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                <elementText elementTextId="72520">
                  <text>TÉCNICAS E TECNOLOGIAS NA BU DO SÉCULO XXI
HELENA PEREIRA DA SILVA
helena@mbox1.ufsc.br
Universidade Federal de Santa Catarina
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Santa Catarina - Brasil
MARCELLO THIRY
Thiry@sj.univali.rct-sc.br
Universidade do Vale do Itajaí
Santa Catarina - Brasil
ALINE FRANÇA DE ABREU
aline@eps.ufsc.br
Universidade Federal de Santa Catarina
Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção
Santa Catarina - Brasil

MONITORAMENTO AUTOMATIZADO NA INTERNET; UMA RESPOSTA AO
DESAFIO DE MELHORES SERVIÇOS A CUSTOS BAIXOS PARA AS
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS

Resumo:
A Internet vem sendo qualificada como a ferramenta da nova sociedade globalizada e de
aprendizagem por seu potencial de comunicação, disseminação da informação, e para o
desenvolvimento econômico e social. Experiências em nível mundial, vêm demonstrando a
utilização da Internet como vantagem competitiva e como os países estão se esforçando para
o investimento maciço em tecnologia de informação e acesso a Internet para atingir a
globalização da informação. Por isso, vem se impondo a necessidade da instalação de uma
cultura de uso da Internet, uma tomada de consciência da necessidade da exploração das
fontes de informação para agregar valor a serviços e produtos. Além disso, a Internet
possibilita o estabelecimento de consórcios para compartilhamento de recursos e parcerias
numa saída para a competição globalizada, que vem exigindo melhoria na qualidade de
serviços e redução de custos, o que a primeira vista parece um desafio. As bibliotecas
universitárias brasileiras vêm sendo fortemente pressionadas para essa condição, já que cada
vez mais sofrem cortes orçamentários, que as obrigam a eliminar serviços e principalmente
ao cancelamento de aquisição de fontes de informação como os periódicos. Está sendo
necessário repensar e inovar em termos de estratégias de gestão e de informação que
considerem a exploração dos recursos da Internet como uma ferramenta essencial para os
serviços da bibliotecas universitárias tendo que ser considerada então a tecnologia de
informação como um elemento crítico da infra-estrutura das universidades. Dentro dessa
perspectiva, o objetivo deste trabalho é o de apresentar uma experiência ainda em nível de
protótipo, de um monitoramento automatizado de periódicos na Internet como parte de um
serviço inteligente de informação, que poderia ser aplicado as bibliotecas universitárias.

1

�1

INTRODUÇÃO

A Internet vem sendo qualificada como a ferramenta da nova sociedade globalizada e de
aprendizagem por seu potencial de comunicação, disseminação da informação, e para o
desenvolvimento econômico e social.

Além disso, a Internet subverteu totalmente a noção de tempo e espaço, aproximando pessoas,
mercados e organizações, permitindo uma interação em nível global, onde colaboração e
compartilhamento são conceitos que vêm sendo cada vez mais considerados. Essas condições
provocam necessidades de mudanças e adequação em relação a processos, produtos e
serviços.

As bibliotecas, repositórios tradicionais de informação, são um dos tipos de organização que
mais tem sofrido impacto pela tecnologia da Internet, que vem sendo freqüentemente
apontada como um desafio aos bibliotecários. E as implicações da Internet, principalmente no
que tange aos novos papéis dos bibliotecários e bibliotecas, vêm sendo fartamente
considerados na literatura corrente.

A parte de qualquer discussão sobre as implicações, um aspecto é consensualmente
reconhecido: o fato de que a Internet é uma realidade irreversível, mostrando-se como um
campo aberto a exploração de facilidades e oportunidades que estão disponíveis e,
enfatizando, um desafio à criatividade quanto ao aproveitamento dessas condições em
produtos e serviços de valor agregado.

