<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6387" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6387?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-21T14:43:41-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5450">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/61/6387/SNBU2000_005.pdf</src>
      <authentication>89266a0d3a7757fd813dce01d1d1446c</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="72512">
                  <text>BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS: UMA ABORDAGEM ORGANIZACIONAL

JOANA D’ARC DA SILVA PEREIRA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP
BIBLIOTECA DA ÁREA DE ENGENHARIA – BAE
CIDADE UNIVERSITÁRIA “PROF. DR. ZEFERINO VAZ”
BARÃO GERALDO – CAMPINAS – SP – BRASIL
CAIXA POSTAL: 6136

CEP: 13081-970

E-MAIL: joana@bae.unicamp.br

Resumo: O mundo encontra-se num processo rápido e turbulento de mudanças profundas. Tais
mudanças ocorrem tanto em nível social e cultural, como em nível político, econômico, científico
e tecnológico. Diante deste cenário as organizações sofrem um grande impacto em relação a seus
objetivos, estratégias, negócios e administração, os quais vem afetar suas atividades, estruturas e,
também, seu pessoal. O presente trabalho enfoca a necessidade de uma visão dinâmica da
Biblioteca Universitária, como organização, a fim de manter uma avaliação permanente da
própria estrutura, dos seus objetivos, dos processos organizacionais, da coleção e dos serviços. O
texto reflexivo apresenta os conflitos e limitações das questões estruturais básicas da Biblioteca, e
reconhece a importância, por parte do bibliotecário, da ampliação do campo de indagação e
pesquisa da profissão.

TEMA: Gerência da Biblioteca Universitária

1

�1- Introdução
Uma análise geral das bibliotecas atuais deve começar com a observação de algumas
características importantes: as bibliotecas armazenam uma grande quantidade de unidades físicas
de informação: livros, periódicos, manuscritos, discos, fitas, etc. cujo conjunto representa uma
amostra do “universo bibliográfico” total. Esse material é submetido a vários processos técnicos e
são criados diversos tipos de serviços para seu uso.

É interessante fazer um paralelo com uma empresa que adquire matéria-prima ou os componentes
de seu produto, processa-os para obter o produto final e coloca esses produtos no mercado. Existe
sempre um mecanismo de controle de custos e preços que determina a expansão da firma ou
mudanças nos seus produtos ou em sua administração. É mantido um certo equilíbrio entre a
entrada e a saída de material.

Não se pode dizer o mesmo das bibliotecas onde, com raras exceções, o descarte nunca é igual à
aquisição de material. Há um acréscimo constante na coleção e isso se reflete em procedimentos
metodológicos “conservadores” que, no caso das bibliotecas, significam muito mais do que uma
disfunção burocrática. Os materiais usados pelas bibliotecas, e que cada vez são mais
diversificados, vêm sendo produzidos há mais de 150 anos e, nos últimos anos, em taxas de
aceleração crescente, como provam as curvas de crescimento exponencial da literatura científica
publicada em periódicos.

As bibliotecárias universitárias, por sua vez, não crescem apenas em função do tempo. Elas têm
que crescer exponencialmente para manter atualizadas as suas coleções, em vista do contexto da
produção bibliográfica em expansão. Até que ponto isso é possível é uma questão complexa, e
2

�estudos sobre seleção de material e critérios para desenvolvimento de coleções, têm sido
constantemente desenvolvidos.

O problema é mais complexo nas bibliotecas pois quanto maior a quantidade de material, maior a
necessidade de um processamento que individualize os itens entre si. Os problemas de
crescimento não implicam apenas nos aspectos quantitativos de uma grande volume a ser
processado e armazenado. Nesses aspectos, a eficiência é aumentada ao ser utilizar, por exemplo,
a automação e outras inovações tecnológicas.

Problemas de natureza qualitativa também aparecem devido ao crescimento e diversificação da
coleção. É o caso, por exemplo, de sistemas de classificação e de catalogação descritiva que se
tornam inadequados, seja por não comportarem a especificidade para a recuperação de cada item,
seja lentidão dos processos. A indexação por assunto é outro processo que vem se tornando
crítico, no sentido de poder atender adequadamente às demandas cada vez mais especializadas
dos usuários.

