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                  <text>ATUALIZAÇÃO DOS DESCRITORES EM CIÊNCIAS DA
SAÚDE PARA A INDEXAÇÃO DE DISSERTAÇÕES ACADÊMICAS,
NA ÁREA DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Autora: Patricia Rosas, bibliotecária do Instituto de Doenças do Tórax da
Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestra em biblioteconomia da Pontificia
Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Rua Carlos Seidl, 813 Caju 20931-000 Rio de Janeiro, tel. 021-5808336
Co-autores: (1) Carlos Alberto Guimarães, professor adjunto de medicina da
Universidade Federal do Rio de Janeiro; (2) Luiz Felippe Júdice, professor titular de
medicina da Universidade Federal Fluminense; (3) Carlos Alberto de Castro Pereira,
doutor em medicina da Universidade Federal do Estado de São Paulo; (4) Else
Benetti Marques Válio, professora doutora do departamento de pós-graduação em
biblioteconomia da PUCCAMP.Órgão financiador: CAPES

RESUMO

•
Para indexar, na biblioteca do IDT -UFRJ, utilizava-se o DeCS (Descritores em
Ciências da Saúde). O objetivo desta pesquisa foi verificar se descritores, para a
indexação de comunicações de Mestrado em pneumologia, merecem ser incluídos
em próxima edição do DeCS. Os descritores de 29 teses foram estudados e aqueles
que não constavam no DeCS foram analisados por três juízes. Vinte e nove autores
empregaram 101 descritores. Destes, 54 foram examinados. Para os juízes, somente
6% dos descritores necessitavam ser acrescentados em futura edição do DeCS.
Conclusão: o DeCS ofereceu terminologia atualizada, com fmalidade de indexação
de teses de Mestrado, na área de doenças respiratórias.
Descritores.

Resumos

e

indexação.

Vocabulário

controlado.

Descritores.

Dissertações acadêmicas. Doenças respiratórias

76

�SUMMARY

At the IDT -UFRJ medicallibrary, the indexing was performed through a controlled
vocabulary - the DeCS (Subject Headings on Health Sciences). The purpose of this
study was to identify if new subject headings, for indexing Master theses on
respiratory diseases, should be inc1uded in a forthcoming edition. The subject
headings of 29 theses were studied. The data collection showed that 29 authors
employed 101 subject headings. Fifty-four subject headings were evaluated by three
peer-reviewers. They stated that on1y 6% of them needed to be inc1uded in a new
edition of DeCS. In conc1usion: DeCS offered good terminology on the subject of
respiratory diseases for indexing Master theses.

INTRODUÇÃO
Para que os pesquisadores possam localizar e recuperar as informações, é
necessário que os documentos sejam tratados, tecnicamente, por meio da indexação,

•

a qual, quando eficaz, permite boa recuperação dos documentos. Indexar significa
converter, em linguagem documentária, os termos da linguagem natural, isto é,
daquela utilizada pelo autor.
A localização da informação é facilitada pelo uso de instrumentos como

catálogos, Índices ou sistemas de recuperação, que auxiliam os bibliotecários e
usuários a encontrar as comunicações científicas solicitadas.
Entende-se indexar como o ato de descrever e identificar o documento por
meio do seu conteúdo. Isto pressupõe a leitura do texto, que está sendo analisado, a
qual pode ser feita tanto pelo homem quanto pela máquina. Por meio da indexação,
determinamos o assunto de um documento e o representamos de acordo com os
descritores da linguagem documentária adotada pelo bibliotecário.
A indexação é o processo de analisar as informações de um documento, ou
seja, é um método que, por meio da atribuição de termos, condensa a informação
77

�significativa, criando uma linguagem intermediária entre o usuário e o texto (Vieira,
1988, p.43).
Os Princípios de indexação do UNISIST (Universal Information System for
Science and Technology) (1981, p.83) dividem a operação em dois estágios: (1)
estabelecimento dos conceitos de um documento, isto é, do assunto; (2) tradução dos
conceitos nos termos da linguagem de indexação.
Para Lancaster (1993, p.8), uma indexação eficiente implica que se tome
decisão quanto ao que é tratado no texto, pois não existe um conjunto correto de
termos de indexação. A mesma publicação pode ser indexada de maneira diferente
em vários centros de informação, se os usuários estiverem interessados nesse
documento por diferentes razões.
Quanto mais especializada a clientela de um centro de informação, maior a
probabilidade de que a indexação possa ser feita sob medida, ajustando-se aos
interesses do grupo.
A especialização dos indexadores em determinada área do conhecimento,
além de tomar o processo mais rápido, toma-o mais eficiente. De acordo com os

