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                  <text>MUDANÇAS E INOVAÇÕES: NOVO MODELO DE ORGANIZAÇÃO
E

GESTÃO DE BIBLIOTECA ACADÊMICA
Changes and Inovations: New Model of Academic Library Organization
and Management
Maria Teresinha Dias de Andrade
Angela Maria Belloni Cuenca
Benedita Silveira Campos Sadi
Cibele Araújo Camargo
Eidi Raquel Franco Abdalla
Francis Sierra Hussein
José Sergio Damico
Maria do Carmo Avamilano Alvarez
Maria Fazzaneli Crestana
Mirian Santos
Sônia Garcia Gomes Eleutério
Sônia Regina de Mesquita Barone
Endereço: Biblioteca/CIR
Av. Df. Arnaldo, 715 - Cerqueira Cezar - CEP: 01246-904 - São Paulo, SP
Tel: (011) 3066-7711 - Fax: (011) 280-9163 - E-mai!: bibfsp@edu.usp.br

RESUMO
Descreve-se a reorganização e restruturação da Biblioteca da Faculdade de Saúde
Pública da USP, cujo objetivo era alcançar uma prestação de serviços de qualidade
ao usuário do meio acadêmico e profissional face às novas tecnologias de
informática e comunicação e dos novos métodos e processos de trabalho.
Inicialmente, foi desenvolvido um projeto de mudança de comportamento do corpo
funcional. F oi formulado um programa de ação destinado a valorização do trabalho,
reconhecimento e estímulo pessoal, que se inserisse na adoção de uma estrutura que
atendesse a uma nova forma de gerenjciamento e de pjrocessos de trabalho. O
modelo proposto foi o de Integração Estrutural, apoiado em equipes autônomas,
trabalhando em conjunto, formando parcerias orientadas por métodos e perspectivas
248

�de resultados. A sustentação do modelo se dá pela ação colegiada de um grupo
gestor, composto por representantes das áreas descritas. Para viabilizar o novo
modelo de gestão , procurou-se reduzir ao mínimo a verticalização estrutural,
utilizando a modelagem estrutural matricial para favorecer a integração e
flexibilidade das áreas, representada por projetos e programas. A implantação do
novo modelo iniciou-se em fevereiro de 1997, e se encontra em fase de
desenvolvimento, tendo já sido feita a primeira avaliação. Os resultados mostraram
que o processo de mudanças é lento, pois as barreiras a serem vencidas não são
poucas. Mas a direção que tais mudanças vêm tomando mostram que o mode410 de
gestão escolhido foi acertado. Resta continuar a desenvolver o modelo, fazendo as
correções e melhorando a qualidade dos serviõs prestados, que é o objetivo
pretendido.

Palavras-Chave: Inovação Organizacional, Biblioteca Universitária, Administração
de Biblioteca
ABSTRACT
The new organization and structure of the library of the School of Public Health of
the University of São Paulo, are described. The purpose of the library is to render
better services to its academic, scientific, and professional users through the
utilization of the new information and communication tecnologies and the up-to-date
methods and processes the library has adopted. Initially, a project was developed to
change employee work comportment. An action plan was drawn up that would give
greater recognition to their work and themselves and provide motivation; this plan
would be inserted in a structure that would attend a new form of management and
work processo The model proposed was that of structural integration, based on
independent teams that would work together, forming partnerships, guided by
methods and the results expected . Support is provided by the unified action of a
managing team made up of representatives of the areas mentioned. To make this

249

�model feasible vertical structure was reduced to a mmunum and the matricial
structure optimized to favor the integration and flexibility through projects and
programs. The new model was implemented in February 1997 and now, afier
undergoing its first evaluation is in the stage of development. Results show that
change is slow due to the many barriers. Nonetheless, the direction these changes
are taking prove that the management model chosen was correct. What remains to be
done is to continue developing the program, making the necessary corrections and
improving the quality of the services rendered, which was the prime object.

1 - INTRODUÇÃO

Mudança. Informação. Tecnologia.

