<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6295" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6295?output=omeka-xml" accessDate="2026-06-22T02:33:27-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5358">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/59/6295/SNBU1985_014.pdf</src>
      <authentication>487a895bd5cd24b1c34145a7880272c7</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="71696">
                  <text>CONCEITOS E DIRETRIZES PARA O SERVIÇO
DE REFERÊNCIA: Primeiros Passos para
a sua Discussão
NEUSA DIAS DE MACEDO
Professora do Departainen
to de Biblioteconomia
l
Documentação da ECA/USP
Resumo: Premência de formulação de
refero^aial
teórico e diretivo para o Serviço de Keferemia
leva à apresentação deste texto para servir ^ c
base a discussões sobre conceitos e
diretrise-^
para o estabelecimento do Serviço de í{cferenüia_
e Informação. Situações típicas de Referencia sao
descritas com o intuito de serem extraídos, mais^
aoncretamente, conceitos sobre "obra", "questão
e "bibliotecário de referência" até ohegar se a
Uma configuração do SR em quatro faixas: _A
ferência propriamente dita; B - Orientação
mal ao usuário; C - pias eminaçao da Injormaçao,
D - Divulgação e interpretação da biblioteca,
caliza-se, ainda, os "Guidelines" da ALA
^
ohamar atenção quanto ã necessidade de a Bid
teconomia brasileira atentar para diretrizes na
aionais para o SR e Info. Por fim, aponta-se
a
dualidade do SR e Info, como Setor em st, tenáo^^
seus momentos—meio, e como Interface entreo usua^
rio e a informação, canalizando o esforço organi
zado de todos os setores da Bjiblioteca, no
momento-fim. Recomendações sao dirigidas^ a.i
Ias no sentido de atentarem para um ensino mai
crítico ao conteúdo da Referência e aos Pesquis^
dores para procederem a estudos nesta _arca, nu
seqüência gradativa de : s i^tematizaçoes e
nósticos; diretrizes e padrões; experimen os
metodologias para avaliaçao de serviçose ger
Çao de conhecimentos novos de ordem naciona
Palavas-chave : Serviço de Referência e Infonnação. Concel^
tos e Diretrizes.

239

�introdução
Intrigante omissão sobre o Serviço de Referência (SR) em relação ã incidência de temas sobre avaliação de serviços bibliotecários e estudos de usuários leva a refletir sobre essa
inversão de valores na literatura biblioteconô
mica brasileira.
Desgastadas são as observações sobre a inexistência do SR e as falhas desse serviço. Já
é
tempo de partir para estudos e pesquisas
que
busquem melhor caracterização do SR e que esta
beleçam diretrizes básicas para a sua estruturação.
Teoricos e pesquisadores da área devem contribuir para a produção de um "corpus" de conheci
mento oferecendo subsídios aos planejadores
de sistemas de informação que precisam antever
a ambientação de um Serviço de Refência e In formação (SR e Info.) e formular adequadamente
uma política inicial de atendimento aos usuários.
Para iniciar o estudo, é conveniente verificar
o que está ocorrendo em países desenvolvidos .
Surpreende o fato de que, nos Estados Unidos,
há mais de 40 anos, preocupam-se os especialis
tas com "Standards" e somente em 19 76 a
ALA
emitü "Guidelines"para o Serviço de Referência
e Informação ( i) .No Brasil, em 1983, foram
traduzidas para o português essas diretrizes e