•

princípios do UNISIST (1981, p.92), o indexador deve ser um especialista no campo
coberto pelos documentos nos quais está trabalhando. Ele deve entender os termos
dos textos, bem como os procedimentos do sistema, garantindo assim a qualidade da
indexação.
Conforme Lancater (1993, p.81), há fatores que influenciam a qualidade da
indexação: (1) ligados ao indexador: conhecimento do assunto e das necessidades
dos usuários, experiência, concentração e capacidade de leitura; (2) ligados ao
vocabulário: especificidade/sintaxe, ambigüidade, qualidade das entradas e da
estrutura e disponibilidade de instrumentos auxiliares; (3) ligados ao documento:
conteúdo temático, complexidade, língua e linguagem, extensão, apresentação e
sumarização; (4) ligados ao processo: tipo de indexação, regras e instruções,
produtividade exigida e exaustão da indexação.

78

�Ward (1996, p.217) também considera que uma boa indexação requer do
indexador considerável conhecimento da literatura, julgamento sobre o que e com
que profundidade deva ser indexado, habilidade de leitura para analisar e avaliar o
texto e capacidade de classificar e catalogar.

•

A indexação de uma obra de medicina traz dificuldades por apresentar termos
específicos da área. Os indexadores, que não estão familiarizados com o assunto,
estão sujeitos a erros, enquanto que aqueles acostumados com a literatura médica se
poupam de muitas ciladas. A medicina abrange muitas subdivisões, por isto, é
impossível a uma pessoa estar familiarizada com os termos de todas as
especialidades (Thornton, 1974, p.141).
Analisar um documento é identificar, em seu conteúdo, os assuntos que são
relevantes, os quais devem ser representados de forma clara, na hora da indexação.
Na análise documentária, a leitura dos documentos deve ser única e universal,
independente do analista. O que se pretende, continua Cunha, (1990, p.60) "é
conseguir que um mesmo texto submetido a analistas diferentes dê lugar a
representações semelhantes, condição necessária não só à transmissão da informação
como à validade de instrumentos como tesauros, vocabulários controlados, etc".
Linguagens documentárias são os instrumentos que nos ajudam a representar
o conhecimento de uma área específica, com o objetivo de fornecer aos usuários a
informação contida nos textos (Campos, 1995, p.53).
Segundo Lara (1993, p.223), as linguagens documentárias "constituem uma
espécie de código de tradução (ou melhor transcrição) que tem, entre suas funções, a
normalização das representações documentárias como meio de viabilizar sua
comunicação" .
A escolha de determinada linguagem de indexação é fundamental para a
eficácia de um sistema de recuperação de dados. São relevantes, nessa escolha, os
objetivos do sistema, o tipo do usuário e a especificidade do assunto a ser tratado
(Vale, 1987, p.14).

79

I

�As linguagens mais desenvolvidas, como os tesauros, são permanentemente
atualizadas, mediante supressão de conceitos em desuso, reagrupamento de
descritores raramente utilizados e adição de termos novos (Cintra, Tálamo, Lara et
aI., 1994, p.34).
O indexador somente pode atribuir, a um texto, os termos que constem da
lista - vocabulário controlado - adotada pela instituição na qual trabalha.
Cavalcanti (1978, p.26) defme o vocabulário controlado como" a lista de
termos empregados no sistema e se caracteriza pelo fato de ser, naturalmente, bem
menos extenso do que o vocabulário habitual do usuário do sistema, ou do que
aquele constante de documentos, e também menos do que o vocabulário do
indexador" .
Os vocabulários controlados médicos constituem o cerne de quase todas as
aplicações da informática na área de cuidados da saúde. Estes vocabulários existem
há mais de cem anos e visavam, inicialmente, à classificação das causas de morte.
São exemplos de vocabulários controlados na área médica: (1) International
Classification of Diseases (ICD), publicado pela Organização Mundial da Saúde; (2)
Medical Subject Headings (MeSH), desenvolvido pela National Library of Medicine
(E.U.A.) para utilização na indexação da literatura médica; (3) Systematized
Nomenc1ature of Human and Veterinary Medicine - SNOMED International, fusão
da Standard Nomenclature of Diseases and Operations (SNDO), Standard
Nomenc1ature of Pathology (SNOP) e Systematized Nomenclature of Medicine
(SNOMED), empregado na codificação de todos os conteúdos dos arquivos médicos
eletrônicos; (4) International Classification of Primary Care (ICPC) para ser
utilizado na codificação de dados de prontuários; (5) Read ClinicaI Codes, publicado
pelo British National Health Services, para emprego com os arquivos médicos
eletrônicos (Cimino, 1995, p.779).
O tesauro é uma linguagem documentária definida como lista estruturada de
termos, empregada por indexadores, para descrever um documento de modo a
permitir a recuperação da informação (Cavalcanti, 1978, p.27).
80