2

�Agregar valor a produtos e serviços é um imperativo no atual contexto sócio-econômico
altamente competitivo. Ser competitivo significa estar atento (“vigilante”) ao meio ambiente
externo para responder rapidamente às mudanças num processo de inovação contínuo. Esse
processo vem sendo denominado de inteligência competitiva. (Lesca et all, 1996, Pozzebon et
all, 1997, Davenport, 1998, Orozco, 1999)

A Internet como ambiente de informação, para onde estão convergindo todas as atividades
humanas, vem se mostrando como

ferramenta efetiva no processo de inteligência

competitiva. E nesse sentido, esse conceito também pode ser aplicado ao processo de
manutenção da atualização permanente em informação científica e tecnológica disponíveis na
Internet, pelos serviços de informação/bibliotecas dirigidos aos seus usuários/clientes.

A ênfase na necessidade de exploração da Internet, não significa fazer a apologia da
“sociedade sem papel”, que pelas tendências está longe de acontecer como se preconizava no
início dos anos oitenta. Ao contrário, estatísticas atuais mostram que o volume de papel
impresso vem aumentando consideravelmente. (Crawford, 1998)

Crawford (1998) afirma que a aquisição de livros em papel continua a crescer nas bibliotecas
públicas e acadêmicas e a indústria editorial continua produzindo cada vez mais. O autor
lembra ainda, que a digitalização das coleções em papel é um futuro muito longínquo, se
chegar a acontecer. Exemplifica com a Biblioteca do Congresso Americano, que despende um
grande esforço em digitalizar sua vasta coleção, mas continua adquirindo mais rapidamente
em papel do que pode digitalizar.

3

�A Georgetown University Library,

enquanto experimenta “agressivamente” os novos

recursos eletrônicos, continua adquirindo da mesma maneira, informação em papel,
preconizando que os recursos eletrônicos podem fazer parte do “mix” de recursos de
informação que as bibliotecas podem disponibilizar. A biblioteca atua dentro do princípio de
que as novas tecnologias transformam a pesquisa, o ensino e a comunicação e que são novos e
importantes caminhos para o descobrimento, compartilhamento, e repassar o conhecimento,
sem substituir os outros meios existentes. (Transforming...1997)

A questão principal portanto, é aproveitar as vantagens do novo meio pelas bibliotecas,
principalmente enquanto informações valiosas para os seus clientes estão disponíveis
gratuitamente. O fundamental é obter a “informação da informação” pela Internet, que é
acessível de qualquer lugar.

A comunidade bibliotecária mundial vem se movimentando em torno de encontrar soluções
criativas, em práticas e políticas para

utilização desse novo meio globalizado e

principalmente para utilização como ferramenta competitiva na propalada sociedade do
conhecimento.

No ítem seguinte serão abordados dois exemplos significativos de concentração de esforços
no uso das tecnologias de informação e na Internet como vantagem competitiva: uma
biblioteca universitária em Hong-Kong, e um país, Singapura, que quer tornar a Internet
acessível a todos com o objetivo de transformar a sociedade local em uma Sociedade do
Conhecimento.

4

�Considerando então a Internet como fator de competitividade e ferramenta para a prática de
inteligência competitiva, este artigo tem como objetivo relatar uma experiência, em fase de
protótipo, de monitoramento de periódicos, utilizando a tecnologia de agentes inteligentes,
para produção de um serviço de alerta automatizado.

2

A INTERNET COMO VANTAGEM COMPETITIVA; EXEMPLOS

O fascículo do periódico Journal of Global Information Management de Outubro-Dezembro
de 1999, foi dedicado ao tema “Bibliotecas e a Internet”, onde são apresentadas iniciativas,
que são excelentes exemplos

de como a associação Internet-Bibliotecas, vem sendo

considerada como fator estratégico para o desenvolvimento social e econômico e de
sobrevivência competitiva dos países.

O artigo de Clark (1999)

“Leveraging Technology to Create a World-Class Library”

demonstra a importância dada a

Internet pela Hong Kong University of Science and

Technology (HKUST), em função da aplicação maciça de recursos em Tecnologia de
Informação para criar do “zero” uma biblioteca digitalmente globalizada, e para se garantir
como uma instituição de pesquisa de reconhecimento mundial.

