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                  <text>A BASE DE DADOS BIBLIOGRÁFICOS DE ACERVO
COMO SUPORTE PARA O PROCESSO DE AUTOMAÇÃO:
uma experiência na UNESP - Universidade Estadual Paulista

Ada Tereza Spina Martinelli
CGB - Coordenadoria Geral de Bibliotecas - UNESP
Alameda Santos, 647 - 01419-901 - São Paulo - SP
e-mail: atereza@reitoria.unesp.br

Resumo

o processo de informatização das

bibliotecas no Brasil passou a viver uma nova

fase, caracterizada pela disponibilidade de recursos avançados - máquinas e
softwares de nova geração, que chegaram ao País nos últimos anos . Foi criada a
necessidade das bibliotecas colocarem rapidamente as informações de seus acervos
em meio magnético, construindo suas Bases de Dados. Recursos como a RECON Retrospective Conversion, são utilizados para agilizar a formação dessas bases.
Critérios e requisitos devem ser observados para conferir qualidade à Base. A
UNESP - Universidade Estadual Paulista, encontra-se vivenciando essa experiência.

Introdução
Ao longo do tempo a missão das bibliotecas tem sido adquirir, orgamzar,
preservar e tomar disponível a informação. Nas últimas décadas as bibliotecas
passaram a utilizar os recursos da ciência da computação, que por sua vez tem como
missão trazer para o uso da sociedade os beneficios da tecnologia.
As bibliotecas brasileiras, a despeito da grande defasagem ainda existente em

relação às bibliotecas da América do Norte e Europa, em matéria de informatização,
têm conseguido tirar proveito dos recursos da ciência da computação que estão
sendo postos à disposição da Biblioteconomia e que, embora atrasados, chegaram ao

País.
9

�As causas, tanto da defasagem como do novo surto de desenvolvimento, têm
sido fartamente discutidas na literatura da área e estão basicamente ligadas à
mudança da política de informática no Brasil, ocorrida a partir de 1993, e que
proporcionou a disponibilidade de uma nova geração de equipamentos e softwares.
Quando essas facilidades chegaram até as bibliotecas brasileiras, com
recursos até então nem sequer imaginados, as bibliotecas prontamente responderam,
repensando seus objetivos e principalmente reformulando seus projetos de
automação.
Mudanças que viabilizaram computadores com enorme capacidade de
armazenamento, processamento e recuperação da informação, bem como a
possibilidade de divulgação da informação com recursos de WWW, trouxeram em
seu bojo uma nova geração de softwares para bibliotecas, os server-based automated
systems e os microcomputer-based systems - sistemas automatizados baseados em
servidor e em microcomputadores. Esses tipos de software vem proliferando e, de
acordo com o "Automated System Marketplace 98", em 1997 encontravam-se no
mercado americano 32 sistemas served-based e 15 microcomputer-based. Na esteira
da nova política de informática vigente, muitos desses softwares chegaram ao Brasil.
Com todas essas disponibilidades, as bibliotecas estão sendo compelidas a
modificar seus procedimentos em relação à informatização, para poder atender a
nova demanda e conviver com essa nova geração de máquinas e de softwares. O
grau de responsabilidade das bibliotecas em oferecer aos usuários melhores produtos
e serviços aumenta na mesma proporção em que estas ferramentas são
disponibilizadas e utilizadas.
Este reflexo é sentido pelos dois grupos de bibliotecas: o das que já contam
com sistemas de automação e o das que ainda estão por iniciar o processo de
informatização, uma vez que para as primeiras fica a necessidade de adequação dos
seus sistemas e para as outras as dúvidas normais de por onde começar. Para os dois
grupos de bibliotecas fica o desafio: colocar uma massa de dados para fazer
funcionar as engrenagens dos sistemas, o que equivale a ter registros dos seus
10

�acervos disponíveis em meio magnético e em formato que possa ser aceito pelos
softwares .