�Ou ainda, "uma linguagem especializada, notmalizada, pós-coordenada,
usada com fms documentários, onde os elementos lingüísticos que o compõem termos, simples ou compostos - encontram-se relacionados entre si sintática e
semanticamente" (Currás, 1995, p.88).
As finalidades de um tesauro são: fazer o controle dos tetmos usados na
indexação, por meio de um instrumento que traduza a linguagem natural dos
autores; assegurar uma coerência entre indexadores de um mesmo serviço ou de
serviços distintos; limitar o número de tetmos atribuídos aos documentos e por
último, auxiliar na estratégia de busca para a recuperação da infotmação (Gomes,
1984, p.1).
As características do tesauro são: (1) cobrir os conceitos de uma área do
conhecimento; (2) permitir que novos descritores, gerados pelo avanço da ciência,
sejam incluídos; (3) admitir que alterações de significados nas palavras-chave
existentes possam ser feitas; (4) fazer o controle para que cada tetmo tenha apenas

um conceito e que cada conceito seja atribuído a um só tetmo (Gomes, 1990, p.1516).

As palavras que descrevem um assunto com precisão são chamadas
descritores ou termos preferidos - utilizados para representar conceitos na
indexação. O descritor é o tetmo escolhido para representar sem ambigüidade um
conceito, ou seja, cada descritor do tesauro tem um único significado (Slype, 1991,
pAO). Desta maneira, o controle dos tetmos deve ser o mais rigoroso possível.

As notas explicativas ou notas de indexação devem ser anexadas aos
descritores para explicitá-los, ou seja, para indicar o sentido em que este termo é
usado, excluindo-se assim outros significados e outros tipos de informações. Austin
(1993, p.31) afmna: "Ocasionalmente, é necessário ampliar uma nota explicativa e
transformá-la em uma definição completa se, por exemplo, um termo é vagamente
interpretado em seu uso corrente ou se diferentes dicionários fornecem significados
variados."

81

�Entende-se por estrutura do tesauro o relacionamento entre os conceitos
representados por termos, ou seja, nenhum termo pode figurar num tesauro sem que
esteja ligado a outro. Esta ligação é determinada pelo seu significado (Gomes, 1990,
p.16).
A estrutura do tesauro é elemento importante para que ele possa cumprir sua
função; ela permite ao usuário ou indexador encontrar o termo adequado, mesmo
sem saber aquele mais específico para representar a idéia que procura. A partir de
uma palavra que o usuário conhece, o tesauro, por meio de sua estrutura, mostra
outras que podem ser tão ou mais oportunas do que aquela que lhe veio à mente (op.

eit., p.16).
Assim, um tesauro em sua estrutura apresenta as relações básicas equivalência, hierarquia e associação - entre seus termos.
A relação de equivalência se dá entre o descritor e o não-descritor, em que
duas ou mais palavras se referem ao mesmo conceito, isto é, os termos se equivalem.
Nesta relação encontramos os termos sinônimos e os quase-sinônimos, em
que apenas um será selecionado para ser o descritor; os outros, considerados nãodescritores, remetem para os descritores (Austin, 1993, p.42-43).
A relação hierárquica se baseia na estruturação dos conceitos em níveis de
superordenação ou subordinação, onde o termo subordinado se refere a seus
membros ou partes.
A relação associativa, para Austin (op. cit., p.50), "cobre as relações entre
pares de termos que não são membros de um conjunto de equivalência nem podem
ser organizados em uma hierarquia onde um termo se subordina a outro" . Refere-se
àquele descritor que está relacionado, conceitualmente, mas não, hierarquicamente,
a outro. Os descritores e suas relações são organizados em um tesauro de várias
maneiras, podendo existir até três formas básicas de apresentação: alfabética,
sistemática ou hierárquica e gráfica.
Na apresentação alfabética, os descritores e os não-descritores vêm em ordem
alfabética. Abaixo deles, são colocadas as respectivas relações e notas explicativas,
82