240

�^ue, resumidas, serão ^~resentadc^, no fim deste
trabalho^ como base para discussão.{2) Para
um
'state-of-art" sobre Referência, recorienda-se a
leitura de Library Trends, Winter, 1983 ( 6 ) .
9 que são Diretrizes?
Sao delineamentos básicos institucionais para o
estabelecimento de uma base-comum ao SR e Info.
Deve constituir um documento onde conste o "Deve Ser" do SR/e Info. E para que sirva de marco
nacional, é preciso que um organismo representan
te da área e da maior credibilidade (como por e^emplo é a American Library Association y emita
essas Diretrizes em forma de documento oficial da
classe. Não se preocupa com números e medidas co"ío acontece com os Padrões. Fornece informações
gerais, tais como: objetivo e escopo do SR e Info;
Serviços; recursos; pessoal; ambientação física ;
princípios éticos; avaliação, esquema de manual de
Serviço.
Q que são Padrões?
^So modelos de uma realidade nacional bibliotecária, estabelecendo critérios quantitativos sobre,
exemplo, orçamento, acervo, área, pessoal,ins
talação, serviços para que sirvam de apoio no mo-"^ento de planejamento e/ou de avaliação dos siste
bibliotecários.
Publicadas pela Unesco, existem as "Normas para os
Serviços Bibliotecários", tendo em conta bibliotecas nacionais, universitárias, especializadas, pu
"licas e escolares de diversos países.( 8) E preciso que os países em desenvolvimento façam a devida restrição no momento de aplicarem normas internacionais, levando em conta que são modelos de
^®?íidades diferentes.
pôs essas primeiras reflexões, é preciso que fi^^e bem claro que as Diretrizes devem ser estabe
ecidas como passos iniciais, a fim de preparar
terreno para os Padrões,
ntretanto, antes das Diretrizes e dos Padrões,ne241

�necessário se faz obter dados consensuais sobre o
SR e Info, por meio de discussões sobre o que
significa Serviço de Referência e por intermédio de estudos de campo para verificar os posi
cionamentos existentes nas bibliotecas brasilei
ras.
Este trabalho tem a intenção de, pelo menos, cha
mar
atenção para a problemática da falta de
conceituaçao ao Serviço de Referência e de contribuir com uma série de conceitos frutos
d®
experiência profissional e didática. Embora tenham um tom didático, os conceitos que são apr®
sentados a seguir têm o propósito de servir de
base para discussões e dar margem para melhor
demarcação das várias facetas que representam
um moderno Serviço de PEferência; agora já ala£
gado para um termo mais abrangente; Serviço de
Referência e Informação.
2 - CONCEITOS E CARACTERIZAÇÃO DO SERVIÇO DE REFE::^
RENCIA
Optou-se, primeiro, por visualizar uma situaça®
de Referência e, depois, extrair dela uma conceituaçao, que não ê definitiva e tem por objetivo servir de base para discussões.
Primeira situação
Existe
gama imensa de obras de referência^
praticamente desconhecidas por grande parte dos
usuários de bibliotecas. Por isso, o bibliote-^
cário de referência ê solicitado constantemente para ajudar na solução de questões dos mais
diversos tipos:desde aquelas que envolvem a !£
calização da informação em dicionários lingüís
ticos, enciclopédias, diretórios, almanaques i
anuários, atlas, etc. aos outros tipos de ques
tões, que mais são consultas e dificuldades qu®
os usuários têm no uso do catálogo e fontes de
informação ou, ainda, necessidades de um levan
tamento bibliográfico de assunto, de seleção
de material para uma aula, etc.
242

