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PARCERIA: UMA ALTERNATIVA PARA ADMINISTRAR
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Anne Marie Lafosse Paes-de-Carvalho,
Bibliotecárias da Universidade Federal Fluminense/RJ
Márcia Maria Silvestre Bastos
Bibliotecárias da Universidade Federal Fluminense/RJ
Tania Maria Ecard
Professora da Universidade Federal Fluminense/RJ
RESUMO
Apresenta uma proposta de administração estratégica que vêm sendo
realizada pelo Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense,
através do relato de algumas parcerias desenvolvidas pelo setor e como elas têm
contribuído para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela biblioteca
universitária aos usuários internos e externos.
Palavras-chave: parcerias, biblioteca universitária, administração de bibliotecas,
qualidade.
1 O CONTEXTO SOCIAL
Vivemos, neste momento, uma terceira revolução, a pnmerra foi a da
agricultura, a segunda industrial, e hoje nos deparamos com a revolução da
infonnação o que, com toda a certeza, deixará profundas e indeléveis marcas neste
nosso século, como base para o novo milênio que se aproxima.
Todos sabemos como a informação tem sido, no decorrer da vida social, fator
de grande peso no desenvolvimento da humanidade. Com a facilidade da
disseminação da informação, num cenário altamente globalizado como é o de hoje e
a transformação dos processos produtivos decorrentes, o profissional que lida e
294

�controla este processo, potenciahnente tem em suas mãos chances de exercer um
poder incalculável. Este poder, advindo do domínio do conhecimento e da
informação, se gerenciado de forma positiva dentro do ambiente das organizações,
resultará não apenas na melhoria do processo produtivo, garantindo maior
produtividade e alto padrão de qualidade, como levará a própria sociedade a um
processo progressivo de riqueza material e social.
Segundo Almada, a informação se constitui em um elemento fundamental
para o desenvolvimento. Uma informação oportuna se traduz em produtos e serviços
de alta qualidade, maior competitividade, adequadas tomadas de decisões e,
consequentemente, desenvolvimento, em nível nacional e internacional, com as
vantagens adicionais de ter um efeito multiplicador, de não se desgastar com o uso e
de permitir sua transmissão ou duplicação instantaneamente.
Não é surpresa, portanto, que administradores, gerentes e empresários, de um
modo geral, reconheçam a importância que a informação tem para os processos
decisórios nas empresas.
O processo de globalização faz do mundo de hoje um único universo onde as
informações circulam no exato momento em que os fatos ocorrem transmitidas por
recursos tecnológicos cada vez mais potentes, ágeis e confiáveis.
A globalização modifica também a concepção de mercado de trabalho e de
administração. Se no passado, as decisões comerciais entre os países eram definidas
locahnente, e havia um tempo mais demorado de maturação dos processos, hoje os
capitais passaram a transitar pelos mercados como se não mais existissem fronteiras
e são concretizados acordos com uma velocidade espantosa, possível somente com a
posse da informação e dos processos de comunicação hoje existentes.
O processo de globalização, segundo Picazo (1992), "é resultado dos avanços
da tecnologia de informação e das comunicações". Os efeitos desse processo são
marcados pelas transformações radicais na área gerencial, principalmente no que diz
respeito à implantação de programas de qualidade total.

295

�As organizações passaram a conviver com a necessidade de expandir sua
atuação e "democratizar" ações gerenciais, compartilhando seus recursos técnicos e
humanos, serviços e equipamentos. É a política de dividir para crescer: é a
capacidade de gerenciar, dentro de uma visão mais ampla, com estabelecimento de
relações em que são necessárias parcerias. E o cenário começa a mostrar, então, um
"mundo" de fusões, com o aparecimento de megaempresas, como estamos vendo no
dia a dia dos jornais. São novos tempos .. .
Esse processo nos mostra que a tendência, hoje em dia, acena para a
descentralização. É essencial atender à demanda atual, buscando um melhor e mais
rápido fluxo da informação nas novas estruturas organizacionais.
E como ficam, então, os mananciais da informação - as bibliotecas?
Nesta nova ordem, as bibliotecas não podem mais operar como "relicários" ,
circunscritas em si mesmas, "guardiãs do saber". Elas tem um novo paradigma: o
usuário é a razão do sistema. Neste aspecto - o cliente. Entramos, então, numa visão
de qualidade total. Nova regra do mercado nacional e internacional, que só será
alcançada pelas unidades de informação - aqui especificamente Bibliotecas
Universitárias - quando o estabelecimento de uma rede de trocas de informação,
úteis ao usuário mundial, for rápida, eficiente e permanente e onde equipamentos de
informática, programas e profissionais atualizados e competitivos com o mercado da
informação são indispensáveis.
As bibliotecas, então, têm de se transformar em agentes de troca,
constituindo-se em elementos importantes para a instituição e para o crescimento
dos países, particularmente ante a presença de três fenômenos:
• vertiginoso crescimento da produção documental: "explosão demográfica" e
"explosão da informação";
• desenvolvimento acelerado da informática e sua aplicação em bibliotecas.
• iminente apogeu do processo de globalização, que situa os países dentro do
marco de uma contínua e estreita relação.