�o que é suficiente para localizar e saber a respeito de cada termo. Esta é a
apresentação mais fácil de ser consultada, pois os descritores são localizadas
rapidamente.
Conforme Gomes (1990, p.65), o Índice permutado funciona como elemento
acessório da apresentação alfabética.
Na apresentação sistemática, os descritores se relacionam em categorias.
Nesta apresentação é possível ao indexador encontrar o descritor mais adequado,
para representar o assunto que deseja, mesmo sem saber, de início, qual é o mais
preCISO.
N a apresentação gráfica, os descritores e suas relações estão dispostos em
gráfico, permitindo ao indexador associar vários descritores inter-relacionados.
Quando um tesauro vem apresentado graficamente, se acompanha de Índice
alfabético.
Para que um tesauro cumpra sua função, é fundamental mantê-lo atualizado.

É preciso formar um grupo com lingüistas e especialistas na área, os quais vão
estudar, periodicamente, as necessidades de modificação, seja para alterar os
descritores em seu significado ou em suas relações com os outros descritores, seja
para incluir ou suprimir termos. Deste modo, na revisão dos descritores que
compõem o tesauro, deve-se considerar se os mesmos já não são mais empregados,
ou seja, se caíram em desuso. Quando surgirem novos conceitos, novos descritores
devem ser introduzidos (Currás, 1995, p.220).
Para o trabalho de indexação, na biblioteca do Instituto de Doenças do Tórax
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (BIBLIDT-UFRJ), se fez necessário
utilizar um instrumento de normalização da linguagem. Optou-se pelo vocabulário
DeCS (Descritores em Ciências da Saúde), em virtude de sua importância na área
médica.
O vocabulário DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) foi criado pela
BIREME para permitir a indexação e recuperação de assuntos nas bases LILACS e

83

�MEDLINE, a partir do MeSH (MedicaI Subject Headings) da V.S. National Library
of Medicine.
LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) é
uma base publicada desde 1982, sob coordenação da BIREME - Centro LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.
MEDLINE é uma base da literatura internacional em Ciências da Saúde,
produzida pela VS National Library of Medicine e contém referências e resumos da
literatura publicada em mais de 3.700 revistas internacionais, desde 1966.
A fmalidade principal do DeCS é servir como uma linguagem única para
registro e recuperação da informação entre os componentes do Sistema LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde, permitindo um
diálogo uniforme entre 600 bibliotecas. Este esforço cooperativo hoje se reflete no
programa de indexação automatizada, do qual ele é parte integrante, e no acesso online à LILACS e à MEDLINE.
O MeSH (do qual deriva o DeCS) utiliza para a seleção de novos descritores
os seguintes critérios: (1) freqüência da utilização do termo na literatura médica; (2)
reconhecimento da necessidade de inclusão do termo por vários usuários; (3)
recomendação de fazer constar determinados descritores por parte de conselheiros
em terminologia; (4) clareza e concisão do termo (Azevedo, Población &amp;
Goldenberg, 1990, p.53).
A primeira edição do DeCS, com 15.000 descritores, foi apresentada em três
partes: lista alfabética, lista hierárquica e lista permutada (DeCS, 1988).
A segunda edição com 20.000 descritores foi publicada em 1992 e possui
também os mesmos três volumes.
A terceira edição com 23.000 descritores foi lançada em 1996 e apresenta
apenas a lista alfabética, em dois volumes.
Devem-se assinalar as modificações ocorridas durante este período na
categoria drogas, que sofreu um acréscimo expressivo de termos e mudanças
estruturais. Por outro lado, foram adicionados dois novos qualificadores para uso
84

�I

com drogas endógenas ou exógenas e para uso com órgãos animais e plantas em
estudos virológicos.
O DeCS é editado em espanhoVinglês e português/inglês, com atualização
anual. Contém não somente os descritores autorizados e seus sinônimos, mas
também outras informações de interesse, como: qualificadores permitidos;
categorias às quais o descritor pertence; descritores relacionados e notas
explicativas, de coordenação, de uso de qualificadores e gerais.
O objetivo deste trabalho é verificar se novos descritores, na área de doenças
respiratórias, merecem ser incluídos no DeCS.

MÉTODO
AMOSTRA
O estudo compreendeu a análise dos descritores atribuídos pelos autores das
teses e dissertações, no periodo de 1990 a 1996, na área de concentração em
tisiologia e pneumologia, do curso de Mestrado do Instituto de Doenças do Tórax da
Universidade Federal do Rio de Janeiro (IDT-UFRJ).
Dentre as 33 teses e dissertações defendidas, somente 30 foram inicialmente
analisadas, porque três delas não se encontravam no acervo da biblioteca. Uma tese
foi excluída porque não apresentava nenhum descritor. Deste modo, 29 teses e
dissertações consistiram na amostra deste estudo.