A consulta on line: principal motivo da informatização

Algumas bibliotecas ainda vêem a criação de uma base de dados
bibliográficos como uma tarefa relativamente simples, uma vez que estão habituadas
a usá-la mais com o objetivo de automatizar as funções da Circulação,
proporcionando a consulta ao acervo e o controle de empréstimo. A manutenção de
uma base de dados dessa natureza na verdade não requer grande investimento, uma
vez que somente os dados essenciais, geralmente autor/título, acompanhados de um
elemento identificador do documento na biblioteca, são suficientes para atender ao
objetivo que se propõem.
A conseqüência, no entanto, é que o catálogo on line conta com poucos
pontos de acesso ao documento, deixando de atender seu objetivo, que é justamente
fornecer ao usuário uma visão do acervo da biblioteca que está sendo consultada.
+Quando ele precisa de mais informações sobre o documento, é necessária a
consulta ao catálogo de fichas.
Além disso, essas bases simplificadas, geralmente construídas sem
compromissos de compatibilidade com outras bases e sem a preocupação de
integração, não apresentam registros bibliográficos de qualidade. Muitas bibliotecas
iniciaram seus processos de informatização e produziram essas bases numa época
em que, além da precariedade de recursos disponíveis no País, ainda não havia sido
criada a necessidade de registros em formato padrão. O CALCO - Catalogação
Legível por Máquina, formato derivado do MARC - Machine Readable Cataloguing
e obrigatório para as bibliotecas participantes da Rede nacional, era utilizado
somente por essas bibliotecas, e o formato IBICT, também derivado do MARC e
difundido pela instituição com o mesmo nome, o IBICT - Instituto Brasileiro de
Informação em Ciência e Tecnologia, foi pouco difundido e utilizado.

11

�Para viabilizar um catálogo on line eficiente é preciso investir na fOlmação de
uma base de dados consistente, com registros que sejam produto de um trabalho de
catalogação e não somente de uma relação das obras da biblioteca.

Os sistemas de automação de bibliotecas
Os modernos softwares disponíveis no mercado nacional são do tipo
integrado, ou seja, são organizados em módulos ou aplicativos que tratam de
maneira integrada todas as funções de uma biblioteca, a partir da aquisição do
documento até a recuperação da infonnação. Por serem modulados, apresentam para
as bibliotecas a opção de compra de partes do sistema, de maneira a atender somente
algumas funções. Assim, se a biblioteca já tem resolvida de maneira satisfatória uma
de suas áreas, como a de aquisição, por exemplo, ela pode comprar somente os
módulos que se referem às funções subsequentes, voltados ao processamento técnico
e disseminação da informação.
Mesmo bibliotecas que já dispõem de sistemas automatizados e possibilidade
de recuperação da infonnação on line, estão procurando essa nova geração de
sistemas para adequar suas bibliotecas aos novos tempos, principalmente porque
tomam consciência de que suas bases de dados já não se destinam a um usuário
restrito à instituição, mas a um público muito mais amplo. A INTERNET criou um
novo tipo de usuário da informação de biblioteca, um consumidor mais exigente e
crítico. Além disso, como esse universo é muito extenso e variado, o usuário pode
comparar o produto produzido pela sua biblioteca com o produto de outras
instituições. Os catálogos on line que representam o acervo de uma biblioteca,
portanto, devem estar suportados por bases de dados que atendam também a esse
novo requisito, que é o novo perfil do usuário da biblioteca e da infonnação.
Ocorre também que quando a instituição resolve pela aquisição de um
sistema certamente espera que o investimento traga resultados imediatos, ou seja,
como a biblioteca dispõe de um sistema "poderoso" deve rapidamente disponibilizar
as infonnações da biblioteca. O problema começa aí: as infonnações disponíveis em
12

