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                  <text>A INTEGRAÇÃO DO USUÁRIO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA ÀS
ATIVIDADES DE ENSINO E PESQUISA: O PAPEL DAS
BIBLIOTECAS VIRTUAIS

Deise Tallarico Pupo
Regina Aparecida Blanco Vicentini
Bibliotecárias de Referência da Biblioteca do Instituto de
Filosofia e Ciências Humanas - UNICAMP - SP
E-mai1: bibfch@turing.unicamp.br

RESUMO
Aborda a questão do usuário portador de deficiência e as barreiras arquitetônicas e
sociais impostas a essa minoria e em especial em bibliotecas universitárias.
Estabelece uma relação com a cidadania, direitos humanos e a legislação pertinente,
que levou a BIBIFCH a tomar a iniciativa de apresentar um projeto a FAPESP:
Integração do pesquisador portador de deficiências às atividades de pesquisa na
BIBIFCH: estação de trabalho adaptada e adequação a NBR 9050 da ABNT.
Considera as bibliotecas virtuais como mais uma oportunidades de integração dos
usuários deficientes fisicos e VisuaIS à Era da Informação devido às novas
tecnologias.
Palavras-chave: Bibliotecas universitarias - Deficiente fisico; Bibliotecas
universitarias -Deficiente visual; Biblioteca adaptada; Bibliotecas universitarias Usuários especiais; Bibliotecas virtuais - Pessoas portadoras de deficiência - PPD

l.APRESENTAÇÃO

o

modelo organizacional das bibliotecas universitárias brasileiras vem se

consolidando ao longo de sua participação em planos e programas nacionais da área,
denotando o fortalecimento dos acervos, capacitação de recursos humanos,
automação dos servIços, ações cooperativas. O enfoque contemporâneo e
irreversível das tecnologias da informação conduzem ao questionamento do modelo
tradicional das bibliotecas universitárias brasileiras, que, embora sólidas como
20

�instituição, defrontam-se com problemas antigos e cotidianos que dificultam seu
salto qualitativo em plena Era da Informação. Considerada insumo essencial para a
pesquisa científica e tecnológica, incluída em planos e ações dos setores de C&amp;T,
constata-se , em contrapartida, a descontinuidade do processo de formulações
políticas de investimento efetivo aos segmentos que lidam com a informação, com
investimentos insuficientes, aliados à dependência tecnológica no que tange a novas
tecnologias. (1). A transição do modelo tradicional para o virtual em um país
periférico, com disparidades sociais, traz em seu bojo a convivência (ainda) com o
passado, demandando uma adequação dos profissionais da informação: catálogos
manuais, relatórios impressos, enciclopédias quilométricas versus fontes de
informação sem propriedade fisica, referenciais de pesquisa acessados a qualquer
momento ou lugar, possibilitando visitas a bibliotecas e museus no mundo todo,
penetrando no "acervo universal da Internet, todo o conjunto de informações do

ciberespaço ". (2) As práticas anteriores devem ser revistas para implementar as
necessárias mudanças, facilitando acessos, localizando documentos, compartilhando
recursos e inovando soluções.
A

BIBIFCH-UNICAMP,

estreitamente

vinculada

às

Humanidades,

preocupou-se com um segmento minoritário e historicamente excluído tanto na
sociedade, como na própria universidade: o deficiente fisico e o visual, cujo
potencial de pesquisa e contribuição ao país pode ser relevante, desde que sejam
oferecidas oportunidades e condições de trabalho condizentes às suas limitações;
nesse sentido, apresentou um projeto de adequação do espaço fisico, mobiliário e
equipamentos à FAPESP, que tem oferecido inestimável apoio às bibliotecas
universitárias paulistas: "Integração do pesquisador portador de deficiência às

atividades de pesquisa na BIBIFCH: estação de trabalho adaptada e adequação à
NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas-ABNT". (3)
Repensando o compromisso da universidade, na capacitação de pessoal,
implementando pesquisas em ciência e tecnologia, que contribuam efetivamente
para o desenvolvimento nacional; e, considerando o importante papel que exerce a
21

�biblioteca universitária, enquanto agente mediador entre o conhecimento gerado e o
usuário - que a partir da informação obtida poderá gerar um novo conhecimento ou
produto - é imperiosa a reflexão sobre a função social da biblioteca, no sentido de
contribuir ao cumprimento das leis, normas e recomendações pertinentes às pessoas
portadores de deficiência - PPD que anseiam pela oportunidade de pesquisar,
aperfeiçoar e gerar novos conhecimentos.
Tomando por base a Norma Técnica 9050 da ABNT - ''Adequação das

edificações e do mobiliário urbano à pessoa deficiente", bem como a própria
natureza institucional do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, no respeito à
cidadania e às recomendações nas questões das minorias, o referido projeto
fundamentou-se inicialmente nas recomendações da Assembléia Geral das Nações
Unidas, que, reunida em 3/12/1982, aprovou o Programa de Ação Mundial para as
Pessoas com Deficiência (resolução 37/52). Trata-se de um importante documento
de referência, dada a abrangência e profundidade com que trata o assunto, tendo
como propósito "promover medidas eficazes para a prevenção da deficiência e para

a reabilitação e a realização dos objetivos de igualdade e de participação plena das
pessoas portadoras de deficiência na vida social e no desenvolvimento". (4)
O Programa de Ação Mundial para as PPD define em seu ítem n° 12:

"igualdade de oportunidades é o processo mediante o qual o sistema geral da
sociedade - o meio físico e cultural, a habitação, o transporte, os serviços sociais e
de saúde, as oportunidades de educação e de trabalho, a vida cultural e social,
inclusive as instalações esportivas e de lazer - torna-se acessível para todos". Mas,
para se alcançar a igualdade e a participação plena, não bastam as medidas de
reabilitação ao PPD, pois "... a vida cotidiana, incluindo a vida familiar,
educação... trabalho, segurança econômica e pessoal, participação em grupos
socias... acesso a instalações públicas, a liberdade de movimentação... ", refletindo
também que "... o princípio de igualdade de direitos entre pessoas com ou sem
deficiência significa que as necessidades de todo indivíduo são de igual importância
e que essas necessidades devem constituir a base do planejamento social e todos os
22

�-,

recursos devem ser empregados de forma a garantir uma oportunidade igual de
participação a cada indivíduo. Todas as políticas referentes à deficiência devem
assegurar o acesso das pessoas deficientes a todos os serviços da comunidade".
(ítem n° 25)
A integração das PPD é preconizada por vários orgamsmos naCIOnaIS e
internacionais e seus direitos , no Brasil, são expressos principalmente através da
Constituição, pela lei federal n° 7.853, de 24/10/1989, que dispõe sobre o apoio às
PPD, sua integração social e sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da
Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE), afirmando: "ao poder público e seus

órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de
seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao
lazer, à previdência social, ao amparo à infância e à maternidade, e dos outros que,
decorrentes da Constituição e das leis, propiciem o seu bem estar pessoal, social e
econômico... '~ O artigo n° 277 da Constituição Estadual de São Paulo determina a
competência do poder público em relação às PPD, estabelecendo no ítem 2,
parágrafo único: " ... obrigação de empresas e instituições, que recebam do Estado

recursos financeiros para a realização de programas, projetos e atividades
culturais, educacionais, de lazer e outros afins, de preverem acesso e a participação
de portadores de deficiência."; outras disposições normativas estão contidas no
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA: lei n° 8069, de 3/7/1990), na Lei
Orgânica de Assistência Social (LOAS, LEI N° 8742, de 7/1211003); no Programa
Estadual de Atenção á Pessoa Portadora de Deficiência (decreto n° 33.823, de
211911991), além de várias medidas municipais. (5)
Levando-se em conta essas recomendações, e também as contidas na própria
UNICAMP a respeito das PPD, inclusive as de âmbito estadual, relacionadas na
Constituição Estadual e nas Secretarias de Estado, fundamentou-se um projeto no
sentido de inserir, no contexto da pesquisa, professores, alunos de pós-graduação e
pesquisadores, detentores de deficiências fisicas e visuais, oferecendo-lhes a
oportunidade de estudar, pesquisar, consultar bases e bancos de dados nacionais e
23

�internacionais, integrando-se aos usuários comuns. Vale lembrar que muitos alunos
portadores de deficiência iniciam uma atividade de pesquisa na universidade e são
"barrados "pela inexistência de uma infra-estrutura adequada.
A proposta de eliminar as barreiras arquitetônicas, facilitar acesso e equipar a
biblioteca com tecnologia especializada que possibilite à PPD realizar suas
pesquisas extra-muros idealiza a dupla conquista de acessibilidade: pela remoção
das barreiras arquitetônicas e pela introdução do portador de necessidades especiais
à biblioteca sem paredes, abrindo caminhos para chegar à biblioteca virtual.