PROCEDIMENTOS
Foi elaborado um protocolo com os seguintes itens: (a) número da tese ou
dissertação; (b) sobrenome do autor; (c) ano de defesa; (d) descritores atribuídos
pelos autores e (e) casela para receber a infonnação se determinado termo existe ou
não no DeCS.
85

�Os descritores, das 15 teses e dissertações de 1990 a 1992, foram analisados
para verificar se constavam ou não no DeCS, tendo como referência a primeira
edição (1988). Para os descritores daquelas 14, defendidas de 1993 a 1996, foi
utilizada a segunda edição (1992).
Das 29 teses e dissertações, foram retiradas quatro porque nelas todos os
descritores empregados estavam no DeCS.
Foi solicitado a três juízes - professores de medicina na área de doenças
respiratórias - que avaliassem os descritores atribuídos pelos autores das 25 teses e
dissertações e que não constavam na terceira edição do DeCS (1996), com a
fmalidade de opinarem se os mesmos eram relevantes para serem incluídos em
próxima edição.
Para que cada juiz respondesse se havia relevância, duas condições eram
necessárias: (a) que o termo utilizado pelos autores fosse importante; (b) que,
embora significativo, ele não constasse no DeCS sob nenhuma forma.
Os dados de avaliação dos juízes constavam de um protocolo, elaborado
tendo em vista os itens: número da tese ou dissertação, relação dos descritores que
não faziam parte do DeCS e a opinião de cada um dos juízes.
Finalmente, foi feita a análise dos dados tabulados. Para esta pesquisa de
caráter documental informal e não participativa, foi elaborado um estudo de
concordância, ou seja, houve análise da avaliação dos três juízes, aplicando-se o
teste de fidedignidade. Para isto, foi estabelecida a fórmula IC

=

A / A + D x 100,

onde IC é o índice de concordância, A corresponde ao número de acordos (os três
juízes tiveram a mesma opinião sobre determinado termo), e D o número de
desacordos (pelo menos um dos juízes teve opinião diferente sobre determinado
termo). Os resultados foram submetidos ao teste de associação do qui-quadrado
(Barbetta, 1994, p.222).

86

�RESULTADOS
Os resultados, apresentados sob forma de quadros, são comentados no
capítulo Discussão.
No Quadro I foram apresentadas as opiniões dos juízes, em que "N"
significava que o termo não devia ser inserido em nova edição do DeCS e "S" que
este termo devia ser incluído.

QUADRO I - Avaliação dos juízes sobre 54 descritores em 25 teses e dissertações

87

�88

�124

1Fibrose idiopática

1

ilAlveolite fibrosante

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129

'IDiagnóstico bacteriológico

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:IMacrófagos alveolares

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1l'T .. IN . 1'3 .:..10 .::1 (0 '1

J - juiz
A - acordo (SSS ou NNN)
D - desacordo

eSSS ou

1

NNN)

IC - índice de concordância
DISCUSSÃO

Com o objetivo de confrontar os resultados obtidos nesta pesquisa e aqueles
eventualmente existentes na literatura, foi realizada uma busca bibliográfica nas
bases de dados LILACS e MEDLINE (1994 a 1997), utilizando-se o descritor
DESCRITORES.
Azevedo, Población &amp; Goldenberg (1990) estudaram 46 artigos publicados
na Acta Cirúrgica Brasileira, no sentido de pesquisar o grau de adequação das
propostas de indexação dos autores e daquelas feitas pela BIREME. Concluíram
que: (1) os autores não consultaram o DeCS com a intensidade que era desejável; (2)
o DeCS ofereceu terminologia médica adequada para a indexação, entretanto novos
descritores mereciam ser incluídos, enquanto outros necessitavam revisão; (3) os
indexadores da BlREME se ressentiam da falta de embasamento especializado na
área biomédica; (4) havia necessidade de os autores conhecerem melhor o DeCS e
de os indexadores da BIREME terem uma assessoria especializada na área
biomédica.