�meio magnético, possíveis de serem "postas no ar" são muito incipientes, e podem
comprometer a imagem da biblioteca e da instituição.
Quanto mais completos e sofisticados esses softwares se apresentam, mais
necessária se toma uma base de dados melhor. O ponto mais atrativo desses sistemas
geralmente é o sofisticado sistema de recuperação da informação, que permite várias
formas de pesquisa, utilizando recursos de tecnologia de ponta. São também
variadas e atraentes as formas de display do registro. No entanto, de que adianta isso
se não se tiver o que mostrar? Se a base de dados utilizada como suporte do catálogo
on line for constituída de registros "pobres", produto de uma catalogação
simplificada,

que

omite informações importantes

sobre

o documento,

a

disponibilidade de um software eficiente pode se tomar em um motivo de frustração
para a biblioteca, uma vez que ele passará a mostrar de forma mais eficiente o
produto de um trabalho ineficiente.
Muitas vezes é possível, para as bibliotecas que já contam com seus registros
em meio magnético, adaptar suas bases de dados ao novo ambiente, ou seja,
converter seus registros para que sejam utilizados no novo sistema. Ocorre, no
entanto, que os novos softwares fatalmente requerem que os registros estejam
padronizados de acordo com normas internacionais , ou seja, sejam produzidos de
acordo com formatos derivados do MARC .
Para essas bibliotecas, partir para a conversão da base ou recatalogar o
material é uma decisão importante, que deve ser analisada à luz de aspectos como
custos, quantidade e qualidade dos registros que formam a base, além do fator
tempo.
Se esse quadro se apresenta desanimador, deve ser lembrado que, ao mesmo
tempo em que esses novos sistemas põem à mostra o trabalho da biblioteca,
deixando ver como ela faz, e mais ainda, deixando ver o que ela deixou de fazer,
eles também fornecem todas as facilidades para a constituição da plataforma
essencial para o funcionamento do sistema: a Base de Dados.

13

�A Base de Dados Bibliográficos de acervo como suporte do catálogo on line e do
processo de informatização.
Uma base de dados formada a partir da catalogação completa e de acordo
com padrões, com registros de qualidade, passa a ser, no momento em que é
disponibilizada ao público em forma de OPAC - On Line Public Access Catalog, o
instrumento pelo qual o serviço da biblioteca é julgado e avaliado. A disponibilidade
de um maior número de pontos de acesso aos documentos, facilitando a tarefa do
usuário fmal e maximizando o uso das coleções, é estabelecida por uma catalogação
aprimorada, em máquina.
Uma base de dados local, de registro completo, nestes termos, se toma o
ponto central de um futuro sistema integrado de automação de biblioteca, podendo
eliminar o custo de manutenção de sistemas isolados paralelos, destinados a
controles diversos. A integração das funções de aquisição e catalogação, através da
automação, resulta em melhor fluxo das rotinas do serviço técnico; as atividades
destinadas a disponibilizar o material bibliográfico ao usuário - pesquisa e
circulação, tomam-se conseqüências naturais do processo de automação, possíveis
de ser desenvolvidas com menor esforço.

A qualidade da base de dados
A qualidade de uma base de dados bibliográficos está ligada a diversos
aspectos que devem ser lembrados quando do seu projeto e que se referem a:

Padronização
Ao projetar a base de dados, a biblioteca deve procurar deixá-la, tanto quanto
possível, semelhante às bases de outras instituições, com a finalidade de futuro
intercâmbio de registros. Embora o formato MARC apresente campos padrão, existe
uma série de outros campos que podem ser utilizados para determinadas
informações e que ficam à escolha da biblioteca .

