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                  <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

o PAPEL DA BIBLIOTECA UNIVERSITÁRIA NOS PROJETOS
POLíTICO-PEDAGÓGICOS DOS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA
BRASILEIROS
Marielle Barros de Moraes 1, Giseli Adornato de Aguiar, André Luiz
de Souza Britto3
1 Mestranda , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, PPGCI/ECAlUSP , São Paulo, SP . Bacharela em
Biblioteconomia pela Universidade Federal do Ceará-UFC- Fortaleza-Ceará. Bolsista CAPES .
2Mestranda , Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, Escola de
Comunicações e Artes , Universidade de São Paulo, PPGCI/ECAlUSP , São Paulo, SP
3Mestrando, Programa de Mestrado Profissional em Computação Aplicada (MPCOMP) ,
Universidade Estadual do Ceará (UECE) , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCECE)- Fortaleza-CE, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Rio de Janeiro, RJ

Resumo
A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, apresenta-se
como um verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais
mediadores de informação. Diante desse quadro, pretende-se verificar como os
projetos políticos-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam a
temática das bibliotecas universitárias em seus conteúdos. Para tanto, realizou-se
uma pesquisa exploratório-bibliográfica acerca da temática da Biblioteca
Universitária e da Sociedade da Informação. Já a pesquisa empírica baseou-se nos
Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e
UFC. Para a análise dos dados optou-se pelo método de análise de conteúdo,
juntamente, com uma análise comparativa entre os currículos. Percebe-se que, com
exceção da UFC, os projetos políticos-pedagógicos e os currículos da UFPA, UFSC,
UNB e USP não contemplam a biblioteca universitária como laboratório para a
formação de seus alunos.
Palavras-Chave:
Biblioteca
Universitária,
Biblioteconomia, Formação Profissional.

Projeto

Político-Pedagógico,

Abstract
The academic library, in the context of the Information Society, presents itself as a
real laboratory for the training of the future mediators professionals of the
information. Given this situation , we intend to examine how the political-pedagogical
projects of Brazilian librarianship courses addressing the topic of academic libraries
in their content. To this end , we carried out an exploratory-literature research on the
subject of the Academic Library and Information Society. The empirical research was
based on the Pedagogical Projects of Librarianship Courses of the UFPA, UFSC,
UNB, USP and UFC. For data analysis, we choosed the method of content analysis,
together with a comparative analysis of the curriculum . It is noticed that, except for
the UFC, the political-pedagogical projects and curriculum of the UFPA, UFSC, UNB

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and USP does not include the academic library as a laboratory for the education of
its students.

Keywords: Academic
Vocational Training .

Library,

Political-Pedagogical

Project,

Librarianship,

1 INTRODUÇÃO
A Biblioteca Universitária, assim como outras instituições sociais, passou por
transformações em seu papel na sociedade, principalmente, a partir das novas
demandas por alterações nas formações dos vários cursos universitários brasileiros.
Essas mudanças são referentes não apenas à inserção das Tecnologias de
Informação e de Comunicação (TIC's) nos ambientes biblioteconômicos, mas
também , das novas demandas de produtos e serviços que, senão criados, foram
customizados a partir do advento do que se convencionou denominar de Sociedade
da Informação, a qual é baseada em redes de informação, de comunicação e de
conhecimentos. Podemos citar como alguns exemplos dessas mudanças o setor do
serviço de referência , o qual vem passando a ser realizado no formato digital; outro
exemplo é o setor de empréstimo, o qual também vem sendo realizado de forma
cooperada entre as bibliotecas e, basta o usuário reservar remotamente o item
desejado, para que ele tenha acesso ao material. Além das mudanças nos serviços
já existentes, as bibliotecas universitárias também passaram a se apropriar das
novas mídias digitais em seus ambientes, tais como os blogs, e-mails, websites,
dentre outros dispositivos técnico-informacionais, os quais se apresentam como
ferramentas úteis para uma maior interação entre bibliotecas, bibliotecários e
leitores.
Diante do contexto supraesboçado, no qual estão presentes as bibliotecas
universitárias enquanto parte integrante, também, dos Projetos Político-Pedagógicos
dos Cursos Universitários, em especial, dos Cursos de Biblioteconomia
(independentemente de sua denominação no âmbito das universidades),
percebemos que ela se apresenta tanto como suporte curricular, quanto como
verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais mediadores de
informação. Portanto, a questão que norteia nossa discussão é a seguinte: como se
apresentam os conteúdos relativos à biblioteca universitária nos projetos políticopedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia no Brasil , especificamente, na
Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), Universidade de Brasília (UNB), Universidade de São Paulo (USP) e
Universidade Federal do Ceará (UFC)? Na realidade, pretendemos observar como
os projetos político-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam
a temática das bibliotecas universitárias, ou seja , se apenas como mais um
conteúdo, ou inserindo a biblioteca universitária como um laboratório para a práxis
dos alunos.
Este tema é de fundamental importância à medida que, desde 2001 ,_após o
lançamento das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN's), houve alterações
nos currículos dos cursos de nível superior no Brasil, dentre eles, o curso de
Biblioteconomia. Portanto, numa tentativa de encontrar algumas pistas analíticas
que nos possibilitem vislumbrar possíveis caminhos de respostas às nossas
indagações, perseguimos o seguinte objetivo geral: analisar os projetos político-