2. CARACTERÍSTICAS DAS DEFICIÊNCIAS E SUA RELAÇÃO COM A
IMPLANTAÇÃO DO PROJETO
Segundo a Organização Mundial de Saúde - OMS - citada em Uma nova
concepção de proteção às pessoas portadoras de deficiência (6), 10% da população

mundial, em época de paz, é portadora de algum tipo de deficiência, aSSlID
distribuída: deficiência mental, 5,0%; fisica, 2,0%; auditiva, 1,5%; visual, 0,5%;
múltiplas, 1,0%.
As deficiências, em seus vários tipos e manifestações, podem ser adquiridas
ou congênitas. No primeiro caso, podem ser provocadas por catástrofes naturais,
acidentes diversos, doenças incapacitantes, moléstias cardiovasculares, violência
urbana, subnutrição, guerras, torturas. As deficiências instaladas no indivíduo
podem ser permanentes ou temporárias; pessoas idosas não devem ser esquecidas
nesse contexto. Adquiridas ou congênitas, as deficiências vêm crescendo e as
organizações relacionadas, governamentais ou ONGs, lutando cada vez mais pela
integração das PPD à sociedade e a tudo o que esteja disponível em prevenção,
reabilitação, formação profissional, lazer e apoio psicológico, entre outros. Concluise, assim, que as áreas de Saúde, Educação, Esporte e Cultura vêm se dedicando,
especializando-se em atividades de inclusão, integração e apoio à pessoa portadora
de necessidades especiais.

24

�o

projeto em questão, enviado à FAPESP, elegeu as deficiências fisica e

visual, visando atender à demanda inicial dos usuários portadores, cujos casos foram
detectados na Universidade conforme tipos e características citados. O mobiliário e
equipamentos solicitados obedeceram às recomendações técnicas e consultou-se
previamente as representações de deficientes fisicos e visuais, que informaram sobre
fornecedores especializados e idôneos, que atendessem às normas técnicas nacionais
e internacionais de acessibilidade, bem como aos princípios ergonômicos, que,
garantindo conforto e segurança, otimizam o tempo de pesquisa.
3. A QUESTÃO DA DEFICIÊNCIA: INTEGRAÇÃO E/OU EXCLUSÃO?
A humanidade chega ao fmal do século XX marcada por fatos históricos
importantes e por transformações sociais, políticas e econômicas de grande
repercussão em todo o planeta. Após as Duas Grande Guerras Mundiais, consolidase a industrialização e revelam-se, na sociedade dos anos sessenta, profundas
mudanças: a luta pela igualdade social, facilitada pelos meios de comunicação,
atingia os quatro cantos do mundo. Impulsos pacifistas irrompiam depois da Guerra
do Vietnã; reações ecologistas ganhavam força tanto quanto as reivindicações de
minorias étnicas e grupos marginais: entre eles, as pessoas portadoras de deficiência
- PPD - que, organizando-se, ensaiavam os primeiros passos em uma batalha justa e
pacífica: a da integração.
Esse processo de integração é abordado por Moussatché (7) que considera as
atitudes primitivas em relação à deficiência, nos séculos XIX e parte do século XX;
poucas referências são contidas na literatura, com relação à Antiguidade, cujas leis
condenavam à morte os deficientes mentais. Na Europa medieval, a atitude
ambivalente ora os considerava como enviados divinos, ora os condenava ao exílio
ou à morte, por terem ''parte com o demônio li. As injustiças sociais começaram a ser
corrigidas após a Revolução Francesa, que exortava o povo a buscar a igualdade,
liberdade e fraternidade, mas a partir da ótica da elite. As classes minoritárias não
eram situadas como cidadãos participantes desse novo enfoque.
25

�A mudança de atitudes frente à pessoa deficiente contou, ao longo do tempo,
com a participação de vários saberes: Religião, Medicina, Psicologia, Sociologia,
Educação. A dinâmica social e a prática dos direitos em seus discursos e valores
afetam o modo como as desigualdades e as diferenças figuram no cenário público
dos anos noventa.
Convivência de pessoas tidas como "normais" com tantas outras concebidas
como " anormais", a integração pode constituir uma via de mão dupla, na qual
deficientes e não deficientes devem interagir na construção de um entendimento
comum - embora a exclusão das PPD seja notória.
O conceito de exclusão tem sido diluído em sua especificidade; podem ser
excluídos os segmentos sociais mais diversos devido a desvantagens étnicas ou
comportamentais, ou o de outra ordem, como as pessoas deficientes, ou ainda
desempregados, delinquentes, pobres, miseráveis. Oliveira (8) questiona a
marginalização das pessoas que não possuem habilidades requeridas ao processo
produtivo, ficando à margem do mesmo, sendo consideradas "desnecessárias" ',
"ameaçadoras" ou excedentes - principalmente se considerarmos o progresso
tecnológico onde as máquinas passam a ser o elemento mais importante que a mão
de obra.
Se os critérios de normalidade estão intrinsecamente ligados à produtividade,
apenas serão aceitas socialmente as pessoas que tenham capacidade produtiva; isso
nos leva a concluir que o corpo/mente deficientes são associados à improdutividade,
em comparação aos indivíduos economicamente produtivos - um forte componente
de exclusão.
Marques (9)

aborda a estratificação

social gerada

pela

sociedade

segregacionista, questionando também o "assistencialismo" das estruturas paralelas
que institucionalizam a deficiência, mantendo as PPD à margem do contexto social,
afastando-os do convívio com as demais pessoas, quer na escola, na rua ou no
trabalho. Esse assistencialismo reforça o "apartheid", configurando-se como a
antítese dos direitos civís inerentes ao exercício da cidadania.
26