Diariamente essas palavras são ouvidas, lidas ou escritas milhares de vezes .O
mundo está perplexo frente às mudanças que estão ocorrendo com a natureza, a
velocidade e a aplicação da tecnologia da informação nas empresas, nas escolas, nas
universidades, nos lares, na vida de todos.
Apesar de não ter conseguido, ainda, expressar com precisão o alcance dessas
mudanças e de suas implicações, a inquietação e a ansiedade delas decorrentes estão
instaladas.
Aqueles que lidam com a informação como atividade fmalística encontramse, mais que nunca, desafiados: as inovações tecnológicas vêm encurtando o tempo e
o acesso às informações de forma impossível de se prever poucos anos atrás.
A área de Biblioteconomia encontra-se atingida por esse desafio: movar,
mudar a forma de trabalhar rapidamente ou ser superada pelas novas tecnologias. Às
suas funções tradicionais devem ser incorporadas novas funções, compatíveis com
os novos paradigmas da informação.
Consciente dessas questões, a Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública, não
poderá ficar a margem dos acontecimentos. Assim, pois, decidiu-se pela elaboração
de um plano de mudanças e inovações para a Biblioteca, aproveitando a
250

�oportunidade da mudança de sua área física. A presente proposta representa os
resultados das primeiras ações que foram empreendidas e que contemplam um novo
modelo de organização e gestão para a Biblioteca, visando a criar facilidades à
incorporação das novas tendências da informação e das novas tecnologias.

FUNDAMENTOS DA PROPOSTA
A presente proposta de reorganização e reestruturação da Biblioteca da
FSP/USP está fundamentada em vários aspectos, abaixo relacionados, mas
sobretudo está alicerçada no conhecimento da necessidade de avançar na qualidade
da prestação de serviços, adotando as novas tecnologias de informática e
comunicação. Esses avanços tomaram-se visíveis a partir do novo projeto de
construção de edifício próprio, para instalação da "nova Biblioteca". E esta "nova
Biblioteca" não poderia significar apenas uma mudança física e tecnológica mas,
sobretudo, de mentalidade, de compromisso com a missão institucional.
Com a mudança para outro espaço físico, planejado de acordo com as
modernas técnicas arquitetônicas e novas tecnologias de informática, tomou-se
indispensável que o funcionamento da Biblioteca fosse condizente com uma
prestação de serviços de qualidade, voltado não somente para o usuário local e,
também, de outras origens institucionais, mas sobretudo para o novo usuário que
desponta no cenário acadêmico, científico e profissional.
Criada em 1918, a Biblioteca, vem empenhando-se em alcançar melhores
resultados em sua prestação de serviços, através de inovações freqüentes, em todos
esses anos de sua atuação. A partir de 1992 foi possível iniciar mudanças mais
consistentes com a implantação de seu Projeto de Informatização de Acervo e
Serviços.
Em conseqüência das mudanças, representadas pelas novas tecnologias,
método s e processos de trabalho, percebeu-se que tais mudanças deveriam ser
acompanhadas de outra, ou seja, de uma nova concepção intelectual, que
contemplasse os novos paradigmas da informação que estavam sendo introduzidos.
251

�Esta incorporação implicava adquirir e desenvolver novas relações no trabalho.
Desta forma, em setembro de 1995, foi iniciado um projeto de mudança de
comportamento do corpo funcional, alicerçado no trabalho de equipe, para permitir
maior integração, produtividade e economia de recursos materiais, humanos e de
tempo de execução. A partir de um anteprojeto situacional dos funcionários, foi
formulado um programa de ação para valorização do trabalho, reconhecimento e
estimulo pessoal, ao qual se inseria a adoção de novo modelo de gestão
participativa. Este modelo visava a transformar os setores funcionais em equipes de
processos, nas quais as pessoas pudessem ter mais autonomia de ação e, com isso,
maior grau de comprometimento com os resultados. Portanto, com uma equipe
integrada, agindo proativamente e direcionada para o usuário, estar-se-ia em
condições de alcançar melhoria da qualidade do trabalho realizado.