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pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC no
que concerne à utilização da biblioteca universitària como laboratório de apoio aos
alunos da graduação. E como objetivos específicos: investigar como se apresentam
os conteúdos relativos à biblioteca universitária nos pPP's dos cursos de
Biblioteconomia no Brasil; estudar a biblioteca universitária enquanto um laboratório
para os alunos dos cursos de Biblioteconomia.

2 REVISÃO DE LITERATURA
2.1 A Sociedade da Informação e a Biblioteca Universitária

Tanto Burke (2003) como Le Coadic (2004) e Capurro &amp; Hjorland (2007),
referem-se ao período, a sociedade ou a era em que vivemos hoje como, "era da
informação" ou "sociedade da informação" em seus textos. Isso acontece porque , na
sociedade atual, todas as atividades estão baseadas e organizadas em torno de
processos centrados na informação e no conhecimento.
Para Takahashi (2000, p. 3) a ''[. .. ] sociedade da informação é uma nova era
em que a informação flui a velocidades e em quantidades há apenas poucos anos
inimagináveis, assumindo valores sociais e econômicos fundamentais." A
emergência dessa nova sociedade tem ligação direta com as TIC's e a economia
globalizada. Ambos os fatores são essenciais para a caracterização dessa nova
ordem centrada na informação. As TIC's porque fornecem a infraestrutura e o
suporte necessário para que a informação se espalhe rapidamente, sem barreiras de
tempo e espaço. Já a globalização se caracteriza pela expansão dos fluxos de
informações, pela aceleração das transações comerciais envolvendo mercadorias,
capitais e aplicações financeiras que ultrapassam as fronteiras nacionais; ela tem
como proposta a abertura de mercados e a igualdade de oportunidades para todos,
diminuindo as desigualdades sociais, porém, isso só ocorre se todos forem
competitivos e possuírem mão de obra qualificada, ou seja, é necessário investir em
educação, pesquisa e tecnologia (MIYAMOTO, 2002).
Nesse contexto, a educação, em quaisquer níveis, é essencial, pois, é por
meio dela que a nova sociedade se viabiliza e as pessoas adquirem condições de se
prepararem para enfrentar os desafios que a Sociedade da Informação impõe.
Dessa forma , o acesso à instrução superior se torna condição sine qua non
para a efetivação da Sociedade da Informação (BELL, 1977). Diante disso, a
universidade tem papel fundamental para o êxito dessa nova sociedade, cabendo a
ela, juntamente com as demais entidades educacionais, a formação de recursos
humanos e a construção da indispensável base científico-tecnológica responsável
pelo desenvolvimento social e econômico. (TAKAHASHI, 2000, p. 11).
Sendo a educação superior a principal condição para a efetivação da
Sociedade da Informação, então, a biblioteca universitária também se torna parte
interagente nesse processo . Por sua vez, a Sociedade da Informação agrega valor
as funções e à atuação da biblioteca universitária, pois, sendo responsável pelo
suporte ao ensino, pesquisa e extensão, ela contribui para as pessoas
desenvolverem suas potencialidades e tornarem-se agentes ativo na sociedade. Em
relação à biblioteca universitária, Cunha e Cavalcanti (2008, p. 53) a definem como
aquela ''[. .. ] que é mantida por uma instituição de ensino superior e que atende às
necessidades de informação dos corpos docente, discente e administrativo, tanto
para apoiar as atividades de ensino, quanto de pesquisa e extensão".