296

�As bibliotecas universitárias cumprem o desafio de tomar a informação de
seus acervos acessível à comunidade em geral e à universitária em particular,
constituindo-se em importante elemento de apoio à docência e à investigação.
Segundo Almada, na atualidade seria dificil conceber o desempenho das
funções de docência, investigação e difusão da cultura, que se realiza nas
universidade, sem informação ou, com informação deficiente em qualidade e
quantidade, e sem a organização e serviços que a tomem acessíveis. Também seria
dificil entender que as universidades não tivessem desenvolvido organismos
destinados a administrar, como parte de seus serviços, a informação necessária para
seus programas e, portanto, para o elemento humano envolvido nestas tarefas.
O bibliotecário deve aproveitar as vantagens que lhe brinda a "Era da
Informação" e preparar-se, despojando-se de inibições e preconceitos e armando-se
de coragem para inovar, fazer uma gerência moderna, aproveitar as novas
tecnologias da informação, já que tem a vantagem de conhecer a essência do
processo.
Mais cedo ou mais tarde, ele vai se conscientizar que o cenário mudou, novas
regras surgiram e é necessário dividir, compartilhar idéias, serviços e produtos,
estabelecer parcerias.
2 O NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO - NDC
A Universidade Federal Fluminense (UFF), criada em 1960, é uma autarquia
federal, situada em Niterói, município do Estado do Rio de Janeiro. Constitui-se de
04 Pró-Reitorias, 04 Centros Universitários e 20 unidades de estudos básicos e
profissionais. Caracteriza-se, principalmente, pela integração com a comunidade,
uma vez que suas unidades estão espalhadas por toda a cidade, além de desenvolver
atividades extensionistas e acadêmicas em Unidades Avançadas em Oriximiná
(Pará) e em mais 12 municípios do Estado do Rio de Janeiro.
O NDC, órgão que coordena técnica e administrativamente o sistema de
bibliotecas e arquivos da Universidade dispõe de 21 bibliotecas (06 da área médica,

297

�08 de ciências exatas e tecnologia, 05 de ciências humanas e sociais e 02 da área
agrícola nos colégios técnicos agrícolas), duas divisões (a Divisão de Serviços
Técnicos e a Divisão Administrativa), o Centro de Memória Fluminense e a
Gerência de Arquivos, que coordena o Arquivo Central, o Laboratório de
Reprografia e o Laboratório de Conservação e Restauração de Documentos.
Do universo das bibliotecas, apenas uma - a Biblioteca Central do Gragoatá -,
está instalada em prédio construído especificamente para abrigar uma biblioteca. As
vinte restantes estão em salas cedidas e adaptadas para comportar os acervos, o que,
na maioria das vezes, concorre para a inadequação do espaço e ausência de
condições de expansão.
3 PARCERIA: A ESTRATÉGIA DA uNIÃo

O desenvolvimento de parcerias é uma estratégia que privilegia a troca de
interesses mútuos entre Bibliotecas Universitárias e empresas do setor público e/ou
privado, tais como: serviços x serviços, serviços x financiamento de projetos,
serviços x equipamentos, serviços x profissionais especializados.
Firmar parcerias significa também moldá-las em bases jurídicas e
operacionais, além de defini-las em seus mínimos detalhes para se obter resultados
satisfatórios.
É uma estratégia simples, do ponto de vista de quem propõe, porém complexa

para aquele que concorda, pois envolve novas responsabilidades para ambos:
realização de trabalhos em equipe, coordenação de projetos de gestão compartilhada,
acompanhamento dos trabalhos, avaliação das ações desenvolvidas e cumprimento
de metas e prazos previamente estabelecidos, seja por meio de protocolo de
intenções, convênios, termo de cooperação técnica ou qualquer outro instrumento.
A estratégia de estabelecimento de parceria, uma velha conhecida do
bibliotecário - que há décadas realiza o empréstimo interbibliotecas, participa de
programas de cooperação técnica e redes de serviço tais como: COMUT, Rede
Antares, BlREME, Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CCN),
298