�Esta e uma situação de referência que demanda a
presença de um bibliotecário no salão de leitura para assistir ao usuário. Com apoio de obras
de referência, o bibliotecário indica a fonte
mais adequada que responda àquelas questões, na
quele momento, para um determinado propósito.
Em decorrência dessa primeira situação, surge
uma exigência: conceituar também o que é obra de
referência,questão de referência e bibliotecário
de referencia.
1 " o tipo
JJÍ f^FERÊNCIA,
. ^
^
.
de fonte de informação
que foi
concebida e estruturada para servir de instrumento
de
consulta em momentos determinãd'"&gt;F . Desta forma,o
arranjo da matéria é geralmente alfabético, sistemático ou tabular, sempre provido de índices
que completam o acesso ã informação.
Existem dois grandes grupos de obras de referên
cia, comumente distinguidos pelos nomes de :
Obras de Referência; B - Fontes Bibliográficas,
que precisariam ser melhor fixados.
~ Obras de Referência
- são aqueles tipos d*"
fontes que permitem a obtenção de dados informa
tivos e conhecimentos de um assunto ou tópico na
integra, tais como: informação enciclopé_dica ,
histórica, biográfica, estátisticaj misoelânea, en
dereços, etc. São fontes gerais e especializadas; internacionais, nacionais e regionais, do
tipo dicionário, enciclopédia, anuário, diretório, atlas, etc.
Fontes Bibliográficas , do ramo da bibliograf^
a, sao obras de referencia que indicam e/ou endereçam o usuário ã informação primária. Class^
ficadas como fontes secundárias, arrolam refe rências bibliográficas de livros, trabalhos de
congressos, teses, artigos de periódicos, etc.
e sao, também, providas de índices que permitem
a localização da informação por diferentes meios.
Podem ser^também, gerais e especializadas; internacionais, nacionais e regionais: são as bibliografias, índices, resumos, etc.
243

�E praxe que a Coleção de Referência seja const^
tulda por esses dois tipos de obras de referência, mas cada área de conhecimento tem fontes dê
informação típicas e mesmo, por conveniência de
consulta rápida, merecem ficar localizadas nessa
seção. São, por exemplo, as Farmacopéias, Manuais de Engenheiro, Catálogos de Equipamentos,Co
digos. Histórias de Literatura, Grandes Obras ;
etc.
Com isso, não quer dizer que o Bibliotecário de
Referência deva ficar confinado às obras de Refg,
rência para responder perguntas ou resolver qual
quer dificuldade do usuário. Todo o acervo
âa
Biblioteca e de outros sistemas de informação,
ajudas de especialistas devem ser objeto
&lt;3e
sua atenção para encaminhar o usuário, e nunca
deixá-lo sem uma resposta e/ou ajuda.
2.2 - Questão de Referência
Distingue-sevaquestão típica de Referência como a
quela que, em princípio, ê respondida pelo profissional da área e/ou até por outros especialis
tas, e não pode ser confundida com perguntas rotineiras: Onde fica o banheiro; que horas são?
Desta forma, em busca de uma classificação que
subsidie àqueles que vão planejar técnicas de
avaliação e precisam elaborar impressos para as
sentar quais as perguntas que devem ser conside
radas como do Setor de Referência, é preciso dis.
tinguí-las bem.
A questão típica de Referência ê, na verdade ,
aquela respondida por meio de obras de referência que dãb respostas a perguntas, tais como: O
que é? Quem ê? Onde fica? Quando aconteceu?
O
n9 X de... O autor de... O assunto... O endereço de... Enfim, aqueles tipos de obras elaboradas especificamente para a consulta (dós dicio
nários às bibliografias).
Quanto a outros tipos de questões, consultas e
dificuldades no uso dos recursos da biblioteca,
que os Bibliotecários têm para atender no seu
244

�^s~a-dia, e que extrapolam, muitas vezes, o Setor
'Je Referência e podem chegar a um Setor de Processa
®ento Técnico, devem ser objete _de estudos de cam
Po para chegar a uma classificação de^perguntas, a
discutida em nível nacional até alcançar
a
consenso.
2.3 Bibliotecário de Referência
Em princípio, pelo fato de ser necessário fi^r
cqm.petências e^tenSnologia, atribui-se o titulo^^de
'Bibliotecário de Referencia P5^?. "
mipsnal destacado para atender o publxco,
^ lato
tões especializadas. Ou seja: informar (n°
sensu) sobre assuntos da área e que
(^gnpeito ã indicação de fontes de informação, den^
tro e fora da biblioteca; uso dos
^
e qualquer tipo de orientação em que
. -ggo
pesquisa bibliográfica e a leitura; ®
cultural,
a organização de
a ela
alerta e disseminação da informação (
j
boração de bibliografias a boletins
SDI, etc.).
jj- Situação
Além de responder questões de
gébliotecãrio ê solicitado para resolv
^j^ficuL
rie de dificuldades do usuário. Ent^ inralizardades, pode-se exemplificar algumas.
hps: lidar com
encontrar uma publicação nas estant '_„,,isa biuma obra de referência; iniciar uma pesquisa d
bliográfica, etc.
^
nrpvis
Desta forma, expedientes vários deve
tos para evitar o desgaste dos usuar
js- situação
Além de responder
questões e °^i®"^g^jj^jidade
cabe ao Setor de Referência a
, novo. na
de alertar o usuário sobre o
atualizá-lo
sua área de interesse ,no sentido
.
a
quando pode vir ã biblioteca e an
f assidua
informação quando não pode freqüenta-la assi _
mente.
245