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Na sociedade contemporânea , com a introdução das TIC's, as bibliotecas
passam a ter seus serviços automatizados, atendimento on-line, obras digitalizadas,
acesso a catálogos bibliográficos e bases de dados on-line, serviços de comutação
entre bibliotecas, documentos em formato eletrônico (MORIGI ; SOUTO, 2005),
trabalhos cooperativos em rede, novas formas de comunicação baseada na
tecnologia digital (e-mail e ferramentas de redes sociais) , dentre outras mudanças.
Assim , a incorporação das TICs nos ambientes das bibliotecas nos conduz a uma
nova biblioteca universitária, a qual, conforme Ferreira (2012, p. 11) comenta, "mais
do que um espaço que armazena livros e outros materiais, é, agora , uma instância
onde ideias são compartilhadas e a aprendizagem é fomentada, bem como novos
conhecimentos são produzidos".
Portanto, a partir das novas configurações que a sociedade vem passando até
o presente momento, as bibliotecas universitárias não ficaram alheias às
transformações socioeducacionais e tecnológicas e passaram a adaptar seus
serviços às necessidades educacionais de uma sociedade que passa cada vez mais
a atuar em rede e remotamente. As bibliotecas universitárias são instituições sociais
e, por isso, mutáveis, assim, torna-se necessário que os projetos pedagógicos dos
cursos de Biblioteconomia do Brasil aproveitem todas as potencialidades e
abarquem novas visões e usos desses espaços.
2.2 As Bibliotecas Universitárias e os Impactos Tecnológicos

A partir da 3a Revolução Industrial, a estrutura do mercado de bens e serviços
passou a ter como principal fator de produção o conhecimento e as organizações
passaram a depender da transformação da informação em sua cadeia produtiva .
Segundo Castells (2012, p. 71) "a substituição do esforço manual pelo conhecimento
como fonte de produção no trabalho é a maior mudança na história do trabalho, que
é, evidentemente, um processo tão antigo quanto a própria humanidade."
Com o início desta série de transformações, o papel da ciência em relação ao
da tecnologia mudou, estabelecendo um processo evolutivo na universidade no
sentindo de adequar a formação do novo perfil demandado pelo mercado, o que, na
realidade gera uma série de discussões acerca de quem a universidade deveria
servir, se aos interesses do mercado, ou da sociedade como um todo . Neste
contexto, a ciência passou a ter seus métodos científicos aplicados à metodologia de
pesquisa tecnológica, representando o que Drucker (2012, p. 160) afirma ser a
"[... ]união da ciência à tecnologia, não uma união entre ciência e tecnologia [... ]",
sendo denominada de revolução tecnológica .
A universidade, ao perceber este novo paradigma, se reestruturou objetivando
atender a demanda por um moderno perfil de profissional sendo considerado um
elemento chave na formação de profissionais com foco na dinâmica do mercado: a
competitividade. Da mesma forma , a Biblioteca Universitária, parte fundamental de
sua estrutura , teve seu papel readequado ao novo escopo com um diferente grau de
complexidade promovida pela revolução tecnológica .
A questão da tecnologia e seus consequentes impactos em Bibliotecas
Universitárias teve seu início com a transformação da necessidade por informação
em uma sistematização do conhecimento. Este processo foi promovido, em especial,
por um novo tipo de necessidade informacional com maior nível de exigência e
expectativa . Os produtos e serviços oferecidos por bibliotecas universitárias já não

