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                  <text>CDD-027. 7
CDU-027.7
BIBL10TBC7\S UNIVERSITÁRIAS - Modelos de Sistams
MARTA JOSÉ MIRANDA SEPULVEDA (UFRJ/BC-Dirotora)
DOLORES RODRIGUES PEREZ (UFRJ/CXW/BC)
DULJCE fX}NSBCA FERNANDES CUNHA (UFRJ/POC/MN)
MARIA DE FATIMA PEREIRA RAPOSO (UFRJ/CT/BC)
MAIUA la-JGINA A. ARI3UIJO URIARTE (UFRJ/CCS/EC)
VILMA ANDRADE DE LEWOS CORDEIRO (UI'RJ/aA/LTrr)
VERA LÚCIA DA COSTA MOUREN (UFRJ/CCS/BC)
ífeenmo: Estudo através da analise da literatura c da cx
periênaia de profissionais na implantação de Sistemas
de IHblioteaas Universitárias nacionais como base para
a definição de um modelo para a UFRJ.
Palavras-Qiave: Bibliotecas universitárias,
Sistema de bibliotecas.
1 - INTRODUÇto
O probleiTQ da estruturação das Bibliotecas da UFRI de
form sistêmica não é um fato novo. Ilá pelo menos vinte
e cinco anos a idéia vem sendo alimentada pelos profissionais da área, os bibliotecários e pelas autoridades
da Universidade (4, 17).
O "Estudo de Modelos de Sisteiras de Bibliotecas" tem co
mo objetivo principal identificar, selecionar e amlisar sistemas ou rodes de bibliotecas, de
preferencia
universitárias, detectando as possíveis falhas e difi.
culdades, enfatizando seus aspectos positivos, a fijn de
eliminar erros e aproveitar os acertos. Nesta etapa, li
mita-se a investigação dos cásjetivos, das estruturas e

225

�dos rcxoirsos disponíveis. De acordo con a SIA (20) entende-se por rede de bibliotecas o "arranjo formai pelo qual várias bibliotecas ou outras organizações se
vinculam a um padrão comum de intercâmbio de infoma
ções, materiais, serviços, cem vistas a um
objetivo
funcioial".
No trabalho de ASSIS (1) encontramos a definição
de
sistena, conceituado por Saractvic:
- "Um conjunto integrado de conpcnentes que interagem
cooperativamcnte para desempenhar funções predetemá
nadas com um propósito específico".
2 - METICOOLOGIA
A revisão bibliográfica foi efetuada através da consu^
ta aos Sumários Correntes e aos Sumários de Mcnografias em Ciência da Informação, referentes a 1983, produzidos pelo Centro de Informação em Ciência da Infornação - CCI do Instituto Brasileiro de Informação em
Ciência e Tecnologia - IBIOT.
Uma busca retrospectiva foi solicita ao mesmo
órgão
com a finalidade de cobrir eventuais trabalhos relacio
nados com o tema e publicados nos três últimos anos.
O grupo estabeleceu critérios básicos e coiplementares,
orientados pelas "diretrizes" expostas no manual
da
Special Library Association - Networking Conidttee (20)
para analise dos trabalho selecionados.
Para atualizar e coiplementar os dados obtidos na rese
nha, foram realizados encontros e visitas a universida
des brasileiras que já haviam apresentado caminicações
em Seminários e Congressos sobre planejamento ou implantação de sistemas de bibliotecas.
3 - LITERATORA CONSULTADA
Dos resumos apresentados pelos participantes do grujxí
de trabalho foram transcritas informações consideradas
relevantes e que se enquadram nas diretrizes propostas

