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                  <text>Gestão de pessoas
Trabalho completo

EMPREENDEDORISMO E O PROFISSIONAL DE
BIBLIOTECONOMIA: uma abordagem da competência.

Clemente Ricardo Silva 1, Maria Meriane Vieira Rochéi
Bibliotecário, formado pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ; Publicitário, formado pelo
Instituto de Ensino Superior da Paraíba (IESP) ; Diagramador de textos gráficos da Editora da
Universidade Federal da Paraíba (EDUFPB) ; &lt;cricardos2011@gmail.com &gt;.
2 Mestre em Ciência da Informação; Especialista em Gestão de Unidade de Informação; Especialista
em Organização de Arquivos; Professora do Departamento de Ciência da Informação da
Universidade Federal da Paraíba; &lt;meriane.vieira@gmail.com&gt;.

Resumo
Com a globalização, a sociedade brasileira, passa por diversas mudanças. Fatores
políticos, econômicos e tecnológicos, contribuem para a formação de um novo
mercado de trabalho. Nesse contexto, observa-se um ambiente propício para o
empreendedorismo, onde os profissionais devem ser dotados de um conjunto de
técnicas e conhecimentos que visualizem oportunidades que resultem em bons
empreendimentos. Este trabalho analisa o empreendedorismo na perspectiva dos
alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, uma
abordagem das competências, identifica que seu perfil empreendedor deve ser fator
determinante na constituição do negocIo próprio, como também num
reposicionamento no mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades. Constatouse nos discentes nenhum contato com disciplinas empreendedoras e baixo perfil
empreendedor nos docentes. A pesquisa revelou que o aluno de biblioteconomia
não corre riscos mesmo necessitando complementar sua renda, opta pelo emprego
público, falta atitude para empreender, sendo desprovido de conhecimento e
estímulo. A Metodologia utilizada foi Abordagem quantitativa, tipo exploratória e
descritiva, caracterizando um estudo de caso. O campo da pesquisa foram os alunos
do primeiro ao décimo período do curso em questão. A amostra é composta por
cento e setenta e cinco discentes, com análise dos dados feita com uso de
estatística inferencial e a sua coleta através de questionário estruturado . A partir das
análises coletadas chega-se a conclusão que a cultura empreendedora dos
discentes da UFPB, não é suficiente para impulsionar a implementação de um
negócio. Portanto, o perfil empreendedor dos alunos de biblioteconomia-UFPB não é
fator determinante na constituição do negócio próprio.

Palavras-chave:
Bibliotecário ; Empreendedorismo; Disciplinas empreendedoras; Negócio
próprio ; Mercado de Trabalho .

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Abstract
With globalization, the Brazilian society go through many changes. Political,
economic and technological developments, contribute to the formation of a new labor
market. In this context, there is a conducive environment for entrepreneurship, where
professionals must be equipped with a set of skills and knowledge to visualize
opportunities that result in good business. This paper analyzes entrepreneurship
from the perspective of students of Librarianship, Federal University of ParaíbaUFPB, a skills approach, which identifies your profile entrepreneur should be a
determining factor in the constitution of their own business, but also a repositioning in
the labor market, opening up new opportunities. It found no contact with students in
disciplines entrepreneurs and low-profile entrepreneur in teachers. The survey
revealed that students of librarianship is not at risk even needing to supplement their
income, opting for public employment, poor attitude to take, being devoid of
knowledge and encouragement. The methodology used was a quantitative approach,
exploratory and descriptive, featuring a case study. The field of research were
students from first to tenth period of the course in questiono The sample consists of
one hundred seventy-five students, with data analysis performed with use of
statistical inference and its collection through a structured questionnaire. From the
analyzes collected comes to the conclusion that the entrepreneurial culture of the
students UFPB is not enough to boost the implementation of a business. Therefore,
the entrepreneurial profile of students in library-UFPB is not a determining factor in
establishing the business itself.

Keywords:
Librarian; Entrepreneurship; Entrepreneurial disciplines; Own business;
Labour Market.

1 Introdução

o mercado atual e em especial o brasileiro, passa por mudanças políticas,
sociais, econômicas e tecnológicas. Tais fatores contribuem para acelerar a oferta
de novos produtos e serviços no mercado. As oportunidades que surgem a partir de
tais mudanças são visíveis às pessoas mais empreendedoras, que aproveitam para
constituir novos negócios, inovar negócios existentes ou até mesmo mudar a
realidade no posto de trabalho que atuam , quando estão empregadas.
O mundo tornou-se globalizado, de forma que, relações comerciais que antes
necessitavam de um espaço próprio, hoje são executadas nos mais diversos
ambientes, que vão desde os estabelecimentos formais (firmas registradas),
ambientes inovadores como as Lan Houses e até mesmo em residências,
mostrando que fronteiras comerciais foram rompidas.
O comércio eletrônico realizado pelos computadores acontece graças a uma
rede mundial (internet) , trata-se de um comércio eletrônico ou virtual que é bem
diferente do tradicional, pois seu pagamento pode ser feito eletronicamente, através
do cartão de crédito, transferência em conta corrente ou emissão de boleto bancário.