A biblioteca da HKUST, procurando tirar o máximo de vantagem do meio eletrônico,
resolveu questões como acesso global, compartilhamento de recursos e um fator crítico em
Hong Kong que é a exiguidade do espaço físico.

5

�Além disso, Clark (1999) enfatiza que as tendências demonstram, que as bibliotecas sofrerão
cada

vez mais pressão para

trabalhar dentro de uma

política

de - incremento de

serviços e redução de custos – provocada principalmente pela expansão de diversos fatores
como: a globalização da informação, o incremento da busca por recursos externos e alianças,
o compartilhamento de recursos através de redes e o acesso digital.

Reduzir custos e incrementar serviços parece paradoxal, mas o mesmo autor adverte, que “é
preciso usar criatividade para fazer diferente o que se fez sempre”, usando alternativas que
reconsiderem

as

abordagens

tradicionais

de

serviços

e

processos

considerando

fundamentalmente as tecnologias de informação.

O repensar as abordagens tradicionais foi mais do que um exercício acadêmico para o time de
implantação da biblioteca da HKUST. Foi uma decisão estratégica criar uma biblioteca de
ordem internacional usando o “estado da arte” em abordagens de gestão e de tecnologia.

Quando a HKUST foi fundada em 1992, não havia livros, assinaturas de periódicos, nem
edifícios e além disso o espaço físico que iria servir a biblioteca seria muito limitado para
atender as necessidades de um corpo docente de mais de 500 professores sendo, que 85%
provenientes de algumas das mais renomadas instituições de pesquisa do mundo.

Em 1992, ano de implantação da HKUST, não havia um servidor de acesso a Internet em
Hong Kong e a Universidade foi a primeira instituição a instalar um servidor para acesso e a
desenvolver um sistema de suporte aos serviços da biblioteca já pensando no “campus do
futuro”, tendo então a Internet como base dos serviços e interligando todas as universidades

6

�de Hong Kong principalmente para agilização do empréstimo entre bibliotecas num esforço
de racionalização de gastos com material bibliográfico.

É importante ressaltar que a biblioteca da HKUST implantou um ambiente de pesquisa online, com o oferecimento de um grande número de bases de texto integral de periódicos em
CD-ROM acessíveis de qualquer ponto do campus ou da residência dos usuários, e outro
grande número de bases acessíveis, também de qualquer ponto, através de assinatura on-line
sem a necessidade de muito investimento em coleções em papel e principalmente facilitando
o acesso remoto via Internet.

Outro exemplo da associação bibliotecas-internet como um binômio estratégico, relatado no
periódico acima citado, é a política adotada pelo Governo de Singapura, relatada no artigo de
Chaudhry, Al-Hawamdeh (1999)

“ Libraries and the Internet in Singapore”, que mostra o

empenho de organizações governamentais e não governamentais em transformar Singapura
em um centro informacional, na tentativa de passar de uma economia baseada no trabalho
para uma economia baseada no conhecimento.

O governo de Singapura considera as bibliotecas como tendo um papel vital nesse processo,
tanto que traçou projetos considerando a necessidade da transformação dessas bibliotecas em
centros de informação mais dinâmicos. Isso envolve dotar as bibliotecas de tecnologia de
informação para utilização em todos os aspectos operacionais, além de promover a
capacitação intensiva dos profissionais para lidar com as tecnologias de informação.

Os projetos que visam a utilização e aquisição de vantagem da tecnologia da Internet por
Singapura e que são interessantes conhecer são:

7

�LIBRARY 2000 – Investindo em uma Nação de Aprendizagem – É um projeto que prevê uma
infra-estrutura nacional de informação, onde uma rede permita que as bibliotecas tenham o
acesso aos recursos do meio eletrônico e disponibilizem para que todos possam acessar de
qualquer lugar e a qualquer hora.

A idéia desse projeto é capacitar os serviços bibliotecários de todo o país, para que assumam
a missão de expandir a capacidade de aprendizagem de toda a nação. Os autores citam as
bibliotecas universitárias como tendo uma posição de liderança no aproveitamento dos
recursos da Internet.

