<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<item xmlns="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5" itemId="6099" public="1" featured="0" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance" xsi:schemaLocation="http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd" uri="http://repositorio.febab.org.br/items/show/6099?output=omeka-xml" accessDate="2026-05-22T08:33:40-07:00">
  <fileContainer>
    <file fileId="5163">
      <src>http://repositorio.febab.org.br/files/original/49/6099/SNBU2012_238.pdf</src>
      <authentication>bc301ecdcf72380a845a209390f8ea99</authentication>
      <elementSetContainer>
        <elementSet elementSetId="4">
          <name>PDF Text</name>
          <description/>
          <elementContainer>
            <element elementId="92">
              <name>Text</name>
              <description/>
              <elementTextContainer>
                <elementText elementTextId="64768">
                  <text>Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

INTEGRAÇÃO ENTRE BIBLIOTECÁRIOS E
PROFISSIONAIS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Janise Silva Borges da Costa 1, Caterina Groposo pavão 1, Denise Ramires
Machado 1, Zaida Horowitr, Beatriz Helena Pires de Souza Cestari1, Zita
Prates de Oliveira 1, Zuleika de Souza Branco 1, Carla Metzler Saatkamp3
1Bibliotecária, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS
2 Analista

de Tecnologia da Informação, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre , RS
3Técnica de Tecnologia da Informação, Comissão de Automação, UFRGS, Porto Alegre, RS

Resumo
Este trabalho apresenta a relação entre bibliotecários e profissionais de
tecnologia da informação (TI), neste caso analistas de sistema e programadores, no
processo de automação de bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS) . Aborda as principais atividades e competências dos profissionais da
informação e dos profissionais de TI, destacando atividades onde a interação desses
profissionais é mais relevante no processo de automação de bibliotecas. Descreve o
caso da relação e parceria estabelecida entre os bibliotecários e os profissionais de
TI na UFRGS, todos trabalhando conjuntamente no Centro de Processamento de
Dados da Universidade, e as estratégias utilizadas para superar as dificuldades
encontradas. Conclui que os bibliotecários, os analistas de sistemas e os
programadores precisam trabalhar em equipe , num processo contínuo de
comunicação, visando o desenvolvimento de sistemas que atendam às
necessidades efetivas dos usuários e da Instituição.

Palavras-Chave:
Bibliotecários; Profissionais de TI ; Relações de trabalho; Competências
profissionais; Automação de bibliotecas.

Abstract
This paper shows the relationship between librarians and information
technology (IT) professionals (systems analysts and programmers) in library
automation process at Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) . It
addresses key activities and competencies of information and IT professionals,
highlighting activities where interaction of these professionals is more important in
library automation . It describes the case of the relationship of librarians and IT
professionals at UFRGS, in which ali them work together at Data Processing Center,
and the strategies used to overcome the difficulties. It concludes that librarians,
systems analysts and programmers need to work together in a continuous process of
communication , to develop systems that meet Institution's and users' needs.

Keywords:
Librarians; IT professionals; Labor relations; Professional competencies;
Library automation .

2585

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

1 Introdução
São muitas e impactantes as mudanças no tratamento, armazenamento,
recuperação e disseminação da informação, decorrentes dos avanços tecnológicos
ocorridos sobretudo a partir da década de 1980, com a disseminação dos
microcomputadores, e dos anos 90, com o avanço da internet, até pela rapidez com
que vêm acontecendo.
Desde então, como não podia deixar de ser, evidencia-se a necessidade de
adequação do perfil de trabalho do bibliotecário, ou profissional da informação,
categoria na qual se enquadra, de acordo com a Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO) . É de conhecimento comum que o bibliotecário precisa atualizarse constantemente, adquirindo novos conhecimentos, os quais antes não faziam
parte de sua área de formação . Falar em informação, automação, bases de dados,
repositórios digitais e tantos outros conceitos surgidos nas últimas décadas
necessariamente remete para a ligação com os profissionais de tecnologia da
informação (TI), especialmente o analista de sistemas, ou analista de tecnologia da
informação, e o programador, ou técnico de desenvolvimento de sistemas e
aplicações, também conforme a CBO . (BRASIL, 2002)
Assim, quando se trata especificamente de automação de bibliotecas
(informatização do catálogo ou desenvolvimento de repositório digital, por exemplo) ,
faz-se necessária a formação de equipes de trabalho multidisciplinares, integradas,
pelo menos, por profissionais da informação e profissionais de tecnologia da
informação. Esta necessidade já foi identificada há mais de uma década, pois:
"nenhum profissional da atualidade tem condições de reunir todas as
habilidades, conhecimentos e competências necessários para
interagir e equacionar os problemas decorrentes dos fluxos de
informação e conhecimento. Para resolvê-los é necessária a
formação de equipes interdisciplinares em todos os níveis e
processos: estratégicos, gerenciais e operacionais". (ALMADA DE
ASCENCIO , 2000) 1

O êxito das atividades de automação de bibliotecas depende não somente da
tecnologia utilizada mas, principalmente, do fator humano envolvido no processo.
Este trabalho se propõe a apresentar um panorama da relação entre
profissionais envolvidos na automação de bibliotecas, especialmente entre os
bibliotecários e os profissionais de TI da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS) . Está organizado da seguinte forma : a seção 2 inclui uma breve
explanação sobre as atribuições dos bibliotecários e dos profissionais de TI ; a seção
3 apresenta a experiência da atuação conjunta de bibliotecários e profissionais de TI
na UFRGS e a seção 4 conclui o trabalho.