�As propostas de integração pressupõem ações políticas que visem incluir as
minorias sociais, religiosas, ou seja, as que apresentam diferenças; e as diferenças,
por maiores que sejam, representam apenas um dado a mais no universo em que
V1vemos.
Sassaki (lO) aborda o processo inclusivo tomando por base a aceitação das
diferenças individuais, como um atributo e não como um obstáculo, pois a
valorização da diversidade humana poderá enriquecer a todas as pessoas: o valor das
minorias deve ser considerado em seus direitos a pertencer, acessar e integrar-se à
maIona.
A integração do deficiente antecede à inclusão e pressupõe três níveis
básicos: social - de acesso aos bens, à educação , saúde, trabalho e lazer, seja qual
for a deficiência; político - de participação nos processos decisórios e cultural como membros e agentes das atividades culturais. Assim, o grande problema da
integração está no fato de os deficientes não serem entendidos e assumidos como
sujeitos culturalmente contextualizados. Essa visão passiva e negativa da deficiência
deverá ser superada e ser entendida como mais uma possibilidade, investido-se mais
nas capacidades do que nas limitações, encarando-se a deficiência menos em seu
aspecto biológico, e mais do ponto de vista social - pois um novo paradigma está se
delineando: as diferenças vêm sendo abordadas com mais naturalidade, tomando
possível viver a igualdade na diferença.
A proposta de integração do usuário portador de necessidades especiais à
biblioteca universitária corresponde à democratização do saber, ao exercício dos
direitos humanos na vivência das oportunidades oferecidas que podem facilitar a
conquista da cidadania às PPD.

4. DIREITO À INFORMAÇÃO E A PRÁTICA DA CIDADANIA
Lafer (11) afirma que os direitos humanos significam uma passagem do dever
do súdito para o direito do cidadão. O interesse de um tratado de direitos humanos
situa-se no campo dos valores, nas formas democráticas de conceber a vida em
27

�sociedade; logo, a violação desses direitos fere a soberania popular, dada a forte
relação entre a democracia e direitos humanos. As violações mais graves enraizamse na Segunda Guerra Mundial, quando a ONU constitucionalizou as relações
internacionais, e o marco inicial desse aprofundamento está representado pela
Declaração dos Direitos Humanos em 1948; o Pacto dos Direitos Civís e Políticos,
fruto da herança liberal, consagra o princípio da liberdade; o Pacto dos Direitos
Econômicos , Sociais e Culturais provém do socialismo e afrrma o princípio da
igualdade. Com relação às minorias, em particular às PPD, a ONU proclamou em
20/12/1971 a Declaração dos Direitos do Deficiente Mental, e em 9/12.1975, a
Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes e elege 1981 o "Ano Internacional
da Pessoa Portadora de Deficiência". Em 3/12/1982 aprovou-se o Programa de Ação
Mundial para as Pessoas com Deficiência, e 3 de dezembro foi estabelecido o Dia
Internacional da PPD. Em 20/12/93, as Normas sobre Equiparação de Oportunidades
para Pessoas com Deficiência, propunha que "meninas, meninos, mulheres e homens
com deficiência, enquanto membros da comunidade, possam exercer os mesmos
direitos e deveres que os outros" (12)
N a medida em que são reconhecidos, afirma Telles (13), "os direitos
estabelecem uma forma de sociabilidade regida pelo reconhecimento do outro como
sujeito de interesses válidos, valores pertinentes e demandas legítimas". Com todas
as contradições e complexidades do nosso tempo, estamos convivendo ainda com a
descoberta das leis e dos direitos, e também com a violência, o preconceito, a
discriminação, onde direitos e privilégios se confundem. E nesse jogo de
ambivalências a questão da cidadania se impõe como um problema teórico, histórico
e político, num terreno onde convergem um legado de uma tradição autoritária e
excludente: onde a afirmação das diferenças, quando não repõe privilégios, é
baseada na lógica de discriminações e desigualdades. Mas, nessa dinâmica de
conflitos ancoram-se a esperança da cidadania e a generalização dos direitos, em
uma nova sociedade civil emergente - a busca de espaços públicos que dêm
legitimidade aos conflitos e nos quais a medida da equidade e a regra da justiça
28

