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A BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA PÚBLICA BRASILEIRA E A
PRÁTICA INTERDISCIPLINAR NAS RELAÇÕES DE TRABALHO
Ana Paula Lima dos Santos 1, Gilda Sousa de Alvarengél, Luiz
Antônio de Souza3
1 Mestre

em Ciência da Informação; Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense, Niterói,
RJ

2

Especialista em Biblioteconomia ; Bibliotecária , Universidade Federal Fluminense , Niterói, RJ

3

Mestre em Ciência da Informação; Bibliotecário, Academia Brasileira de Letras/Universidade
do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
Aborda as relações de trabalho na biblioteca universitária pública brasileira , a falta
de interação entre os setores da biblioteca e, consequentemente, o isolamento dos
serviços internos, que resulta em trabalho individual e em prejuízo para a qualidade
dos serviços oferecidos aos usuários. Apresenta a biblioteca como um sistema
interativo e interdependência entre os diversos setores, a fim de dinamizar as
relações administrativas e gerenciais para uma maior integração sistêmica, cujos
resultados serão serviços práticos, eficazes e dinâmicos, com motivação para o
trabalho interdisciplinar, o que contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade dos
serviços prestados aos usuários, neste caso a comunidade acadêmica. A
metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Conclui que com atividades simples
que promovam a integração e o diálogo entre os setores da biblioteca universitária,
bem como a qualificação dos profissionais firmará está como um laboratório na
sociedade da informação.

Palavras-Chave:
Biblioteca Universitária; Interdisciplinaridade; Relações administrativas; Informação;
Gestão.

Abstract
Discusses labor relations in the brazilian public university library, the lack of
interaction between sectors of the library and , consequently, the isolation of internai
services, which results in the individuality of the work and affect the quality of
services offered to users. Presents the library as an interactive and interdependent
sectors, with the aim of strengthening relations and administrative management for
greater systemic integration , whose results will be practical services, effective and
dynamic, with motivation for interdisciplinary work between the sectors, which
contribute to the development and quality of services provided to the academic
community. The methodology was a literature review. It concludes that simple
activities that promote integration and dialogue among various sectors of the
university library, as well as the professional qualification will confirm this as a
laboratory in society information .

Keywords:
University Library;
Management.

Interdisciplinary;

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Administrative

Relations;

Information ;

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1 Introdução
Se antes a informação era relevante, atualmente ela figura como elemento
crucial na sociedade da informação. A informação em estado potencial está presente
em todo o universo em que vivemos e tem se tornado um bem precioso e valioso.
De acordo com Corte (2002), o início deste século apresentou uma nova ordem na
organização da produção, na circulação de bens e serviços, nos hábitos e costumes
sociais, na atividade política, econômica e, sobretudo, cultural. Por isso a
preocupação em organizar e disponibilizar a informação tem sido alvo de atenção e
interesse dos profissionais da informação. Na perspectiva de Barreto (2009, p.1),
pode-se definir a informação como "Conjuntos simbolicamente significantes com a
competência e a intenção de gerar conhecimento no indivíduo em seu grupo e na
sociedade" .
Nesse contexto, as bibliotecas e centros de informação responsáveis pela
guarda, tratamento e disponibilização da informação têm voltado sua atenção e
estudo para atender de forma satisfatória o seu público.
Dessa forma, como afirma Vergueiro (2000), a biblioteca universitária como
"geradora" de informação para a produção do conhecimento, possui elementos para
contribuir para o desenvolvimento social do país, e passa, portanto, a ter maior
relevância dentro do contexto social e econômico predominante nesse final de
século . Assim , faz-se necessário que se definam as práticas de trabalho e os
métodos gerenciais que respondam de forma rápida e eficiente às necessidades
informacionais do seu público.
Para o Censo de Educação Superior, a Diretoria de Estatísticas e Avaliação
da Educação Superior (DAES/INEP/MEC), biblioteca é o local que existe acervo
disponível para consulta e empréstimo, serviços de registro e catalogação e
presença de profissionais bibliotecários e auxiliares.
Nesse âmbito a biblioteca universitária é um "celeiro" de soluções mais
também é um "celeiro" de problemas, principalmente no que se refere a
administração e organização. O primeiro grande problema que se pode encontrar
nesse cenário é o da gestão, pois como afirma Maciel e Mendonça (2006, p. 7) os
gerentes de bibliotecas são pessoas muito atarefadas. Na maioria das vezes não
conseguem encontrar tempo para refletir, planejar o seu trabalho e principalmente
sobre "a estrutura que o sustenta". Suas preocupações imediatas são as tarefas
mais urgentes, que, aliás, são constantes e continuas. Acrescente-se que, além de
gestores, responsáveis que são pelas respostas às demandas da alta administração,
têm, igualmente, que fazer, ou seja, executar tarefas rotineiras da biblioteca,
considerando-se o quadro de pessoal que está, no mais das vezes, incompleto ou ,
se completo, em total descompasso, gerando descontentamentos, com graves
prejuízos para consecução dos objetivos.
Outra questão preocupante nas bibliotecas universitárias públicas brasileiras
é o trabalho isolado dos setores. Em muitos casos não se sabe o que acontece em
setores diferentes que compartilham o mesmo lugar, uma biblioteca central , por
exemplo, há o Setor de aquisição em que são feitas as compras e o recebimento de
doações de materiais bibliográficos; o Setor de Processamento Técnico onde são
processados os materiais adquiridos pela aquisição e o Setor de referência lugar
que se presta auxílio aos usuários para encontrar os materiais que foram adquiridos
e tratados para disponibilização dos mesmos.