1

Documento eletrônico não paginado.

2586

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

2 Atribuições dos profissionais da informação e dos profissionais de
tecnologia da informação
Por que só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação?
Thomas H. Davenport

o principal foco de trabalho dos bibliotecários no século XXI é a informação.
O processo de organização, recuperação e disseminação da informação, estando
ela em qualquer suporte, para disponibilização ao usuário que dela necessita é o seu
objetivo maior. Como afirma Targino (2010), as cinco leis da Biblioteconomia,
enunciadas em 1928 por Ranganathan, ainda são relevantes e essenciais hoje em
dia. Atualmente os bibliotecários precisam usar os recursos das tecnologias da
informação e comunicação (TICs) , tendo em vista a satisfação do usuário. Para os
bibliotecários, a tecnologia não deve ser vista como um fim em si mesma, mas sim
um meio para realizar sua função principal : atender às necessidades informacionais
do usuário.
O uso dos computadores somente por serem uma tecnologia moderna não foi
o principal motivo para as bibliotecas realizarem sua automação, ou seja, usar os
computadores nas bibliotecas não era um objetivo por si só, mas sim a possibilidade
que eles propiciaram de atingir as metas biblioteconômicas com mais eficiência e
eficácia pois, como diz a quarta lei de Ranganathan, é necessário poupar o tempo
do leitor (ou usuário da informação). Os profissionais da informação precisam estar
atualizados e em contato direto com os demais profissionais que contribuem para o
bom desempenho de suas atividades. No caso da automação de bibliotecas, os
outros profissionais envolvidos geralmente são os profissionais de TI.
A cada um desses profissionais cabe determinadas atividades, devido aos
diferentes enfoques derivados de sua formação . Côrte afirma :
Se antes o bibliotecário atuava juntamente com o analista de
sistemas, hoje, mesmo com a facilidade apresentada pela
microinformática facilitando o uso das tecnologias de informação e
ampliando a interação com o usuário, não fica prejudicada a
necessidade dessa parceria, mesmo porque essas tecnologias
facilitaram o processo, mas não eliminaram os conhecimentos
específicos que cada um traz como resultado de sua formação
profissional.
Assim , a escolha de um software é tarefa cooperativa , integrada e
participativa entre esses profissionais e constitui um dos grandes
desafios para as bibliotecas e unidades de documentação e
informação bibliográfica. (CÔRTE, 1999, p.254)

Não somente a escolha de um software, mas também todas as atividades
relacionadas ao processo de automação, incluindo o desenvolvimento, a
customização e a manutenção de softwares, a documentação e o help desk aos
usuários dos sistemas, as pesquisas, testes e implantações de novas soluções para
as situações informacionais que vão surgindo no decorrer do tempo, precisam da
integração e cooperação entre os profissionais da informação e os profissionais de
TI. A cooperação e a compreensão mútua decorrem também do reconhecimento das
semelhanças e diferenças entre os profissionais.

2587

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o Quadro 1 apresenta as grandes áreas de competência das profissões
geralmente envolvidas no processo de automação de bibliotecas.
Ocupação

Profissionais da
informação

Analistas de tecnologia
da informação

Técnicos de
desenvolvimento de
sistemas e aplicações
Programador de
sistemas de
informação
- Desenvolver
sistemas e aplicações
- Realizar
manutenção de
sistemas e aplicações
- Implantar sistemas
e aplicações
- Projetar sistemas e
aplicações
- Selecionar recursos
de trabalho
- Planejar etapas e
ações de trabalho

Analista de
desenvolvimento de
sistemas
- Desenvolver
- Disponibilizar
informação em
sistemas de
qualquer suporte
tecnologia da
- Gerenciar unidades, informação
redes e sistemas de
- Administrar
informação
ambiente de
- Tratar tecnicamente
tecnologia da
recursos
informação
Grandes
informacionais
- Prestar suporte
áreas de
- Desenvolver
técnico ao
competência recursos
cliente/usuário
- Elaborar
informacionais
- Disseminar
documentação de
informação
sistemas de
- Desenvolver
tecnologia da
estudos e pesquisas
informação
- Prestar serviços de
- Estabelecer padrões
assessoria e
para ambiente de
consultoria
tecnologia da
- Realizar difusão
informação
cultural
- Oferecer soluções
- Desenvolver ações
para ambientes de
educativas
tecnologia da
informação
- Pesquisar
inovações em
tecnologia da
informação
- Comunicar-se
Demonstrar competências pessoais
Quadro 1 - Grandes áreas de competência dos profissionais da informação
Título

Bibliotecário

Fonte: Classificação Brasileira de Ocupações (BRASIL, 2002).