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atendiam às expectativas dos usuários, passando a ser necessário que se tivesse
mais acesso à informação de melhor qualidade e em menor tempo .
Com a entrada da lógica do mercado na dinâmica das universidades e, em
consequência , na Biblioteca Universitária, os novos perfis de profissionais passaram
a carecer de uma dinâmica diferenciada de mediação da informação. Com a ampla
difusão das TIC's as bibliotecas passaram a modificar e a criar novos produtos e
serviços para atender às necessidades informacionais dos usuários. Neste contexto,
as bibliotecas, ao perceberem este novo paradigma , passaram a desempenhar um
papel pós-custodial , onde a acumulação de materiais não representava mais
qualidade, mas sim, o tratamento dado à informação contida nos mesmos. A
Biblioteca Universitária, em decorrência destas mudanças, passou a ter um papel
mais participativo na universidade e esta , por sua vez, passou a melhor
corresponder às novas expectativas sociais.

3 MATERIAIS E MÉTODOS
A fim de alcançarmos os objetivos propostos neste trabalho , apoiamo-nos na
pesquisa exploratório-bibliográfica, utilizando livros e artigos de periódicos,
recolhidos na Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de
São Paulo e no Portal de Periódicos CAPES. De posse da literatura, passamos para
a pesquisa empírica nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da
UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC, materiais enviados por e-mail pelos coordenadores
dos cursos, ou recolhidos na internet, como o currículo da UFSC.
Para a análise dos dados utilizamos a análise de conteúdo, a qual, segundo
Berelson 1 (apud BARDIN, 2011 , p. 24) U[oo .] é uma técnica [mas também um método]
de investigação que tem por finalidade a descrição objetiva , sistemática e
quantitativa do conteúdo manifesto da comunicação [... l". A análise de conteúdo foi
realizada nos Projetos Político-Pedagógicos dos Cursos em questão. Também
realizamos uma análise comparativa entre os cinco Projetos Político-Pedagógicos
em lide. Em relação à metodologia comparativa , trata-se de uma técnica que
precede da Sociologia Histórica e da Educação Comparada . O emprego da
comparação em Educação representa um importante instrumento analítico que
possibilita resgatar a heterogeneidade, a singularidade e a complexidade dos
processos educativos, incluindo a construção, manutenção ou a reformulação dos
currículos das diversas áreas. Esse método, conforme o próprio título sugere,
permite realizar comparações com finalidades de verificar semelhanças e diferenças
nas identidades dos conhecimentos. E é exatamente esta a questão que se coloca
na base da elaboração deste trabalho. Podemos dizer, ainda, que este procedimento
analítico relaciona-se ao contexto das análises de conteúdo (BAUER; GASKELL,
2002).

4 RESULTADOS FINAIS
Inicialmente analisamos o Projeto Pedagógico do Curso de Biblioteconomia
da Universidade Federal do Pará e percebemos que o mesmo visualiza a biblioteca
universitária como um laboratório para a formação dos seus alunos. Esta afirmação
pode ser corroborada a partir do seguinte fragmento: para o exercício prático da
1

BERELSON, B. Content Analysis in Communica tion Research. Glencoe: Free Prees, 1952.