�Dependendo da estrutura e disposição organizacio
nal da Biblioteca, expedientes de ordem biblio gráfica e de disseminação da informação serão pre
parados fora ou dentro do Setor de Referência. O
importante é que o Setor conte com suportes de
disseminação para exposição ou divulgação, tais
como: murais, estantes de livros novos e fascícu
los correntes de revista; listagens e boletins de
últimas aquisições; bibliografias, índices de pe
riõdicos correntes; boletins de sínteses, SDI,
etc.
Com o exposto, pode-se compreender que o Serviço
de Referência não é fácil de definir-se em poucas
palavras. Entende-se que ele comporta quatro linhas de atuação do bibliotecário a saber:
A) REFERÊNCIA propriamente dita - que corresponde à
tradicional "ready reference". O bibliotecário ,
no seu posto, aguarda ser procurado pelo usuário para responder a questões de referência e a^
sistí-lo numa de suas dificuldades de localização e obtenção da informação, bem como o encaminha a outras instituições quando não existe
no
recinto a informação.
B)ORIENTAÇÃO FORMAL AO USUARIO - quando o Setor pro
grama, de forma sistemática, visitas orientadas a
biblioteca, cursos, etc. para instruir os usuário®
no manejo da biblioteca^, na prática da pesquisa bibliográfica, etc.
C)DISSEMINAÇÃO DA INFORMAÇÃO - que corresponde ã moderna posição de se antecipar a busca da informação pelo usuário, preparando boletins bibliográficos e informativos; sínteses da informação; instrH
mentosde alerta e disseminação seletiva, corrente^
da informação, não o obrigando a vir amiúde ã bi '
blioteca.
D)DIVULGAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DA BIBLIOTECA - por mei"
vários: impressos, comunicação visual, audiovisual®
a fim de colocar a par o usuário de
como funciS
na o sistema de informação.
246

�^ ~ Diretrizes Básicas para o Serviço de Referência
e Informação
Para efeito, ainda, de propiciar discussões a res
peito da necessidade de pensar em traçar Diretrizes para as nossas bibliotecas universitárias, aproveita-se a oportunidade para comunicar a tradu
Çao feita aos "Guidelines" da ALA ( 2) e anresen
tar pontos de destaque dos mesmos:
introduçAO
Requer-se re-exame de conceitos e metodologia do
Serviço de Referência.
Avanço de tecnologia, diversidade crescente de re
cursos informaclonals e de grupos de usuários têm
iwplicado no aparecimento de novos e aperfeiçoa
^os sistemas de recuperação de informação, exigin
portanto, alta prestação de serviços.
Interesses diferentes de usuários exigem apoio ex
terno para suprimento de recursos informaclonals.
Está sendo aceita a idéia do compartilhamento de
decursos, contando para isso com sistemas coopera
tlvos e funcionamento de bibliotecas em redes.
E&gt;o.gência de bibliotecários mais capacitados etre^
riados^para negociar questões com os usuários e o^ientã-los na utilização dos recursos da bibliote
ca.
^
Necessidade de aperfeiçoamento contínuo dos bibllo
tecãrios. Estes profissionais devem estar em dispo
í^^^ilidade em todo o horário de atendimento da biblioteca .
^dequar estratégias de serviços aos diversos níveis
usuários, sendo que também usuários potenciais
evem ser objeto de atenção no planejamento de at^
^idades.
®ftas Diretrizes,entretanto. visam a oferecer sub
®i-dios para a determinação de um padrão básico de
Prestação de serviço de referência e informação
principalmente para as instituições que carecem de
irecionamento prático e de auto-avaliação para o
247