É perceptível , já na primeira área de competência, uma das diferenças
básicas entre os bibliotecários e os profissionais de TI : enquanto a primeira área dos
bibliotecários refere-se a disponibilizar a informação, as dos profissionais de TI
referem-se ao desenvolvimento de sistemas informatizados. Seguindo com as
demais competências, as diferenças de foco são facilmente visíveis: a dos
profissionais de TI é a administração, pesquisa , desenvolvimento e documentação
da tecnologia da informação, enquanto para os bibliotecários a ênfase está na
informação e nos recursos informacionais, sendo que as tecnologias aparecem
somente no detalhamento das áreas de competência, ou seja, elas são um meio,
não o fim.

2588

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Ao analisar as atividades dentro das áreas de competência do bibliotecário,
na eBO (BRASIL, 2002) , é possível encontrar algumas bastante ligadas às
atividades dos profissionais de TI, as quais necessitam de cooperação entre os
diferentes profissionais para serem realizadas, a saber:
a) automatizar unidades de informação;
b) elaborar manuais de serviços e procedimentos [quando ligados às
atividades automatizadas];
c) analisar tecnologias de informação e comunicação;
d) desenvolver bases de dados;
e) efetuar manutenção de bases de dados;
f) migrar dados;
g) desenvolver interfaces de serviços informatizados;
h) desenvolver bibliotecas virtuais e digitais;
i) elaborar laudos técnicos [relacionados à automação] ;
j) divulgar informações através de meios de comunicação formais e
informais e
k) capacitar recursos humanos [sobre as atividades automatizadas] .
Dentre as muitas atividades dos profissionais de TI que seriam importantes
realizar em conjunto com os bibliotecários, no caso da automação de bibliotecas,
merecem destaque:
a) dimensionar requisitos e funcionalidade dos sistemas;
b) desenvolver, testar e implantar sistemas;
c) orientar áreas de apoio;
d) elaborar manuais do sistema ;
e) elaborar especificação técnica ;
f) definir padrões de interface com cliente/usuário [no caso, os
bibliotecários];
g) prestar consultoria técnica;
h) avaliar novas tecnologias;
i) elaborar relatórios técnicos e
j) emitir pareceres técnicos.
Os pontos onde existem mais atividades em comum é na área "Demonstrar
competências pessoais". Dentre as habilidades pessoais, as quais são as que
podem facilitar a comunicação entre os bibliotecários e os profissionais de TI ,
destacam-se, resumidamente:
a) trabalhar em equipe;
b) demonstrar senso/capacidade de organização;
c) demonstrar criatividade;
d) demonstrar raciocínio lógico e
e) capacidade de concentração e de síntese.
Para trabalhar em projetos de automação, Kraemer e Marchiori (1996, p. 2)
enfatizam que o "bibliotecário não precisa se envolver profundamente com a área de
informática a ponto de dominá-Ia. Porém certa competência é exigida visando
estabelecer um diálogo com os profissionais desse campo". Existe a necessidade de
trabalhar em conjunto e o entendimento da área de informática permite fazer
contribuições relevantes durante o processo.

2589

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Em países nos quais a formação de bibliotecário ocorre no nível de pósgraduação é mais comum que uma única pessoa assuma a função de bibliotecário e
de analista de sistemas da biblioteca, sendo conhecido como bibliotecário de
sistemas (systems librarian) . A formação desse profissional costuma ser diversa.
Martín (2009) aponta três tipos de "bibliotecários de sistemas": o biblioinformático
(com titulação em biblioteconomia e ciências da computação), o bibliotecário
informático (com titulação em biblioteconomia e conhecimentos em informática a
partir da experiência no trabalho) e o informático bibliotecário (com titulação em
ciências da computação e conhecimentos de padrões biblioteconômicos a partir de
sua experiência de trabalho em bibliotecas) .
No Brasil e em outros países da América Latina, é comum que as atividades
de TI sejam desempenhadas em parceria , com a cooperação dos bibliotecários e
dos analistas de sistemas e programadores. Silva (2005) cita a especialidade de
bibliotecário de sistemas como uma das áreas para o bibliotecário se especializar,
mas ressalta a importância do trabalho em equipe para dar suporte às atividades do
bibliotecário de sistemas.
A existência do bibliotecário de sistemas no processo de automação de
bibliotecas não prescinde da colaboração do analista de sistemas e dos
programadores, mas sim é um benefício para o trabalho, visto que os conhecimentos
de informática do bibliotecário podem facilitar o diálogo com esses profissionais.
Esse fato é corroborado pela seguinte afirmação de Mey:
Precisamos, sim, da conscientização necessária a qualquer usuário
[enquanto bibliotecários, no processo de desenvolvimento de
sistemas somos usuários], para expressar corretamente nossas
necessidades e compreender as limitações e, o mais importante, a
potencialidade do outro lado (no caso, as máquinas). (MEY, 1988, p. 77)
Esse é um ponto importante, pois salienta a relevância de uma boa
comunicação entre os bibliotecários e os profissionais de TI para que o trabalho
transcorra de modo a permitir que os objetivos sejam atingidos satisfatoriamente.
Loh (1991), que é um analista de sistemas, cita a dificuldade para o usuário fornecer
as informações necessárias como um dos problemas da análise de requisitos para o
desenvolvimento de sistemas de informações. Loh lista, resumidamente, os
principais problemas de comunicação entre os usuários e os analistas:
Em resumo, os principais problemas de comunicação entre Usuários
e Analistas são:
1) baixa produtividade da comunicação;
2) conflito de interesses (objetivos e funções) entre Usuários e
Analistas;
3) diferença de linguagens e conhecimentos entre Usuários e
Analistas;
4) falta de habilidades comunicativas entre os participantes;
5) imprecisões das linguagens naturais (uso e compreensão de
símbolos e mensagens). (LOH , 1991 , p. 42)
Como visto acima, as diferenças de linguagem também contribuem para o
aumento dessa dificuldade: termos idênticos com significados distintos para cada um
dos profissionais podem causar ruídos nessa comunicação . A definição do dicionário