A biblioteca encontra dificuldades em manter um equilíbrio satisfatório entre o crescimento de de
sua clientela e as bases materiais para a prestação de serviços. A biblioteca é sempre parte de uma
organização mais ampla em função da qual existe e pela qual é financiada. No entanto, as
implicações que o crescimento provoca nem sempre são reconhecidas pela instituição da qual a
biblioteca é parte. Um exemplo patente é o das bibliotecas universitárias que, muitas vezes têm,
junto à comunidade acadêmica, a reputação de superestimar suas pretensões de importância e
desejar sempre mais recursos na distribuição dos orçamentos.

3

�Há ainda um desconhecimento generalizado sobre funções, limitações, necessidades e
potencialidades das bibliotecas, e há também o fato de que sua clientela não “morre” e “não perde
dinheiro” em função da ineficiência dos serviços bibliotecários, e portanto ninguém processa uma
biblioteca ineficiente.

Na verdade as bibliotecas modernas crescem vertiginosamente e não podem, como uma empresa
comercial, sustentar esse crescimento utilizando os mecanismos de aumento de mercado e de
preços.

O mecanismo de sustentação das bibliotecas é o de negociação com a instituição da qual faz
parte. No entanto o “poder de barganha” da biblioteca pode ser limitado tanto pela ignorância de
suas necessidades por parte da direção superior, como também pela própria ineficiência da
biblioteca: os bibliotecários reduzem seu poder de negociação ao ignorar o que pode ser feito,
como pode ser feito melhor, como os objetivos da biblioteca podem ser atingidos, e muitas vezes
pela ineficiência em oferecer serviços absolutamente indispensáveis.

Tendo em vista que as bibliotecas existem há milênios e que a profissão de bibliotecário tem mais
de 100 anos de organização, a persistência dessas dúvidas é curiosa e merece uma análise. Essa
análise deve começar por esclarecer o que as bibliotecas realmente fazem e como o fazem,
porque as atividades variam de biblioteca para biblioteca. Há muita especulação e prescrições de
como “devem ser” as bibliotecas, mas apesar disso elas continuam com o mesmo formato, o que
demonstra que pouco se compreende realmente sobre elas.

4

�É necessário que se estude a biblioteca como uma organização formal cujos objetivos são
formulados com diferentes graus de especificidade e clareza, com uma estrutura peculiar que se
reflete na distribuição de tarefas, e sujeita à influência do ambiente externo.

Segundo GIANESI (1996) se a matéria-prima da universidade é a informação e o órgão da
universidade responsável pelo gerenciamento dessa informação é a biblioteca, pode-se dizer,
como uma analogia ao ciclo da informação, que “tudo começa e termina na biblioteca”. Uma
biblioteca adquire sua “matéria-prima” de um universo bibliográfico e transfere o que foi obtido,
através de seus serviços, para uma dada comunidade. Ela está situada entre dois ambientes
altamente exigentes: sua comunidade de usuários e o universo bibliográfico, e ambos têm
demonstrado ser de alguma forma imponderáveis.

Como a biblioteca pode lidar com essas pressões externas e estabelecer uma relação viável com
sua comunidade e ainda participar satisfatoriamente do universo bibliográfico? Quais são as
potencialidades e limitações inerentes à estrutura e aos processos atuais das bibliotecas vistas
como organizações formais? As limitações podem ser ultrapassadas com a implementação de
mudanças deliberadas, ou novos tipos de organização devem complementar ou mesmo substituir
os antigos? São utilizadas todas as potencialidades das bibliotecas para que os objetivos seja
plenamente atingidos? LANCASTER (1993) afirma que aqueles que lidam com a informação
como atividade finalística encontram-se, mais que nunca, desafiados: as inovações tecnológicas
vêm encurtando o tempo e o acesso às informações de forma impossível de se prever poucos anos
atrás. Diante do exposto quais as implicações de novas tecnologias para a estrutura das
bibliotecas e o desempenho de suas atividades? É evidente que a automação, a ligação à redes de

5

�informação e outras inovações tecnológicas influenciam o “organismo” que é a biblioteca e muito
deve ser analisado para que se tenha uma visão sistemática de problemas e possíveis soluções.