Outro projeto - o TIARA (Timely Information for All) – é um esforço colaborativo entre o
Conselho Nacional de Computação e o Conselho Nacional de Bibliotecas, que criou um portal
na Internet para atender a todo o tipo de necessidade de informação dos cidadãos em todos os
aspectos da vida.

No contexto de Singapura, os benefícios da Internet como ferramenta de comunicação, de
fonte de informação, de disseminação da informação, que contribui para o desenvolvimento
econômico e social do país, foram competitivamente considerados. Está havendo um esforço
concentrado para se instalar “uma cultura do uso da tecnologia de informação e da Internet”
por toda a nação, e as bibliotecas estão sendo chamadas a serem as difusoras desse processo.

Esses exemplos, demonstram o interesse crescente em que bibliotecas promovam o acesso
global a informação via Internet. Mais que isso, demonstram que ao contrário do que se
conjectura algumas vezes, de que bibliotecas e bibliotecários serão alijados do processo de

8

�informatização da sociedade, eles estão sendo chamados a assumir através de capacitação um
novo papel: o de introdutores e mantenedores de uma cultura baseada nas tecnologias de
informação e na Internet.

3 A APLICAÇÃO DE AGENTES INTELIGENTES NO MONITORAMENTO DE
FONTES DE INFORMAÇÃO NA INTERNET

A utilização de agentes inteligentes tem crescido drasticamente nos últimos anos,
principalmente em aplicações voltadas para a Internet. Nesse contexto, a definição de agentes
pode ser a de um sistema que apresenta propriedades como: autonomia, facilidade de
comunicação, capacidade de responder a determinadas situações e aprender como alcançar
seus objetivos. (Caglayan e Harrison, 1997), (Bradshaw, 1997), (Lesnik e Moore, 1997),
(Knapik e Johnson, 1998)

A aplicação de agentes no monitoramento de fontes de informação na Internet, e
particularmente, como proposta deste trabalho, no monitoramento de sumários de periódicos
para um serviço de alerta automatizado, significa criar uma arquitetura onde os agentes são
programados para estarem “alertas” às mudanças ocorridas nos sites determinados. Neste
caso, “sites” dos periódicos definidos, onde os agentes acusarão/recuperarão os sumários dos
novos fascículos quando forem lançados na rede.

A figura 1 apresenta a arquitetura proposta para esse serviço, onde são definidos quatro tipos
de agentes: agentes de interface, agentes de busca, agentes de monitoramento e agentes de
filtragem. Esses agentes estão organizados de forma que eles podem ser acessados através de

9

�um sistema computacional (por exemplo, um sistema de biblioteca) ou através de um
navegador Internet (diretamente pelo usuário humano). Em ambos os casos, o agente de
interface exerce a tarefa de intermediar a interação.
Siste m a de B ibliote c a

N a ve ga dor Inte rne t

A ge nte s de Inte rfa c e

A ge nte s de
B usc a

A ge nte s de
M onitora m e nto

A ge nte s de
Filtra ge m

Inte rne t

Le ge nda :
Te xto, Form s,
M a il e M e nus

M e nsa ge ns
KQML

Protoc olos
Inte rne t

KQML (Knowledge and Query Manipulation) – Linguagem de comunicação entre agentes

Fig. 1 - Arquitetura para o Sistema de Recuperação de Informações

3.1 Agentes de Interface

Os agentes de interface podem ser conhecidos também como sendo agentes que podem
aprender ou como assistentes pessoais. Suas qualidades fundamentais são as capacidades de
autonomia e de aprendizado para executarem tarefas para seus “donos” (usuários). Esse tipo
de agente atua normalmente em background, analisando as ações do usuário, encontrando
padrões repetitivos e automatizando esses padrões com a aprovação do usuário (Thiry, 1999).

10

�Essencialmente, agentes de interface suportam e providenciam assistência, tipicamente para o
usuário aprender a usar uma aplicação em particular, como um sistema operacional, por
exemplo. O agente observa o usuário e monitora suas atividades na interface, aprendendo
maneiras novas de executar tarefas, e sugerindo melhores maneiras de executá-las. Desta
maneira, conforme Nwana (1996), o agente atua como um assistente pessoal autônomo que
coopera com o usuário realizando algumas tarefas na aplicação.