I

�I

venham a ser negociadas. Essa noção de bem público pode diluir diferenças e essas
diferenças podem validar a legitimidade dos interesses e aspirações defendidos
como direitos.
Entendida como estratégia política, Dagnino (14) propõe que a cidadania
responde a um conjunto de interesses, desejos e aspirações de uma parte
significativa da sociedade. Essa nova noção de cidadania está ligada à experiência
concreta dos movimentos sociais urbanos que lutam não somente pela igualdade
mas também pela diferença. Consequentemente, trata-se de uma estratégia na
construção democrática, de transformação social entre a cultura e a política. Essa
cultura democrática no Brasil, onde as desigualdades são visíveis - aponta para um
autoritarismo social que delineia uma cultura de exclusão e enfatiza a dimensão
cultural da cidadania. A nova concepção de cidadania redefine a concepção de

direito a ter direitos: e nesse jogo, o direito à igualdade e o direito à diferença. É
uma estratégia dos não cidadãos, dos excluídos, construindo novas formas de
relação, num aprendizado de convivência com os cidadãos emergentes: mulheres,
negros, nordestinos, homossexuais, velhos, e no caso, os deficientes. Assim, a nova
noção de cidadania tem um conceito liberal de reivindicação de acesso, inclusão,
pertencimento (belonging) e incorpora tanto a noção de igualdade como a noção de
diferença - denotando o vínculo intrínseco entre ambas. No campo da cidadania, a
diferença emerge

enquanto

reivindicação

na medida

em

que

determina

desigualdade; mas, a diferença deve existir como tal, sem que signifique como
consequência a desigualdade e a discriminação: nessa ótica, o direito à diferença
amplia o direito à igualdade.
Telles (15) expõe sobre a incorporação dos direitos sociais no Brasil ocorrida
tardiamente, com a nova Constituição

(1988) ou seja, quarenta anos após a

Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), e também sobre a clara
defasagem entre os princípios igualitários da lei e a realidade das desigualdades e
exclusões; há um verdadeiro abismo existente entre a linguagem dos direitos e o
discurso humanitário que arrola as vítimas, carentes e sofredores em nosso país.
29

�Porém, direitos e deveres são recíprocos: para cada direito há um dever
correspondente, o que torna possível a vida em sociedade.
Doyal &amp; Gough (16) pontuam sobre o direito à satisfação mínima das
necessidades humanas, e que cumpre à sociedade facilitar acesso aos bens culturais
e não impedir as pessoas de realizarem o melhor que possam fazer para garantir
acesso também aos níveis mínimos de satisfação. As propostas de "fazer o melhor
possível" e "realizar o máximo das capacidades"associam-se a um esforço para
proporcionar o bem-estar, destinando-se uma parcela de recursos disponíveis para
sua concretização. As políticas sociais advogam acesso igual aos serviços em nossa
cultura, mas seria irracional exortar os excluídos a "se virarem", a "fazerem o que
podem" - sozinhos. O compromisso com uma concepção do bem compartilhada com
outros implica também o compromisso com o direito de todos a tentar realizar esse
bem com a mesma seriedade que reservamos a nós mesmos.
A reflexão sobre o dever institucional de contribuir para a acessibilidade dos
usuários de bibliotecas universitárias , portando necessidades especiais, ganha uma
conotação peculiar, apontando para a satisfação de suas necessidades de informação
que poderão ser alcançadas - com apoio de infra-estrutura , como também de
adaptações arquitetônicas.
Se temos a capacidade de alterar a história, devemos persistir nos esforços de
realizar mudanças: a satisfação das necessidades de saúde e autonomia a um maior
número possível de pessoas - no caso as PPD - para quem as escolhas, em máxima
medida, são negadas.
Os direitos à informação e comunicação estão expressos na Declaração
Universal dos Direitos Humanos, fazendo parte dos direitos individuais e coletivos
das organizações sociais.
Bornedave, citado por Carvalho (17) preconiza que " o uso da informação

proporciona a inclusão do homem no sistema das relações sociais. Permite a
interação humana não somente na produção de bens materiais e culturais, mas
também, na vida social". (p. 103)
30

�!

Demo, citado por Carvalho, (17), considera a política social como sendo o
"esforço planejado de redução das desigualdades sociais, entendida como proposta
do Estado", (p. 105) o que pode representar, ao nosso país, um grande desafio a ser

vencido, pois convivemos com desemprego, fome, violência que marginalizam e
excluem as minorias, as camadas sociais menos favorecidas. Imperam, ainda, as
políticas autoritárias e/ou assistencialistas que afetam as relações de poder; e a
informação acessível representa conhecimento adquirido, que gera um poder na
sociedade. Carvalho (17) enfatiza que "... o poder político controla o conhecimento,
provocando uma entropia no acesso à informação... as facilidades de acesso aos
serviços de comunicação e de informação que crescem paralelamente, influem nos
espaços da educação, das bibliotecas públicas e também das transmissões públicas.
Os sistemas de informação e comunicação ocupam espaços imbuídos da
responsabilidade de suprirem devidamente as necessidades para que se exerça a
cidadania nesta sociedade". (p. 105)