�tiesempenho desse serviço.
São dirigidas não s5 a bibliotecários como educa
dores, administradores e mantenedores de biblio
tecas.
SERVIÇO DE REFERÊNCIA E INFORMAÇÃO E SEUS NiVEIS
Encargo fundamental para atingir a satisfação dos
usuários reais e potenciais.
No processo de transferência de informação,sua
função tem a característica principal de otimizar
o uso dos recursos informacionais, por meio
de
real interação do sistem.a com os usuários
em
dois níveis: diretos e indiretos.
Entende-se que o nível direto inclui o atendimen
to pessoal e a instrução oferecida aos usuários
e o nível indireto o acesso ã informação pelos
instrumentos bibliográficos, base de dados e re
cursos provindos de acordos interbibliotecãrios.
SERVIÇOS
Existência do SR e Info, não sõ para ir de encon
tro às necessidades imediatas do usuário como pa
ra antecipar suas demandas.
Preparação de "manual de serviço" para uso inter
no e também para ser consultado pelo usuário.Con
ter definição clara dos objetivos do serviço;
mostrar a extensão e limitação do mesmo; a quem
e por quem é oferecido. Importante porque estabe
lece uma política de prestação de serviço.
Necessidade de avaliação periódica dos serviços
prestados e encaminhamento a fontes
externas,a
fim de apontar barreiras e deficiências. Identificação dos usuários reais e potenciais para detectar graus de satisfação e sucesso na obtenção
da informação.
Oferecimento de programas de instrução aos usuários para otimização do uso da informação.

248

�Elaboração de guias bibliográficos e instrun-.en tos de alerta para facilitar o conhecimento
do
potencial bibliográfico existente.
Adequação do ambiente físico da biblioteca para
possibilitar melhor interação do usuário ao sis
tema . Além do atendimento pessoal, outras formas de comunicação devem ser providas: correspon
dencia, telefone e outros.
Extensão de atendimento ao usuário, por ineio de
coopi^ração inter-bibliotecária e encaminhamentos
a outros Serviços de Informação.
PECUnSOS

IliFORJlACIONAIS

Adoção de política de seleção que atende não só
aos interesses imediatos de usuários reais como ,
também, as demandas possíveis de usuários em potencial. Atentar para campos determinados que po
tíem ser cobertos pelos acertos cooperativos.
Composição do acervo levando em conta vários ti^
pos de suportes, bem como duplicação de itens mux
to solicitados nara agilizar demandas.
^slacionar seleção de materiais com níveis de pr^
tação de serviço: demandas gerais, apoios, pesqu^
sa, etc.
Revisão constante quanto ã condição, utilização e
atualidade do material, para fins de conservação,
descarte e reposição.
Padrões de atendimento ao público e horário de fun
cionamento em consonância com necessidades dos usuãrios. Durante todo o expediente, um biblioteca
i'io habilitado deve prestar atendimento aos usuários .
A equipe de referência deve promover ativamente o
uso de todos os serviços da biblioteca e bem as^istir os usuários. Para isso, áreas apropriadas
para o SR e Info, devem ser providenciadas.
249