2590

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Houaiss (HOUAISS; VILLAR; FRANCO, 2001, p. 444) para a palavra "biblioteca"
mostra as diferenças de significado entre as áreas. Na definição tradicional , é o
edifício ou recinto onde ficam depositadas, ordenadas e catalogadas diversas
coleções de livros, periódicos e outros documentos, que o público, sob certas
condições, pode consultar no local ou levar de empréstimo. Para os profissionais de
TI é uma coleção ordenada de código de programas e rotinas, a que um
programador pode recorrer para desenvolver outros programas. Este caso é apenas
ilustrativo e não chega a causar inconvenientes na comunicação, mas existem
outros que podem prejudicar o diálogo entre os profissionais. O exemplo de Mey,
transcrito abaixo, ilustra bem essa situação:
A começar pelo próprio significado do termo informação. Para nós,
bibliotecários, de modo geral, informação significa fonte de
informação. Para os analistas, informação significa, de modo
geral, dado (isto é, número, nome, termo, concreto e objetivo).
(MEY, 1988, p. 76, grifos da autora)

Os problemas de comunicação podem aparecer logo no começo do processo
de automação e, caso não sejam enfrentados e solucionados oportunamente,
podem persistir até o final do processo, inviabilizando os bons resultados
pretendidos por ambos os profissionais. Os profissionais que estabelecem de início
vínculos sólidos e boa comunicação superam mais facilmente as etapas iniciais e
partem para atividades mais avançadas nas questões que envolvem a automação
de bibliotecas.
Em pesquisa recente acerca da formação de bibliotecários para o trabalho em
bibliotecas digitais, na qual uma das questões a serem respondidas dizia respeito às
dificuldades que os mesmos encontram em seu trabalho, relativo à gestão da
biblioteca, Madureira e Vilarinho (2010) apontam que o bibliotecário atuante em
bibliotecas digitais tem como dificuldade profissional a enfrentar a falta de apoio do
setor de informática, o que indica o quão importante é um bom relacionamento e o
trabalho conjunto com este setor. O reconhecimento das atribuições de cada um dos
profissionais, bem como as boas relações comunicativas e de cooperação podem
ajudar a minimizar essas situações. É fato que esta falta de apoio é, muitas vezes,
oriunda da administração superior da instituição, que não vê a automação da
biblioteca como prioridade no contexto organizacional , e não propriamente do órgão
ou setor de informática.
Enfim, uma boa equipe envolve, além das competências profissionais,
habilidades pessoais importantes para a realização das atividades relativas à
automação de bibliotecas. É um processo contínuo e deve ser aprimorado em grupo
a cada dia. Leite (2009 , p. 40) cita os bibliotecários e os analistas de sistemas como
sendo uma equipe mínima para o desenvolvimento dos repositórios institucionais,
mas antes disso destaca que "uma equipe capacitada e comprometida com a
realização do projeto" é importante para a construção dos mesmos.
No caso apresentado a seguir, compartilhamos a experiência de trabalho
conjunto de bibliotecários e profissionais de TI que fazem parte de uma equipe
permanente, vinculados e sediados no Centro de Processamento de Dados (CPD)
da UFRGS, com o objetivo de atender ao SBUFRGS e à comunidade acadêmica
nas suas necessidades de acesso à informação.