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Esses setores, embora separados, são interligados e deveriam desenvolver
suas atividades em harmonia e não individualizados. Essa individualização gera uma
"quebra" em um sistema que deveria ser contínuo e dinâmico. Nessa conjuntura,
como a biblioteca universitária pública pode ser um laboratório na sociedade
da informação se suas bases tanto administrativas quanto organizacionais são
falhas?
A partir dessas premissas o que se pretende com esse trabalho é indagar:
como as bibliotecas universitárias públicas brasileiras podem resolver esses
problemas? Como despertar nos profissionais da informação, principalmente os
bibliotecários, a consciência de integração e não de isolamento para que a biblioteca
seja vista e administrada como um sistema de informação, em que os setores
dialogam e, consequentemente, produza uma maior integração entre os diversos
setores das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, facilitando sua
comunicação interna e unificando os serviços e produtos oferecidos a comunidade
acadêmica.
Para situar a biblioteca universitária no contexto interdisciplinar será
apresentada, de modo sucinto, a revisão da literatura.

2 O pensamento interdisciplinar: uma necessidade nas bibliotecas
universitárias brasileiras

o ser humano não vive só, e tampouco trabalha só, está sempre em contato
com outras pessoas, com outros ambientes. Somos uma criação de convicções e
influências presenciadas diariamente nos comportamentos das pessoas com as
quais convivemos, e esse convívio nos amadurece nos faz crescer como seres
humanos e como profissionais. Essa integração é importante para o nosso
desenvolvimento na vida , seja afetiva ou profissional. Com as disciplinas e a ciência
acontece o mesmo. A integração dos pesquisadores faz com que desempenhem o
seu papel de forma abrangente e recíproca com mais visões e opções de trabalho.
Ao se relacionarem, trocam ide ias e informações, obtendo uma maior riqueza
intelectual, o que contribui para facilitar a produção dos seus trabalhos científicos.
Assim , a interdisciplinaridade cumpre o seu papel que é a integração disciplinar para
um rumo eficaz e produtivo do conhecimento.
A ampliação por intermédio do diálogo permite enriquecer nossa relação com
o outro e com o mundo. Uma das características da interdisciplinaridade é a
interação entre uma ou mais áreas do conhecimento, e os profissionais que tiverem
essa visão encontrarão um campo maior de trabalho, além de aumentarem seus
conhecimentos interagindo com outras áreas.
Segundo Japiassu (1976) interdisciplinar é o mesmo que comum a uma ou
mais disciplinas ou áreas do conhecimento, ou seja , o que está relacionado ou
ligado a algo. A interdisciplinaridade se define e é elaborada "por uma crítica das
fronteiras das disciplinas, de sua compartimentação, proporcionando uma grande
esperança de renovação e de mudança no domínio da metodologia das ciências
humanas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).
A etimologia do termo disciplina tem origem no latim discere e quer dizer
aprender e, de seu derivado, discipulus, aquele que aprende. (MAHEU , 1999?).
Fazenda (1993) ressalta que, no idioma latino, dentre as diversas conotações que
podem ser atribuídas ao prefixo inter, uma delas é troca e a disciplina seria o mesmo