2480

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profissão O espaço privilegiado será o Sistema de Bibliotecas da UFPA, mas, se
houver necessidade, serão estabelecidos convênios com outras instituições,
previamente avaliadas, para segurança quanto aos requisitos mínimos para a prática
profissional. Embora ela afirme de forma explícita que a biblioteca universitária será
utilizada como laboratório para os alunos, por outro lado, não percebemos em seu
Projeto Político-Pedagógico, em nenhum momento, iniciativas outras no próprio PPP
que indicasse a utilização da Biblioteca Universitária como uma espécie de
laboratório por parte dos alunos. Seria interessante que as bibliotecas universitárias
participassem , de fato, do processo formativo dos alunos em quaisquer de suas
fases de formação , ou seja , como um verdadeiro laboratório para as disciplinas e
para o processo formativo, intelectual e profissional desses alunos, haja vista que
esse ambiente não será apenas utilizado como ambiente de ensino-aprendizado,
mas também, como um ambiente praxiológico dos alunos de Biblioteconomia.
Percebendo a Biblioteca Universitária como um laboratório na sociedade da
informação, seria interessante que esta biblioteca não estivesse presente na vida
dos leitores apenas no seu formato analógico , mas também no seu formato digital.
Portanto, no atual contexto social, em que as Tecnologias de Informação e de
Comunicação passam a exercer um papel coadjuvante na formação dos futuros
profissionais e, no caso da Biblioteconomia, passam a ser, também , insumos de
trabalho, a BU poderá atuar de forma mais efetiva nos currículos desses cursos
como forma de os alunos passarem a vislumbrar novos espaços de atuação e as
novas tecnologias têm esse potencial.
No caso do currículo do Curso de Biblioteconomia da UFPA afirmamos que a
biblioteca universitária não é vista como um laboratório de formação dos alunos
porque o texto do PPP só afirma a utilização da biblioteca como ambiente
praxiológico na disciplina de Estágio Supervisionado. Todavia , a maior parte das
disciplinas deste curso poderão ter em seus programa alguma parte do seu
desenvolvimento nas bibliotecas universitárias de cada instituição, não para o ensino
das disciplinas da área de Gestão ou de Organização da Informação, pois as
bibliotecas-laboratórios já cumprem essa função, mas para que além das
bibliotecas-laboratórios dos cursos, os alunos tenham contato com os bibliotecários
das BU's na práxis mais efetiva da profissão ; o que aliás é de grande importância,
pois é nesse momento em que há a troca de saberes entre os alunos e os
profissionais da área.
Já em relação ao currículo do Curso de Biblioteconomia da UFSC,
percebemos que as bibliotecas do Centro de Ciências da Educação e a Biblioteca
Universitária são utilizadas como forma de apoio ao curso de Biblioteconomia e que
é necessário que haja a articulação dos Sistemas de Bibliotecas da UFSC com o
Curso de Biblioteconomia. No entanto, não deixa clara qual a forma de articulação
do curso com o sistema de bibliotecas da universidade. A BU pode ser utilizada
apenas como forma de os alunos buscarem os materiais de informação, como
também, para exercitar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, todavia, para
tanto, é necessário um maior diálogo dos sistemas de bibliotecas universitárias com
os Cursos de Biblioteconomia. Portanto, percebemos neste currículo que cita a
Biblioteca Universitária, mas de uma forma bastante tímida e sem grandes
articulações do curso com a biblioteca da universidade. Esta, por sua vez, continua a
ser utilizada muito mais como uma biblioteca de consultas e empréstimos, salvo com
algumas exceções, quando utilizam as tecnologias de informação e de comunicação
para a inovação em seus serviços. Ou seja, mesmo diante das possibilidades de

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maiores articulações do Curso de Biblioteconomia com a Biblioteca Universitária,
ainda é bastante tímida quando se trata de sua expressão no PPP do Curso de
Biblioteconomia da UFSC.
O Curso da UNB não aborda a biblioteca universitária em seu Projeto
Pedagógico, embora ainda não o tenha mudado a partir do lançamento das Novas
Diretrizes Curriculares Nacionais de 2001 e o seu PPP ainda seja do ano de 1997.
Mesmo assim , por ser um Curso de Biblioteconomia , pelo menos uma breve menção
à Biblioteca Universitária e a sua utilização como laboratório de ensinoaprendizagem dos alunos poderia ter sido efetuada. Por outro lado, mesmo com a
criação do seu curso de Mestrado em 1978 o PPP da UNB não visualiza a BU como
laboratório para a práxis de seus alunos e como um dispositivo pedagógico, tanto
em relação aos conteúdos do ensino, quanto em relação a ser, verdadeiramente um
laboratório curricular. Nesse sentido, se este curso percebe o bibliotecário como um
mediador entre o volume de informações produzidas a todo instante pela sociedade
e os leitores (também denominados de usuários), então, esse aluno tem de estar
competente informacionalmente, haja vista que ele também será um educador de
seus usuários na busca das informações. Portanto, ao se formar um aluno de
Biblioteconomia competente informacionalmente ele terá de ter acesso a um
conjunto de dispositivos informacionais para que os conteúdos transmitidos em sala
de aula não se tornem apenas palavreados verbosos, mas que a as teorias
mediadas em sala de aula sejam complementadas pelas práticas dos alunos e estes
tenham um ensino verdadeiramente praxiológico e a Biblioteca Universitária se torna
um dispositivo importante no âmbito do currículo de formação de bibliotecários.
Já o Curso de Biblioteconomia da UFC afirma no texto do seu PPP que