2591

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3 Automação no Sistema de Bibliotecas da UFRGS
A estreita relação entre bibliotecários e profissionais de TI na UFRGS
começou com a implantação da automação no Sistema de Bibliotecas, conforme
descrito a seguir.
3.1 Breve histórico
A automação nas bibliotecas da UFRGS teve início em 1975, porém de forma
extremamente restrita em termos de disponibilidade de pessoal da área de TI e de
equipamento dedicado para este fim . Em decorrência destas dificuldades, foi
interrompida em 1983 e reiniciada somente em 1989, quando as iniciativas foram
conduzidas de forma mais abrangente e autônoma, principalmente no que se refere
aos equipamentos da Universidade, pois a Direção da Biblioteca Central
desenvolveu e submeteu à FINEP projeto para aquisição de equipamento próprio
para a gerência da base de dados do Sistema de Bibliotecas da UFRGS
(SBUFRGS).
Foi desenvolvido, então, um sistema proprietário para automação das rotinas
das bibliotecas, denominado SABi, Sistema de Automação de Bibliotecas da
UFRGS, o qual foi instalado em 1989 em um servidor dedicado para este fim . Estava
estruturado em módulos, no entanto , foram implementados apenas os Módulos de
Registro Bibliográfico e de Recuperação da Informação.
O crescimento dos acervos, a necessidade de garantir a segurança dos
dados e de informatizar as demais funções da biblioteca, visando à ampliação e
modernização do SABi, foram fatores decisivos para a realização de estudo acerca
da viabilidade de continuidade de desenvolvimento do SABi, enquanto sistema
proprietário, bem como das alternativas de softwares disponíveis no mercado que
atendessem às especificações técnicas e operacionais exigidas pelo SBUFRGS.
Considerando a quantidade e diversidade de tarefas a serem executadas para
a escolha do software a ser adotado e, em etapa subseqüente, para migração da
base de dados, foi identificada a necessidade de uma equipe de profissionais
destinada para este fim.
Em maio de 1998, por Portaria da Reitora, foi constituída uma Comissão
Assessora vinculada à Pró-Reitoria de Pesquisa, com as atribuições de planejar,
coordenar e executar a implantação do novo software de automação no SBUFRGS.
(UNIVERSIDADE ..., 1998). A partir desse momento os bibliotecários designados
passaram a atuar um turno em suas bibliotecas de origem e outro no CPD
juntamente com os profissionais de TI integrantes da referida Comissão. De pronto
identificou-se a necessidade destes bibliotecários desempenharem suas atividades
em turno integral no CPD, a fim de assegurar a gerência e manutenção do novo
sistema de automação a ser implantado no SBUFRGS.
Desta forma foi instituída a equipe conhecida como Comissão de Automação
(COMAUT), cujas atividades e forma de trabalho são apresentados a seguir.

2592

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

3.2 Equipe e forma de trabalho
No período de 1998 até maio de 2000, que correspondeu ao preparo da base
SABi tendo em vista a migração para o novo sistema, o trabalho da Comissão
abrangeu, em linha gerais, as seguintes atividades:
a) consistência dos registros bibliográficos, a fim de qualificar a base e de
otimizar o processo de recuperação da informação (caracterizou-se,
basicamente, pela identificação de erros de digitação e de grafias distintas
para uma mesma entrada, tendo sido consistidos, nesta etapa, os nomes
pessoais);
b) estudo comparativo entre os formatos USMARC e SABi, com vistas à
conversão para o novo formato ;
c) definição do novo Formato SABi;
d) customização do sistema, esta em parceria com os então Grupos
Assessores Técnicos de Descrição Documental (GAT-DD), de
Publicações Periódicas e Seriadas (GAT-PPS) e de Indexação de
Documentos (GAT-ID) e outros grupos designados para tarefas
específicas;
e) elaboração e atualização de documentos, interfaces e divulgação do
sistema;
f) análise detalhada das tabelas do Aleph;
g) parametrização da interface do sistema ;
h) estudo da estrutura lógica da base de dados (relação entre os arquivos do
Oracle), dos diretórios, do sistema operacional (Unix), do esquema de
segurança de dados (backup);
i) desenvolvimento de aplicativos para correção e adequação dos dados ao
novo sistema.
A partir de maio de 2000, quando foi realizada a conversão definitiva dos
cerca de 270 mil registros disponíveis na base passou-se a realizar, dentre tantas
outras atividades, estudos preliminares para catalogação retrospectiva dos
documentos não incluídos no SABi.
Em 2008 foi concluída a implantação de todos os módulos do sistema, quais
sejam, Registro Bibliográfico, Registro de Autoridades, Itens &amp; Impressão de
Etiquetas, Controle de Coleções de Periódicos, Circulação de Coleções &amp; Caixa e
de Aquisição, nas 33 bibliotecas que integram o SBUFRGS. A implantação ocorreu
de forma gradativa e se estendeu por oito anos, entre 2000 e 2008, com ampla
divulgação de todas as atividades realizadas pela Comissão em cada uma das
etapas e participação dos profissionais das bibliotecas, com a realização de
treinamento das equipes e elaboração e disponibilização dos manuais de operação
do sistema.
Desde 2011 , a COMAUT passou a ter as atribuições de manutenção e
atualização do SABi e de sua documentação, da implementação de novas
ferramentas/sistemas de informação digital e do assessoramento à direção da
Biblioteca Central em questões de tecnologia da informação. (UNIVERSIDADE ... ,
2011).
A parceria demonstrada pelas equipes durante todo o processo foi
fundamental para o êxito da migração da base SABi e das três conversões para
novas versões do sistema , ocorridas ao longo dos últimos onze anos.