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que ensinamento, instrução, ciência . "Logo, a interdisciplinaridade pode ser
compreendida como sendo a troca, de reciprocidade entre as disciplinas ou ciências,
ou melhor, áreas do conhecimento" . (FAZENDA, 1993, p.15).
A interdisciplinaridade sendo a interação com uma ou outra área do
conhecimento facilita o aprendizado e o andamento de pesquisas e trabalhos, pois é
onde podemos utilizar a troca de informações formando uma interação recíproca, a
fim de realizarmos algo produtivo e satisfatório.
Ainda de acordo com Japiassu (1976 , p. 42-43), o fenômeno interdisciplinar,
tem dupla origem : uma interna e outra externa . A interna tem como atributo "o
remanejamento geral do sistema das ciências que observa seu andamento e seu
modo de se organizar"; a externa "caracterizando-se pela mobilização cada vez mais
extensa dos saberes convergindo em vista da ação". Assim, o ponto de partida
dessa relação é quando identificamos o que cada disciplina estuda e suas relações
comuns de trabalho, para podermos relacionar as familiaridades e realizar a
integração disciplinar.
A interdisciplinaridade pode ser vista também como uma resposta a um
sistema de ensino equivocado, onde os profissionais são orientados e educados a
se especializarem e acabam se fechando em seu próprio "mundo," não enxergando
outras formas de compartilhamento de competências e delimitando sua área de
atuação.
A interdisciplinaridade se apresenta em nossos dias [ .. .1sob a forma
de um tríplice protesto: contra um saber fragmentado [... 1contra essa
própria sociedade, na medida em que ela faz tudo o que pode para
limitar e condicionar os indivíduos a funções estreitas e repetitivas,
para aliená-los de si mesmos, impedindo-os de desenvolverem e
fazerem desabrochar todas as suas potencialidades e aspirações
mais vitais; Contra o conformismo das situações adquiridas e das
"ideias recebidas" ou impostas. (JAPIASSU, 1976, p. 43).

o mercado de trabalho ao exigir profissionais "multi", ou seja, que conheçam
de tudo um pouco vem sinalizando a importância da interação. Existem profissionais
que não conseguem trabalhar juntos, simplesmente fecham sua área de atuação,
não se aproximam de outros profissionais e não deixam que esses se aproximem .
"Nesse sentido, é muito comum encontrarmos profissionais que não conseguem
trabalhar de forma interdisciplinar, que não conseguem se desvencilhar do que ficou
introjetado na sua formação intelectual". (LEMOS, 1999?, p. 6). Não basta se
especializar em uma única área, como diz Japiassu (1976, p. 8) "o triunfo da
especialização consiste em saber tudo sobre nada", temos que nos capacitar para
conhecer de tudo um pouco (nos atualizarmos constantemente) e especificamente
dentro de nossa área de atuação. A especialização não deve ser "fechada", se faz
necessário aprender a discernir e trabalhar epistemologicamente as teorias que
definem o corpo das disciplinas. Entender esse aspecto como um estudo crítico da
teoria do conhecimento, nos posiciona abertos a outras áreas do conhecimento e
nos qualifica para uma melhor abstração desse próprio saber. Quem se dispõe a
pesquisar deve ter em mente que na ciência nada é definitivo e que não se deve ter
a pretensão da autossuficiência; afinal o saber está em constante mudança.
Entende-se que o saber se apresenta em uma evolução constante e que o
progresso científico tem avançado em ritmo acelerado e os estudos, principalmente,
os voltados para o ser humano no que se refere à gestão de pessoas, têm ganhado