Os agentes de interface aprendem para oferecerem um melhor auxílio aos seus usuários, que
segundo Maes (1994), podem aprender a partir de quatro maneiras:
• Observando e imitando o usuário (aprendendo a partir do usuário).
• Recebendo do usuário retorno positivo e negativo (aprendendo a partir do usuário).
• Recebendo instruções explícitas do usuário (aprendendo a partir do usuário).
• Solicitando orientação para outros agentes (aprendendo a partir de parceiros).

Usualmente, esses agentes possuem uma base de conhecimento, onde é armazenado todo o
aprendizado adquirido com o usuário e com outros agentes. Entretanto, no contexto deste
trabalho, o agente de interface é responsável por manter o perfil não de um único usuário
humano, mas o perfil de um serviço de informação ou de uma biblioteca.

O objetivo é automatizar as tarefas de busca, filtragem e monitoramento das informações
relevantes. Para tal, o agente de interface conta com os outros três agentes definidos pela
arquitetura. A comunicação realizada com o usuário é feita através de mensagens textuais,
perguntas, menus de opções e formulários. Para a comunicação com os demais agentes, a
arquitetura utiliza a linguagem de comunicação KQML (Knowledge and Query Manipulation
Language) (Finin, 1993), que será abordada na seção 3.5.

11

�3.2 Agentes de Busca

Os agentes de busca são capazes de buscar informação de uma forma inteligente. É
importante ressaltar que esses agentes não devem ser confundidos com simples mecanismos
de busca utilizados na Internet. O objetivo não é simplesmente encontrar informações que
satisfaçam um conjunto de palavras-chave, mas que possam reconhecer padrões de
informação e encontrar aquelas mais relevantes.

Além disso, esse agentes devem poder operar em modo autônomo, realizando filtragens e em
alguns casos aplicando inferências. Neste caso, o agente consegue transformar pedaços de
informação em conhecimento altamente produtivo para seu usuário. Por essa qualidade esses
agentes têm ampla aplicação em organizações que possuem grande volume de informações
espalhadas geograficamente, ou em vários bancos de dados.

A tarefa principal desses agentes na arquitetura proposta é implementar uma técnica de
mineração dos dados para a busca de possíveis informações relevantes aos interesses do
serviço de informação ou biblioteca. O propósito não é apenas buscar informações em sites
cadastrados, mas realizar uma varredura periódica na Internet. A implementação inicial irá
aplicar a mineração nos resultados utilizando-se outros mecanismos de busca existentes na
Internet.

12

�3.3 Agentes de Monitoramento

Os agentes de monitoramento, também definidos como notificadores, irão prover serviços de
notificação que avisam aos agentes de interface sobre modificações no conteúdo de
determinadas páginas. As páginas a serem monitoradas estão cadastradas em um banco de
dados, o qual pode ser alimentado diretamente pelos usuários ou pelos agentes de interface.

No caso de alimentação via agente de interface, o agente é inicialmente informado pelo
agente de busca sobre algum novo conteúdo interessante e, após a aprovação do usuário
humano, cadastrará a página. É importante notar que os agentes poderão cadastrar as páginas
automaticamente, desde que o usuário humano assim o permita. O propósito inicial desse
agente é bastante simples, não havendo muita inteligência associada. Entretanto, a decisão de
dividir as tarefas entre agentes mais simples, facilita a implementação e oferece uma maior
flexibilidade ao modelo.

3.4 Agentes de Filtragem

Os agentes de filtragem oferecem atualização automática de notícias que se encaixam dentro
dos interesses do serviço de informação ou biblioteca. Esses agentes trabalham em conjunto
com os agentes de monitoramento. Após uma modificação no conteúdo de uma página, este
agente entra em ação reavaliando cada página cadastrada. Como o conteúdo da página pode
alterar o interesse sobre a mesma, este agente utiliza um mecanismo de avaliação baseado no
perfil de interesse do serviço de informação ou biblioteca.