2- IMPLANTAÇÃO DO CENTRO DE INFORMAÇÃO E REFERÊNCIA EM
SAÚDE PÚBLICA
Para dar continuidade ao processo de desenvolvimento dos servIços de
Biblioteca, pela importância que eles representam para o progresso da saúde pública,
o novo modelo, foi prevista a atuação da Biblioteca como um Centro de Informação
e Referência e em Saúde Pública (CIR), projetando-se no cenário nacional e
internacional. No entanto, esclarece-se que os princípios básicos que tomam os
serviços de biblioteca e informação importantes, na verdade, permanecerão. O que
de fato muda drasticamente são as novas tecnologias de armazenamento,
recuperação e transmissão da informação e o valor da informação como recurso.
Assim, neste novo modelo como Centro atuará em quatro frentes:
a) Na seleção, tratamento e armazenamento de publicações e outros materiais.
Pretende a melhoria da qualidade do tratamento, com a inclusão de outras
informações de interesse aos usuários, como conteúdos, indicadores de qualidade,
resumos etc., nos catálogos on-line e bases institucionais.

252

�b) Na busca e acesso à informação desejada e obtida em qualquer lugar que ela
esteja. Estão planejados: consulta remota às bases de dados locais e serviços
oferecidos aos usuários; ampliação do acesso a bases de textos completos, de
diretórios etc; cursos que visam à auto-capacitação do usuário na recuperação de
informação; criação de um serviço de vigilância informacional a usuários, internos e
externos, sobre problemas e progressos relevantes da área; acesso à Internet pelo
usuário; serviço de comutação extensivo a todos os usuários do Centro; implantação
de sistema de transferência digital de cópias.
c) Na criação de outros formatos de disseminação e divulgação da informação.
Pretende-se criar outras bases de dados como, por exemplo, de referência da
produção nacional da área; bases de dados estatísticos de interesse das pesquisas
epidemiológicas; base de diretórios; base de especialistas, entre outras; criação de
novos veículos de divulgação de informação, inclusive no formato eletrônico.
d) Na manutenção de sistemas de acompanhamento e avaliação.

Serão

desenvolvidos estudos de necessidades dos usuários, como meio de criação de novos
serviços e avaliação dos existentes; e constante atualização na identificação de novas
tecnologias necessárias à melhoria dos serviços prestados.
Em conclusão o CIR deve ser visto como o componente chave que conduz à
criação, validação e critica do conhecimento. Para isso, deve unir o papel tradicional
das bibliotecas acadêmicas de pesquisa, de adquirir e preservar a palavra impressa,
ao papel inovador de incorporar as novas tecnologias de informática e comunicação.
É preciso ter presente que a rapidez com que se desenvolvem muitos sub-

campos científicos tem significado, além do crescimento exponencial da literatura
em poucas décadas, o aumento da especialização, da interdisciplinaridade e das
colaborações. Em conseqüência, esse aumento reduz a capacidade dos pesquisadores
para acompanhar as descobertas científicas e técnicas. A Biblioteca deverá estar apta
a participar diretamente desse sistema, oferecendo variados recursos para transferir e
para disseminar a informação para o cientista e pesquisador, e que se relacionem aos
seus projetos de pesquisa, direta ou indiretamente. O desafio está tão somente em
253

�aprender como identificar necessidades de informação e criar novos serviços que
facilitem ao docente e pesquisador o desenvolvimento de suas pesquisas,
contribuindo para que os mesmos alcancem maior competitividade científica.
Também se constitui um desafio o compromisso que o Centro se propõe, o de
ser referência nacional no campo da saúde pública.

3 - MODELO DE ORGANIZAÇÃO E GESTÃO

3. 1 PROPOSTA DO NOVO MODELO

Foram observadas as seguintes premissas básicas na elaboração do modelo:
a) Quanto aos objetivos:
•

Buscar o aumento da eficácia das áreas, desenvolvendo a capacidade de gerar
resultados.

•

Criar condições para solucionar problemas imediatos.

•

Melhorar a capacidade de antecipar e resolver situações no futuro .

•

Criar condições de adaptação, flexibilidade e auto-renovação.

b) Quanto à abordagem sistêmica:
•

Considerar as ações das áreas como partes de um todo, percebendo a organização
como um sistema.