2423

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As relações comerciais acontecem em nível regional, nacional e até mesmo
mundial. Produtos são comercializados e serviços prestados em grande velocidade
com bastante segurança , tanto para o vendedor como para o comprador, apesar de
raros exemplos de negociações sem sucesso, porém , existindo necessidade de criar
legislações e mecanismos com o intuito de fortalecer e melhorar tais relações.
Dentro deste parâmetro o domínio da informação, conhecimento técnico e
científico, tornaram-se elemento chave para se obter bons resultados, seja na
aquisição ou na oferta de bens e/ou serviços.
Tem-se nesse instante um ambiente perfeito para o Empreendedorismo, onde
profissionais dotados de um conjunto de técnicas e conhecimentos enxergam
oportunidades e atuam de forma a obter bons resultados.
Segundo Dolabela (apud BERNARDES FILHO, 2010, p. 01):
A capacidade empreendedora é imprescindível numa sociedade em
que, a cada dia, mais importante do que "saber fazer é criar o que
fazer". É conhecer a cadeia econômica, o ciclo produtivo, entender
do negócio, "saber transformar necessidades em especificações
técnicas, conhecimento em riqueza". A experiência mostra que
muitos profissionais têm profundos conhecimentos de uma
tecnologia, mas não a percepção de sua aplicação e, assim, têm
cada vez menos chances de sucesso.

A importância do empreendedorismo é tanta que muitas empresas têm de
repensar sua missão, seu método de atuação e seu público-alvo, dando início a um
processo de transformação dos antigos gestores em profissionais empreendedores,
pessoas que buscam o autoconhecimento, estão sempre se atualizando e estão
dispostos a aprender em qualquer tempo .
Atualmente é comum encontrar unidades de informação enfrentando grande
dificuldade no que diz respeito a sua atuação e organização, pois existe ainda a
preocupação de preparar profissionais apenas com o objetivo de lidar com a parte
técnica e administrativa voltada para o simples desenvolvimento de suas tarefas,
deixando qualquer que seja a unidade, limitada em seu funcionamento .
Nesse contexto existe um mercado abrangente e totalmente aberto para
quem tem conhecimentos em Gestão da Informação. Atividades como busca,
identificação, classificação, processamento, armazenamento e disseminação de
informações em diferentes formatos e meios (físicos ou digitais), passam a ser
tarefas desenvolvidas no cotidiano.
que se deseja é auxiliar o usuário, utilizar
fontes confiáveis, para que se tenha êxito em suas necessidades informacionais.
Cenário mais que perfeito para o aparecimento do profissional ou aquele que
possa melhorar metodologias e tecnologias que estão em uso. Ter um pouco de
conhecimento em tudo não é suficiente é importante ser especialista com uma visão
generalista, estar aberto para novos aprendizados, ser pró-ativo e empreendedor
são competências básicas deste profissional do presente e do futuro.
Na sociedade atual, onde informação é um pressuposto básico, a todo
instante estão sendo criadas novas necessidades no campo do conhecimento, e
para dar suporte organizando, com critérios de armazenamento e disseminação de
dados, o Brasil conta atualmente com uma gama de cursos de Biblioteconomia.
objetivo é preparar profissionais que após sua formação acadêmica , possam atuar

°

°

2424

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em unidades de informação escolares, bem como empreender negócios no setor
informacional, inovando unidades de informação, para acompanhar as evoluções
tecnológicas e as demandas sociais.
1.1 Problema

o perfil empreendedor do estudante de biblioteconomia pode influenciá-lo na
constituição de seu próprio negócio?
1.2 Justificativa
Identificar o nível de empreendedorismo entre os alunos do Curso de
Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba para que possa orientá-los num
reposicionamento, abrindo novas oportunidades de colocação no mercado de
trabalho, não apenas como empregados, mas como empreendedores; para a
instituição é importante para que ela possa questionar o foco do curso e para o
mercado é importante porque forma cidadãos, com uma capacidade de implantar
negócios próprios, gerando emprego, reduzindo a demanda por empregos públicos.
1.3 Objetivos
1.3.1 Geral: Identificar se o perfil empreendedor do estudante de biblioteconomia é
fator determinante na constituição do negócio próprio.
1.3.2 Específicos: Identificar a percepção entre os acadêmicos de biblioteconomia a
respeito do empreendedorismo; Verificar entre os alunos de Biblioteconomia, quais
possuem negócios próprios e Identificar entre os alunos de Biblioteconomia as
expectativas em relação a ter o seu próprio negócio.