2- A Comunidade
Muita ênfase é dada à natureza e função social da biblioteca, sendo uma das bases para se
justificar a profissão. É evidente que a sociedade precisa reconhecer a validade dos serviços que
as bibliotecas se propõem a prestar. Mas deve ser claro também que por mais ampla que seja a
função das bibliotecas na sociedade, uma biblioteca específica tem a ver com uma comunidade
específica e em função dessa, é que seus serviços se justificam. Em última análise, essa
comunidade é a que financia a existência da biblioteca. A organização da qual a biblioteca faz
parte é que usualmente delimita o conjunto de seus usuários potenciais.

Idealmente seria a partir das demandas desses usuários que a biblioteca deveria estabelecer seus
objetivos operacionais e especificar a natureza de seus serviços. Isso em parte é verdadeiro mas
não de maneira absoluta. As bibliotecas têm características próprias devido às quais são
bibliotecas e não qualquer outro tipo de organização formal. Os bibliotecários têm que avaliar as
necessidades de informação de seus usuários, não apenas com bases nas demandas efetivamente
realizadas, mas com no sentido de ampliar o uso e ativar a demanda potencial.

Aqui se coloca um problema interessante _ pode-se perguntar em que medida há acordo ou
divergência de percepção entre as demandas bibliográficas da comunidade e o atendimento real
de suas necessidades? Quais as implicações organizacionais dessa “congruência” ou
“incongruência” entre os objetivos da biblioteca e de sua clientela? Provavelmente a
incongruência aparece porque tanto a biblioteca como a comunidade a que ela serve são
6

�“organizações” que têm objetivos próprios. Muitas vezes pode haver um conflito entre a direção
geral à qual a biblioteca está subordinada e a própria direção da biblioteca. (Tome-se como
exemplo uma biblioteca universitária que tenha um “Conselho Diretor” com representação dos
diversos segmentos de usuários, e que tenha a sua própria equipe de direção interna.) O conflito e
a incongruência podem se intensificar à medida em que o bibliotecário chefe e sua equipe tenham
uma “orientação

profissional” forte. Por “orientação profissional” entende-se um estilo de

administração que não reforça a dependência institucional da biblioteca, mas que dá prioridade ao
interesse da própria biblioteca em se manter atualizada com o que chamamos de universo
bibliográfico.

Se a clientela da biblioteca é claramente delimitada, se suas demandas e necessidades de
informação são específicas, conhecidas e previsíveis, então os critérios de seleção de material
podem ser inequívocos. Nessa situação o tratamento do material adquirido pode ser também
racionalmente dirigido para serviços específicos, de acordo com os objetivos propostos pela
biblioteca. Acontece que a natureza da comunidade sempre varia com alguma rapidez e ela nunca
é conhecida completamente. Os investimentos em tecnologia e em infra-estrutura para que a
biblioteca seja efetivamente utilizada, trazem como resultado a ampliação do acesso das
bibliotecas ao universo bibliográfico, e também da esfera de influência da biblioteca, ampliando o
contato com usuários fora da sua comunidade imediata, e portanto tornando-a mais autônoma.

3- A Biblioteca
Ainda não foram suficientemente estudadas as mudanças na estrutura e funcionamento de cada
biblioteca provocadas pelas novas tecnologias e pela integração em sistemas locais, regionais e
internacionais. Os sistemas ou redes de bibliotecas sempre geram alguma centralização de
7

�processamento ou controle e, conforme a distribuição das responsabilidades, algumas bibliotecas
reduzem suas atividades enquanto outras passam a acumular funções.

A inovação tecnológica pode ser analisada também de outros ângulos. Já foi dito que uma das
características inerentes às bibliotecas é ter uma metodologia conservadora. A modernização na
tecnologia certamente irá exigir a incorporação, nos quadros funcionais das bibliotecas, de
especialistas “tecnológicos”. Isso pode gerar uma situação de conflito, visto que as bibliotecas,
como burocracias têm uma hierarquia rígida. Nas organizações é comum esse tipo de conflito que
envolve o senso de profissionalismo e de lealdade organizacional. Mas independentemente da
incorporação de novos tipos de profissionais, nas bibliotecas já existem conflitos entre grupos.
Tomando-se como exemplo uma grande biblioteca, normalmente tem-se: uma diretoria, a equipe
administrativa (bibliotecários - chefe), os profissionais técnicos ( bibliotecários de referência, de
processamento técnico, etc.), o conjunto de auxiliares ( pessoal administrativo de apoio),
estagiários. Há problemas sérios na diferenciação de tarefas, isto é, no que é considerado
atividade profissional ou não. Isso implica em problemas na distribuição de tarefas. Uma situação
comum às bibliotecas é, na maioria das vezes, que o primeiro contato com o público
normalmente é feito por pessoal de apoio ( auxiliares, leigos, porteiros, etc.). Deve ser analisado
em profundidade em que setores ou circunstâncias essa situação torna evidente a falha da
administração em não identificar áreas de atuação profissionais relevantes.