89

�Lowe &amp; Bamett (1994) publicaram artigo sobre a utilização do MedicaI
Subject Headings (MeSH) na realização de buscas bibliográficas. Reviram a
estrutura e o uso do MeSH, ressaltando de que maneira este vocabulário podia
contornar as dificuldades encontradas em pesquisa na MEDLINE. Concluíram que a
crescente importância desta base de dados e a tendência de os próprios usuários
realizarem seus levantamentos bibliográficos tomavam crucial que os profissionais
da saúde se familiarizassem com o MeSH.
No VI Congresso de Pneumologia e Tisiologia do Rio de Janeiro, Rosas &amp;
Guimarães (1997) apresentaram pôster sobre a utilização do DeCS por autores de
comunicações científicas de um periódico nacional - o Jornal de Pneumologia.
Verificaram que nos fascículos, publicados em 1996, não havia menção de
descritores em 29% dos artigos e que a metade dos descritores empregados não se
encontrava no DeCS.
A amostra desta pesquisa foi constituída pelas teses e dissertações defendidas
no Curso de Mestrado em tisiologia e pneumologia do IDT-UFRJ, as quais deviam
obedecer às normas do FATED (Formato e Apresentação de Teses ou Dissertações
de Pós-Graduação. Rio de Janeiro: UFRJ, 1979).
No FATED, as instruções para elaboração da ficha catalográfica, em seu
quarto parágrafo, determinavam que no número 1 se escrevesse a palavra-chave que
indicasse o assunto principal da tese; de preferência, deviam-se indicar outras três
palavras-chave, numerando-as com os algarismos 2, 3 e 4, respectivamente.
Havendo apenas três termos, a palavra "Teses" vinha numerada com o algarismo 4.
A primeira letra das palavras-chave devia ser escrita em maiúscula.
Após coleta inicial dos dados, verificou-se que 29 autores de teses e
dissertações empregaram um total de 114 descritores (3 ,93 descritores/autor).
No DeCS, o termo "teses" - não existia na forma singular - remetia para o
descritor DISSERTAÇÕES ACADÊMICAS. Porém, este descritor só devia ser
utilizado quando o assunto do trabalho a ser indexado tratasse de teses ou
dissertações.
90

�Nesta pesquisa, o termo "dissertação" foi considerado sinônimo de "teses".
Assim, treze (45%) dentre os 29 autores utilizaram os termos "teses", "tese" e
"dissertação", na elaboração das fichas catalográficas, obedecendo à normalização
do FATED. Por este motivo, estes termos foram excluídos de qualquer análise.
Quatro (14%) dos autores utilizaram somente termos que constam no DeCS
e, por isto, os descritores de suas pesquisas não fizeram parte da análise dos três
juízes. Cabe ressaltar que as fichas catalográficas de todas as teses e dissertações
foram elaboradas, exclusivamente, pelos autores e seus orientadores.
Por fim, os juízes avaliaram 25 teses e dissertações, em que foram
empregados 86 descritores (3,44 descritores/autor), sendo que destes, 54 (630/0) dos
descritores não estavam no DeCS. Sobre este último grupo de descritores foi emitida
a opinião de cada juiz. Feito o teste de c 2 (g.l. = 1; n. sigo = 0,05 ; c 2c
verificou-se que, significantemente (c 20

= 3,84),

= 5,62) nestas teses, os autores usaram

mais descritores que não eram adequados.
Os juízes emitiram 162 opiniões (3 opiniões/descritor), com um elevado grau
de concordância (98%). Somente em três (6%) dos termos: (1) "tabagismo" (tese
n.2); (2) drenagem pleural (tese nA) e (c) "complexo primário" (tese n.5) não houve
acordo entre todos os juízes. Todos os demais termos foram considerados sem
relevância para serem incluídos na próxima edição do DeCS.
Segundo os autores, somente 2% dos descritores, que não constavam no
DeCS, deviam ser incluídos em uma nova edição. No entanto, uma melhor avaliação
da boa qualidade dos descritores do DeCS, na disciplina de doenças respiratórias,
merecia um estudo com amostra maior de teses e dissertações, apresentadas em
outras universidades do país.
CONCLUSÃO

O DeCS oferece termos médicos adequados para a indexação das teses e
dissertações do curso de Mestrado em tisiologia e pneumologia do IDT-UFRJ (1990
a 1996), pois apenas 6%&gt; dos descritores empregados e que não constam do DeCS,
merecem ser incluídos em uma próxima edição.
91

�REFERÊNCIAS
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              <text>Rosas, Patrícia, Guimarães, Carlos Alberto, Júdice, Luiz Felippe, Pereria, Carlos Alberto de Castro, Válio, Else Benetti Marques  </text>
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