�AMBIENTAÇÃO

TÍSICA

Localização do SR e Info, e suas unidades
em
pontos próximos ã entrada principal e onde circulam os usuários.
Coleção de Referência localizada em área de fã
cil acesso, para rápido e eficiente atendimento.
Provisão de salas especiais para estudo individual e em grupo.
PESSOAL
Adequação de fcjnnação acadêmica, conhecimentos pro
fissionais e facilidade de comunicação com o pfí
blico_são requisitos para escolha da equipe de
Referência.
Educação continua e aperfeiçoamento profissio nal como responsabilidade do indivíduo, dos administradores e de instituições.
AVALIAÇÃO
Pesquisa periódica junto aos usuários para avaliar os serviços deve ser atribuída a pessoas
(Qualificadas para esse fim. Resultados serão u—
tilizados para relatórios, previsões orçamentárias e decisões administrativas.
Stica de serviço
Informação prestada a mais exata possível, sem
interferência pessoal ou ideológica, mantendo-se
o mais perfeito sigilo profissional.
A disposição dos interesses, por escrito, normas
e princípios devem ser executadas com imparcial^
dade.
Como representante da Biblioteca perante o usuário, o bibliotecário não deve receber qualquer
espécie de remuneração pessoal.
250

�ode-se antever que haja objeções ao estudo
de
^ documento tão geral e que não contenha gran es novidades, mas o importante é que a matéria
possa suscitar reflexões sobre a necessidade de
est^elecimento do SR e Info, dentro de uma sise^tica, com consenso nacional, e explicitando
P^iiticas de atendimento para dar conhecimento
publico!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os primeiros ^passos aqui deixados para caracterizar a Referência ainda carregam a herança do
que foi o Serviço de Referência iniciado com as
Idéias de Samuel Sweet Green quando pronunciou
Seu discurso "Personal Relations beteween Libra
nans and Readers" em 1876 (4), criando a American Library Association. Entretanto, como tudo
Brasil está para ser feito e discutido, nada
•"ais natural que colidam as preocupações de quem
Queira colocar a casa em ordem, em termos concej^
uais e diretivos, com as necessidades modernas
e criar sistemas de informação especializados
que não podem prescindir de tecnologia sofistica
a para a^recuperação da informação rápida. O im
P^'^tante é que o Serviço de Referência, mesmo na
Sua forma tradicional, não seja entendido como
^ recorte de atividades bibliotecárias estanques,
esvinculado do todo, mas, sim, como o fluxo fi-nal onde^escoarã o processo de transferência da
nformação que acontece desde a seleção dos mate
ã análise da informação. E preciso que se
encare oServiço de Referência como o Serviço de
nformação em si, a Biblioteca funcionando a too Vapor, numa conjugação de esforços. O profissional destacado para servir no Setor de Referên
passa, no momento da recuperação da informaa ser a ponte entre o usuário e
informação disponível e acessível, emprestando calor hu
ano ao lado de alto profissionalismo.

251

�Desta forma, o Serviço de Referência é um misto
de atividades (que no seu recorte funcional tem
momentos -meio) e de interface humano (que, na
sua função de representante da biblioteca como
uni todo, tem seu momento-fim) .
Portanto, o Serviço de Referência ê a otimização
do uso da biblioteca e da informação, numa forma
de assistência pessoal (por telefone, carta
ou
outros meios) pelo profissional habilitado para
esse fim. Este se vale de todos os recursos exi£
tentes, dentro e fora da biblioteca, para informar o usuário e ajudá-lo nas suas dificuldades,
em qualquer tipo de propósito para qual venha ã
biblioteca. Aos que não vêm ã biblioteca, prepa
ra expedientes de alerta para preencher suas ne
cessidades de atualização e, de alguma forma,pa~
ra aproximá-lo dabiblioteca. No sentido de tornálo mais independente, provê em formas diversas,
orientação para usar mais adequadamente os recur
SOS da biblioteca e/ou encontrar mais facilmente
a informação.
RECOMENDAÇÕES
As ESCOLAS
Que o ensino da Referência leve o estudante
a
pensar criticamente sobre questões conceitua.' s e
diretivas para melhor estruturação e desempenho
do Serviço de Referência, a fim de estar prepara
do, futuramente, a decidir políticas de atendimento ao usuário e levantar diretrizes para o Ser
viço de Referência e Informação de suas bibliote
cas .
AOS POS-GRADUANDOS E PESQUISADORES DE BIBLIOTECONOMIA
Que os põs-graduandos de Biblioteconomia se incli
nem a proceder a pesquisas na área de Referência,co
meçando pelas sistematizações e diagnósticos para,
então, passar para diretrizes e padrões até alcan
252