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espaço na literatura e têm se tornado uma preocupação constante dos "gestores" de
unidades de informação. Um novo conceito que se apresenta nesses estudos é o de
"Gestão de talentos" que é apresentado por Currás, (2010 , p. 31) como: o talento, a
capacidade e a habilidade do ser humano, que possui uma boa formação
profissional , um especialista em seu campo de trabalho, ou seja, um profissional
bem informado e atualizado. "Além do mais, deve ser criativo e imaginativo,
inclinado à inovação. Deve possuir sentido de responsabilidade e do cumprimento
de suas obrigações". Para autora esse profissional "quase perfeito" seria o "primeiro
elo de uma corrente, na hora de considerar o capital humano, como promotor de
valores econômico-produtivos". (CURRÁS, 2010, p.31)
É imperativo que tanto os bibliotecários e auxiliares da biblioteca universitária
pública tenham iniciativa e inovação, porque se sabe que nem sempre teremos a
estrutura perfeita para prestar o melhor serviço, mais cabe a esses profissionais
encontrarem , em conjunto com os diversos setores, o caminho ideal para realizar o
melhor trabalho. Ser especialista no seu campo de atividade é maravilhoso , pois o
profissional além de ter segurança e domínio do campo, desempenha suas
atividades com eficácia e qualidade, porém isso não significa que ele tenha que se
fechar no seu campo de atuação e nem no seu "Setor" de trabalho.
Se a interdisciplinaridade é um "remédio" para esses problemas, o que se
entende da interdisciplinaridade é que ela se apresenta contra a forma tradicional de
organização do saber; propõe-se a "lutar" contra as especialidades desordenadas
existentes e as particularidades das linguagens nas ciências, onde os pesquisadores
não falam uma linguagem global, que Japiassu denomina de "babelismo" - ninguém
entende ninguém. Nesse sentido, a interdisciplinaridade "se afirma como uma
reflexão epistemológica sobre a divisão do saber em disciplinas, para extrair suas
relações de interdependências e de conexões recíprocas". (JAPIASSU, 1976, p. 54).

2.1 A biblioteca universitária pública brasileira em busca de uma visão
sistêmica
Na atual sociedade da informação as bibliotecas desempenham um novo
papel onde são vistas como laboratórios dessa sociedade da informação e, com
tamanha responsabilidade , devem alcançar a visibilidade e o status que lhe foram
impostos. Têm a responsabilidade de ir além de uma simples biblioteca e passar a
se impor como um centro de informação e, como tal , devem conduzir suas práticas
administrativas e organizacionais sempre em direção a ideia de sistema, interação,
dinamismo e inovação.
Para Rossini (2007, p. 108), sistemas de informação são elementos
relacionados entre si que atuam em conjunto "para coletar, processar e prover
informações aos sistemas el ou processos de decisão, coordenando controlando ,
analisando e visualizando processos internos às organizações". Barreto (2009) ,
afirma que a biblioteca é uma instituição que possui competência para fomentar o
conhecimento. Fundado nesse raciocínio , uma instituição que possui competência
para tal atividade pode incentivar a inovação e, conseqüentemente , o
desenvolvimento da sociedade .
A criação e manutenção de sistemas de bibliotecas respondem a valores
consolidados no ambiente, simbolizando o compromisso da universidade com a
qualidade da formação e da produção acadêmica. (GOULART; CARVALHO , 2002).

