<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6329" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6329?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-28T06:34:14-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5392">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/60/6329/SNBU1998_023.pdf</src>
      <authentication>f9c4c1fc1b03e90ec5a7b89694dcf0d6</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71992">
                  <text>x SEMINÁRIO NACIONAL DE BffiLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
TEMA CENTRAL: GESTÃO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS:
ESTRATÉGIAS PARA UM NOVO TEMPO

SUB-TEMA : O CAPITAL HUMANO E SEU DESENVOLVIMENTO

CONTÍNUO. Capacitação de recursos humanos; Motivação; Gerenciamento e
Liderança. Desenvolvimento de equipes; Plano de cargos e carreira.

TRABALHO : " O BffiLIÓGRAFO NA UNICAMP: ESPECIALIZAÇÃO E

TECNOLOGIA RUMO AO SÉCULO XXI "

LIANE MARIA BERTUCCI
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Fortaleza - CEARÁ
25 a 30 de Outubro de 1998

O BffiLIÓGRAFO NA UNICAMP: ESPECIALIZAÇÃO E TECNOLOGIA
RUMO AO SÉCULO XXI

LIANE MARIA BERTUCCI

*

INTRODUÇÃO:
Considerações sobre a formação do acervo de uma biblioteca
Em seu belo livro O Nome da Rosa Umberto Eco nos conduz por uma
fascinante biblioteca do século XIV que acumulava grande parte do conhecimento
que o homem havia produzido até aqueles dias. Guardando segredos em suas obras
raras a biblioteca era um local misterioso onde só poucos iniciados tinham
permissão para estar. Eco faz da questão do sab.er, daquilo que os livros podem
conter e, em última instância do que uma biblioteca pode proporcionar àqueles que
282

�dela fazem uso, o centro de uma trama envolvente que retrata os conflitos
intelectuais e morais que agitaram a Europa entre os séculos XIV e XVI.
Quem formara aquela coleção e como o fizera? Que uso pretendia para ela?
Qual o motivo da interdição de algumas obras? Questões sugeridas pelo livro do
autor italiano mas que, atravessando os séculos, podem povoar a mente de qualquer
pessoa que freqüenta hoje uma biblioteca no Brasil ou em outra parte do mundo.
No Brasil a formação do acervo de uma biblioteca é atividade que compete

I

em grande parte aos bibliotecários. Dividindo esta tarefa com uma comissão de
seleção, principalmente quando se trata de uma biblioteca universitária, ou contando
com a assessoria consultiva de um grupo de especialistas, o bibliotecário está
entretanto a maioria das vezes sozinho na realização desta tarefa fundamental que é
a formação e manutenção do acervo de uma biblioteca. Mas em qualquer dos casos a
sintonia entre quem faz a seleção e os interesses da comunidade na qual a biblioteca
esta inserida, bem como o bom gerenciamento dos recursos disponíveis para as
aquisições, são problemas cruciais que demandam estudo contínuo e detalhado para
que o processo de formação das coleções não aconteça de forma caótica e

"

,I

I

dispendiosa e transforme a biblioteca em algo ineficiente no atendimento ao seu
público leitor.
A atenção às obras doadas para o acervo é outro ponto de relevância no
trabalho de quem seleciona. Levando em conta os aspectos emocionais que a

:

maioria das vezes envolvem a entrega para terceiros de um livro ou de uma grande
coleção, e a dificuldade de se realizar uma avaliação do material no próprio ato da

1

doação, tomava-se cada vez mais necessário que as regras estabelecidas para a
I

formação da coleção de uma biblioteca fiquem claras para o futuro doador antes que
este se disponha a abrir mão de seus livros. É imprescindível que se estabeleça a
autonomia da biblioteca em incorporar ou não ao seu acervo as obras recebidas,
assim como a forma de fazer esta inclusão e a liberdade para realizar (em nome do
doador ou da própria instituição) a realocação das obras "descartadas". Evitar futuras
complicações com aqueles que se dispuseram a prestigiar a biblioteca escolhendo-a
283

':

�,
I'

,
"

para doar as obras que possuíam é importante para continuar merecendo o apoio da
I

comunidade e das próprias instituições públicas e particulares.
O gerenciamento do acervo inclui ainda o expurgo de livros, revistas e outros
materiais cuja dinâmica vida da biblioteca (diretamente ligada aos interesses de seus
usuários) colocou em "desuso", o que pode ser feito através da doação ou pennuta
destes materiais. Essa troca de publicações com outras bibliotecas ou organizações,
tanto quanto a compra de mais obras para uma detenninada área de interesse do
público ao qual a biblioteca se destina, exigem um conhecimento minucioso do
acervo. Trabalhos dificeis e que demandam um conhecimento efetivo de toda a
coleção existente.
Como ficarão todas estas atividades atribuídas àquele que seleciona e tem sob
sua responsabilidade o acervo de uma biblioteca em um mundo cujo tônica cada vez
mais é a infonnatização, a realidade virtual, a velocidade da máquina ? A resposta
talvez seja a união entre as mais modernas tecnologias e a especialização.