•

Criar condições de flexibilidade e abrangência, para poder atuar no sistema de
forma global e respeitando os subsistemas de dimensões distintas e seus
diferentes graus de eficiência, eficácia e desenvolvimento.

•

Utilizar uma tecnologia compatível com o estágio de desenvolvimento do CIR,
observando as dimensões sociais e técnico-administrativas.

254

�c) Quanto ao relacionamento:
•

Criar e manter um clima de integração, baseado na troca de informações e na
administração participativa.

•

Assegurar o comprometimento dos integrantes do CIR com as decisões/escolhas
adotadas, de forma que o aprendizado e mudanças geradas no trabalho sejam
duradouros.

•

Assegurar a participação de toda a equipe no processo de reorganização, de
modo que as mudanças sejam lideradas pelos gestores das áreas e os trabalhos
sejam realizados com as pessoas;
As premissas adotadas constituem indicadores que possibilitam aos diferentes

agentes do processo acompanharem o desenvolvimento da área e lhes conferem uma
natureza educacional, uma vez que o comprometimento de todos é condição
fundamental para a aprendizagem contínua da equipe, e sua operacionalização é
requerida para viabilizar o processo de mudança.

3.2 MODELO DE GESTÃO
O modelo de gestão proposto foi o Modelo de Integração Estrutural (figura),
cUJa tônica é a total integração de recursos, desde os sistemas de controle e
informação até a alocação de pessoas nos pontos onde se faça necessário, de acordo
com as circunstâncias técnicas ou operacionais.
Apoia-se essencialmente em equipes auto - gerenciadas - A, B... n. Essas
equipes trabalham em conjunto, formando parcerias, orientadas por metas e
perspectivas de resultados. O princípio de auto - gerenciamento visa a dar às equipes
o máximo de autonomia, reduzindo a necessidade de supervisão em cima do que e
de como está sendo feito.
É possível, desta forma, obter malOr identificação com os objetivos da

organização, apontando necessidades de planejamento e programação das atividades
e potencializando o senso de responsabilidade pelos resultados por parte de todos os
integrantes das áreas.
255

�As pessoas fazem rodízio, tomando-se conhecedoras de todos os aspectos do
trabalho. Isto lhes dá uma dinâmica da organização e lhes permite um
desenvolvimento pessoal, uma vez que a amplitude do trabalho de cada um é
expandida para poder incluir novas atividades. Elas ficam mais comprometidas,
motivadas e satisfeitas, uma vez que o modelo minimiza os efeitos da rotina
funcional e encoraja a parceria.
Após adquirirem pleno conhecimento dos trabalhos realizados na sua área, os
membros de uma equipe mudam de posição e passam um tempo nas outras equipes
de trabalho, tomando-se habilitados, também, no desenvolvimento dessas atividades.
Dessa forma, promove-se um alto nível de integração entre todos os tipos de
trabalho. O planejamento das ações deve garantir que cada um dos membros da
equipe tenha algum contato com todas as atividades vinculadas ao CIR.
Dando suporte ao exercício das diferentes funções da equipe há o
compartilhamento do espaço fisico, dos recursos tecnológicos e materiais.
A supervisão é feita ao longo do desenvolvimento de todos os processos de
trabalho e visa a assegurar o cumprimento dos prazos e a qualidade dos resultados
obtidos. Seu principal papel é captar níveis de tensão gerados por momentos de
maior demanda em determinada área, problemas de natureza pessoal etc., intervir,
sempre que necessário, orientar e dirigir a equipe, prover e adequar os recursos
tecnológicos, identificar novas demandas e tecnologias, planejar as metas e a
distribuição do trabalho.

256

�DIAGRAMA DO MODELO DE GESTÃO

Figura
COORDENAÇÃO

Suporte

Sup orte

A ação colegiada, citada neste item, é a base de sustentação do modelo.
Compreende o compartilhamento das responsabilidades pela análise de conjunturas,
estudo de alternativas e propostas de solução, com o fIm de embasar as decisões a
serem tomadas, pelo planejamento de resultados, estabelecimento de estratégias e
metas, além do dimensionamento e da distribuição de recursos.
No primeiro nível funcional a ação colegiada se dá através da formação de
um Grupo Gestor, cuja composição absorve a representação de cada uma das áreas.
Nos demais níveis funcionais a ação colegiada é mais informal, mantendo, porém, a
mesma preocupação de representatividade das áreas subordinadas.