�Bibliodata e tantas outras - tomou-se grande aliada para o crescimento dos serviços
oferecidos pela biblioteca.
Ela proporciona aos parceiros as seguintes vantagens:
•

democratiza a infonnação;

•

fortalece a biblioteca como espaço social e cultural, aprofundando o
relacionamento com a comunidade em geral;

•

amplia sua área de atuação, o número de usuários atendidos e de colaboradores;

•

corrige falhas nos serviços prestados, garantindo melhor qualidade;

•

expande os serviços, o acervo documental e equipamentos;

•

otimiza e racionaliza o espaço físico e recursos, evitando a duplicidade na
aquisição de títulos ou equipamentos disponíveis em outros setores ou órgãos;

•

partilha idéias e projetos com profissionais de áreas diversas;

•

contribui para o marketing favorável da instituição;

•

fortalece

o papel

do

bibliotecário

na universidade,

atualizando

seus

conhecimentos; e favorece a integração dos grupos, através de trabalhos em
eqUIpe.
As parcerias podem ser classificadas em níveis de ação, a partir de critérios
como:

1. Parcerias institucionalizadas
São constituídas por redes de infonnação com a fmalidade de facilitar a troca
de infonnações e serviços e complementar as necessidades do usuário de biblioteca.
Algumas dessas parcerias já estão inseridas na biblioteca universitária de fonna tão
presente que nem são percebidas como tal. É o caso, por exemplo, do mICI
(COMUI e CCN), da BIREME e FGV/RJ (Bibliodata).

2. Parcerias Especiais
Foram constituídas com a finalidade de troca de experiências em áreas
específicas do conhecimento, como por exemplo, a Rede de Bibliotecários da Rede

299

-

,

~----

�I 11

de Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, Rede de Educação - REDUC e a Rede
de Informação sobre Arte e Cultura - REDARTE.

3. Parcerias virtuais
Internet e seus vários meIOS (listas de discussão, correIO eletrônico,
conferências, comunicações interativas, etc.)

4. Parcerias locais
Realizadas entre os responsáveis por bibliotecas e setores pertencentes a
universidades ou empresas públicas ou privadas, visando ao desenvolvimento de um
projeto. Podem ser feitas com Centros Universitários, Prefeituras, Secretarias de
Estados, Fundações etc.
3.1 As parcerias do Núcleo de Documentação

O Núcleo de Documentação (NDC) da Universidade Federal Fluminense
vem, ao longo destes dois últimos anos ampliando as parcerias dentro e fora da
instituição, de forma a romper com a inércia da espera por soluções milagrosas e
sobras de verbas para os problemas antigos e novos e o descaso das direções de
Centro e algumas Unidades para com as bibliotecas e o Arquivo.
Observa-se a necessidade de:
•

dotar as bibliotecas de equipamentos e programas para atender às demandas do
usuário;

•

a urgência em renovar e ampliar acervos;

•

a necessidade de expandir os serviços oferecidos e melhorar a qualidade dos
servIços.
Desta forma, foram buscadas, na própria universidade e em outras

instituições, parcerias que serão relatadas a seguir:

300

�3.1.1 Parcerias internas: a busca pela sobrevivência

Serviço de Psicologia Aplicada
O Núcleo de Documentação vem, desde 1994, desenvolvendo uma parceria
com o Serviço de Psicologia Aplicada da UFF, com o objetivo de preparar o pessoal
que atua nos setores, bibliotecas e Arquivo para um serviço de qualidade total.
O projeto denominado "Participação e Qualidade" é coordenado pelo
professor Júlio Figueiredo, do Departamento de Psicologia, e desenvolvido por
estagiários do curso de Psicologia e docentes convidados.
No ano de 1997, foram oferecidos os cursos: "Atendimento e Qualidade",
"Formação básica de Gerência", "Desenvolvimento de Equipe", "Planejamento
Estratégico" e "Coordenação de reuniões".
Os Centros Universitários, os diretores de Unidades e as chefias de
Departamentos
Principal fator para determinação da qualidade dos cursos de pós-graduação,
as bibliotecas, esquecidas desde longa data, enfrentavam sérias dificuldades para
atender decentemente o seu usuário. Além da falta de servidores, provocada por
aposentadorias, exonerações ou falecimentos, havia a necessidade de equipamentos
de informática (das 21 bibliotecas e arquivo com dois laboratórios, somente cinco
dispunham de O1 micro cada e a sede do NDC de 03 terminais ligados ao Núcleo de
Processamento de Dados); de reparos, conservação e manutenção da área fisica, das
redes elétricas, hidráulicas, sistemas de refrigeração e ventilação, era importante a
renovação do acervo.
O resultado foi imediato, em algumas áreas. Após reuniões com Diretores de
Centros e Unidades, Coordenadores de cursos de graduação e pós-graduação e
forçados pela demanda de alunos e docentes que solicitavam rapidez na recuperação
da informação, foram estabelecidas parcerias que estão produzindo os seguintes
efeitos:

301

�• novas instalações, em ambientes mais amplos e reformas para adequação à
finalidade, atendendo a 3 bibliotecas (Direito, Enfermagem e pós-graduação de
Matemática);
•

doação de equipamentos de informática (computadores, impressoras e CD-rom)
para 10 bibliotecas;

•

esforços conjuntos para renovação de acervo em duas bibliotecas;

•

convites às bibliotecas para integrar equipes interdisciplinares para o
desenvolvimento de projetos de pesquisa e/ou extensão, que poderão resultar em
novos equipamentos e renovação de acervo;

• realização de projetos conjuntos para divulgação de cursos em bibliotecas, com
exposição, seminários, palestras ....
•

criação do Programa de Leitura do NDC, em parceria com o Departamento de
Documentação.
Recentemente, devido à exigência do MEC no sentido de somente conceder

conceito A aos cursos de graduação que dispusessem de biblioteca, com acervo
atualizado e serviços automatizados, houve uma corrida às mesmas para agilizar o
processo de modernização e adequação aos novos padrões.
As Pró-Reitorias e os Departamentos da Administração Central da UFF
Como inicialmente ficou estabelecido que a prioridade de ação seria a busca
de recursos para fmanciar a informatização dos serviços da biblioteca e do arquivo e
a recuperação das instalações fisicas deterioradas e inadequadas, o contato para
novas parcerias com os órgãos que compõem a Administração Central foi
intensificado e direcionado para este objetivo. Logo os frutos começaram a aparecer:
•

a sede do NDC está ganhando novas instalações no Campus do Gragoatá, junto à
Biblioteca Central do Gragoatá, obra realizada sob a responsabilidade da Divisão
de Serviços Gerais, em parceria com a Pró-Reitoria de Planejamento e empresas
que doaram material de construção;

302

-

----~

�• a Gerência de Arquivo recebeu o casarão, que foi desocupado pelo NDC, para
acomodar seu acervo com segurança e conforto;
•

a sede do NDC e as unidades, que ainda não dispunham de equipamentos de
informática, receberam da Pró-Reitoria de Planejamento computadores e
acessórios;

• foi disponibilizada verba para aquisição do programa Bibliodata para inserção da
Biblioteca Central do Gragoatá e da Engenharia;
• a credibilidade dos serviços prestados tem propiciado marketing do NDC pela
Pró-Reitoria de Extensão, junto às Prefeituras e empresas privadas, facilitando o
acesso a essas empresas;
•

a inclusão do NDC, como prioridade, no projeto de instalação de fibra ótica nos
campi da UFF, para melhorar e ampliar a capacidade de comunicação e
recuperação da informação;

• por intermédio da Pró-Reitoria de Extensão, o NDC obteve da Rhodia
microcomputadores para 04 bibliotecas.
Em contrapartida, o NDC, por meio das bibliotecas e da Gerência de
Arquivos, vem participando de projetos interdisciplinares, atendendo à solicitação
da Pró-Reitoria de Extensão e responsabilizando-se por organizar e tratar
tecnicamente todo acervo

documental arquivístico e biblioteconômico da

Universidade.
3.1.2 Parcerias externas

Esta política alternativa, ampliada nesta gestão do NDC, inclui também o
fortalecimento das chefias junto à comunidade em geral, no momento em que
investe no "marketing" dos serviços oferecidos por cada biblioteca e incentiva a
busca de novos parceiros externos à UFF.
Nesse esforço conjunto podemos destacar algumas parcerias:
Fundação para InIancia e Adolescência - FIA e NDC.