2593

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

o trabalho conjunto possibilitou a realização de estudos e projetos com o fim
de ampliar os recursos de informação oferecidos à comunidade . O projeto do Lume,
Repositório Digital da UFRGS, tem mostrado como as duas áreas trabalhando em
conjunto podem apresentar propostas e soluções viáveis para facilitar o acesso e a
gestão da informação na Universidade. O Lume possibilitou o acesso aos
documentos digitais produzidos na Universidade, ampliando o uso e a visibilidade da
produção científica, técnica e artística e garantindo a sua preservação.
Sem dúvida, nem sempre a relação entre os bibliotecários e os profissionais
de TI da UFRGS foi uma tarefa fácil para ambos. Como já mencionado, as
diferenças são muitas, não só com relação à formação e competências profissionais,
como também na forma de trabalho, vocabulário e conceitos utilizados nas
diferentes áreas. Em conjunto e com respeito mútuo, conforme afirma Mey (1988),
as barreiras foram gradativamente ultrapassadas.
Para minimizar os impactos destas diferenças e promover a efetiva integração
da equipe da COMAUT algumas estratégias foram fundamentais :
1) a permanência de todos os seus membros em um só lugar (CPD) ;
2) a seleção dos integrantes da COMAUT, levando em conta sua experiência
profissional nas bibliotecas setoriais e sua maturidade pessoal ;
3) a identificação das habilidades profissionais de cada integrante e a
designação de responsabilidades com base nessas habilidades;
4) o desenvolvimento de uma forma colaborativa de trabalho, visando
identificar os diversos ângulos de uma questão até chegar a um consenso
final e
5) a disponibilidade para o diálogo entre bibliotecários e profissionais de TI.
A soma dessas estratégias possibilitou a criação de uma linguagem comum e
um ambiente harmônico de trabalho. A fim de facilitar o estabelecimento dessa
linguagem comum , destacam-se algumas medidas que foram adotadas no início dos
trabalhos, relacionadas no Quadro 2:
Bibliotecários

Profissionais de TI

Atividades no CPD, junto com os
profissionais de TI , para estabelecer os
procedimentos do trabalho em conjunto

Visita às bibliotecas do SBUFRGS para
conhecer as atividades e fluxos de trabalho

Participação em cursos (de informática e
outros relacionados à automação de
bibliotecas)

Participação em curso sobre regras de
catalogação

Estudo detalhado do formato USMARC
Visita a outras instituições do país para troca de experiências
em automação de bibliotecas
Participação em eventos
Quadro 2 - Atividades promovidas para bibliotecários e profissionais de TI visando
sua integração

2594

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

Não é prerrogativa do bibliotecário ou do profissional de TI a necessidade de
adaptação do seu perfil profissional às exigências do mercado de trabalho
consonante, conforme afirmam Arruda, Marteleto e Souza (2000, p. 23), ao "novo
modelo econômico, que introduz novas formas de gestão do trabalho e de
socialização
dos
indivíduos, valorizando
a atuação
em
equipe,
a
interdisciplinaridade, o aprendizado contínuo e atitudes comportamentais".
Pode-se afirmar que a integração do trabalho de bibliotecários e profissionais
de TI na UFRGS foi reconhecidamente uma iniciativa muito importante da
Administração Central da Universidade que favoreceu e proporcionou melhores
condições de trabalho e atendimento às demandas da comunidade universitária . É
importante ressaltar que esta integração se deu não só com relação ao desempenho
das atividades, como também no local onde os profissionais estão sediados, ou seja,
as bibliotecárias do SBUFRGS foram transferidas das bibliotecas de suas
respectivas Unidades para atuarem dentro do Centro de Processamento de Dados,
junto à equipe de TI , formando um grupo coeso e com dedicação exclusiva aos
sistemas de biblioteca.
Desta forma, foram criadas melhores condições para a migração de sistema
de automação de bibliotecas, fortalecimento e consolidação do processo automação
na UFRGS e, sobretudo, contribuiu para tornar o SABi no principal instrumento
gerencial e de armazenamento e recuperação de informações bibliográficas no
SBUFRGS. Seu uso vem subsidiando a Universidade na identificação de
indicadores que possibilitam mensurar e avaliar resultados por meio de produtos
acadêmicos postos à disposição da sociedade e nos processos de planejamento e
gestão universitária.