BffiLIÓGRAFO : o personagem e sua atuação em um novo tempo
Como assinala Waldomiro Vergueiro " no Brasil, ao contrário de vários
outros países, o bibliotecário não é um especialista na área em que atua" e a atuação
como bibliotecário de profissionais de outras áreas com pós-graduação em
biblioteconomia e documentação é barrada pela legislação vigente no país, com o
apoio da maioria dos conselhos, sindicatos e associações de bibliotecários. Segundo
o autor, caso houvesse uma mudança nesta situação as bibliotecas universitárias
seriam das primeiras a sentirem os efeitos da transfonnação.
Desde janeiro de 1998, o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH)
da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) possui em sua Biblioteca um
profissiop.al que, além de dedicar-se exclusivamente ao desenvolvimento de sua
coleção (algo inédito em bibliotecas universitárias no Brasil), tem fonnação na área
de Ciências Humanas. Inspirada em modelo norte-americano a figura do bibliógrafo
, enquanto um especialista na avaliação dos títulos a serem encaminhados para
284

�I"

I

compra, representa um esforço do Instituto para atender de maneira mais integral os
anseios de uma comunidade altamente especializada, voltada para a pesquisa e o
ensmo.
A Biblioteca do IFCH, com cerca de 180.000 volumes, conta atualmente com
7 bibliotecárias, 9 outros funcionários concursados, 1 estagiário na área de
informática e 3 bolsistas em regime de 15 horas semanais; atendendo em média 600
pessoas por dia: professores, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduandos.
A decisão de incluir um profissional especializado para realizar o trabalho de
seleção de materiais para aquisição foi o resultado de uma longa reflexão que
aconteceu principalmente entre os membros da Comissão de Biblioteca do Instittuto.
A Comissão é formada:
I - pelo(a) diretor(a) da biblioteca, como membro nato.
II - por representantes docentes dos Departamentos que compõem o Instituto
- Filosofia, História, Sociologia, Política e Antropologia.
III - por representantes discentes, em número de dois (um da graduação e
outro da pós-graduação).
A escolha dos representantes docentes é feita nas reuniões de cada
Departamento e ratificada pelo diretor do Instituto; quanto aos alunos seus
representantes são escolhidos pelo Centro Acadêmico de Ciências Humanas
(CACH) e pela Comissão dos Alunos de Pós-Graduação.
A Coordenadoria da Comissão de Biblioteca é função de um de seus
membros professores, que é escolhido pelos seus pares e aprovado pela direção do
IFCH. A Comissão de Biblioteca tem mandato de dois anos e seus membros podem
ser reeleitos. O Coordenador tem também mandato de dois anos podendo ser reeleito
apenas uma vez.
Encarregada de elaborar anualmente a proposta orçamentária e de propor a
aplicação dos recursos financeiros destinados à Biblioteca, a Comissão participa
ainda do Colegiado do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP, através de seu

I

Coordenador; aprecia o plano de atividades da Biblioteca sugerido pela direção e
285

