Diga-lhes que você os ajudará a fazer uma
pesquisa extensiva sobre o que eles estão precisando (baseado em sua área de
especialidade);

!

Você precisa saber comunicar sua maneira profissional. Ninguém quer falar com, ou
pagar a alguém que não soe profissional. Sempre deixe claro que você entendeu
claramente as necessidades de seus clientes e expectativas com relação a você;

!

...entregue o trabalho de maneira apresentável. Estruture seus dados de modo cronológico,
ou outra maneira fácil de seguir , o cliente deverá ter uma leitura fácil;

!

Quando for estabelecer um preço de um serviço a alguém, leve sempre em conta ´ Qual o
grau de dificuldade deste trabalho para você e os custos para obtenção da informação`;

!

Faça bom uso da característica “texto capturado” em seu programa do terminal de
computador. Você pode nunca ter informação suficiente salvada em seu sistema. Quando
você estiver buscando por dados usáveis, colete o máximo que você puder. “

Ferramenta de auto avaliação
Vimos que, um IB possui uma combinação de características e habilidades que são
também do empresário e do bibliotecário de referência. Lynda Nash Leach (1988) compara
essas características e habilidades e propõe aos bibliotecários de referência em particular a
oportunidade de estender suas características empresariais a partir de uma auto avaliação.
A referida autora desenvolveu um instrumento para essa avaliação adaptado da
Checklist for Going Into Business da Small Business Administration, e sugere que, respondido

14

�com honestidade, poderia oportunizar uma classificação de suas potencialidades na área dos
pequenos negócios.
No anexo 1, encontra-se a tradução do instrumento que foi aplicado entre alunos do 1°
ao 4° ano de uma escola de Biblioteconomia nacional. A seguir encontram-se os resultados da
pesquisa na forma de dez tabelas representando cada uma das questões do instrumento de
auto-avaliação e quatro gráficos dos resultados por ano de curso dos respondentes.

Tabela 1. Você tem iniciativa?
Itens
a
b
Ano
1
11
15
2
8
12
3
18
7
4
14
7

C

1

Não Resp.
0
0
0
0

Tabela 2.Como você se sente em relação a outras pessoas?
Itens
a
b
c
Não Resp.
Ano
1
26
0
2
19
1
0
3
25
0
4
21
1
0

Tabela 3. Você pode liderar outras pessoas?
Itens
a
b
c
Ano
1
18
3
5
2
13
4
3
3
21
3
1
4
20
0
1

Não Resp.
0
0
0
1

Tabela 4.Você pode tomar para si responsabilidades?
Itens
a
b
c
Não Resp.
Ano
1
21
5
0
0
2
19
1
0
0
3
22
2
1
0
4
18
3
1
0
Tabela 5. Você é um bom organizador?
Itens
a
b
c
Ano
1
18
0
7
2
17
1
2
3
20
0
4
4
18
1
3

15

Não Resp.
1
0
1
0

�Tabela 6. Você é um bom trabalhador?
Itens
a
b
c
Ano
1
24
2
0
2
16
4
0
3
24
1
0
4
19
3
0

Não Resp.
0
0
0
0

Tabela 7.Você pode tomar decisões?
Itens
a
b
Ano
1
16
8
2
17
1
3
20
5
4
13
7

Não Resp.
0
0
0
0

c
2
2
0
2

Tabela 8. As pessoas podem confiar em você?
Itens
a
b
c
Ano
1
18
6
0
2
20
0
0
3
20
5
0
4
13
7
2

Não Resp.
2
0
0
0

Tabela 9.Você é determinado / perseverante?
Itens
a
b
c
Ano
1
16
10
0
2
13
7
0
3
16
9
0
4
14
8
0