possui laboratórios, considerados importantes equipamentos para viabilizar a
execução das atividades curriculares. Esses laboratórios são mais ligados às
Tecnologias de Informação e de Comunicação e ao Tratamento da Informação,
subsidiando o currículo no desenvolvimento das disciplinas que o compõe. Já os
espaços didáticos permitem implementar as dimensões da Pesquisa, Documentação
e Informação- proporcionando aos alunos um local de investigação permanente
sobre métodos, experiências e material didático, voltado aos sistemas de
comunicação em seus diversos níveis. Portanto, aqui percebemos a integração dos
laboratórios com os currículos, ou seja, dos conteúdos mediados em sala de aula,
com a prática desses conteúdos. Então, podemos perceber que este currículo
também integra a pesquisa, o ensino e a extensão, pois os laboratórios em primeiro
lugar apoiam as atividades de pesquisa dos professores desse curso, para a
posteriori esses conhecimentos serem trabalhados com os alunos em sala de aula ,
e, em seguida, dos resultados dessas pesquisas serem divulgadas e mediadas para
a sociedade, a qual deve ser a maior beneficiada dos desenvolvimentos das
pesquisas no âmbito, principalmente, das universidades públicas.
As ações acima analisadas que constam no PPP da UFC estão apoiadas
pelos seguintes laboratórios: residência informacional nas bibliotecas setoriais do
sistema de Biblioteca Universitária da UFC, para os alunos vivenciarem, pelo
período de um semestre ou um ano, o ambiente real de uma biblioteca ou unidade
de informação, aprendendo e colaborando com os diversos serviços, à exemplo do
que ocorre com a residência médica do Curso de Medicina da UFC. Interessante
observar que a forma de visualizar a biblioteca universitária por parte desse currículo
vai além da forma como os outros o percebem , haja vista que ela é vista como um
verdadeiro laboratório no ambiente de ensino-aprendizagem dos alunos. Portanto,

2482

�Gestão de pessoas
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utilizando-se a BU como laboratório, ela não atuará no currículos dos cursos apenas
como um ambiente no qual os alunos têm a possibilidade de, no final do curso,
realizar seu estágio curricular; mas sim, que todas as disciplinas utilizar-se-ão da
biblioteca como um apoio pedagógico em suas disciplinas, tanto pelos materiais e
serviços de informação que ela dispõe, quanto pela possibilidade de desde a
entrada dos alunos no curso ele já estar familiarizado com a ambiência da biblioteca .
Também é interessante observar que, mesmo sem o Curso de Biblioteconomia da
UFC possuir uma Pós-Graduação na área da Ciência da Informação, ele tem uma
visão muito maior das potencialidades curriculares da Biblioteca Universitária em seu
texto curricular, o que não encontramos nos currículos de Biblioteconomia cujos
cursos possuem a Pós-Graduação.
Em relação ao PPP da USP, podemos afirmar que também não cita a
Biblioteca Universitária como um laboratório para a formação de seus alunos, por
outro lado, o PPP desta universidade ainda está em discussão e, portanto ,
alertamos para que, ao alterarem o PPP , volvam o olhar na perspectiva da biblioteca
universitária como uma espécie de laboratório para os alunos do curso de
Biblioteconomia. Na realidade, a biblioteca universitária deveria ter para a
Biblioteconomia o mesmo peso pedagógico-científico que a residência médica tem
para o curso e os alunos do curso de Medicina. O que o currículo da USP afirma em
seu Projeto Político-Pedagógico que nos possibilita a pensar que ele aborda a
biblioteca universitária, mas de forma muito tímida, é quando afirma que no eixo
técnico-profissional, o currículo de Biblioteconomia apresenta matérias específicas
que contemplam os aspectos teóricos, técnicos e laboratoriais. Essas disciplinas têm
como objetivo formar o profissional na sua especialidade, isto é, colocar no mercado
profissionais da informação que possam responder com qualidade às demandas da
sociedade contemporânea. Todavia, esta afirmação não deixa claro que será
utilizado como laboratório das matérias específicas o suporte da biblioteca
universitária .
Portanto, os resultados encontrados a partir da análise dos Projetos PolíticoPedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia selecionados para a amostra, nos
revelaram que algumas de nossas hipóteses não foram confirmadas. Em um
primeiro momento, acreditávamos que os cursos que tinham no conteúdo do seu
Projeto Político-Pedagógico uma maior articulação com a Biblioteca Universitária
seriam aqueles que possuíam a Pós-Graduação na área da Ciência da Informação,
o que, na realidade , não ocorreu , haja vista que o curso que mais está articulado o
seu PPP com a Biblioteca Universitária é o da UFC, que não possui Pós-Graduação
na área de Ciência da Informação.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos perceber por meio das análises desenvolvidas neste artigo que os
conteúdos relativos à biblioteca universitária nos projetos político-pedagógicos dos
Cursos de Biblioteconomia no Brasil elencados para a nossa pesquisa, quais sejam ,
os da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC ainda se apresentam de forma bastante
tímida . Em algumas universidades, a exemplo da UNB, a temática não se apresenta
em seu PPP . Já na UFPA e na UFSC a temática se apresenta , mas de forma
incipiente e não deixa claro qual a forma de articulação dos cursos com o sistemas
de bibliotecas da universidade. A UFC se torna , neste caso, uma exceção à regra ,
haja vista que a mesma aborda a temática da biblioteca universitária como um