2 Empreendedorismo e Biblioteconomia
O termo empreendedorismo (entrepreneurship) , orlglnarlo da França , tem
como um dos fundadores o escritor e economista irlandês Richard Cantillon (1725) ,
que designava o termo como "indivíduo que assume riscos e começa algo novo". No
empreendedorismo o objetivo é estudar o perfil, origem , sistema de atividades e o
universo de atuação em que o empreendedor irá atuar.
A designação "empreendedorismo" foi utilizada pela primeira vez no início do
século XX pelo economista Joseph Schumpeter em 1950, descrevendo como uma
pessoa criativa e capaz de ter sucesso com inovações. Surgiu novamente no ano de
1967 com K. Knight, em 1970 com Peter Drucker que introduziu o conceito de risco
'l .. ] uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio", e em 1985
Pinchot acrescentou o conceito de intra-empreendedor, que é o empreendedorismo
dentro da própria organização.
A palavra empreendedorismo, segundo Felippe (1996), significa ser um
realizador que produz novas ide ias através da junção entre criatividade e
imaginação, é sempre motivado pela auto-realização e pelo desejo de assumir
responsabilidades e ser independente. O profissional empreendedor considera

2425

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irresistível o novo empreendimento e propõe sempre idéias criativas, seguidas da
ação. A auto-avaliação, a autocrítica e o controle do comportamento são
características do empreendedor que busca o auto-desenvolvimento. Para se tornar
um profissional de sucesso, é preciso reunir imaginação, determinação, habilidade
de organizar, liderar pessoas e de conhecer tecnicamente etapas e processos.
Segundo Shapiro (1975 apud UFSC, 2000, p. 55) :
Em quase todas as definições de empreendedorismo a um consenso
de que nós estamos falando de um tipo de comportamento que inclui :
a) Tomada de iniciativa;
b) A organização ou reorganização de mecanismos sócioeconomicos para transformar recursos e situações em contas práticas;
c) A aceitação do risco e fracasso. O principal recurso usado pelo
empreendedor é ele mesmo [... ).

o perfil do empreendedor é marcado por !numeras características, ter
iniciativa é apenas o início, é necessário ser confiante e determinado em seu
propósito, independente, bastante persistente e perseverante (atitudes muitas vezes
deixadas de lado frente as possíveis dificuldades), com sua intuição focaliza seu
alvo estando aberto a sugestões e críticas (flexível) , é original e gosta como
ninguém de um desafio.
Os empreendedores são em sua natureza pessoas arrojadas, organizadas
em seus projetos, são otimistas, visualizam o que está de bom por vir, os obstáculos
são apenas temporários, as mudanças propostas ou enfrentadas são sempre
calculadas, não esquece do risco e sua direção está sempre voltada para os
melhores resultados.
O empreendedor é visionário, proativo, sempre se preparando intelectualmente, busca novos conhecimentos, estimulado por uma forte necessidade de
realização, utiliza sua capacidade de liderança para o trabalho em equipe, sabe lidar
com os mais variados tipos de comportamentos, como também é bastante cauteloso
frente às turbulências enfrentadas nos negoclos, existem , portanto, os
empreendedores natos que trazem consigo um instinto natural de empreender e os
que se qualificam junto a empresas especializadas como o Serviço Brasileiro de
Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
(SENAC), as Escolas de Administração, Engenharia, Economia, as Incubadoras de
empresas, dentre outras.

Competência
Empreendedora

FIGURA 01 - Atributos necessários para Competência Empreendedora .
FONTE: Adaptado de Rabaglio, 2009 .

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Vale ressaltar que o empreendedorismo não se limita a um negócio, a ação
empreendedora pode ser empregada em qualquer área da atividade humana, como
exemplo existe um tipo de empreendedorismo voltado para a sociedade denominado
de Empreendedorismo Social. Fundações, Associações, Grupos de Amigos, dentre
outros, prestam assistência as camadas da sociedade com menos poder aquisitivo.
Outro tipo de empreendedorismo é o Intraempreendedorismo, que é uma
tradução do termo In trapreneur, que tem como significado empreendedorismo
interno. Utilizado pela primeira vez em 1985, pelo Consultor Canadense Gifford
Pinchot 111 (GEEI - GRUPO DE EXCELÊNCIA, EMPREENDEDORISMO ... , 2011 , p. 01), o
intraempredorismo consiste em "Designar os executivos que nas empresas
assumem o papel de Agentes de Mudança". Em uma linguagem simples os talentos
empreendedores dos funcionários são utilizados em prol da empresa que estão
ligados. O grupo ressalta ainda que:
Ter boas ideias não é o ponto mais difícil no processo de inovação. O
verdadeiro desafio é transformar essas idéias em realidades
rentáveis, tarefa que exige que empregados se comportem como
empreendedores. Do lado da Organização, Gifford enfatiza que uma
Organização empreendedora deve ser organizada em torno de
equipes que funcionam como pequenas empresas agrupadas,
atuando em rede (GEEI
GRUPO DE EXCELÊNCIA,
EMPREENDEDORISMO ... ,2011).
Existem ainda pessoas empreendedoras que não querem ter seu propno
negócio, se satisfazem no ambiente corporativo seguindo suas carreiras, são de
grande valor e raras , tomam iniciativa e em concordância com a instância superior
criam alternativas de melhorias no papel em que desenvolvem.
2.1 Os primeiros empreendedores na Biblioteconomia
Paul Marie Gislain Otlet foi autor, empresário , visionário, advogado , idealista e
ativista da paz considerado pai da ciência da informação, Otlet dentre outras
iniciativas criou a Classificação Decimal Universal, desenvolveu a classificação,
codificação e catalogação, padronizou o uso nos cartões usados na maioria dos
catálogos de biblioteca em todo o mundo, escreveu livros sobre a forma de recolher
e organizar o mundo do conhecimento (Traité de documentation-1934; Monde: Essai
d'universalisme-1935).
Otler foi um homem muito a frente do seu tempo, os catálogos criados, foram
os primeiros passos da WEB e das Redes Sociais on-Line, acreditava em uma
grande rede de conhecimento, acesso remoto, noções de hiperlinks, motores de
pesquisa, enfim , os mesmos conceitos atuais, porém , com diferentes nomeclaturas
das que hoje são conhecidas.
Henry de La Fontaine, advogado, bibliográfo, político, idealista, ganhador do
Prêmio Nobel da Paz (1913), companheiro de Paul Otlet, após uma conferência
internacional, criaram o Escritório Central de Associações Internacionais, que mais
tarde passou a ser chamada de União das Associações Internacionais, idealizaram
também o Centro Internacional Palais Mondial (World Palace) , que com o passar
dos anos transformou-se em um museu chamado Mundaneum, abrigando coleções