I

I

I

�I
realiza a avaliação dos títulos a serem encaminhados para aqUlslÇao. Foi para
colaborar na realização desta última função que se decidiu pela contratação de um
novo profissional.
Frente as possibilidades colocadas pelos avanços tecnológicos e concluindo
pela necessidade imperiosa da presença de um especialista para enfrentar os desafios
do século XXI, a Biblioteca, com a aprovação da diretoria do Instituto, decidiu pela
contratação de um bibliógrafo, isto é, por alguém que pudesse ter uma visão
abrangente das Ciências Sociais e Humanas e se mantivesse atento tanto aos
acontecimentos do país e do mundo quanto às mais diversas discussões acadêmicas
nacionais e internacionais. Projeto ambicioso, a inclusão no quadro de funcionários
da Biblioteca de um historiador, cientista político, antropólogo, sociólogo ou
filósofo deveria levar em consideração a atuação prévia deste profissional : o contato
com as outras áreas e não apenas aquela de sua formação específica, bem como sua
capacidade de organização e decisão (traduzida pela elaboração de projetos de
pesquisa e pela participação em grupos de trabalhos científicos e em publicações).
Pretendia-se que o bibliógrafo tivesse condições de avaliar o acervo da Biblioteca e
as obras importantes para compra, cujos temas estariam de alguma forma conectados
com pesquisas e cursos desenvolvidos no IFCH. Esperava-se também que tivesse a
capacidade de captar nos diferentes debates e acontecimentos do Brasil e do mundo
temas que poderiam se traduzir na aquisição de livros para a Biblioteca, devido sua
importância e possível interesse dos professores, alunos e pesquisadores do Instituto.
Além disso, pensar em uma política de desenvolvimento do acervo deveria significar
para este profissional a colaboração para a aglutinação de novos materiais e
tecnologias à Biblioteca: CD-ROMs, informações na INTERNET, bibliotecas
virtuais -- o que transcederia a instituição tradiconal, consagrada e cristalizada. Do
ideal para o real: foi selecionada uma historiadora que correspondia em parte a estas
expectativas.
A realização a contento deste projeto, que apenas se inicia, está condicionada
pela atenção ao acervo, ao contato entre a bibliógrafa e o corpo docente e de
286

I

�,...

pesquisadores do !FCR (para que haja uma efetiva troca de opiniões quanto ao
material que deve ser adquirido pela Biblioteca), e pela possiblidade de atuação em
conjunto desta profissional e da Comissão de Biblioteca, que continua a opinar sobre
a compra de obras para a coleção do !FCR, em muitos casos mediante discussão de
uma lista de títulos previamente selecionados pela bibliógrafa -- a decisão pela
aquisição de determinado livro pode então ser feita pela nova profissional, pela
Comissão, ou por ambas, imperiosa é a concordância na realização deste trabalho.
Outro ponto crucial do trabalho que começa a ser desenvolvido no Instituto é
o da aquisição propriamente dita. No complexo mundo da compra de materiais em
uma Biblioteca Universitária Estadual, onde muitas decisões dependem da
Biblioteca Central ou do Conselho Universitário , a relação entre bibliógrafa e
bibliotecárias, principalmente com a direção da Biblioteca, é fundamental para que
todo o processo não fique barrado por questões burocráticas e ganhe agilidade. A
utilização de verbas disponíveis em tempo hábil ou a elaboração de projetos que
devem ser encaminhados aos governos estadual ou federal, e à diferentes instâncias
da própria Universidade, com o objetivo de conseguir recursos para aquisições da
Biblioteca do !FCR, é um trabalho constante que depende da interação destas
profissionais. Juntas elaboram projetos, solicitam verbas e acompanham todo o
processo que resulta na incorporação dos livros ao acervo da Biblioteca, contando
sempre com a atenção da Comissão de Biblioteca, que intervém quando julga
necessário ou é convocada quando sua opinião ou decisão é fundamental. As
reuniões da Comissão acontecem regularmente, no mínimo uma vez por mês, e
podem contar ou não com a presença da bibliógrafa.
Mas no trabalho diário que acaba resultando na incorporação de maIS
volumes à uma biblioteca, especialização só não basta. A capacidade de decidir
sobre a inclusão ou não de um livro em uma lista de solicitação, bem como a
prioridade que vai ser dada a compra dessa obra são agilizadas ou não em função da
utilização dos meios que a instituição tem a seu dispor para realização desta tarefa.

287

�Em uma época em que os meIOS de comunicação cada vez mrus estão
abolindo distâncias e as facilidades para o armazenamento e processamento de
informações acontecem com uma velocidade até pouco tempo inimaginável, dispor
de recursos tecnológicos significa a possibilidade de realização mais eficiente de um
trabalho que exige uma atualização permanente quanto as publicações e debates na
área de Ciências Sociais e Humanas, tanto quanto uma sintonia constante com o que
está acontecendo no Brasil e no mundo e que pode resultar em temas de discussões
acadêmicas.
Para a realização do trabalho de seleção a bibliógrafa da Biblioteca do IFCH
tem a seu dispor os meios tradicionalmente usados na elaboração de listas para
compra: sugestões de professores, alunos e pesquisadores, catálogos, resenhas de
jornais diários e especializados e de revistas . O Catálogo Brasileiro do Publicações
(CBP), uma inciativa da editora Nobel para informação dos livros disponiveis no
mercado editorial brasileiro (com preço e dados sobre a edição), bem como das
publicações esgotadas, daquelas que estão no prelo e de muitos lançamentos, é outro
instrumento usado regularmente nesta tarefa. O CBP é um programa por assinatura
de consulta computadorizada que é atualizado mensalmente pela introdução de
novos dados via disquete fornecido pela Nobel ou através de fax-moden, instalado
no computador.
A implantação na UNICAMP da UNINET (rede de computadores),
possibilitando a interligação de todos os aparelhos da Universidade e destes com o
mundo através da INTERNET, é outro facilitador do trabalho da bibliógrafa ao
tomar viável a consulta à home page das editoras nacionais e internacionais,
agilizando e atualizando um trabalho que hoje é feito através de consulta a material
impresso. A home page viabiliza o conhecimento imediato dos mais recentes
lançamentos, principalmente em âmbito internacional. Além disto, a possibilidade,
hoje existente na BIBIFCH, de consulta das editoras e livrarias via e-mail toma mais
ágil o conhecimento de dados importantes para a organização das listas de compra,