14

�Abrangência da base
Ao consultar o catálogo on line de uma biblioteca, o usuário espera ver nele
representado todo o acervo da biblioteca, independente do tipo de suporte do
docwnento e da idade da coleção. Essa expectativa acaba sendo frustrada mesmo em
países mais desenvolvidos que o nosso, porque é natural, quando se inicia ou se
reformula um processo de informatização, a convivência de duas fontes de consulta:
o catálogo on line complementado pelo catálogo convencional de fichas, para as
bibliotecas que estão iniciando a informatização, ou dois catálogos on line, um
baseado no sistema atual e outro no sistema anterior.
Para minimizar em parte essa situação, podem ser observadas algumas regras
básicas na constituição da base de dados: que tipo de material ou que parte da
coleção tratar primeiro.
Se o periódico é o material predominante do acervo da biblioteca, os esforços
devem ser concentrados no tratamento desse tipo de material. Resolvida a questão
do tipo de material a ser contemplado, resta detectar que parte da coleção, seja de
periódicos, de monografias ou de outro tipo de material, deve estar necessariamente
representada na base de dados.
Quanto à parte da coleção a ter tratamento prioritário, podem ser adotados
critérios como privilegiar:
.:. a que apresenta maior índice de circulação
.:. os materiais recém adquiridos
Como os sistemas integrados proporcIOnam o controle de Circulação,
envolvendo as rotinas de empréstimo, é natural se esperar que os materiais de maior
índice de uso já possam ser emprestados pelo novo sistema . É preciso então que a
base privilegie esses materiais quando for estabelecido o cronograma de entrada de
dados. Uma integração entre a área de processos técnicos e o balcão de empréstimo
da biblioteca pode permitir que sejam detectados os materiais mais solicitados pelos
usuários.

15

�Produção do registro bibliográfico
Ao registro bibliográfico estão ligadas questões que incidem no uso de
normas e padrões específicos para sua produção e, portanto, se referem à
Catalogação.
Com os sistemas informatizados, a tarefa de catalogação passou a
desempenhar um papel de importância fundamental na biblioteca, embora à primeira
vista possa parecer que a criação de registros legíveis por máquina tenha
descaracterizado uma tarefa antes tão nobre da biblioteca. Na realidade esses
profissionais estão assumindo um papel de grande importância, se for visto o
aspecto de que o produto de seu trabalho, um registro bibliográfico que forma uma
base de dados, é consumido por um público às vezes totalmente remoto, a milhas de
distância da sua sala de trabalho.
Esse produto, antes visível somente através de uma ficha em cartolina
armazenada no catálogo da biblioteca, hoje constitui um elemento de uma base de
dados disseminada a nível nacional e mesmo internacional. Ele tem, portanto,
seguindo a regra geral de mercado, que se mostrar competitivo, tem que ser de
qualidade.
Para isto, ao criar um registro bibliográfico, deve-se atentar:
.:. que se produza um fuH record, ou seja, que o documento seja descrito de maneira
completa;
.:. que o registro seja elaborado de acordo com o padrão MARC, para que seja
garantida a compatibilidade e a possibilidade de importação e exportação em
relação a outras bases;
.:. que sejam estritamente respeitadas as normas de catalogação relativas à produção
de registros legíveis por máquina;
.:. para um rigoroso controle de entradas, para evitar que um mesmo documento
acabe gerando múltiplos registros.

16

�Uniformidade das entradas
Para manter controle sobre a qualidade dos registros é indispensável utilizar
bases de dados auxiliares da catalogação: as bases de Autoridades e de Assuntos. A
Base de Autoridades arrola as diversas formas de um mesmo nome de autor
individual ou coletivo, indicando a forma que deve ser adotada. Da mesma maneira,
a Base de Assuntos garante a utilização uniforme dos termos do assunto. O objetivo
é sempre fornecer ao catalogador/indexador, subsídios para a adoção de termos
uniformes na descrição do documento.

Pontos de acesso ao documento
Os usuários de biblioteca estão habituados a consultar bases de dados de
assuntos referenciais, de assuntos específicos de suas áreas, disponíveis em CD-Rom
ou on line, onde é encontrada uma série de facilidades e até requintes na forma de
pesquisa e visualização do registro. Quando esse usuário consulta a base de dados de
sua biblioteca, embora saiba que se trata de um tipo de base de dados diferente, ou
seja, uma base de acervo e localização e não somente referencial, ele espera contar
com pelos menos algumas facilidades às quais está habituado.
A determinação dos pontos de acesso ao registro, portanto, é um ponto
importante a ser observado no projeto da base, uma vez que vai determinar a
maneira de como a pesquisa vai ser efetuada, ou seja, tem que ser possível recuperar
um registro por qualquer dos elementos que o compõem. Sobre isso deve ser

lembrado que um documento da biblioteca não recuperado é um documento perdido.