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Nas últimas três décadas amplas mudanças internas e externas vêm
refletindo nas bibliotecas universitárias, cujas mudanças refletem em suas estruturas
organizacionais. (GOULART; CARVALHO, 2002).
A análise organizacional das bibliotecas universitárias está intimamente ligada
ao quadro evolutivo do contexto institucional, bem como o sucesso alcançado por
elas.
No estudo de Ferreira (1980) identificaram-se modelos estruturais,
classificados em centralizados, uma vez que a maioria das bibliotecas pesquisadas
encontrava-se definidas pela centralização ou em fase de transição para esse
modelo. As principais argumentações apresentadas para essa forma foram as
seguintes: redução do número de bibliotecas; reunião das coleções; integração dos
serviços bibliotecários; integração dos pesquisadores; custo de manutenção e
desenvolvimento de produtos e serviços; custo e desempenho dos processos de
gestão e controle; desempenho orçamentário-financeiro . Esta centralização dava
ênfase à otimização dos recursos e o fortalecimento interno das bibliotecas. Não se
pretendia indicar um modelo ideal, somente mostrar vantagens e desvantagens
desse sistema.
Já no estudo de Mercadante (1990) foram identificados modelos
organizacionais com coordenação sistematizada e com regulamentação oficial na
maioria das instituições pesquisadas. Tal pesquisa se propunha a formular
recomendações para que as universidades com bibliotecas descentralizadas se
conscientizassem da necessidade de integrá-Ias a estruturas administrativas
modernas, isto é, sob uma única coordenação, assegurando que o órgão
coordenador tivesse competências para definir políticas de informação a nível
institucional, garantisse representatividade junto ao Conselho Universitário e
detivesse condições de avaliar periodicamente o sistema de bibliotecas.
estudo
fez recomendações para que os sistemas já constituídos se formalizassem por meio
da aprovação institucional de regimentos; incluíssem comissões em seu processo de
gestão; participassem da política orçamentária financeira da universidade, com
responsabilidades definidas; coordenassem centralizada mente os serviços de
aquisição, processamento técnico, políticas e planos de serviços aos usuários; e se
integrassem a redes e serviços cooperativos.
Verifica-se que as recomendações da primeira pesquisa refletem na segunda,
principalmente na concepção da estrutura organizacional sistêmica . Tendo em vista
o fenômeno da globalização, cujos reflexos atingem todos os setores da sociedade.
As Universidades vêm, também, tentando se adequar às pressões do novo contexto
social , econômico, tecnológico e político.
As bibliotecas universitárias, como organização social prestadora de serviços,
criadas e mantidas para dar apoio aos programas de ensino, pesquisa e extensão,
por meio de suas coleções, serviços e produtos de informação, serão igualmente
afetadas por estas mudanças, que irão refletir tanto nos assuntos administrativos
como nos tecnológicos e nos processos de avaliação, instituídos pelo Ministério da
Educação (MEC), nos quais as bibliotecas se inserem como infraestrutura
acadêmica, indicativa da capacidade de oferecimento de cursos.
As mudanças administrativas impõem restrições orçamentárias e
organizacionais, com reflexos importantes no quadro de pessoal , infraestrutura física
e financiamento de coleções e serviços. As inovações tecnológicas irão permitir uma
melhor prestação dos serviços de informação, que terão influência significativa, nos

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processos de geração, acesso, disseminação e uso de informações e
conhecimentos, questões que se baseiam nos objetivos e funções das bibliotecas.
Esses serviços se realizam em meio ao funcionamento de redes e serviços
cooperativos, fazendo com que as bibliotecas dêem um salto de qualidade para o
futuro , no contexto acadêmico e científico. (CORTE; ALMEIDA 1999).
As bibliotecas universitárias não são organizações autônomas e sim
organizações dependentes de uma organização maior - a Universidade, portanto,
sujeitas a receberem influências externas e internas do ambiente que as cercam
(MACIEL, 2000?) . Ao mesmo tempo uma organização não pode sobreviver na
dependência absoluta de variações ambientais. Precisa de alguma regularidade
estrutural para enfrentar todas essas incertezas e que seja ao mesmo tempo,
simples e flexível. (MACIEL, 2000?) .
Torna-se importante considerar também as mudanças que a introdução de
novas tecnologias informacionais vem provocando nos serviços meios e fins das
bibliotecas universitárias, redefinindo algumas funções e, conseqüentemente, a
estrutura organizacional dessas bibliotecas em relação ao impacto da tecnologia .
O surgimento de novas formas organizacionais também pode sofrer influência
dos objetivos e pelas diferentes percepções dos membros organizacionais. Isso
implica aceitar que indivíduos, grupos ou organizações podem perceber
diferentemente um mesmo contexto institucional, o que os levaria a adotar diferentes
posturas frente à relação organização-ambiente e no consequente delineamento de
estratégias de ação. (GOULART; CARVALHO, 2002).
A literatura da área vem apontando através de relatos de experiências,
comunicações (artigos de periódicos, Seminários de Bibliotecas Universitárias etc.) a
preocupação que os gestores de bibliotecas têm com relação à organização como
um todo e sua estrutura , face ao impacto da tecnologia e as influências macro
ambientais, as expectativas de sua clientela e a forma de como lidar com essas
ameaças e oportunidades oferecidas pela ambiência.
O impacto na estrutura das bibliotecas é uma das principais questões
apresentadas por Button apud Oliveira (2008?), que revisou a literatura em relação a
essa temática .
Quanto à postura do planejador/gestor, viu-se como mais indicado um modelo
gerencial pautado na estratégia empreendedora e que, segundo Mintzberg (1973
apud MINTZBERG; AHLSRAND; LAMPEL, 2000, p.106), o poder de decisão das
atividades deve ficar de certo modo centralizado nas mãos do principal gestor, a
quem competirá também promover "grandes saltos", face às incertezas, e para que
se acompanhe as mudanças exigidas pela sociedade, pelas inovações tecnológicas
e o seu próprio poder empreendedor.
Quanto à indicação do modelo organizacional a ser adotado, Mintzberg (2003,
p 114-115), levanta as seguintes questões:
Qual é a melhor estrutura: centralizada ou não? Uma biblioteca
considerada centralizada por estar em apenas um local, embora a
maior parte do poder de decisão esteja dispersa entre suas chefias
departamentais, ou uma biblioteca 'descentralizada', que consiste em
bibliotecas satélites amplamente espalhadas, em que seus (suas)
bibliotecários (as) chefes centralizam o poder sem compartilhá-lo
com nenhum dos funcionários?