288

�...

tais como a disponibilidade imediata de obras para aquisição, a negociação de
descontos e a confirmação de pedidos.
O trabalho de aquisição no Instituto é ainda facilitado pela consulta à Base de
Livros e Teses, sistema computadorizado (Acervus) que relaciona as obras
existentes no IFCH (e em todas as bibliotecas da UNICAMP), o que evita a compra
de um livro já existente na BIBIFCH. Além disso a Biblioteca dispõe de CD-ROMs
com dados sobre os livros estrangeiros disponíveis no mercado mundial.
Englobando publicações recentes e aquelas de várias anos anteriores os CD-ROMs
em inglês, francês e italiano, que a Biblioteca procura sempre atualizar, informam
sobre a Casa Publicadora (inclusive seu endereço), o preço da obra, sua edição e
data, e o ISBN do livro, possibitando uma consulta rápida por autor, título, subtítulo, ISBN, série, assunto ou palavra-chave.
Mas a organização de todo este trabalho de seleção, que resulta em listas de
títulos de obras encaminhadas para a compra, seria inviabilizada caso não houvesse

um sistema informatizado de armazenagem de títulos solicitados e selecionados. Na
Biblioteca do IFCH é usado o Sistema de Controle de Solicitações (SCS).
Desenvolvido no Centro de Computação da UNICAMP para facilitar o processo de
aquisição das bibliotecas de toda a Universidade, através do SCS cada solicitação
recebe um número (código) e é catalogada em um dos dois grupos existentes no
programa: nacionais e estrangeiras. Para cada um destes grupos há o mesmo "menu"
variado de possibilidades de organização dos títulos ali incluídos: Manutenção,
Consultas, Efetivação de Pedidos, Relação das Solicitações ou Pedidos, Limpeza de
Arquivo, Manutenção de Tabela de Fonte de Recursos. Possibilidades que têm
vários desdobramentos: na Manutenção, além da inclusão há a alteração ou a
exclusão de títulos; as Consultas podem ser feitas por código, autor ou título e as
Solicitações por prioridade, solicitante, Fonte de Recurso ( relação separada de
títulos previamente selecionados, encaminhados para aquisição ), país ou Casa
Publicadora. Há ainda a lista dos volumes recebidos e a das obras que aguardam
aquisição.
289

�No programa SCS cada livro ou coleção pode ser catalogado por autor (ou
autores), título, editora, país, volume (ou volumes), ano, edição, ISBN, número de
exemplares a serem adquiridos, moeda, preço, Departamento (do Instituto ao qual o
livro indicado se destina), prioridade (1 ou 2, dependendo da relevância da obra para
o IFCH), observações (usada principalmente em caso de obras no prelo ou pedidos
de duplicação de livros já existentes no acervo) e solicitante (a bibliógrafa, os
integrantes da Comissão de Biblioteca ou outro membro da comunidade do IFCH
que teve seu pedido validado para integrar a lista de solicitações). Além disso, no
momento em que uma obra é inserida no programa este acusa se o título já consta da
relação do SCS.
Apesar de racionalizar muito o trabalho em uma Biblioteca como a do IFCH,
o Sistema de Controle de Solicitações carece de mudanças, como por exemplo, a
leitura da lista dos títulos armazenados no Sistema sem a necessidade de sua
impressão, a criação de uma tabela com o número de títulos computados no SCS
(em geral, por Fonte de Recurso, recebidos) e a transposição de vários códigos ao
mesmo tempo da Relação de Solicitações para uma Fonte de Recursos ou viceversa. A integração SCS / Base de Livros e Teses seria outro ponto relevante para o
trabalho de quem seleciona os títulos no IFCH.
Um sistema que permitisse verificar em um mesmo computador se um livro
faz parte do acervo da Biblioteca e, caso a resposta fosse negativa, realizar
imeditamente sua inclusão na lista de solicitações, tornaria o trabalho mais rápido.
A perspectiva de que estas e outras mudanças ocorram cresce a medida que
novas tecnologias estão sendo implantadas na Universidade, que acaba de adqurir o
Virtua, software de gerenciamento de bibliotecas da Universidade de Virgínia, nos
Estados Unidos, e que chega com a promessa de tornar mais eficiente o trabalho de
todos os profissionais que atuam nas Bibliotecas da UNICAMP. O Virtua é a versão
mais atualizada do VTLS (Virgínia Technical Library Service).
Mas, em meio aos grandes avanços tecnológicos, algo permanece primordial.
Lembremos José Mindlin em Uma Vida entre Livros. Reencontros com o tempo ,
290