�Çar experimentos e metodologias de avaliação
do
Perviço de Referência e, por fim, gerar conhecimentos novos de ordem nacional, sobre o Serviço de
Referência e Informação de Bibliotecas Brasileiras.
bibliografia
1 \MERICAN LIBRARY ASSOCIATION. Standards Commitee
Reference and Adult Services Division. A commitment to information services:developmental
guidelines 1979.RQ,Chicago, 13 (3):275-8, Spring,
1979.
^
. Diretrizes para o estabelecimento dos serviços de referência e informação
-19 79. Trad.Inês Maria de M.Imperatriz;Rev.Neu
sa Dias de Macedo, Revista Latinoamericana de
Documentación, Brasilia, 3(2):41-3,jul./dic.
1983.
3 CARVALHO, Maria Carmen Romcy de. Estabelecimento
de padrões para bibliotecas universitárias.For
taleza. Edições UFC; Brasília, ABDF; 1981.
4 green,Samuel Sweet. Personal relations botv/een 1^
brarians and readers American Library Jo'.'.rnal
New York, l:74-81Nov .1876.
5 KLASSEN, Robert.Standards for reference services.
Library Trends, 31(3) 421-9,Winter, 1983.
6 LIBRARY TRENDS, Urbana, 111, v.31, n.3,Winter,
1983.
7 WHITE, Ruth W.A study of reference services and
reference users in the metropolitan Atlanta
area;a descriptive study of reference services
of selected libraries and of selected users of
those services. Athens,Ga,University of Georgia. Dept9 of Library Education,1971.
8 WITHERS,F.N.Normas pour 1'estabiissement des_sgr
vices de bibliotheque: enquête internationalc
Paris, Les Presses de I'Unesco, 1975.

253

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="59">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71344">
                <text>SNBU - Edição: 04 - Ano: 1985 (UNICAMP - USP - UNESP - PUCCAMP - Campinas/SP)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71345">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71346">
                <text>Tema: Bibliotecas Universitárias - Usuários e Serviços</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71347">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71348">
                <text>UNICAMP</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71349">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="71350">
                <text>Campinas (São Paulo)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71688">
              <text>Conceitos e diretrizes para o serviço de referência: primeiros passos para sua discussão.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71689">
              <text>Macedo, Neusa Dias de</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71690">
              <text>Campinas (São Paulo)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71691">
              <text>UNICAMP</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71692">
              <text>1985</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71693">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71694">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="71695">
              <text>Premência de formulação de referencial teórico e diretivo para o Serviço de referência leva à apresentação deste texto para servir de base e discussões sobre conceitos e diretrizes para o estabelecimento do Serviço de Referência e Informação. Situações típicas de Referência são descritas com o intuito de serem extraídos, mais concretamente,  conceitos sobre "obra", "questão" e "bibliotecário de referência" até chegar-se a uma configuração do SR em quatro faixas: a) referência propriamente dita, b) orientação formal ao usuário, c) Disseminação da Informação, d) Divulgação e interpretação da biblioteca. Focaliza-se ainda, os "guidelines" da ALA para chamar atenção quanto a necessidade da Biblioteconomia brasileira atentar para as diretrizes nacionais para o SR e Info. Por fim, aponta-se a dualidade do SR e Info como Setor em si, tendo seus momentos-meio, e como Interface entre o usuário e a informação, canalizando o esforço organizado de todos os setores da biblioteca, no seu momento-fim. Recomendações são dirigidas às escolas no sentido de atentarem para um ensino mais crítico ao conteúdo da referência e aos Pesquisadores para procederem a estudos nesta área, numa sequência gradativa de: sistematizações e diagnósticos, diretrizes e padrões, experimentos e metodologias para a avaliação de serviços, e geração de conhecimentos novos de ordem nacional.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