A conversão retrospectiva de registros: um atalho na formação da Base de
Dados
A criação de uma base de dados representativa e que atenda a pelo menos
parte dos requisitos desejáveis, não é uma tarefa simples, mesmo se utilizadas as
modernas ferramentas disponíveis, porque implica na produção de registros

17

�bibliográficos a partir da catalogação completa e acurada, criados dentro de normas
e padrões.
Existe, no entanto, wn recurso que permite à biblioteca desenvolver wna base
de dados de forma mais rápida: a conversão retrospectiva de registros, que consiste
na transformação de fichas do catálogo em registros legíveis por máquina. A forma
mais básica de conversão é digitar as informações das fichas diretamente em wna
planilha eletrônica, o que pressupõe, naturalmente, a existência de wn software
específico para receber e tratar os registros.
Com a disponibilidade de novos recursos de informática, outras formas de
conversão retrospectiva foram desenvolvidas, principalmente a on line e a batch. O
princípio é o aproveit3Jnento de registros existentes em outras bases na formação da
base de dados local, diminuindo o esforço de catalogar em máquina o material da
biblioteca. O processo de conversão consiste em pesquisar as fichas dos catálogos
das bibliotecas em bases de dados que servem servir como fonte de registros.
Quando encontrados os registros que se referem ao mesmo docwnento da
ficha, é feita wna cópia para wn arquivo local. Esses registros são depois editados,
para incluir informações da biblioteca, e carregados na base local.
A conversão retrospectiva, ou RECON - retrospective conversion, nas suas
diversas formas, há tempos vem sendo usada por bibliotecas de outros países com o
mesmo objetivo: incrementar a base de dados local para poder disponibilizar
catálogos on line mais efetivos.
No Brasil esse recurso não foi explorado até recentemente por dois motivos
básicos:
.:. inexistência de bases de dados suficientes para suportar o processo de conversão,
ou seja, que servissem como font de registros;
.:. falta de estrutura adequada nas bibliotecas - máquinas e softwares - para receber
e tratar os registros convertidos.
A idéia de conversão retrospectiva de registros no Brasil está fortemente
ligada à de catalogação cooperativa, em virtude de que até recentemente somente as
18

�bases de dados de redes cooperativas - como a OCLC - On Line Computer Library
Center, dos Estados Unidos e a BIBLIODATA CALCO, nacional , eram utilizadas
como bases fonte de dados para o processo de conversão retrospectiva.
Atualmente, estão disponíveis e vêm sendo utilizadas várias outras bases de
dados, principalmente catálogos de instituições, que, de forma on line ou em CDs,
apresentam os registros em formato padrão, tipo MARC, e softwares que permitem
o download dos registros. Dois exemplos podem ser o catálogo da Biblioteca
Nacional, em CD-Rom, no Brasil, e o catálogo da Kansas University, nos Estados
Unidos,

que

pode

ser

acessado

sem

custos

através

da

INTERNET

(http://www.lib. usu.edu/).
O aproveitamento de registros de outras bases de dados, pela prática da
conversão retrospectiva, no entanto, não significa que a biblioteca não tenha que ter
bem estruturada a área de catalogação, porque os registros trazidos de outras bases,
embora se apresentem num mesmo formato do usado na base local, precisam de
adaptações antes de serem inseridos na base que está sendo construída.
Ocorre também que grande parte do material selecionado para entrada
prioritária na base local, não se encontra representado em nenhuma das bases fonte
de registros disponíveis na pela Biblioteca. Esses materiais têm que passar pela
catalogação completa antes de se constituírem em registros para a base local . Se a
biblioteca fizer parte de uma rede de catalogação cooperativa, esses registros podem
ser agregados também à base de dados da Rede, como registros originais, ou
implantações.