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e atividades de diversos organismos e institutos. As construções políticas de Otler e
La Fontaine foram absorvidas na Liga das Nações e no Instituto Internacional de
Cooperação Intelectual, órgão precursor da UNESCO.
Otlet e La Fontaine tentaram criar a "cidade do conhecimento", apoiados pelo
governo belga, fundaram um espaço onde serviços de pesquisas, mediante
pagamento, pessoas de qualquer lugar do mundo podiam solicitar via correio ou
telegráfo, conteúdos diversos, totalizavam anualmente cerca de 1.500 pedidos.
Infelizmente devido à falta de apoio político, guerras e recursos financeiros, alguns
projetos não se concretizaram , porém , o museu belga Mundaneum guarda os
primeiros registros de empreendedorismo na Biblioteconomia (VIDA E. .. , 2010).
2.2 Competência Informacional como fator impulsonador do Empreendedorismo

o significado de competência informacional na biblioteconomia traduz a ideia
de que o profissional da informação possui habilidades e conhecimentos que foram
se somando ao longo de sua vida e de sua formação acadêmica , todo o
conhecimento de mundo adquirido ao longo dos anos, aliados as informações
absorvidas durante os estudos dão suporte ao profissional para desenvolver todo um
processo de atribuições, identificando, selecionando e facilitando o uso de
determinada informação em favor daqueles que a procuram .
Partindo desse pressuposto, a American Library Association - ALA (1989,
p. 01), declara que:
Para ser competente em informação, uma pessoa deve ser capaz de
reconhecer quando uma informação é necessária e deve ter a
habilidade de localizar, avaliar e usar efetivamente a informação [... ]
As pessoas competentes em informação são aquelas que aprenderam a aprender. Elas sabem como o conhecimento é organizado,
como encontrar a informação e como usá-Ia de modo que outras
aprendam a partir dela.

Dessa forma, observamos o importante papel que o bibliotecário pode
oferecer ao usuário da informação, seja ele tecnológico ou informacional ; dominar
ferramentas que auxiliem no manuseio da informação, é pressuposto básico no
mundo globalizado; orientar o usuário de forma que o mesmo possa ter
conhecimento e segurança na utilização de dados para sua pesquisa, exige que o
profissional da informação tenha um grau de competência informacional, de forma
que desempenhe suas atividades de forma eficiente e eficaz.
O bibliotecário atual segundo Arruda (2000, p. 19), aponta a tecnologia como
propulsora das principais modificações em seu perfil , soma-se a isto, elementos de
gestão organizacional, tais como : identificação do trabalho, aumento da
responsabilidade individual, influência no mercado internacional e da
competitividade.
Diante da grande oferta de informações, divulgadas e facilitadas pelas mais
variadas formas de suportes como: Meios tradicionais impressos (livros, revistas e
jornais); Mídias de massa: (rádio e TV) ; Mídias virtuais: (internet, intranet, blogs,
sites, redes de relacionamento como orkut e facebook, mensagens instantaneas
como torpedos e e-mails) e Mídias eletrônicas: cd room, pen drive, hd portátil,