4 Considerações Finais
A integração e parceria estabelecida entre bibliotecários e profissionais de TI
é uma experiência pioneira na Universidade que vem se mostrando bastante
profícua . O aprendizado adquirido e as práticas vivenciadas têm fluxo contínuo e
vêm se somando ao longo do processo de automação, proporcionando a constante
qualificação das equipes para o desempenho de suas atividades. Essa solução de
continuidade possibilita o desenvolvimento dos sistemas de forma mais ágil e
consistente.
A colaboração entre os diferentes profissionais no processo de
desenvolvimento, implantação, avaliação e manutenção de sistemas de automação
de bibliotecas é fundamental para o bom andamento dos trabalhos e o alcance dos
objetivos. Bibliotecários, analistas de sistemas e programadores precisam trabalhar
conjuntamente, num processo contínuo de comunicação e compreensão mútua,
visando o desenvolvimento de sistemas que atendam às necessidades efetivas dos
usuários e da própria Instituição. Habilidades de comunicação e para o trabalho em
equipe definitivamente são requisitos fundamentais para os profissionais da
informação na sociedade de hoje.
É evidente que sempre existirão questões emergentes, exigindo adaptação,
capacitação e aquisição de novos conhecimentos. Novas demandas trazem consigo
desafios e oportunidades que, com a colaboração de todos os profissionais
envolvidos, cada um em sua especialidade, abertos ao diálogo, a outras visões
sobre as situações geradas e procurando compreender os aspectos particulares das
especialidades, contribuem para o avanço dos serviços oferecidos aos usuários.

2595

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ
1I....111~

Trabalho completo

5 Referências
ALMADA DE ASCENCIO, Margarita. Sociedad multicultural de información yeducación .
Papel de los flujos electrónicos de información y su organización. Revista Iberoamericana
de Educación, n. 24, sept.-dic. 2000. Disponivel em : &lt;http://www.rieoei .org/rie24a05.htm&gt;.
Acesso em 19 mar. 2012.
ARRUDA, Maria da Conceição Calmon; MARTELETO, Regina Maria; SOUZA, Donaldo
Bello de. Educação, trabalho e o delineamento de novos perfis profissionais: o bibliotecário
em questão. Ciência da Informação, Brasília, v. 29, n. 3, p. 14-24, set./dez.2000.
Disponível em : &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n3/a02v29n3.pdf&gt;. Acesso em: 16 mar. 2012.
BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Classificação Brasileira de Ocupações;
portal do trabalho e emprego. Brasil: MTE, 2002. Disponível em:
&lt;http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf&gt;. Acesso em 23 fev.2012.
CÔRTE, Adelaide Ramos e et aI. Automação de bibliotecas e centros de documentação: o
processo de avaliação e seleção de softwares. Ciência da Informação, Brasília, v. 28, n. 3,
p. 241-256, set./dez. 1999. Disponível em: &lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v28n3/v28n3a2.pdf&gt;.
Acesso em: 16 mar. 2012.
HOUAISS, A. ; VILLAR, M. de S; FRANCO, F. M. de M. Dicionário Houaiss da língua
portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 .
KRAEMER, Lígia Leindorf Bartz; MARCHIORI , Patrícia Zeni. Automação documentá ria :
contribuições para a prática. Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 20, n. 1,
p. 15-26, 1996. Disponível em: &lt;http://www.brapci.ufpr.br/download.php?ddO=8833&gt;.
Acesso em: 08 mar. 2012.
LEITE, Fernando César Lima. Como gerenciar a visibilidade da informação científica
brasileira: repositórios institucionais de acesso aberto. Brasília, DF: IBICT, 2009. Disponível
em: &lt;http://www.ibict.br/anexos noticias/repositorios.institucionais.F.Leite atualizado.pdf&gt;.
Acesso em: 16 mar. 2012.
LOH, Stanley. Uma linguagem comum entre usuários e analistas para definição de
requisitos de sistemas de informação. 180 f. 1991 . Dissertação (mestrado)-Curso de PósGraduação em Ciência da Computação. Instituto de Informática. Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1991. Disponível em :
&lt;http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/24493&gt;. Acesso em : 06 mar. 2012.
MADUREIRA, Helania Oliveira; VILARINHO , Lúcia Regina Goulart. A formação do
bibliotecário para atuar em bibliotecas digitais: uma questão a aprofundar. Perspectivas em
Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 15, n. 3, p. 87-106, set./dez. 2010. Disponível
em: &lt;http://portaldeperiodicos .eci.ufmg .br/index.php/pci/article/view/1 077/773 &gt;. Acesso em:
23 mar. 2012.
MARTíN, Sandra Gisela. Bibliotecario de sistemas: una especialización com futuro.
Información, cultura y sociedad , Buenos Aires, Argentina, n. 21, p. 69-84, 2009.
Disponível em: &lt;http://www.scielo.org.ar/pdf/ics/n21/n21a05.pdf&gt;. Acesso em: 13 fev. 2012.