226

�para o estabelecimsnto de rodes de bibliotecas, de acordo com a publicação da "Special Library Association"(20) .
Essas diretrizes coirpreendem três fases distintas, a saber:
- Fase exploratória;
- fase de planejamento;
- fase operacional e avaliatõria.
Dos conceitos abordados pelos autores só foram considera
dos pelo grupo os que se identificaram como diretrizes
da primeira e da segunda fases.
- Fase Exploratória
Foram selecionados e analisados trabalhos publicados em
revistas especializadas e anais de congressos cjue tratavam de projetos de sistems ou de sisteiras já existentes,
como a Universidade Estíidual Paulista "Julio Mesquisa Fi
lho" (13, 14); a Universidade Federal Fluminense (16); a
Universidade Federal de Minas Gerais (7) e a Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (18).
~ Fase de Planojamsnto e Desenvolvimento
Os passos desta faso foram considerados tanto na literat'^a mais recente, que trata do problena de redes,
de
sistemas de bibliotecas, quanto na que aborda simplesmcm
te bibliotecas universitárias e padrões para bibliotecas
iwiversitãrias.
3.2.1 - Objetivos
Os objetivos de sistemas ou de bibliotecas universitárias
snccíitrades na literatura examinada foram:
~ Formação e atualização de coleções que representam to
'fes as áreas do conhecimento, servindo de apoio
aos
programas de ensino e pesquisa desenvolvidos na universidade;
organização e desenvolvimento do meios e serviços que
prcçiciem a colaboração técnico-científica e cultural

227

�de tcxJas as áreas, através de redes ou sistemas de infomações;
- cxxjperação can outros sistenas de bibliotecas para melhor aproveitamento da informação e racionalização de
recursos;
- integração da biblioteca na política educiicional
da
Universidade.
No campo da documentação e da biblioteconomia a exigência de cooperação, ou mesmo de integração, tomou-se con
dição fundamental de sucesso. Foi por isso que a UNESCX)
e o CIUS (Conseil Internationale de Unions Scientifiques)
promoveram a criação do UNISIST (Sistema de Informação a
Nível internacional) e incentivaram a criação do NATIS
(Sistemas Nacionais de Informação) aos quais as biblio
tecas universitárias, constituídas en subsistemas
ou
participando do subsistemas setoriais do sisteiiH nacio
nal, deverão integrar-se como órgão de mior destaque (1,
5, 6, 8, 9, 13 e 19).
3.2.2 - Estrutura
As estruturas de Sistemas ou Redes de Bibliotecas foram
tratadas mais especificamente por FERREIRA (5) e GELFAND
(8).
Na estrutura centralizada a centralização física determi
na a localização do acervo bibliográfico em um cu em reduzido número de salas ou prédios; a centralização administrativa indica uma subordinação das bibliotecas
do
sistema, do ponto de vista financeiro, de pessoal, de na
terial a uma biblioteca central ou órgão coordenador; a
centralização operacional prevê processamento técnico do
nuterial documentário da universidade; a centralização
da aquisição responsabiliza a biblioteca central
pela
aquisição do naterial bibliográfico, para todas as bibliotecas da universidade; a centralização
monolítica
reúne em um só prédio, acervo, pessoal, material, equipa
monto, etc. e a centralização parcial é aquela que reúne
bibliotecas de áreas afins, sulxDrdinadas técnica e adnd
nistrativamcnte ã biblioteca central, sendo esta respon-

228

�/el pela aquisição bibliográfica, pelo rcríinejnmmto
de pessoal e movimentação do verbas das dotviis bibliotecas.
Na estrutura descentralizada, a descentralização no sentido anplo é a dispersão do acervo, sem coordenação
e
controle técnico e administrativo,
um órgão central;
a descentralização coordenada consiste em estabelecer uma
relação mútua satisfatória entre a biblioteca
cc^ntral
(principal da universidade) e as demais bibliotecas, uma
relação que facilite o amplo acesso à totalidade dos re
cursos bibliográficos da universidade o que satisfaça às
necessidades da ccnrunidade universitária. Segue-se uma
síntese das reconcndnções sobre estrutura apresentadas
no Seminário de Mcndoza, jxatrocinado [*&gt;la UNESCO (19) e
no Seminário das Bibliotecas Universitárias prorxivido pc
Io ConseDio do Reitores das Universidades Brasilelras(ll)
Estas recomendações foram reconhecidas e enfatizadas nos
diversos traballios analisados (1,4, 7, 10, 12, 13, 14,
15, 16, 19 o 20).
A biblioteca devo ser reconhecida como parte da estrutu
ra total da universidade e caiir) elemento fundamental da
docência e da pesquisa:
- A universidade deve estabelecer unu biblioteca central
ou um orgão coordenador ecjuivalente, can
suficiente
autonomia, incuntido do supervisionamento, coordenação
e controle das atividades das deimiis bibliotecas da
universidade;
- a biblioteca universitária deve possuir um regunento
próprio no qual seja fixado o sou relacionamento com
as autoridades universitárias, assim como a estrutura
interna da biblioteca e suas funções administrativas,
técnicas e do serviços;
- o diretor da biblioteca deve participar dos órgãos co
leyiadosda universidade, com direito a voto;
- a direção da biblioteca deve contar com uma Comissão
Consultiva, conpostii f»r bibliotecários o professores
das dJ.ferentes áreas do conhecimento. Essa
ccnispao