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dentre outras, distâncias são encurtadas, barreiras no aprendizado são rompidas,
ficando cada vez mais fácil o acesso ao conhecimento através de banco de dados,
de bibliotecas virtuais, de acervos particulares e outros tipos de armazenamento de
informações, porém , é primordial ressaltar a valorização do profissional bibliotecário
que precisa conhecer e dominar ferramentas de acesso, armazenamento,
disseminação e uso da informação, em um mundo que requer rapidez, praticidade e
eficácia, além disso este profissional precisa estar atento e preparado para as
constantes modificações tecnológicas, como também para as necessidades
informacionais que surgem no decorrer de todo este processo.
Na sociedade conteporânea , onde as informações são disponibilizadas nos
mais diferentes suportes e de forma rápida , é papel do bibliotecário orientar aqueles
que tem alguma necessidade informacional , orientando no serviço de busca , de
forma que os usuários aprendam a filtrar as informações relevantes às suas
necessidades.
Parafraseando o pensador indiano Ranganathan (1931), que diz em sua
segunda Lei ''Todo leitor tem seu livro", podemos trazer para os dias atuais que, para
cada leitor existe uma informação, mas é necessário ter prudência no que se refere
a veracidade da informação, nem sempre o que é colocado na web a disposição dos
leitores, tem total credibilidade, existem repositórios sérios com conteúdos
garantidos, como também repositórios onde não existe nenhuma garantia nos dados
ofertados.
2.3 Constituição e Implementação de Negócios
Em todo o mundo, o profissional que tem como matéria-prima a informação
tem um vasto campo de atuação, o mercado brasileiro neste instante passa por
inúmeras mudanças que vem facilitar o ingresso daqueles que se profissionalizam
na área da ciência da informação.
Em 2010, foi aprovada a Lei que obriga escolas públicas e privadas a ter uma
biblioteca, a Lei 12.244/2010 de 24 de maio, determina que toda escola tenha um
acervo de livros nas bibliotecas de pelo menos um título por aluno matriculado. As
escolas terão até dez anos para adaptar seus espaços aos livros, material
videográfico, documentos para consulta , pesquisa e leitura. Como resultado os
centros de informação passarão a ter efetiva participação de um bibliotecário até o
ano de 2020.
Visualizando todo esse vasto campo de oportunidades o bibliotecário
empreendedor pode focar vários caminhos, além dos tradicionais, pode se
especializar para o ingresso em : Concurso Público onde poderá desenvolver suas
atividades administrativas e em seus horários livres desenvolver tarefas que
complementem sua renda ; seu próprio negócio, montando ou assessorando
bibliotecas (executando serviços de Catalogação, Indexação e Resumo ,
Restauração de livros, Digitalização Eletrônica, Arquivamento de documentos, entre
outras atividades) , Livrarias, Editoras, Serviços de encadernação e Normalização
acadêmica; Administrando Arquivos, Bibliotecas privadas e pessoais e demais
serviços relacionados com a informação.

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Abrir um negócio não é algo necessariamente simples, exige dedicação,
observação constante, um bom empreendedor nunca é pego de surpresa, está
sempre monitorando seus gastos, lucros e investimentos.
Identificada a necessidade para criação de um negócio é importante seguir
uma meta, um caminho planejado e estruturado para dar segurança ao
empreendimento. Surge então o Plano de Negócio, ferramenta que auxilia, não
garante sucesso, mas sua implementação direciona o negócio de forma profissional
dando credibilidade e compromisso, necessitando ser revisto periodicamente para
se garantir as metas programadas.
2.3.1 Incubadora de Empresa
A Incubadora de Empresa é um organismo que oferece apoio gerencial e
técnico, além de uma gama de serviços que propiciam oportunidades de negócios e
parcerias para que você desenvolva um projeto/empresa (INCUBADORAS ... , 2010).
Os principais tipos de incubadora são:
a) Incubadora Tecnológica Fechada ; b) Incubadora Tecnológica Mista;
c) Incubadora Tradicional Fechada ; d) Incubadora Tradicional Aberta .
Os profissionais da informação podem inspirados e apoiados pelas
incubadoras existentes desenvolver suas competências, buscando informações
junto a associações e universidades, direcionando seus trabalhos dentro dos quatro
tipos de incubadoras mencionados anteriormente.

APOIO OFERECIDO PELA INCUBADORA

Infraestrutu ra

Salas individuais e coletivas, laboratórios, auditório,
bilblioteca, salas de reunião, recepção, copa cozinha,
estacionamento.

Serviços Básicos

Telefonia e acesso a Web, recepcionista, segurança,
xerox, etc.

Assessoria

Gerencial, contábil, jurídica, apuração e controle de custo,
gestão financeira , comercialização, exportação e para o
desenvolvimento do negócio.

Qualificação

Treinamento, cursos, assinaturas de revistas, jornais e
publicações

Network

Contatos de nível com entidades governamentais e
investidores, participação em eventos de divulgação das
empresas, fóruns.

QUADRO 03 - Apoio oferecido pela Incubadora.
FONTE: Disponível em : &lt;http://www.e-commerce.org .br/incubadoras.php&gt; .

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3 Metodologia
A Metodologia utilizada nesta pesquisa foi a Abordagem Quantitativa , onde
fundamenta que tudo pode ser quantificável, traduzido em números, opiniões e
informações para classificá-Ias e analisá-Ias. Requer o uso de recursos e de
técnicas estatísticas como: percentagem, média , moda, mediana , desvio-padrão,
coeficiente de correlação, análise de regressão, etc. (SILVA, 2001) .
Do ponto de vista dos seus objetivos a pesquisa é do tipo Exploratória, que
segundo Gil (2002, p. 41)
Visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a
torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento
bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências
práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que
estimulem a compreensão. Assume, em geral, as formas de
Pesquisas Bibliográficas e Estudos de Caso.