Assim, o direito de acesso à informação pode significar uma forma de poder,
e, em se tratando das instituições públicas, em especial as nossas universidades
devem desempenhar importante papel nesse processo, ao gerar novos conhecimentos
e ao capacitar recursos humanos de qualidade . Notadamente a biblioteca
universitária, cuja missão é de fornecer suporte informacional e documental ao
ensino e pesquisa, teria suas atribuições dilatadas no compromisso social de alocar
recursos, possibilitar acessos e disponibilizar o conhecimento, otimizando ao
máximo o seu potencial humano e tecnológico.
5. A INTERNET E A DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO: A
DEFICIÊNCIA NA REDE (18)
Iniciando na década de 60, como proteção e sigilo político nos Estados
Unidos, a rede de computadores pessoais envolve hoje todo o planeta, expandindose a todos os tipos de usuários; antes da grande disseminação dos computadores

31

I·

�pessoais nos anos 80, seu uso restringia-se a pesquisadores e cientistas das grande
universidades.
Atualmente, as trocas de informações não se limitam à ciência e tecnologia,
mas também contemplam os mais variados contatos à distância que abrangem desde
bate-papos, jogos, namoros e compras de produtos. Estima-se que chegue a atingir 1
bilhão de usuários na virada para o século XXI. (19)
O encarte Informática da Folha de São Paulo de 8/7/1998 (20) aborda através
da chamada "Internet de graça" , o acesso gratuito e público à rede mundial,
principalmente em bibliotecas brasileiras. A expansão vem ocorrendo rapidamente,
e os beneficios dessa democratização da informação já são constatados por vários
profissionais, de diferentes áreas do conhecimento, bem como pelas pessoas comuns
às quais são dadas as oportunidades de se "plugarem" ao mundo virtual.
O artigo "O Portador de Deficiência na Rede Mundial" (21) aborda os
cuidados que devem ser tomados na elaboração das páginas para os diferentes tipos
de deficiência, e também vários sites nacionais e internacionais de interesse às PPD.
Vale ressaltar que o CEDIPOD (22) - Centro de Documentação e Informação do
Portador de Deficiência, dirigido por um bibliotecário portador, disponibiliza em
rede vários documentos que tratam da deficiência, legislação, declarações, normas
nacionais e internacionais.
Nossa experiência quando da elaboração do projeto de adequação da
BIBIFCH às PPD teve como ponto de partida uma busca pela Internet. Descobriuse, então, que os deficientes estavam na rede, comunicando-se, trocando
experiências, consultando documentos relevantes, exercitando um esboço de
cidadania pela possibilidade de obter informações ... Tudo começou pela DEFnet
(18) - Centro de Informática e Informações sobre Paralisias Cerebrais - Banco de
Dados. Uma simples comunicação: " precisamos de ajuda, pois pretendemos

adequar a biblioteca para as PPD... " e veio uma enxurrada de respostas, sugestões,
congratulações e também reclamações, reivindicações.

32

�Percebeu-se que, ao menos uma parte das pessoas brasileiras portadoras de
deficiência, está conectada, e briga, luta, participa! Os contatos com outros países
revelaram avanços consideráveis: em tecnologia, serviços e produtos, informações
diversas, centros referenciais, cultura &amp; lazer, transporte, apoio e também avaliação
dos serviços oferecidos. É interessante constatar, nesse tópico, os relatos favoráveis
e positivos das PPD por se sentirem "' a vontade", em conexão com um mundo novo,
aberto e sem as barreiras que tanto os limitam e que fazem parte de seu cotidiano. (
23).

6.CONCLUSÃO

O advento das novas tecnologias está favorecendo consideravelmente aos
portadores de necessidades especiais, e cumpre aos profissionais da informação
repensarem a possibilidade de eliminar barreiras arquitetônicas e de infra-estrutura
de suas bibliotecas e integrá-los, maximizando recursos, abrindo novas portas em
um mundo sem fronteiras: as bibliotecas virtuais.
Em plena Era de Informação, os países em desenvolvimento convivem com a
evolução tecnológica e com as minorias, em geral excluídas e marginalizadas do
processo. Porém, a independência está diretamente relacionada à capacitação, ou
seja, o desenvolvimento de um povo é medido por sua educação, que se processa
pela informação contida no conhecimento acumulado e renovado através dos
tempos. Cabe às universidades o papel Plstórico de preservar, gerar e disseminar os
novos conhecimentos, serviços e produtos, nos diversos segmentos do saber, em
especial as universidades públicas e gratuitas, mantidas com impostos pagos pelo
próprio povo.
Nascimento (24) aborda o comproIll1sso social da biblioteca universitária,
ressaltando:

"0

fato da universidade resultar do esforço conjunto da sociedade não

significa que ela se volta espontaneamente para o entendimento de todos os grupos
sociais. Pelo contrário, quando se observa a história, p ercebe-se que a universidade
33