229

�deverá ser coordenada pelo diretor da biblioteca e
deverá decidir quanto ã seleção do material bibliográfico, distribuição do orçamento, elaboração
de
planejamantos, etc.;
- a bibliot€3ca central ou órgão coordenador equivalente deve ocupar posição administrativa era nível mis
elevado possível na hierarquia, diretamente subordinada ao reitor.
3.2.3 - Suporte Financeiro
Quanto ao suporte financeiro pode-se resumir a opinião
de diversos autores nos seguintes pontos:
- A biblioteca deve ser dotada de orçamento próprio e
definidoqu2 atenda aos programas operacionais da universidade;
- a direção da biblioteca deve participar da Conissão
de Orçancnto da universidade;
- a biblioteca deve apresentar anualmente proposta orça
mentária à Reitoria e deve ser responsável pelo controle da aplicação dos recursos financeiros destinados a material bibliográfico no âmbito da universida
de. Esse princípio deve ser válido para recursos provpnieaites de convênios e outros;
- a biblioteca deve ser provida de recursos financeiros
proporcionais a uma relação usuário-acervo-funcionário;
- os padrões internacionais estipulam dotação
mínima
de 5% (cinco por cento), do orçamento global da universidade ã biblioteca central ou ao órgão de coorde
nação do sistema de bibliotecas da universidade. De
acordo ccm GEILFAMD (8), uma biblioteca nova ou em ex
pansão pode precisar muito mais que 5 (cinco por cento) , como uma antiga em processo de reorganização po
de precisar mais ainda;

230

�- o orçíiniGnto devo ser calculado tcmindo-sc como Ixiso 1
(um) ano;
- a biblioteca deve elaborar um planejamento [»ra dt'son
volvimonto futuro, com fixação de objetivos concn.'tos
que ixissam ser razoavelmente alcançáveis. O plane la
mento deve ser previsto para um período que atenda .T
nossa realidade (2, 4, 8, 11, 12, 14, 15 o 19).
3.2.4 - Padrões para Bibliotecas Universitárias
Da literatura consultada, o único trabalho cjuo apresenta
padrões brasileiros é o de CARVALHO (3), onde rcxrcmvidi
que as bibliotecas universitárias brasileiras deva.n dos
cobrir seus próprios parâmetros, de acordo cuni suas necessidades, objetivos, recursos e limitações, e não adotar metas fixadas arbitrari£UTente por um elemento (^xterno.
4 - SISTEMAS DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Foram estudados, apenas, os sistenas de bibliotecas universitárias que tiveram seus ante-projetos, projetos e
avaliações divulgados em publicações especializadas
e
que puderam ser visitados ou ouvido depoimento do biblio
tecário responsável polo sisteira: Núcleo de Documentação
da Universidade Federal Fluminense, Biblioteca Central
da Universidade Federal de Minas Gerais e Biblioteca Cen
trai da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
5 - OOTROS SISTEMAS
Além de sistemas de bibliotecas universitárias foram con
tactadas dois outros de interesse conplemcntar a
este
estudo:
- Biblioteca Nacional - Coordenação de Sistemas de Bibliotecas e Informação (CSBI) c
- Sub-Reitoria de Ensino para Graduados e Pesquisa
da
UFRJ - SR2, que, no período de 1978-âl contando com a
participação de uma Assessoria Técnica Administrativa,
projetou um sisteira integrado de informações de interes-