Uma significativa parcela do trabalho em bibliotecas é repetitivo e monótono. A automação
resolve, em parte, alguns problemas, processando mais rápida e eficientemente o trabalho de
natureza rotineira, liberando o bibliotecário para analisar e desenvolver melhorias nos serviços,
no atendimento, e resolver casos excepcionais ou situações não rotineiras. Entretanto pode-se
8

�acrescentar que há outros tipos de conflitos profissionais ou inter-grupal nas bibliotecas,
provenientes da natureza das tarefas e da estrutura organizacional. Um exemplo comum são as
divergências entre os setores de processamento técnico e atendimento ao público.

É importante perceber como todos esses fatores se refletem em mudanças na estrutura
organizacional. Novas formas de estruturar as organizações têm substituído a tradicional estrutura
burocrática. Tradicionalmente a biblioteca é considerada uma burocracia, dominada por regras.
Por outro lado, presume-se que os bibliotecários conhecem sua comunidade principalmente
através das queixas e reclamações. Se um serviço é bem sucedido é considerado normal e
portanto sem motivos para maiores elogios; no entanto o usuário descontente com um serviço,
reclama sempre que tem chance. Talvez a burocratização excessiva possa ser explicada, em parte,
como uma forma de “defesa” do pessoal da biblioteca para se resguardar das reclamações.

4- O Universo Bibliográfico
A questão da biblioteca universitária diante da sua comunidade é: quem são os usuários e o que
eles desejam? Diante do universo bibliográfico o problema é: o que esse “universo” contém em
seu conjunto? O que uma biblioteca é capaz de selecionar a partir desse universo? Nenhuma
dessas questões tem resposta simples. Já vimos que as demandas e necessidades de informação
dos usuários nunca são conhecidas pela biblioteca de maneira total e absoluta. Isso exige um
trabalho permanente de acompanhamento e pesquisa. Por outro lado, o universo bibliográfico é
complexo e também em permanente expansão e mudança.

Para as bibliotecas, o problema crucial é se conservarem atualizadas com o que se passa no
universo bibliográfico e manter mecanismos permanentes de contato e interação com as outras
9

�organizações que o compõem. Para caracterizar o universo bibliográfico pode ser feita uma
analogia com o modelo conceitual da comunicação que envolve o transmissor, o receptor, as
informações e as mensagens, diversos canais, o ruído e a redundância. Vários canais recebem e
transmitem informações, codificadas de diferentes maneiras conforme o canal: alguns canais são
capazes de manipular grandes volumes de informação, com grande variedade de canais de
comunicação, como também o próprio volume e diversidade da informação tem aumentado em
taxas crescentes. Considerando como “canais de informação” as diversas organizações que
geram, armazenam e transmitem informações, o universo bibliográfico pode ser visualizado
como um conjunto formado por uma grande quantidade de informações, codificadas de várias
maneiras, e sendo manipuladas por um grande número de organizações diferentes.

O que aqui chamado de “universo bibliográfico” representa o conjunto de organizações ligadas à
geração, controle, publicação e distribuição tanto de documentos como de informações. O
problema então é como esses vários serviços se relacionam e como as bibliotecas estão
relacionadas com eles, quais os canais de comunicação, acesso e utilização entre as bibliotecas e
as diversas organizações? Há necessidade que essas organizações e serviços sejam conhecidos
pela biblioteca e que sejam estabelecidas relações funcionais entre elas e a biblioteca.