�I

quando ele afirma, em mais de um momento, sua paixão pela leitura e pelos livros,
algo que transcende ao mero ato de colecionar. Selecionar os livros para compra de
uma biblioteca também nunca deve prescindir de uma integração efetiva, intelectual
e até amorosa, com a área do conhecimento na qual a biblioteca está inserida. A
moderna tecnologia facilitando o trabalho mecânico que a função de bibliógrafo
requer deve assim liberar tempo para que sua atividade fundamental, que é a
intelectual, seja exercida de maneira cada vez mais plena.

291

�BffiLIOGRAFIA

ANDRADE, Diva e VERGUEIRO, Waldomiro. Aquisição de Materiais de
Informação. Brasília: Briquet de Lemos / Livros, 1996.

BROADUS, Robert N. Selecting materiaIs for libraries. New York: H.W.Wilson,
1981.

ECO, Umberto. O Nome da Rosa. Rio de Janeiro: Record, 1986.
EVANS, G. Edward. Developing Iibrary and information center collections. 2a
ed. Littleton: Libraries Unlimited, 1987.

FIGUEIREDO, Nice M. de. Desenvolvimento e avaliação de coleções. Rio de
Janeiro: Rabiskus, 1993

II

IIII

KUTZIK, lS. "Bridging the gap" Library Mosaics v.8, n° 4, p.ll, July / August
1997.

MAGRlLL, Rose M. CORBIN, John. Acquisitions management and collection
development in Iibraries. 2a ed. Chicago: American Library Association, 1989.

MERCADANTE, Leila e ARNOLDI, Maria Eli. Orientação para aquisição de
material

bibliográfico.

Brasília:

Programa

Nacional

de

Bibliotecas

Universitárias, 1986.

MINDLIN, José. Uma vida entre livros. Reencontros com o tempo. São Paulo:
EDUSP/Companhia das Letras, 1997.

292

�OSBURN, Charles, ATKINSON, Ross (ed.). Collection management: a new
treatise. Greenwich: JAI, 1991.

PORTERFIELD, D.M. "The plight of the paraprofessional" Library Mosaics v.8,
n° 4, p.8-10, July / August 1997.

SÁ, Victor de. As bibliotecas, o público e a cultura. Um inquérito necessário.
Lisboa: Livros Horizonte, 1983.

SANDLER, M. " Transforming library staff roles" Library Issues v.17, n° 1, p.l 4, September 1996.

SCHREINER, Heloísa B. ; SERAFIM, Loiva T.; GATTELAN, Paulo C. e JESUS,
Roselaine P. de. Compra de material bibliográfico para bibliotecas
universitárias brasileiras. Brasília: Programa Nacional de Bibliotecas
Universitárias, 1991.

VERGUEIRO, Waldomiro. Desenvolvimento de Coleções. São Paulo: Polis / APB,
1989.

VERGUEIRO, Waldomiro. Seleção de materiais de informação. Brasília: Briquet
de Lemos / Livos, 1995.

293

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="60">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71352">
                <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71353">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71354">
                <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71355">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71356">
                <text>UFC</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71357">
                <text>pt</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71358">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71359">
                <text>Fortaleza (Ceará)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71984">
              <text>O Bibliógrafo na Unicamp: especialização e tecnologia rumo ao século XXI.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71985">
              <text>Bertucci, Liane Maria</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71986">
              <text>Fortaleza (Ceará)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71987">
              <text>UFC</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71988">
              <text>1998</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71989">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71990">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71991">
              <text>Descreve o gerenciamento do acervo na biblioteca no mundo da informatização, a realidade virtual. Demonstra a necessidade de especialização do bibliogógrafo diante das modernas tecnologias.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