257

�o MODELO ORGANIZACIONAL
Para viabilizar o modelo de gestão apresentado, é a seguinte estrutura formal,
aprovada e em processo de implantação.

: c~~eiho- d; Edit~~1
:___ ~~ _l!~~ ______ ! ----------L--=--.:-:..--j--------1

Comissão Conswtiva
para a Biblioteca/CIR

Diretor FSP

DIRETORIA
CIR

Secretaria RSP

j . -_ _ _~

ApoiD á InfOrmática

Servi.ço de
Infra-

A arquitetura organizacional proposta (figura) tem como caracteristicas
.

. .

pnnclpats:
•

identificar e aglutinar as principais funções do CIR, reduzindo ao máximo a
verticalização da estrutura;

•

utilizar a modelagem matricial para favorecer a integração e flexibilidade das
áreas, representada por programas e projetos multidisciplinares, abrindo a
possibilidade da participação externa em seu desenvolvimento.

258

-

-

-

-_._-----

�•

instituir um nível colegiado, formado pela representatividade das áreas que
integram o CIR.

3.4 DIREÇÃO

Neste nível se situa a gestão estratégica e corporativa da instituição,
responsável pelo direcionamento superior da Biblioteca/CIR. É composta pela
Diretoria e pela ação colegiada do Grupo Gestor.

Diretoria

Ao Diretor cabe, precipuamente, fazer cumprir as diretrizes fundamentais e as
normas gerais aplicáveis à Biblioteca/CIR, representar a organização perante os
demais órgãos estruturais da USP e externos, bem como assegurar a prestação de
serviços aos usuários.
Seu papel é fundamental para o modelo proposto, pois a ele compete dar a
visão de conjunto às diferentes perspectivas das áreas componentes da
Biblioteca/CIR, promovendo, assim, a integração de esforços e recursos. Para atingir
esse objetivo a Diretoria será apoiada pelo Grupo Gestor, ao qual presidirá.

Grupo Gestor

A atuação colegiada do Grupo Gestor tem o papel de assessoramento e
discussão das questões de interesse geral da Biblioteca/CIR, perseguindo-se uma
atuação harmônica dos responsáveis pelas suas diferentes áreas.
Reserva-se a esse grupo o importante papel de assegurar a unidade
administrativa e a visão de conjunto das atividades da Biblioteca/CIR, evitando sua
fragmentação ou a preponderância eventual de uma atividade inerente a uma área
sobre as demais.
Este nível terá o papel fundamental de propor à Direção da Faculdade de
Saúde Pública as metas, objetivos, diretrizes e políticas do ClR. Seu foco principal

259

�de atenção estará voltado para a busca de resultados, sempre orientados pela missão,
objetivos e estratégias da FSP.
3.5 FUNÇÕES TÉCNICAS

Compreendem as funções ligadas às áreas de desenvolvimento de coleções,
processamento da informação e bases de dados, serviços de acesso à informação,
publicação e marketing.
As áreas terão o papel principal de traçar as orientações de suas linhas de
especialização para as respectivas equipes e serão responsáveis pela preservação das
competências tecnológicas especializadas. A diferença do atual modelo proposto
está no fato das equipes estarem organizadas segundo a visão da integração dos
processos produtivos.
Estas áreas foram concebidas para resguardar o saber fazer através de equipes
especializadas derivadas dos processos de trabalho, que se desenvolvem e se
aprimoram permanentemente, apoiadas pela aplicação do sistema de rodízio.
3.6 FUNÇÃO DE INFRA-ESTRUTURA