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Essas indagações são complexas e devem ser analisadas com muito
cuidado, pois o que impera nessa decisão é a vaidade , o ego, onde gestores acham
que podem resolver tudo sozinhos em uma relação de "manda quem pode e
obedece quem tem juízo". O gestor deve ter a capacidade de liderar, motivar e
comunicar. Liderar é diferente de dar ordens, impor uma vontade. Liderar, acima de
tudo, é conduzir a equipe aproveitando a experiência de cada um no seu fazer e,
principalmente, no pensar o seu fazer, motivar e incentivar para tornar o ambiente de
trabalho mais leve, reconhecer a importância de cada um dos funcionários como
parte importante de um sistema maior, comunicar no sentido de prestar contas, isto
é, dizer o que está acontecendo de maneira clara e ampla, a fim de que as revisões
das metas e dos objetivos, bem como dos serviços, sejam realizados em conjunto.
Em suma, o trabalho em conjunto e compartilhado torna cada um dos componentes
mais conscientes e mais responsáveis pelas ações e resultados, por conseguinte,
torna a equipe mais forte e os serviços e produtos mais eficientes e eficazes. Juntos,
unidos e coesos são mais fortes do que isolados e desunidos, nestes dois últimos
casos, ao não compartilharem nada, também não agregam nada, e todos perdem.
Relacionamos algumas propostas ou atitudes que podem ser implantadas
para melhoria desse quadro em bibliotecas universitárias públicas brasileiras:
a) Divulgação mensal das atividades de cada Setor;
b) Reuniões trimestrais para informar, discutir e apresentar soluções ou
problemas. O funcionário se sente útil e responsável pelo bom
funcionamento da biblioteca ;
c) Reuniões de confraternização para integrar os membros da equipe e
dar "leveza" ao ambiente de trabalho;
d) Destacar o funcionário do mês: pelo bom desempenho no atendimento;
ela quantidade de materiais que ele processou ; ou por qualquer outra
atividade em que tenha se destacado. Isso é reconhecer o valor do
funcionário e motivá-lo a fazer cada vez melhor suas atribuições; e
torná-lo referência para os demais.

3 Materiais e Métodos
Tendo em vista os objetivos deste trabalho e as características de uma
exploração teórica, a metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Para o
desenvolvimento deste artigo foi percorrido o seguinte caminho :
a) Levantamento bibliográfico sobre bibliotecas universitárias públicas
brasileiras no âmbito de gestão;
b) Levantamento sobre os estudos e conceitos interdisciplinares que
pudessem ser associados a esta temática .
c) Depois de selecionados os textos com os quais trabalharíamos, iniciouse a leitura e o desenvolvimento da argumentação.