303

�I

Em tempos de compartilhamento de tecnologia e serviços, para se atingir o
desenvolvimento mais rapidamente, a principal preocupação dos administradores é
buscar parcerias para dividir tarefas e multiplicar resultados.
Nesta tônica, a FIA procurou a Universidade, através da Pró-Reitoria de
Extensão, com o objetivo de organizar um centro cultural para atendimento à sua
clientela e à comunidade vizinha em um casarão histórico em Niterói, de sua
propriedade.
Como resposta, a PROEX indicou o NDC para colaborar na organização de
uma biblioteca, nascendo, então, o projeto "Casa da Princesa", voltado para a área
de leitura e formação do leitor junto à comunidade do Preventório, em NiteróiIRJ.
A parceria está formalizada por convênio assinado em julho último e
estabelece que a UFF, através do NDC, fornecerá o suporte técnico para implantação
e manutenção do referido projeto, orientando o tratamento e organização do acervo
de literatura infantil e juvenil, a supervisão e coordenação do programa a ser
implementado e a preparação técnica e o acompanhamento dos profissionais agentes de leitura - da FIA, que estão responsáveis pelo espaço. Desta fonna, a
Universidade "ganha" um novo espaço de trabalho, destinado à leitura e dirigido a
crianças e adolescentes, e que servirá, também como campo de estágio e pesquisas.
Prefeitura Municipal de Niterói

A cessão de um espaço fisico, sob a administração do NDC, para instalação
do programa "Médico de Família" , que é um projeto da Prefeitura Municipal de
Niterói, na comunidade de Jurujuba, rendeu ao Núcleo oportunidades de colaborar
com a comunidade local e de dispor, sempre que necessário, de serviços da
Prefeitura como o transporte de equipamentos de grande porte.
Prefeitura Municipal de Araruama

Procurado pelo Secretário Municipal de Cultura de Araruama, o NDC está
iniciando uma parceria para orientar a organização de uma biblioteca pública e um
Centro de Memória Municipal. Caberá ao NDC oferecer treinamento específico para
304

II

�auxiliares de bibliotecas e supervisionar o desenvolvimento do projeto. O município
terá a responsabilidade de manter, conservar e atualizar os acervos e disponibilizar
servidores para atendimento nos espaços.
Com este parceiro, o NDC amplia a sua área de atuação e confirma a
credibilidade obtida junto à comunidade, resultado da qualidade dos serviços que
vêm sendo prestados.
Prefeitura Municipal de Santo Antonio de Pádua

Com esta Prefeitura, e em parceria com a Coordenação do curso de
Licenciatura em Matemática de Pádua, pertencente à UFF, o Núcleo vem
desenvolvendo um projeto para construção e organização de um Centro Cultural,
com biblioteca pública integrada à biblioteca universitária. Ao NDC coube a
orientação quanto à elaboração do projeto, no que diz respeito à especificidade do
espaço - biblioteca, a fonnação de wn auxiliar de biblioteca, através de cursos e,
posterionnente, toda a supervisão e acompanhamento para implantação e
implementação do projeto. A Prefeitura cedeu o terreno e tem sob a sua
responsabilidade a construção do imóvel que abrigará o Centro Cultural do
Município.
Editoras e Livrarias

Os eventos realizados pelo NDC e também alguns projetos ligados à leitura
têm contado com a parceria de Livrarias e Editoras diversas que, em troca da
divulgação de suas marcas e/ou do espaço que ocupam nos campi da universidade,
financiam parte dos projetos, contribuindo para a atualização de nossos
profissionais, viabilizando sua participação em congressos, cursos e seminários, e
patrocinando a presença de escritores e ilustradores, além de fazerem doações de
percentual em livros correspondentes ao aluguel do espaço fisico . Este tipo de
parceria torna possível projetos que, às vezes, nos parecem impossíveis de serem
realizados.