Diferentemente do modelo atual, a proposta VIsa aglutinar em um único
ponto, ações que estavam dispersas por todas as áreas, permitindo um
gerenciamento mais eficaz e a atribuição de uma unidade de comando importante
para deflagrar os processos administrativos nos tempos necessários. Dessa forma, as
funções técnicas poderão se direcionar de maneira mais concentrada aos seus
compromissos, evitando perda de cronogramas e prejuízos no atendimento às
necessidades dos usuários.
A função de infra-estrutura necessita estar presente nas discussões sobre
metas, objetivos, estratégias e disponibilização de recursos, como pólo concentrador
de informações precisas e de um saber específico, orientado ao cumprimento de
procedimentos muitas vezes formatados pela lei.
As ações de responsabilidade da função de infra-estrutura compreendem as
necessidades de alcance institucional, ou seja, de interesse comum a todas as áreas
260

�da Biblioteca/CIR. As demandas localizadas, de interesse específico de uma
determinada área, devem fazer parte dos seus próprios processos de trabalho.
3.7 FUNÇÕES MATRICIAIS

São as funções que respondem pela maior dinâmica organizacional, pOIS
pennitem mobilidade das diferentes funções institucionais, flexibilizando-as para
atender a demandas não previstas. Os grupos responsáveis pela realização dos
programas e projetos deverão ser formados por membros das equipes da
Biblioteca/CIR, podendo ser enriquecidos com a participação de representantes de
organismos externos à mesma.
As funções matriciais são representadas no organograma por linhas
horizontais, perpassando todas as áreas, sendo diretamente ligadas ao Grupo Gestor.
3.8 BENEFÍCIOS DO MODELO

Como resultado do Modelo de Integração Estrutural podem ser apontados os
seguintes beneficios principais:
•

Maior controle e comprometimento com os resultados.

•

Maior integração das atividades, na medida em que a estruturação se dá
observando os processos de trabalho.

•

Leva a organização a voltar-se mais para os usuários, resultados e ambiente
externo.

•

Redução de níveis e funções organizacionais pela revisão da estrutura funcional,
possibilitando maior delegação/autonomia para as equipes e melhoria da
comunicação interna.

•

Preservação

do

conhecimento

técnico

com

a

manutenção

de

áreas

organizacionais por processos de trabalho.
•

Aproximação topo-base pela ligação direta das unidades operativas ao nível
diretivo-executi vo.

261

�•

Valorização, crescimento, reconhecimento e realização pessoaUprofissional pela
maior participação das equipes nos processos decisórios.

•

Comunicação transparente e sistemática, facilitada pelo aumento da participação
e do acesso às infonnações.

•

Valorização de atividades da equipe auxiliar, dando maior oportunidade para
aperfeiçoamento e treinamento em serviço.

4. COMENTÁRIOS SOBRE A APLICAÇÃO DO NOVO MODELO

DE GESTÃO
Retomando alguns pontos já mencionados, enfatiza-se que a decisão de
mudanças na organização da Biblioteca, para um modelo moderno de gestão, foi
fruto de uma conscientização coletiva das pessoas a ela vinculada. Era imperiosa a
necessidade de rever sua estrutura, funcionalidade e ambiente de trabalho, com o
objetivo de alcançar melhoria da produtividade através de equipes integradas. O
primeiro passo, que foi a realização de uma avaliação das pessoas envolvidas com o
processo, sob o ponte de vista comportamental e técnico, teve como resultado a
indicação dos pontos fracos e fortes da equipe. Com base nesses resultados, foi
estudado e planejado o novo modelo de gestão matricial, descrita no presente artigo.
A implantação do novo modelo ocorreu em fevereiro de 1997, para uma
experiência de seis meses . Vencido este prazo, foi feita a primeira avaliação do
modelo sob os aspectos técnicos e comportamentais. Foi verificado que o modelo
matricial escolhido foi bem planejado, mas que os objetivos pretendidos para o
sucesso do modelo ainda não estavam atingidos de fonna completa. Tais objetivos
podem ser assim resumidos.
•

integrar equipes em condições de atingir a produtividade desejada.

•

desenvolver espírito de confiança mútua no exercício dos respectivos papeis.

•

ter compromisso com o processo organizacional.