13

�3.5 Comunicação entre os Agentes

A comunicação entre os agentes propostos utiliza a estrutura definida inicialmente em (Thiry,
1998). Nesse modelo, os agentes comunicam-se através da linguagem KQML, a qual fornece
uma plataforma para programas e agentes trocarem informações e conhecimento. Ela está
focada nos formatos de mensagem e em protocolos de manipulação dessas mensagens entre
agentes em execução. Entretanto, KQML não se preocupa com o formato da informação
propriamente dita. Suas expressões usualmente encapsulam estruturas de outras linguagens
denominadas “linguagens de conteúdo”.

Neste trabalho, a linguagem escolhida inicialmente para representar o conteúdo é o Prolog,
pela sua fácil representação lógica. Entretanto, existe a possibilidade de se utilizar outras
linguagens que possam oferecer maior flexibilidade para a representação do conhecimento
específico trocado entre os agentes. A estrutura de comunicação pode ser vista na figura 2. É
importante notar que a versão atual utiliza sockets (estruturas para comunicação através do
protocolo TCP/IP) para fazer o mapeamento entre a camada KQML e o protocolo TCP/IP
(Internet).

A ge nte s

A ge nte s

A ge nte s

KQML

Soc k e ts

TC P/IP (Inte rne t)

Fig. 2 - Estrutura de comunicação dos agentes

14

�3.6 Aplicação em Serviços de Monitoramento

Como visto nas seções anteriores, os agentes descritos oferecem o suporte necessário para a
implementação de serviços de monitoramento inteligente na Internet. A proposta deste
trabalho é a integração destes agentes para auxiliar bibliotecas na manutenção de informações
sobre periódicos relevantes. Mais especificamente, a idéia é oferecer uma manutenção
constante sobre os sumários dos periódicos de interesse da biblioteca.

4

UM SERVIÇO/PRODUTO DE SUMÁRIOS CORRENTES ATRAVÉS
DO MONITORAMENTO AUTOMATIZADO DE PERIÓDICOS NA
INTERNET

A idéia de monitoramento de títulos de periódicos, e ainda em fase de protótipo, surgiu no
Núcleo

de

Estudos

em

Inovação

e

Tecnologia

de

Informação

–

IGTI,

(http://eps.ufsc.br/labs/igti) , que é um grupo de estudos vinculado ao Departamento de
Engenharia de Produção e Sistemas, e ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia de
Produção, do Centro Tecnológico, da Universidade Federal de Santa Catarina

O IGTI, tem como foco uma atuação a partir da competência instalada em Gestão da
Inovação e Tecnologia de Informação, e de uma perspectiva competitiva, que significa estar
atuando sempre dentro do estado da arte na sua competência, aplicada a serviços e produtos.

Tem como meta, capacitar e gerir uma equipe multidisciplinar, com o intuito de criar sinergia
no planejamento e execução de projetos em função das necessidades dos seus parceiros.
Como áreas de competência incluem-se:
15

�•

Capacitação profissional, através de cursos in-house ou preparação de colaboradores
internos às organizações para serem multiplicadores;

•

Consultoria em Tecnologia de Informação;

•

Planejamento Estratégico de Informações;

•

Planejamento de Sistemas de Informação para Executivos;

•

Planejamento, Desenvolvimento e Implantação de Sistemas de Informação;

•

Internet para Negócios;

•

Implantação de Novas Tecnologias;

•

Geração de Idéias de Negócios.

Para manter a competitividade, o IGTI precisa estar atento as mudanças do seu meio ambiente
externo através de um serviço de inteligência que o mantenha atualizado com as informações
necessárias a sua atuação.

Dessa forma, a Internet tem-se mostrado como ferramenta efetiva para esse serviço de
inteligência competitiva, onde um dos pontos considerados é o monitoramento de periódicos
essenciais ao IGTI cujos sumários estão disponíveis na rede. Dessa idéia então surgiu a da
utilização de agentes inteligentes para manutenção de um serviço de “Alerta” para o IGTI
cujas funções estão explicitadas no ítem 3, .