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laboratório para a formação dos bibliotecários e a insere em seu PPP no mesmo
nível de importância para a formação que as residências universitárias possuem
para os cursos de Medicina.
Portanto, é nesse momento de reformulação dos pPP's e dos programas de
ensino de disciplinas que os cursos de Biblioteconomia poderiam passar a visualizar
as bibliotecas universitárias não apenas como um dispositivo de informação, mas
sobretudo, de pesquisa , produção , mediação e acesso à informação, ou seja , como
um verdadeiro laboratório para as práticas dos alunos no curso como um todo,
tornando, portanto , o currículo praxiológico .

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�Gestão de pessoas
Trabalho completo

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em : 07 abro2012.
TAKAHASHI, Tadao . (Org .). Sociedade da informação no Brasil: livro verde.
Brasília, DF: Ministério da Ciência e Tecnologia , 2000. 153 p. Disponível em :
&lt;http://www.mct.gov.br/index.php/contentlview/18878.html&gt;. Acesso em : 7 abro
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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Relatório do Curso de Biblioteconomia. São
Paulo, 2007.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia. Fortaleza , 2004.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Projeto Pedagógico do Curso de
Biblioteconomia. Belém , 2009.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Projeto Pedagógico do Curso
de Biblioteconomia da Universidade Federal de Santa Catarina . Florianópolis,
2008.

2485

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    <name>Event</name>
    <description>A non-persistent, time-based occurrence. Metadata for an event provides descriptive information that is the basis for discovery of the purpose, location, duration, and responsible agents associated with an event. Examples include an exhibition, webcast, conference, workshop, open day, performance, battle, trial, wedding, tea party, conflagration.</description>
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              <text>A biblioteca universitária, no contexto da Sociedade da Informação, apresenta-se como um verdadeiro laboratório para a formação dos futuros profissionais mediadores de informação. Diante desse quadro, pretende-se verificar como os projetos políticos-pedagógicos dos cursos de Biblioteconomia brasileiros abordam a temática das bibliotecas universitárias em seus conteúdos. Para tanto, realizou-se uma pesquisa exploratório-bibliográfica acerca da temática da Biblioteca Universitária e da Sociedade da Informação. Já a pesquisa empírica baseou-se nos Projetos Pedagógicos dos Cursos de Biblioteconomia da UFPA, UFSC, UNB, USP e UFC. Para a análise dos dados optou-se pelo método de análise de conteúdo, juntamente, com uma análise comparativa entre os currículos. Percebe-se que, com exceção da UFC, os projetos políticos-pedagógicos e os currículos da UFPA, UFSC, UNB e USP não contemplam a biblioteca universitária como laboratório para a formação de seus alunos.</text>
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