Caracteriza-se também como Descritiva , visto que:
Visa descrever as características de determinada população ou
fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve
o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e
observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento (GIL, 2002, p. 42).

Especificamente os procedimentos envolvidos caracterizam-se como um
Estudo de Caso desenvolvido junto aos estudantes do primeiro ao décimo período
do Curso de Biblioteconomia da UFPB. Segundo Gil (2002, p. 43), envolvendo um
"estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de forma a permitir o seu
amplo e detalhado conhecimento, ou seja, busca analisar os vários aspectos de um
indivíduo ou grupo delimitado de indivíduos". A pesquisa busca analisar o perfil
empreendedor do estudante de Biblioteconomia e a constituição do próprio negócio
entre os alunos do primeiro ao décimo períodos do referido curso.
A Análise dos dados foi feita com uso de estatística inferencial e a sua coleta
através de questionário estruturado.

4 Análise dos Dados
4.1 Caracterização do Perfil do Aluno de Biblioteconomia (Parte I)
A pesquisa foi realizada junto aos discentes do primeiro ao décimo período do
Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba, em um universo de
175 (cento e setenta e cinco) alunos, com uma amostragem por período de até 20
(vinte) alunos.
Nesta parte inicial da pesquisa (Parte I), oito questões foram levantadas:
Sexo; Faixa Etária ; Estado Civil ; Com quem reside; Atividade Profissional ; Renda ;
Qual a frequência que você utiliza a internet e Caso acesse a internet, indique o
local.

2431

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Informações obtidas junto a Coordenação de Biblioteconomia mostram que
anteriormente o curso era preenchido essencialmente pelo público feminino, os
dados da pesquisa mostram que 73 discentes são do sexo masculino, cerca de 42%
e 102 discentes são do sexo feminino, cerca de 58%.
No que se refere a Faixa Etária cerca de 29% entre 21 e 24 anos, 26% estão
na faixa Acima de 33 anos, 23% entre 25 e 28 anos, 15% entre 29 e 32 anos e 7%
tem idade entre 17 e 20 anos.
Estado Civil dos entrevistados é em sua maioria de Solteiros 64%, Casados
com 23% e 13% distribuídos entre Separados, Divorciados e Uniões Estáveis.
Sozinhos, 30% com seus companheiros e 4% em Residência Estudantil/Outros.
O perfil da residência dos discentes de biblioteconomia, 57% moram com
seus Pais, 9% Sozinhos, 30% residem com seus companheiros e 4% em Residência
Universitária / Outros.
No desenvolvimento de suas Atividades Profissionais 34% tem Emprego
Privado, 23% Não exercem atividade profissional, 22% em Estágio remunerado ou
não, 9% em Emprego Público, 7% em Negócio Próprio e 6% com Emprego
Temporário.
No tocante a Renda, 75% estão na faixa salarial entre 1 e 5 salários mínimos,
13% estão na faixa entre 6 e 10 salários, 7% recebem menos que 1 salário mínimo e
5% recebem mais de 10 salários mínimos. De acordo com estas faixas salariais
aparece a possibilidade para se empreender em um negócio próprio, bastando para
isso incentivo e qualificação empreendedora .
Os dados obtidos revelam uma estatística de 81 % no que se refere a
frequência de utilização da internet, 17% dos pesquisados disseram as vezes
utilizam e apenas 3% Raramente utiliza. Fica evidenciado que todos tem acesso à
informações por meio eletrônico, ficando facilitada a possibilidade de adquirir
informações, novos aprendizados e se familiarizar com o que está acontecendo
dentro de sua área de atuação, visto que em um mundo globalizado, a internet é
ferramenta fundamental para se ter acesso mais rápido as informações. Atualmente
a comunicação entre docente e discente é muito utilizada facilitando assim o
aprendizado e otimizando o ganho de tempo.
O local de acesso dos alunos de biblioteconomia à internet, em sua maioria é
na sua própria residência, atingindo um percentual de 67%, quanto ao acesso no
trabalho, o percentual é de 20%, na Universidade 8%, Casa de amigos e Lan House
somam 5% dos pesquisados.
4.2 Caracterização do Perfil do Aluno de Biblioteconomia (Parte 11)
As questões fazem referência ao perfil empreendedor dos alunos de
Biblioteconomia. No questionário, indagou-se o seguinte: Durante o curso de
biblioteconomia você teve contato com disciplinas que lhe repassaram competências
empreendedoras?
Foi registrado um índice baixo quanto ao contato com disciplinas que
repassam competências empreendedoras, 58% dos entrevistados assinalaram que
Às vezes tinham contato com as disciplinas, 21 % Raramente, 13% informaram que
Nunca tiveram contato e 8% opinaram que Sempre tiveram contato com disciplinas
empreendedoras.