16

�5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante da realidade eletrônica e de suas possibilidades e potencialidades, é aconselhável que
as bibliotecas universitárias reinventem-se a si mesmas, aproveitando ao máximo as
vantagens das tecnologias de informação e da Internet, como coloca Clark (1999),
demonstrando que a biblioteca da HKUST exerceu um fator chave para a projeção da
universidade em nível internacional.

No entanto, é clara a necessidade de capacitação para essa nova realidade, e de mudança nas
abordagens de gestão e de processos. Dessa perspectiva, entendemos que o monitoramento,
via agentes inteligentes, de sumários de periódicos na Internet é uma alternativa para um
processo de inteligência competitiva e garantia de atuação competitiva em termos de
atualização e de incremento dos serviços e redução de custos.

A justificativa para um serviço dessa natureza prende-se principalmente ao fato de que,
grande parte dos títulos de periódicos, especialmente estrangeiros, têm disponibilizados na
Internet os seus sumários e muitos deles com os seus “abstracts”. Portanto, o monitoramento e
alerta permanente desses sumários dispensa a aquisição dos periódicos, muitas vezes com
preços de assinatura proibitivos.

As possibilidades de acesso via rede de catálogos informativos sobre a localização de títulos
de periódicos (CCN do IBICT no Brasil) aliado a comutação automatizada, permite que o
usuário acompanhe o periódico de seu interesse a um custo muito reduzido às bibliotecas ou
serviços de informação. É portanto, um serviço/produto de alto valor agregado, já que o
cliente da biblioteca estaria permanentemente informado sobre a literatura corrente, via rede.

17

�Além disso, a Internet também oferece a possibilidade de agilizar o processo de empréstimo
entre bibliotecas com o estabelecimento de consórcios e parcerias entre as universidades de
uma mesma região possibilitando a racionalização na aquisição de material bibliográfico a
exemplo do que fez a HKUST (Clark, 1999).

Sugerimos o serviço como alternativa as bibliotecas universitárias brasileiras, que cada vez
mais sofrem cortes em seus orçamentos, sendo muitas vezes obrigadas a cancelar assinaturas
de periódicos importantes para suas comunidades usuárias.

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18

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19

�</text>
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        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Silva, Helena Pereira da, Thiry, Marcelo, Abreu, Aline França de</text>
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              <text>A Internet vem sendo qualificada como a ferramenta  da nova sociedade  globalizada e de aprendizagem por seu potencial de comunicação, disseminação da informação, e para o desenvolvimento econômico e social. Experiências em nível mundial, vêm demonstrando a utilização da Internet como vantagem competitiva e como os  países estão se esforçando para o investimento maciço em tecnologia de informação e acesso a Internet para atingir a globalização da informação. Por isso, vem se impondo a necessidade da instalação de uma cultura de uso da Internet, uma tomada de consciência da necessidade  da exploração das fontes de informação para agregar valor a serviços e produtos. Além disso, a Internet possibilita o estabelecimento de consórcios para  compartilhamento de recursos e parcerias numa saída para a competição globalizada, que vem exigindo melhoria na qualidade de serviços e redução de custos, o que a primeira vista parece um desafio. As bibliotecas universitárias brasileiras vêm sendo fortemente pressionadas para essa condição, já que cada vez mais  sofrem cortes orçamentários, que as obrigam a eliminar serviços e principalmente ao cancelamento de aquisição de fontes de informação como os periódicos. Está sendo necessário repensar e inovar em termos de estratégias de gestão e de informação que considerem a exploração dos recursos da Internet como uma ferramenta essencial para os serviços da bibliotecas universitárias tendo que ser considerada então a tecnologia de informação como um elemento crítico da infra-estrutura das universidades. Dentro dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é o de apresentar uma experiência ainda em nível de protótipo, de um monitoramento automatizado de periódicos na Internet como parte de um serviço inteligente de informação, que poderia ser aplicado as bibliotecas universitárias.</text>
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