2596

�Gestão de pessoas
i! """"'"
MaooNlck

~

=

:,

IiWitt.UJ

1I....111~

Trabalho completo

MEY, Eliane Serrão Alves. Bibliotecários e analistas de sistemas: a convivência necessária.
Revista de Biblioteconomia de Brasília, Brasília, v. 16, n. 1, p. 75-81 , jan./jun . 1988.
Disponível em : &lt;http://www.brapci.ufpr.br/download .php?ddO=17654&gt;. Acesso em: 10
fev.2012.
SILVA, Fabiano Couto Corrêa da. Bibliotecários especialistas: guia de especialidades e
recursos informacionais. Brasília: Thesaurus, 2005.
TARGINO, Maria das Graças. Ranganathan continua em cena. Ciêncía da Informação,
Brasília, v. 39, n. 1, p. 122-124, jan./abr. 2010. Disponível em:
&lt;http://www.scielo.br/pdf/ci/v39n1/v39n1a08.pdf&gt;. Acesso em 22 mar. 2012.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Portaria n° 1272, de 14 de maio de
1998.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Portaria n° 1103, de 16 de março
de 2011 . Designa membros para compor a Comissão de Automação - SABi/UFRGS.

2597

�</text>
                </elementText>
              </elementTextContainer>
            </element>
          </elementContainer>
        </elementSet>
      </elementSetContainer>
    </file>
  </fileContainer>
  <collection collectionId="49">
    <elementSetContainer>
      <elementSet elementSetId="1">
        <name>Dublin Core</name>
        <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
        <elementContainer>
          <element elementId="50">
            <name>Title</name>
            <description>A name given to the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51396">
                <text>SNBU - Edição: 17 - Ano: 2012 (UFRGS - Gramado/RS)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="49">
            <name>Subject</name>
            <description>The topic of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51397">
                <text>Biblioteconomia&#13;
Documentação&#13;
Ciência da Informação&#13;
Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="41">
            <name>Description</name>
            <description>An account of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51398">
                <text>Tema: A biblioteca universitária como laboratório na sociedade da informação.</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="39">
            <name>Creator</name>
            <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51399">
                <text>SNBU - Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="45">
            <name>Publisher</name>
            <description>An entity responsible for making the resource available</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51400">
                <text>UFRGS</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="40">
            <name>Date</name>
            <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51401">
                <text>2012</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="44">
            <name>Language</name>
            <description>A language of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51402">
                <text>Português</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="51">
            <name>Type</name>
            <description>The nature or genre of the resource</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51403">
                <text>Evento</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
          <element elementId="38">
            <name>Coverage</name>
            <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
            <elementTextContainer>
              <elementText elementTextId="51404">
                <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
              </elementText>
            </elementTextContainer>
          </element>
        </elementContainer>
      </elementSet>
    </elementSetContainer>
  </collection>
  <itemType itemTypeId="8">
    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
  </itemType>
  <elementSetContainer>
    <elementSet elementSetId="1">
      <name>Dublin Core</name>
      <description>The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. For more information see, http://dublincore.org/documents/dces/.</description>
      <elementContainer>
        <element elementId="50">
          <name>Title</name>
          <description>A name given to the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64760">
              <text>Integração entre bibliotecários e profissionais de tecnologia da informação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="39">
          <name>Creator</name>
          <description>An entity primarily responsible for making the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64761">
              <text>Costa, Janise Silva Borges da et al.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="38">
          <name>Coverage</name>
          <description>The spatial or temporal topic of the resource, the spatial applicability of the resource, or the jurisdiction under which the resource is relevant</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64762">
              <text>Gramado (Rio Grande do Sul)</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="45">
          <name>Publisher</name>
          <description>An entity responsible for making the resource available</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64763">
              <text>UFRGS</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="40">
          <name>Date</name>
          <description>A point or period of time associated with an event in the lifecycle of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64764">
              <text>2012</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="51">
          <name>Type</name>
          <description>The nature or genre of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64766">
              <text>Evento</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="41">
          <name>Description</name>
          <description>An account of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="64767">
              <text>Este trabalho apresenta a relação entre bibliotecários e profissionais de tecnologia da informação (TI), neste caso analistas de sistema e programadores, no processo de automação de bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Aborda as principais atividades e competências dos profissionais da informação e dos profissionais de TI, destacando atividades onde a interação desses profissionais é mais relevante no processo de automação de bibliotecas. Descreve o caso da relação e parceria estabelecida entre os bibliotecários e os profissionais de TI na UFRGS, todos trabalhando conjuntamente no Centro de Processamento de Dados da Universidade, e as estratégias utilizadas para superar as dificuldades encontradas. Conclui que os bibliotecários, os analistas de sistemas e os programadores precisam trabalhar em equipe, num processo contínuo de comunicação, visando o desenvolvimento de sistemas que atendam às necessidades efetivas dos usuários e da Instituição.</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
        <element elementId="44">
          <name>Language</name>
          <description>A language of the resource</description>
          <elementTextContainer>
            <elementText elementTextId="69598">
              <text>pt</text>
            </elementText>
          </elementTextContainer>
        </element>
      </elementContainer>
    </elementSet>
  </elementSetContainer>
</item>