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Outra indagação revela que 61 % responderam que Às vezes observam em si
competências empreendedoras, 22% dos entrevistados afirmam que Sempre
identificam. 11 % Raramente e 6% dos discentes não identificam em si competências
empreendedoras.
Identificou-se que, 56% Às vezes observam seus docentes como
empreendedores, 29% Raramente, 12% os vêem com um perfil empreendedor e 3%
nunca observaram .
O graduando precisa ser estimulado para uma constante qualificação, as
metodologias mudaram, o ensino à distância e o autoconhecimento através da
internet mostram que o professor não é mais o dono do saber, faz-se necessário
acompanhar a evolução do aluno frente ao conhecimento e direcioná-lo às práticas
do mercado bibliotecário e empreendedor.
4.3 Análise da Implementação do Negócio Próprio
Ao analisar o estudante de Biblioteconomia quanto as suas intenções em
empreender em um negócio próprio, percebeu-se que (88%) acreditam que a autorealização é um fator motivador, ao se defrontarem com um problema, (76%) se
vêem pouco criativos, (73%) mesmo não sendo de sua responsabilidade , procuram
resolvê-lo, caso tenha competência e (55%) preferem não correr riscos.
Fica evidente que os alunos do curso de biblioteconomia já possuem algumas
características empreendedoras, mas, não basta simplesmente ter o conhecimento
sobre empreendedorismo, a ausência de fatores estimuladores, faz com que se
acomodem e procurem soluções sem risco, ou seja , preferem não apostar em algum
tipo de empreendimento.
Um percentual de (85%) tem facilidade e gostam de trabalhar com pessoas,
(82%) desenvolvem seu senso de autocrítica , (81 %) são organizados nas atividades
que desempenham, (81 %) lutam com persistência para alcançar seus objetivos,
(77%) se consideram persistentes e perseverantes, (76%) se auto-avaliam
frequentemente, (71 %) são encorajadoras e despertam nas pessoas as realidades
em que estão inseridas, (59%) sempre que podem tomam decisão, (53%) tomam
decisão com rapidez, (49%) dos discentes discordam que o emprego público tira a
liberdade de agir e ousar, buscando melhorar suas ações, (45%) frente ao erro se
sentem culpados, (41 %) das decisões tomadas não envolvem recursos financeiros e
(40%) no instante em estão sob pressão, não se sentem paralisados no que se
refere a tomada de decisão.
No curso de biblioteconomia temos um panorama bastante motivador para o
implemento de disciplinas empreendedoras, os alunos se enquadram como
autocríticos, persistentes e perseverantes, encorajadores, gostam de trabalhar com
pessoas, organizados, decidem com rapidez, afirmam que o emprego não limita a
liberdade de agir e sabem trabalhar sob pressão.
Como resultado observou-se ainda que (89%) sentem necessidade de
complementação da renda, (82%) sentem que os desafios os fazem movimentar,
(80%) dos alunos são flexíveis e aceitam críticas, (79%) ao enfrentar dificuldades
acreditam em dias melhores, (72%) procuram fazer as coisas antes que peçam,
(66%) já pensou em ter o próprio negócio, mesmo correndo risco , (65%) estão
sempre buscando novos conhecimentos, arranjando tempo para isto, (58%)

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preferem primeiro o emprego público, logo após empreender em um negócio próprio,
(50%) tem ideias e ações originais e quase nunca copiam os outros, (42%)
acreditam que não existem pessoas difíceis, sabem lidar com todo tipo de
comportamento e (17%) querem constituir o próprio negócio e não pensam em
emprego público .
A pesquisa mostra um contrasenso nas informações prestadas pelos
entrevistados, se a maioria sente necessidade de complementar sua renda, estão
prontos para enfrentar desafios, tem ideias e ações originais, sabem lidar com todo
tipo de comportamento, são flexíveis, aceitam críticas e já pensaram em ter seu
negócio, porque apenas 17% querem constituir o próprio negócio e não pensam em
emprego público? Falta nesse momento um fator norteador, ou seja , é necessário
ter uma disciplina voltada para o empreendedorismo ou professores em suas
disciplinas que trabalhem tais características para que no futuro o índice de alunos
com perspectivas de abrir um negócio seja maior.
O universo da pesquisa nos mostra que (82%) buscam estabilidade
profissional , (61 %) preferem ter pouco do que ter nada, (41 %) nunca pensou em
empreender na área de biblioteconomia e prefere se preparar para concurso público
e (31 %) dos estudantes de biblioteconomia já teve uma ide ia original para
empreender em sua área .
Notou-se que o discente de biblioteconomia já teve uma ideia original , porém,
não empreendeu, recorre ao ingresso em concurso público pela estabilidade, se
distanciando da possibilidade de ter seu negócio próprio.