•

mcorporar os

conceitos de

comando

múltiplo

e de

responsabilidade

compartilhada.
262

�•

comprometer as gerências num trabalho mais facilitado do que de chefia

•

treinar as equipes, para garantir a integração e produtividade.
Algumas ações foram implantadas em 1997, tendo sido realizado a primeira

avaliação em agosto de 1997. Nesta oportunidade foram fixadas as metas a serem
atingidas em um ano (Agosto 1998), as quais ainda se encontram em curso. Uma
nova avaliação deverá ocorrer no fmal deste prazo.
Os resultados dessa primeira avaliação apontaram as várias dificuldades
encontradas na implantação do novo modelo de gestão, a partir dos objetivos
pretendidos. Mas também ficou claro que a decisão de mudanças foi aceltada e as
dificuldades poderão ser solucionadas, embora mais lentamente do que se esperava.
E somente com o correr do tempo poder-se-á alcançar o modelo ideal projetado.
Esta lentidão do processo tem sua justificativa, pois lida com o
comportamento de pessoas. O trabalho com equipes diferenciadas e coordenações
variadas necessita de muita disciplina, organização e maturidade profissional. O
processo de adaptação toma-se mais lento na medida em que tenta nivelar as
atitudes e conhecimentos profissionais do corpo funcional frente ao novo modelo de
gestão. Esta nossa experiência encontra similaridade com a maioria das instituições
que se teve conhecimento quando da implantação desse modelo matricial de
comando que, parece, deverá predominar no próximo tnilênio.
O importante é desejar firmemente alcançar as medidas propostas, vencer as
barreiras

detectando

falhas,

corrigindo-as,

desenvolvendo

habilidades

e

estimulando-as.
De qualquer forma temos presente que essas mudanças pressupõem um
esforço muito grande da parte de todos que se engajam neste projeto. E isto com o
objetivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados, pois só assim sentir-se-á
que se deu alguma contribuição ao bem comum.
AGRADECIMENTOS

Á Fundação Kellogg e aó Centro de Educação Permanente pelo apoio fmanceiro.
263

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NOTA REGIMENTO DA BmLIOTECA/CIR

° regimento aprovado, com base no modelo de organização e gestão apresentado,
poderá ser fornecido a pedido dos interessados.

265

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 10 - Ano: 1998 (UFC - Fortaleza/CE)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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                <text>Tema: O Capital Humano e o seu Desenvolvimento Contínuo</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Mudanças e inovações: novo modelo de organização e gestão de biblioteca acadêmica.</text>
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              <text>Descreve-se a reorganização e restruturação da Biblioteca da faculdade de Saúde Pública da USP, cujo objetivo era alcançar uma prestação de serviços de qualidade ao usuário do meio acadêmico e profissional face às novas tecnologias de informática e comunicação e dos novos métodos e processos de trabalho. Inicialmente, foi desenvolvido um projeto de mudança de comportamento do corpo funcional. Foi formulado um programa de ação destinado a valorização do trabalho, reconhecimento e estímulo pessoal, que se inserisse na adoção de uma estruturaque atendesse a uma nova forma de gerenciamento e de processos de trabalho. O modelo proposto foi o de Integração Estrutural, apoiado em equipes autônomas, trabalhando em conjunto, formando parcerias orientadas por métodos e perspectivas de resultados. A sustentação do modelo se dá pela ação colegiada de um grupo gestor, composto por representantes das áreas descritas. Para viabilizar o novo modelo de gestão, procurou-se reduzir ao mínimo a verticalização estrutural, utilizando a modelagem estrutural matricial para favorecer a integração e flexibilidade das áreas, representada por projetos e programas. a implantação  do novo modelo iniciou-se em fevereiro de 1997, e se encontra em fase de desenvolvimento, tendo já sido feita a primeira avaliação. Os resultados mostraram que o processo de mudanças é lento, pois as barreiras a serem vencidas não são poucas. Mas a direção que tais mudanças vêm tomando mostram que o modelo de gestão escolhido foi acertado. Resta continuar a desenvolver o modelo, fazendo as correções e melhorando a qualidade dos serviços prestados, que é o objetivo pretendido.</text>
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