É evidente que nem todos os tipos de bibliotecas se relacionam com todos os segmentos do
universo bibliográfico. Características como: área de especialização, abrangência da coleção,
nível e diversificação da clientela, etc., delimitam em grande parte os contatos da biblioteca. Mas
é necessário que haja o conhecimento sempre atualizado dos diversos serviços de informação
disponíveis e das organizações que os fornecem, tanto em nível local, regional, nacional como
internacional, dependendo da natureza e objetivos de cada biblioteca ou sistema de bibliotecas.
10

�5- Conclusão

Como conclusão pode-se afirmar que há grande necessidade que os bibliotecários ampliem seu
campo de indagação e pesquisa. É necessária uma avaliação permanente da própria estrutura da
biblioteca universitária, dos seus objetivos, dos processos organizacionais, da coleção e dos
serviços. São necessárias medidas permanentes de avaliação e acompanhamento tanto da
comunidade a que a biblioteca serve, como do “universo bibliográfico” , ambos em permanente
mudança e evolução. É necessário acompanhar as novas necessidades dos profissionais usuários
da biblioteca, começando por uma reformulação de suas funções e estruturas, investindo em
modelos mais abertos a determinadas divisões do saber. É necessário que o bibliotecário seja
especializado e generalista, percorrendo as áreas de interface, podendo buscar a informação
específica em um contexto informacional e cultural mais amplo. É necessário, portanto, uma
visão dinâmica da biblioteca universitária como organização.

Abstract: World nowadays is facing a fast and turbulent process of deep changes. They occur
both in social and cultural level as well as in political, economic, scientific and technological
level. In face of this scene, organizations suffer great impacts on the practices, objectives,
strategies, business and management, which affects their activity, structure and their personnel
too. This paper focus on the need of a more dynamic vision of the Academic Library as an
organization, in order to maintain a permanent evaluation of its structure, objectives,
organizational processes, holdings and services. The reflexive text presents the conflicts and
limitations of the library’s basic structural matters, and recognizes the importance, by the
librarian, of the enlargement of investigation field and research on the librarian profession.
Topic: Academic Library Management

11

�REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, M/T.D. et al. Mudanças e inovações. Ciência da Informação, v.27, n.3, set. 1998.
GIANESI, T.G.N., CORREA, H.L. Administração estratégica de serviços. São Paulo: Atlas,
1996.
LANCASTER, F.W. Libraries and the future. New York: Harwork, 1993.
MIRANDA, A. Os conceitos de organização baseadas na informação e no conhecimento e o
desenvolvimento de serviços bibliotecários. Ciência da Informação, v.22, n.3, p. 227-232,
set./dez. 1993.
SOUZA, M.A. Perfil profissional do bibliotecário no mercado de trabalho da cidade de São
Paulo. Transinformação, Campinas, v. 8, n. 1, p. 158-166, jan./abril, 1996.
VICO MAÑAS, A. Gestão da tecnologia e da inovação. São Paulo: Erica, 1993.

12

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="61">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71360">
                <text>SNBU - Edição: 11 - Ano: 2000 (UFSC - Florianópolis/SC)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71361">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71362">
                <text>Tema: A Biblioteca Universitária do Século XXI</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71363">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71364">
                <text>UFSC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71365">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71366">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71367">
                <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72504">
              <text>Bibliotecas universitárias: uma abordagem organizacional. </text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72505">
              <text>Pereira, Joana D’arc da Silva</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72506">
              <text>Florianópolis (Santa Catarina)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72507">
              <text>UFSC</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72508">
              <text>2000</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72509">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72510">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="72511">
              <text>O mundo encontra-se num processo rápido e turbulento de mudanças profundas. Tais mudanças ocorrem tanto em nível social e cultural, como em nível político, econômico, científico e tecnológico. Diante deste cenário as organizações sofrem um grande impacto em relação a seus objetivos, estratégias, negócios e administração, os quais vem afetar suas atividades, estruturas e, também, seu pessoal. O presente trabalho enfoca a necessidade de uma visão dinâmica da Biblioteca Universitária, como organização, a fim de manter uma avaliação permanente da própria estrutura, dos seus objetivos, dos processos organizacionais, da coleção e dos serviços. O texto reflexivo apresenta os conflitos e limitações das questões estruturais básicas da Biblioteca, e reconhece a importância, por parte do bibliotecário, da ampliação do campo de indagação e pesquisa da profissão.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