5 Considerações Finais
No presente estudo, analisou-se o empreendedorismo sob a óptica do
estudante de Biblioteconomia da UFPB. Nesse sentido, identificou-se que o perfil
empreendedor do aluno do referido curso, não é um fator de forte impacto na
constituição do negócio próprio.
Criatividade, imaginação, determinação, liderança, autocrítica, organização,
independência, iniciativa, persistência , perseverança, flexibilidade e otimismo foram
características percebidas junto aos discentes, porém falta-lhes a iniciativa e atitude
para se tornarem empreendedores.
As competências demandadas sugerem a necessidade de uma participação
mais efetiva dos docentes em trabalhos que tratem do empreendedorismo, uma vez
que as oportunidades de novos conhecimentos e troca de informação devem ser
variadas. Observou-se que os discentes esperam que os docentes devam entender
que o mercado de trabalho exige atualização e uma postura proativa e sobretudo
passem a importância de ver no empreendedorismo mais uma oportunidade de
trabalho.
O termo empreendedorismo é a arte do olhar inovador, é criar ou melhorar
condições de trabalho, de um bem ou de um serviço, significa ser um realizador que
produz novas ide ias através da junção entre criatividade e imaginação, fator de
desenvolvimento social e econômico.
Os discentes quando indagados se existiu contato com disciplinas que
repassaram competências empreendedoras mais da metade dos entrevistados
relataram que "Às vezes" tinham contato, e não se identificam como uma pessoa

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que tenha competência empreendedora e relataram que não percebem em seus
professores um perfil empreendedor.
A cultura empreendedora contribui para que o nível de negócios entre os
alunos de biblioteconomia seja inexistente ou baixo . Apenas 7% dos alunos
disseram ter negócios próprios.
A resposta pode ter contribuição da maneira como percebem o risco em suas
vidas, dos alunos de biblioteconomia identificaram-se com baixo nível de correr
risco, formando uma cultura que freia o empreendedorismo, sentem necessidade de
complementar sua renda, porém, visam ingressar em um emprego público,
procurando estabilidade financeira e profissional , não tendo o desejo de constituir o
próprio negócio
Levando-se em conta o tema em questão, alguns índices despertam uma
maior atenção por variar entre 20% e 36% , alguns alunos preferem não emitir
opinião, ou seja, não concordam nem discordam nos quesitos que tratam de: Correr
riscos ; Emprego público tira a liberdade de agir e ousar; Tomo decisões com
rapidez; As situações de pressão me paralisam nas tomadas de decisão; Tomar
decisão é algo que evito sempre que posso; Quando fracasso me culpo muito pelo
erro; Tenho ide ias e ações originais e quase nunca copio os outros; Fazer as coisas
antes que peçam ; Sempre gosto de buscar novos conhecimentos, eu arrumo tempo
para isto, pois me alimenta; Para mim não existem pessoas difíceis, sempre sei lidar
com todos os tipos de comportamento; Quero constituir o meu próprio negócio e não
penso em emprego público ; Quero primeiramente fazer um concurso público e
depois empreender em um negócio próprio, pois assim não correria tantos riscos; Já
tive uma ideia original para empreender na área de biblioteconomia ; Nunca pensei
nisto, pois estou me preparando para fazer concurso público e "Antes pingar do que
secar", observa-se que os percentuais tem estimativas elevadas, ver-se portanto, a
necessidade de estimular tais pontos ao longo do curso, esses percentuais tenderão
a diminuir.
Os alunos de biblioteconomia acreditam possuir características empreendedoras, porém, não se sentem seguros em empreitar tal objetivo, talvez pela falta de
conhecimento sobre empreendedorismo ou quem sabe ainda não foram
despertados para tal.

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Documentação&#13;
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              <text>Com a globalização, a sociedade brasileira, passa por diversas mudanças. Fatores políticos, econômicos e tecnológicos, contribuem para a formação de um novo mercado de trabalho. Nesse contexto, observa-se um ambiente propício para o empreendedorismo, onde os profissionais devem ser dotados de um conjunto de técnicas e conhecimentos que visualizem oportunidades que resultem em bons empreendimentos. Este trabalho analisa o empreendedorismo na perspectiva dos alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB, uma abordagem das competências, identifica que seu perfil empreendedor deve ser fator determinante na constituição do negocIo próprio, como também num reposicionamento no mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades. Constatou-se nos discentes nenhum contato com disciplinas empreendedoras e baixo perfil  empreendedor nos docentes. A pesquisa revelou que o aluno de biblioteconomia não corre riscos mesmo necessitando complementar sua renda, opta pelo emprego público, falta atitude para empreender, sendo desprovido de conhecimento e estímulo. A Metodologia utilizada foi Abordagem quantitativa, tipo exploratória e descritiva, caracterizando um estudo de caso. O campo da pesquisa foram os alunos do primeiro ao décimo período do curso em questão. A amostra é composta por cento e setenta e cinco discentes, com análise dos dados feita com uso de estatística inferencial e a sua coleta através de questionário estruturado. A partir das análises coletadas chega-se a conclusão que a cultura empreendedora dos discentes da UFPB, não é suficiente para impulsionar a implementação de um negócio. Portanto, o perfil empreendedor dos alunos de biblioteconomia-UFPB não é fator determinante na constituição do negócio próprio.</text>
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