305

--

-

----

-~---

-

�4 O PROFISSIONAL DA INFORMAÇÃO E OS DESAFIOS IMPOSTOS
PELAS MUDANÇAS
É evidente que o profissional da informação está passando por um processo

de transição e precisa se preparar para enfrentar as mudanças que estão correndo no
mercado. Com a globalização, estes profissionais estão tendo que se adaptar às
novas exigências, principalmente o bibliotecário que atua em biblioteca
universitária, ambiente privilegiado por situar-se no seio da produção do
conhecimento científico.
É imprescindível que o profissional da informação, como agente social que é,

faça uso das novas tecnologias de infOlmação no intuito de propiciar a efetiva
transmissão do conhecimento. Toma-se necessário estar atento às diversidades e
mudanças, ser capaz de gerir eficientemente a informação produzida em função
dessas mudanças e utilizar as tecnologias necessárias e apropriadas ao
gerenciamento eficaz da informação.
Cianconi (1991) alerta que "o processo holístico de ver e tratar a informação é
uma das chaves para a nova formação profissional". O perfil desse profissional
toma-se cada vez mais amplo com o novo mercado de trabalho, exigindo novas
competências

e

qualificações

e necessitando

absorver

um

conjunto

de

conhecimentos e atitudes que promovam sua identificação com o trabalho realizado.
De acordo com Tarapanoff (1997) , a unidade informacional e seu
profissional devem, no cenário atual, flexibilizar processos de trabalho, desenvolver
parcerias, adotar a cooperação como principal estratégia, inovar e competir por
novos espaços e formar grupos de apoio e de pressão, para auxiliá-los em decisões
administrativas e na elaboração de políticas informacionais. Além disto, deve formar
redes, propiciando a globalização da informação, preocupar-se com padrões de
qualidade e protocolos de acesso à informação em nível mundial e preocupar-se com
o aprendizado e a educação continuados para fazer face às mudanças telemáticas,
gerenciais e comportamentais.

306

,J _

�I

Amaral (1995) escreve que "é importante que o bibliotecário atue
politicamente, sempre atento às mudanças impostas pelos avanços da tecnologia,
sendo receptivo a elas, desenvolvendo principalmente sua criatividade". Escreve
ainda que "surge assim uma excelente oportunidade para os bibliotecários. É hora de
ampliar a visão profissional para acompanhar a evolução do mercado da informação,
que fatalmente será ocupada por profissionais de outras áreas, caso os bibliotecários
não saibam ocupá-lo com efetiva competência exigida pelos novos tempos que
vivemos". Para tanto, é fundamental que o novo bibliotecário seja um líder,
incentivador da produção de equipe, empreendedor de políticas comunitárias e
aberto a novas experiências com disponibilidade para o trabalho conjunto. Ele
precisa gostar de compartilhar suas idéias e trocar vivências buscando sempre
parcerias produtivas e criativas.
5 CONCLUSÃO
Face aos desafios que as bibliotecas da Universidade Federal Fluminense
vêm enfrentando, com certeza, a estratégia do estabelecimento de parcerias
constitui-se hoje um valioso instrumento para vencê-los.
É fato que as bibliotecas universitárias ficam à mercê das políticas traçadas

pela própria universidade e pelo governo federal.
Isto, na maioria das vezes, dificulta a formação de parcerias, principalmente
porque a instituição nem sempre consegue garantir o cumprimento dos acordos, seja
pela evasão de servidores em busca de melhores salários, seja pela carência de
recursos fisicos e fmanceiros, seja por má administração do mesmo. No entanto, o
esforço para mudar este quadro pode ser empreendido através de parcerias.
Outro fator que interfere fundamentalmente na política de parceria é o perfil
do bibliotecário que deve acompanhar as mudanças, uma vez que o trabalho em
parceria exige que o profissional seja generoso o suficiente para dividir ações e
vitórias com o outro, apresente facilidades de integração e de trabalho, desejo de
desempenho excelente e fôlego para buscar novos parceiros sempre.

307

-

�I ~I

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ABSTRACT

It presents strategy of partnership as an altemative to face tbe challenges of
globalization. It reports some partnerships that are being developed by the Núcleo de
Documentação of the Universidade Federal Fluminense and how tbey contribute to
improve the quality of the services held by tbe university library to tbe inside and
outside users.

309

-

----

�</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>Paes de Carvalho, Anne Marie Lafosse, Bastos, Marcia Maria Silvestre, Ecard, Tania Maria </text>
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              <text>Apresenta uma proposta de administração estratégica que vêm sendo realizada no Núcleo de Documentação da Universidade Federal Fluminense, através do relato de algumas parcerias desenvolvidas pelo setor e como elas têm contribuído para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pela biblioteca universitária aos usuários internos e externos.</text>
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