Não Resp.
0
0
0
0

Tabela 10. Sua saúde é boa?
Itens
a
b
Ano
1
7
18
2
3
16
3
4
20
4
3
19

Não Resp.
0
0
0
0

c
1
1
1
0

Gráfico 1. Respostas predominantes no 1. Ano
120
a

100

a

a

80
a

60

a

a

a

b

b

a

Resposta mais
significativa %

40
20
0
1

2

3

4

5

6

7

Questões

16

8

9

10

�Gráfico 2. Respostas predominantes no 2. Ano
120
100

a

a

a

a

80

a

b

a

b

60

a
a

Resposta mais
significativa%

40
20
0

1

2

3

4

5 6 7
Questões

8

9 10

Gráfico 3. Respostas predominantes no 3. Ano
120
a

100
80

a

a

a

a

a

a

a

b
a

60
40

Resposta mais
significativa %

20
0
1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

Questões

Gráfico 4. Respostas predominantes no 4. Ano
100

a

a

a

80

a

a

b

a

60

a

a

a

Resposta mais
significativa %

40
20
0
1

2

3

4

5

6

7

Questões

17

8

9

10

�Os resultados mostram uma certa unanimidade dos respondentes em relação ao item a
de cada questão. O item a, em todas as questões, corresponde a melhor descrição de um
candidato para gerenciar seu próprio negócio de IB; enquanto que a soma dos itens a e b
melhor descrevem um proprietário ou empresário de um pequeno negócio de sucesso.
Desse modo, podemos interpretar que esses respondentes estão aptos a desempenhar o
profissional IB, ou que, pelo menos, identificam no IB um profissional da informação de
sucesso hoje no mercado.

Conclusão
O mercado bibliotecário tem tido grande chance de expansão devido à uma era de
grande valorização da informação e do conhecimento, sendo portanto, de importância vital à
profissão, a ocupação de espaços para o desenvolvimento e sobrevivência tão competitivo que
agora vivemos.
Já é fato de que todos os espaços serão ocupados com profissionais bibliotecários ou
não, que tenham a capacidade de desenvolver serviços de informação de qualidade tendo em
vista as tomadas de decisões, a competitividade e a inovação. A consultoria de informação é
apenas umas das formas de atuação do bibliotecário e a inteligência competitiva, ferramentas
e técnicas para serem utilizadas.
Deste modo, espera-se que o bibliotecário, atento as tendências e necessidades da
sociedade, saiba aproveitar estas oportunidades e também, auto valorizar-se, pois, nenhuma
pessoa está interessada em trabalhar com pessoas sem auto motivação. Particularmente,
espera-se que o bibliotecário esteja mais consciente do valor do seu trabalho e de sua
capacidade, de modo a deslanchar uma carreira duradoura, de sucesso e reconhecimento na
sociedade, competindo assim, com outras profissões já mais estabelecidas e de igual para
igual.

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Information Professional. Disponível na URL : http://www.aiip.org/whitepap.html .

Capturado no dia

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1999.

18

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Canadá : Mohawk College. Disponível na URL :

http://www.mohawkc.on.ca/dept/genarts/certprog/informationBroker.html . Última atualização 02/99
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Is there a future for Information Professionals.

Information Broker newsletter, v.12, n.6

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GOTKIN, J. Information Brokering : independent information professionals : the forging of a new identity.
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GUIMARÃES,J.A.C &amp; GUAREZZI,S. Divulgação profissional : uma proposta pedagógica como suporte ao
desenvolvimento da profissão bibliotecária no Brasil. Transinformação, Campinas, v. 6, n. 1/3, jan./dez.
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LEVINE, M.M. A brief history of Information Brokering. Bulletin ASIS, Feb. 1995. Disponível na URL :
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LINE, D. Lessons of a start-up. Information Broker Newsletter, v.12, n.6, nov./dec. 1996. Disponível na URL :
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MARCHIORI, P.Z. Para além das bibliotecas : o bibliotecário como Information Broker. Porto Alegre :
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MILLER, J.P. Competitive intelligence. In: Seminário latino americano de mercados e novos papéis para o
profissional da informação . Brasília, 1997. (cópia xerográfica de transparências apresentadas).
MOTTA, M.E.F. Os profissionais da informação: funções e títulos. Brasília : Thesaurus, 1994. 28 p.
MUELLER, S.P.M. O ensino de Biblioteconomia no Brasil. Ciência da Informação, Brasília, v. 14, n. 1, p. 316, jan./jun. 1985.
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SOUZA, Francisco das Chagas de.