4 Resultados Parciais/Finais
A abordagem desta temática teve como objetivo alcançar os seguintes
resultados:
a) Demonstrar que o trabalho isolado nos setores das bibliotecas

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universitárias públicas brasileiras não deve acontecer e sim primar pelo
diálogo e integração entre os setores;
Motivar os funcionários a conhecer bem a biblioteca em que trabalham ,
para que possam prestar serviços de qualidade ao usuário, incentivar a
criatividade, a inovação e a iniciativa;
Estimular as chefias a integrar, incentivar e prezar o trabalho
cooperativo e compartilhado;
Influenciar a erradicação da hierarquia exacerbada e extremista , que
dificulta o diálogo e a integração da equipe;
Melhorar os serviços prestados ao usuário, através da prática
interdisciplinar nas bibliotecas universitárias brasileiras.

5 Considerações Parciais/Finais
Acredita-se que o pensamento, porque não dizer a consciência interdisciplinar
dentro do ambiente das bibliotecas universitárias públicas brasileiras, principalmente
se proveniente das esferas superiores, ou seja, dos gestores poderá gerar maior
integração entre os diversos setores e resultará numa interatividade sistêmica, o que
proporcionará nos funcionários a competência para se informar e fazer circular a
informação administrativa; e nos usuários a satisfação pelo acesso a serviços e
produtos em consonância com suas necessidades informacionais.
Entretanto, para que aquele pensamento ou consciência se realize é
necessário que o funcionário conheça todos os setores de maneira uniforme e esteja
capacitado a prestar um serviço preciso e direcionado ao usuário, pois sabendo que
não é competência do seu Setor, poderá encaminhá-lo ao Setor ou lugar competente
que poderá responder com precisão a demanda do usuário.
Todavia , serão atividades simples que poderão mudar o clima organizacional
interno nas bibliotecas universitárias públicas brasileiras que, obviamente,
contribuirão igualmente para a alteração das posturas tanto pessoais quanto
profissionais. Então, e só a partir de então, é que se poderá vislumbrar a possível
colaboração para que a biblioteca universitária pública no Brasil seja um verdadeiro
laboratório na sociedade da informação.
Por fim , estar aberto e receptivo ao novo e, principalmente, ao novo que
vivifica, que promove mudanças positivas, eis o que deve sempre permear a mente
de um bom gestor, posto que será a partir dele e com ele que as mudanças
começarão e se propagarão pela organização.

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6 Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Portaria nO 287 de 27 de abril de 1986. I PNBu :
Plano Nacional de Bibliotecas Universitárias. Disponível em :
&lt;http ://www.prolei.inep.gov.br&gt; . Acesso em : 06 abro2012 .
___ oLei 10861 , de 14 de abril de 2004. Institui o Sistema Nacional de Avaliação
da Educação Superior - SINAES e dá outras providências. Disponível em :
&lt;http://www.sintunesp.org .br/refuniv/Lei&gt; . Acesso em : 16 abr. 2012 .
BARRETO. Aldo de Albuquerque. Sensação e percepção na relação informação e
conhecimento. DataGramaZero, Revista de Ciência da Informação, v.1O, nA,
2009. Disponível em : &lt;http://dgz.org.br/ago09/lnd_com .htm&gt;. Acesso em : 28 abro
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              <text>Aborda as relações de trabalho na biblioteca universitária pública brasileira, a falta de interação entre os setores da biblioteca e, consequentemente, o isolamento dos serviços internos, que resulta em trabalho individual e em prejuízo para a qualidade dos serviços oferecidos aos usuários. Apresenta a biblioteca como um sistema interativo e interdependência entre os diversos setores, a fim de dinamizar as relações administrativas e gerenciais para uma maior integração sistêmica, cujos resultados serão serviços práticos, eficazes e dinâmicos, com motivação para o trabalho interdisciplinar, o que contribuirá para o desenvolvimento e a qualidade dos serviços prestados aos usuários, neste caso a comunidade acadêmica. A metodologia utilizada foi a revisão de literatura. Conclui que com atividades simples que promovam a integração e o diálogo entre os setores da biblioteca universitária, bem como a qualificação dos profissionais firmará está como um laboratório na sociedade da informação.</text>
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