�tende, estruturalmente, a servir ao interesse das classes dominantes e dos grupos
dirigentes. A ampliação e a diversificação do compromisso da universidade só
ocorrem em determinadas circunstâncias, mediante as pressões e revindicações
daqueles setores preocupados ou comprometidos com a democratização da
sociedade e com a scialização dos bens produzidos na universidade".
Cumpre repensar , nesse contexto, o papel exercido pelas bibliotecas
universitárias brasileiras, cujos recursos rareiam em orçamentos cada vez mais
escassos à sua manutenção. Não fossem as agências de fomento à pesquisa, que dão
inestimável suporte aos acervos e infra-estrutura, as bibliotecas universitárias
públicas paulistas estariam muito aquém dos níveis de crescimento atualmente
alcançados. Cumpre também refletir sobre a justa alocação desses abençoados
recursos no que tange aos docentes, alunos e pesquisadores portadores de deficiência
- uma vez que eles existem sim, fazem parte da comunidade universitária, mas que,
além das próprias limitações, encontram as barreiras fisicas, arquitetônicas e socias,
que barram igualmente seus talentos em potencial.
Kleiner &amp; Hamaker (25) asseveram que as " bibliotecas universitárias não

podem sucumbir à tradição; elas devem problemas. "Com o advento do terceiro
milênio, a oportunidade das bibliotecas virtuais abre um leque de possibilidades a
essa população minoritária, pois existem equipamentos e acessórios facilitadores que
permitem ao tetraplégico e ao deficiente visual total executar pesquisas , elaborar
trabalhos, ser úteis enquanto cidadãos, participar do desenvolvimento científico e
tecnológico, contribuir, enfun. O portador de deficiência integrado não requer
privilégios, mas sim, direitos.
Imaginemos o fisico ingles Stephen Hawking que atendendo a um convite de
uma biblioteca universitária brasileira, venha proferir uma conferência - e é
impedido de adentrar no prédio pelas barreiras arquitetônicas mais comuns: degraus,
escadas, catracas na entrada ... Mas é oportuno lembrar que Stephen Hawking é
portador de uma doença degenerativa e progressiva, grave e irreversível, que causou
a perda de todos os seus movimentos, sem o comprometimento intelectual e
34

I

__

�cognitivo. Ao contrário, ele é considerado um gênio da Física atual, reconhecido por
seus pares no mundo todo. Sem rotular-se a si mesmo de vítima, Stephen atribui à
tetraplegia a sua grande capacidade de concentração, potencializando sua capacidade
produtiva de cientista e pesquisador.
Cabe à biblioteca universitária brasileira contribuir para a elevação de
consciência da necessidade de incorporar os grupos minoritários, como é o caso dos
deficientes - aos intelectuais, pesquisadores e cientistas, permitindo ao portador
repensar a sua própria condição e a sua capacidade de superação das limitações
impostas.

Abstract

Aproaches to users with special needs and the architetonic and social
obstacles that are established by the society and specialty in academic libraries. It
establishes a relation between citizenship, human rights and the specific law that
encouraged BIBIFCH to take the iniciative of present a project to FAPESP: "
Integration of the users with special needs inside IBIFCH' S research activities:
adapted workstation and adjustement to NBR 9050 - ABNT ". It considers the
virtual libraries as one more opportunity to integrate the blind and pysically
handicappped users to the Information Era, because of the new techonologies.

35

I

�NOTAS E REFERÊNCIAS BmLIOGRÁFICAS
1 - TARAPANOFF, K. A política científica e tecnológica no Brasil: o papel do
IBICT. Ciência da Informação, v. 21, n. 1, p. 149-158, 1992.
2 - DINIZ, P. Biblioteca do futuro: sem paredes e barreiras fisicas ampliam suas
fronteiras e democratizam a informação. Revista Internet.br (Bibliotecas
virtuais-artigos)
URL:
http://www.cg.org.br/gt/gtvb/artigo02.htm
Consultado em 22/05/98
3 - UNIVERSIDADE Estadual de Campinas. Biblioteca do Instituto de Filosofia e
Ciências Humanas. Integração do pesquisador portador de deficiência às
atividades de pesquisa na BffiIFCH: estação de trabalho adaptada e
adequação à NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas.
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- Bibliotecas - FAPESP. Campinas, 30 jun. 1998.
4 - PROGRAMA de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência. In: CENTRO de
Documentação e Informação do Portador de Deficiência. Organização das
Nações
Unidas.
Documentos
Internacionais.
URL:
http://www.mbonline.com.br/cedipod/w6pam.htm Consultado em 22/01/98.
5 - CAMPINAS. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Assistência Social.
Coletânea de conceitos, índices, leis, decretos, obras sobre a questão da
deficiência - 1. Elaborado por J eanete L. M. de Sá et al, por ocasião da l a
Conferência Municipal de Atenção à Pessoa Portadora de Deficiência,
Campinas, 8 novo 1997. Datilografado.
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Coordenado por Maria do Carmo B. de Carvalho. São Paulo : PUCSP-IEE;
Brasília : Secretaria de Assistência SociallMPAS, 1997. 56 p. (Série
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7 - MOUSSATCHÉ, A. H. Diversidade e processo de integração. In:
MANTOAN, M. T.E., (org) A integração de pessoas com deficiência:
contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: Memnon, 1997.
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8 - OLIVEIRA, L. Os excluídos 'existem' ? Notas sobre a elaboração de um novo
conceito. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 12, n. 33, p. 49-60,
1997.