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VALENTIM, M.L.P. Assumindo um novo paradigma na biblioteconomia. Inf&amp;Inf, v.0, n.0, p.2-6, jul./dez. 1995

19

�Anexo 1: Auto avaliação para potenciais Consultores/Information Brokers
Responder honestamente as questões dará a você a oportunidade de classificar-se para as
áreas potenciais de pequenos negócios e características empresariais.
Para cada questão assinale um X na resposta que revele o que você acha que melhor o
descreve.
1. Você tem iniciativa?
()
Eu faço coisas por mim mesmo. Ninguém precisa me dizer o que fazer.
()
Se alguém me der um começo, eu continuo sem problemas.
()
Eu não faço nada por mim mesmo a não ser que seja necessário.
2. Como você se sente em relação a outras pessoas?
()
Eu gosto das pessoas. Eu me dou bem com praticamente qualquer pessoa.
()
Eu tenho muitos amigos – eu não preciso de mais ninguém.
()
A maioria das pessoas me irritam.
3. Você pode liderar outras pessoas?
()
Quando eu começo alguma coisa, eu consigo que a maioria das pessoas continue/fique comigo.
()

Se alguém me disser o que fazer, eu posso dar ordens.

()

Eu deixo alguém fazer com que as coisas aconteçam. Então, eu faço se eu sentir vontade de.

4. Você pode tomar para si responsabilidades?
()
Eu gosto de ter responsabilidade sobre as coisas e vê-las acontecer.
()

Eu assumirei responsabilidades se for necessário, mas prefiro que outros o façam.

()

Existe sempre alguém ávido, querendo mostrar o quanto é esperto. Então, eu deixo para ele.

5. Você é um bom organizador?
()
Eu gosto de ter um plano antes de começar. Freqüentemente, sou eu que coloco as coisas em ordem
quando o grupo quer fazer alguma coisa.
()
Eu vou bem até que as coisas fiquem muito confusas. Então, eu desisto.
()

Eu arranjo tudo e então alguma coisa acontece e apresenta muitos problemas. Então, deixo as coisas
acontecerem.

6. Você é um bom trabalhador?
()
Eu posso continuar trabalhando tanto tempo quanto eu necessite. Não me importo de trabalhar duro por
alguma coisa que eu queira.
()
Eu trabalharei duro por um tempo, mas o suficiente.
()

Eu não consigo me ver trabalhando duro em nenhum lugar.

7. Você pode tomar decisões?
()
Se for necessário tomar uma decisão rapidamente, eu tomo. Geralmente, a decisão é boa.
()
()

Se eu tiver tempo suficiente. No entanto, se for necessário tomar uma decisão rapidamente, mais tarde
acharei que deveria ter decidido de outra maneira.
Eu não gosto de ser a pessoa que decide as coisas.

20

�8. As pessoas podem confiar em você?
()
Pode apostar que sim. Eu não digo coisas em que eu não acredite.
()
Tento ser honesto a maior parte do tempo, mas as vezes digo o que é mais fácil.
()
Por que se preocupar se o outro não percebe se estou ou não sendo honesto?
9. Você é determinado/perseverante?
()
Se eu tomar a decisão de fazer alguma coisa, eu não deixo que nada me impeça.
()
Freqüentemente, eu termino o que eu começo – se não houver problemas.
()
Se houver problemas logo no início, eu desisto. Por que esquentar a cabeça?
10. Sua saúde é boa?
()
Nunca perco as energias.
()
Tenho energia suficiente para a maioria das coisas que eu faço.
()
Perco as energias mais cedo do que a maioria dos meus amigos perdem.

21

�</text>
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        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
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  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
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            <elementText elementTextId="72530">
              <text>Consultoria de informação e inteligência competitiva. </text>
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          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
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              <text>Yano, Sueli Mitiko, Alencar, Maria de Cléofas Faggion</text>
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          <name>Coverage</name>
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          <name>Publisher</name>
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          <description>An account of the resource</description>
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              <text>No bojo das questões relacionadas à reavaliação do mundo globalizado e da popularização das tecnologias de informação estão a postura e as formas de trabalho do profissional da informação exigidas pelo mercado. Assim, para o 1° aspecto, a postura, discute-se as habilidades pessoais e as novas oportunidades de trabalho que surgiram nas duas últimas décadas que foi percebida por este profissional que parece sentir a falta de identidade, se comparado ao Information Broker. O segundo aspecto, as formas de trabalho, trata dos serviços/produtos de informação com valor agregado conhecido como "empacotamento de informação" e as relações mais próximas com os processos de Inteligência Competitiva. Apresenta-se os resultados de pesquisa sobre o assunto que identificou, a partir de uma ferramenta de auto-avaliação, o potencial de profissionais da informação (alunos de graduação de Biblioteconomia) em relação às exigências do mercado.</text>
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