A experiência que vem sendo vivida pela UNESP
O acervo bibliográfico da UNESP - Universidade Estadual Paulista, é um dos
maIS

importantes do Estado, uma vez que suas bibliotecas se constituem em

repositórios tradicionais de importantes coleções, explicado pela própria origem da
Universidade, que ao integrar Unidades de ensino e pesquisa, já contava com um
patrimônio importante em termos de biblioteca. . Por ocasião da criação da própria
19

�Universidade, muitas das Unidades que a constituem já contavam, enquanto
institutos isolados, com muitos anos de atividades, que tomaram possível o
surgimento de coleções consideráveis.
A UNESP conta atualmente com 24 bibliotecas distribuídas por todo interior
do Estado de São Paulo, com serviços e acervos descentralizados e uma
coordenação central, exercida pela CGB - Coordenadoria Geral de Bibliotecas, na
cidade de São Paulo.
Com exceção de algumas bibliotecas, que contavam com sistemas
automatizados destinados a controles locais, como de circulação, por exemplo, e
iniciativas isoladas em termos de formação de uma base de dados, geralmente em
formato MicroISIS, não havia na Universidade uma diretriz central em termos de
automação.
Há alguns anos a informatização das bibliotecas da sua rede vem sendo
estudada pela CGB, que procurou conhecer os sistemas existentes nas bibliotecas
universitárias do País antes de se decidir por um modelo e por um software que
atendesse seus objetivos. Em vista da característica toda especial de sua rede, ou
seja, a grande distância entre uma biblioteca e outra e de todas em relação à
Coordenação, a adoção de um modelo e de um plano de automação dependia em
grande parte da defmição da própria rede de informações da Universidade.
Quando, em 1994 , a UNESP iniciou a interligação de suas Unidades através
de uma rede computacional a partir da Reitoria em São Paulo, a CGB pode também
se fixar num modelo de automação para suas bibliotecas.
Essa demora em se decidir por um modelo de automação trouxe para a
Universidade uma relativa vantagem, uma vez que os anos 90, com a nova política
de informática do País, disponibilizando equipamentos com capacidade de
processamento, armazenamento e portabilidade cada vez maiores, contribuiram para
que o Plano de Automação pudesse ser mais audacioso e abrangente.
Contando com a perspectiva de um parque computacional adequado à época e
mesmo antes de se decidir por um modelo de automação para suas bibliotecas, a
20

�CGB teve como preocupação principal a criação de uma base de dados consistente e
representativa de seu acervo, por entender que esse é o passo mais importante
quando se deseja automatizar as funções de uma biblioteca.

A formação da Base de Dados: ponto central do Plano de Automação.

Ao delinear seu Plano de Automação e projetar sua Base de Dados, a CGB
teve preocupações no sentido de:
.:. desenvolver um produto que permanecesse a despeito de futuras eventuais
mudanças de equipamentos;
.:. trabalhar de forma cooperativa, contribuindo para a formação de uma grande
base de dados nacional;
.:. que a base de dados se constituísse num suporte consistente para as rotinas de
circulação;
.:. proporcionar a criação de um catálogo on tine com tendências modernas, que
garantisse o máximo de satisfação ao usuário fmal.
Para atender a todos esses requisitos tomava-se imprescindível a adoção de
um formato de registro que contemplasse o maior número possível de informações e

que proporcionasse a possibilidade de intercâmbio com outras bases de dados, do
País e mesmo do Exterior. A escolha natural foi o formato CALCO, derivado do
internacional MARC e já bem difundido no País, entre outros motivos, por ser o
fonnato padrão da base de dados de catalogação cooperativa do País, a Base
BIBLIODATA CALCO.