36

�9 - MARQUES, C. A. Integração: uma via de mão dupla na cultura e na
sociedade. In: MANTOAN, M.T.E. A integração de pessoas com
deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo :
Memnon, 1997. p. 18-23.
10 - SASSAKI, R. K. As escolas inclusivas na opinião mundial. Revista Nacional
de Reabilitação, v. 2, n. 2, p.7-10, jan./fev. 1998.
11 - LAFER, C. A soberania e os direitos humanos. Lua Nova: Revista de Cultura
e Política, n. 35, p. 137-148, 1995. (Desigualdades, n.2)
12 - NORMAS sobre equiparação de oportunidades para pessoas com deficiência.
[adotadas pela Assembléia Geral das Nações Unidas em sua 46a sessão, em
20 de dezembro de 1993.] Resolução 48/96, tradução por Marisa do
Nascimento Paro. São Paulo : AP ADE/CVI-NA, 1996. 49 p.
13 - TELLES, V. S. Sociedade civil e a construção de espaços públicos. In:
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14 - DAGNINO, E. Os movimentos sociais e a emergência de uma nova noção
de cidadania. In: __ . Os anos 90: política e sociedade no Brasil. São
Paulo: Brasiliense, 1994. p.103-115 .
15 - TELLES, V. S. Direitos sociais: afinal, do que se trata? Revista USP, n. 37, p.
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16 - DOYAL, L., GOUGH, I. O direito à satisfação das necessidades. Tradução por
Álvaro de Vita. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 33, p.97-121 ,
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17 - CARVALHO, K. Cidadania: direito à informação e à comunicação. Rev •. TB,
n. 100, p. 103-110, jan./mar. 1990.
18 - Recuperou-se documentos relevantes e na rede é comum as mensagens
trazerem o termo dEficiente, com a 2a letra em maiúsculo. O site DEFNET
está disponível no URL: http://www.montrea1.com.br/defnet e é um banco
de dados sobre paralisias cerebrais.
19 - DIMENSTEIN, G. Aprendiz do futuro: cidadania hoje e amanhã. São Paulo :
Ática, 1998. p. 48.

37

�20 - INTERNET de graça. Folha de São Paulo, 8 jul. 1998. Folha Informática, 6°
caderno.
21 - O PORTADOR de Deficiência na Rede Mundial. Revista Nacional de
Reabilitação, v. 2, n.3, mar./abr. 1998. p. 14-17.
22 - CENTRO de Documentação e Informação do Portador de Deficiência.
Organização
das Nações Unidas.
Documentos
internacionais.
CEDIPOD/ONU URL: http:www.mbonline.com.br/cedipod/w6pam.htm
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23 - THE USE of information technology to empower people with disabilities:
evaluation and future directions of the South Australian Disability
Information and Resource Centre' s Bulletin Board Common Ground. Final
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24 - NASCIMENTO, M.A. R. Compartilhamento e integração?: a articulação da
biblioteca universitária através da estratégia da extensão. In:
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25 - KLEINER, P., HAMAKER, A Libraries 2000: transforming libraries using
document delivery, needs assessment, and networked resources. College &amp;
Research Libraries, v. 58, n. 4, jul. 1997. p. 372

38

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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A integração do usuário portador de deficiência às atividades de ensino e pesquisa: o papel das bibliotecas virtuais.</text>
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              <text>Pupo, Deise Tallarico, Vicentini, Regina Aparecida Blanco</text>
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          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
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              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
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              <text>Aborda a questão do usuário portador de deficiência e as barreiras arquitetônicas e sociaias impostas a esta minoria e em especial em bibliotecas universitárias. Estabelece uma relação com a cidadania, direitos humanos e a legislação pertinente, que levou a BIBIFCH a tomar a iniciativa de apresentar um projeto a FAPESP: Integração do pesquisador portador de deficiência às atividades de pesquisa na BIBIFCH: estação de trabalho adaptada e adequação a NBR 9050 da ABNT. Considera as bibliotecas virtuais como mais uma oportunidade de integração dos usuários deficientes físicos e visuais à era da informação devido às novas tecnologias.</text>
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