231

�se para a pós-graduação na UFRJ.
Entre os subsistemas desenvolvidos dois são de grande va
lor para a informação técnico-cientifica: Banco de Teses
e Sistcna de Publicações.
O Banco de Teses registra todas as toses de mestrado e
doutorado da UFRJ. É processado no Núcleo de Tecnologia
Educacional para a Saúde - CCS e hoje possui aproxinadamente 5.000 teses, que podem ser recuperadas por autor,
assunto, data de defesa, banca examinadora, curso, etc.
Foram inpressos Catálogos de Teses da UFRJ en 1979
e
1980, sendo que as teses defendidas até 1983 já estão in
cluídas no cadastro do Bfmco de Teses, podendo, portanto,
ser recuperadas via terminal instalado no Serviço de Do
cumentação da SR2 (prédio da Reitoria).
O Sistema de Publicações, definido para o registro
da
produção cientifica da conunidade acadêmica da UFRJ,após
análise, prograiiação e teste, não chegou a ser irrplantado.
6 - RESULTADOS
Destacam-se a seguir, alguns resultados extraídos da literatura consultada:
- Os sistemas estudados são subordinados ao respectivo
Reitor;
- em um sistema examinado, foi encontrado um "Conselho
de Diretores" com o objetivo de estudar regularmente
problemas comuns de interesse para a Universidade.De£
se Conselho participam os Diretores da Biblioteca Cen
trai, do Hospital das Clínicas, do Audio-Visual(orgaos
suplementares da Universidade) nas áreas de Controle
Acadêmico, Pós-Graduação, Planejamento, Administração,
Pessoal, Centro de Coiputação e o Prefeito da Universi
dade;
- os sistemas estudados, nas fases de estruturação, planejamento e desenvolvimento,contam com umaecjuipe formida

232

�por profissionais bibliotecários e professores usuários, de maneira infonnal ou fonral (Comissões Assesoras);
- nenlium sistem estudado apresentou estrutura totalmcn
te centralizada ou descentralizada;
- na literatura consultada, foi constatado que as biblio
tecas universitárias brasileiras devem" ... descobrir
seus próprios parâmetros, de acordo com suas necessida
des, objetivos, recursos e limitações ..."(3).
7 - CONCLUSÕES
As conclusões apresentadas referem-se apenas aos estudos
dos objetivos, da estrutura e do suporte financeiro de
sistemas de bibliotecas universitárias. O detalhamento
dos serviços (meios e fins) será objeto de estudos poste
riores.
Os bibliotecários participantes deste trabalho concluíram que:
- A estrutura atual das bibliotecas da Universidade justifica a implementação de um sistema de informação da
UFRJ;
- os sistemas analisados não se adaptam, integralmente ,
a atual estrutura da UFRJ;
- os padrões mínimDs para as bibliotecas universitárias
brasileiras ainda não foram, genericamente, estabeleci
dos;
- a subsistência do sistenva depende de sua vinculação djL
reta ao Reitor;
- o sistema deve possuir um regijnento próprio no qual se
ja fixado o seu relacionamento con o Reitor, demais au
toridades universitárias e também ccm as bibliotecas
que o integram;
- o sistena deve contar ccm unu Comissão Assessora fornn
da por bibliotecários e professores representantes das
áreas fundamentais da Universidade;

233

�- a estrutura do tipo de descentralização coordenada é
a que apresenta mslhores resultados para universidades
que já possuem bibliotecas sean sistora formal;
- o sistem deve ser dotado de orçamento próprio e def^
nido;
- o sistema deve prever e prover recursos adequados que
possibilitem o desenvolvimento de pessoal.
UNIVERSITY LIBRARIES - Models Systems
Abstract: A study through the literature analysis and
the professional experience on Systems implantation in
national University Libraries as basis for the def
tion of the UFRJ model.
Key Words: University libraries
Library systems
8 - referencias
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237

�1
1

�</text>
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                <text>SNBU - Edição: 04 - Ano: 1985 (UNICAMP - USP - UNESP - PUCCAMP - Campinas/SP)</text>
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                <text>Biblioteconomia&#13;
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Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
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    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
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              <text>Estudo através da análise da literatura e da experiência de profissionais na implantação de Sistemas de Bibliotecas Universitárias nacionais com base para a definição de um modelo para a UFRJ.</text>
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