Mesmo antes de implementar seu Plano de Automação, já havia na UNESP o
desejo de participar de uma rede de catalogação cooperativa, afim de, além de se
utilizar do serviço de catalogação já desenvolvido e dispor dos produtos oferecidos
pela Rede, também colocar o acervo da Universidade disponível à comunidade, em
âmbito nacional .
Saída de uma experiência frustrante motivada pela compra de um software
nacional para a informatização de sua Rede de Bibliotecas, a UNESP, ao mesmo
21

�tempo em que se detinha na tarefa de avaliação de softwares de maior abrangência
no mercado internacional, continuou a investir na formação de sua base de dados.
Utilizando os recursos proporcionados pela Rede BIBLIODATA CALCO foi
possível a criação de registros através do sistema de cooperação, ou seja, registros
existentes na Base e que se referissem a obras existentes na UNESP eram
aproveitados com uma intervenção mínima por parte da área de catalogação. Foram
também criados registros originais, ou seja, catalogadas obras que ainda não se
encontravam representadas naquela Base.
Assim, quando em 1997 a Universidade resolveu pela aquisição do ALEPH,
sistema integrado já utilizado por diversas bibliotecas do Pais, incluindo a USP Universidade de São Paulo, já se contava com um volume significativo de registros
disponíveis em formato USMARC, uma vez que a Rede BmLIODATA acabava de
converter todos os registros de sua Base, de formato CALCO para USMARC.
O sistema ALEPH foi adquirido com todos seus módulos principais, de
maneira a atender a informatização de todas as funções das bibliotecas. O módulo
Catalogação já se encontra instalado na CGB - Coordenadoria Geral de Bibliotecas,
em São Paulo, e o OPAC está disponível também para as bibliotecas da Rede

UNESP.
A massa de registros criados através da Rede BmLIODATA e que constitui a
Base UNESP, foi disponibilizada por aquela Rede em formato USMARC e
adaptada, pela ExLibris, empresa que comercializa o software, para o sistema
ALEPH. A fase atual é de continuidade da entrada de dados, tanto pela catalogação
original de documentos como pela conversão retrospectiva de registros de bases
fonte, como a OCLC - On Line Computer Library Center, em forma de CD-ROM e
on line , a Biblioteca Nacional, em CD-ROM e a Kansas University, via
INTERNET.

22

�Conclusão
Um novo mundo de perspectivas está se abrindo para as bibliotecas
brasileiras, com a disponibilidade de novas ferramentas de trabalho: nova geração de
computadores e de sistemas de automação e maior oferta de bases fonte de dados,
que possibilitam a "cópia" de registros com a finalidade de queimar etapas na
formação de uma base de dados.
Ao mesmo tempo, as bibliotecas ainda têm que lutar para resolver problemas
estruturais como coleções defasadas e insuficientes e falta de pessoal especializado,
relacionados sempre à precariedade de recursos fmanceiros.
A informatização, no entanto, chegou para ficar, como chegou e ficou nas
demais áreas de serviço. Quando e de que maneira utilizar os recursos que ela
oferece é uma questão delicada a ser resolvida no âmbito da política da instituição à
qual a biblioteca está ligada.

23

�I

Referências bibliográficas

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Journal, v. 123, p.43-52, apr., 1998.

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Anais. Rio de Janeiro, 1991.

24

�</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>A base de dados bibliográficos de acervo como suporte para o processo de automação: uma experiência na UNESP- Universidade Estadual Paulista.</text>
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              <text>O processo de informatização das bibliotecas no Brasil passou a viver uma nova fase, caracterizada pela disponibilidade de recursos avançados - máquinas e softwares de nova geração, que chegaram ao País nos últimos anos. Foi criada a necessidade das bibliotecas colocarem rapidamente as informações de seus acervos em meio magnético, construindo suas bases de Dados. Recursos como RECON - Retrospective Conversion, são utilizados para agilizar a formação dessas bases. Critérios e requisitos devem ser observados para conferir qualidade à Base. A UNESP- Universidade Estadual Paulista, encontra-se vivenciando essa experiência.</text>
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